Sonhos Quebrados.
46 46- Reviravoltas.
Notas iniciais
Sakura abriu os olhos sem conseguir acreditar na loucura que havia cometido.
Era muito insano fazer algo assim no ambiente de trabalho e novamente se sentiu tola por deixar-se seduzir-se tão fácil pelo moreno que descansava ao seu lado, ele sempre a fazia perder a noção do mundo ao redor. Mas estava feliz por ter compartilhado de momentos tão íntimos com ele, que ela um dia julgara estar fora do seu alcance.
Levantou-se sorrateiramente e vestindo o jaleco se perguntava o que havia provocado aquela mudança tão absurda. Nunca vira aqueles olhos ônix brilharem com tanto desejo em sua direção, quando sentiu um estalo ao lembrar que ele começou a enamorá-la no momento em que agiu friamente com ele.
Olhou para o moreno esparramado na maca deixando o olhar morrer assombrado naquela figura tão terna. “Será que ele gostava de ser maltratado?”-imaginou sem conseguir acreditar na descoberta que havia feito. “Então todas as vezes que me maltratava era porque queria ser esnobado?”. Acordou sobressaltada dos seus devaneios ao ver os olhos negros abrirem e fitarem a sua imagem ainda meio perturbada pelas conclusões.
_ Já vai fugir?
Sakura sentiu um arrepio percorrer a espinha ao ouvi-lo falar daquela maneira e sentindo o corpo tremer pela emoção da pergunta resolveu inventar um motivo que justificasse a sua saída.
_ Eu preciso ir. Existem outros pacientes além de você que precisam de atenção. — disse séria dando-lhe as costas e implorando mentalmente para que ela não fosse atrás dela.
_ Só não exagere nos remédios, ou vai acabar deixando eles loucos de tesão!- disse brincando fazendo a rosada que estava prestes a sair apanhar um objeto em cima de uma das mesas e atirar contra ele.
Estava adorando essa mudança nela, principalmente o fato de estar tomando o controle da situação sempre que possível o que estava fazendo ela se tornar um alvo irresistível que
Fechou a porta e deixou um grande sorriso estampar-lhe o rosto. Havia feito algo inédito e totalmente sem precedentes na história da vila, esnobar, mesmo que fosse por pouco tempo, o moreno mais cobiçado da vila.
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Naruto chegou em casa estafado. Precisava de um banho para relaxar do stress que estava fazendo a sua mente trabalhar a mil por hora e sem perder tempo foi tirando a roupa pelo caminho.
Entrou no quarto e começou e se preparar para entrar no banheiro quando foi surpreendido por um ANBU com máscara de Lobo que entrou pela janela.
_ Naruto a Godai... Santa merda cara vai colocar uma roupa. — disse fechando os olhos com força ao perceber que ele estava pelado.
Naruto levou um susto com a intromissão sorrateira do ANBU e enrolou-se em uma tolha rapidamente com o rosto ruborizado.
_ TEME! Nunca ouviu falar em porta não!- disse nervoso.
_ E você nunca ouviu falar em roupa?
_ Eu lá sabia que você iria aparecer aqui e entrar de supetão desse jeito?
_ E eu sabia que você tinha o costume de andar pelado pela casa? Ai meus olhos, eu podia ter ido dormir sem ter presenciado isso. – resmungou fazendo o amigo se irritar ainda mais.
_ Fala logo o que quer porque eu não estou com paciência para um idiota como você.
_ Eu vim avisar que a Godaime pediu para que eu te chamasse na sala dela.
_ Tudo bem já vou, agora cai fora e me deixa em paz.
Sasuke não se mexeu.
Sasuke entrou e retirou a máscara para poder ver melhor o rosto do amigo. Sabia que ele ainda estava magoado pela briga e queria demonstrar para ele que tudo não apossou de um mal entendido, mas os olhos dele faziam a sua coragem desaparecer.
_ Tem outra coisa que eu queria lhe dizer. — estava um pouco inseguro, o que o fazia se sentir extremamente desconfortável com a situação.
_ Diga logo então que eu tenho pressa.
_ Eu queria me desculpar pelo que houve naquele dia. — disse com a mão atrás da cabeça sem olhar em seus olhos.
Naruto que estava indo para o banheiro sentiu as pernas travarem ao ouvir as palavras dele. Jamais imaginou que um dia o ouviria se desculpar por algo, muito menos que o fizesse para ele e de maneira tão repentina.
_ Deixe-me ver se eu entendi direito. Você, Uchiha Sasuke, o cara mais orgulhoso da vila, cujo ego pode se comparar ao tamanho do sol está me pedindo desculpas?- perguntou incrédulo.
_ Também não precisa escrachar! Do jeito que fala até parece que eu não sei ser sensato.
Ele viu o loiro fazer um pequeno comentário de canto de boca, mas não conseguiu ouvir.
_ Disse algo?
_ Não, estou apenas repassando mentalmente o que aconteceu nos últimos trinta segundos.
_ Quer saber! Deixa para lá seu Baka!Eu devia ter previsto que você ser ia burro demais para entender. – disse pulando a janela.
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_ Amor, porque você não brinca com o Daito da mesma maneira que brinca com o Koji? – Ino perguntou ao ver que Gaara apenas segurava o menino deixando-o sentado sobre o seu colo enquanto conversava com o sogro.
_Eu brinco, o problema é que ele não é igual ao Koji que puxou o Naruto e ri por qualquer brincadeira.
_ Duvido! Isso é desculpa para não dizer que não gosta de brincar com o seu próprio filho.
Gaara bufou ao vê-la fazer bico. Era sempre assim, quando ela encasquetava com algo, não desistia até conseguir e o ruivo já sabia que isso poderia significar mais brigas entre os dois.
Amava a Yamanaka sob todos os aspectos, até mesmo o seu jeito turrão de encarar certos problemas. Ela era tudo para o jovem Kazekage e faria o possível para tê-la sempre ao seu lado e evitar as brigas por motivos triviais.
_ Ele tem razão Ino. – ela ouviu o pai intervir. – Esse menino parece que não sabe rir, você pode morrer de fazer gracinhas que ele não vai esboçar o mínimo sorriso.
_ De que lado você está pai?- perguntou fazendo manha. – É claro que o meu filho sabe rir!
_ Pois fique a vontade para tentar. – Gaara ergueu o bebê que olhava sério para ela com os olhos frios.
_ Ah não! Você não vai empurrar ele para mim não. E não fuja do assunto!
_ Gostaria de uma demonstração, minha rainha do deserto?- ele sabia que a esposa adorava ser exaltada.
Gaara levantou com ele e começou a executar as mais diversas brincadeiras, mas para todas Daito mantinha a mesma expressão fechada. Jogou para cima, fez cavalinho, barulhos com a boca, aviãozinho, mas nada parecia afetar a paz da criança.
O sogro admirado olhava a transformação do genro que normalmente aparentava ser um rapaz sério, em um verdadeiro pai querendo que o filho fizesse estripulias. O problema era que o neto não parecia estar interessado em nenhuma das brincadeiras e a todas lançava o mesmo olhar.
_ Tudo bem Gaara já entendi. – disse pegando o menino do colo dele e indo em direção ao quarto.
O pai dela desnorteado olhava a situação sem saber o que fazer. A filha sempre foi muito turrona e depois que se casou parecia estar ainda mais birrenta. Tudo era motivo de reclamação.
Colocou a mão no ombro do ruivo como se consolasse um velho amigo e disse amistosamente.
_ Ela sempre foi assim, espero que não se sinta chateado com tudo isso.
Ele mirou-lhe os dois olhos verdes que poderiam colocar qualquer um em um estado de hipnose de tão ameaçadores e profundos.
_ Eu sei. — respondeu apenas, como se isso resumisse todos os seus problemas e partiu atrás da esposa.
Ao entrar no quarto pode vê-la sentada de costas para a porta amamentando o pequeno, provavelmente repassando mentalmente as reclamações que faria mais tarde. Sem que ela percebesse ele escondeu seu chakra e indo em direção á ela passou o rosto em seu ombro fazendo o seu corpo se contorcer ligeiramente com o sussurro que deu em seu ouvido.
_ Adoro quando você faz isso, fica tão vulnerável- sua voz era rouca e sexy.
_ Não está vendo que eu estou ocupada agora. – tentou fingir uma falsa raiva que ele simplesmente ignorou.
_ Que tal se nós saíssemos para passear hoje? Está uma noite linda lá fora e tenho certeza de que seus pais não vão se importar de ficar com o neto umas duas horinhas.
_ Mais eu me importo! Alguém precisa cuidar do nosso filho.
_ Se pretende me deixar nervoso saiba que não vai conseguir. O meu amor por vocês é maior do que qualquer birra que queira inventar.
Ele passou a mão pelos cabelos macios do filho fazendo os olhinhos virarem em sua direção.
_ Gaara você acha que ele tem algum problema?
_ E porque a pergunta?
_ Sei lá eu nuca o vi dar um sorriso desde que nasceu.
_ Deixa de ser boba Ino, ele pode ser apenas uma criança séria, qual o problema nisso?
_ Eu sei, mas... — ele pôs o dedo em sua boca para que não falasse.
_ Pare de se preocupar tanto, no momento certo ele vai acabar sorrindo para você tudo bem? Agora não demore muito porque senão vai perder a melhor parte da noite. – disse saindo e lhe dando uma piscadela sexy.
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Koji veio correndo na hora em que ouviu a tia chamá-lo para jantar, estava mais tranqüilo depois da conversa que havia tido com ela no quarto e depois de um tempo pensando sozinho, que lhe custou quase a tarde toda, concluiu que havia sido muito rude com a mãe e precisava pedir-lhe desculpas por ter sido tão egoísta.
Por isso tinha pressa. Queria abraçá-la o mais rápido possível.
O som das sandálias que usava fazia o piso de madeira ressoar pela mansão Hyuuga e a roupa azul que usava parecia contrastar com o ambiente de maneira nada harmoniosa.
Ao chegar a mesa, passeou os olhinhos perolados de um canto ao outro, mas não viu sinal da mãe em lugar nenhum o que o deixou um pouco triste.
_ Tia Hanabi onde está a mamãe?- perguntou ainda ofegando
_ Está no quarto, disse que está sem fome hoje e que era para me certificar de que você se alimentasse direito.
Ele sentiu a pouca alegria que havia vindo visitar-lhe depois da conversa com a tia se esvair rapidamente com a notícia. Como iria se desculpar com a mãe se ela não estava na mesa?
_ Tia. – disse subindo com dificuldade no banco por causa do seu tamanho- Será que a mamãe ta brava comigo por que eu falei aquelas palavras feias para ela?
Hanabi pousou o garfo e o encarou.
_ Brava não, mas chateada talvez. Porque não vai lá conversar com ela?
_ Mas e se ela não quiser me ver mais?- estava receoso.
_ Não vai saber se não tentar.
_ Mas e se ela não quiser me ver?
Hanabi o olhou com carinho aquele lindo garotinho que lhe perguntava com os olhinhos brilhando de receio. Estava com vontade de abraçá-lo e apertá-lo com força, mas controlou os impulsos com um pouco de força de vontade e respondeu-lhe.
_ Está com medo de que Koji? A sua mãe não vai lhe comer, ela só não estava disposta a jantar conosco. Se quer vê-la é só ir.
Koji desceu da cadeira e se colocou a pensar em algum plano o que não demorou muito a lhe ocorrer. Saiu em direção ao jardim e rodeou por alguns minutos procurando o que precisava, e depois de olhar pelos mais diversos lugares, se agachou procurando a mais bela flor.
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Ao entrar na sala Naruto se deparou com Neji e Sasuke com as respectivas máscaras em mãos, sem poder deixar de notar o olhar assassino que o Hyuuga lhe enviou
_ Que bom que chegou Naruto, faltava apenas você para resolvermos esse assunto. – Tsunade disse sem tirar os olhos dos papéis a sua frente que estavam recebendo a sua assinatura.
_ Diga Ba-chan porque me chamou aqui?
_ Não seja tão apressado. – disse soltando a caneta e deixando o corpo cair pesadamente para trás. Abriu uma das gavetas e retirou um pergaminho que desenrolou na frente dos três, deu uma rápida passada de olho e voltou a guardar.
Eles olhavam a Godaime esperando pacientemente a resposta dela.
_ Eu chamei vocês aqui para realizarem uma missão Rank SS.- disse sem rodeios mirando os três.
Naruto deixou a surpresa estampar-lhe a face e olhou horrorizado e indignado para a Hokage.
_ Ba-chan como assim uma missão? Eu não pedi para que suspendesse as minhas missões no período em que o meu filho esta em tratamento? Eu não posso sair da vila agora!
_ Eu sei Naruto, mas essa missão possui um grau de dificuldade muito grande e você é o único Sanin que existe no mundo ninja, a sua força se faz necessária. — tentou argumentar com o loiro que parecia a ponto de ter um ataque.
_ O Teme dá conta do recado sozinho, eu não posso sair da vila!
_ Naruto seja sensato! Acha que eu o mandaria para algo assim se não precisasse da sua ajuda? Eu sei que não quer deixar o seu filho e a Hinata sozinhos, mas não posso fazer nada quanto à isso.
Ele começou a andar pela sala. Inconformado balançava os braços de um lado para o outro como se tentasse raciocinar, sendo seguido pelo olhar atento dos presentes, então depois de alguns minutos disse bufando sem olhar nos olhos dela.
_ Me desculpe Ba-chan. Não vai dar para mim. – falou baixo e começou a caminhar para a porta quando foi parado pela voz dela.
_ A Hinata está correndo perigo. – Tsunade disse antes que ele pudesse abrir a porta.
Naruto sentiu os músculos se enrijecerem com a afirmação dela e voltou o rosto para fitar aqueles intensos olhos castanhos que pareciam mais penetrantes e sérios do que o normal. Ele pode perceber que tanto Sasuke quanto Neji também se alteraram.
_ Do que esta falando Ba-chan? Como assim a Hinata está correndo perigo?
Tsunade voltou abrir a gaveta e retirar o mesmo pergaminho de antes jogando-o em cima da mesa para que eles pudessem ler. Neji se adiantou e tomando posse do papel observou o seu conteúdo se focando nas palavras chave existentes no texto para que pudesse compreender com mais agilidade.
_ Tem certeza de que essa informação é real Tsunade?- perguntou com o olhar assustado.
_ Infelizmente sim Neji. Parece que um grupo criado para caçar e matar exterminadores está atrás da cabeça de Hinata.
Naruto cerrou os punhos com força tentando absorver as últimas palavras dela.
_ Mas porque estariam atrás da Hinata Tsunade, isso não faz sentido!- Sasuke perguntou atônito como os demais.
_ Pelo contrário Sasuke faz todo o sentido. Hinata saiu da vila e se integrou rapidamente a ANBU núcleo da vila da areia, apesar de não contar com a aprovação imediata de Gaara; com o tempo ela demonstrou muita destreza e habilidade em exterminar os ninjas desertores e acabou ganhando o respeito e credibilidade dos anciões e conselheiros da vila que acabaram por nomeá-la chefe de seção. Sob a tutela do Kazekage e do senhor feudal nenhum inimigo era corajoso o suficiente para caçá-la. Mas esse novo grupo de caçadores de ANBU’S ouviu falar da fama dela e estão em busca do prêmio que os chefes do submundo lançaram pela cabeça da “Fênix”. Agora ou damos cabo deles ou eles darão cabo dela.
Sasuke e Naruto se lembraram da missão que haviam feito juntos pouco tempo depois da morena ter voltado para a vila quando ela revelou fazer parte do esquadrão responsável pelo extermínio de ninjas desertores, mas não puderam esconder a surpresa que estampava os seus rostos.
_ Mas Ba-chan, porque alguém iria por a cabeça da Hinata a prêmio?
_ Parece que ela representa um perigo aos interesses de alguns grupos que acolhem os ninjas renegados.
A porta da sala foi aberta e Shizune entrou fazendo uma breve saudação.
_ Tsunade sama, o Kazekage está aqui como pediu. – anunciou educadamente.
_ Ótimo, peça para ele entrar.
Ela deu passagem para o ruivo que entrou com o mesmo semblante sério que sempre conservava. Ele cumprimentou os presentes com um leve aceno de cabeça antes de voltar a atenção para a Hokage, estava de mal humor, por ter sido interrompido em meio a sua noite romântica.
_ Há algo em que eu possa ser útil Godaime?
_ Sim Gaara, que bom que chegou agora estamos resolvendo um assunto muito importante que diz respeito a sua vila.
_ Pois diga.
_ Descobriram o paradeiro da Fênix. — disse séria.
Eles viram o semblante sério se transformar em algo assustadoramente ameaçador.
_ Como assim! Eu dei instruções rígidas para que qualquer informação acerca de Hinata fosse destruída! Como alguém pode ter acesso a elas?- bufava consideravelmente. — Deixe-me ver esse relatório.
Gaara pegou o pergaminho e permaneceu em silêncio por alguns minutos antes se alterar e lançá-lo contra a parede furiosamente deixando os presentes ainda mais assustados pelo seu descontrole.
_DESGRAÇADOS!- Gritou irado. — Eles não teriam a ousadia de fazer algo assim.
Até mesmo o Neji, que sempre mantinha a expressão séria se assustou com o comportamento repentino dele.
Gaara não pode conter a fúria que crescia com a notícia, ele tinha a Hyuuga como uma irmã que sempre tinha a palavra certa na hora certa, e estava disposto a fazer qualquer coisa para mantê-la longe dos perigos.
_ Tsunade eu não permitirei que façam mal algum á ela, e prometo matar cada um desses bastardos!- andava nervoso de um canto para outro.
_ Calma Gaara, o momento pede paciência, se agirmos afobadamente podemos por tudo a perder.
Ele sabia que a loira estava certa e cerrando os punhos tentou se controlar o máximo possível. Olhou para Naruto que mantinha um olhar determinado e mais raivoso que o seu e se sentiu envergonhado por esquecer que o mais tenso na sala com certeza era ele, afinal estavam falando da mulher que ele amava mãe de seus filhos e com certeza o ninja não iria deixar barato.
_ Eu temo que eles tentem seqüestrar o Koji para atrair Hinata. –Tsunade disse séria.
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Koji voltou correndo para o quarto com as flores em mãos e começou a procurar algo embaixo da cama e em cima ou dentro dos móveis. Precisava ser rápido, já estava anoitecendo e a mãe estava sozinha há muito tempo, não queria aumentar o seu martírio.
Quando tateou o espaço vazio que havia entre o armário e a parede sentiu algo macio se enrolar em seus dedos e o pegou cuidadosamente. Não demonstrou muita alegria ao ver o que havia encontrado, era um cadarço solto e não ficaria muito bonito.
Mas era o que tinha.
Então ele amarrou, da melhor maneira que pode as flores criando um mini buquê e afastou sua obra observando-a. Deu mais duas voltas do laço em torno das rosas e contemplou-as sorrindo.
_ Com certeza a mamãe vai adorar!- os olhinhos brilhavam para o buque rusticamente amarrado.
Saiu do quarto e correu em direção ao da mãe quando foi surpreendido por um vulto que surgiu no gramado e partiu em seu encontro.
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