Someone Like You

25 Um passo para trás?


Notas iniciais
Uhhh, alguém esperava me ver por aqui hoje? Tecnicamente, ainda é domingo! Preciso de coração agradecer á todos os comentários lindos (que eu AINDA não consegui responder, mas garanto que li canda um deles com um sorriso do tamanho do mundo. Gente, serio, esses dias eu parei para ler algumas coisas aqui no nyah e da propria fic que até eu já tinha esquecido e só então eu me toquei do tamanho de tempo entre os comentários (e logicamente entre as datas que eu postei os capítulos) e nossa como eu demorei né? Nossa, vocês são realmente guerreiros por não desistirem de mim :d Mas ai vocês podem se perguntar "Mas Bruna você sumiu porque é má mesmo e não quis escrever ou bateu a cabeça e esqueceu que existe fanfic sua" Poise gente, um pequeno desabafo que já está grande demais, quando eu comecei a escrever essa fic eu não tinha nem 17 anos ainda e eu meio que escrevi pensando numa pessoa especial que eu era super apaixonada e mimimi na época. Mas eu cresci né (lembram quando eu reclamava de passar em vestibular? poise, hoje eu faço direito e já estou no quarto período) os problemas da vida se tornaram maiores e depois de mudar de cidade para fazer faculdade e minha mãe ter tido uma doença bem seria no ano passado (câncer as vezes pode aparecer do nada) agora eu volto para vocês com outra cabeça, outras experiencias e acho que posso escrever algo melhor agora. OU SEJA A ESPERA VALEU A PENA!!! IAUHSUASHUAI Obrigada, pessoal. Principalmente porquê de acordo com os comentários antigos vocês estão firmes e fortes aqui. Bem, chega de falar de mim. E vocês? como cresceram nesses dois anos? Me contem nas nota finais se tiverem um tempo x.

Capitulo 25: Um passo para trás?

I'm sorry to interrupt
It's just I'm constantly on the cusp of trying
to kiss you

Desculpe-me interromper

É que estou constantemente quase tentando

Beijá-la

Havia coisas que Santana fazia, mas não gostava: como dar más notícias a outras pessoas. Havia também coisas que Santana gostava, mas pouco fazia: como assistir uma temporada inteira de Friends no sofá se empanturrando de Sushi ou comida mexicana.

E havia as coisas que Santana amava fazer. Beijar Brittany era uma delas.

Ela nunca conseguiu entender bem, até beijar Brittany, por que as pessoas tinham tanta necessidade de beijar na boca. Primeiro ela achou que havia algo errado com ela, pois seus pais gostavam muito de se beijar, enquanto ela, já prestes a fazer 14 anos ainda sequer se imaginava beijando um garoto. Mas ela não deu muita importância a isso e concluiu que era coisas que adultos sentiam quando casavam ou quando iam para a faculdade.

No entanto, ela acabou beijando um garoto na saída do Ballet alguns meses mais tarde e acabou não sendo grande coisa. Tanto que sequer lembrava o nome do garoto do seu primeiro beijo. Apenas o fez para parar de ouvir suas outras amigas se vangloriando por já terem beijado de língua e ela sequer ter dado um selinho. Santana foi lá e fez. O mundo continuou girando e os fogos de artificio não apareceram.

Então finalmente chegou o grande momento da adolescência: o ensino médio. Brittany também se matriculou no William McKinley Hig e no dia da festa de boas vindas dos calouros as duas combinaram de assustar Quinn escondendo suas coisas dentro do armário de vassouras de Tody Simpson, mas ficaram frustradas ao perceber que acabaram presas lá dentro. Foi como ficar trancadas no elevador de seu prédio, só que bem mais fedido por causa aos tênis de boliche de seu anfitrião. Elas não estavam bêbadas (a mãe de Santana a mataria caso ela saísse porre de sua primeira festa), mas acabaram se beijando como se houvessem feito aquilo toda a vida, enquanto Umbrella tocava lá fora. Foi o primeiro beijo de Brittany e Santana ficou quase duas semanas a evitando por isso. Ela mal podia olhar para a menina sem lembrar das sensações de beijá-la naquela festa.

Mas tudo durou apenas até o primeiro trabalho de Espanhol que fizeram juntas e onde acabaram percebendo que beijar sobre uma concha de cama macia era muito melhor que no meio de tênis fedidos e casacos de verão. E elas repetiram mais uma vez, e outra, e outra. Tudo sempre às escondidas como se fosse um segredo inconfessável. Eventualmente as pessoas desconfiaram e mesmo que ela estivesse namorando Karofsky não se falava em outra coisa.

Então Sue Sylvester a tirou do armário e ela resolveu pular de cabeça para fora durante o show de talentos onde cantou aquela música para Brittany, que apesar de todo o drama de Brittany namorar Artie, mas ainda amá-la, se resolveu. E ela passou a beijar sua garota na boca, no pátio do McKinley, todos os dias durante o almoço sem qualquer medo. Foi a melhor sensação do mundo.

Agora ela empurrava Brittany contra o acostamento duro do sofá de couro sentindo as costas da outra baterem contra a superfície lisa e sentindo uma vontade incomum e quase animalesca de tirar aquela camisa de algodão do corpo da dançarina e arranhar toda a extensão de pele descoberta com suas unhas curtas. Santana ficou de joelhos no meio das pernas de Brittany descendo da curvatura do pescoço da mais branca com uma trilha até sua cintura. E sua mão não queria parar de descer.

– Quais as chances de... – Santana mordeu seu ponto de pulso passando a língua em seguida com pressão o que faz Brittany quase derreter. – Alguém nos atrapalhar agora?

Santana parou um momento e olhou sugestiva, através das lentes que a deixavam tão fodidamente sexy, para uma Brittany estática. Ela não estaria querendo dizer que elas... Oh, Deus, não! Ou melhor dizendo: sim! Milhões de sim. Merda, estava mesmo acontecendo? Ou ela estaria sonhando de novo e a qualquer momento Valerie acertaria um travesseiro na sua cara outra vez?

– Hm... ninguém vai chegar agora, mas...

– Então, shiuu. – cortou Santana voltando a deixa-la sem ar, sobriedade ou qualquer pensamento puro na cabeça. Deus, ela estava queimando. – Você quer mesmo parar e falar agora ou?

Brittany a deixou muda puxando seu pescoço com força e urgência, retomando aquele beijo nada inocente; ela sequer lembrava qualquer coisa sobre ir mais devagar, aproveitar as etapas ou qualquer outra merda que tivesse se convencido a seguir por Santana. Não havia alucinógeno forte o suficiente na terra capaz de deixá-la tão grogue e em chamas como a boca de Santana Lopez fazia tão bem.

Respirar era sua menor preocupação.

Santana se manteve no controle, muito bem acomodada de joelhos no colo de Brittany, sentindo os arrepios e sons roucos que causava na outra se deliciando ao vê-la tão rapidamente entregue em seus braços. Sua mão começou a passear pelo abdômen liso e maciço da dançarina, riscando com suas unhas e a segurando firme pelas laterais a cada vez que o beijo de tornava algumas camadas mais profundo. Deuses, elas estavam praticamente transando no meio da sala.

Fire meet gasoline

I'm burning alive

Quando o fogo encontra gasolina

Eu estou queimando viva

– San... Santana, nós não podemos...

– Porquê, não? Você está aqui, eu estou em cima de você. – Brittany havia parado de beijá-la e isso deixava Santana nervosa. Ninguém nunca parava quando ela ia para cima e tentava algo. Ela começava e não parava até estar satisfeita, essa era a lógica do mundo. – Não tem mais ninguém com a gente... nós podemos fazer isso a noite toda.

– Não. – A dançarina respirou profundamente e tentou ignorar como seu corpo gritava por Santana e para o quão estupida ela era por ainda não estar nua sentindo os dedos da médica por todo o seu corpo. Merda, ela se odiaria, mas não podia continuar. – Você sabe que as coisas não vão se resolver se nós duas dormimos juntas. Nenhum problema vai desaparecer amanhã, nem nada irá mudar. Nós só estaremos repetindo os erros do passado começando algo que nós sabemos como vai acabar.

– Não precisa ser como antes... nós podemos... podemos. Droga, você não entende. – A médica jogou seu corpo para longe de Brittany saindo de seu colo. Ela sabia que a dançarina se referia ao fato de que antes o diálogo não foi uma prioridade dentro da relação às escondidas que tiveram. Elas sempre transam e nunca falavam, aquela era a regra. O que acabou em Brittany apaixonada e ela com medo demais de enfrentar as coisas que tinha varrido para dentro do tapete para retribuir. Nenhum relacionamento equilibrado podia se manter firme em cima de palavras que nunca foram ditas.

– Eu só... queria poder esquecer a porcaria de dia que eu tive hoje.

Santana abraçou o próprio tronco de costas para Brittany tentando manter seu psicológico no lugar ou do contrário cairia em lágrimas. Porcaria. Teria sido melhor ficar do lado de fora sentada na porta do que tendo de lidar com a montanha russa de situações e sentimentos que seu corpo despertava ao estar com Brittany. Ficar perto dela era sempre experimentar um efeito colateral desconhecido.

– Eu só queria conseguir fechar meus olhos e não lembrar que uma garota que eu cuidei um ano inteiro morreu hoje e eu não pude fazer nada durante a cirurgia.

E ela finalmente chorou. Chorou como se tivesse sido a ela a mãe da garota a receber a notícia do óbito e fosse uma parte sua que estivesse sendo velada. Ela não estava quebrada como no dia do enterro de sua avó em Lima, mas doía a sua forma a perda de uma paciente que acompanhou por tanto tempo.

Ela finalmente chorou nos braços de Brittany.

A dançarina a amparou e fez de seus braços porto de segurança e conforto onde ela poderia desabafar e a escutou falar de uma garota cheia de sonhos que havia deixado o nosso mundo aquela tarde. E a cada lagrima ela só achava Santana mais forte.

(...)

Alguém cantava uma música da pequena sereia e cheirava a queijo quente. Santana abriu os olhos sentindo outros olhos azuis a olhando de volta com curiosidade e os pés balançando no encosto do sofá. Valerie tinha uma mancha de queijo cheddar na blusa e a boca lambuzada de molho. Parecia que alguém havia exagerado no Ketchup outra vez.

– Bom dia, tia Santy.

– Hey Valerie! Bom dia?

A menina pulou do sofá e apontou para o relógio amarelo de ponteiros perto da cozinha onde marcava 7:05 a.m. Parecia que ela havia passado a noite no sofá de Brittany.

– Onde está sua mãe?

– Foi até a portaria, uma moça queria falar com ela. E disse para eu terminar meu café da manhã e não te acordar.

– Oh, obrigada. – disse levantando com a manta de Brittany sobre ombros e procurando seus sapatos. Ela tinha de ir para casa e ligar para o chaveiro ou voltar no hospital para buscá-las.

Pegou seus óculos sobre a mesa de centro que ficava de frente aos DVD’s da dançarina que apesar de ter Netflix em casa gostava de suas boas e velhas coleções. Havia uma prateleira com a tag "Club Glee", o que faz a curiosidade de Santana aflorar. Ela queria poder sentar e checar do que se tratava, mas tinha de primeiro descobrir uma forma de sair sem encontrar com Brittany.

– Sua boca está um pouco grudenta.

– Bem, a sua também. – A menina apontou para o canto de sua boca como se houvesse baba seca fazendo a médica gargalhar. Era uma garota esperta! E que convivia demais com Rachel Berry para aprender como dar respostas curtas e diretas.

Santana ponderou o que faria a seguir, ela podia perguntar onde era o banheiro e lavar seu rosto ou esperar Brittany voltar sentada no sofá e pensando no tamanho da besteira que fez na noite anterior. Talvez fazer as duas pulando a parte em que teria de encarar Brittany e conversar sobre praticamente ter atacando-a com beijos na noite anterior. Não que a loira houvesse reclamado.

– A senhora pode me ajudar a pegar meu copo dos dálmatas?

– Oh, claro que sim. – respondeu Santana saindo do meio da sala até a área do balcão pegando o copo que a menina falava na prateleira alta do armário. Valerie a agradeceu e encheu com água do filtro limpando a boca com um guardanapo. Ela também era bem independente para alguém da sua idade.

– Marshmallow, Sarah te mandou um saco de alcaçuz!

– Obaaaa! Alcaçuz, senhor Branca de Neve vai adorar.

Brittany fechou a porta tirando um saco de papel das costas. Valerie rapidamente o pegou e fez a festa dando vários pulinhos seguidos. Aquela menina realmente amava açúcar.

– Hey, San.

– Hey, Brittany.

Elas se cumprimentaram um tanto estranhas e Santana pôs as mãos nos bolsos de trás. Brittany segurava o riso enquanto Santana a olhava sem jeito e sem fazer ideia do que dizer. Ela queria apenas... ir para casa e tomar um banho.

– Bem, eu tenho de ir. Preciso descobrir como entrar em casa ainda hoje.

– Eu te acompanho até a porta.

A morena andou até o lado do sofá novamente e recolheu seu suéter junto com sua bolsa enquanto Brittany pegava seu casaco e luvas que estavam pendurados próximo da porta. Era hora de dizer tchau.

– Tchau, tia Santy. – A menina acenou sentando na cadeira branca do balcão para comer suas balas de alcaçuz. – Ah e tia Rachel mandou dizer que tia Quinn volta no sábado e vai te visitar.

– Obrigada, Valerie. – cumprimentou de volta a médica saindo da sala pela porta e virando de frente a Brittany que se manteve na mureta.

– Tenha um bom dia, San.

– Espera... – disse Santana antes que ela pudesse se voltar para dentro. – Nada mudou por ontem à noite, certo? Nós estamos bem?

Brittany colocou uma mecha para trás da orelha e umedeceu os lábios. Era estranho ver Santana que sempre exalava confiança e que mesmo magoava se mantinha firme nas suas próprias convicções e barreiras tão... nervosa. Quase exposta. Brittany finalmente conseguia olhar para ela ao ponto de vê-la sem mais camadas. Sem muralhas as separando.

Apenas Santana Lopez.

– Estamos bem. – assegurou tocando seu braço com seu indicador. E estavam.

(...)

Maddie parou de ouvir Maroon 5 quando a enfermeira chamou seu nome na porta do consultório. Ela não gostava muito de hospitais ainda mais quando estava sendo obrigada a ir em um, mas era isso ou Samantha contaria para sua mãe. Dos dois males o que era menos danoso.

Puxou as mangas de seu casaco mais para baixo cobrindo suas mãos e seguindo Sam para dentro da sala onde uma médica com camisa branca e estetoscópio ao redor do pescoço falava com uma ruiva com cara de debochada que segurava seu jaleco no braço. A medica latina mandava a outra embora.

– Hm, qual seu nome, mocinha?

– Sou Maddie Gomez.

– Eu sou sua médica de hoje. Me chamo Santana Lopez. – Ela digitou seu nome no computador branco da mesa e abriu sua ficha médica. Provavelmente estava vazia já que era a primeira vez desde que sua mãe havia ganhado aquele plano de saúde no novo emprego que ela ia ali.

– Hm, eu desmaiei ontem à noite.

– O que você estava fazendo exatamente quando desmaiou? – a médica checou suas pupilas com uma luzinha forte que vinha de uma caneta e voltou a anotar no computador.

– Nada demais eu...

– Estávamos voltando do treino quando ela apagou. Maddie não gosta muito de falar, mas quase nos matou voltando pra casa porquê não para de tomar essas pílulas doidas.

Maddie revirou os olhos. Sam era sempre dramática demais e sempre fazia as coisas parecerem pior do que realmente foram. Ok, ela pode ter apagado alguns segundos antes de deixar Sam em casa, mas era totalmente justificável. As provas finais estavam chegando e ela precisava estudar, ir aos treinos e treinar para as entrevistas para faculdades. Ela teve de eventualmente... tomar algumas coisas mais fortes para se manter acordada.

– Não foi bem assim, eu apenas não tinha dormido muito bem. Fins de semestres são assim mesmo.

A doutora Lopez olhou para a garota de pele pálida e cabelos presos dentro de uma tiara de bolinhas combinando com seu moletom marrom claro. Ela era o que os jovens chamavam de vintage hispter.

Santana puxou seu bloco de receitas fazendo algumas anotações, percebendo como a menina respirava aliviada quando seu olhar não estava sobre ela.

A garota torcia internamente para que a médica estivesse acreditado mais na sua versão do que nos exageros de Samantha e estivesse tudo bem de novo. Ela puxou seu celular ao notar a notificação na tela, sentiu-se quase bem para comemorar que Sam sairia do seu pé agora que ela havia cumprido a promessa de ir ao médico. Assim ela poderia voltar para suas pilulas até terminar as provas finais.

Todo mundo na sua timeline ainda não havia conseguido superar a super saída do armário que a nova protagonista de Velozes e Furiosos, a incrível, Quinn Fabray fez na sua ultima entrevista no Barney's Show. O melhor de tudo era os boatos de que ela estaria prestes a se casar e outros ainda mais absurdos que vieram na enxurrada daquela furo na mídia.

– Olha, Sam. Fotografaram a sua queridinha Quinn saindo de uma loja de noivas no Queens. Acho que ganhei a aposta!

Geralmente Maddie não ligaria para quem qual famoso estaria namorando/noivo, mas como as duas compartilhavam a crush por Quinn Fabray acabaram apostando para ver qual dos novos boatos sobre a atriz eram para valer. Ela totalmente acreditava que Quinn estava envolvida com alguém e era serio.

– Isso não significa nada. Pode ser para uma amiga que não conhecemos.

Doutora Lopez puxou sua cadeira para próxima das duas garotas e segurou o braço de sua nota paciente com suas mãos enluvadas. Ela automaticamente se encolheu, não seria uma visão bonita.

– Vou precisar tirar seu sangue.

– Isso vai ser mesmo necessário?

Santana acenou positivamente empurrando a manga da garota para cima e não se surpreendendo tanto em ver o braço cheio de cortes. Os sintomas estavam batendo com o que premeditou.

– Foi corte com papel? – perguntou Liz que ainda permanecia na sala. Santana a repreendeu com o olhar pela sua ironia excessiva sabendo que “corte com papel” era a primeira desculpa que pessoas que se automutilam dão. Ela automaticamente esqueceu-se que as duas jovens falavam algo sobre o casamento de Quinn e virou-se para chamar uma das enfermeiras.

Seria uma longa conversa.

(...)

– Eu só quero saber se você transou ou não com ela! Não é tão difícil de dizer, Lopez.

– Cala boca, Liz. Ou eu juro que taco meu computador em você. – diz a médica jogando uma de suas canetas na outra que a olhava irônica da outra poltrona de seu novo escritório. Sim, agora como nova chefe ao menos ela tinha um escritório legal com seu nome na porta.

– Nossa, quanta sensibilidade. Você é bruta demais para quem é neurocirurgiã.

– Você que está procurando. Não reclame.

– Eu te fiz uma pergunta, oras! Se não transou com ela por que não responde um NÃO de uma vez?

– Simples, por que não te devo satisfações. – responde se levantando e colocando seus últimos prontuários dentro de uma cesta ao lado da mesa. Ela ainda tinha muito trabalho para cuidar e Liz agia como se estivessem em Dr. House e ela fosse o Wilson.

– Então, você volta ao hospital no seu dia de folga para pegar sua chave, mas com a mesma roupa do dia anterior e vem me dizer que não fez nada?

– Já passou pela sua cabeça que eu estava com a mesma roupa, talvez, porque eu ESQUECI a chave aqui?

– E ficou a noite toda do lado de fora dormindo na porta? Porque você saiu de tarde e só voltou na manhã seguinte!

– Eu posso ter ido para um Hotel.

– Você detesta Hotéis e como saiu pateta daqui deve ter só percebido que esqueceu a chave na hora de abrir a porta de casa.

Santana virou-se revirando os olhos com força pela insistência sem fundamento da fisioterapeuta. Droga, ela não podia sei lá? Ir trabalhar, talvez? Ela não conseguia terminar de ler os prontuários com todas aquelas perguntas inúteis que a ruiva a inquiria.

– Olha, eu dormi no sofá da Brittany sim, ok? É isso que você quer ouvir? Espero que seja porque eu juro que vou chutar sua bunda para fora da minha sala se você não parar de encher meu saco.

Liz a olhou como quem sabe de algo interessante e jogou seus pés para longe da outra cadeira onde ela se esticava e saiu porta afora sem se despedir.

– Até que enfim. Amém.

Santana terminou de preencher as prescrições de mais três prontuários antes de seu celular tocar. Ao olhar o visor a médica quase jogou o aparelho na parede oposta ao visualizar o nome de Liz e sua foto de contato do Facebook. Porra, será que ela não ia mesmo deixá-la trabalhar em paz?

– Hey, Doutora Lopez. Acho que vai gostar de saber que sua garota está no hospital.

E desligou na sua cara.

Notas finais
Primeira música: Do I Wanna Know - Arctic Monekys Segunda música: Fire meet Gasoline - Sia Final aberto de novo Bruna? Simmm. :) gente, desculpa, mas deixar o final com esse gosto de suspense é divertido. Comentem, recomendem, não sei, só me digam se estão gostando!