Notas iniciais
Ola gente, primeiro peço sinceras desculpas pois deveria ter postado ontem porém eu estou com uma virose;gripe horrível que me deixou praticamente morta ontem u,u Bem eu fiquei MUITO FELIZ com todos os comentários de vocês, com os leitores novos e com os antigos que permaneceram pois o que realmente me da criatividade para escrever mais e melhor e ver que vocês estão gostando e,e Espero que gostem desse e o proximo que posso dizer estar com muitas emoções eu so irei postar no domingo pois ele ta cheio de erros e tudo mais... boa leitura, enjoy

Capitulo V: Esquecê-la

– Não erraram. O nome dela é mesmo Valerie Susan Pierce.

Não, por favor. Que eu esteja delirando.

À medida que ela tentava formular algo parecia que um nó tinha se formado em seu cérebro a impedindo de ter qualquer pensamento racional naquele instante. Tentou se mexer, mas parecia que suas pernas estavam presas ao chão e sentiu que se tentasse sair desabaria. Ok, ela pode ter imaginado por um longo tempo como seria se tivesse outra chance de revê-la, mas era bem mais prático de lidar quando tudo estava apenas no plano das ideias.

Seu corpo finalmente se moveu a deixando agora voltada para a dona daqueles olhos que ela nunca foi capaz de esquecer mesmo que inutilmente já tivesse várias vezes tentado. Eles ainda eram um pedaço do paraíso justamente como se lembrava.

Mesmo após tantos anos ela não estava livre daquele efeito-Brittany-Pierce.

– Santana? – Seu coração pulou ao escutar seu nome sair daqueles lábios pintados com seu batom vermelho característico. A melhor época de sua vida foi quando eles foram apenas seus.

E por segundos intermináveis ela sentiu novamente aquela miserável sensação de nervosismo unida com àquelas malditas borboletas clichês que a todo custo já tinha tentado exorcizar.

– O que faz aqui?

Ela não conseguiu falar aquilo olhando diretamente para a mulher à sua frente, pois queria que sua voz saísse forte e fria o suficiente para deixar claro que ela não estava nem um pouco afetada ou vulnerável. Poderia estar se sentindo em cacos, mas Brittany jamais teria o prazer de saber.

Por sua vez a mulher de olhos quase verdes, que aparentava estar tão confusa quanto ela, apenas conseguiu olhar para a garotinha que mais parecia uma pequena réplica sua, alguns anos mais jovem, antes de suspirar aliviada ao ver que a mesma já não estava mais inconsciente.

– Eu estou acompanhando a minha filha. – Passou seu olhar da médica para Valerie. – Por Deus, graças aos céus que você já está acordada. Nunca mais me dê um susto deste mocinha...

A atenção da médica também se desviou para a garota de no máximo oito anos próstata sobre o leito, que agora sorria angelicalmente com a inocência de um anjo e com os olhos brilhantes e sapecas.

– Desculpe mamãe, mas eu esqueci que não sou boa com coisas de equilibrar...

Brittany se aproximou delas com um pouco de receio antes de apertar a menina com cuidado e amor contra seu peito com força como se a quisesse proteger de qualquer outro mal que pudesse lhe infligir.

A interação das duas não era nada que a médica já não tivesse presenciado antes, mas ainda assim pareceu algo completamente inédito, visto que, jamais tinha imaginado Brittany naquele papel maternal e protetor. Também pode notar que a mesma continuava linda como sempre foi. Seus cabelos um pouco mais escuros caia sobre os ombros em cascata enrolando delicadamente nas pontas e combinavam perfeitamente com o conjunto de roupas sociais que trajava. Malditas curvas esculturais que pareciam muito melhores do que conseguia lembrar.

Mas havia algo de muito diferente nela. Aquele típico ar meio inocente que ela possuía na adolescência não existia mais. Talvez tivesse sido os anos que a amadureceram ou as circunstâncias desse tempo, afinal ter um filho mudava toda uma vida. Não era da sua conta de qualquer maneira. Santana tinha de focar em fazer seu trabalho e cair fora o mais rápido que podia dali. Ela não podia lidar com a filha de Brittany com-sabe-deus-quem e a mesma lhe encarando como se esperasse alguma posição.

O bip em seu jaleco apitou fazendo com que aquela bolha de pensamentos que a envolvia estourasse, ela se viu caindo novamente naquela realidade confusa e cheia de surpresas que era o seu presente. O prontuário e a caneta tinham permanecido em suas mãos durante toda aquela loucura de emoções e pensamentos, ela respirou fundo tentando reunir vestígios de seu profissionalismo para conseguir sair dali ao menos aparentemente intacta.

– Vamos lá então Valerie. Você já pode ir para casa assim que seu soro terminar, mas será preciso que tome esses medicamentos com o intervalo de oito horas e que fique em repouso até o inchaço na sua testa diminuir.

Conforme falava a latina não desgrudava os olhos da prancheta com o prontuário onde já terminava de redigir uma receita para a garota.

Uma parte de si queria simplesmente parar tudo e simplesmente chamar Brittany para tomar um café enquanto esclarecia todas as dúvidas que fervilhavam em sua mente sobre tudo que aconteceu nos anos que passaram. Mas não achou ser possível ter forças para aguentar um diálogo descente com sua ex-namorada sem conseguir sequer olhar para os seus olhos sem em parte vontade de socá-la.

Muita coisa tinha acontecido entre elas para que ela conseguisse sentar e ter uma conversar como se jamais tivesse sido cruelmente ferida pela mesma.

– Dra. Lopez, por favor, comparecer a neurologia!

– Dra. Lopez, por favor, comparecer a neurologia!

A voz eletrônica e quase totalmente robótica soou pelas caixas de som acopladas nas paredes de todo o hospital, a médica agradeceu mentalmente por ter aquela deixa para sair o mais rápido possível antes que seus sentimentos a fizessem dizer ou fazer algo estúpido. Arrancou a folha com a receita do bloco de prontuários e entregou a Brittany que parecia analisar cada movimento seu. Isso lhe incomodaria caso não estivesse preocupada em controlar os efeitos que estar outra vez tão próxima a ela causavam em seu corpo.

– Muito obrigada. Você não sabe o quão estou feliz por tê-la salvado e, ainda mais por te reencontrar.

Inferno, Brittany. Sem essa pro meu lado. Cala boca. Cala boca. Cala boca. Não sorria. Não me olhe.

– Não tem de que. Preciso ir.

E foi quase como se um fardo enorme fosse adicionado em seus ombros assim que deu as costas para as duas indo atender o chamado na neurologia intensiva.

Parte dela queria sair daquele hospital e apenas ir para qualquer lugar isolado no planeta onde pudesse chorar até não possuir mais lagrimas suficientes, e a outra estava inexplicavelmente feliz e energizada por aquele reencontro. Aquilo lhe fazia querer bater a cabeça em uma pia por algumas horas.

Não, ela não se deixaria afetar. Aquilo era só uma questão de foco e autocontrole, afinal, ela tinha dormindo com outras pessoas durante a faculdade, tinha o emprego dos seus sonhos e apartamento aconchegante. Ela não precisava do seu primeiro amor vindo lhe encher o saco e o coração. Ela não estava mais no ensino médio, não podia e deixar sentir como uma adolescente púbere.

Seus pensamentos no entanto pareciam discordar. Talvez, fosse efeito da surpresa de encontrar alguém conhecido após tanto tempo e, exatamente por isso, as perguntas clássicas a rondavam naquele momento. Ela estaria casada? Seria aquela menina filha da pessoa pelo qual foi trocada? Se ela mãe daquela garota então eram vizinhas?

Cristo. Seu peito gritava por soluções que nunca vieram. Não aquela noite pelo menos, uma vez que, ao entrar no elevador que levava ao andar da neurologia ela encontrou a fisioterapeuta ruiva sorridente. Bingo. Aquela era a solução mais óbvia para sua perturbação repentina.

Ela só precisaria da cama de Liz e um pouco de vinho para esquecer que viu Brittany Pierce aquela manhã.

(...)

Aquela seria uma fria é escura manhã de sábado. As grossas e pesadas nuvens negras que cobriam o céu de Nova York traziam consigo a mensagem de que o final daquela estação já estava próximo. Aos poucos as calçadas e avenidas se converteram em um mar de guarda-chuvas coloridos o que contrastava belissimamente com o tempo cinzento. Daria uma ótima foto para o tumblr sem dúvida.

Praticamente alheia a qualquer transformação do tempo estava Santana, que repousava tranquilamente em uma cama de casal praticamente sem cobertas ou roupas sobre si. Sua única fonte de calor era o corpo sinuoso da ruiva nua ao seu lado e acabou despertando aos poucos à medida que a temperatura do cômodo diminuía e o barulho das gotas de chuva unidas ao vento batiam na ampla janela que havia no quarto.

Ela levantou cambaleante sentido à cabeça tombar para o lado. A médica sabia exatamente os efeitos que o álcool trazia no dia seguinte, mas não poderia estar menos preocupada se estava compensando ou não a quantidade de água que tomava com o Uísque.

Merda, ela só queria esquecer da vida por uma noite e uma puta ressaca que sentia agora era um preço justo por ter conseguido.

A primeira coisa que ela fez ao levantar foi recolher suas roupas que estavam jogadas pelos quatro cantos do cômodo é que ainda mantinham o cheiro forte de limão e tequila. Notou que Liz começou a tremer de leve devido à queda de temperatura e antes de sair do quarto cobriu seu corpo com um dos lençóis que antes se encontrava no chão do quarto e aumentou o termostato.

Antes que ela própria percebesse já se encontrava do lado de fora do prédio que ficava próximo ao Central Park. Olhou na extensão da rua é não conseguiu visualizar seu carro em meio a gotas pesadas da chuva que caia naquele momento. Amnésia alcoólica tinha seus grandes benefícios, afinal nem tudo em uma noite envolvendo álcool pode ou deve ser lembrado, mas não saber onde foi estacionado o próprio carro não constava em sua lista mental de coisas positivas.

Bufou irritada, pois a chuva não trazia indícios de parar tão cedo e seu apartamento era quase dez quarteirões além da ponte. Seria quase impossível caminhar toda aquela distancia sobre aquela tempestade, mas por sorte havia uma estação de metrô próxima a 5Th Venue onde ela poderia chegar sem problema apenas descendo a rua. Ao menos havia cobertura suficiente nas calçadas para impedi-la de chegar encharcada em casa.

Quase lhe batia uma nostalgia por estar se espreitado da chuva após uma noite louca, situação idêntica ao que acontecia quando aceitava sair com Puck e seus amigos mesmo sabendo que eles só queriam deixá-la bêbada para levá-la para cama.

No fim da madrugada dos dias de verão sempre chovia e era pulando pelo sereno que ela voltava para casa e mesmo agora, anos depois, em Nova York, estando agora realizada profissionalmente e liberta dos seus medos sobre sua sexualidade, aquela mesma sensação de estar fazendo algo feito a entorpecia. Era quase como relembrar e viver.

A estação normalmente abarrotada de pessoas se encontrava praticamente deserta, contanto apenas com uns poucos amontoados de universitários de Columbia é NYDA esperando próximos à linha. Ela relembrou seus tempos de faculdade enquanto tirava uma nova de vinte dólares que sempre deixava debaixo da capa de seu celular para o caso de uma emergência. Tudo que viveu em Yale acabou sendo intenso, tanto por seu excesso de drama em superar seu termino quanto nas mudanças de não estar mais em casa. Aprendeu muito sobre os livros e a vida de uma forma que jamais seria capaz de esquecer. E mesmo sendo simplesmente muita coisa para se lidar ela não poderia ser fraca é desistir de tudo com tantas pessoas esperando o melhor dela. Agora quando ela estava começando a aceitar seu destino tudo tinha voltado a ficar de cabeça para baixo outra vez.

Ao menos parcialmente. Ela havia feito um juramento interno de não deixar Brittany causar-lhe mais qualquer dano. Ela teria uma blindagem Anti-Pierce.

Era hora de ser forte, era hora de lutar. Se ela não mantivesse a guarda alta não seria tão difícil assim apenas jogar tudo pro alto e deixa-la se aproximar. Tudo seria mais fácil se ela pudesse odiá-la ou ter cumprido os desejos de sua avó que sempre a imaginou casada com algum rico jogador da NFL, vivendo confortavelmente em uma mansão enquanto se ocupava com seu emprego dos sonhos. E de repente todo o poder, dinheiro e conforto foram substituídos por ideias insanas de acompanhar Brittany até o fim do mundo.

E agora ali estava ela, sentada no banco do metrô quase vazio com as roupas molhadas é a cabeça estourando por uma dor de cabeça insuportável enquanto remoía outra vez seu passado. Se aquilo não era cavar o fundo do poço ela não sabia mais o que poderia ser mais baixo.

O vento gélido da estação fazia com que os distintos casais apaixonados no banco à sua frente colassem mais seus corpos em um ato de carinho é proteção, sensações que ela sentia falta de compartilhar com alguém fazia certo tempo. Merda, quando foi que ela se tornou tão idiotamente carente? Desviou o olhar para as janelas cinzentas pensando desesperadamente em chegar em casa, esquecer do mundo, tomar uma ducha quente e só acordar quanto tivesse que trabalhar na segunda. Mas teria de pôr seus planos e a ressaca de lado se quisesse estar deslumbrante para assistir à tal peça de estreia de Rachel Berry, que obviamente Quinn jamais a deixaria faltar.

Sua viagem de metrô não demorou mais que dez minutos. Desembarcou na décima terceira estação da Rua Roosevelt e após seguir por duas esquinas paralelas já estava em frente ao condomínio onde residia.

Não tardou para ela já estar dentro do elevador com a chave reserva que pegou com o porteiro e suas correspondências em mãos, sentindo calafrios por todo corpo com o contanto do ar frio da saída de ar do elevador com suas roupas molhadas. Seus olhos vagaram pelos envelopes em suas mãos que começaram a separar as cartas importantes das propagandas do cartão de crédito. O barulho característico das portas do elevador abrindo a fizeram dar alguns passos para fora sem tirar os olhos da pilha de envelopes.

Ok, definitivamente ela precisava olhar melhor por onde andava, pois quando percebeu já estava sendo apoiada por braços fortes enquanto os seus envelopes e vários papeis se misturavam ainda no ar sendo espalhados pelo porcelanato graças à força da gravidade. Foi quase como uma explosão de folhas para todos os lados onde Santana só não levou uma tremenda queda por ser aparada por aqueles braços desconhecidos.

A morena se equilibrou novamente virando o rosto para agradecer seu salvador. E assim que o fez sentiu seu coração se acelerar de uma forma superior a quem tem uma taquicardia e se ela estivesse prestando atenção em outra coisa além daqueles olhos seria possível o escutar batendo em ritmo sobre-humano. Sua sorte era realmente uma piada. Deveria residir mais de cem pessoas naquele prédio e justamente sua ex tinha de apará-la.

– Destino, você é um tremendo filho da puta. – pensou antes de se recompor tentando se afastar ao máximo do toque da mulher mais branca. – Desculpe eu não prestei atenção.

O ar naquele corredor pareceu ter sido sugado e agora ela sentia estar flutuando no vácuo absoluto. Se possível o único barulho auditivo naquele momento era das respirações pesadas das duas, como se aquele contato tivesse reduzido totalmente a resistência de ambas.

– Eu que te devo desculpas por quase te derrubar.

Ela tinha um sorriso culpado em seus lábios finos, e se curvou apoiando-se nos joelhos assim como Santana para começar a recolher as folhas espalhadas pelo piso. Ambas compartilhando um silêncio mais cortante do que palavras conseguiriam ser.

Em questão de segundos a morena novamente tinha os envelopes em mãos enquanto Brittany segurava com apoio das duas mãos uma pilha de papel de aproximadamente 60 centímetros e foi impossível seus olhares não se fixarem à medida que as duas levantaram do assoalho gelado.

Os olhos dela esquadrinhavam cada pedaço visível de seu corpo, que tinha as roupas molhadas e agarradas ás suas curvas. Os olhos da morena seguiam os movimentos dos de íris acinzentada e automaticamente sentiu seu rosto esquentar com o fato de saber que sua camisa social azul além de amarrotada deveria estar quase transparente devido sua aventura até a estação de metrô.

Ela se sentia estúpida por toda aquela cena, mas não estava acostumada a ter alguém que mexia tanto com seus sentimentos como vizinha. Parecia algo cruel demais arquitetado pela sua falta de sorte poder esbarrar a qualquer momento que fosse ao chegar ou ir para o trabalho com a mulher da sua vida.

A morena ficou encarando a porta de seu apartamento por alguns segundos como se ela fosse abrir magicamente, mas seus pensamentos estavam tão entorpecidos com as sensações de segundos atrás que demorou um pouco para o seu raciocínio voltar ao normal. Pegou a chave extra e abriu seu apartamento vagarosamente, mal fechou a porta e já foi tirando sua blusa enquanto aumentava o termostato da sala para a temperatura máxima. Sua cabeça ainda doía, mas sua ressaca parecia insignificante diante das dores no seu coração.

Largou sua correspondência próxima a mesa do telefone onde o indicador acumulava mensagens na secretaria eletrônica. Ignorou o aviso das mesmas e seguiu para o banheiro de encontro a um merecido banho, mas ao contrário da ducha quente que ela tanto ansiava tomar, foi praticamente obrigada a tomar um banho de água fria se quisesse esquecer toda aquela montanha russa que foi sua manhã.

Saiu do banheiro com os membros superiores quase congelados pela água, mas sua cabeça e seus sentidos estavam mais leves e apurados. Sentiu seu estômago revirar assim passou pela entrada da cozinha, mas sabia que não tinha nada de consumível na geladeira, se ela quisesse café da manhã teria de descer e comprar algo.

Outras coisas como encontrar seu carro e comprar um vestido para a noite de hoje também estavam em sua lista imaginaria. Seguiu para o quarto onde vestiu apenas uma blusa de mangas longas é um jeans xadrez. Se pudesse descer para a cafeteria de frente ao seu prédio apenas de pijama ela o faria, mas teria muito que fazer antes do anoitecer se quisesse estar apresentável para a tal festa.

Definitivamente ela desejaria não sair da cama se soubesse o que a esperava mais tarde.

Notas finais
Espero ter agradado e recompensado ao menos metade todo o carinho e emoção dos comentários de vocês... estou pensando em alguns bons enredos de one-shorts Britana para vocês e queria saber o que voces acham de eu fazer algumas enquanto as coisas aqui nesta historia não chegam logo aos finalmente ne... Acho que muitos de voces ja devem ter lido mas caso não aqui esta minha one short Heya. https://www.fanfiction.com.br/historia/189195/I_Love_You...