Somos mais parecidos do que parece.
2 Capítulo 1.
Notas iniciais
Pov. Niklaus
Merda! Eu venho aqui, para leva-la de volta para a minha casa, pois lá será mais fácil para eu mantê-la segura, e ela desmaia! Simplesmente desmaia! E eu tive que correr para não deixa-la cair.
A pego no colo e ando até os outros lobisomens.
– Onde estão as coisas dela? – Pergunto.
– E para onde pensa que vai leva-la? – Um dos lobisomens perguntam.
– Para a minha casa, onde estão as coisas dela? – Pergunto novamente começando a perder a paciência.
– Estão aqui. – Diz uma senhora loira com uma mala nas mãos. Ando até ela rapidamente, pego a mala de Hayley coloco no porta malas e a deito no banco de trás do carro.
Dou a volta e saio cantando pneu do acampamento lobisomem.
Merda! Agora que eu estava com um plano com os lobisomens ela reaparece! E ainda por cima sabendo desta criança! Era só o que me faltava...
Olho pelo retrovisor para Hayley que continua desacordada no banco traseiro. Ela vai como uma hospede ou prisioneira! Nenhuma das formas me incomodam.
Estaciono o carro, pego Hayley no banco de trás e sua mala. Entro na mansão Mikaelson e todo os vampiros presentes param o que estão fazendo e começam a me olhar. Bom, não é todo dia que eu entro com uma lobisomem grávida e desmaiada nos braços.
Subo as escadas e me viro para todos.
– Hayley está voltando para esta casa. Ela não pode sair, e ninguém fale com ela. E se ela receber visitas tragam a pessoa para min. – Eu digo.
– Fazendo prisioneiras irmão? – Pergunta Elijah caminhando lentamente até min.
– Eu posso leva-la para o quarto que ela usava. – Ele diz e estende os braços para pega-la.
Ao invés de entregar Hayley para Elijah eu passo por ele e vou andando até o corredor, mas quando estou quase virando para continuar paro.
– Não precisa, pois ela ficara no meu quarto por tempo indeterminado. – E quando eu ia voltar a andar me lembro de outra coisa. – E aliás, eu não quero ninguém falando com ela. – Digo e sigo pelo corredor sem me importar com o que ele iria dizer.
Elijah tem me irritado bastante ultimamente, sei que ele acha que vou pegar o sangue da criança para fazer um exército híbrido e matar Hayley. Então eu vou provoca-lo o máximo que eu puder para ele pensar que eu estou prestes a fazer isso.
Entro no quarto e fecho a porta atrás de min. Coloco Hayley deitada na cama e olho para ela esperando que acorde, mas não acorda.
Dou um suspiro cansado e coloco sua mala sobre uma poltrona. Pego um copo de Uísque e me sento em frente as minhas pinturas.
Ultimamente tenho passado tanto tempo aqui, eu quase nunca saio. E desde que Elijah deu aquela festa do acordo me isolei totalmente. E então ontem quando resolvo sair descubro que um dos meus maiores inimigos está na cidade e que pretende se vingar de min usando a criança.
Olho novamente para Hayley que está se mexendo um pouco, e então quando eu penso que ela vai acordar ela se vira de bruços e continua inconsciente. Bom, agora ela está apenas dormindo.
Não sei se quero que ela acorde ou se quero que ela continue a dormir. Se ela acordar eu digo que ela ficara por aqui e que está proibida de sair. E então ela irá começar a reclamar e eu já estou tão impaciente ultimamente...
E desde que eu vim para Nova Orleans é assim, se eu ajudo alguém sempre tem alguém para reclamar, e se eu mato alguém também reclamam.
Isso sem dizer que sempre me traem... E meus pensamentos vão para Rebeca. Ela me traiu de uma forma imperdoável. E por um homem que não a merece. Eu sei que depois que ela foi embora Marcellus não foi com ela e também não foi atrás dela.
Pego o pincel e algumas tintas enquanto espero Hayley acordar. Resolvo pintar algo, resolvo pintar o rosto de Rebeca.
**********
Pov. Hayley
Começo a correr, em meio a escuridão. Não sei se estou correndo de alguém, ou se estou correndo atrás de alguém.
Independentemente do que for, eu não gosto. Quero parar de correr. Eu estou com falta de ar, minha barriga está extremamente desconfortável, e minhas pernas estão doendo.
Quero parar de correr, mas meu corpo não obedece ele simplesmente me ignora e continua correndo. Estou descalça, sei apenas que corro sobre a terra, pois tudo está muito escuro.
Quero parar! Eu não aguento mais! Tento gritar por ajuda, mas não sai nada de minha boca.
– Socorro! – Eu grito, e a minha voz é ouvida apenas em minha cabeça.
E então eu ouço uma risada macabra dentro de minha cabeça, mas essa risada não é minha, ela é de outra pessoa. Tento ouvir novamente mas outra voz chama meu nome.
– Hayley... – A voz é familiar e não vem de minha cabeça.
– Hayley – Ouço novamente, mas anda é bastante distante, tento me concentrar na voz, mas é difícil, pois estou correndo.
Tento parar novamente e dessa vez tenho sucesso. Me inclino sobre os joelhos e consigo ver ligeiramente o meu corpo. Eu estou ensanguentada, e minhas roupas rasgadas, e então começo a chorar descontroladamente.
– Hayley. – A voz desta vez diz mais dura e eu a reconheço. Klaus.
– Hayley. – Ele diz novamente.
– Hayley acorde. – Ele diz e eu consigo abrir os olhos, mas os fecho rapidamente por causa da claridade.
– Você está bem? – pergunta Klaus.
– Muita luz. – Eu respondo. Ouço alguns barulhos de passos.
– Pronto. – Ele diz e abro os olhos. Estou em um quarto desconhecido, deitada em uma cama grande que tem um cobertor dourado. Olho em volta e o quarto tem uma decoração bastante dourada. Onde será que eu estou? Olho em volta procurando por alguma resposta, e então vejo várias telas em um canto do quarto. Devo estar nos aposentos de Klaus.
Olho para Klaus que está em pé próximo a janela com os braços cruzados me observando.
– Que lugar é esse? – Pergunto.
– Minha casa, mais especificadamente meu quarto. – Ele diz, se vira, coloca um pouco da cortina que cobre a janela de lado e observa a parte de fora.
– Você disse que era para eu ir com você, mas eu desmaiei. O que você fez para eu desmaiar? – Pergunto.
– Eu não sei se você lembra, mas eu sou um hibrido, e não um bruxo. E você desmaiou sozinha, deve ser coisa da gravidez. – Ele diz e balança a mão. Então ele se vira e vem caminhando em minha direção na cama.
– Bom, as regras são simples. Você não sai daqui, você só fala com alguém pedindo para me chamarem. E você não tenta fugir, entendeu? – Ele pergunta.
Oh Meu Deus!
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