Somos mais parecidos do que parece.
3 Capítulo 2.
Notas iniciais
Oh meu Deus!
Sempre soube que Klaus era totalmente louco, mas nunca pensei que fosse algo tão forte assim! Ele só pode estar com algum problema sério se pensa que eu vou ficar aqui dentro desse quarto, vendo as pinturas que ele faz o dia inteiro!
Klaus anda até a mesa e pega um copo de Uísque. Só pode ser isso! Ele deve estar muito bêbado. Se é que híbridos ficam bêbados. Eu não faço ideia!
Só sei que não vou ficar aqui sentada o dia inteiro! Ainda mais agora que eu estou quase trazendo a minha família de volta para New Orleans. Eu tenho coisas demais a fazer.
– Klaus eu não vou ficar aqui como uma prisioneira. – Eu digo decidida e Klaus se vira para min.
– Qual é o problema de ficar aqui? – Ele pergunta com um sorriso sonso. Cruzo os braços na frente do meu corpo e encosto as costas na cabeceira da cama.
Passam-se alguns minutos e eu continuo encostada na cama de braço cruzados em silêncio. Olho para Klaus que está olhando atentamente para min esperando uma resposta. Olho para seus olhos azuis enquanto ele olha atentamente para min e desvio o olhar para a janela que está coberta por uma cortina.
– Tenho coisas a fazer Klaus. – Eu digo e o encaro. Klaus deita a cabeça para o lado como se estivesse se divertindo e abre um sorriso sádico.
– Se me lembro bem, você foi atraída a New Orleans por causa da gravidez e ficando aqui dentro você continua grávida se não me engano. – Ele diz e eu levanto da cama e começo a andar irritada de um lado para o outro do quarto.
– Klaus, isso é insano eu tenho que sair! – Eu grito com ele.
– Para que quer sair Hayley? – Ele pergunta e dá um passo em minha direção mas para. Ele me olha atentamente. – Está com medo de perder um de seus encontros às escuras com meu meio-irmão Elijah? – Ele pergunta com a voz carregada de sarcasmo.
– Por que quer me manter presa aqui? – Eu pergunto voltando para a cama. Sento-me e estico as pernas e não obtenho uma resposta, e então me viro para Klaus que está olhando para o nada e está bastante pensativo. Talvez ele mesmo não saiba por que está fazendo isso.... Bom, tanto faz. Eu quero ir embora.
– Eu já disse Hayley...- Ele diz e eu franzo a testa em confusão. – Eu tenho muitos inimigos. Pense direito Hayley. Quando alguém me ameaça o que eu faço? – Ele pergunta para min.
– Tortura e mata. – Eu digo o lógico.
– Exato. E se eu ainda não fiz isso nós não estamos falando de algo que não se deva dar importância. – Ele diz e leva o copo de Uísque novamente aos lábios e derruba todo o conteúdo em sua boca.
– Por que está tentando proteger a criança? – Pergunto irritada. Klaus passa a mão no rosto e dá um passo em minha direção e então gira sobre os seus tornozelos e anda em direção contrária até a parede.
– Por que talvez eu me importe com alguma coisa. – Ele diz. Então Klaus dá um soco na parede tira o seu casaco e se coloca atrás da tela e pega os seus pincéis.
– Sem mais pergunta por hoje Hayley. – Ele diz e começa a pintar.
**********
A primeira semana na casa de Klaus foi terrível. Eu não saí desse maldito quarto e não tenho como fugir, pois Klaus também não sai do quarto.
Pensei em tentar fugir quando ele fosse pegar comida para min, mas alguém trazia uma bandeja de três em três horas com comida, as vezes eu nem sequer estava com fome.
O único momento que eu tinha sozinha era para as minhas necessidades fisiológicas e tomar banho. Ou quando Klaus ia tomar banho, mas ele sempre deixava seis vampiros na porta de modo que eu não tinha como sair.
A gravidez está me deixando esgotada e frustrada. Todo tipo de frustração! A única companhia que eu tenho é a de Klaus, mas não converso com ele, então seguro as mudanças de humor para min.
E agora eu estou aqui, deitada olhando para o teto. Não faz mais de dez minutos que acordei, mas já é o suficiente para eu querer dormir de novo. Torço todos os dias para Klaus sair, e então eu pediria a ajuda de Elijah para fugir e voltaria para o acampamento lobisomem.
Sinto uma pontada em minha barriga e sento-me assustada. Olho para minha barriga com um pouco de medo. O que foi isso? Tudo isso foi um chute? Pela minha visão periférica vejo que Klaus parou de pintar e começa a vir em minha direção. Mas não tenho tempo de raciocinar mais nada pois sinto um enjoo forte passar pelo meu corpo.
E então eu levanto da cama em um pulo e corro para o banheiro. Deixo todo o conteúdo presente em meu estômago no vaso. Sinto o meu cabelo ser puxado para trás com certa delicadeza, devo admitir.
Mesmo depois de ter vomitado tudo presente em meu estômago meu corpo ainda tenta rejeitar mais alguma coisa fazendo com que eu vomite um pouco de suco gástrico. Sentei sobre os meus pés um tento tonta.
Senti meu corpo ser virado e via Klaus se abaixando próximo a min e em seguida senti meu corpo ser levantado.
Klaus me coloca na cama sentada sobre os lençóis. Tentei me deitar pois estava muito tonta e senti algo gelado em meus lábios. Virei o rosto para o outro lado, mas senti a mão de Klaus puxar meu queixo de volta.
– Beba. É agua. – Ele comanda, e eu o faço.
Deito-me na cama com a barriga para cima ainda enjoada e um pouco tonta. Começo a encarar o teto, mas o cansaço me vence e acabo entrando para a inconsciência novamente.
**********
Acordo sentindo a presença de alguém próxima a min. Abro os olhos e vejo uma Senhora loira de mais ou menos quarenta anos conversando com Klaus ao lado da cama.
– Ela acordou. – Diz Klaus sem olhar para min. Então a mulher se vira e sorri para min. Ela é humana, e está de jaleco, é médica.
– Olá querida. Sou doutora Mary. Como se sente.... — Ela diz querendo saber meu nome.
– Hayley, me chamo Hayley, e estou com fome. – Eu digo e ela sorri para min.
– Isso é normal querida, e á um bom sinal também. Tenho certeza de que seu esposos pode trazer algo que você goste para comer. – Ela diz fazendo um sinal para Klaus quando diz a palavra “Esposo”, olho para Klaus com a testa franzida em confusão. Por que ela pensa que somos casados? Klaus dá de ombros para min e olha para a mulher com uma expressão divertida.
Mary para ao lado da cama e pega uma bolsa grande e branca e coloca sobre o criado-mudo.
– Sou obstetra. Fiz alguns exames simples para saber se você estava bem, mas agora eu gostaria de examinar o bebê se me permite? – Mary pede para min com um sorriso amigável. Klaus chamou um médico para min? Franzo as sobrancelhas em confusão e olho para Klaus que está mexendo no celular. Provavelmente combinando de ir matar alguém.
– Claro. – Digo para Mary, pois ela é tão simpática e já está dentro do covil dos vampiros. Não vou fazer a pobre mulher vir aqui atoa.
– Vocês já tem alguma informação sobre o bebê? – Ela pergunta enquanto retira seu equipamento de ultrassom móvel de dentro de uma caixa. E quando eu ia dizer que achava que era uma menina Klaus se aproxima da cama.
– Não temos informações do bebê Mary. – Então ele olha para min, e eu faço uma expressão de desentendida para ele que apenas me olha com fúria e faz um sinal para eu não falar nada a mulher, e em resposta eu dou um longo suspiro.
– Algo de errado. – Pergunta Mary colocando algumas coisas na tomada.
– Hayley você não disse que está com fome, o que quer comer? – Klaus pergunta, é a primeira vez na semana que ele me pergunta o que eu quero comer, e bom eu estou grávida sinto desejo, mas me nego a pedir algo em especial para ele. Mas como hoje ele está oferecendo....
– Quero um barco de sushi. – Digo e ele assente e volta a mexer em seu celular.
– Eu posso começar. – Mary pergunta e eu assinto.
Ela joga o gel sobre a minha barriga e começa a encarar a pequena tela de computador e a fazer anotações.
– Você não deveria estar me falando o que você está anotando? – Pergunto curiosa.
– Sete meses. – Ela diz e volta a encarar a tela.
– Qual é o sexo? – Klaus pergunta me surpreendendo.
– O de um deles é menina... – Diz Mary.
– Um deles? – Pergunto desesperada.
– Sim, são gêmeos, e estão na mesma placenta, sendo assim são duas meninas, e estão perfeitamente saudáveis. – Diz Mary.
Ter um bebê de Klaus já era perigoso! Mas agora são dois! Fecho os meus olhos querendo dormir novamente, assim dormindo, tudo é bem mais fácil.
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