Notas iniciais
Olá minna san!!! Não sabem como eu senti saudades de vocês, não houve um dia em que eu não pensasse na espera pelos próximos capítulos e isso estava me torturando tanto quanto a vocês.
Seiq ue nunca fiquei tantom tempo sem postar e peço desculpas por isso, mas eu estava lutando contra dois inimigos mais poderosos do que eu. A falta de imaginação e a internet leeentaaa.

Espero que possam me desculpar, um forte abraço e...Boa leitura!!!

Koji olhou furtivamente para aquele vulto que em meio à escuridão era irreconhecível e o viu saltar em sua direção fazendo-o tomar um susto e deixar o buquê cair no chão antes de correr.

Mal começou a se afastar sentiu dois braços grandes e meio troncudos se enroscarem em seu corpo o levantando antes que pudesse gritar. O pânico aumentou fazendo o coração disparar ao perceber que o desconhecido aproximou a boca do seu ouvido dizendo.

_ Te peguei! Agora você não me escapa.

Os olhos que estavam abertos de pavor se tranqüilizaram ao ouvir a voz que havia se tornado familiar e confiável nas últimas semanas. Quando o homem o virou para fitar seus olhos perolados ele deixou um sorriso aliviado e um olhar meio brigão tomar conta do seu rosto.

_ Nossa vovô! Assim vai acabar me matando de susto!- fez bico.

Hiashi olhou com carinho para aquele menino que havia conseguido roubar seu coração e transformá-lo. Aqueles olhar desaprovador e desafiador que havia lhe tirado a paciência um dia conseguiu cativar o velho líder do clã Hyuuga acabando por se transformar em uma potente arma capaz de desarmar o seu lado mais turrão e fazer vir a tona o seu lado protetor.

_ Não podia perder a chance de abraçar meu único neto, ou podia?- apertou com mais força roçando a barba nele.

_ Para vovô, isso pinica e é irritante! O senhor sabe que eu detesto quando faz isso!

_ Claro que sei, mas é isso que torna tão legal a brincadeira, poder te perturbar e ver esse rostinho bravo.

Koji já estava ficando vermelho de raiva, amava o avô do fundo do coração, mas detestava quando ele deixava a barba por fazer só para fazer essa brincadeira detestável que ele dizia que fazia aflorar o seu verdadeiro “instinto Hyuuga”. Estava prestes a gritar quando sentiu o rosto deles se separarem e o abraço afrouxar se transformando em um simples colo. Ele passou a mão pelas bochechas resmungando baixinho antes de perceber o olhar frio que o avô estava lançando para um soldado Hyuuga a frente.

_ Hiashi sama, relatório de segurança. Nenhum suspeito ou inimigo tentou atravessar as barreiras do clã e não há nenhuma espécie de suspeita de que algum espião venha a se infiltrar na propriedade.

Koji percebeu que o ninja o observava atentamente.

_ Reforcem a segurança no lado oeste esta noite, não quero que nenhum espertinho tente a sorte.

_ Mas senhor, não foi constatado nenhum perigo eminente, acha que esse tipo de procedimento é realmente necessário?

_ Ousa questionar a minha autoridade ou lógica, soldado?- perguntou com o olhar frio.

_Não senhor, eu apenas achei...

_ Guarde as suas opiniões para si mesmo, pois eu não necessito delas! Não vou por em risco a segurança da minha família ou do meu neto por causa das suas sugestões. Vá e faça o que mandei entendido?!- perguntou áspero.

_Sim senhor!- o homem saiu após fazer uma breve reverência e olhar novamente para o menino no colo do chefe do clã Hyuuga.

Hiashi ainda o encarou por alguns segundos antes que ele desaparecesse por completo no corredor e Koji se sentiu desconfortável. Não gostava de presenciar aquele olhar austero e sombrio que faziam ele se recordar do dia em que foi seqüestrado e viu pela primeira vez o avô, que na época o repudiava. Colocou as mãozinhas no rosto dele virando-o para olhá-lo nos olhos.

_ Fica bravo não vô! Eu não gosto de ver você assim, me traz más recordações.

Ele abriu um pouco os olhos antes de transformar a carranca em um sorriso que não era típico da sua personalidade, mas que fazia sempre que estavam a sós.

_ Não se preocupe que o vovô não está bravo com você tudo bem?

_ Sim. – respondeu dando um forte abraço no pescoço dele. –Eu amo você vovô.

O velho Hiashi não sabia o que responder. Havia ficado tanto tempo assumindo a posição de pessoa amarga e mal amada que sentia as palavras faltarem toda vez que alguém se declarava para ele, e Koji parecia saber disso. Os olhos ardiam de vontade de chorar fazendo-o se sentir o mais tolo dos ninjas por sentir tanta emoção por tão pouca coisa.

_ O que você quer fazer agora?Não estava indo para algum lugar quando eu te assustei?- disse tentando desviar o assunto.

_Ah sim! Me coloca no chão vovô!

Assim que desceu ele pegou o buquê que estava um pouco atrás, agradecendo mentalmente por não ter sido pisado por ninguém e mostrou para o avô.

_ O que achou? Será que a mamãe vai gostar?

_ Não. — disse analisando com a mão no queixo.

Koji abaixou a cabeça triste.

_ Acho que ela não vai gostar. Vai adorar!- sorriu ao ver o rostinho se iluminar.

_ Obrigado vô!- abraçou as pernas dele antes de correr para o quarto da mãe. — Um dia eu faço um para o senhor também.

_ Eu espero que quando esse dia chegar que ele seja feito com capim, que é coisa de macho e não com rosas. – respondeu brincalhão.

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Era possível sentir a tensão que emanava do corpo de Naruto com a notícia da possibilidade que Tsunade apontou. A mão pendia a o lado do corpo enquanto os dedos esmagavam a pele da palma da mão em um abraço furioso em meio ao punho que ele mantinha cerrado.

_ Como pode dizer algo assim para ele Tsunade?- Sasuke perguntou meio revoltado. – Não é algo muito insensível falar algo assim para o pai da criança em questão?

_Não acha que esta ficando muito sentimental com o tempo não Sasuke?Somos ninjas e temos que encarar as possibilidades por menores ou mais radicais que sejam. – ponderou Neji.

_ Isso mesmo Neji. Por mais que seja duro ter que pensar dessa maneira, não podemos descartar essa hipótese e daqui a pouco enviarei uma mensagem á Hiashi pedindo que reforce a segurança no clã. Gaara gostaria que averiguasse com os seus conselheiros quem foi o responsável pelo vazamento de informações e se certificasse de que isso não irá voltar a ocorrer. Quanto a vocês, irão formar um grupo de captura de inimigos. Irei lhes passar as coordenadas dos lugares onde esse grupo de assassinos foi visto pela última vez. Devem ficar próximos á vila e retornar com eles vivos para descobrirmos o paradeiro do mandante, fui clara?

_ Hi. – responderam Sasuke e Neji, mas Naruto continuou em silêncio.

_ Fui clara Naruto?- perguntou pacientemente imaginando o ódio que o loiro deveria estar sentindo.

_Posso certificá-la apenas de que irei proteger a minha família, quanto aos inimigos não vou prometer nada.

Ela soltou um suspiro cansado ao ver Naruto sair da sala batendo a porta levemente. Considerava-o como um filho e vê-lo passar por tanta dor e sofrimento sozinho fazia seu coração apertar como se pudessem partilhar a dor um do outro. Sabia que ele ser ia capaz de fazer qualquer loucura para proteger Hinata e os filhos, mesmo que estivessem separados temporariamente e temia que a afobação dele pudesse trazer algum tipo de prejuízo a missão, então virando para os ninjas que haviam permanecido na sala, ela voltou a dar as coordenadas.

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O quarto estava escuro e iluminado pelos raios da lua que adentravam tímidos por algumas frestas na cortina.

Hinata estava na mesma posição a horas. Não conseguia reunir a força de vontade necessária para se levantar e acender a luz e se deixou permanecer na escuridão do quarto. Os olhos ardiam de tanto chorar, mas dessa vez sentia que a dor era maior do que qualquer outra.

As palavras do filho assombravam a sua mente fazendo o seu coração apertar furiosamente como se estivesse revivendo a cena a todo segundo.

Ela não tinha fome, nem vontade de levantar ou fazer qualquer coisa, apenas chorava como se isso pudesse amenizar a tristeza em seu peito.

De repente ouviu a porta ranger atrás de si e se sentou na cama com dificuldade tateando algo que pudesse ser usado para enxugar o rosto, como não encontrou nada resolveu limpar com as costas da mão mesmo.

_ Mamãe. – Koji falou com a voz um pouco receosa.

Hinata sentindo os olhos ainda meio inchados voltou-os para a figura na porta. A escuridão não deixava que seu rosto pudesse ser analisado com maior tenacidade, mas pode sentir pelo tom de voz que ele usou que ele estava triste.

_ Oi meu filho. – respondeu tentando esconder sem muito sucesso a voz embargada.

_ Eu posso entrar mamãe?- a luz nas costas dele deixava a sua figura parcialmente iluminada.

_ Claro meu amor, vem aqui!- bateu com uma das mãos no colchão indicando um local.

Koji andou com o buque na frente do corpo, mas não se sentou na cama e sim subiu no colo da mãe que o acolheu carinhosamente.

_ Porque está no escuro, mamãe?Ainda esta brava comigo?A senhora me odeia porque eu falei aquelas coisas feias?- ela sentiu o corpo dele tremer de ansiedade.

_ Não meu amor, a mamãe jamais vai odiar você. – disse puxando-o para um abraço que o fez deitar a cabeça em seu ombro.

_ Me desculpa mamãe, eu não queria fazer à senhora chorar! Eu não queria ser desobediente e falar aquilo. Prometo que nunca mais vou desobedecê-la, mas não chora. – pediu com a voz embargada.

Hinata sentiu, as lagrimas dele, molharem a sua camisa e se sentiu ainda mais derrotada, afinal nada poderia ser mais doloroso para ela do que ver seu pequeno filho chorar. Percebeu amargamente o quanto havia sido egoísta ao acreditar que apenas ela estava sofrendo, e que em sua ira descontrolada acabou atingindo-o indiretamente. Segurou as lágrimas para não chorar na frente dele; sabia que isso só aumentaria a sua tristeza e o seu sentimento de culpa.

Precisava ser forte por ele.

Levantou com ele no colo para acalmá-lo apertando-o ainda mais no abraço e acendeu a luz do quarto para poder vê-lo melhor, mas por mais que tentasse olhar em seu rosto não conseguia, pois ele se recusava a levantar a cabeça.

_ Calma meu amor não chore!- disse passando a mão nos cabelos lisos dele, sentindo os fios escorrerem entre os dedos. — A mamãe promete que vai ficar tudo bem. Amanhã eu vou conversar com o seu pai e resolveremos esses problemas.

Ele levantou a cabeça e olhou com os olhos perolados ainda banhados em lágrimas.

_ Promete?

Ela balançou a cabeça afirmativamente enquanto enxugava os olhos dele.

_ Mamãe, porque a senhora ainda está com raiva do papai?

Ela não respondeu. Como poderia explicar o que sentia sobre Naruto para o filho se ela mesma não compreendia aquele misto de amor e ódio. Mas ele parecia saber ler a sua tristeza e compreendê-la melhor do que ninguém, com certeza era seu mais fiel companheiro.

Koji passou a mão carinhosamente em seu rosto a fazendo fechar os olhos para poder desfrutar melhor da maciez do toque daquela mão tão terna e protetora.

_ Perdoa ele mamãe. Eu sei que ele às vezes briga e que pode deixar as pessoas irritadas a toa, mas eu amo vocês dois e não quero vê-los tristes. – ponderou sabiamente. – Se eu te der um presente promete ficar mais feliz?

Ele levantou o buquê meio amassado por ter sido prensado entre os dois e Hinata sentiu o coração se derreter com atitude dele.

_ Não são lindas mamãe, iguais a você, eu tive um pouco de trabalho para pegar elas por causa dos espinhos, mas sabia que eram as suas preferidas. Hinata olhou para as mãos dele com alguns arranhados e apertou-o ainda mais contra o peito lhe dando um beijo estalado que o fez rir.

Não podia ter pedido um filho melhor.

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Naruto saiu da sala da Hokage com a cabeça quente. Não conseguia imaginar alguém fazendo mal á Hinata e seus filhos e só de pensar na possibilidade tinha vontade de estrangular o desgraçado.

Os passos começaram lentos e meio incertos, mas adquiriram velocidade a medida que a sua mente deixava a imaginação criar as mais terríveis cenas, em pouco tempo estava correndo em disparada para o clã Hyuuga sem poder concentrar-se em nada mais que não fosse garantir que nada de mal acontecesse á família.

Chegou em frente ao portão suado e na sua euforia pulou um dos um muros sem querer passar pela inspeção dos guardas, tinha muitas pressa para perder com formalidades.

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Hinata estava deitada na cama quando ouviu passos estranhos pelo jardim e instintivamente seus sentidos entraram e alerta máximo fazendo-a levantar e sem causar ruídos desnecessários. Algo dizia que não eram os guardas fazendo as rondas noturnas.

Ativou o Byakugan e pode observar com maior clareza o ambiente ao seu redor, precisava ir até o quarto do filho para garantir que nada de ruim acontecesse a ele.

Passou pelo corredor cuidadosamente com uma kunai em mãos; não que ela fosse muito útil, mas foi a única arma que conseguiu avistar nas proximidades e se fosse necessário arremessá-la não erraria o seu alvo.

Estava se aproximando do quarto sorrateiramente como uma verdadeira sombra ninja quando ouviu o filho gritar de terror fazendo-a perder o controle sobre os seus movimentos e se lançar para dentro do cômodo furiosamente.

_ Cala boca pirralho ou vai morrer antes de sair daqui!- um homem estranho com longos cabelos castanhos rebeldes e olhos negros e ameaçadores disse furiosamente para Koji que estava praticamente sendo arrastado pelo pescoço e segurava os braços do ninja com as mãos tentando se libertar enquanto chorava desesperadamente de medo.

_ Largue o meu filho agora!- Hinata disse descontrolada ao ver o olhar de pavor de Koji, sabia que era demasiado perigoso deixá-lo passar por situações de forte estresse sob o risco de ter uma nova recaída.

O homem prendeu a atenção na sua figura como se estivesse analisando-a fisicamente indo parar da cabeça a ponta dos pés, parando em suas curvas como se fosse um animal selvagem observando sua presa. Depois de longos trinta segundos deixou um sorriso de muxoxo enfeitar-lhe os lábios a encarando desdenhosamente.

_ Por acaso não seria a fênix que eu estava buscando?- sua voz era fria e recheada de maldade. – Quem diria que iria encontrar com a própria quando vim para raptar a isca. Realmente isso é muito conveniente para a minha missão.

Hinata sentiu a surpresa tomar conta do seu raciocínio no momento em que ouviu o seu antigo nome ANBU. Era de seu conhecimento que mais cedo ou mais tarde algum chefe poderoso iria a sua caça, mas não podia imaginar que seria tão cedo; o pior é que eles estavam usando o seu filho como método de persuasão. Agora mais do que nunca não podia perder o foco.

_ Eu disse para soltar o meu filho!- Hinata pediu séria demonstrando a sua determinação ao assumir a postura de luta típica do seu clã.
O ninja em provocação apertou mais o pescoço de Koji fazendo mais lágrimas descerem pesadas e a Hyuuga perder ainda mais a paciência. Sabia pelos relatórios que era muito habilidosa no taijutsu e possuía técnicas sublimes de desarmamento de chakra o que tornava muito perigoso um combate direto. Então a melhor maneira seria fazê-la perder o controle sobre as suas emoções para que pudesse se desconcentrar em meio á luta dando a ele a abertura que precisava.

Hinata, porém tinha plena consciência do risco que corria ao se deixar levar por emoções em meio a uma batalha, mas presenciar o filho sendo torturado na sua frente era algo que estava longe das suas capacidades de se acalmar.

Nunca desejou tanto que Naruto estivesse presente como naquele momento.

_ O que quer com o meu filho?- perguntou ameaçadoramente.

_ Com ele nada, não é do meu interesse raptar moleques. O meu assunto é com você.

_ Comigo?Eu não consigo imaginar o motivo. — disse séria encarando-o. Estava aguardando uma brecha para atacar, mas o ninja parecia ser mais esperto do que aparentava. Estava ficando cada vez mais difícil se controlar.

_ Parece que as suas ações despertaram o interesse de pessoas influentes e eles querem a sua cabeça a qualquer custo. Estão dispostos a pagar uma alta quantia em dinheiro para o ninja que conseguir levá-la viva até um deles. Agora chega de conversa e vamos aos negócios; se quer que o seu filho viva para ver o sol nascer novamente é melhor aceitar as minhas exigências e condições.

_ E quais seriam elas?- ainda olhava firmemente em busca da oportunidade de cravar a kunai que mantinha escondida no bolso de trás da calça na garganta daquele ninja irritante.

_ Que tal fazermos uma troca que será justa aos interesses de ambas as partes? Eu liberto o seu filho e você vem comigo sem resistir.

Hinata estava amaldiçoando o rumo que a conversa estava tomando e a segurança falha do clã que não percebeu a entrada do raptor. Precisava ganhar tempo até que um dos guardas percebesse e viesse ao seu auxílio ou ele abrisse uma brecha para o ataque. Ao nível quase esportivo que a conversa estava levando por causa das vozes controladas seria praticamente impossível que alguém notasse o intruso e chegasse a tempo. Ela estava literalmente jogada a própria sorte.

_ E se eu me negar?- queria aumentar a conversa e ganhar o máximo de tempo possível.

_ Podemos começar com uma interessante brincadeira de caça ao rato com o seu primogênito. Como eu não tenho muita paciência com crianças não posso garantir que ao encontrá-lo ele esteja inteiro.

_ Não seria capaz de tal loucura sabendo de quem ele é filho. Estaria pondo o seu pescoço em perigo gratuitamente.

_ Já estou colocando ao aceitar a missão. Agora o que me diz sobre o nosso trato? Aceita ou prefere brincar mais um pouco?

Koji mordeu violentamente o braço do ninja que pego de surpresa gritou ao sentir os dentes serrilhados adentrarem em sua carne rasgando-a e acabou soltando o menino que correu em direção á mãe, ainda meio desorientado pela falta de irrigação sanguínea que a pressão em seu pescoço ocasionou. Os passos pareciam pesados e mesmo que a distância pudesse ser transposta em poucos segundos pareceu-lhe incrivelmente surreal e longa à medida que o seu coração batia acelerado causando desconforto.

Hinata deixou o desespero se apossar do corpo ao ver o que o filho havia feito. Soube que teria pouco tempo para alcançá-lo quando viu o ninja com o braço ensangüentado sacar uma kunai e arremessar contra ele.

Correu para impedir que a arma chegasse nele, mas pela distância e velocidade seria impossível evitar a tragédia eminente. Tudo parecia estar em câmera lenta como se o tempo estivesse congelando impedindo que os sons chegassem audíveis em seus ouvidos.

Como se quisesse dar a ela o tempo que implorava a Deus.

Ou talvez quisesse se divertir as suas custas arrancando-lhe mais desespero.

O coração apertou ao ver que não iria chegar a tempo e as lágrimas desceram pesadas. Iria perder o filho para sempre.

Notas finais
Tchananana!!! Surpresa, prometo que no mais tardar segunda feira eu mato a curioidades de vocês. Abraços!!!