Sonhos Quebrados.
35 35- À beira do abismo.
Notas iniciais
A noite caia sobre as ruas de Konoha trazendo consigo o desespero da jovem mãe. Eles estavam procurando a mais de dez horas e ainda não haviam conseguido encontrar nenhum sinal de Koji.
O relógio parecia ser impiedoso com Hinata que sentia o desespero e tensão aumentar a cada novo relatório negativo. Vários ninjas estavam ajudando, principalmente os mais amigos que pareciam partilhar da dor da herdeira Hyuuga.
Ela também estava na equipe de buscas. Recusava-se a ficar parada enquanto o filho estivesse desaparecido, não queria ficar sentada esperando e remoendo seus problemas. Buscou se acalmar para tentar procurar de maneira mais eficaz, mas era impossível não sentir apreensão.
Neji era de longe o mais nervoso da equipe, sempre culpara Naruto pelos problemas da prima, e agora após saber que ele havia sido descuidado com o próprio filho, parecia a ponto de querer lhe arrancar a cabeça com os dentes.
Quando a escuridão desceu por completo eles resolveram interromper o trabalho. Hinata, porém se recusava a parar, não iria descansar enquanto não encontrasse Koji.
_ Hinata, chega por hoje, você precisa descansar um pouco ou vai acabar se destruindo. – Tsunade pediu com a voz carinhosa apesar de se sentir tão apreensiva quanto a morena em relação ao desaparecimento do menino, sabia que se demorassem muito a encontrá-lo todo o tratamento iria por água a baixo e teriam que recomeçar praticamente do zero.
Hinata não podia descansar. Como iria por a cabeça no travesseiro sem saber se o filho estava bem? Como poderia dormir no calor das suas cobertas sem saber se Koji estava sentindo frio?Esses pensamentos eram cruéis demais para uma mãe.
_ Hinata. Hinata... está me ouvindo?- perguntou para a Hyuuga que estava com o olhar distante. Não tão distante quanto o seu coração.
_ Sim Godaime, eu ouvi o que disse, e aprecio a sua preocupação, mas não posso descansar sem saber onde o meu filho está. — respondeu baixo sentindo a tristeza querer lhe arrancar a pouca coragem que com muito esforço havia reunido.
_ Sei que está preocupada, mas não vai adiantar ficar se desgastando assim. Precisa descansar para que o seu trabalho renda.
Hinata pensou com mais cuidado nas palavras dela e acabou por concordar, precisava estar descansada para manter o foco.
Rumou para casa planejando dormir apenas duas horas, depois disso iria continuar a busca.
Ao chegar em casa tentou não lembrar do filho, para não se perder, mas cada cômodo parecia conter pedaços de informação sobre a criança que morava lá com ela, como se perguntasse aonde ela estaria, fazendo várias lembranças virem a tona. Hinata quase podia ver o filho sentado no sofá, espichado no chão desenhando ou correndo para lhe encontrar.
Conseguiu resistir bravamente por um tempo, mas ao passar pelo quarto dele, não pode evitar que toda a dor que estava guardando viesse lhe atormentar.
A cama dele ainda estava meio desarrumada devido à pressa com a qual saíram de manhã e o cheiro dele parecia estar impregnado no ar. Era difícil aceitar que há poucas horas ainda o tinha nos braços, podendo abraçá-lo, fitar aqueles meigos olhos infantis e receber o carinho que só ele sabia transmitir. Agora tinha apenas a frieza dos objetos que faziam ela remoer a culpa e solidão.
Nunca se sentira tão abandonada.
Deitou na cama dele e puxou um dos seus bichinhos de pelúcia, deixando as lágrimas molharem o lençol inconformadamente, enquanto tentava recordar o calor do corpo dele. Em uma hora dessas, em que ela estava tão carente de carinho, ela iria se deitar no seu colo e ele faria carinho em seu cabelo enquanto conversassem coisas bobas.
Ele era seu mais intimo confidente.
Seu mais precioso tesouro.
Mas não estava lá para lhe confortar.
Acabou adormecendo ali, abraçada as lembranças dele, sem saber que estava sendo observada por um par de olhos dourados no topo do edifício vizinho.
Hinata acordou com o sol batendo no rosto e pulou assustada. Havia perdido a hora, e precisava voltar a procurar.
Sem se preocupara com café da manhã, ou qualquer outra coisa se lançou me direção ao prédio da Hokage.
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O quarto era escuro e sombrio.
As sombras noturnas se projetarem de maneira assustadora sobre a figura do menino que preso a vontade de se ver livre daquele lugar medonho se encolhia em um dos cantos.
Nunca tivera medo do escuro, mas a lembrança do encontro com o homem assustador mais cedo, aliado ao medo de não conhecer ninguém naquele ambiente e de todos tratarem a sua presença com apatia, estava começando a destruir essa couraça.
Koji tinha medo de dormir e sonhar com Hyuuga Hiashi, só de se imaginar enfrentando a fúria dele novamente já o fazia se sentir desconfortável.
Alisou as mãos em busca de um alívio para a dor que sentia ali. Havia ficado muitas horas preso de maneira nada hospitaleira, somente depois de se certificarem de que ele não fugiria devido a segurança absurda do clã, finalmente desfizeram o nó.
A noite estava fria.
Não mais fria que os pensamentos de Koji.
As palavras de Hiashi ribombavam em sua mente trazendo um desconforto absurdo. Tudo o que acreditara nos últimos meses não passava de mentira.
Ele era um rejeitado, e esse pensamento fazia seu coração doer.
Bateu na cabeça mais uma vez, não queria pensar aquelas coisas, mesmo que fosse verdade o que o velho Hiashi Havia dito, não se sentia como um de verdade. Naruto havia provado á ele que o amava e não havia provas de que o homem falara a verdade.
Afinal quem era aquele homem? O que queria com ele?
Sentiu os pensamentos congelarem ao ouvir passos no corredor. Passos que vinham quebrar o silêncio quase mortal que havia se instalado naquele ambiente. Koji correu o mais depressa possível para a cama e se escondeu embaixo do futon procurando segurança.
Os passos se aproximavam lentamente, e podiam ser confundidos com um fantasma tamanha a sua leveza. Koji fechou os olhos com força, sentindo os músculos ficarem mais tensos quando ouviu a porta correr abrir dando passagem a pessoa quem quer que fosse.
Era possível ouvir os passos se mesclarem ao som das batidas do coração, como se ambos tivessem se tornando apenas um, a diferença é que um aumentava a freqüência cardíaca e o outro estava dentro do peito fazendo a apreensão crescer a cada passo.
Benditos remédios que ainda surtiam efeito, não fosse por eles provavelmente o menino já teria entrado em um colapso cardíaco.
Koji sentiu que alguém havia se ajoelhado ao seu lado e se espantou quando uma das mãos passou levemente pelo seu rosto. Era áspera e por sinal tinha alguns calos. Não fez menção de se mexer, pelo contrário, fingiu um sono solto, ainda que estivesse muito tenso para representar com fidelidade.
Durante mais ou menos cinco minutos a pessoa ficou ali acariciando de maneira terna o seu pequeno rosto, sem que ele tivesse coragem o suficiente de espiar, mesmo que fosse por uma pequena fresta. De certa maneira estava se sentindo mais confortável e menos apreensivo com o toque carinhoso, o primeiro que recebia desde que chegara aquele lugar.
A pessoa saiu tão furtiva quanto entrou e ele não soube dizer se sentiu alívio ou solidão com a falta dela.
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Ao chegar ao prédio Hokage, Hinata se espantou com a enorme quantidade de ninjas que se aglomerava no telhado. Quando chegou ao topo viu uma cena que conseguiu lhe tirar o ar por alguns segundos.
Naruto de olhos fechados estava sobre uma das pilastras de sustentação, sentado em posição de meditação com as duas mãos sobre o colo e com o semblante concentrado enquanto seus amigos tentavam fazê-lo descer.
A pergunta era como ele estava conseguindo se equilibrar sob algo tão íngreme e o que estava fazendo ali?
Hinata se aproximou mais e pode perceber uma coloração alaranjada incomum em torno dos seus olhos que permaneciam fechados. Ela não se lembrava de tê-lo visto assim algum dia.
_ DESCE DAÍ BAKA! VAI ACABAR SE MATANDO!- Sasuke pedia tentando manter o semblante desinteressado. Ele nunca admitiria estar preocupado com o amigo. Mas a ondulação em sua voz dizia o contrário.
Naruto nada dizia apenas continuava em silêncio se concentrando em encontrar o chakra do filho. Arrependeu-se por não ter a habilidade de Sakura de poder sentir com facilidade, caso contrário já teria percebido há muito tempo qual era a quantidade específica. A verdade é que ele só conseguia rastrear com perfeição quando estava no modo eremita, mas se não tinha se atentado para os detalhes que diferenciava o chakra do filho dos demais, não seria de muita valia.
A busca parecia que iria perdurar por muito tempo, e o seu corpo já começava a sentir o cansaço de reunir a energia da natureza. Por mais que ela fosse infinita em sua quantidade, ainda requeria do usuário muita concentração e disponibilidade física.
Tsunade apareceu no meio da confusão empurrando os outros, nervosa com a situação.
_ NARUTO!- Disse com o tom de voz imperativo e brigão. — DESÇA DAÍ AGORA, VAI ACABAR SE MATANDO DESSE JEITO.
Os outros presentes pareceram concordar com a Hokage e recomeçaram a pedir que ele desse uma pausa. Hinata viu Sasuke, Sakura, Sai, Kiba que parecia mais brigar do que pedir, Kakashi que possuía um olhar tenso mas se mantinha quieto pois conhecia a teimosia e persistência do aluno, Shino que tentava dialogar com calma, Shikamaru que não parava de reclamar que tudo era problemático, e Lee que gritava que ele estava usando a força da juventude de maneira errada.
Mas ninguém conseguia tirar ele de lá, nem com palavras de carinho, xingamentos, ameaças, força, ele parecia irredutível na sua tarefa.
Neji estava mais afastado do pessoal, não queria se envolver, sabia que se o fizesse iria fechar todos os pontos de chakra daquele idiota obrigando-o a parar de fazer o que quer que fosse e de quebra ainda daria um soco ou dois na cara dele para descontar a raiva acumulada.
Hinata se aproximou, assim como a maioria dos presentes, não sabia exatamente o que ele estava fazendo, mas pelo estado em que os outros estava não parecia ser coisa boa.
Naruto sabia que ela estava presente desde o momento em que ela havia chegado. Sentiu-se ainda mais inútil e intensificou a busca.
_ Naruto o que está fazendo?- perguntou meio receosa, ouvindo Sasuke fazer um pequeno estalo de desagrado com a língua. Ele parecia estar descontente por não conseguir fazer o colega descer.
Naruto abriu os olhos fazendo os presentes, com exceção de Sasuke e Kakashi que já conheciam aquele modo se assustar e dar um passo vacilante para trás. Os incomuns olhos dourados com um risco horizontal pareciam transmitir medo e respeito.
_ Estou procurando o Koji, assim é as nossas buscas serão mais efetivas. — respondeu com um meio sorriso cansado.
Hinata não conseguia compreender o que ele falava. Como aquilo poderia ajudar em algo? Sasuke ao seu lado se mexeu apontando o dedo para dar a última cartada.
_ Desce daí Naruto, vai acabar se matando!- a voz estava tensa e soava mais carinhosa do que das outras vezes.
_ Não enquanto não achar o meu filho. — disse como se estivesse encerrando o assunto.
_ Não vai adiantar se desgastar desse jeito vai acabar sendo consumido pela energia natural.
_ Eu consigo manipulá-la com perfeição, não precisa se preocupar. — havia voltado a fechar os olhos e tentar se concentrar, mas estava ficando cada vez mais difícil e ele sabia que não era por causa dos apelos dos amigos e sim por causa do cansaço corporal que estava fazendo os seus músculos reclamarem de dor.
_ Eu sei da sua habilidade em manipulá-la, mas o modo Senin requer não só esforço e dedicação! Ele requer além de tudo que o corpo esteja descansado e você já nessa posição há mais de doze horas!
Alguns dos presentes recuaram de espanto. Então aquele era o modo Senin?
Hinata sentiu o coração apertar de tristeza a descobrir que Naruto estava dando o máximo de si nas buscas. Realmente não havia porque ser tão dura com ele, afinal ele estava exausto e arrependido, e ficar naquela mesma posição, concentrado durante tantas horas era a prova final de que ele se preocupava com o filho tanto quanto ela.
_ Naruto... – disse mais para si do que para ele.
_ Encontrei!- Naruto disse se sobressaltando, mas no momento em que saiu da posição foi tomado por uma onda de tontura que fez seu corpo bambear, derrotado pelo cansaço.
Ele caiu do local, desmaiado, mas antes seu corpo tocasse o solo, em um impacto que não prometia ser amigável, ou Sasuke e qualquer outro pudesse segurá-lo para que a queda não fosse pior, Neji o segurou com extrema rapidez fazendo os presentes se assustarem com a sua agilidade e pelo fato de ter salvo o homem em quem jurou dar uma coça.
O Hyuuga também não sabia explicar direito o porquê da sua ação, nem o motivo pelo qual estava de olho nas expressões corporais cansadas do loiro alerta para o que pudesse acontecer havia tempo. Colocou-o de forma nada sutil no chão, fazendo Sakura e Tsunade ir rapidamente ao seu encontro para prestarem os primeiros socorros.
_ Foi só um desmaio. – Sentenciou a Hokage mais aliviada.
_ ESSE BAKA! Quando ele acordar faço questão de socar essa cara porca para ele aprender a nunca mais nos assustar desse jeito. — Sakura disse fechando os punhos nervosamente.
Hinata estava mais aliviada por saber que Naruto estava bem, e sentia uma ponta de esperança ao lembrar que antes de desmaiar ele havia declarado que havia encontrado Koji, mas quando viu o primo se afastar do grupo não pode conter a curiosidade.
_ Neji, porque o salvou? Eu achei que odiasse ele?
Neji tinha medo de que perguntassem isso, mas por sorte já havia ensaiado uma resposta nos poucos segundos em que Naruto era atendido.
_ Não seria bom se ele sofresse um acidente logo depois de ter anunciado que encontrou Koji, apesar de acreditar que se batesse a cabeça no concreto não iria influenciar em muito a sua condição mental debilitada. Agora eu tenho que ir, preciso continuar as buscas.
Voltou a andar para evitar mais questões, mas foi surpreendido por um abraço que Hinata lhe deu pelas costas. Ela sabia que ele, assim como Sasuke havia negado participar de uma missão Rank S, para poder ficar na vila e ajudar nas buscas.
_ Obrigado Neji, por ficar do meu lado nas horas em que eu mais preciso. Por ser mais do que um irmão para mim. — disse com carinho.
_ Não foi nada, apenas cumpri com o meu dever de protegê-la.
_ Mentiroso, você não faz mais parte do clã assim como eu, eu sei que fica do meu lado porque quer e não por obrigação.
Ele se virou para fitá-la.
_ Você tem razão. Eu não me arrependo de nada do que fiz por você até hoje.
Hinata apertou-o ainda mais deixando as lágrimas rolarem de alegria.
_Obrigada Neji.
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_ MAS QUE DROGA!- Hiashi gritou lançando um vaso que estava sob um criado mudo contra a parede.
Estava nervoso consigo mesmo, não conseguia parar de pensar no neto que estava trancafiado em um dos quartos mais escondidos da mansão. A sua consciência que havia ficado inerte por tantos anos resolver voltar para lhe atazanar, trazendo consigo a culpa pelo que já fez outrora e o que estava fazendo agora. “Ele é o seu neto, porque faz essa covardia com ele? Porque não consegue aceitar a realidade?”
_ Ele não é meu neto.
“Admita de uma vez por todas que errou, não há porque continuar com esse teatrinho infantil.”
_ Chega, pare de me torturar com essas idiotices. Vá embora logo.
“Admita que ele é um Hyuuga.”
_ Jamais, ele não passa de um mestiço.
“Pretende fazer a ele o mesmo que fez com as suas filhas? Sabe que o pai dele é perigoso, se ele quiser vingança, nem a vila inteira será capaz de impedi-lo.”
_ Eu não tenho medo daquele moleque demônio.
“Mas deveria ter, afinal ele é o portador da Kyuubi, e mesmo que não fosse é o único senin existente no mundo ninja.”
_ Cale-se. Eu sou o líder do clã mais poderoso dessa vila, não tenho porque temer esse moleque.
“Ele vai te encontrar mais cedo ou mais tarde, e não vai ficar nada feliz de saber que o filho dele está sendo tratado como um bastardo. Solte esse menino antes que seja tarde.”
_ Nunca farei isso, se ele o quiser de volta, que venha buscá-lo, estarei esperando.
“Porque se recusa tanto a soltar essa criança? Se o odeia deveria desejar distância, porque então tanta proximidade?
_ Meu objetivo e fazer a tola da minha filha desistir das idéias estúpidas que anda tendo.
“Ah já entendi! Você tem medo de ficar sozinho.”
_ Que tolice é essa!
“Admita, o fato de não querer que o menino saia daqui é porque tem medo de ficar sozinho novamente. Quer as suas filhas de volta. Quer que Hinata e Hanabi voltem porque sente saudade delas.”
_ Quero que voltem para me suceder nada mais que isso.
“Sempre se escondendo no velho argumento de que deseja apenas o bem do clã. Pare de se sujeitar as suas obrigações um pouco, não vê que elas nunca lhe trouxeram a felicidade que sempre desejou? Martirizando e maltratando as suas filhas, sem demonstrar que no fundo as amava até chegar ao ponto de perdê-las. Admita que sente saudades e remorsos pelo que fez. Que na verdade quer ficar perto do seu neto, quer pedir perdão pelo que fez. Esqueça esse maldito orgulho.”
Hiashi bateu com o punho no chão. Não queria admitir a verdade, mas sabia que o tempo inteiro estava conversando consigo mesmo, com a sua personalidade sufocada pelo orgulho Hyuuga.
“Eu sei que deseja abraçar o seu neto. Lembra-se da noite passada em que me libertou por alguns minutos? Lembra para onde te levei? Diga que não sentiu alegria em poder tocar no rosto dele sem transmitir ódio.”
Ele admitiu.
A máscara que usou durante anos, parecia estar ficando pesada demais para ele.
Talvez fosse hora de retirá-la.
Mas novamente o orgulho falou mais alto. Ele não podia se sujeitar a humilhação de pedir perdão a ninguém. Nem as filhas, nem a Neji, muito menos ao neto, iria seguir com esse fardo para manter as aparências, afinal era o líder do clã Hyuuga e não se submeteria aos caprichos de ninguém. Nem da própria consciência que parecia estar em prantos por ser subjugada pela pesada máscara novamente.
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Naruto abriu os olhos lentamente e se deparou com uma imagem que pode imaginar ser a mais linda do mundo.
Estava deitado no colo de Hinata que estava com a cabeça um pouco baixa para observá-lo mais de perto. Os cabelos lisos projetados para frente bailavam de maneira harmônica e misteriosa dando ainda mais beleza a moça.
_ Naruto se sente melhor?- ela disse doce enquanto passava a mão pelos seus cabelos.
_ Como nunca em toda a minha vida. — respondeu com um sorriso abobado.
Ela corou um pouco com a fala dele, e por um instante Naruto viu a antiga Hinata tímida. Mas fechou o rosto indagativa.
_ Não é hora para esse tipo de comentário. Você disse antes de desmaiar que havia encontrado o Koji precisamos que diga onde ele está.
Naruto levantou sobressaltado lembrando o motivo pelo qual todos estavam reunidos naquela sala. Sentiu a cabeça reclamar um pouco e balançou sendo sustentado pelo Uchiha que estava do lado.
Ele olhou para um canto e viu Gaara se aproximar com o semblante tenso de preocupação. Ele estava visivelmente cansado, havia praticamente se “tele transportado” de Suna ao receber a notícia sobre Koji.
_ Tem certeza de que o encontrou?!- perguntou esperançoso parecendo tão tenso com o sumiço quanto os próprios pais.
_ Eu tenho certeza que o encontrei!- afirmou convencido. – Só preciso me certificar de que não estou equivocado.
Voltou a sentar em posição de meditação e todos da sala fizeram silêncio. As marcas alaranjadas em torno dos olhos voltaram a aparecer na medida em que ele acumulava o chakra da natureza.
Levantou e abriu os olhos dourados fazendo mais uma vez alguns dos presentes recuarem com a visão, e fechou os punhos com ódio na hora em que pronunciou sua descoberta.
_ Ele está no clã Hyuuga!- disse com a voz desgostosa.
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