Sonhos Quebrados.

32 32- Diversão.


Notas iniciais
Espero que curtam esse momento tão sonhado por tantos leitores.Vocês pediram e eu, como boa escritora, ouvi os pedidos com carinho, e criei com um esforço sub humano ( pois já estava sem imaginação) o momento pai e filho bem ao estilo Naruto.

Boa Leitura.

“_ Pois ele vai me pagar por fazê-la chorar novamente. Disse com a voz carregada de ódio.”

Ia sair em direção ao clã Hyuuga quando foi parado pelas palavras de Hanabi.

_ Aonde pretender ir Naruto?

_ Aonde mais, eu vou ensinar uma lição aquele desgraçado do Hiashi, por ele ter feito a Hinata chorar.

_ Você não tem esse direito. Esqueceu-se que o verdadeiro culpado por tudo isso é você? Se estivesse do lado da minha irmã desde o começo nada disso teria acontecido.

As palavras da Hyuuga mais jovem apesar de verdadeiras soaram muito duras ao Uzumaki. Assim como Neji, Hanabi guardava uma mágoa muito grande.

Naruto apertou o punho com força encarando-a.

_ O que espera que eu faça então? Que fique parado enquanto a vejo sofrer?

Hinata se levantou com o menino ainda no colo e levantando a mão impediu que a irmã fala-se algo mais. Voltou-se para o loiro que tinha uma expressão raivosa e limpou as lágrimas.

_ Eu aprecio a sua consideração Naruto, mas eu não preciso que me defenda. — sua voz era firme e um pouco desafiadora.

_ Mas Hinata, eu não posso deixar que fique sofrendo por causa da ignorância do seu pai.

_Não se preocupe, eu não sou mais aquela menina boba que precisava da ajuda e cortesia dos demais. Se deseja o bem para mim, então não se intrometa, esse assunto é entre eu e o meu pai.

Naruto ficou em estado de choque ao ver que ela mantinha um olhar destemido. Era difícil controlar a vontade de socar o rosto do patriarca da família Hyuuga, mas sentiu que o olhar dela pedia que a deixasse fazer isso, então lutando contra o ódio crescente que estava tomando conta da sua consciência ele afrouxou o punho vagarosamente.

Hinata levantou o rosto do filho que ainda soluçava em um choro incontido.

_ Vamos Koji, pare de chorar, a mamãe já está melhor. – Passava a mão pelos cabelos macios dele tentando acalmá-lo. – A mamãe precisa ir a uma reunião com a Tsunade sama, então fique mais um pouco com o tio Naruto, tudo bem?- disse com a voz doce.

_ Naruto, ainda não conversei com a Tsunade sama, se importa de ficar mais um pouco com ele?!- disse tentando sorrir.

_ Claro que não. — respondeu recebendo o menino nos braços que abaixou a cabeça em seu ombro procurando proteção.

­_ Hanabi, se importaria em me acompanhar até o escritório da Hokage. – disse sorrindo para a irmã que continuava a encarar o loiro com intenso ódio.

_ Tudo bem irmã. – respondeu sem tirar os olhos dele, passando aquela típica cortesia carinhosa dos Hyuuga.

As duas partiram em direção ao prédio que era visível através de algumas casas deixando os dois sozinhos. Naruto apertou o filho ao senti-lo buscar mais alento no seu abraço, ele parecia ser muito sensível ao sofrimento da mãe. Finalmente o loiro conseguiu compreender o porquê da mudança tão radical da morena, ela sabia que se sofresse o filho também sofreria mais. Realmente era uma ótima mãe.

Ajeitou o filho no colo e partiu em direção ao parquinho, sabia que iria animá-lo. Quando chegaram ele tentou descê-lo, mas o menino parecia um filhote de gato, agarrado na sua camisa sem querer soltar.

_ Olha onde estamos?- Falou animado para o filho. — Que tal brincar um pouco, sei que gosta de brincar na areia.

­_ Não estou mais com vontade tio Naruto. Podemos voltar para casa?- falou tristonho.

_ E perder a melhor parte do dia?Nem pensar!

Koji continuou com a cabeça baixa. O único som que vinha dele era da respiração cadenciada.

_ Acho que não tenho escolha então. — Naruto disse meio triste saindo do parquinho. — Vou ter que.... FAZER COSQUINHA EM VOCÊ!- completou pulando na areia e jogando o menino que começou a rir descontroladamente por causa da chuva de cosquinhas que estava recebendo.

_ Ta bom.... tábom...- disse quase sem ar.

_ Fala para mim que você não quer brincar. — Naruto disse desafiador com areia por todo o corpo.

_ Ta.... eu querooo... brinn.... car- gargalhava tanto que estava chorando.

_ Assim é melhor, porque o monstro da areia veio te pegar. — fez uma careta engraçada imitando um monstro e começou a correr atrás do menino que gritava feliz enquanto tentava fugir.

Koji entrou debaixo do escorregador acreditando ter despistado Naruto, mas sentiu duas mãos grandes pegarem ele pelas costas e lançar para cima como se fosse um boneco.

_ Não adiante querer se esconder, você está no meu castelo!- Naruto imitava Voz de monstro fazendo o menino morrer de rir.

Ele se deitou com o filho por cima e começaram a rolar pela areia. As outras crianças riam também e tentavam brincar com eles. Algumas mães se divertiam vendo um adulto brincar tão alegremente com todas elas, algumas suspiravam dizendo que queriam que os maridos também fossem assim. Koji nunca se sentiu tão feliz estava cheio de amigos, e podia brincar de rolar, coisa que a mãe não deixava dizendo que ele podia passar mal com muita poeira.

Quando o sol estava começando a se por eles se despediram dos seus amigos de brincadeira e rumaram para casa, sujos dos pés a cabeça.

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Algumas horas depois, dentro da casa de um certa morena de olhos perolados..

_ Eu não acredito nisso Naruto! Olha o estado em que vocês estão- Hinata falou com um tom ligeiramente nervoso na voz. — Por acaso estavam rolando na areia?

Os dois riram para Hinata confirmando as suas suspeitas.

_ Eu não acredito nisso. Vai logo pro banheiro Koji. – falou impaciente.

_ Poxa mamãe me deixa brincar mais um pouco com o tio Naruto?

_ Nem pensar! Para ficar espalhando sujeira pela casa toda? Já para o chuveiro. — o menino saiu pisando inconformado. — E você Naruto, acho que precisa de um banho também. Que tal ir para casa?

Naruto olhou maroto para a Hyuuga.

_ Que tal um beijinho de despedida?- disse fechando os olhos e fazendo bico.

Hinata pegou o peixe que estava sobre o balcão e colocou na frente da boca dele.

_ Agora que já ganhou o seu “beijinho”, que tal ir embora tomar seu banho.

Naruto limpou a boca e a pegando-a pela cintura a trouxe para perto.

_ Sabe que não é esse que eu quero.

Dizendo isso, lascou um beijo bem molhado na Hyuuga que não conseguiu se controlar e se entregou ao prazer do momento. Depois de quase dois minutos quando eles finalmente se separaram por falta de ar ele perguntou com um olhar safado.

_ E então o que achou?

_ Tem gosto de peixe. — ela disse divertida.

_ Confessa logo que não consegue resistir ao meu charme.

_ Não consigo é resistir á essa sujeira- se soltou do loiro limpando a areia que estava nela. — Agora eu vou ter que tomar um banho também- falou meio inconformada.

_ Se quiser nós podemos tomar banho juntos, então eu posso ajudar você a lavar esse corpinho maravilho.

_ Cala a boca Naruto! E vai logo para casa tomar o seu banho.

_ Sim senhora!- fez pose de soldado raso. Já estava pronto para sair pela janela quando se lembrou de um assunto importante.

_ Hinata, quando pretende contar ao Koji que eu sou o pai dele?

Hinata olhou firmemente para o loiro deixando o sorriso dar lugar ao olhar indignado.

_ Não me pressione. – falou séria.

_ Mas ele tem o direito de saber, e toda essa história de ficar sendo chamado de tio está me tirando do sério.

_ Dá pra falar mais baixo!- pediu nervosa- Ele vai acabar ouvindo.

_ Mas se não contar logo as coisas....

_MAMÃE!

O grito de Koji fez os dois pularem de susto e em menos de dois segundos estavam na porta do banheiro totalmente irrequietos.

_ O que foi meu filho? Aconteceu alguma coisa?- Hinata perguntou revirando o menino de ponta a cabeça a procura de machucados ou hematomas.

_ Não mãe, eu ia pedir para que não deixasse o Tio Naruto ir agora, eu quero dar um presente á ele.

Hinata caiu quase desfalecida de medo.

_ E precisa me assustar desse jeito? Eu vou te contar, isso que dá eu deixar você perto do Naruto. Agora acabe logo esse banho que está quase na hora dos seus remédios.

_ Ta, mas não deixa ele ir embora não.- pediu antes de voltar a se lavar.

_ Um dia com você e ele fica desse jeito escandaloso... — falou ao ver o loiro parado a sua frente.

_ O que eu posso fazer? É o sangue Uzumaki que corre nas veias dele. — Naruto respondeu comicamente levando um leve tapa no braço.

_ Eu temia que isso pudesse acontecer um dia. Agora corro o risco dele virar um escandaloso criador de casos como você.

Já estavam chegando a cozinha, quando Naruto puxou novamente a Hyuuga.

_ E como nós ficamos Hinata?

_ “Nós”?- seu tom era meio debochado. – Eu fico na minha e você na sua.

Naruto passou a mão pelos lisos cabelos negros sentindo o perfume agradável de flores que não sentia há muito tempo.

_ Você sabe o que eu quero dizer.

Ele ia beijá-la novamente, porém ela conseguiu evitar o contato se afastando dele rapidamente.

_ Chega por hoje Naruto, acho que já tivemos o bastante um do outro, você não acha?!- deu de costas.

_ Mas Hina eu achei que depois do que aconteceu, nós iríamos poder voltar a ser uma família.

_ Em primeiro lugar, nunca fomos uma família de verdade, em segundo, eu gostaria que parasse de me assediar dentro da minha casa, e em terceiro, se está pensando que vai ser tão fácil assim me reconquistar está redondamente enganado.

Voltou para cozinha e foi seguida pelo loiro.

_ Mas Hina! E o que aconteceu ontem? Pensei que poderíamos nos dar melhor depois daquilo.

Ela tornou a olhar para ele.

_ O que aconteceu foi um deslize, eu estava emocionalmente abalada e me deixei levar pelo calor do momento. Não pense que eu vou cair de amores por você novamente só porque conseguiu me levar para cama. Agora se me dá licença, eu preciso medicar o meu filho- pegou a caixa de remédios em cima do armário.

Naruto percebeu, ao vê-la concentrada naquele mundaréu de remédios que não havia mais o que ser discutido. Deu-lhe um beijo carinhoso na bochecha e desapareceu pela janela. Hinata deixou um suspiro pesado escapar sem saber se na verdade estava fazendo o que era certo, sabia que ainda o amava com todas as forças que podia, mas ainda tinha medo de se entregar e acabar se ferindo novamente. Estava perdida em pensamentos quando ouviu o filho chamando-a novamente, era hora de sair do mundo do faz de conta e voltar para a realidade, Koji apesar de ser muito inteligente ainda não conseguia se vestir sozinho por causa da sua estatura abaixo da média, restava é ela a difícil missão de concluir o serviço.

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Hiashi estava com um humor horrível. Sentia vontade de ir atrás das filhas, mas o orgulho o impedia de fazê-lo, então pegou a carteira e saiu sem rumo pelas ruas de Konoha. Lembrou-se subitamente da Hokage, e deixou um sorriso vitorioso tomar conta dos seus lábios. Ele não iria precisar trazer as duas de volta, bastava exigir que Tsunade fizesse isso por ele, afinal ela não iria deixar de acatar as reclamações de um dos clãs mais fortes da vila, porque estaria em maus lençóis se o fizesse.

Estava rumando para o prédio quando viu algo que lhe chamou muito a atenção. Um menino loiro de cabelos lisos estava atravessando a rua em companhia da mãe, que parecia muito atarefada pela sua maneira rápida de andar, a criança estava praticamente sendo arrastada. Ele reconheceu Hinata pela maneira com a qual mexia no cabelo.

Notas finais
Com pesar eu informo que durante os dias que antecedem a páscoa, vai ser mais difícil para postar capítulos, porque estarei travada com apresentaçoes e confecções de lembrancinhas na escola, então tenham paciência.

Quero mais ídeias de como apresentar o Hiashi ao neto dele, por favor mandem ídeias, quebrem a cabeça comigo, e da jinção de várias delas nascerá a continuação.

Abraços!

YueChan.