Someone Like You
26 Estúpido e doce
Notas iniciais
My head spinning around I can't see clear no more
What are you waiting for?
Love me like you do (Ellie Goulding)
Após jogar seu celular na mesa, Santana tirou seus óculos de grau rapidamente enquanto tentava arrumar seus fios espessos com os dedos. A médica desamassou sua blusa levantando da mesa e empilhando seus últimos portuários dispersos a sua frente antes de Brittany entrar na sala.
Ela não fazia a menor ideia do motivo que a tinha feito vir ao hospital – o que a fazia orar mentalmente para que não fosse nada de ruim, mas só de vê-la entrar sorrindo ao abrir a porta, de forma até acanhada, a fez perceber que sua visita era por bons motivos.
Santana sorriu ao vê-la dizer oi.
– Olá, tenho de confessar que eu não esperava você por aqui. Está tudo bem?
Seu senso de proteção, como médica, era algo tão automático, que ela teve de se certificar se estava realmente tudo bem. Brittany achou fofa sua preocupação, por isso logo respondeu:
– Oh, sim. Não foi nenhuma emergência ou algo do tipo, eu apenas tive de vir até o financeiro do hospital para arrumar a pequena confusão que meu plano de saúde fez, mas já está tudo resolvido agora. Então, eu pensei... em parar e ver, você.
– Ah... – fingiu certa decepção – Então toda essa beleza não foi apenas para mim? Sempre soube que você preferia as especialistas em matemática e finanças, como as contadoras do hospital.
Brittany, em um primeiro momento, se surpreendeu com a resposta que recebeu da latina, o que a fez morder o lábio e reprimir uma risada. Era bom ver que sua presença não a deixava mais travada, nem tímida. Agora elas duas parecias jogar sobre as mesmas regras e as provocações passavam a ser algo reciproco.
– Você é tão boba, Sant. Eu vesti a primeira coisa que vi pelo caminho, hoje pela manhã, depois de acordar completamente fora do horário.
– A primeira coisa que você viu pelo caminho te deixou linda de morrer, apenas dizendo.
Por sua vez, Santana, não precisava de muito esforço para admitir que sequer havia conseguido parar de babar, desde o momento, no qual a loira atravessou a porta com aquele scarpin fino nos pés. Deus, Brittany estava simplesmente maravilhosa.
Ela não usava nada muito extravagante, ou fora de cenário, até porquê Brittany era tão natural quando resolvia se vestir como uma mulher fatal, que nunca ficava exagerado ou arrumada demais a forma como ela se apresentava. Ainda mais naquela ocasião, onde ela havia resolvido aparecer usando um blazer colado, com um corpete por baixo e aquelas calças de couro que perigosamente apertava nos lugares certos.
“Oh, se ela está incrível assim, imagine como ficaria sem nada. ” E por incrível, ela totalmente, queria pensar muito, EXTREMAMENTE gostosa, mas se auto censurava por isso.
“Deus, Santana, controle-se. Você ainda está no trabalho. ”
E, realmente, era completamente inapropriado ficar tendo aqueles tipos de pensamentos e respostas carregadas de flertes com sua ex–namorada (?), enquanto deveria estar terminando de uma vez toda aquela papelada de seus pacientes. Mas, claro, que sendo inapropriado ou não, Santana não poderia se importar menos, quando sua mente se intoxicava com a presença de Brittany.
E por deus, ninguém morreria se ela tirasse cinco minutos para falar com a loira e apreciar como ela estava estonteante.
– Você vai me deixar vermelha se continuar me elogiando assim.
– Então, eu vou continuar elogiando.
– Bom, então você não me dá escolhas, além e voltar aqui e atrapalhar seu trabalho mais vezes.
– Não precisam ser apenas no meio do trabalho. – Comentou Santana escorando em sua mesa e apontando a poltrona em frente para a loira sentar. Talvez, atrás da segurança de sua mesa fosse bem melhor, já que não havia coisa que deixava seus hormônios mais descontrolados, que batom vermelho marcado. E, obviamente, como Deus lhe detestava, era exatamente a cor do maldito batom que Brittany usava. – Até por que você, meio que, sabe onde eu moro.
– Então, posso ser aquelas vizinhas chatas que batem na sua porta pedindo açúcar no meio da noite?
“Se você for vestida assim, claro”
– Você sempre será bem-vinda para pedir o que quiser, Brits. – disse cruzando as pernas ainda escorada a mesa e observando como Brittany mordeu de leve seu lábio (da forma que a deixava um tanto... louca) ao ouvir sua resposta. Ok, era melhor começar a fazer como Finn Hudson e pensar no carteiro sendo atropelado.
Brittany também cruzou as pernas, lentamente, observando Santana que não conseguiu sequer disfarçar como não era capaz de tirar seus olhos sobre elas e sorriu. Aquilo, era quase covardia.
– Vejo que te deram muito trabalho hoje, não? – disse Brittany mudando de assunto.
Ela apontou para as boas dúzias de prontuários empilhados lado a lado sobre a sua mesa e Santana acenou positivamente.
– Até foi um dia fraco, você tem de ver como é durante os feriados. Quanto mais os nova-iorquinos bebem, mais crânios temos que abrir, aparentemente. Ao menos só tenho que ler alguns papéis chatos, por hoje, e depois dar alta para alguns pacientes. Após isso posso ir para casa.
– Isso é um dia fraco para você?
– Isso é o que eles me pagam para dizer. – diz Santana acompanhando a risada que a dançarina deu. – Até que não foi um plantão muito emocionante.
Completou dando de ombros.
– Hm, então você não está tão cansada, hoje? Porquê, bem... eu também vim aqui te fazer um convite para à noite.
– Já soa tentador para mim.
Brittany sorri com o ar quase descontraído de Santana não apenas naquela resposta como em todas as outras. Ela temeu não estar sendo muito enxerida ao ir vê-la no trabalho, mas acabou se surpreendendo daquela maneira, que valia a pena ariscar e chamá-la para sair.
A dançarina também tentava não pensar muito em quantas vezes durante aquela conversa cogitou levantar e beijá-la. Na realidade, ela cogitava isso desde quando entrou naquela sala e viu Santana retirando os óculos (que particularmente a deixavam sexy pra caramba) e arrumando seus cabelos negros quase em câmera lenta. Ela achava a médica extremamente quente naquelas roupas de médica, com seu jaleco na cadeira e tudo mais. E beijá-la contra sua mesa, o que já esquentava suas pernas só de pensar, continuaria, por mais um tempo, apenas como um item de sua lista de fantasias com Santana.
– Eu sei que está frio demais para sair para qualquer lugar, mas eu tenho entradas para o Nitehawk Cinema, aquele perto do aquário e eles tem uma sessão especial de O Feitiço do Tempo.
– Você está brincando comigo, certo? – Santana responde como se fosse obvio, enquanto Brittany ria de como sua reação ainda era a mesma com a perspectiva de re-assistir seu filme favorito. – Nunca está frio demais para se assistir O Feitiço do Tempo.
Era fofo como suas covinhas apareciam quando ela ficava ansiosa e sorria demais.
– Então, que horas você sai, hoje?
– Pode bater na minha porta às sete, senhorita Pierce.
– Com todo prazer, Dr. Lopez.
Ela fez menção de levantar, mas antes de qualquer movimento, resolveu comentar:
– E apenas para esclarecer: contadoras não fazem meu tipo. Agora médicas...
(...)
‘Cause if you want to keep me
You gotta gotta gotta gotta
Got to love me harder
Brittany deu as últimas instruções para Sarah, a nova babá de Valerie, sobre o que dar de jantar para a pequena, ao mesmo que terminava de esfumar a região ao redor de seus olhos. Ela amava destacar seus olhos com maquiagem escura, principalmente para sair à noite, além de achar que ficava com um olhar irresistível daquela forma. Ela esperava que Santana achasse o mesmo.
Pontualmente, a dançarina bateu na porta do apartamento a frente um tanto nervosa por múltiplas razões. Primeiro, era a primeira vez, desde que se mudaram, que Valerie ficaria com uma babá. E apesar de Sarah ser uma garota paciente e com ótimas referencias não conseguia poupar seu coração de mãe da preocupação. Segundo, era a primeira vez que ela e Santana teriam uma noite fora, um verdadeiro encontro e assim como era incrível a expectativa, também era sufocante. Ela não queria ser neurótica nem nada do tipo, mas assim como podia ser mágico e inesquecível, podia ser um completo desastre, certo? Ela não queria pensar na segunda opção.
E também não precisar pensar em muitas outras coisas, a partir do momento que sua vizinha abriu a porta e... uou, vê-la era a definição de paraíso.
– Você está, realmente maravilhosa, Santana.
Foi um milagre ela dizer aquilo sem gaguejar a cada palavra.
– Se eu estou, nem tenho o que dizer sobre você, Brits.
– Pode começar dizendo que não vai se importar se eu começar a cantar Britney Spears na viajem de ida.
– Só se fizermos um feat.
As duas brincaram uma com a outra e permaneceram mais alguns instantes envolvidas naquele clima de primeiros olhares até Santana retornar para dentro para pegar seu casaco. Elas saíram em seguida, com a médica insistindo em dirigir até o cinema e Brittany não conseguiu parar de sorrir ao entrar no veículo, um tanto surpresa, por ser a playlist que ela havia lhe dado semanas atrás que tocava. Ela só esperava que as músicas do primeiro dia dos namorados que passaram juntas, acompanhassem bons momentos aquela noite.
(...)
– Claro que Britney Spears ainda é a rainha do pop atual, você está louca, Santana Loopez.
– Mas Madonna ainda está viva e fazendo músicas incríveis, você tem de admitir que se a coroa não passou ainda, então não podem existir duas rainhas. Mad é suprema no pop e depois dela vem Beyoncé.
Brittany jogou um pedaço de seu taco nela. Como assim ela não considerava Britney Fucking Spears a sucessora natural, como estrela suprema da música pop? Neurocirurgiãs não entendiam nada de música.
– Por favor, Britney já é a estrela da Billboard, o que já é prova do fluxo natural das coisas como governante suprema do cenário musical ela é a rainha do pop. Você tem que aceitar algum dia que Britney é muito melhor que Beyoncé.
– Mas não é melhor de Rihanna.
– É sim.
– Nada é melhor que Loud. Esse é literalmente o álbum mais perfeito que existe, você mesma ficou ouvindo “What’s my name” três dias seguidos, que eu lembro.
– Ok, agora você me pegou.
Ambas riram e Santana terminou de tomar sua pinha colata. Era dia de comida mexicana no Nitehawk e como ainda faltava uma hora até a sessão delas começar, nada mais justo que pararem para um jantar. O bar do local, tinha opções bastante variadas além de um ambiente retrô que fazia toda a diferença.
Brittany achou o combo Jantar + Cinema um pouco clichê e ficou temerosa que a outra também o fizesse, mas como ela pareceu aprovar com entusiasmo o programa da noite, seu nervosismo passou e a conversa entre as duas acabou fluindo super fácil.
– Acho que nossa sala já abriu, você quer ir logo para conseguirmos lugares bem atrás?
– Só se eu puder ter mais uma pinha colata.
– Você que manda hoje.
E após mais uma bebida elas seguiram ao outro ambiente, onde realmente era onde exibiam os filmes e entraram na sala 3. Quando eram adolescentes Santana amava ir ao cinema, até porquê era um ótimo lugar para beijos na penumbra e como o lugar mais escuro da sala era sempre a última fileira era sempre lá que sentavam. Santana gostava de ter sua teoria própria de que era o lugar com a melhor visão de todos os outros lugares e Brittany concordava, ainda mais se tratando daquele tipo de cinema do Brooklyn que tinha as salas com 1/3 do tamanho dos grandes teatros.
– Sabe eu poderia casar com Bill Murray, ele está careca agora, mas ainda daria um ótimo repórter rabugento para se ver todo dia.
– Sempre soube que você preferia os de humanas que aparecem na TV e tudo mais. – diz Brittany gozando com ela pela frase que ela havia lhe dito mais cedo.
– Você gosta de loiras do pop que usam auto tune e eu tenho minha queda por repórteres. Acho que estamos quites, certo?
– Então quer dizer que não tenho mais chances com você? Sou apenas uma pobre dançarina da Broadway.
– Dizer que você é dançarina da grande Broadway é o mesmo que eu te dizer que virei médica da Angelina Jolie. Não é pouca coisa, pare de ser humilde.
– Bom, esqueça a Broadway. Vamos ao meu currículo: sou uma pobre dançarina que foi repórter do jornal da escola isso serve pra você?
Santana segurou o riso, do contrário, as outras pessoas presentes a mandariam calar a boca, pois ela gargalharia alto. Brittany era tão fofa, ainda mais quando flertavam
– Hmm, vai servir, só por que eu te achava uma graça usando boinas.
Brittany mordeu o lábio e Santana não pode “não reparar”. Não quando ela parecia uma ainda mais deusa do que mais cedo, agora com o grande bônus de ter os olhos bem marcados com sombra marrom. A pupila dela quase havia sumido de tão minúscula.
– Serio? Jurava que o item que você mais gostava do meu guarda roupa era minhas saias de torcedora, por que você nunca parava de olhar pra ela nos treinos e secar meu corpo incrível.
– Esquece o que eu acabei de dizer sobre humildade. Deus, esqueci que você é colega de trabalho logo de Rachel Berry, ela passou isso para você sabe.
– Ei, não fale assim de Rach, ela que me indicou esse lugar com uma alta recomendação para um primeiro encontro fora clichê.
– Oh, então estamos tendo um encontro clichê, Senhorita Pierce?
– Hm, creio que não. Acho que estraguei tudo não lhe dando nenhuma rosa vermelha quando bati na sua porta, senhorita Lopez.
Brittany fez sua famosa voz sarcástica, acompanhando Santana e rindo de leve com a enorme taça colorida que a latina bebia de canudinho.
– Realmente, você estragou tudo, mas não foi por não me dar flores, Pierce. Foi por que não tentou ainda por seus braços ao me redor e me beijar. Todo mundo sabe que começo do filme é o momento mais clichê para fazer isso. – respondeu Santana deixando a taça de sua bebida no encosto da poltrona e mordiscando uma tortilha.
– Então eu deveria te beijar agora.
– Já deveria ter beijado, na verdade. Depois de me pagarem a terceira bebida eu geralmente faço bem mais do que apenas beijar.
Santana sorriu quase sacana ao ver que a loira havia praticamente paralisado ao ouvi-la e céus, ela estava corando! Era divertido jogar com ela e ver até onde aquilo podia chegar. E ao contrário do que a médica havia acabado de proclamar, para ela, “apenas beijar” já parecia ótimo de se fazer se fosse feito com Brittany.
– Eu estou brincando, Britts. Você sabe, nós viemos aqui apenas para termos um bom tempo juntas.
A loira desencosta da cadeira e a puxa pela nuca adorando a forma como deixou a médica arfante com a aproximação de seus lábios. O efeito era reciproco.
– E nós vamos ter um... ótimo tempo juntas essa noite.
E Brittany segurou seu lábio lentamente sentindo o gosto do batom que ela usava misturado ao seu sabor natural de seus lábios, degustando cada segundo que mordiscava a parte de baixo do mesmo. Ela queria provar cada centímetro da boca da morena enquanto Bill Murray acordava pela primeira vez no mesmo dia da marmota na tela.
Santana sentiu seu estômago revirar como redemoinhos quando a língua de Brittany circulou sua boca e deus que a perdoasse, mas ali já era o paraíso. Não poderia existir coisa mais deliciosa de se sentir do que o tornado de sentimentos que um único beijo dela era capaz de fazê-la experimentar. Era quase insano, quase uma completa irrealidade.
Mas era verdade. Ela poderia beijar Brittany o tempo que fosse e dificilmente se cansaria disso.
– Eu acho que realmente gosto desse seu lado clichê. – disse Santana parando o beijo por um momento. Brittany sorriu abertamente. Era simplesmente fora de qualquer explicação poder escutá-la dizer algo como aquilo. Significava que estava no caminho certo, que estava realmente funcionando. E Brittany faria tudo aquilo de novo e muito mais só par ouvi-la repetir.
– Ótimo, pois depois daqui vamos ao aquário olhar as estrelas e escrever nossos nomes em árvores aleatórias.
– Você sabe que a vida não é um clipe da Taylor Swift, certo? E não vai ser estranho depois que acabamos de comer peixe no jantar?
Brittany não controlou a risada alta a senhora de vermelho a sua frente virou a cabeça em reprovação. Ela balançou os ombros sussurrando desculpas enquanto Santana afundava sua boca na manga de seu casaco para não ser repreendida também.
Ela virou a cabeça de lado e observou a dançarina tentando comer sua tortilha, com o rosto vermelho e uma promessa de silencio em seus olhos. Santana não queria ser pega olhando e ficar embaraçada, mas só conseguiu desviar quando a loira voltou a olhá-la. Ok, talvez ela estivesse perdendo outra vez qualquer inibição que poderia sustentar ao redor de Brittany. Ela queria apenas olhá-la e isso já a deixava feliz. Era estúpido e doce ao menos tempo.
– Sabe, a vida não é um clipe da Taylor Swift, mas eu podia cantar e dançar pra você agora mesmo. – diz Brittany brincalhona enquanto Santana jogava um pedaço de cenoura (?) na sua blusa. Se ela começasse a rir descontroladamente e fossem expulsas da sessão seria completamente culpa dela.
– Céus, será que já estamos bêbadas e nem percebemos?
– Espero que não vai ser um pouco constrangedor se você começar a chorar e eu a fazer um stripper no cinema.
Santana a olhou com um falso olhar de repressão e a loira espalmou as mãos no ar atestando que era a mais pura verdade. Ela não podia fazer nada se elas eram as bêbadas clássicas.
– Acho melhor pularmos o aquário e irmos para casa antes que você tire a roupa e sejamos presas por atentado ao pudor, ou algo assim.
Brittany roubou um pouco da bebida de Santana fazendo uma careta por estar doce demais e acompanhando o olhar de indignação da latina.
– Eu aceito, só se formos para sua casa eu posso continuar a ficar bêbada lá e fazer um stripper só pra você...
Santana deu um tapa no ombro de Brittany e a loira quase se engasgou com o que havia acabado de beber ao ver os olhos arregalados de Santana. Ela estava apenas retribuindo a brincadeira.
– Cala boca, Brittany Pierce.
– Você deveria calar, Santana Lopez.
E elas se beijaram outra vez enquanto Bill Murry quebrava de novo seu despertador e mais uma quando ele roubava um carro e fugia da policia. Brittany era toda sorrisos o resto da noite o que também era estúpido e doce, mas ela não poderia amar mais estar daquela forma por Santana Lopez.
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