Somente Eu e Você
29 Sedução
Notas iniciais
Assim que chegou em seu quarto, Luna sentiu-se um pouco mais aliviada. Todos os acontecimentos anteriores, acabaram mexendo com a ninfa.
Asmita, agora devidamente vestido com sua armadura, usou o teletransporte, não queria que olhares curiosos a vissem saindo de sua casa.
Ali as fofocas corriam rápido e como a situação poderia ficar mais delicada, essa foi a melhor maneira de evitar burburinhos.
—Bem, agora está entregue. – diz Asmita, se preparando para partir e deixa-la a vontade.
—Obrigada... – Luna agradeceu de uma forma simples, em sua voz havia um tom diferente, algo que Asmita estranhou.
—Você está bem? – ele pergunta, mas já imaginando a resposta que ela daria.
—Sim, apenas cansada. – mais uma vez foi objetiva em sua resposta.
Asmita respirou fundo e sabia lá no fundo, que suas atitudes deveriam estar deixando a jovem confusa.
Não quis persistir em perguntas, pois, sabia que isso não adiantaria no momento. Por hora, era melhor seguir com seus afazeres e deixa-la em paz.
Se aproximou, Luna se virou para ele e em silêncio, o cavaleiro pegou a mão dela e beijou. A ninfa por sua vez, manteve seu olhar nos lábios dele, que tocavam gentilmente sua pele.
Em um movimento repentino, retirou a mão e a colocou junto ao corpo. Virou o rosto e tentava a todo custo controlar suas emoções.
—Me desculpe, pela minha atitude. Sei que não devo me exceder com você, mas devo admitir que não é fácil. – o virginiano, não queria estender a conversa, mas diante da atitude dela, resolveu falar de uma vez.
—Asmita... eu não quero mais que faça essas coisas – Luna respirou fundo e se virou novamente para ele – Eu estou confusa, amo o El Cid, mas quando você me toca, da mesma forma que fez agora a pouco... eu sinto uma vontade louca de ir fundo e continuar a sentir suas carícias.
Aquela revelação fez com que o cavaleiro se calasse, ele abriu a boca, mas nada saiu. Ao mesmo tempo que gostou de saber que ela queria seu toque, sentiu-se mal, por ela estar confusa e pelo visto, chateada também.
—Não quero ser grossa ou indelicada... mas, preciso que entenda, se você não tivesse interrompido naquele momento – a ninfa fez uma pausa e fechou os olhos – eu provavelmente, estaria em seus abraços até agora. E isso não é certo, pois quem eu amo é o Cid.
Após essas palavras, o silêncio se fez presente no quarto.
Nem Asmita e nem Luna se pronunciaram, o único som ouvido ali, era da respiração de ambos.
O virginiano, estava com o coração apertado. Sabia do amor dela pelo espanhol, mas ouvir isso e dessa forma, foi algo que o deixou abalado. Foi ai, que percebeu o tamanho de sua paixão pela jovem.
Nesse momento, lembrou do amor que teve no passado. Da dor que aquele romance lhe causou e da promessa que fez a si mesmo, de não se apaixonar novamente.
Mas, tudo em vão. Assim, que se aproximou de Luna, logo sentiu que ali morava o perigo e mesmo assim, decidiu se arriscar.
Apesar de sábio, em muitos assuntos, no amor ele era igual a qualquer humano. E decepções amorosas, infelizmente não estavam bloqueadas em sua vida.
A ninfa, estava com a boca seca. Ser direta com o amigo da forma que acabou de ser, lhe causava uma mal estar.
Estava detestando essa situação, mas era bem melhor ser sincera do que deixar a coisa piorar e chegar a um ponto irreversível.
—Entendo seu ponto de vista – Asmita quebrava o silêncio – Por isso peço novamente que me desculpe, não irei mais fazer isso. Sua amizade é um bem precioso para mim e não quero perde-la.
—Não irá perder, eu apenas quero que me entenda e assim possamos continuar amigos. – Luna agora transmitia um pouco mais de calma em seu tom de voz.
—Prometo que me comportarei, Luna. – Asmita estava visivelmente chateado com tudo isso, mas decidiu erguer a cabeça e seguir em frente.
Ao perceber, a forma como ele ficou, a ninfa se aproximou e segurou firme a mão dele.
—Você se tornou uma pessoa especial para mim, só não quero que isso se acabe, por favor não me interprete mal. – seu pedido saiu como uma súplica e deixou o loiro mais mexido ainda.
Ele via claramente, que a pureza da ninfa e sua bondade, jamais lhe permitiriam uma grosseria com alguém, ainda mais com uma pessoa querida por ela.
Então, ele esboçou um sorriso e fez um carinho nos cabelos dela. Então em seguida, despediu-se dela e voltou para sua casa.
Assim que se viu sozinha, Luna se jogou na cama e se pudesse ficaria ali a manhã inteira. Porém, tinha que se banhar e arrumar para ver a Sasha.
Enquanto pensava no que vestiria, batidas foram ouvidas na porta.
—Entre!
Logo Agata apareceu, com seu sorriso meigo, a jovem entrou no quarto.
—Bom dia, senhorita. Dormiu bem?
—Não, eu tive que... – de repente Luna percebeu a besteira que ia fazendo ao falar sobre a noite passada – Bem, tive organizar meus vestidos, para que conseguisse ter sono. – com um sorriso meio forçado, Luna tentou enrolar a serva, que estranhou a estória contada por ela.
Agata nada disse, apenas sorriu de volta. Em seguida, deu um leve tapa na testa, ao lembrar o que a havia levado até ali.
—O que foi? – pergunta Luna
—Já ia me esquecendo de avisar, a senhorita Sasha pediu para dizer, que hoje não irá tomar café com a senhorita. Ela se arrumou, fez o desjejum e depois saiu.
—Hummm, tudo bem. Ainda bem que me avisou, já ia me arrumar para ir ao encontro dela. – Luna se vira na cama e continua deitada.
—Deseja algo? Posso trazer o desjejum para seu quarto se quiser.
—Pode trazer, mas antes me prepare um banho, por favor.
—Claro, irei agora mesmo. – em seguida, Agata deixou os aposentos da ninfa, enquanto a mesma ficava a fitar o teto. Seu pensamento estava pesado e seu corpo cansado.
Tudo que mais queria, era permanecer ali, pelo menos no período da manhã.
***************
Kárdia andava de um lado para o outro, aguardava uma certa visita.
Logo cedo, recebeu um bilhete, nele sua amada Sasha pedia que a aguardasse na oitava casa. Desde então, a ansiedade o pegou e não sossegaria, enquanto ela não aparecesse.
Dispensou a serva, tomou o desjejum e se arrumou. Não vestiu a armadura, queria vê-la sem as formalidades de suas posições no santuário.
Estava com uma roupa simples, calça escura, blusa branca sem mangas e estava descalço. Não gostava de andar calçado dentro de casa, achava desnecessário.
Cansou de ficar em pé, decidiu sentar e continuar sua espera. Mas, assim que sentou, sentiu a presença tão desejada chegar em sua casa.
Em um pulo, ele levantou e foi até a jovem. Assim que deu alguns passos a frente, viu a bela italiana se aproximar.
Sasha, estava com os cabelos bem escovados, um vestido branco de alças finas e com um caimento perfeito em seu corpo.
No rosto já trazia um sorriso bem evidente, o escorpiano já sabia o motivo dessa alegria.
—Bom dia. – Sasha se aproxima bem de Kárdia e eles ficam a poucos centímetros de distância.
—Bom dia, senhorita. A que devo a honra de sua visita? – com seu jeito brincalhão, Kárdia arranca mais um sorriso de Sasha.
—Vim para lhe agradecer as rosas que me enviou – em seguida ela um pouco sem jeito, se inclinou e beijo o rosto dele.
Sem acreditar que só receberia um simples beijo no rosto, ele a puxou pela cintura e conduziu até uma das pilastras.
Rapidamente, colou seus lábios aos dela. Sasha tentou desviar, pois tinha medo que alguém os visse, mas era difícil resistir ao escorpiano.
O beijo foi rápido, mas intenso. Kárdia jamais perdia uma chance, mesmo que arriscada.
—Seu maluco – Sasha desvia seus lábios – Alguém pode nos ver.
—Então vamos subir – o escorpiano falava entre os beijos que dava na bochecha dela – lá ninguém poderá nos atrapalhar.
A italiana gostou da idéia, mas não achava apropriada. Sabia que ele era um homem sedutor e que qualquer deslize poderia ser fatal.
—Não acho boa ideia... – nessa hora o cavaleiro olha bem para ela e percebe o receio em seu olhar.
Ele sabia que ela não era experiente, por isso tinha seus receios.
—Relaxa, vamos somente ficar um pouco juntos. Não farei nada que não queira.
—Mas, você já deveria estar na arena. Deixará seus pupilos sozinhos? – como sempre, Sasha não deixava os assuntos do santuário de lado.
—Não se preocupe, pedi ao Degel que cuide deles enquanto não chego. – Kárdia deslizava sua mão pela cintura dela, apalpando bem as curvas.
—Ele sabe que estou aqui?
—Não, eu apenas disse que resolveria algo e depois iria para arena. – o cavaleiro mentiu, Degel sabia bem que eles se encontrariam, mas para não preocupa-la, nada disse.
—Sabe que me preocupo, não que eu desconfie do Degel... mas é bom evitar.
—Fique tranquila, vem comigo e depois voltamos a nossa rotina. – com um olhar envolvente, Kárdia pega na mão de Sasha e a guia até seus aposentos, sobem as escadas rapidamente.
Assim que chegam ao quarto, a italiana entra, tímida e fica a observar o local, enquanto o escorpiano fecha a porta e tranca.
Não queria que nada, nem ninguém atrapalhasse seu momento ao lado dela.
Com passos lentos, ele chegou por trás dela e a abraçou forte. Sasha estava tensa, fechou os olhos e tentou se acalmar nos braços do cavaleiro.
—Não precisa ficar nervosa, não farei nada que não queria. – Kárdia sussurrou essas palavras, próximo ao ouvido da jovem.
Sasha se virou e ficou com seu olhar preso ao dele, aos poucos foi se acalmando. Então, sem dizer uma palavra, beijou o escorpiano.
Um beijo que começou tímido, mas que aos poucos foi evoluindo para algo mais quente. Kárdia, deslizava sua língua na dela, os lábios se tocam com desejo e algumas vezes ele mordiscava o lábio inferior da italiana.
As mãos de Sasha permanecia sobre o peito dele, enquanto a mão do cavaleiro, que se encontrava nas costas dela, deslizou até o bumbum.
Ali, ele apertou de leve. Sasha demonstrou ter gostado do toque, ao soltar um sorriso entre os beijos.
Aquilo foi um combustível para ele, que começou a caminhar junto dela, levando a jovem até sua cama.
—Sente-se, melhor do que ficar em pé. – Sasha olhou para a cama e mesmo achando que talvez aquilo não fosse uma boa ideia, ela acabou cedendo.
Sentou bem na beirada e colocou as mãos no colo, Kárdia a queria bem relaxada, então, tirou as sandálias dos pés dela e a empurrou um pouco mais para trás.
—Kárdia... acho melhor eu ir embora. – a jovem tenta desviar dos beijos do cavaleiro, mas é em vão.
—Já estamos aqui, vamos aproveitar. Temos pouco tempo, porém, muito podemos fazer. – com a boca próxima a dela, ele lambe o lábio superior e causa uma onda de calor incrível na italiana.
Ao perceber que seria inútil tentar sair dali, Sasha decide se desligar um pouco de suas preocupações e relaxar ao lado de seu amado.
Os dois se beijam com vontade, aos poucos os corpos se ajeitam na cama, ela sentada com as costas apoiada no travesseiro e ele deitado de lado com o corpo próximo ao dela.
As caricias começaram a ficar mais ousadas, ele apertava os seios dela, como o tecido do vestido era leve, podia se ver bem os mamilos rijos, por causa dos toques da mão quente dele.
Kárdia estava louco para descer as alças do vestido e revelar de uma vez o que tanto queria ver. Porém, preferiu pedir a Sasha que lhe mostrasse.
—Quero te pedir algo... – ele interrompe os beijos e Sasha o observa, aguardando que ele fale o que quer.
—E o que é?
—Sempre quis ver os seus... bem... seus seios – nessa hora, a italiana faz cara de quem não estava acreditando no que ouvia – Então, creio que se eu pedir a você que me mostre, isso acabe não sendo algo tão absurdo, certo? – com cara de menino travesso, Kárdia acaba causando risos na jovem.
—Bem, creio que não seja algo realmente absurdo...ainda mais no grau de intimidade em que estamos, senhor cavaleiro. – em um tom debochado, Sasha provoca.
Kárdia sentiu seu coração aos pulos, quando viu a mão de Sasha, abaixar a alça do vestido. Em seguida, ela abaixou a outra e logo após, puxou o tecido que cobria seus seios, revelando assim o que o cavaleiro deseja ver.
Ele ficou sem saber o que dizer, apenas ficou observando a beleza que havia sido descoberta. Pele clara e bicos rosados, tamanho médio, na medida de sua mão, ele pensou.
Assim, logo colocou sua mão no seio esquerdo dela. Sasha ficou corada, o toque quente da mão dele a fizeram ter arrepios pelo corpo.
Kárdia acariciou o mamilo, com a ponta do dedo, ele tocava aquele ponto sensível.
—São perfeitos... bem melhor do que imaginava – sem perder tempo, ele se inclinou e abocanhou o seio da jovem.
Sasha adorou a iniciativa dele, sentia pela primeira vez, alguém sugar lamber e mordiscar seu peito. Conforme a língua passeava no local, ela sentia sua intimidade reagir de uma forma que nunca imaginou.
Não satisfeito em ficar em um, o escorpiano começou a sugar o outro e revezava entre eles.
Voltaram aos beijos, a temperatura subiu no quarto e eles começaram a transpirar. Em um impulso, Kárdia abre a calça e coloca seu membro a mostra, em seguida, pega a mão da italiana e coloca nele.
Ela abre os olhos rapidamente, ao ver o que estava em sua mão, ela interrompe tudo e se senta na cama.
Ao ver que a assustou, Kárdia acaba se arrependendo da atitude prematura.
—Desculpe, não deveria ter feito isso. – ele falava sério, realmente estava arrependido.
—Kárdia, eu aceitei vir e acabamos nessa situação toda – Sasha estava nervosa e gesticulava muito com as mãos –Só que, não estou preparada para ir além disso.
O cavaleiro ouvia tudo e deixava que ela esclarecesse bem as coisas, do seu ponto de vista.
—Eu sei... acabei perdendo a noção e antecipei as coisas. Não fiz por mal, mas entenda uma coisa – ela o encara e aguarda que diga – Sou louco por você, então é difícil controlar o que sinto.
Toda aquela declaração, as caricias, beijos e aquele toque mais íntimo, acabaram deixando Sasha mais encantada.
Nunca havia se sentido assim antes, alguns minutos atrás, estava assustada e um pouco brava. Porém, agora estava feliz e mais apaixonada.
—Você consegue me impressionar mais, a cada dia que passa. – com um sorriso doce, ela se joga nos braços dele e o beija com carinho.
Kárdia ficou feliz, sabia que a ligação que eles tinham era forte e que usando as palavras certas junto com sinceridade, sempre funcionariam com ela.
—Agora é melhor eu voltar, Sage já deve estar estranhando minha ausência – rapidamente ela ajeitou a roupa e deu um pulo da cama.
—Não acho justo – ele se levanta e a abraça forte – deveríamos ficar aqui o dia todo.
—Um dia faremos isso – ela beija o rosto dele e se afasta, indo em direção a porta.
—Irei cobrar em senhorita, não se esqueça. – Kárdia dá uma piscada de olho para ela, que sorri e destranca a porta.
Após se certificar que não havia problemas, ela se despede e deixa a casa de escorpião.
Enquanto caminha para a saída, sente seu corpo se arrepiar, ao lembrar os momentos que acabar de viver com ele.
No quarto não era diferente, Kárdia continuava excitado e louco de vontade de tê-la em seus braços. Por ela ser inexperiente e ter tido aquela reação, ele sabia que teria que ter paciência.
Mas, com certeza toda paciência seria bem recompensada.
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