Son Of Evil

1 Capítulo 1 - Humans Life


Notas iniciais
Bom Pessoal, essa é a minha primeira história, então por favor peguem leve. Esse capitulo não será muito grande, mas prometo caprichar mais no proximo. Espero que gostem :3

Acordei com o barulho desagradável do despertador, porém ficando ainda de olhos fechados e desligando aquele negocio irritante. Francamente aquilo me dava dor de cabeça, mas por eu não ser pontual eu teria que me acostumar com esse ‘’beep beep’’ toda manhã.
Pulei da cama não tão animado, provavelmente seria mais um daqueles dias tediosos só que em uma escola.... Sim, seria meu primeiro dia de aula e confesso não estar contente com essa ideia. Ficar rodeado de pessoas sendo elas falsas ou não era uma das coisas que eu detestava, por isso sempre que eu era forçado a sair de casa eu levava meu bom e velho MP4.

Levantei-me e olhei pela janela, o céu estava nublado e não havia um raiozinho de sol se quer, o que me fez animar um pouco. Coloquei meu uniforme novo, por cima dele minha jaqueta de couro preta e peguei minha mochila colocando-a em um ombro só e desci para a cozinha encontrando minha mãe adotiva que preparava o café da manhã e meu pai adotivo sentado na mesa folheando um jornal não muito interessado. Olhei de canto para eles e me dirigi para a porta.
— Não vai tomar café, Vaynan? – perguntou a mulher que não aparentava ser tão velha. Seus cabelos castanhos claros que eram lisos iam até sua cintura, possuindo olhos da mesma cor.
— Não. – respondi friamente sem se quer olhar para ela, fechando a porta com certa força. Para mim ela só tentava ser gentil comigo às vezes por obrigação, não por gostar de mim. Mas afinal, que se dane, não preciso de ninguém.

O caminho para escola era grande, o que me fazia ficar pensando quais seriam as reações dos meus futuros colegas, talvez eles nem se importassem, apenas ficariam me encarando pelo meu estilo diferente. Sendo um tanto incomum aos adolescentes da minha idade, eu tinha cabelos bagunçados que iam quase até meus ombros pretos com as pontas levemente avermelhadas e franja jogada no rosto igualmente com as pontas vermelhas, olhos acinzentados, uma pulseira com cadeado que eu não entendia o motivo de tê-la e não poder tirar e também possuindo algumas argolas na orelha e só vestindo preto a maioria das vezes.

Espantei qualquer tipo de pensamento do gênero agora prestando mais atenção no cenário ao meu redor... Estava tudo cinza, sem cor e o único barulho era do vento soprando a folha das arvores, sem nenhum pássaro ou coisa do tipo, estava perfeito. Distrai-me tanto que nem percebi que havia chegado a tal escola.

Entrei pelo grande portão, agradecendo muito por não haver muitas pessoas ali e apressando meus passos para chegar a tal sala, entrando sem se quer bater na porta.

- Você é Vaynan certo? — já não tinha ido muito com a cara do professor e percebi que ele também não tinha ido com a minha.
— É, sou. – o encarava impaciente e percebia que toda a sala olhava para mim, cochichando algumas coisas que eu não entendia direito e nem fazia questão de entender.
— Bom pessoal... –ele se levantou – Esse é Vaynan, o aluno novo, sejam gentis com ele.
— Ér... Prazer em conhecê-los. – disse olhando friamente a classe e me dirigindo a carteira vazia perto da janela, um ótimo lugar para dia como esses.

- Continuando a aula... Vou passar um texto e a prova será sobre ele, então não deixem de copiar! – o professor tagarelava e pelo sorriso em seu rosto o texto não seria pequeno. Retirei meu material de minha mochila e acompanhei o velho. Ao virar um pouco o rosto notei que um rapaz de cabelos espetados vermelhos me olhava fixamente e ao perceber que eu também o olhava ele desviou o olhar, concentrando-se na lousa. Resolvi deixar passar essa e continuei minha lição.
Logo o sinal tocou, eu esperei que todos saíssem primeiro, pois não gostava de muvucas. Coloquei meu fone de ouvido e fui dar uma volta pela escola que realmente era grande e um pouco antiga.

Depois de tanto andar, finalmente achei um lugar isolado com apenas algumas pessoas que conversavam baixo, entre eles estava o ruivo no qual me olhava de novo. Queria perguntar qual era o problema dele comigo, mas deixar quieto parecia uma boa opção. O intervalo passou-se tranquilo tirando os olhares que tentavam ser discretos. Assim que o intervalo acabou fui o primeiro a entrar na sala, desanimado.

As aulas passaram-se rápido, o professor explicou o texto e só tivemos uma aula livre que nem preciso dizer que fiquei escutando musica até acabar a aula. Por começar a chover todos começaram a sair mais rápido. Por sorte eu havia pegado o guarda-chuva, então poderia ir tranquilamente.

Estava distraído até que comecei a escutar uns miados que não vinha de muito longe. Resolvi seguir o tal barulho, encontrando um filhote de gato preto em cima de uma árvore. Ok, dizem que gato preto da azar, mas quem se importa? Deixei minha bolsa no chão mesmo, o guarda chuva do lado e me apoiei em alguns galhos conseguindo pegar o pequeno animal e o desci, cobrindo-o com a minha jaqueta. Peguei minhas coisas e andei rumo a minha casa. Provavelmente meus pais adotivos iriam reclamar, mas eu não ia deixar o coitado ali morrer de frio.

Não demorou tanto e eu finalmente cheguei em casa. Respirei fundo e abri a porta e me senti aliviado quando vi que eles não estavam em casa. Subi as escadas correndo, deixando o filhote encima da minha cama envolta de uma toalha.
— Seu nome irá ser Verne

Notas finais
Criticas CONSTRUTIVAS e Sugestões são sempre bem-vindas.