Sonhos Quebrados.

51 51-Aposta arriscada.


Notas iniciais
Olá! Minha imaginação voltou com força total, agora está mais fácil escrever!

Boa leitura.

_ Mamãe não precisa chorar vai...dar...tudo..certo...- Koji adormeceu devido ao efeito da anestesia e suas mãozinhas relaxaram aos poucos soltando a mão da mãe que tinha um olhar desolado e triste.

Ela afastou os poucos fios louros que cobriam parte de sua testa e deu-lhe um beijo terno desejando-lhe sorte. Um sorriso fraco enfeitava a face infantil como se quisesse diminuir o receio que ela sentia, mas nada era capaz de amenizar o suplício da incerteza.

Essa era sempre a hora mais difícil, entregar o filho nas mãos dos médicos, por mais que confiasse nas habilidades de Tsunade e sua equipe era impossível impedir a gama de emoções que se apossavam da sua mente fazendo o coração apertar a medida que a maca desaparecia pelo corredor até romper as portas do centro cirúrgico saindo do seu seguro campo de visão.

Resta apenas esperar e torcer para que tudo ocorra bem.

Ela mantém as mãos junto ao coração como se fizesse uma oração silenciosa.

Queria que Naruto estivesse perto dela naquele momento. Havia mais de um mês que ele estava fora a caça dos ninjas e ela estava morando com Ino que estava em Konoha com o filho, sob a supervisão e proteção do Kazekage que cumprira a sua promessa de estar presente no momento da cirurgia do afilhado.

Os amigos prometeram que estariam ao seu lado, e em questão de minutos a sala de espera estaria lotada. Mas ela sabia que mesmo que houvesse mil pessoas ao seu lado, ainda haveria uma lacuna em seu coração.

Uma mão suave pousou em seu ombro retirando-a do transe e ela virou para fitar as duas esmeraldas que brilhavam transmitindo o mais terno carinho e o sorriso amigo que denunciava as intenções que passavam em sua mente.

_ Hinata. – a rosada estava incerta sobre como se expressar. Sentia a amarga sensação de culpa preencher o coração como se fosse fazê-lo parar a qualquer instante fazendo as palavras tantas vezes ensaiadas em frente ao espelho se esconderem na boca com medo de aparecer.

Os olhos verdes começaram a lacrimejar e ela farfalhou o jaleco nervosamente com a outra mão que estava livre, como se algo a incomodasse.

_ Sakura... –A morena olhava confusa, sentindo a onda de emoções que percorriam os nervos ansiosos da Haruno como se pudessem ser transmitidas pelo olhar.

Ela mexeu o jaleco mais uma vez e sem conseguir conter o choro conseguiu reunir a coragem necessária para falar.

_ Sei que eu fiz coisas que você não merecia Hinata e queria que me perdoa-se pelo meu egoísmo. – As lágrimas desciam gordas e pesarosas e a voz balançava pela emoção. -Eu me sinto culpada pela dor que vocês passaram e se não quiser não precisa me perdoar, mas eu não terei coragem de tocar no seu filho sem a sua permissão.

Hinata olhou emocionada para a médica que chorava aos borbotões e sentiu o coração fragilizado se compadecer.

Estava finalmente fazendo as pazes com seu passado.

Sem poder conter a dor que a afligia a rosada se lançou nos braços da morena que a acolheu e chorou com ela. Ambas falavam embolado, enquanto uma pedia desculpas a outra dizia que a perdoava, e ficaram assim por alguns instantes, se abraçando com força com se fossem velhas companheiras.

Ambas partilhavam dores que eram demasiadas grandes para serem suportadas por um só indivíduo.

Ambas expurgavam um peso antigo dos corações, como se as lágrimas e o calor pudesse levar embora todos os problemas.

Poderiam finalmente recomeçar.

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Ino se apressou em vestir o jaleco e partir rumo a sala de esterilização. Também fora convocada para a cirurgia de Koji que iria demandar a ajuda dos melhores ninjas médicos da vila.

Rumava em direção a sala quando foi interrompida pela cena das garotas se abraçando emocionadas em meio ao corredor. Sabia que Tsunade não tolerava atrasos, mas esse seria por um bom motivo, não teria coragem de atrapalhar o momento das duas e resolveu esperar que se separassem.

_Muito bem testuda!- comemorou baixo.

Quando as duas se separaram ela fez sinal para a Haruno que tentando se recompor da emoção respondeu com um leve balançar de cabeça. As mãos de Hinata pousaram sobre as suas e seguraram com ternura.

_ Eu deixo o meu filho em suas mãos. Tenho certeza de que fará de tudo por ele. – disse com os olhos ainda marejados.

_ Obrigada Hinata. Agora sei por que Naruto lhe escolheu para ser a mãe dos filhos dele. Pode deixar que vou entregar o seu pequeno tinindo de novo, e por favor cuide desse.- acariciou a barriga dela.

As duas sumiram pelo corredor carregando consigo as esperanças de Hinata que sem outra alternativa, sentou-se em um dos bancos a espera de notícias.

Os minutos pareciam se arrastar fazendo o receio crescer gradativamente e ela olhava para o relógio que parecia estar quebrado a todo o instante.

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_Sakura você está atrasada. –Tsunade resmungou enquanto contava os instrumentos cirúrgicos para ter certeza de que não estaria faltando nenhum.- Sabe que eu não tolero atrasos em casos de cirurgias complicadas como essa, vou precisar de toda a ajuda necessária nesse procedimento.

_ Gomen Tsunade sensei, eu encontrei com a Hinata e precisei falar o que estava engasgado na minha garganta há tempos, não iria conseguir me concentrar sem receber a benção dela.

A loira a encarou de cima á baixo curvando um pouco as sobrancelhas.

_ Tudo bem. – disse por fim. — Conseguiu o que queria?

_ Sim.

_ Então chega de lenga- lenga e venha para perto de mim, preciso que mantenha o nível de chakra dele constante. Se acaso oscilar durante alguma incisão você deve equilibrá-lo.

_ Sim Tsunade sensei. – concordou indo para perto dela.

_ Ino, você irá ajudar a Sakura caso o chakra dela não seja suficiente. Será uma tarefa difícil para vocês, eu analisei o nível de chakra dele e percebi que é tão grande quanto o de Naruto, então manter a constante vai requerer muita atenção e habilidade.

Ela pegou o bisturi e analisou a cicatriz com o dedo antes de começar a incisão.

_ Vamos vasculhar esse ambiente tantas vezes visitado, espero não encontrar nenhuma bagunça aqui dentro. Prometo que essa será a última vez.

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Uma hora se passou desde que Koji deu entrada na sala de cirurgia e Hinata já sentia os efeitos do nervosismo sobre o corpo, Estava tentando se acalmar para não prejudicar o bebê que esperava, mas era impossível desviar a atenção. Os dedos se amassavam e as mãos alvas, já apresentavam sinais de vermelhidão.

Levantou- se para beber água quando sentiu as pernas fraquejarem e a vista embaçar. Antes que caísse sentiu dois braços sustentando-a no ar.

_ Via com calma morena, não precisamos de dois internados no mesmo dia. No seu caso três. – a voz disse divertida.

_ Gaara?-disse confusa se recompondo- Você não estava com o Daito? Como veio para cá?

_ Esperava mesmo que eu fosse conseguir ficar em casa com o meu afilhado aqui?Não se preocupe com o meu filho ele está com os avós, não queria trazê-lo ao hospital, não acho um lugar agradável para uma criança tão pequena.

_Obrigada. — disse dando um sorriso meigo.

Ele ergueu uma das sobrancelhas.

_ Pelo quê?

_ Por sempre estar por perto quando preciso de você, por amar o Koji como á um filho.

_ Deixa ver se entendi? Está me agradecendo por ser eu mesmo?

_ Não. Estou agradecendo por ser um ótimo amigo.

Ele corou um pouco com o elogio dando um breve sorriso envergonhado que fez a morena se divertir um pouco.

_ Vamos deixar essa conversa para depois. –disse conduzindo-a pelo braço. – Você precisa descansar um pouco de todo esse stress. Vamos ao restaurante do hospital para tomar um pouco de ar.

Ela estatelou os olhos e parou o trajeto.

_ Eu não posso Gaara, esqueceu que é o meu filho está lá dentro? Como eu posso me distrair com isso?

Ele suspirou e pegou uma de suas mãos.

_ Eu sei que está nervosa com isso Hinata e confesso que também estou, mas eu tenho que garantir que não tenha que passar por isso uma segunda vez. Para isso não posso deixar que essas emoções influenciem na sua gravidez, sabe que o Naruto nunca iria me perdoar se isso acontecesse. — disse sério.

_ Hoje você está tão falador Gaara, foi o Naruto que pediu para que tomasse conta de mim?

_ Não. Ele não precisa falar algo assim. Eu me sinto na obrigação de zelar pelo seu bem estar.

Ela ficou alguns minutos ainda fitando os olhos verdes tão compenetrantes. Mesmo não tendo visto muitas vezes aquela expressão ela sabia que ele tentava disfarçar a angustia que arrematava seu coração, era como se estivessem partilhando as preocupações.

_ Está bem, mas só alguns minutos; não quero me ausentar por muito tempo.

_ Não lhe pedirei mais do que isso.

Ele ofereceu gentilmente o braço para acompanhá-la e ambos saíram na direção do refeitório, lançando olhares furtivos e preocupados a ala que desaparecia de acordo com os passos cadenciados que ressoavam pelo salão como uma bateria ritmada que batia descompassada com as batidas nervosas dos seus corações.

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Depois de mais de uma noite correndo sem intervalos para descansos o grupo estava chegando perto da vila. Longe já era possível avistar o topo do muro que a ladeava e as fumaças das chaminés que subia imponentes em direção ao céu em um trabalho enfadonho que denunciava que a vida corria seu curso normal.

Naruto seguia a frente, muito ansioso para conversar ou parar com qualquer um dos ninjas que o seguiam de perto. Era compreensível o seu nervosismo, sabia que era o dia da cirurgia do filho e fizera coisas inacreditáveis para estar ao lado da família naquele momento.

A missão havia encerrado com a organização que capturava e vendia ninjas ao mercado negro em troca de enormes quantias de dinheiro, e havia dado cabo até de alguns magistrados responsáveis. Ele não fora misericordioso com nenhum deles, inclusive os mandantes, eliminando-os de maneira rápida e minuciosamente assessorada pelos ex-alunos de Hinata, que tinham habilidades e conhecimentos acerca do assunto que sabiam aplicar de maneira formidável. Apesar de um pouco frios e estrategistas eles planejaram os planos que deveriam ser executados de maneira rápida, eliminado primeiro os guarda-costas para depois se concentrar no chefe.

Sasuke os encarava de maneira estupefata. Apesar de jovens mostraram ser capazes de executar missões de alto risco com êxito, deixando claro que haviam sido bem instruídos.

Neji sentia o seu rancor pelo Uzumaki desaparecer a medida que ele demonstrava o quão estava preocupado com Hinata e se perguntava se havia realmente tanta necessidade de tentar proteger a prima do homem que declarava seu amor por ela de maneira tão espontânea e radical. As emoções se confundiam em seu interior o deixando desnorteado quanto ao que acreditar em relação ao loiro. Talvez fosse hora de admitir que a prima já não precisava mais de proteção e sim de amizade.

Quando estavam chegando próximos aos portões da vila, os três ninjas da areia cessaram os movimentos.

_ Porque pararam? – Naruto perguntou nervoso. – Não vêem que eu tenho pressa? Não é hora para parar e descansar.

_ É aqui que nos separamos Uzumaki Naruto, Uchiha Sasuke e Hyuuga Neji, não há necessidades de voltarmos para Konoha uma vez que o nosso trabalho está concluído. — O ANBU com máscara de Jabuti disse.

_ Por favor, transfira os nossos sentimentos a Hinata sensei e diga que estaremos esperando por notícias. –outro disse.

_ Porque não vem conosco e falam por si mesmos?

_ Não podemos nos apresentar a ela com essas roupas sujas de sangue. Sabemos que ela não gosta e também existem outras missões a nossa espera em Suna.

_ Sim eu entendo. Muito obrigado pela ajuda time Alfa. — Naruto completou.

Eles acenaram em retribuição e fizeram breves selos com as mãos para logo então desapareceram deixando os outros ninjas de Konoha sozinhos. Eles se encararam brevemente antes de voltar a seguir para a vila que agora estava próxima.

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_Sakura rápido, preciso que sature essa parte!- Tsunade disse com a voz tensa.

A rosada quase perdeu o controle sobre seu jutsu ao ver a hemorragia que uma das incisões havia provocado. Os olhos encheram-se de pavor com a possibilidade de não poder ajudar o menino e quebrar a promessa que havia feito a Hinata e o nível de chakra em suas mãos começou a oscilar perigosamente.

_ Calma rosada, não amarele agora, precisamos de você. — levantou os olhos para Ino que a encarava com os intensos olhos azuis encorajando-a. – Lembre o quanto Naruto já fez por nós, não podemos falhar com ele.

Ela maneou a cabeça e voltou a se concentrar em seu jutsu, aos poucos o sangramento foi estancando e fechando. Uma das enfermeiras enxugou o suor que escorria perigosamente pelo seu rosto.

Tsunade limpou a área com um pano esterilizado que lançou sobre a bacia que havia ao lado da cama, havia ainda muitos pontos esperando o seu tratamento e o nervosismo de Sakura estava alcançando níveis alarmantes.

Sem retirar os olhos dos pulmões que agora trabalhavam á um ritmo mais fraco se dirigiu a loira a sua frente.

_ Ino, tome o lugar de Sakura. – disse tensa ajustando a lupa a sua frente.

Sakura a olhou assustada.

_ Mas, Tsunade-sama, eu não posso trocar de lugar com a rosada, ela é mais competente nesse quesito de saturação!

_ Não questione!Eu sou a médica responsável e decido quem está mais apto. –respondeu sem rodeios.

Sakura passou o posto relutante, sem acreditar que havia sido trocada em um momento tão delicado. Olhou para a Godaime que mantinha o semblante concentrado se sentindo culpada por não estar desempenhando bem o seu trabalho.

Mais alguns minutos se passaram sob a tensão e expectativa da equipe que acompanhava. Não era comum haverem cirurgias que necessitavam desse tipo de intervenção a bisturi, e a demora estava começando a desgastar a equipe que sentia o cansaço atrapalhar perigosamente.

_ Queda na pressão arterial. – uma enfermeira alarmou.

_ Droga!Eu não estou conseguindo saturar essa veia!- Tsunade reclamou.

_ Batimentos descompassados.

A equipe suava nervosa sentindo o próprio coração palpitar de expectativa, juntava as mãos em um pedido de misericórdia divina. Era possível ver o pequeno coração bater em ritmo descompassado dentro da caixa torácica aberta aumentando a apreensão de todos; apenas a Godaime se mantinha impassível por fora, mas as suas mãos trêmulas denunciavam a pressão que os resultados gritados estavam exercendo sobre o seu corpo. Deu um leve apertar no órgão esperando que ele voltasse ao ritmo normal sem sucesso, e começava a aparentar nervosismo quando viu as mãos da Haruno pousarem sobre as suas emitindo mais chakra.

_ Não se preocupe, nós estamos do seu lado. – falou carinhosa a acalmando.

Tsunade buscou se controlar e puxando novamente a lupa móvel se pôs a saturar a pequena veia que causava a hemorragia.

_ A pressão está caindo em ritmo alarmante. – outro alarme.

_ Vamos Koji! Eu preciso da sua ajuda aqui. – disse a médica tensa.

O menino que estava sob efeitos de calmantes começou a arfar violentamente sendo sacudido por leves espasmos musculares.

_ Isso não é um bom sinal!- Ino disse por debaixo da máscara buscando nivelar o chakra dele que começava a oscilar pela cirurgia.

_ ENDORFINA!- Tsunade gritou. –Depressa!

_ Mas Tsunade sama essa pode ser uma aposta muito perigosa no momento! Não podemos nos arriscar a causar um desmaio involuntário ou convulsões, o corpo dele pode não suportar!- Sakura disse assustada.

_ Não temos tempo para discutir o que pode acontecer ou não Sakura! Esse menino está morrendo e me recuso a ficar de braços cruzados.

_ Mas você não está de braços cruzados Godaime!- tentou convencê-la.

_ É tudo ou nada Sakura!- disse aplicando a injeção no braço dele. – Vamos Koji, não pode deixar os seus pais esperando. Resista!Reaja.

A médica rezava mentalmente para que o corpo dele não rejeitasse violentamente a medicação enquanto esvaziava a seringa.

Agora seria tudo ou nada.

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Hinata estava de volta a ala de espera em menos de dez minutos e sentada em um dos bancos acompanhada pelo ruivo tentava controlar o nervosismo que fazia o seu estômago parecer um criador de borboletas que pareciam bailar furiosamente em seu interior. O sangue parecia ter abandonado as partes mais inóspitas de seu corpo dando a ela a sensação de que tudo não passava de um sonho ruim que logo chegaria ao fim.

Mal conseguira tocar na comida e se serviu de um pouco dela após ouvir as recomendações de Gaara. Não queria que o bebê que carregava fosse atingido pela sua indisposição alimentar.

_ Quer que eu pegue um café para você tomar? Uma água com açúcar talvez?

Ela o olhou com os olhos tristes.

_ Porque estão demorando tanto? Eu não consigo parar de pensar no que deve estar acontecendo dentro daquela sala. Será que está tudo correndo bem?

_ Calma Hinata vai ficar tudo bem, confie nas habilidades da Tsunade. Você não é novata nesse tipo de situação, deveria saber os prejuízos da expectativa exacerbada.

_ Eu sei, mas...

A sua fala foi cortada pelo som estridente de alarme que soou pelo corredor fazendo as luzes vermelhas em cima da sala de cirurgia brilhar repetidas vezes. Ela se levantou sendo vigiada pelo ruivo que também observava atônito.

Uma voz suave e firme soou pela ala através dos microfones.

_ ALERTA!Todos os médicos do setor “G” de pediatria devem comparecer imediatamente ao quarto 205. Repito imediatamente!

Ela se levantou com as mãos mais trêmulas e o olhar assombrado.

_ Pelos Kages!O que está acontecendo lá dentro! Porque convocar tantos médicos?

Mal acabou de falar viu aparecerem no corredor dois médicos que seguiam apressados para a sala. Ela os olhou temerosa, sabia que algo estava errado e que não adiantava perguntar á eles, pois não saberiam responder.

Sentiu como se todo o sangue do corpo estivesse sendo drenado e ânsia de vômito devido ao nervosismo. Os olhos estatelados e os nervos a flor da pele captavam todas as sensações ao redor como um radar.

Mais um médico que subia vestindo o jaleco as pressas se dirigindo á sala de esterilização.

Tinha vontade de romper aquelas portas e perguntar a Tsunade o que estava havendo, mas não tinha coragem de sair do lugar.

O medo a havia paralisado.

Quando a pressão baixou subitamente e o corpo balançou, ela tornou a sentir dois braços a sustentando. Pensou ser Gaara, mas o cheiro e o toque da pele lhe diziam o contrário.

Naruto a virou para encarar seus olhos perolados com um sorriso meigo e cansado.

_ Tadaima. Desculpe a demora Hina.

Os olhos dela se encheram de lágrimas que ela largou no peito do loiro chorando sofregamente. Ele segurou a camisa preta que ele usava com ambas as mãos como se quisesse fundir os dois em um só corpo.

_ Naruto...o nosso filho está morrendo. – disse baixo com a voz embargada deixando as palavras morrerem na boca como se fossem um sussurro fraco.

Notas finais
E agora?O que irá acontecer com o nosso pequeno Koji?Tsunade fez uma aposta arriscada que pode gerar grandes consequências futuras. Não percam o próximo capítulo!