Notas iniciais
Nem preciso dizer o qual feliz fiquei com os comentários de vocêsm certo? Sempre fico nas nuvens com esses comentários tao fofos, e por isso e provável que eu poste outro ate a segunda :))) Ainda respirando com a ajuda de aparelhos depois desse episodio de Glee 'On My Way', o que foi aquilo? Ainda estou em choque! Aproveitem o capitulo, enjoy,

Capitulo IV: O fim

Lima parecia Londres no inverno tamanha a friagem que havia tomado a cidade aquela madrugada.

Suas mãos estavam úmidas devido ao ar gelado e ela sentia como se a qualquer momento pudesse se transfigurar em um boneco de neve devido à quantidade de flocos presos por todo seu corpo. Santana gostava do inverno entretanto. Essa época do ano além de merecidas férias ainda vinha cheio de canções bregas que ela adorava. Não parecia, mas natal a fazia sentir como um Marshmallow boiando no chocolate quente.

Depois dos treinos malucos de inverno de Sue, que quase fizeram Achele Grey quebrar a perna correndo pelo campo de futebol, Santana acabou ganhando habilidade em se esgueirar pelo gelo. Principalmente se fosse para encontrar com Brittany atrás das arquibancadas. Se fosse por qualquer outra pessoa no mundo ela daria um enorme dedo do medo por chamá–la para um ecnontro logo no meio do inverno mais rigoroso de Ohio em um lugar de tão difícil acesso, mas era Britt e por aquela garota até escalar o Everest valia a pena se fosse para ver seu sorriso.

Não importava que para isso ela destruísse todas as expectativas de seu pai sobre o grande futuro que ela teria em Yale, se ela estivesse ao lado de sua garota, o resto era apenas resto. Ela não soube dizer quando tinha finalmente chego ao seu destino, mas assim que ela ficou frente a frente com a garota tão pálida quanto a neve seu coração congelou algumas batidas. Ela parecia tão fria quanto o vento que cortava seu rosto e por nenhum momento a olhou nos olhos nos primeiros cinco minutos. Isso congelou seu coração mais uma vez.

– Tudo bem, Brit-Brit? Eu vim o mais rápido que pude, não queria deixar pra te ver só na sua festa de aniversário. – A Latina subiu alguns degraus ficando assim de frente para a garota que ainda parecia impassível com seu gorro de panda firme na cabeça. Seus olhos estavam um cinza pálido, como se ela estivesse vazia por dentro.

Santana queria gritar com ela e pedir a droga de uma explicação para o seu comportamento tão anômalo, mas a seriedade da situação a fez ficar calada também. Brittany finalmente falou:

– Não podemos mais continuar com isso. Não posso mais continuar te enganando.

As palavras dela eram firmes e seu tom de voz decidido, mas seus olhos mostravam algo totalmente oposto ao que ela demonstrava. Santana continuava a finta-la incrédula por não entender que diabos ela pretendia levar suas palavras de repudio.

– Eu quero terminar. Não podemos continuar namorado, se eu não te amo como antes.

Assim que escutou aquelas palavras em um primeiro momento Santana teve a enorme vontade de gargalhar e olhar em volta para ver se não era uma pegadinha ou alguma peça do dia da mentira fora de época. Elas estavam perfeitamente bem até a tarde passada, dançaram na sua varanda depois de vários beijos debaixo da coberta, não tinha cabimento ela apenas dizer que não a amava mais de uma hora para a outra.

O-o que diabos você está falando, B? Rachel colocou algum tipo de crack no seu cereal esta manhã?

Ainda tentou levar no humor a situação, mas o olhar de Brittany era tão duro e serio que quase a fez se ajoelhar aos seus pés e implorar para que lhe dissesse que porra estava acontecendo. Se fosse mesmo uma pegadinha ela chutaria forte as bolas de quem estivesse assistindo.

– Como pode você não me amar mais?

– Seu futuro não e comigo, San. Eu não posso te prender comigo se não te amo! Não seria justo continuarmos nessa mentira...

A Latina virou o rosto tentando tolamente esconder a fileira de lágrimas que inconscientemente desciam por seu rosto. Seu choro era tão seco quanto às palavras da garota a sua frente e pareciam furar seu peito como malditos alfinetes cobertos de veneno.

– Por favor me explica porque está fazendo isso comigo? Você não pode nem olhar na minha cara quando diz isso como quer que eu acredite?

– Acabou, Santana. Eu tenho outra pessoa agora.

A menção de que havia uma terceira pessoa fez toda a incredulidade de Santana se quebrar como cristal. Era nítido que aquilo não era nenhuma maldita brincadeira de mal gosto. Brittany jamais a feriria apenas por algo estúpido. E conforme percebeu que era para valer a coisa toda sentiu cada centímetro de seu corpo esquentando de raiva. Ela sequer tinha a porra de um bom motivo!

Nunca se sentiu tão traída e incapaz, e se pudesse pular de um penhasco naquele instante só para aliviar aquele misto de sensações ela o faria sem hesitar.

– Eu tinha de te falar logo. Não seria certo continuar te enganando... –

Santana a cortou praticamente rosnando suas palavras.

– O certo seria você não me enganar dessa forma! Como diabos você pode brincar dessa maneira com meus sentimentos? Por favor, por favor, me diga que tudo isso não passa de um grande mal entendido, por favor, me diga isso e eu vou fingir que nos nunca tivemos essa conversa.

Sua voz saiu fria e hostil, é por um segundo pensou ter visto o mais puro arrependimento naqueles olhos azulados, mas deduziu ter sido apenas uma ilusão. Brittany sequer teve a cara de pau de negar a facilidade com que quebrava seu coração, apenas lhe deu as costas.

Mas ela era Santana Lopez. Ela não deixaria a mulher da sua vida correr por entres seus dedos, por isso agarrou seu braço com brutalidade colando seus corpos frente a frente uma última vez.

Eu teria feito tudo por você.

Suas respirações estavam curtas e aceleradas. Porra como ela queria estapeá-la e ao mesmo tempo apenas prender sua boca na dela até ela desistir daquela ideia estupida de termino.

Mas pelo visto a estúpida sempre fui eu. Você me traiu com esse filho da puta?

E arrancou o envelope dourado do bolso de seu casaco e jogou sobre ela antes de correr de volta à escola. Na semana seguinte Quinn era a única lembrança de Lima que se permitiu manter contato em New Haven.

– Dra. Lopez, a senhorita está se sentindo bem?

Ela tentou disfarçar com um breve aceno e um sorriso fraco antes de segurar rapidamente no balcão de prontuários em busca de equilíbrio. Seus olhos vagaram pelo saguão de entradas do hospital a procura da maca de minutos atrás, porém o máximo que pode deduzir é que o paciente já estava sob cuidados na emergência uma vez que o corredor agora estava vazio.

Ela não queria acreditar no que tinha acabado de ver no saguão, não poderia ser real, deveria ser somente seu cérebro e suas brincadeiras idiotas para com ela, ou apenas estresse acumulado. Nem com o inferno que ela tinha visto Brittany Pierce entrar ao lado de uma maca que levava uma criança para a emergência. Não, ela só deveria estar tendo alucinações pela falta de sono.

Seus olhos arderam e seu coração palpitou forte como se tivesse voltado a ter dezessete anos durante o pior inverno que Ohio já havia presenciado. Não queria se sentir tão fraca, mas por alguma razão nenhuma das suas defesas a impediram de sentir aquele misto de emoções a queima roupa apenas por ver alguma estranha de relance que realmente se parecia com sua ex-namorada.

Sua maior vontade era de correr para casa, tomar outra ducha quente e se enterra sob seus lençóis após tomar uma caixa inteira de comprimidos para dormir, ela só queria fingir que não tinha visto nada no trabalho e depois acordar acreditando que tudo tinha sido outro estúpido sonho.

– Dra. Lopez, os residentes acabaram de lhe bipar, acho que estão com problemas na emergência. – Infelizmente a porcaria do dever a chamava. Maldito juramento de salvar vidas. Sua vida parecia tanto com um espetáculo que ela poderia ter cursado artes dramáticas junto à Quinn.

A latina respirou profundamente antes de acenar de leve para a recepcionista. Aquele não era o momento apropriado para se encontrar tão nervosa por algo que sem dúvida era apenas seu cérebro lhe pregando uma peça estupida.

– O que está acontecendo? – Sua voz era tranquila, embora firme em cada letra pronunciada. Um pequeno tumulto se formava em volta de um dos leitos onde era possível visualizar uma garotinha inconsciente.

Provavelmente não seria nada sério, toda vez que os novatos ficavam de plantão na emergência era normal que eles se desesperassem por qualquer coisa fora das quais viram nas aulas da faculdade ou em seus livros caros. Afinal não existia um manual de como lidar com ataques de pânico de familiares, todo o escândalo e o desespero, além da pressão de ter uma vida sob sua responsabilidade. A tentativa de um dos residentes de estancar o ferimento só tinha resultado em uma queda de pressão de uma garotinha loira e ela mesma se encarregou de terminar o procedimento de saturação na menina que mais parecia um pequeno anjo inconsciente.

Com uma facilidade enorme ela conseguiu estabilizar sua pressão e começou a checar seus sinais vitais. A julgar pelo cabelo loiro e liso em coque e o collant preto com sapatinhas prateadas a menina certamente fazia ballet, da mesma forma como ela havia tido de fazer na infância. Só esperava que as aulas fossem mais divertidas do que foram para ela.

As mãos rápidas e ágeis da cirurgiã fizeram a limpeza e o fechamento do ferimento em seu sobre cílio foram precisos dois pontos para que isso ocorresse, e antes que a latina terminasse a menina finalmente despertou. Ela estava sonolenta e um pouco grogue devido os remédios que estabilizaram sua pressão, porém suas feições confusas eram incrivelmente adoráveis aos olhos da médica.

– Onde eu estou? Por que estou com isso no braço? – A menina gesticulava enquanto apontava para a agulha em sua veia por onde o soro passava, e ao contrário do que a latina achou que iria acontecer quando ela explicasse, a garota não chorou ou ficou assustada, apenas continuava a lhe fintar surpresa.

Os olhos na menina chamavam a atenção da medica por sua cor azul extremamente viva. Santana por alguns segundos quase jurou lhe serem extremamente familiares, mas logo ela descartou seus pensamentos errôneos, ainda estava confusa pelo o que aconteceu minutos atrás e provavelmente deveria ser outra brincadeira inútil de seus pensamentos.

– Eu só lembro de tentar me equilibrar nas barras de alongamento do jeito que Sr, Branca de Neve faz nos equipamentos da mamãe e depois tudo ficou escuro. – disse antes de descansar a cabeça no travesseiro atrás de si com um curativo já feito na testa.

A médica continuou a observar a garotinha que balançava as sapatilhas com leveza, é ao escutar suas últimas palavras ela finalmente teve um estalo de consciência e conseguiu lembrar-se de onde já tinha visto aquela pequena garotinha.

– Eu me lembro de você e de seu gato, pois anteontem pela manhã enquanto eu chegava do trabalho. Você quase caiu no corredor enquanto o perseguia.

A morena sorriu gentil enquanto descartava as luvas esterilizadas que tinha usado para fazer o curativo na lixeira mais próxima enquanto ainda analisava os movimentos da menina.

– Senhor Branca de neve estava tentando fugir, ele não tomava banho desde que nos mudamos pra lá semana passada, e eu e mamãe estávamos tentando enganá-lo para levá-lo até o banheiro quando ele percebeu é conseguiu fugir e pulou em você no corredor. Desculpe por aquilo.

A médica lhe deu um sorriso doce tentando dizer que já estava tudo bem e não era preciso ela se desculpar novamente. Continuou a preencher o prontuário da menina, porém quando terminou de checar os dados sua respiração falhou na leitura das palavras do final da página.

– Qual o seu nome completo? Acho que eles erraram sua ficha. – A latina tinha um sorriso nervoso no rosto enquanto suas mãos corriam pelos dados de sua pequena paciente impressos no papel, aquele tinha de ser um erro caso contrário sua sanidade estaria prestes a cometer suicídio.

– Não erraram. O nome dela é mesmo Valerie Susan Pierce.

Santana não ousou olhar para trás de onde aquela voz doce que mesmo após mil anos ela seria capaz de reconhecer de olhos fechados. Seu coração pulou com o toque leve em seu ombro e, por segundos se deixou levar por aquele sentimento antes de encarar a cruel realidade.

(...)

Notas finais
O que acharam em??? Estou muito anciosa pela opiniao de voces >))) muito obrigada mesmo... Ate segunda