Notas iniciais
Oii. Eu sei não é domingo, mas estou tão ansiosa para postar que vai sábado a noite mesmo... Feliz pascoa!!! Eu desejo muito chocolate, e pouco peso para vocês!! Boa Leitura...

Olho para o barco com sushi que acaba de chegar para min e Klaus o deixa sobre uma mesa próxima da cama.

Sento-me em frente à mesa e pego o hash e começo a comer em silêncio.

O que eu vou fazer agora? Bom, se é que eu ainda vou ter o que fazer, provavelmente esta é a minha última refeição e Klaus está prestes a me matar. Talvez isso não seja tão ruim, talvez isso signifique menos sofrimento para elas. Duas garotas.

Eu nunca imaginaria a minha vida assim. Eu sempre pensei em encontrar a minha família, me apaixonar, me casar, e depois crianças.

Mas a quem eu quero enganar? Eu estou falando da minha vida, e se tem uma coisa que jamais acontecerá é que tudo saia como eu planejei.

Talvez isso seja o melhor para as meninas, isso não iria ser uma vida comum e boa para elas, eu não quero que ninguém cresça como eu cresci. Como eu poderia coloca-las no mundo se elas sequer tem um enxoval? Onde eu as colocaria para dormir todas as noites? Eu estou sozinha mais uma vez.

– Você vai me matar? – As palavras saem de minha boca sem que eu perceba.

– Eu te trouxe para cá para evitar a sua morte. – Ele responde sem olhar para min, e continua observando a rua.

– Mas isso era antes.... – Eu começo a dizer mas sou interrompida.

– Antes do que Hayley? – Ele pergunta me olhando sério.

– São duas meninas Klaus.... – Eu sussurro e volto a comer.

– Segurança em dobro. – Ele diz simplesmente.

– PRA QUÊ? NÃO É COMO SE ELAS FOSSEM TER UMA VIDA NORMAL KLAUS. ELAS NÃO TEM UM BERÇO. NÃO TEM NADA. SÃO DUAS CRIANÇAS, PRECISAM DE ESTRUTURA. EU NÃO QUERO QUE A INFÂNCIA DELAS SEJA PARECIDA COM A MINHA. – Eu grito perdendo o controle, e Klaus apenas suspira. Ele parece estar calmo, e calmo até demais.

– Eu não quero que elas tenham uma infância parecida com a minha. – Ele diz e começa a fitar o vazio. Oh não, começo a me sentir culpada por ter feito com que ele se lembrasse de sua infância. – Se troque. – Ele diz depois de alguns minutos.

– O que? – Eu pergunto.

– Vá se trocar Hayley. Você não queria sair, nós vamos sair. – Ele diz de forma rápida e impaciente.

Vou até o Closet e pego uma legging preta, uma bata verde musgo, uma jaqueta marrom com franjas e um coturno sem salto marrom. Me visto rapidamente e sigo para o banheiro. Escovo os dentes e penteio os meus cabelos. Volto para o quarto e vejo que Klaus está sentado observando as pessoas andarem pelas calçadas.

– O que tem de tão interessante ai? – Pergunto chamando a sua atenção.

– São apenas vidas comuns. Eles não tem problemas. – Ele diz e eu arqueio uma sobrancelha descordando. – Os deles são mais simples Hayley. Eles não tem que se preocupar em ser um híbrido. – Ele diz de forma irônica.

– Você não disse que eu podia sair? – Pergunto com falsa obediência.

– Você não. Nós. – Ele diz, se levanta e caminha de forma lenta até a porta. – Vamos? – Ele pergunta e abre a porta para eu passar.

Diferente dos outros dias em que eu tentei passar por essa porta não há ninguém impedindo a minha passagem. Saio por ela e começo a andar pelos corredores em direção as escadas com Klaus ao meu lado, não vejo a hora de fazer uma visita ao acampamento lobisomem.

Klaus anda até a Hillux e abre a porta do passageiro para eu entrar. Isso só pode ser falso cavalheirismo.

Olho a casa pela janela do carro enquanto Klaus dá a volta, vejo em uma das janelas do segundo andar Elijah me observando, e ele não parece nada surpreso em me ver, o que significa que ele sabia que eu estava aqui, e ele sequer tentou me ajudar a sair, ele sequer foi falar comigo.

Sinto o carro começar a se movimentar e com o tempo perco de vista o rosto de Elijah. Sinto raiva dele, raiva por não querer colocar os lobos no novo acordo de New Orleans, e agora mais raiva ainda por ele não ter sequer ido tentar, tentar falar comigo. Ele me fez uma promessa, disse que iria me ajudar, disse que iria me proteger.

Mas o único que aparentemente me protege aqui é Klaus, mas ele não vai me proteger dele mesmo. Ele é perigoso, e extremista, em um momento ele está falando sobre me manter trancada para a minha própria segurança, e no outro ele pode estar com a mão em volta de minha garganta enquanto meu ar se esvai aos poucos. Como já aconteceu antes.

Me sinto um tanto culpada por ter cogitado a ideia de abortar, querendo ou não isso não é justo, não foi porque eu tive uma infância ruim que elas mereçam ter, só falta colocar este pensamento na cabeça de Klaus.

Olho para Klaus e o vejo perdido em pensamentos enquanto dirige, ele parece concentrado, provavelmente está pensando em modos de tortura japonesa. Não vejo a hora de voltar ao acampamento lobisomem, já se passou uma semana. Eu sinto falta não só das pessoas, mas do lugar também. Espero que essa saída seja para irmos até lá. Sinto o carro parar e vejo que estamos em um estacionamento. Aonde vamos?

Klaus sai do carro e eu também saio e começo a segui-lo de longe, ele para na rua e quando eu chego aonde ele está ele segura meu braço e nos faz andar.

– Será que dá para não sair de perto? Já estou começando a me arrepender de ter te trago para o passeio. – Ele diz baixo em meu ouvido e eu não respondo, apenas continuo andando.

Ele vira uma esquina e vejo várias pessoas andando na rua, saindo e entrando em lojas, estamos no comércio.

– Nós não vamos ao acampamento lobisomem? – Pergunto confusa.

– Não. – Ele diz e então me solta, mas por precaução continuo andando ao seu lado, pois não quero que ele agarre o meu braço e saia me arrastando por ai.

– Aonde vamos? – Eu pergunto depois de algum tempo andando em frente a várias lojas e não entramos em nenhuma.

– Surpresa. – Ele diz sério e sem nenhum humor. Será que ele irá me dar alguma poção para aborto? Bom, isso faria com que ele não precisasse se preocupar comigo, cm crianças, e eu tenho certeza que ele já está cansado de me proteger, mas eu não entendo que perigo é esse que ele tanto fala.

Klaus pega a minha mão e atravessa a rua me levando com ele. Klaus entra em uma loja e eu entro atrás dele, e não sei se ele está transformando isso em uma piada, ou se ele enlouqueceu.

A minha frente tem uma loja com todas as paredes brancas. A loja é enorme e no andar de baixo tem vários berços, guarda-roupas, cômodas, banheiras, papel-de-parede, adesivos de parede e vários outros moveis e itens de decoração infantis. No meio da loja tem uma grande escada branca com um pouco de purpurina prateada e no segundo andar vejo cobertores, cortinas e roupas de bebês.

Olho para Klaus sem entender e ele continua olhando toda a loja como se estivesse planejando algo. Bom, talvez isso não seja uma piada.

– Vamos. Temos que voltar antes de escurecer. – Ele diz e anda até o canto da loja onde tem um carrinho de compras do tamanho de um carro. Ele começa a empurra-lo até onde eu estou enquanto eu continuo imóvel sem acreditar.

– Vamos. – Ele diz e começa a empurrar o carrinho. O sigo enquanto ele anda em direção aos vários berços da loja. Ele para no meio de vários berços montado e embaixo deles tem várias caixas do respectivo berço.

– Então, você que dois iguais? – Ele pergunta.

– Hã? – Eu pergunto confusa olhando em volta.

– Você sabe, elas irão precisar de algo para dormir Hayley. Escolha logo, pois temos que voltar antes de escurecer, e não vamos sair outro dia. – Ele diz e olha para os vários berços com seus mosqueteiros em cima.

– É.... você não vai escolher nada? – Eu pergunto.

– Você não quer escolher? – Ele pergunta com a testa franzida.

– Eu não entendo muito sobre decoração. – Eu digo e dou de ombros.

– Vamos fazer assim, escolhemos algo que gostamos. – Ele diz e olha em volta.

Começo a andar lentamente observando os berços, e eu estranhamente me sinto feliz fazendo isso. Eu disse mais cedo que elas não tinham nada, e talvez Klaus não vá ser ruim com elas, talvez ele me mate, e depois cuide delas. Aparentemente ele soube criar Marcellus, então por que ele não poderia cuidar dela....

Olho vários berços, alguns são brancos, outros rosas, outros azuis, alguns são marrons. Quero dois de madeira...

– Hayley.... – Olho para trás e vejo Klaus parado em frene a um berço grande e branco. Ele é bastante decorado, e parece ser feito à mão.

– Eu gosto deste. – Eu digo e ele pega duas caixas do mesmo e coloca no carrinho.

A partir daí não me senti tão indecisa para pegar e escolher as coisas da decoração. Subimos as escadas e eu começo a pegar vários agasalhos brancos, e nesse momento percebo que eu já as amo, e me sinto triste de saber que eu não vou vê-las por muito tempo. Olho para Klaus e vejo que ele está pegando sapatinhos de lã cor de rosa. Talvez elas não fiquem tão sozinhas assim. Klaus não é uma pessoas tão má assim. Ele é vingativo. E acho que se ele errar alguma vez com elas Rebekah viria ajuda-lo, e querendo ou não eu sei que ele a aceitaria de volta.

Voltamos para a casa em silêncio. O porta-malas da caminhonete está com várias caixas de móveis, e o banco de trás cheio de sacolas de compras.

Ele estaciona o carro na garagem e eu saio do carro, fico parada observando enquanto ele tira os rolos de papel de parede da parte de trás da caminhonete e entra na casa, e eu o sigo.

Klaus sobe as escadas, mas ao invés de irmos para seu quarto ele para e abre a porta ao lado de seu quarto, eu nunca havia entrado ali, e nuca parei para pensar no que tinha ali. O cômodo era branco, todo branco, teto branco, paredes brancas, e chão branco, a janela que tinha era grande fazendo com que o cômodo apesar de vazio fosse bem arejado.

– Você quer me ajudar a colocar o papel de parede? – Ele pergunta colocando os rolos no chão e tirando a jaqueta ficando apenas com uma camiseta.

– Claro. – Eu digo e penso em tirar a jaqueta, mas então me lembro da marca em meu ombro e que não vai ser nada bom andar com ela por ai.

Klaus separa o papel de parede rosa claro do tamanho exato da parte debaixo da parede. Aparentemente a parte de cima vai ficar branca e apenas da minha cintura para baixo vai estar com o papel de parede. Ele me entrega a minha parte e uma régua e eu começo a colocá-lo com o maior cuidado para não fazer bolhas. Quando estou na metade da parede me viro e vejo que Klaus já colocou o papel em todas as outras.

– Eu vou buscar algumas caixas. Não saia. – Ele diz e eu assinto. Volto a prestar atenção na parede, e em não fazer bolhas com o papel. Sinto alguém entrar no quarto. Sem barulhos, mas sinto a sua presença.

– Isso não é um chá de bebê para ter convidados. – Eu digo demonstrando que estou com raiva dele.

– Como você sabia que eu estava aqui? – Pergunta Elijah.

Notas finais
Gente andei pensando... As vezes eu fico com vontade de postar no meio da semana, mas eu pretendo postar sempre no domingo. Se eu as vezes colocar um capítulo no meio da semana e outro no domingo.... O que vocês acham??? Bjs!!