Notas iniciais
Oi pessoal, aqui estou eu postando em pleno sábado a noite enquanto faço 3 relatórios de orgânica para a segunda-feira enquanto estudo físico-química, sim minha vida acadêmica e um caos e nem mesmo eu sei como eu faço tanta coisa e ainda arrumo tempo pra escrever... Bem eu continuo falando lá embaixo que eu sei que vocês querem ler logo o capitulo, enjoy. * Jogador da NFL- National Football League e tipo uma FIFA de futebol americano. * Taquicardia- termo medico utilizado para designar um aumento da frequência cardíaca.

Capitulo VI: Minha Vizinha

(...)

Aquela seria uma fria é escura manhã de sábado. As grossas e pesadas nuvens negras que cobriam o céu de Nova York traziam consigo a mensagem de que o final daquela estação já estava próximo. Aos poucos as calçadas e avenidas se converteram em um mar de guarda-chuvas coloridos o que contrastava belissimamente com o tempo cinzento. Daria uma ótima foto para o tumblr sem dúvida.

Praticamente alheia a qualquer transformação do tempo estava Santana, que repousava tranquilamente em uma cama de casal praticamente sem cobertas ou roupas sobre si. Sua única fonte de calor era o corpo sinuoso da ruiva nua ao seu lado e acabou despertando aos poucos à medida que a temperatura do cômodo diminuía e o barulho das gotas de chuva unidas ao vento batiam na ampla janela que havia no quarto.

Ela levantou cambaleante sentido à cabeça tombar para o lado. A médica sabia exatamente os efeitos que o álcool trazia no dia seguinte, mas não poderia estar menos preocupada se estava compensando ou não a quantidade de água que tomava com o Uísque.

Merda, ela só queria esquecer da vida por uma noite e uma puta ressaca que sentia agora era um preço justo por ter conseguido.

A primeira coisa que ela fez ao levantar foi recolher suas roupas que estavam jogadas pelos quatro cantos do cômodo é que ainda mantinham o cheiro forte de limão e tequila. Notou que Liz começou a tremer de leve devido à queda de temperatura e antes de sair do quarto cobriu seu corpo com um dos lençóis que antes se encontrava no chão do quarto e aumentou o termostato.

Antes que ela própria percebesse já se encontrava do lado de fora do prédio que ficava próximo ao Central Park. Olhou na extensão da rua é não conseguiu visualizar seu carro em meio a gotas pesadas da chuva que caia naquele momento. Amnésia alcoólica tinha seus grandes benefícios, afinal nem tudo em uma noite envolvendo álcool pode ou deve ser lembrado, mas não saber onde foi estacionado o próprio carro não constava em sua lista mental de coisas positivas.

Bufou irritada, pois a chuva não trazia indícios de parar tão cedo e seu apartamento era quase dez quarteirões além da ponte. Seria quase impossível caminhar toda aquela distancia sobre aquela tempestade, mas por sorte havia uma estação de metrô próxima a 5Th Venue onde ela poderia chegar sem problema apenas descendo a rua. Ao menos havia cobertura suficiente nas calçadas para impedi-la de chegar encharcada em casa.

Quase lhe batia uma nostalgia por estar se espreitado da chuva após uma noite louca, situação idêntica ao que acontecia quando aceitava sair com Puck e seus amigos mesmo sabendo que eles só queriam deixá-la bêbada para levá-la para cama.

No fim da madrugada dos dias de verão sempre chovia e era pulando pelo sereno que ela voltava para casa e mesmo agora, anos depois, em Nova York, estando agora realizada profissionalmente e liberta dos seus medos sobre sua sexualidade, aquela mesma sensação de estar fazendo algo feito a entorpecia. Era quase como relembrar e viver.

A estação normalmente abarrotada de pessoas se encontrava praticamente deserta, contanto apenas com uns poucos amontoados de universitários de Columbia é NYDA esperando próximos à linha. Ela relembrou seus tempos de faculdade enquanto tirava uma nova de vinte dólares que sempre deixava debaixo da capa de seu celular para o caso de uma emergência. Tudo que viveu em Yale acabou sendo intenso, tanto por seu excesso de drama em superar seu termino quanto nas mudanças de não estar mais em casa. Aprendeu muito sobre os livros e a vida de uma forma que jamais seria capaz de esquecer. E mesmo sendo simplesmente muita coisa para se lidar ela não poderia ser fraca é desistir de tudo com tantas pessoas esperando o melhor dela. Agora quando ela estava começando a aceitar seu destino tudo tinha voltado a ficar de cabeça para baixo outra vez.

Ao menos parcialmente. Ela havia feito um juramento interno de não deixar Brittany causar-lhe mais qualquer dano. Ela teria uma blindagem Anti-Pierce.

Era hora de ser forte, era hora de lutar. Se ela não mantivesse a guarda alta não seria tão difícil assim apenas jogar tudo pro alto e deixa-la se aproximar. Tudo seria mais fácil se ela pudesse odiá-la ou ter cumprido os desejos de sua avó que sempre a imaginou casada com algum rico jogador da NFL, vivendo confortavelmente em uma mansão enquanto se ocupava com seu emprego dos sonhos. E de repente todo o poder, dinheiro e conforto foram substituídos por ideias insanas de acompanhar Brittany até o fim do mundo.

E agora ali estava ela, sentada no banco do metrô quase vazio com as roupas molhadas é a cabeça estourando por uma dor de cabeça insuportável enquanto remoía outra vez seu passado. Se aquilo não era cavar o fundo do poço ela não sabia mais o que poderia ser mais baixo.

O vento gélido da estação fazia com que os distintos casais apaixonados no banco à sua frente colassem mais seus corpos em um ato de carinho é proteção, sensações que ela sentia falta de compartilhar com alguém fazia certo tempo. Merda, quando foi que ela se tornou tão idiotamente carente? Desviou o olhar para as janelas cinzentas pensando desesperadamente em chegar em casa, esquecer do mundo, tomar uma ducha quente e só acordar quanto tivesse que trabalhar na segunda. Mas teria de pôr seus planos e a ressaca de lado se quisesse estar deslumbrante para assistir à tal peça de estreia de Rachel Berry, que obviamente Quinn jamais a deixaria faltar.

Sua viagem de metrô não demorou mais que dez minutos. Desembarcou na décima terceira estação da Rua Roosevelt e após seguir por duas esquinas paralelas já estava em frente ao condomínio onde residia.

Não tardou para ela já estar dentro do elevador com a chave reserva que pegou com o porteiro e suas correspondências em mãos, sentindo calafrios por todo corpo com o contanto do ar frio da saída de ar do elevador com suas roupas molhadas. Seus olhos vagaram pelos envelopes em suas mãos que começaram a separar as cartas importantes das propagandas do cartão de crédito. O barulho característico das portas do elevador abrindo a fizeram dar alguns passos para fora sem tirar os olhos da pilha de envelopes.

Ok, definitivamente ela precisava olhar melhor por onde andava, pois quando percebeu já estava sendo apoiada por braços fortes enquanto os seus envelopes e vários papeis se misturavam ainda no ar sendo espalhados pelo porcelanato graças à força da gravidade. Foi quase como uma explosão de folhas para todos os lados onde Santana só não levou uma tremenda queda por ser aparada por aqueles braços desconhecidos.

A morena se equilibrou novamente virando o rosto para agradecer seu salvador. E assim que o fez sentiu seu coração se acelerar de uma forma superior a quem tem uma taquicardia e se ela estivesse prestando atenção em outra coisa além daqueles olhos seria possível o escutar batendo em ritmo sobre-humano. Sua sorte era realmente uma piada. Deveria residir mais de cem pessoas naquele prédio e justamente sua ex tinha de apará-la.

– Destino, você é um tremendo filho da puta. – pensou antes de se recompor tentando se afastar ao máximo do toque da mulher mais branca. – Desculpe eu não prestei atenção.

O ar naquele corredor pareceu ter sido sugado e agora ela sentia estar flutuando no vácuo absoluto. Se possível o único barulho auditivo naquele momento era das respirações pesadas das duas, como se aquele contato tivesse reduzido totalmente a resistência de ambas.

– Eu que te devo desculpas por quase te derrubar.

Ela tinha um sorriso culpado em seus lábios finos, e se curvou apoiando-se nos joelhos assim como Santana para começar a recolher as folhas espalhadas pelo piso. Ambas compartilhando um silêncio mais cortante do que palavras conseguiriam ser.

Em questão de segundos a morena novamente tinha os envelopes em mãos enquanto Brittany segurava com apoio das duas mãos uma pilha de papel de aproximadamente 60 centímetros e foi impossível seus olhares não se fixarem à medida que as duas levantaram do assoalho gelado.

Os olhos dela esquadrinhavam cada pedaço visível de seu corpo, que tinha as roupas molhadas e agarradas ás suas curvas. Os olhos da morena seguiam os movimentos dos de íris acinzentada e automaticamente sentiu seu rosto esquentar com o fato de saber que sua camisa social azul além de amarrotada deveria estar quase transparente devido sua aventura até a estação de metrô.

Ela se sentia estúpida por toda aquela cena, mas não estava acostumada a ter alguém que mexia tanto com seus sentimentos como vizinha. Parecia algo cruel demais arquitetado pela sua falta de sorte poder esbarrar a qualquer momento que fosse ao chegar ou ir para o trabalho com a mulher da sua vida.

A morena ficou encarando a porta de seu apartamento por alguns segundos como se ela fosse abrir magicamente, mas seus pensamentos estavam tão entorpecidos com as sensações de segundos atrás que demorou um pouco para o seu raciocínio voltar ao normal. Pegou a chave extra e abriu seu apartamento vagarosamente, mal fechou a porta e já foi tirando sua blusa enquanto aumentava o termostato da sala para a temperatura máxima. Sua cabeça ainda doía, mas sua ressaca parecia insignificante diante das dores no seu coração.

Largou sua correspondência próxima a mesa do telefone onde o indicador acumulava mensagens na secretaria eletrônica. Ignorou o aviso das mesmas e seguiu para o banheiro de encontro a um merecido banho, mas ao contrário da ducha quente que ela tanto ansiava tomar, foi praticamente obrigada a tomar um banho de água fria se quisesse esquecer toda aquela montanha russa que foi sua manhã.

Saiu do banheiro com os membros superiores quase congelados pela água, mas sua cabeça e seus sentidos estavam mais leves e apurados. Sentiu seu estômago revirar assim passou pela entrada da cozinha, mas sabia que não tinha nada de consumível na geladeira, se ela quisesse café da manhã teria de descer e comprar algo.

Outras coisas como encontrar seu carro e comprar um vestido para a noite de hoje também estavam em sua lista imaginaria. Seguiu para o quarto onde vestiu apenas uma blusa de mangas longas é um jeans xadrez. Se pudesse descer para a cafeteria de frente ao seu prédio apenas de pijama ela o faria, mas teria muito que fazer antes do anoitecer se quisesse estar apresentável para a tal festa.

Definitivamente ela desejaria não sair da cama se soubesse o que a esperava mais tarde.

Notas finais
Bem primeiramente obrigada pelos comentarios tao lindos como os que eu li de vocês e como fiquei extremamente satisfeita com o resultado dessa fic acabei escrevendo uma one short em um momento apice de inspiração e provavelmente postarei antes de terça... Em segundo quero saber a opinião de voces e as sugestões sobre o que acontecera nessa noite tao especial... E por ultimo que so irei postar outro capitulo no domingo que vem pois infelizmente essa semana estará muito cheia pra mim!!! entao vejo voces nos rewies e na semana que vem...