Somos mais parecidos do que parece.
27 Capítulo 26.
Notas iniciais
Pov. Rebekah
A mulher desconhecida aparece atrás de Hayley e a empurra escada abaixo, corro para tentar segura-la, mas é em vão pois seu corpo cai inconsciente não muito longe de mim.
Corro até seu corpo e pego o seu pulso o testando e vejo que ela ainda está viva. O cheiro invade as minhas narinas e eu olho para baixo vendo o sangue vazar junto com outro liquido estranho.
Olho para trás a procura de Klaus, mas ele está segurando a ruiva pelo pescoço enquanto me observa e Elijah se aproxima devagar.
– A bolsa estourou. – Eu digo para eles e Klaus corre pelo corredor segurando a mulher com um sorriso debochado no pescoço para longe.
– Vamos leva-la daqui. – Diz Elijah, e então eu a levanto em meus braços e subo as escadas levando-a para o meu quarto que continua do mesmo jeito que eu o deixei.
Coloco-a sobre a cama e olho para Elijah.
– Temos que acorda-la. – Eu digo e ele acena concordando.
Elijah vai até o banheiro e Klaus entra no quarto com o rosto cheio de sangue.
– Quem empurrou Hayley Nik? – Eu pergunto, mesmo que eu duvide que ele vai me responder, ou me dizer a verdade.
– Alguém que deveria estar no passado, e que logo estará. – Ele diz com sinceridade e se aproxima da cama.
– Vou atrás de uma parteira. – Ele diz.
– Uma bruxa também serve. – Eu digo para ele e o mesmo acena antes de sair do quarto.
Elijah sai do banheiro com um pote de álcool em mãos e coloca próximo ao nariz de Hayley e a mesma abre os olhos minimamente e em seguida os fecha pois a queda deve ter lhe afetado.
– Hayley. Hayley! – Eu a chamo com mais força e ela olha para mim. – Você está sentindo alguma coisa? – Eu pergunto.
– Dor, na cabeça. – Ela responde com pouca dificuldade, e isso é um bom sinal.
– Você tem que ser forte, a sua bolsa estourou. – Eu digo e ela franze o cenho confusa.
– Onde está Niklaus? – Elijah pergunta.
– Atrás de uma parteira, ou uma bruxa. – Eu digo e ele acena com a cabeça e sai do quarto.
Hayley tenta se sentar e em seguida faz uma careta de dor, e fecha os olhos com força.
– Está sentindo dor? – Eu pergunto e ela acena concordando.
– Tire as minhas calças, elas estão me incomodando. – Ela diz e eu vou até o pé da cama, tiro os seus sapatos e em seguida a sua calça e a cubro com o lençol sem saber o que fazer.
– Acha que Klaus irá demorar? – Ela me pergunta ainda com os olhos fechados.
– Acho que não, pelo menos não muito. – Eu digo.
– Você conhece aquela mulher? – Ela pergunta e abre os olhos, olhando diretamente dentro dos meus olhos com intensidade.
– Eu estou me perguntando isso sem parar. – Eu digo com sinceridade quando Klaus entra no quarto acompanhado de uma mulher da pele cor de mel e cabelos enroladinhos.
– Ela está pronta? – Klaus pergunta para a garota olhando para Hayley.
– Não, a energia dela está irregular. Ela tem que relaxar, mas falta pouco. – A mulher responde e franze o cenho.
– Eu já volto. – Eu digo e olho uma última vez para uma Hayley me certificando de que ela está acordada.
Saio do quarto e caminho até o de Elijah porém está vazio. Será que ele foi atrás da ruiva?
Resolvo procura-la pois tenho o pressentimento de que ela está presa aqui dentro, que ela está na casa e Klaus não irá falar muito sobre ela, então eu terei que descobrir.
Vou até o sótão, mas só encontro muita poeira, móveis velhos e relíquias que Nik e Elijah carregam. Saio dali e vou até o porão, e suspiro ao ver três caixões vazios e nada mais que isso aqui.
Aonde Klaus a colocou? Tem que ser em algum lugar que não tem como fugir, e eu não sei se ela é uma humana ousada, uma bruxa ou outra loba o que complica para mim. O jardim aonde Marcel colocava os vampiros traidores...
Saio do porão e vou até o Jardim e vejo alguns vampiros secos e presos entre tijolos, e eu quase sinto pena deles, quase pois não sei o que fizeram para merecerem estar aqui.
Ando entre eles até o final do Jardim e não vejo nada de diferente, mas então quando estou prestes a dar meia volta o meu sapato engancha na linha do tapete e eu a puxo fazendo com que o tapete saia do lugar e a marca de uma entrada subterrânea aparece e eu toco levemente o cadeado que está preso a mesma.
Será? Eu penso, e no momento seguinte eu quebro o cadeado e puxo a abertura para cima liberando uma escada de madeira velha e degastada.
Desço as escadas com cuidado e quando chego ao final olho para o corredor escuro ouvindo uma voz feminina dizendo coisas incoerentes no final do mesmo e franzo o cenho. Pego a única tocha acesa e começo a andar pelo corredor olhando para os lados esperando encontrar a mulher ruiva, e lhe fazer algumas perguntas.
Encosto em algo sólido e gelado e coloco a tocha a minha frente para ver o que é, e encontro o que eu vim procurar aqui.
A mulher ruiva está dentro de uma cela de ferro com os olhos virados para trás da cabeça, os lábios murmurando uma língua diferente, e também está levitando.
Ela é uma bruxa, e para levitar deve ser uma bruxa poderosa...
– Ei, você! – Eu digo, mas ela não responde, continua falando, ou rezando, seja lá o que for....
Coloco a tocha presa a parede e com as mãos começo a mover o ferro da cela abrindo uma entrada para mim enquanto a mulher parece sequer perceber o que eu estou fazendo.
Pego a tocha e entro na sela, vejo um círculo desenhado em volta da mulher e franzo o cenho enquanto decido se devo ou não entrar dentro dele.
Eu observo quando ela meche a cabeça e vira o rosto em minha direção e sinto como se ela estivesse cavando dentro de mim ao me olhar com aqueles olhos completamente brancos, mas ao invés de demonstrar eu passo o pé sobre o seu círculo, e no mesmo momento seus olhos voltam para o lugar e ela desce ficando em pé do outro lado da cela.
– Chegou tarde, já está feito. – Ela diz e respira fundo como se estivesse feliz por haver ar em seus pulmões.
– Você não sabe o que vim fazer aqui. – Eu digo.
– Eu não sei, mas sei que vai desejar ter chegado antes e impedido esse feitiço de acontecer. – Ela diz e agora reparo que está pálida.
– Quem é você? – Eu pergunto.
– Alguém que teria conhecido se o seu irmão fosse um pouco diferente. – Ela diz e se senta.
Klaus deve ter tomado um pouco do sangue dela, e como fez esse feitiço deve estar exausta.
– Se foi por causa de Klaus deveria ter o empurrado. Hayley não tem nada a ver com isso. – Eu digo para ela.
– Sim, ela não tinha. Eu queria atacar os bebês, mas como o pai não aconteceu nada com elas duas. – Ela diz.
– E para que era esse feitiço que estava fazendo? – Eu pergunto.
– Eu disse que Hayley não tinha nada a ver com isso, mas agora ela tem. Vá as crianças estão nascendo, vai querer se despedir dela. – Ela diz e eu a pego pelo braço e a jogo do outra lado da cela na parede e a mesma cai no chão desacordada.
Saio da cela e coloco os ferros no lugar novamente. Subo as escadas, e saio do jardim correndo em direção a casa, esperando ter algum tempo para salvar Hayley
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