Someone Like You

14 Coração Sangrando


Notas iniciais
*ola, se ainda tiver alguém ai por favor sem armas ou ódio... converso com vcs la embaixo! *Capitulo dedicado a todos que estão acompanhando periodicamente a historia, eu escrevo graças ao incentivo de vcs... *Musica; Bleeding Heart do Angra, indico muito para esse capitulo. *Relevem os prováveis erros ortográficos e de concordância. #Enjoy

Capitulo XIV: Coração Sangrando

Sinto falta de um colo, carinho, ou um abraço qualquer.

Vez ou outra cai bem. Se for pra me dar colo, que seja aquele confortável, sem limites de tempo, e com direitos a brindes de beijos.

Carinho eu gosto de muitos, sem parar, quase como um vicio, sempre com a vontade de ter mais, mais e mais. E o abraço, tem que ser aqueles sinceros, vindo acompanhado aquele aroma inebriante, que me deixa sem ar e de olhos fechados.

Bate uma carência e uma vontade boba de ter alguém pra dividir tudo isso. Mas pensando bem, não pode ser com um alguém qualquer, precisa ser com você.

(B.S)

Uma das maiores lições que devemos aprender com a vida é como lidar com as perdas ao decorrer de nossa jornada. Desde o momento em que nascemos somos criados com o intuito de fazer o melhor que podemos antes que o fim nos alcance. Lutamos durante toda a vida mesmo estando sob aviso de que a morte em algum momento ira nos atingir. Mas a questão sempre será que mesmo vivendo sobre aviso prévio, jamais estaremos preparados para enfrentar o gélido vazio que nos absorve lentamente após perdermos alguém que amamos.

Ela sabia da forma como Santana sempre foi ligada a sua avó e que mesmo com todo o abismo que se formou entre as duas a morena ainda sofreria com violência as consequências que a morte daquela velha mulher Latina poderia trazer. Ela não poderia permanecer inerte sabendo que o amor da sua vida estava naquele exato momento se sentindo daquela forma.

Sendo assim não foi nenhum um sacrifício embarcar no primeiro voo da manha em direção a Lima, mesmo sob as severas repreensões de Rachel que insistia que ela deveria continuar em repouso devido a sua perda de consciência durante o ensaio da manha anterior mesmo a diva estando ciente de que nada pararia sua amiga quando o assunto era Santana Lopez. Por isso o máximo que conseguiu foi que a dançarina deixasse Valerie consigo sobre o argumento de que um enterro não era um lugar apropriado para uma criança acompanhar.

Mesmo relutante Brittany concordou em deixa-la e agora seus olhos azuis miravam o céu nublado da pequena cidade enquanto seus dedos inquietos tamborinavam em seus joelhos à medida que o automóvel se movia pelas ruelas estreitas de Lima.

A paisagem não havia sido modificada em absolutamente nada, podia ser livremente comparada com a do seu tempo de colegial que não seriam notadas nenhuma diferença significativa. Era quase como se aquela pequena cidade conseguisse de alguma forma se preserva ao longo do tempo. Esse fato não chegava a ter uma relevância muito grande, porém facilitava na reflexão de que tudo ao seu redor poderia ter permanecido intacto enquanto que em contra partida ela tinha mudado totalmente com o passar dos anos. Diferenças essas que eram gritantes quando comparadas a ingênua Brittany, a doce líder de torcida ao qual tinha dado lugar a uma mulher experiente e madura que moveria montanhas se preciso para estar outra vez nos braços de sua Latina.

O automóvel amarelo parou em frente a uma igreja azul de aspecto antigo na qual se podia notar a decoração de estilo romântico ao decorrer de toda a fachada. Ela deu o dinheiro da corrida ao taxista sem se importar em pegar o troco, sentiu o vento rarefeito batendo contra seu rosto enquanto uma melodia triste vinda de dentro da igreja chegava a seus ouvidos. Respirou profundamente mais uma vez, antes de subir os degraus rasos da escadaria de pedra com o coração descompassado e o estomago revirando da forma mais clichê possível, como se borboletas voassem ao som de uma orquestra invisível seguindo o compasso de seu coração.

(...)

Santana respirava com pesar enquanto sentia um aperto leve em sua mão direita. Quinn estava ao seu lado lhe oferecendo um sorriso de consolo como se quisesse perguntar entre gestos se ela estava preparada para o que viria a seguir.

O caixão envernizado em vermelho se encontrava centralizado sobre o altar rodeado de rosas brancas, enquanto a musica de fundo embalava as expressões tristes daqueles que lamentavam em silencio em frente a enorme cruz de madeira que se mantinha suspensa sobre o altar. A médica não chegou a cumprimentar mais do que meia dúzia de antigos conhecidos antes de tomar a direção do corpo velado.

Ela não estava se importando com o fato de terem ou não notado a sua presença ali, afinal sabia como ninguém que a parte materna de sua família era extremamente religiosa e que a grande maioria ali presente partilhava das mesmas ideias rústicas das quais sua avó aceitava como parte dos dogmas exigidos pela sua fé. Ou seja, muitos não viam com bons olhos sua opção sexual.

Há alguns anos ela sentiu na pele a dor dos olhares gélidos carregados de preconceito que a faziam sentir como uma completa aberração, mas na sua atual situação, algo tão estúpido não conseguia mais abala-la. Pelo contrario, ela aprendeu a se proteger do mundo usando como escudo as coisas que as pessoas mais usavam para feri-la, pois enquanto ela estivesse ciente dos próprios pontos alvos de criticas os julgamentos externos não conseguiriam surtir efeito.

Ela engoliu em seco antes de seus pés conseguirem se firmar em frente ao seu destino, dentro daquele cubículo de madeira repousava sua avó que mais parecia estar descansando após um logo dia de estafa. Santana elevou uma das mãos aos lábios e logo após aos cabelos curtos que se encontravam penteados para o seu lado direito, em uma tentativa de sentir vida sobre sua pele. Porém a pele gelada formigou na ponta de seus dedos fazendo com que seus músculos contraíssem instantaneamente. Uma mão segurou seu cotovelo fazendo com que seu corpo girasse de encontro a um par de braços calorosos e cheios de amor aos quais ela reconheceria mesmo se estivesse com vendas nos olhos.

‘’ Minha pequena Hija. ’’ A Latina mais velha pressionava a jovem medica contra seu peito enquanto suas mãos passeavam pelos cabelos negros daquela que sempre seria sua pequena garotinha. ‘’ Eu sinto muito. ’’ ela murmurou baixo enquanto sentia as lagrimas de sua filha de encontro ao seu ombro.

A médica queria falar alguma coisa em resposta, mas parecia que as palavras estavam tapando a sua garganta e o único som que conseguiam sair de seus lábios eram o ressoar de seus soluços.

‘’ Ela te amava muito, sabia? E eu realmente queria que fosse ela a ter dizer isso outra vez. ’’

‘’ Eu a amava também, isso nunca mudou mesmo com as atitudes dela. ’’ A neurologia limpou as lagrimas que caiam em cascata em seu rosto antes de olhar outra vez para o caixão avermelhado ‘’ E eu sempre amarei minha abuela. ’’

‘’ Não se martirize tanto, seu coração já sofreu grandes perdas, mas em compensação olhe para a linda e forte mulher que voce se tornou. ’’ Sua mãe segurava seu rosto fazendo assim com que conseguisse alcançar as profundezas de seu olhar.

‘’ Voce nós orgulha muito, e não digo isso por ser sua mãe, ate mesmo sua abuela admitiu isso mais vezes do que voce possa imaginar. ’’

‘’Obrigada...’’ Ela murmurou sentindo seu rosto levemente corado. Ela desvia a visão do caixão para olhar para os bancos da frente à procura de Quinn, queria mostrar a sua melhor amiga que estava agradecida de todo o seu coração por saber que ela estava lhe apoiando naquele momento tão difícil. Porém ao invés de encontrar os olhos serenos da atriz de aspecto esverdeado, ela se depara com a enorme imensidão azul que consegue dominar toda a sua alma. Fazendo seu coração seguir um ritmo cardíaco sobre humano ao mesmo tempo em que ela tem a sensação de que ele parou de bater completamente.

(...)

Ali estava ela, andando pelo tapete de tons escuros em direção ao altar de onde se podia observar a comoção dos familiares por todo seu entorno.

A loira andou toda a extensão do corredor sem tirar os olhos de sua ex- namorada que se recolhia nos braços de Maribel como se fosse uma criança em sua plena infância que necessita desesperadamente de colo. Parou ao lado de Quinn, apoiando uma mão em seu ombro, a atriz olhou para ela com um olhar questionador, mas não verbalizou nenhuma pergunta para o motivo pelo qual estaria ali.

Ela sabia que Brittany precisava estar ali.

Santana precisava que ela estivesse.

E não demorou mais do que uma fração de segundos para que finalmente os olhares das duas se encontrassem enquanto todo o ar em volta delas pareceu crepitar com a intensidade daquele momento.

"Brittany? O que você está fazendo?" A voz de Quinn parecia um pouco mais distante do que deveria estar e a dançarina percebeu que havia dado alguns passos para a frente, em direção a Latina, como se estivesse em alguma espécie de transe.

"Eu vim por ela, eu preciso estar com ela nesse momento, e não tem nada que me faça ir embora." Ela fala em voz baixa, porém com o tom decidido, virando o rosto para o lado enquanto sua franja deslizava suavemente pela sua testa cobrindo parcialmente um dos seus olhos.

"Eu não estou pedindo para você ir embora, mas esse é um momento da família..." Quinn comenta mesmo temendo que a dançarina pudesse fazer alguma coisa que fosse contraria ao ambiente em que estavam.

‘’Nós nunca deixamos de ser uma da outra. ’’ Murmura em um tom quase nulo, virando-se completamente para a atriz. “Eu vim para segurá-la, confortá-la e estar ao seu lado, como a parte dela que eu sei que ainda sou, não importa se ela não me quer aqui, eu preciso ficar nem que seja apenas para acompanha-la e me certificar de que tudo esta bem.” Ela sente os olhos arderem, mas consegue evitar as lágrimas salgadas.

"Ela precisa de mim...”.

"Eu sei..." Responde Quinn sem a menor intenção de interpor barreiras entre o objetivo da dançarina, pois sabia que era a única coisa que faria um bem real a sua melhor amiga.

Os olhos azuis novamente se perdem na visão da Latina que não havia desviado o olhar por nenhum segundo, ela não fazia ideia do que iria fazer naquele momento, pois a única vontade que tomava conta de seu corpo era o de poder confortar Santana.

‘’ Ela já deu o primeiro passo com as flores, essa é a sua vez de começar. ’’ As palavras de Quinn fizeram seu olhar quebrar em milhões de pensamentos alternados, sua mente ate aquele momento não tinha permitido que seu coração se convencesse de que havia sido a Latina á mandar as tulipas, visto que o remetente das flores era anônimo.

Seu peito tremeu violentamente tentando acompanhar os movimentos frenéticos de seu coração, suas pernas se moveram como se possuíssem vida própria enquanto seus olhos se mantiam fixos na Iris negra que ainda a fintava. Aquela pequena distancia entre bancos frontais e os primeiros andares do altar pareceu se igualar com a altura do monte Everest, suas pernas mesmo fortes e decididas ainda bambeavam a cada passo conquistado.

A mãe da Latina notou a interação que se estabelecia entre ela e sua filha, se afastou levemente antes de sussurrar algumas palavras no ouvido de Santana que foram inauditiveis para a dançarina. Finalmente a morena pareceu reagir às circunstâncias que a cercava, suas duas mãos se ocupavam com os bolsos do casaco folgado enquanto seus olhos se prenderam em algum ponto qualquer que a impedisse de olhar outra vez para aquele mar de olhos azuis.

Brittany exitou por alguns segundos, seus pés quase deram meia volta na tentativa de fazer o caminho minutos atrás percorrido, mas ela não conseguiu mudar de direção, ela poderia estar pondo todas as suas tentativas a perder, jogando todas as suas investidas no lixo, com o movimento que se seguiu. Seus pés subiram os últimos degraus com uma velocidade quase olímpica, seus braços mesmo hesitantes se deixaram levar pela sensação de contanto que se seguiu com o corpo de Santana à medida que seus corpos colidiam em um abraço um tanto quanto desajeitado.

Ela sinceramente esperava por uma reação completamente adversa a que acabou se seguindo. Os braços um pouco inseguros da neurologista se agarram temerosamente ao seu corpo causando um choque que estremeceu completamente seus alicerces, a dançarina teve de concentrar forças internas para conseguir permanecer de pé naquele momento.

O espaço-tempo entre elas foi praticamente paralisado, como se o contato entre os dois corpos pudesse transportá-las para uma realidade distante do mundo real. Não houve palavras, murmúrios, ou lagrimas. As emoções que praticamente as consumiam por dentro não se exteriorizaram em nenhum momento, era como se elas se entregassem completamente sem precisar de nenhuma ação concreta para que a outra sentisse a intensidade dos simples movimentos que estavam compartilhando.

Seus corações pareciam metades que haviam sido separadas uma da outra devido à velocidade com a qual batiam como se quisessem atravessar o peito de ambas para voltarem a ser apenas um.

Após algum tempo naquela inclusão de sentimentos os olhares das duas se encontraram em meio a um frenesi de emoções que eles revelavam. O corpo da neurologista se encontrava enrolado ao da dançarina como se nunca estivessem se separado no decorrer desses longos nove anos. Nenhuma das duas foi capaz de falar uma palavra sequer, aquele momento requeria todas as forças remanescentes que ainda existiam dentro delas, pois do contrario tudo acabaria se consumindo imerso em sua própria paixão. O amor queimava dentro de seus peitos e Brittany não se recordava de possuir um autocontrole tão grande visto que sinceramente ela já não sabia por quanto tempo mais resistiria a estar tão perto e ao mesmo tempo tão distante dos lábios de Santana Lopez.

Maribel se aproximou com um sorriso fraco nos lábios, a mulher mais velha disse algumas palavras ais quais a dançarina não conseguiu assimilar, estava muito envolvida com todo aquele poder que o corpo de Santana possuía sobre ela.

Os segundos seguintes aconteceram quase em câmera lenta, o corpo da Latina se afastou, quebrando o abraço, e em consequência a ligação e o efeito hipnótico que tomava Brittany. Porém antes que o corpo da dançarina pudesse reclamar da falta de contanto ou seu cérebro acusar que suas escolhas haviam enviado para o inferno qualquer tentativa posterior de reconciliação, porém um toque familiar fez com que um sorriso doce brincasse em seus lábios.

Seus dedos mindinhos estavam entrelaçados.

Santana não havia se afastado.

E o mesmo sorriso brilhante de anos atrás emoldurava seu rosto perfeito dando destaque aos seus traços latinos inigualáveis. Era como se ela ainda fosse à líder de torcida que dominava a todo Mckinley High com sua presença selvagem é o grande premio oferecido por conquistar seu coração fosse vê-la sorrir daquela forma.

(...)

Notas finais
Hey gente, eu espero que vcs nao estejam me odiando tanto, se bem que voces tem todas os motivos pra isso... mas enfim eu ate diria todos os motivos que me fizeram demorar tanto porem minha explicação ficaria maior ate que o proprio capitulo por isso... bem no proximo capitulo ja podem esperar uma convesa que vai descidir todo o rumo da historia e bem espero que esse tenha ficado bom visto que foi feito as pressas. Bom deixem os comentarios que eu irei responde-los com o maior prazer. leitores fantasmas opinioes muito bem vindas.