Someone Like You

28 Rachel's shot


Notas iniciais
Okay, é dezembro e eu estou um mês atrasada :o, masssss apareci :D Eu vi que muitas de vocês que acompanham aqui ficaram empolgadas com Shower https://fanfiction.com.br/historia/661050/Shower/ então achei por bem avisar aqui que: vai ter continuação sim :) mas primeiro vamos a essa atualização aqui, né? *kiss

Capitulo 28: Rachel's Shot

– De todas as ideias que você já teve na vida, essa sem dúvida foi a pior de todas!

Brittany não estava apenas brava com Rachel Berry, aquela noite. Ela estava furiosa!

E se não fosse sua filha dormindo como um pequeno anjo de luz ao seu lado no sofá, a dançarina, muito provavelmente, já teria desferido uma sequência de palavrões e socos na cara de sua melhor amiga. Mas, já que não podia se mexer, nem falar alto demais, se conteve a assassiná-la lentamente com um olhar mortífero.

– Não fale besteiras, Brits, minha afilhada pode ouvir e começar achar que eu sou uma pessoa horrível.

– Oh, ela vai começar a ter algumas certezas, isso sim, Barbara. Eu não acredito que te deixei fazer isso, deus eu sou mais estúpida ainda!

– Qual é, que bobagem, Brits, não precisa se estressar. Até porque logo você vai mudar essa cara de limão azedo quando minha Lucy Fabray trouxer sua latina gostosa para celebrar conosco.

Rachel rodou o gelo do copo de vodca na sua mão direita achando na sua mente já nublada pela bebida que seria uma boa ideia fazer o mesmo com as pernas. Triste engano. Rachel Berry mal se mantinha de pé e, ao tentar executar o movimento quase derramou toda a bebida do copo em cima de Brittany.

Deus, ela definitivamente não merecia aquilo!

– O quanto você bebeu? Cristo, mal são nove da noite e você já está quase vomitando no tapete.

– Quando você ficou tão chata? Eu achei que nossa festinha iria te fazer ficar com menos raiva de mim, mas você está ainda mais!

A atriz fez cara de choro e ameaçou começar uma cena no meio da sala do estúdio, quando Brittany interviu sentando-a na poltrona e tirando o copo de sua mão. Álcool e Rachel Berry nunca foram, ou seriam algum dia, uma combinação de sucesso.

– Você não precisava convidar metade de Nova York para essa “festinha”. – disse frisando as aspas nos dedos.

A dançarina pegou uma garrafa de água com gás que havia no frigobar e entregou a diva bêbada. Já era hora de Rachel começar a limpar toda a vodca que estava infectando seu sangue e seu bom senso.

– Está literalmente toda a Broadway na sua sala!

– Broadway? Oooown, eu amo a Broadway sabe. – Brittany não se conteve e revirou os olhos dando um tapa leve na própria testa. Sua melhor amiga era uma tapada!

– Ai eu amo tanto trabalhar na Broadway, é tão inspirador cantar o tempo todo. Eu também amo Nova York, aqui tem tanta comida e eu amo esse sofá ele é tão macioooo, parece couro. Eu também amo couro...

Brittany bufou olhando de seu celular para Rachel que brincava com o próprio cabelo agora, falando sobre seu amor por seu tapete.

Aquela idiota impulsiva não podia ao menos ter esperado Quinn chegar para bancar a bêbada filosofa? (Uma vez que a mesma havia voltado a desenrolar um monólogo infinito sobre seu amor aos objetos inanimados).

A dançarina ficou tentada a ligar para Santana e pedir para que: se ela planejava vir, desistir imediatamente.

Aquilo ali estava para se tornar (se é que já não estava) uma bagunça fora de controle. Aquele não era o tipo ambiente onde parecia apropriado encontrar com Santana, não quando tudo entre elas até ali foi se construindo uniformemente dentro de um ambiente mais reservado. Um ambiente onde seu trabalho ficava do lado de fora, assim como todas aquelas pessoas loucas (as vezes sem qualquer senso de limites) com que convivia diariamente no teatro.

Elas não precisavam de mais loucura entre elas. Já havia sido difícil o suficiente limpar os impactos de toda aquela confusão entre elas uma vez, não seria Brittany que adicionaria mais uma pá de terra sobre tudo. Ela estava tentando reconquistá-la, pelo amor de Deus! E todo um andar cheio de pessoas bêbadas gritando por outra música do Calvin Harris não ajudava em absolutamente nada.

– Brits, minha cabeça está rodaaaaando.

– Cristo, por favor vai logo pro banheiro antes que você vomite na minha filha.

E Rachel foi, um tanto cambaleante, tendo o olhar repreensivo de Brittany sobre si. Ela quis surpreendê-la tentando virar e buscar a garra de uísque que estava na mesa de centro, mas acabou perdendo o equilíbrio ao segurar a garrafa. Os reflexos da dançarina eram aguçados e conseguiram impedir que Rachel caísse de cara no meio da mesa de vidro do estúdio, mas não que a garrafa de uísque entornasse sobre seu busto no momento que segurou sua amiga. Merda!

Sua teia de azar acabava de receber mais um nó.

E Rachel Berry receberia um belo banho gelado bem no meio da sua cara bêbada.

Gonna wear that dress you like, skin-tight

And syncopate my skin to how you're breathing – Selena Gomez

(Vou usar aquele vestido que você gosta, apertado

E sincronizar minha pele com a sua respiração)

Um cara aleatório jogou a camiseta dos Lakes na direção da porta quando começou a tocar o remix de Lean On. Santana desviou da peça por pouco, cerrando os pulsos em seguida e se controlando para não gritar com o babaca. Aquilo ali parecia uma festa de fraternidade.

Okay, Santana não se importava realmente com o silencio, ela já até estranhava chegar em casa e não ter barulhos na casa após todo um turno insano no hospital. Ela estava adaptada ao som das buzinas constantes vindas da rua e só a desfrutar do silêncio quando dormia profundamente. Mas ao ser convidada para uma reunião na casa de Rachel Berry, definitivamente, não esperava encontrar tudo aquilo.

Presumiu que Quinn também não, após vê-la com a expressão espantada assim que abriram a porta.

– Tenho de encontrar Rachel e entender que porra é essa que está acontecendo. Melhor você esperar aqui Sant, volto já.

Okay. Não tinha como piorar mais que aquilo, tinha?

Ficar plantada esperando sua amiga achar a noiva maluca, que muito provavelmente, deveria estar apostando shots de tequila com outro ator bombado da Broadway, parecia o fundo do poço daquela noite. E droga, ela não fazia a mínima noção do que fazer para se familiarizar minimamente com o ambiente. Também, pelos infernos, o que ela tinha na cabeça ao aceitar vir para começar?

A resposta certa era Brittany Pierce e Santana, por mais irreal que parecesse, já conseguia admitir isso conscientemente. Até porque não havia mais outra alternativa para entender como tinha aceitado seguir Quinn Fabray até aquela cobertura de luxo na 5th Avenue quando seu único plano para a noite era terminar de ver a primeira temporada de Once Upon a Time.

Alguns momentos depois de continuar parada como uma idiota na frente da porta, Santana, decidiu que sair dali já estaria de bom de tamanho para começar. Já que era quase a terceira vez, desde o curto espaço de tempo que havia entrado no apartamento, que quase foi imprensada contra a parede, tantas as vezes que a porta de mogno era aberta e fechada.

A médica retirou seu casaco e seguiu com ele a tira colo para mais dentro do apartamento-mansão de Rachel, passando direto pela mesa lotada das mais diferentes garrafas com uísque e vinho, com copos e mais copos de drinques coloridos e fatias de limão já chupadas do lado de fora do cesto de lixo, até o começo do sofá gigante de couro onde algumas garotas só de sutiã bebiam tequila.

Não havia muito espaço para andar, mas acabou percebendo que se seguisse mais um pouco havia uma área na escada para o sobrepiso daquele magnifico flet de dois andares, por onde observou Quinn subir.

Santana logo notou como no andar superior as coisas estavam mais calmas, apesar do casal de rapazes quase tirando as roupas um do outro no primeiro degrau.

A médica continuou a passar desapercebida tentando identificar mais algum sinal de Quinn e, ao terminar o lance de escadas, se surpreendeu com o toque a mais de sofisticação por, ao contrário do andar de baixo, onde a maior parte das divisórias eram paredes normais, aquela parte da cobertura ser rodeava de vidro polido que praticamente brilhava como diamantes.

A fachada virada para a rua enquadrava uma visão ampla e privilegiada do céu de Nova York, que mesmo nublado aquela noite, não deixava de parecer uma obra prima. Era como se estar de pé no meio do céu.

No fim do primeiro cômodo havia um corredor com outras quatro portas grandes, também revestidas de mogno, embora o interior também fosse vidro fosco. Santana não tinha certeza se deveria voltar para o lance de escadas ou seguir explorando as portas mesmo sendo uma tremenda invasão de privacidade aos seus olhos.

Por fim ela continuou. Talvez Rachel estivesse ali em cima afinal, ou ainda, Brittany, mesmo que o silêncio ali em cima fosse tanto que quase dava para esquecer a loucura que se passava lá embaixo.

Ao checar a primeira porta Santana se depara com um Studio de gravação anexo a um salão com espelhos e barras de dança, tudo coberto por tapeçaria persa e com uma ótima acústica à prova de som. Deveria ser por isso que até o som de sua sapatilha fazia eco no chão laminado.

A Latina olha ao redor, mas não percebe qualquer sinal de Brittany, o que ela acha muito estranho. Valerie estava deitada no sofá cama do estúdio agarrada a um urso de pelúcia do Olaf, enquanto Rachel Berry dormia (?) abraçada com uma taça de plástico.

– Rachel, o que houve com você?

Sem resposta. Santana logo se preocupou e checou o pulso da atriz, logo diagnosticando que ela dormia realmente e que sua respiração estava regular assim como seus batimentos. Ela só deveria ter apagado pelo excesso de álcool no sangue. Aparentemente Rachel ainda não conseguia lidar com bebidas fortes demais.

– Oh, Britt, eu estou tão envergonhada por ela, me desculpe por isso. Eu posso ir buscar uma blusa dela pra você.

Aquela era voz de Quinn saindo de uma porta vermelha junto a alguém. Esse era alguém era Brittany tentando secar a frente da própria camiseta enquanto o gorro em sua cabeça quase caia. A dançarina suspirou ao vê-la, como quem leva um leve susto e Quinn apenas sorriu preocupada para sua noiva inconsciente.

– Ela está bem, Q. Eu chequei seus sinais vitais estão todos em ordem, ela só vai precisar de um banho gelado e de algumas aspirinas quando acordar.

– Quando ela acordar será uma mulher morta. – resmungou Quinn passando a mão nos cabelos enquanto paciente até demais para suas palavras tentava acordar Rachel. A diva apenas resmungava e virava para o lado oposto.

– Você consegue levá-la para o quarto?

– Se você puder me ajudar com essa cabeça oca, eu ficaria muito grata, Brit.

A dançarina arrumou o próprio gorro antes de segurar nos pés de sua amiga, enquanto Quinn lhe erguia pelas axilas. Ela não era tão pesada, o que não significava ser leve necessariamente, mas levou apenas um par e minutos para que ela estivesse sem a taça de plástico e sentada na cama de casal de sua suíte.

Santana observava toda a ação se perguntando o que aconteceria a seguir, estava uma bagunça lá embaixo embora o transito de volta para casa também não fosse nada tentador de enfrentar. Esperaria Quinn terminar seu trabalho de deixar Rachel mais sóbria e veria o que seria do resto da noite então.

A médica voltou ao estúdio e se ocupou de vigiar Valerie (ainda em toda profundidade de seu sono) enquanto espiava o céu pela transparência da parede. Ainda havia um forte cheiro de uísque perto do tapete onde Santana sentou, deparando-se automaticamente com um shot de tequila pela metade. A médica não fez nenhum movimento para finalizar o drinque, apenas ficou observando o copo.

Rachel deveria ter ficado bêbada mais rápido após misturar algumas bebidas e, tão transparente quanto a tequila era a previsão de uma ressaca fenomenal para a diva na manhã seguinte. Ela que não gostaria de estar no corpo da atriz da Broadway.

E Santana estaria muito bem, sentada naquele tapete felpudo, apenas observando o copo de bebida, se não fosse a maldita cena que veio a seguir. Lá estava Brittany na porta do estúdio, com os cabelos molhados e apenas com uma calça de moletom e sutiã esportivo. Ela deveria ter tomado uma ducha e Santana acabou tomando um belo murro na cara de sua consciência.

Oh, sim. Ela pegou o copo e entornou garganta abaixo, sem piscar. Seus olhos escureceram e ela teve de se lembrar mentalmente mais de quinze vezes no último segundo que estava literalmente do lado de Valerie, não podiam fazer nada de muito ousado.

Ou poderiam?

Notas finais
Okay, eu também odeio essas escritoras que param bem ai. Tipo que raiva, não? Ao menos eu não serei uma pessoa má, até porque hoje é feriado então o que teremos no próximo? (trecho capitulo 29) The only time I'd ever call you mine I only love it when you touch me, not feel me – The Weekend (A única hora em que eu vou te chamar de minha Eu só gosto quando você me toca, não me sente) – Eu gostaria tanto de saber agir quando você está assim, tão perto de mim. – E como você gostaria de agir? – Não seria apropriado te dizer, você sabe... as vezes eu apenas não consigo controlar minhas besteiras. – Então me mostra. – Mostrar? – Sim, mostra o que eu faço com você.