Something Different
13 Pressentimento ruim.
Notas iniciais
Desci as escadas pegando a mochila em cima da cama. Segunda feira, as aulas voltando. Mas não era qualquer segunda, era o dia em que a Pim e avó dela iram vim pra cá e ainda mas minha apresentação. Mas tinha algo mais, um pressentimento ruim, algo que eu não estava gostando nem um pouco de senti.
Abri a porta da minha casa e dei de cara com o Jacob.
- Oi. – Me aproximei dele e dei um beijo.
- Oi. – Ele sorriu e colocou a mão na minha cintura.
- Você vai mesmo vê a minha apresentação?
- Vou sim. – Ele disse com um sorriso brincalhão.
- Você vai se arrepende por resto da vida. – Bufei e fomos andando para escola.
Todos estavam na escola, hoje não teria aula apenas uma apresentação chata de coisas indianas. Era por isso que estava com algo ruim dentro de mim que eu não sabia muito bem o que era, afinal todos que eu amava estariam reunidos em um único lugar.
A Pim e avó delas tinha chegado enquanto eu dormia, não me acordaram. Deixaram as malas lá em casa e foram para minha apresentação. Será que avó da Pim sabia de alguma coisa?
- Está tudo bem, Liz? – Perguntou o Jacob me olhando preocupado.
- Sei lá, só estou com um sentimento ruim. – Sorri e dei de ombro como se aquilo não fosse nada demais. Apesar de pra mim está sendo tudo.
Chegamos na escola. Se ouviam barulhos vindo do anfiteatro.
- Vai ate o anfiteatro, vou me arruma. – Sorri e me estiquei nas pontas dos pé pra dá um selinho nele. E logo depois ele seguiu para anfiteatro.
Segui ate uma salinha que existia atrás do anfiteatro, que era onde íamos nos troca. Chegando lá vi varias meninas fazendo a maquiagem e algumas trocando de roupa.
- Ai está você. – Uma pessoa tocou o meu ombro, me virei e vi a professora.
- Olá. – Sorri.
- Oi, pegue essa roupa e se arrume imediatamente. Lembre-se você será a primeira a entra e espero que todas vocês tenham treinado bastante em casa. – Ela jogou uma roupa para mim e me empurrou para atrás de uma cortina.
Era uma cortina vermelha que fazia uma volta em torno de mim. Ótimo era só troca de roupa, mas a sensação continuava dentro de mim.
Quando sair de trás da cortina a maioria das meninas já estavam vestidas.
- Você já trocou de roupa. Lucy e Kelly. – Ela chamou duas meninas que estavam fazendo a maquiagem de uma menina loira.
- Sim? – Falaram as duas em uni som.
- Quero que parem o que estão fazendo e venha fazer a maquiagem de Lizzie. – Eu me lembrava das meninas era uma ruiva e outra morena que tinham aulas de inglês comigo.
- Oi. – A ruiva sorriu, era a Lucy. – E só senta que eu vou fazer sua maquiagem enquanto a Kelly faz seu cabelos.
Eu me sentei numa cadeira que ela apontou.
Era uma maquiagem simples, com um pequeno negócio em cima do meu nariz entre as sobrancelhas, de cor vermelha. A maquiagem era com delineador preto, sombra dourada bem invisível e uma boca vermelha. O cabelo tinha ficado no coque bem complicado.
- Pronto. – Disseram as duas com um sorriso no rosto.
- Otimo. Vamos lá. – Falou a professora me empurrando pra trás de uma cortina vermelha enorme. A cortina do anfiteatro, não estava com medo e sim com a droga do pressentimento ruim.
Respirei fundo e a professora me empurrou pra dentro do palco do anfiteatro. Eu não fiz nada, parecia que tinha ficado paralisada, todos me olhavam eles esperavam algo de mim.
Minha mãe mexeu a boca dizendo” tudo vai dá certo”. Mas eu sabia que ia dá, por que parei então? Por que estou com medo?
As luzes do anfiteatro se apagaram eu fiquei ali em cima daquela palco no breu total.
De repente uma luz amarela se acendeu em cima de mim, eu era a única pessoa iluminada naquele palco. Aquilo fazia parte da apresentação?
- Lembra quando eu disse que você morreria na frente de todos que você amava? Era verdade, desculpa pequena Lizzie mas eu não brinco em serviço. – Eu nem precisava de uma luz para saber quem falava, conhecia aquela voz. Era a do psicopata que entrara na minha vida e me julgar pelas coisas que aconteceram com ele.
A luz passou de mim para Sebastian.
- Vamos vê, aqui e agora você poderia morre de todos os jeitos, apresentação em si ganharia muito mais destaque, ficaria interessante. – Falou ele se aproximando de mim e com os passos dele a luz vinha junto.
Ouvi uma cadeira caindo olhei em direção a plateia, não vi nada. Mas já tinha uma ideia de quem era.
- Um passo e você e ela morrem. Eu acredito que não queira que ela morra, né?- Falou o Sebastian e a luz passou dele para Jacob.
- O que você quer? Me matar? Pôs vamos me mate logo, chega de fica brincando, Sebastian. Qual seu problema? Me quer morta mas não me mata. – Falei e a luz passou para mim.
Quem era o idiota que estava controlando a merda desse luz?
- E te mata assim do nada? HAHAHA, matar você rápido será chato. – Falou ele e a luz passou para ele.
- Quer me tortura?
- Talvez. – Agora a luz pegava nos dois.
- Você é um completo psicopata. Não tive culpa dos seus erros, não tive culpa de você mata quem amava. Assuma você o que fez e o que é, e vê se me esquece. – Falei entre dentes.
-Nananinanão. – Ele balançou a cabeça em sinal de negatividade. – Você entrou na minha vida Lizzie e tinha muito mais do que eu pensava, uma aberração e reencarnação da menina que eu amava. Você merece morre.
- E você simplesmente decidiu isso? Você não é meu Deus, você não vai decidir quando eu vou morre.
- Que pena. Eu já decidi e nele você morre longe daqui, não se preocupe se seus entes queridos verão seus fim trágico. Eles só ficaram com a sensação de que você ira morre eles não podem fazer nada, frustrados.
- O que você vai fazer?
- Te tira daqui, afinal os meus planos podem acaba ocorrendo de forma que eu não queira e você não morra. – Ele se aproximou de mim e agarrou a minha cintura.
- Solta ela.- Gritou o Jacob entredentes. Estava com medo de que ele ali se transformasse em lobo na frente de todos.
- Claro que não, será ótimo fica aqui ao lado dela. Vamos lá Lizzie assume, você me ama.
- Claro te desejo de todas as formas, você é meu vilão que chegou no cavalo preto. – Sorri e tentei demostra sinceridade nas palavras que falava e não ser irônica como eu queria.
Eu tinha que sumi dali da frente de todos que eu amava e principalmente do Jacob. Eu fizera isso por ele, eu queria que ele acreditasse que eu não o amava, afinal se eu sumisse ele poderia não se controla e acaba acontecendo coisas que não são pra acontecer.
Eu ouvi o peso dele sendo jogado com tudo na cadeira, um só baixo mas eu podia escutar. E juro que sentia que ele estava sofrendo. Se ele realmente sente esse negocio de impright, ele saberia que eu estava mentido? Não soube a resposta, de repente tudo em minha volta ficou embaçado e me vi numa rua deserta.
Era uma rua sem ninguém, apenas alguma fabrica abandonada, um carro que foi incendiado e um silencio perturbado.
- Vamos acabe logo com isso me mate. – Falei saindo dos braços do Sebastian.
- Eu disse que não te mataria assim do nada. Terá muito mais, Lizzie. – Falou ele tentando se aproxima de mim mas eu me esquivei do toque dele. – Te mata assim do nada, será tão sem graça. Vamos Lizzie você é capaz de me atacar.
- Quer que eu te ataque, então farei. – Lancei contra ele uma rajada de água que fez ele voar longe e cair do bolso dele uma faca.
Uma lampejo passou diante dos meus pensamentos. Mata-lo, resolveria todos os meus problemas, eu não teria mais que me preocupa com coisas que não são nada para minha idade e não diria coisas que machuca quem eu amo.
Corri ate a faca e a segurei, quando o Sebastian voltou para onde eu estava eu apontei a faca na direção dele.
- Teria mesmo coragem de matar? – Perguntou ele se aproximando de mim.
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