Somos mais parecidos do que parece.
26 Capítulo 25.
Notas iniciais
Pov. Hayley
A porta do quarto é aberta com tanta força que acabo despertando. Tiro as cobertas de cima de meu rosto e olho para Klaus que está andando de um lado para outro dentro do quarto remexendo nas coisas. Isso não é bom, ele pode encontrar a caixinha de música e a chave que eu peguei.
– O que está procurando? – Eu pergunto.
– Algo que é meu, e que não está aonde eu deixei. Curioso não? – Ele pergunta sem olhar para mim. Merda, talvez ele já saiba que eu peguei a sua chave.
– Quer alguma ajuda para procurar? O que exatamente você perdeu? – Eu pergunto.
– Eu não perdi nada, absolutamente nada. Eu deixei em um lugar guardado e não está mais lá. – Ele diz e eu me levanto da cama.
– O que sumiu então? – Eu pergunto.
– Uma chave. – Ele diz e eu sinto vontade de cair sentada sobre a cama, mas não o faço.
– E então Nik? – Ouço uma voz perguntar da porta e franzo o cenho ao ver Rebekah aqui.
– Hayley? – Ela pergunta assustada por eu estar aqui.
– Sim, você voltou? – Eu pergunto curiosa.
– Por hora... – Ela responde evasiva.
– Eu vou me trocar. – Eu digo e vou para o closet.
Coloco uma calça preta, um casaco também preto, botas marrom sem salto, faço uma trança em meus cabelos, coloco um colar e passo um pouco de batom laranja nos lábios.
Pego a caixa de música a abro rapidamente e pego a chave pois logo Klaus tomara ela de mim, ou dará um jeito de descobrir que estou com essa chave e eu quero ler aqueles papéis o quanto antes.
Saio do Closet e em seguida do quarto sem falar com Klaus que continua revirando algumas coisas. Viro o corredor e quando saio de frente da vista que a porta aberta do quarto pode dar e tento correr em direção ao sótão, o que é um pouco complicado, mas eu consigo chegar até o mesmo rapidamente.
Subo as escadas, acendo a luz, abro a gaveta e pego os papéis velhos e amarelados. Tiro o lençol branco que cobre um sofá e me sento sobre o mesmo enquanto olho o papel, algumas partes não conseguirei ler pois estão machadas, começo a ler o que consigo.
Algumas pessoas simplesmente não sabem de minha existência, e algumas pessoas querem saber até demais sobre mim.
Algumas, poucas, me admiram e talvez gostariam de ser como eu, pois com o meu poder elas poderiam me destruir, ou assim elas pensam.
Alguns tem um ódio um tanto cego por mim e isso torna o jogo mais divertido para mim, pois esses têm um modo curioso de tentar me matar e no final tudo não passa de uma grande diversão. Me trazer mulheres para me seduzir, e eu me deixo ser seduzido. Me trazer bebidas caras e de todos os tipos, e eu as degusto com gosto. Me levam a festas, bailes, comemorações e eventos dignos de um rei esperando que eu baixe a guarda, mas eu não baixo, eu nunca baixarei, pois eu já baixei uma vez...
Franzo o cenho e a curiosidade sobe em mim com força total, mas as primeiras linhas do próximo paragrafo estão uma bagunça, como se alguém tivesse derrubado alguma bebida há muito tempo sobre elas.
... foi ai que percebi que o mundo é o lugar mais curioso que existe, no pequeno tempo em que me separei dos meus irmãos eu a conheci. Me deixei ser seduzido facilmente porque acima de tudo eu queria, eu desejava, não apenas ser seduzido, mas eu também a desejava.
Passamos algumas semanas juntos em um quarto de hotel....
Está manchado novamente. Será que Klaus escreveu isso? Elijah talvez?
Quando voltei fui pego em uma armadilha, ela era uma bruxa e como todos os outros também tinha fome de poder, do meu poder.
Ela estava preparando um feitiço perigoso, ousado e das trevas. Uma coisa proibida que precisaria de muita energia e eu fui salvo porque a ganancia a cegou e ela se esqueceu disso, se esqueceu que tinha feito... Esforços na noite passada e acabou desmaiando enquanto rezava algo em uma língua antiga e me mantinha em transe.
Ela queria que trocássemos de corpo, e então ela me passaria para o seu corpo e me mataria sem pensar duas vezes.
Quando acordei ela estava sem sinais vitais. Ela está morta. -> NÃO MAIS.
Esse “Não mais “Não parece ter sido escrito há muito tempo e eu guardo os papéis dentro da gaveta, e a chave aonde eu tinha pego.
Volto para o andar de baixo pensando no que eu acabei de ler significa, quem escreveu, e o piro: O que aquele não mais significa?
E o fato de Rebekah ter voltado assim tão de repente não pode ser algo nada bom, algum coisa ruim está acontecendo. Sinto um calafrio passar pelo meu corpo como um pressentimento ruim e passo os meus braços em volta de meu corpo me protegendo.
As luzes do corredor se apagam e eu fico parada por um instante, vou até a janela e vejo que a cidade inteira está sem luz. Isso deve ser um sinal bom, pois se fosse apenas na casa teria alguma coisa muito errada acontecendo aqui.
Viro o corredor e coloco as mãos na parede para me firmar enquanto caminho e a minha barriga começa a doer.
Entro no quarto e sento-me na cama enquanto espero a minha respiração se normalizar e a dor em minha barriga passar.
Klaus entra no quarto e eu o observo fechar a porta atrás de si.
– Você pegou a chave. – Ele diz, ele não pergunta, ele afirma.
– Sim. – Eu digo mesmo sabendo que não é uma pergunta.
– E viu o que queria? Achou o que queria? – Klaus me pergunta.
– Sim, porém apenas me deixou mais confusa e sedenta por informação. – Eu admito para ele.
– E aquilo fez com que você chegasse a alguma conclusão? – Ele pergunta.
– Quem escreveu a carta? – Eu pergunto para ele.
– Eu perguntei primeiro. – Klaus me lembra.
– Não, eu não cheguei a nenhuma conclusão. – Eu digo.
– Foi eu que escrevi, mas... – E antes que ele possa terminar a frase ouvimos um grito alto vindo do andar de baixo e eu me levanto rapidamente e ando atrás de Klaus.
Vejo uma mulher deitada no chão rodando enquanto uma luz estranha emana de seu corpo. Rebekah e Elijah estão atrás dela e parecem observa-la assustados, porém na reta guarda.
A luz que vem da mulher aumenta e eu paro no pé da escada enquanto Klaus continua a desse-la e para perto de seus irmãos.
Vejo como se algo estivesse se abrindo, se alargando e aumentando. E de repente alguém começa a passar através da mulher em transe e eu vejo que Klaus já tem em sua mão a Estaca de Carvalho Branco. A sombra termina de passar e eu sei que é um homem, porém ainda não vi o seu rosto.
– Olá irmãos. Belo comitê de boas-vindas. – Ele diz e gira. Kol olha para minha barriga e me olha surpreso, mas o seu olhar para ao meu lado e ele franze o cenho.
Olho para trás e vejo uma mulher mais alta que ele com os olhos cobertos por uma máscara e seus cabelos cor de vinho caindo por cima dos ombros.
– Bú. – Ela diz e me empurra escada abaixo, e eu tento me segurar, mas é em vão.
Fale com o autor