Pov. Hayley

– Parentes? E como o carro capotou? – Eu pergunto indignada colocando a mão na cintura pois a barriga está a cada minuto se tornando mais desconfortável que antes.

– Assuntos complicados. – Diz o homem sobre o carro.

– Para os dois lados. – Conclui Klaus e eu franzo o cenho. Ok! Estou completamente perdida, alias mais que perdida.

Ando até onde Klaus está e o olho irritada.

– Eu não sei o que está acontecendo, e sinceramente não estou nem um pouco interessada em descobrir, apenas estou cansada e desejo desesperadamente ir dormi. Eu vou embora. – Eu digo e me viro.

– Como todos ouviram a Lobinha mal humorada está precisando de seu sono da beleza e eu como um cavalheiro que sou a acompanharei. Podem vir até mim mais tarde, estarei esperando. – Klaus diz e começamos a andar em direção a casa.

Pelo menos estamos no Quartel Francês.... Eu penso e bufo em seguida.

– Deixe de ser mal humorada pois você viu a sua amiguinha hoje e conversou um pouco com ela. – Klaus diz tentando me irritar mais do que eu já estou.

– Mas como sempre o seu maravilhoso humor que nunca se cansa de trabalhar e atrapalhar se meteu no meio. – Eu digo de forma grosseira para ele.

– Está mesmo precisando dormir, a cada da mais rabugenta. – Ele diz enquanto estamos entrando na casa.

Subimos direto para o quarto e eu fecho a porta atrás de mim, mas assim que me sento na cama Klaus entra no quarto e me encara.

– Não saia, eu não irei demorar e a casa não está desprotegida. – Ele diz e eu apenas aceno enquanto deito a cabeça sobre os travesseiros e a porta é fechada.

Me levanto da cama e vou até o Closet e coloco um pijama confortável. Me deito na cama e olho para o teto pensativa, consegui entregar a bolsa com as minhas coisas para Ivie, e assim que precisar posso apenas ir sem olhar para trás.

A quem estou querendo enganar.... SE levar as meninas comigo Klaus irá me perseguir eternamente, pior do que ele fez com Katherine, pois ele iria me encontrar e apenas me matar. Se eu for embora sem as meninas eu voltaria com meus próprios pés para elas, e Klaus iria coloca-las contra mim e fazer com que eu nunca as veja.

Merda! São tantos coisas ruins acontecendo ao mesmo tempo que eu sequer consigo dormir.

Jogo as cobertas para o lado e tiro os meus pés da cama. Vou até o Closet e pego a minha caixinha de música, retiro a bailarina que rodopia no centro da mesma e pego a chave que estava escondida embaixo da mesma.

Saio do quarto e começo a andar pelos corredores da casa tomando cuidado para ninguém me encontrar ou me ver. Vou até o corredor com a escada no fim e a subo rapidamente sem hesitar, acendo a luz me recordando facilmente aonde ela fica e olho em volta.

Nessa casa tantas fechaduras.... Começo a tentar a abrir baús, portas, pequenas caixas e todos os objetos que encontro nesse sótão.

Eu encontrei a chave na gaveta.... Olho para gaveta e vejo que próxima a mesma tem outras gavetas com fechaduras e eu ainda não as testei.

A chave abre a última gaveta e dentro dela estão vários papeis amarelados com uma letra pequena e bonita.

Ouço barulho de carros e vejo pelo pequeno espaço de vidro que ventila o sótão que os tais amigos, ou parentes de Klaus e ele estão entrando na casa. Coloco os papéis de volta dentro da gaveta e a tranco novamente.

Apago as luzes do sótão e desço as escadas com cuidado. Ando pelos corredores de forma apressada e quando entro no quarto e vejo que o mesmo está vazio suspiro aliviada.

Guardo a chave dentro da caixinha de música e a escondo atrás de minhas coisas novamente. Volto para o quarto e me deito sobre as cobertas após apagar as luzes de cabeceira e fecho os olhos mais. Estou mais curiosa que nunca.

*********

Pov. Niklaus

Saio de minha casa e ando pelas ruas com o rosto preso em uma carranca.

A cada dia os problemas aumentam e a minha vontade de acabar com as bruxas, lobisomens e vampiros aumentam.

E agora tenho que descobrir se ganhei aliados ou novos inimigos.

O clã de lobisomens do meu pai biológico simplesmente apareceu na cidade, entrando em meu caminho sem se importar se podiam ou não.

Viro a esquina e os vejo no fim da rua reunidos. Um motivo por normalmente odiarem os lobisomens eu entendo, eles não têm educação, são baderneiros e pensam que podem simplesmente entrar e pegar sem saber se realmente podem ou não.

– E então? – Eu pergunto mantendo uma certa distância deles.

– Olhe lá, é assim que se trata os parentes distantes? – O garoto irritante pergunta, e eu fecho a minha mão em pulso me segurando para não quebrar o seu pescoço.

– O que querem no Quartel Francês? – Eu vou direto ao ponto. Uma coisa é eu chamá-los até aqui, outra coisa é eles simplesmente aparecerem sem aviso.

– Os seus problemas estão chegando até nós. – Diz um deles, um tanto mais civilizado. Mudo a minha postura não entendendo o que ele está dizendo. – Os seus inimigos. Um em especial, aliás uma. – Ele diz.

– E não podem se livrar dele sozinho? – Eu pergunto com uma sobrancelha arqueada os observando.

Eles são muitos e poderiam ter dado um jeito de resolverem isso sozinhos, já tenho problemas suficientes para cuidar e Nova Orleans.

– Isso é engraçado, porque nem você consegui se livrar dela, nem você simplesmente a matou. A estudou por algum tempo, mas ela saiu da cidade. Não reparou? – Ele pergunta para mim.

– Sim, eu reparei, e talvez ela tenha algum problema com vocês também. Ela é encrenqueira, os lobisomens são encrenqueiros…. É o destino. – Eu digo ironicamente.

– Talvez sim, talvez não. Mas ela não está aqui para atacar sozinha, eu fui ameaçada, eu estou aqui para lutar. – Diz uma voz feminina atrás de mim e eu não me viro apenas permaneço paralisado aonde estou pensando no que fazer.

– Você irá lutar ao meu lado? – Eu decido perguntar.

– Sim, eu sempre irei lutar ao seu lado Nik. – Ela diz e eu sinto algo se mover dentro de mim, porém prefiro ignorar.

– Se houver uma guerra eu também lutarei ao teu lado Bekah. – Eu digo e me viro encarando a minha irmã.

Independentemente do que acontecer, ela sempre será a Bekah para mim.... Mesmo com o meu coração quebrado...