Notas iniciais
Olá Pessoal! Tudo bem com vocês? Ando sumida, mas é porque ando bem desorganizada e para juntar tudo a inspiração some rs. Esse capitulo é menor, mas fiz com muito carinho para vocês. Asmitetes, podem pirar viu, tem ceninhas "boas" do loiro nesse cap. Sem mais, boa leitura!!!

A madrugada seguiu seu curso, a noite estava tranquila e nada de estranho ocorreu no santuário.

Os cavaleiros se mantinham na ronda, mesmo que ultimamente estivesse tudo tranquilo, era essencial se manter em alerta. Em tempos que antecedem uma guerra, todo cuidado é pouco.

El Cid estava junto com seu discípulo Lacaille, sempre que ele ia, levava um dos seus discípulos.

Próximo deles, estavam Kárdia e Yato, coincidiu de estarem os quatro juntos nessa ronda.

Lacaille, não gostava muito do discípulo do Sísifo, por isso pouco se falavam. El Cid já havia percebido isso, então recomendava ao jovem, que evitasse conflitos com ele ou qualquer outro dentro do santuário.

Ali a convivência deveria ser pacifica, pois já bastava os problemas de fora. Por mais que houvesse diferenças, isso não deveria ser desculpa, para atritos.

Ele sabia bem o que era ter que se segurar para não brigar com alguém. Por muitas vezes, se estranhou com Manigold e até mesmo o Kárdia. Por ser mais reservado, não gostava da forma um tanto debochada deles falarem.

Com o tempo, eles perceberam que o espanhol não era dado a brincadeiras e pararam. Mas, mesmo assim, só falam o essencial, nada além disso.

—Hoje a noite está agradável, não é mesmo, mestre? – Lacaille, observava o céu limpo e a lua brilhante.

—Sim, muito agradável... – o espanhol olhou para a lua, em sua mente vieram lembranças do passado.

Quando ele e Mine, ficavam a observar as estrelas. Momentos que ele jamais esqueceria, fizeram parte de sua infância e juventude.

Por alguns minutos, ele permaneceu perdido em suas lembranças. Saudade batia no peito e machucava, algo que só quem teve bons momentos ao lado de alguém, pode sentir.

Eles não foram um casal, a única coisa mais intima que aconteceu, foi um simples beijo. Um toque entre os lábios, algo simples e que significou muito.

Um amor do tipo inocente, que marca a memória e os sentimentos. El Cid tinha por ela, muito respeito e admiração.

Sofreu quando descobriu que ela estava doente, Mine evitava o contato entre eles, não queria que ele se preocupasse com seu estado, além do que já se preocupava.

Isso o deixava chateado, mas compreendia a atitude dela. Por isso, respeitou sua vontade.

Após a morte da jovem e sua chegada ao santuário, El Cid se tornou mais sério. Focou em sua missão como santo de Athena e evitou ao máximo, paixões em sua vida.

Até que um dia, Luna chegou ao santuário e mexeu completamente com sua vida, fazendo o espanhol sentir seu coração bater mais acelerado, somente com sua presença.

Enquanto ele permanecia ali, as voltas com seus pensamentos, Luna dormia tranquilamente na casa de virgem.

Até o momento, nada de suspeito ocorreu e Asmita se mantinha em vigília. Qualquer sinal, o virginiano entraria em ação.

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Logo o dia começou, o sol aparecia ainda tímido, o clima era fresco e muito agradável. Asmita havia passado a noite toda acordado, caso algo acontecesse a Luna, ele estaria pronto para ajudar.

Mas, nada ocorreu e ele sentiu-se aliviado por um lado e decepcionado por outro. O que mais queria, era descobrir quem era a pessoa por trás da energia que andava cercando o santuário.

A serva não demorou a chegar, ele a cumprimentou , mas logo percebeu não ser a mesma que ia todos os dias.

—Bom dia, senhor. – diz a jovem Ester, entrando na casa de virgem.

—Bom dia, você é? – questiona o loiro, estranhando a voz que falava com ele.

—Sou Ester, hoje Kaila não poderá vir. Está com gripe e indisposta, por isso me pediram para vir.

—Entendo, uma pena que ela esteja assim. – Asmita gostava de Kaila, era uma mulher simpática , discreta e eficiente, acostumada com seu jeito – Bem, te explicaram como eu gosto das coisas?

—Sim, senhor. Tudo simples, mas bem feito e o seu banho não precisa ser preparado, pois o senhor mesmo o prepara. – Ester havia amado isso tudo, não queria permanecer ali muito tempo. Tinha em mente que o virginiano era um homem misterioso demais e isso a assustava.

—Exatamente, não precisa de grandes coisas. Apenas arrumar e deixar algumas comidas preparadas. – Asmita sentiu que a moça estava um tanto assustada, mas nada disse. Já estava acostumado com isso – Eu vou tomar um banho e já volto, fique a vontade.

Em seguida, ele se retirou. Ester soltou o ar dos pulmões, em uma forma de deixar claro que estava tentando se acalmar.

Olhou bem o local, viu que não havia muito a fazer. Então, decidiu ir logo a cozinha e preparar algo para o desjejum.

Enquanto isso, Asmita estava em seu quarto, seguia para o cômodo onde se banhava. Ao passar próximo da cama, percebeu que a ninfa dormia tranquilamente. Isso o deixou satisfeito, era o que realmente ele queria, ela sã e salva.

Retomou seu rumo e foi para seu banho, um bom banho o faria bem, precisava se reestabelecer para ir conversar com o patriarca. Precisava contar sobre tudo que havia acontecido.

A água já estava na banheira, ele havia deixado tudo pronto na noite anterior. Gostava de banhos frios, achava que relaxa mais o corpo do que a água morna.

Ele retirou primeiramente a blusa de manga comprida, revelando assim seu corpo, magro, porém, definido.

Pele branca e sem marcas ou cicatrizes, um peitoral bem feito. Em seguida, ele retirou a calça, deixando a peça deslizar por suas pernas e cair ao chão.

Um bumbum pequeno e redondo foi revelado, junto com as pernas firmes e as entradas bem desenhadas, que conduziam a um caminho que levava ao seu membro.

Uma bela visão aos olhos de qualquer mulher, um homem belo em muitos sentidos.

Entrou na tina e deixou seu corpo relaxar ali, colocou os cabelos para fora, pois não pretendia molhar naquele momento.

Enquanto o virginiano estava relaxando, Luna acordou, um pouco cansada. A noite anterior a deixou com uma sensação estranha e ela não estava 100% nova em folha.

Levantou da cama e ficou a observar um ponto fixo, ainda estava sob o efeito do sono. Esfregou os olhos e procurou manter- se acordada, decidiu ir pegar um pouco de água e aproveitaria para falar com Asmita.

Assim que abriu a porta, deu de cara com Ester, essa por sua vez a olhou espantada. Luna, não reagiu diferente, logo o sono sumiu e a ninfa ficou em estado de alerta.

—Bom dia... – de imediato foi a primeira coisa que lhe saiu, não esperava encontrar uma serva logo de cara.

—Bom dia, senhorita. – Ester a olhou desconfiada, jamais imaginaria encontrar a hóspede do santuário ali, saindo do quarto do cavaleiro de virgem.

—Você viu o Asmita? – Luna estava em uma situação bem chata e não via a hora de se livrar disso.

—Sim, ele está tomando banho. Entrou ai no quarto e disse que depois voltava.

—Ah... obrigada. Tenha um bom dia. – em seguida Luna fecha a porta e encosta a testa na mesma.

Não acreditava que tivesse tanta falta de sorte assim.

Em seguida, olhou para o lado direito, ouviu um barulho vir daquela direção.

Ao se aproximar viu que a porta estava entreaberta e sem mais esperar, abriu e deu um passo para dentro do cômodo.

E pela segunda vez seguida, foi surpreendida com que o viu.

Asmita estava fora da tina, em pé e nu. Estava pegando a toalha para se secar, quando percebeu que havia alguém na porta.

—Luna? – ele perguntou, mesmo já sabendo quem era, pois reconheceu pela presença.

A ninfa por sua vez não conseguia responder, as palavras lhe faltaram assim que bateu os olhos nele.

Seu olhar percorreu desde o peitoral, o abdômen até as entradas bem cavadas e por fim, o membro do loiro.

Surpreendeu-se ao ver que ele era bem dotado, algo que automaticamente lhe fez ter uma onda de calor extraordinária.

Asmita por sua vez, permaneceu parado, não era tolo e sabia que algo a havia feito perder a voz. Isso claro, foi sua nudez.

—Luna? Deseja algo? – dessa vez a voz do loiro fez com que ela conseguisse soltar algo.

—Me... me desculpe – nervosa ela passou a mão nos cabelos – eu não sabia que estava sem roupa.

Tranquilamente, ele enrolou a toalha na cintura, cobrindo suas partes íntimas. A ninfa retornou ao quarto e estava com as bochechas coradas e o coração acelerado.

O cavaleiro veio em seguida, molhando o chão com os pingos de água que escorriam de seu corpo.

—Ei, não precisa ficar nervosa. Não aconteceu nada demais. – ele se aproxima e toca o ombro dela.

—Eu não deveria ter entrado daquela forma...fui ousada, me desculpe. – Luna estava sem graça e ainda não estava recuperada dos acontecimentos.

—Já disse que não há problema – ele a virou para que pudessem conversar melhor.

Luna ficou frente a frente com ele, ainda admirava o homem que continuava sem roupas, apenas coberto com uma toalha.

—Eu só fiz isso, porque precisava lhe dizer algo.

—E o que é?

—A sua serva, me viu saindo do quarto...se espantou ao me ver. – assim que Luna terminou a frase, Asmita ficou em silêncio.

Se realmente fosse sua serva não teria problemas, mas, o caso era outro.

—Isso não é bom... ela não trabalha comigo. Kaila que é a moça que trabalha aqui está doente. Essa é Ester e veio somente para ajudar. – após ouvir isso, a ninfa ficou mais nervosa ainda. Não queria nem pensar na possibilidade, de ocorrer fofocas.

—E agora? – Luna estava aflita, suas mãos estavam frias, ela as esfregava de uma forma nervosa.

Asmita logo pego as mãos dela, segurou firme e se aproximou mais. Queria acalma-la, entendia seus motivos para ficar daquela forma.

—Não fique assim, eu falarei com ela. Nada será dito. – Luna olhava para o rosto dele e via o mesmo sorriso de sempre, aquele que tinha o dom de apaziguar seus receios.

Automaticamente, ela elevou sua mão direita, tocou o rosto do cavaleiro e acariciou. Ele por sua vez, agarrou a cintura dela e a puxou para mais perto, colando assim seus corpos.

De uma forma delicada, ele fez o mesmo que ela, após acariciar a face da ninfa, ele aproximou seu rosto ao dela e beijou-lhe na bochecha.

Um beijo molhado, que deslizou até a nuca. Ali, ele afastou os longos cabelos dela e inalou seu perfume, direto de sua pele.

Luna soltou um gemido baixo, com os olhos fechados, ela deslizou sua mão pelo peito dele apertou com vontade.

Com a boca próximo ao seu ouvido, ele disse:

—Sempre estarei pronto para ajuda-la...sempre minha amada. – em seguida ele a solta e se afasta.

Estava excitado e se não parasse ali, não se responsabilizaria pelos seus atos.

Luna, por sua vez, estava em chamas e louca para que ele continuasse. Mas, logo voltou a realidade e viu que se não partisse logo, sua situação só ficaria pior.

—Acho melhor eu partir, assim terei tempo para me arrumar e ir ao encontro da Sasha.

—Então aguarde um pouco, colocarei uma roupa e te levarei de teletransporte. Não é bom que te vejam saindo daqui. – assim, ele foi vestir algo, enquanto Luna permaneceu ali.

Um misto de sentimentos e pensamentos a dominaram.

“O que está acontecendo comigo?”, era a pergunta que lhe fervia na mente. Se amava El Cid, por que desejava estar nos braços de Asmita? Por que o amigo lhe atraía tanto? Perguntas, que para ela não tinham uma resposta obvia.

Isso a deixaram mal e ela começou a notar que nem tudo era tão certo, como imaginava.

Notas finais
Quero agradecer aos comentários e dizer que vocês me dão ânimo para continuar. Obrigada e até mais!