Eles deixavam seus pés sentirem um ao outro, então suas mãos se encontraram em seu ventre liso.

— O que estamos fazendo? – ela perguntou ainda de olhos fechados sentindo o toque cada vez mais intimo e delicado.

— Uma pequena loucura?! – ele sussurrou percebendo os pelos da nuca da jovem se eriçarem.

— E nossa amizade?

— Prometo que será ainda maior. – falou ele completamente ciente de onde tudo daria.

— Jura?

— Isso é pecado. – eles sorriram em sincronia.

— Somos pecadores afinal. – ela sussurrou sentindo a mão dele agora a guiando para seus seios.

— Sim. Somos... – ele então a tocou com carinho ouvindo-a suspirar mais profundo. – Sinta! – ordenou a acariciando. – Eles são...

—São?

— Seus! – eles riram

— Até alguns momentos atrás...

— Não mais?

— Não mais! – ela falou empinando o bumbum ouvindo-o respirar mais fundo e aperta-la com prazer. – Isso é bom...

— Humm... – ronronou ele agora descendo sua mão ainda devagar. – Algo mais exige uma minuciosa exploração? – eles sorriram.

— Continue e descubra se vale a pena algum investimento. – ela sorriu antes de senti-lo em sua intimidade.

— Com...pletamente... – ele investiu sobre ela após sentir o quanto ela o desejava. – Droga baby! Preciso...

— Continue por favor... –ela implorou enquanto sentia seu ar se tornar rarefeito diante do toque do seu então explorador.

— Vire. – ordenou ele.

— Tem certeza?

— Eu realmente necessito.

Ela virou-se encarando-o. Ele acariciou o rosto da jovem que fechou os olhos apenas o sentindo.

— Porque você nunca me falou?

— Obvio.

— Não pra mim.

— Acha mesmo? — perguntou seria sentindo um frio no estomago — Quer realmente ter essa conversa agora?

— Sim eu quero! – afirmou ele sério. – Olhando nos meus olhos! – pediu vendo-a tentar virar-se.

— Não.

— Eu quero você e estou percebendo que é recíproco. – ele a olhou como se descobrisse o seu maior segredo.

— Isso não vai dar em nada. – falou se afastando dele antes que o mesmo reagisse.

— Porque insiste em fugir? – questionou passando a mão pelos cabelos em sinal de nervosismo.

— Não é fuga, é precaução. – falou – Porque veio para minha cama?

— Não consegui dormir sozinho. Queria esta aqui com você, só com você! – afirmou encarando-a.

— Talvez seja o sofá. Não esta acostumado em dormir tão mal. Pode ficar com a cama. – falou se encaminhado para o mesmo.

Eles permaneceram em silêncio por um longo tempo enquanto ambos se acomodavam em seus respectivos espaços.

— Por quê? – questionou ele cansado. – Eu não sou tão mimado. Você sabe que sou além da minha família, da minha herança, das minhas viagens...Vai me punir eternamente por ter nascido com isso?

— Não culpo você por nada. – falou tentando esconder, inutilmente seu choro.

— Sabe que não é verdade. E ainda não quero mencionar a outra razão.

—Boa noite! – falou tentando parar com a tortura.

— Não é uma boa noite, não até você voltar para essa cama. – decidiu por fim seguir até o fim.

— Por fav...

— Não adianta fazer esse joguinho. Nossa conversa precisa acontecer e precisa ser agora.