Am I out of my head?
Am I out of my mind?
If you only knew the bad things I like

Brittany tinha uma maneira própria de jogar o cabelo que sempre havia deixado Santana louca. Ainda mais quando estavam molhados daquela forma.

A latina respirou fundo. Não havia forma conhecida que a pudesse impedir de continuar querendo fazer coisas tão erradas naquele tapete com Brittany, apesar de aquela estranha sensação de que aquela não era a atitude correta permanecesse grudada nela. Ainda assim, ela queria sentir Brittany mais perto. Mesmo que fosse inapropriado demais fazer aquilo logo no studio de Rachel, com a pequena Valerie dormindo, literalmente, à passos de distância delas.

Bom senso parecia algo essencial à situação, embora Santana julgasse não ter o suficiente para resistir ao corpo daquela mulher. Aquela barriga era literalmente a definição que o dicionário Oxford deveria trazer para tentação.

E Brittany por sua vez, não parecia ligar nem um pouco para a expressão complacente de Santana. Ela ainda se mantinha rente à porta com seu olhar malditamente sugestivo. E inferno, a médica já estava além de afetada com o obvio tesão que as ligava naquele momento. Ela a queria tanto... mas não era tão fácil assim resolver aquele impasse.

— Eu vim checar como vocês estavam aqui. Quinn foi expulsar todo mundo e dar um banho na noiva bêbada.

Brittany conhecia aquele olhar. Havia desejo por ela ali, mas também havia uma insegurança que já era capaz de compreender e interpretar. A médica estava desconfortável com o ambiente de ex-festa e parecia desejar um lugar mais privado. Nada que não pudesse ser resolvido com alguns passos cômodo adentro.

— Vejo que acabou tomando um também. – respondeu a médica passando a mão nos cabelos sentindo sua pressão sanguínea aumentar. Olhar para Brittany parecia um desafio.

— Ela estragou minha blusa com uísque e eu tinha de tirar aquele cheiro do meu corpo sabe. Só esqueci que minhas roupas boas estão no quarto dela e eu já tive Rach bêbada demais por hoje.

Santana mordeu a língua para não dizer algo estúpido como “aposto que seu cheiro está perfeito agora” e arruinar tudo que já não estava nada bem. Contudo, ao invés de apenas ficar sobre o tapete molhado de álcool, Santana teve sua primeira atitude ousada da noite. Talvez, a tequila já tivesse ativado algo dentro dela.

— Vai precisar de algo mais quente que isso se não quiser se resfriar. E bem, eu tenho autoridade para dizer isso já que eu sou a médica aqui. – seu tom era zombeteiro quando pegou seu casaco em mãos e ficou frente a frente com aqueles malditos olhos azuis. Malditos e hipnotizantes.

— Acha que não estou quente o suficiente, doutora?

Brittany fez com que as suas palavras congelassem em sua garganta. Havia tanto duplo sentido naquela frase que Santana quis apenas chutar a droga do balde e beijá-la da forma mais ardente e vulgar possível. Merda, ela estava tão perto disso agora.

Eu conheço esse olhar, Sant. – pensou a dançarina entrando mais ainda no studio. – Droga, como ela pode continuar tão linda?

— Nada que não possamos tornar um pouco mais, certo? – respondeu a médica e Brittany pensou seriamente a respeito de seu coração apenas pular, a qualquer momento, para fora de seu peito e a deixar ali morrendo lentamente. Não que se manter tão próxima de Santana já não fosse em sim uma pequena morte, lenta e continua, a sua forma.

— Oh, compreendo, e fico muito feliz em saber que você continua sendo a minha médica, Dra. Lopez. Nunca se sabe quando vou precisar das suas mãos talentosas de cirurgiã por perto.

Don't think that I can explain it
What can I say, it's complicated
No matter what you say
Don't matter what you do

I only wanna do bad things to you

Santana duvidou que conseguiria se manter sã por mais algum tempo. Não quando seu único desejo ali presente era o de empurrar sua ex-namorada na parede, rasgar as roupas que as separavam e passar toda a noite a ouvindo gemer seu nome.

— Eu regredi para a porcaria da puberdade outra vez! — resmungou internamente, embora com isso também admitia que era exatamente aquela a verdade final.

A pergunta era apenas uma: o que a impedia de ir logo até o fim? E sua única resposta era aquele antigo medo de lidar com o inesperado.

Brittany sempre havia sido assim para ela, como um poço profundo coberto pelo inesperado que resultavam em inúmeras descobertas. E era sua escolha largar seus medos e pular, ou se manter estática e perder outra oportunidade de fazer as coisas funcionarem.

Santana escolheu a última opção. E seus dilemas, finalmente, foram enterrados por seus desejos.

A médica então chegou mais perto e se deliciou com o tremor que gerou na dançarina mesmo sem tocá-la ainda. Sua mão logo procurou a superfície suave que era a curva descoberta da cintura de Brittany e estremeceu por inteira ao sentir o arrepio que causava o encontro de suas peles. O ar estava insuportavelmente mais quente agora.

Brittany suspirou quase ferindo a própria boca de tanto morder um dos lábios furiosamente.

— Acho que ambas sabemos que eu não conseguiria resistir muito tempo à você, B. – seu tom malditamente rouco era um delírio a parte para Brittany, que tentava olhá-la sem entregar que suas pernas pareciam duas malditas varetas bambas.

— Espero que não, assim como eu espero que isso não seja outro sonho estúpido.

Santana soltou uma risadinha debochada ao ouvir suas palavras, chegando ainda mais perto de sua boca. Inferno, ela não podia apenas beijá-la de uma vez? A lei de tortura devia valer para aquele tipo de situação!

— Então você sonha comigo, B?

— A pergunta certa, Sant, seria como não sonhar com você?

Foi naquele momento que Santana Lopez se sentiu a maior estúpida do universo por ainda não estar beijando aquela mulher com tudo que podia.

(...)

Santana não sabia exatamente o quão bem conseguia fingir que nada estava acontecendo ao falar para Quinn que estavam indo para casa. Não era exatamente mentira que teria trabalho na manhã seguinte e que já estava cansada demais para uma noite.

Sua amiga pediu desculpas pelo transtorno enquanto a médica tentava não deixar evidente sua felicidade de apenas ir embora e levar consequentemente, Brittany para casa também.

A dançarina tinha Valerie agarrada no seu pescoço quando desceram pelo elevador até o estacionamento e a pequena sequer se mexeu ao ser posta no banco de trás. Ela foi imóvel toda a viagem como uma boa garota, embora não se pudesse dizer o mesmo de Brittany. Não quando suavemente ela acaba pousando sua mão quente em sua cocha enquanto conversavam sobre assuntos aleatórios e ela tentava não causar um acidente passando a marcha.

Aquilo estava ficando cada vez mais próximo à borda.

— Achei que iria demorar mais para conseguirmos enganar o trânsito. – murmurou Brittany já no elevador do prédio delas.

Santana tinha um sorriso relaxado, que a fez suspirar como boba, antes de explica-la sobre alguns atalhos valiosos para escapar dos engarrafamentos das avenidas principais de downtown. Elas já estavam no seu apartamento quando o telefone da médica resolveu tocar feito louco no bolso do casaco que Brittany vestia.

E enquanto ela punha Valerie para dormir, Santana atendia o telefonema de uma das médicas de plantão que ligava para perguntar sobre um de seus pacientes que estava em observação.

A médica revirou os olhos ao desligar o aparelho, após uma longa explicação, que não era tão necessária e por ter demorado até um tempo considerável para que alguém do hospital ligasse. Por isso ela nunca deixava o aparelho ligado em sua noite de folga.

— Vai precisar ir ao hospital? – perguntou a voz quase melódica de Brittany à suas costas.

— Não, foi apenas um chamado para sanar uma dúvida mesmo.

— Isso pode soar muito errado, mas fico feliz que não tenha de ir, mesmo que seja, obviamente, para salvar vidas.

Santana soltou um riso contido que ao se virar, tornou-se um suspiro sem fôlego. Um longo suspiro sem fôlego.

— Vermelho ainda é sua cor favorita? – perguntou a dançarina com falsa inocência ao desfazer lentamente o laço de seu robe vermelho. Ela tinha trocado a calça de moletom e o top esportivo por algo bem mais provocativo.

A médica não soube exatamente o que dizer, apenas deixou o telefone de lado e se permitiu devorar Brittany por vários e longos segundos com o olhar. Maldição. Aquela mulher era mesmo real? Pois nem em suas melhores lembranças uma lingerie tinha caído tão bem em alguém.

Se a Victoria Secrets fosse esperta chamaria Brittany em dois tempos para posar para a marca deles.

E quando elas voltaram a se beijar tudo se tornou ainda mais estupidamente clichê na opinião de Santana. Tudo estava de volta. Os fortes sentimentos, o desejo, os calafrios na espinha. Uma mistura de tudo e nada no universo ao mesmo tempo.

Era insano.

Era a porcaria de uma forte paixão que nunca tinha morrido.

Era amor.

Santana sentiu seu peito tremer ao sentir as unhas curtas da loira subindo sua blusa e depois a jogando longe. Ela estava pressionada contra a porta de entrada, sentindo suas calças apertarem e sua calcinha ficando ensopada de umidade. Brittany tinha até então menos roupas, mas foi habilidosa o suficiente para igualar as peças.

— Pela cor do meu sutiã fica claro que eu não esperava ter uma loira sensacional me atacando no seu apartamento. – a latina brincou ao ter os lábios vibrantes de Brittany descendo de seu pescoço ao seu colo. Nunca a frase “gozar só de tocar” tinha feito tanto sentido para ela como agora. Afinal, tudo entre elas sempre havia sido além da borda.

— Vamos dar um jeito nisso então. – respondeu a loira um tanto ardilosa, desabotoando o feixe de seu sutiã bege meia taça. – Pronto, agora tenho a minha cor favorita. Chocolate.

Aquilo literalmente deixou Santana zonza. Era o efeito Brittany Pierce.

O gosto da pele de Brittany finalmente se fez presente quando ela conseguiu virar o jogo e leva-la até o sofá. Sua língua sentia o gosto adocicado como torrões de açúcar desmanchassem na boca. Torrões de açúcar que pegavam fogo em sua garganta.

Toda a sala era uma fina cortina de silêncio que vacilava em se manter erguida entre todos os gemidos abafados e começos de frases que se perdiam. Era o cheiro que emanava de seus corpos unidos que mais deixava Santana sem fala.

Por sua vez, Brittany parecia comprometida ao extremo em manter suas bocas em contato e em beijá-la de volta. Santana sinceramente havia perdido a noção de como parar. E se fossem sinceras, não havia mais como.

Ter uma mulher como Santana Lopez se contorcendo de prazer sobre o seu corpo, não tornava a situação apenas quente, era um verdadeiro inferno para Brittany. E ela não queria levantar de lá tão cedo.

Seus movimentos estavam sincronizados e imersos em provocar reações cada vez mais selvagens em Santana, conforme sua boca descia por seu colo e devorava seus seios molhados.

A latina colocou os braços por cima do corpo de Brittany e apertou entre seus dedos a textura daquelas coxas esculpidas pelos deuses e merda, até o cheiro da pele dela era tão quente e macio que fazia seu centro fervilhar.

— Chegou a hora de você sofrer as consequências de ser tão irresistível, B. – sussurrou Santana com seu típico sorriso sexy.

Brittany segurou seu queixo com uma das unhas e a puxou de volta para cima – rosto a rosto, fazendo Santana se perder dentro da luxuria do seu olhar mais uma vez. Seus lábios estavam a centímetros de distância quando Brittany ronronou: – Sant...

— Sim?

— Cale a boca. – Brittany sussurrou como uma criança inocente. A latina sorriu levemente antes de seus lábios serem atacados em um beijo faminto. – Sua boca pode ser aproveitada em coisas melhores, Dra.

— Uhmp. – gemeu Santana de forma estrangulada, após sentir as unhas de Brittany riscando suas costas nuas. A calcinha dela foi ao chão.

Por sua vez, Brittany gemia ainda mais alto como se tivesse acabado de receber uma ordem, e ela própria já não conseguisse conter o prazer por antecipação, apenas por ter Santana a caminho do meio de suas pernas. Sua boca secou quando a latina parou em suas coxas. Ela já estava completamente nua àquela altura do tempo.

E a tensão em seus olhares durou alguns momentos até Santana descer como uma loba faminta até onde ansiava tocar. E ao chegar à abertura quente de Brittany foi sem hesitação até seu clitóris com a ponta da língua.

As mãos de Brittany agarraram um dos lados do sofá enquanto a língua de Santana trabalhava fazendo a mágica com sua libido. Ela era muito melhor do que qualquer sonho seu poderia ter desenhado. E ao voltar a tocar seu clitóris, Brittany finalmente deu seu primeiro gemido alto, rouco e sufocado pelo encosto do sofá, para o êxtase de Santana. – Oh, Foda-se! Sant isso é tão bom...

A latina murmurou em resposta algo que acabou abafado por outro gemido de Brittany, que tentava ao máximo não fazer barulhos que não sabia se chegariam ao quarto de sua filha. Santa por sua vez apreciava seu gosto como se aquela fosse a ceia de ação de graças. E definitivamente, sim, a latina a queria comer por inteiro.

Brittany começou a balançar os quadris, querendo mais contato com aquela língua aveluda, fazendo Santana mergulhar a língua profundamente dentro da morena, aquilo fez a mulher de olhos azuis abafar novamente o nome de Santana em sua garganta. O ritmo das duas era incontrolável.

Foi quando a latina segurou os lados de suas coxas e se enterrou-se mais fundo. Ela queria fazê-la ver estrelas.

— Porra, Santana não se atreva parar agora. – disse Brittany em um resmungo irritado ao perceber que a latina diminuía a velocidade dos movimentos em seu centro. – Oh... Sim... Meu..., mais rápido!

Brittany ofegava já com o rosto completamente vermelho, ela puxava os cabelos de Santana e enfiava as unhas por sua costa nua e suada. Após mais um impulso final de seus cabelos o orgasmo finalmente veio.

— Ohhhh, Santanaaa! – Brittany gemeu mais alto quando seu corpo se tornou uma massa trêmula de nervos e pequenos gemidos involuntários. Ela tinha nuvens dançando em seu estômago.

Santana prontamente lambeu todo o liquido que surgiu. O silêncio na sala de estar só veio após a última onda de prazer que assaltou Brittany e seu corpo liberou todo aquele tesão acumulado. Santana jogou os cabelos para um lado só, limpando um dos cantos da boca ao subir até seus lábios. Estava ansiosa para rever a expressão de Brittany após provar seu próprio gosto na sua língua.

Houve silêncio. Houve carinho em seus olhares.

No entanto, na troca de olhares seguinte Brittany enterrou qualquer parte de insegurança que ainda persistisse em sua consciência e avançou em Santana como se sentisse fome de seu corpo. As mãos de Santana foram parar presas em cima de sua própria cabeça enquanto Brittany invertia as posições e sentava sobre seu centro. Ela admirou por alguns instantes toda a sensualidade que emanava da latina e apesar dos pensamentos embaralhados e libido no máximo, parou parar tocar seu rosto com toda delicadeza que lhe era natural.

— Que tal conhecer meu quarto, S?

Notas finais
Queria deixar meu sincero pedido de desculpas a quem não consegui responder nesse último mês. Não foi exatamente o mais fácil dos meus anos de vida, mas como tudo na vida eventualmente passou. Só queria surgir pra dizer: sim gente, vou terminar isso aqui. E as outras fics brittana também. Agora estou em condições de escrever de novo. Dedico o capitulo à minha prima Bia e tudo de bom que ela fez na minha vida até mês passado. Todos sentimos sua falta, Bo. Você ficaria feliz em ver atualização. —--------------------------------------------------------------------------------------------------------- Um enorme beijo seus lindos, obrigada por cada comentário lindo. Eu literalmente reli cada um deles. catita49 e Blue, que deixaram os últimos comentários: um enorme obrigada pela paciência. Espero que tenham gostado. :D Vida que segue lol
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.