Notas iniciais
Olá pessoal! Esse capítulo traz a tão esperada conversa entre Afrodite e Hypnos e uma ceninha quente rsrsrs. Espero que gostem Boa leitura!

Sasha aguardava Luna, como de costume, a deusa estava na sala.

A mesa já estava arrumada e a única coisa que faltava era o leite.

Ágata já havia ido providenciar a bebida, enquanto isso, a italiana esperava a amiga.

Sua mente andava um pouco mais tranquila, desde os últimos acontecimentos.

Só uma coisa a incomodava, era o fato de Kárdia não tê-la procurado mais.

“Será que ele perdeu o interesse?”, pensava a deusa.

Por um lado, ela estava satisfeita. Pelo menos, não teria preocupações em relação a isso.

Se envolver com alguém, ainda mais sendo cavaleiro e seu amigo, era algo que lhe tirava o sono.

Não adiantava, o mundo todo poderia lhe aconselhar a ser mais flexível.

Ela continuava achando uma loucura tudo aquilo.

Só que não podia negar, desejava os beijos do escorpiano.

Sentir o sabor dos lábios carnudos e audaciosos, novamente colados aos seus.

E com esses pensamentos, a italiana se distraiu e nem viu sua amiga chegar.

Luna chegou com passos rápidos e acabou tropeçando no pé da cadeira.

Sasha se assustou, logo viu Luna ofegante, bem a sua frente.

—Luna – Sasha se levanta e se aproxima da ninfa – Aconteceu algo?

—Não – Luna pausa para recuperar o fôlego – Eu apenas me atrasei e dei uma corridinha.

—E com essa pressa, quase cai e leva a cadeira junto – diz Sasha rindo da amiga.

As duas acabam caindo na risada, pouco tempo depois, estavam a mesa se servindo.

Ágata trouxe o leite e com isso o desjejum já estava completo.

Assim que ficaram a sós, Luna tratou de começar o assunto.

—Sasha... – a deusa olha para a amiga enquanto mastiga um pedaço de pão – Eu tenho algo para contar.

Sasha termina de mastigar e diz:

—O que é?

Luna olha para a porta e verifica se alguém está próximo.

Como está tudo tranquilo, ela toma coragem e começa.

—Ontem eu não dormi no meu quarto – Sasha olhou meio desconfiada para ela.

—Onde passou a noite? – a deusa pergunta preocupada.

—Com o El Cid – Luna responde com um sorriso enorme.

Sasha ficou espantada, seus olhos verdes arregalados transmitiam isso.

—Sério? – ela perguntou sem acreditar.

—Sim... eu fui até ele ontem – Luna estava louca para contar tudo e Sasha curiosa.

—Nossa! Nem acredito – Sasha deu um gole em seu suco – Quero que me conte tudo!

Luna sorriu e começou a narrar tudo o que houve, deixando Sasha abismada a cada parte.

********************

No castelo de Hades tudo continuava em seu ritmo normal.

Pandora e Thanatos estavam na sala conversando sobre Hades, ainda não entendiam o jeito estranho do imperador.

—Hades não tem se comportado da maneira que esperávamos. – diz Thanatos observando o céu limpo, daquela bela manhã.

—Eu creio que seja questão de tempo, logo o imperador tomará suas atitudes. – Pandora estava de pé próximo ao deus da morte.

Thanatos ia dizer algo, mas uma presença muito forte lhe chamou a atenção.

Pandora também sentiu e os dois olharam para a porta.

—Entre, Afrodite – Após essas palavras do deus, Pandora olhou confusa.

—Afrodite? – ela pergunta para Thanatos, enquanto via ele abrir um sorriso.

Ao olhar para a porta, viu a deusa ali, parada no centro da sala.

Afrodite com sua bela e imponente presença, usava um vestido rosa com detalhes dourados e que deixava as costas nua.

Os cabelos cacheados estavam soltos e emolduravam muito bem o rosto.

Sua expressão era de tranquilidade, mas também transmitia força e determinação.

—Que bela visão para meus olhos – Thanatos tinha um sorriso sedutor em seus lábios e o olhar percorria todo o corpo da deusa.

Pandora não dizia nada, apenas se perguntava o motivo da presença daquela mulher.

—Me desculpem vir sem avisar – Afrodite agora demonstrava toda sua educação – mas, eu preciso ter uma conversa com Hypnos.

—Hypnos está cuidando de alguns problemas, mas logo virá te receber. – Thanatos saiu de seu canto e se dirigiu até Afrodite.

Assim que se aproximou, tomou a mão dela e depositou um beijo.

Olhou bem fundo nos olhos esverdeados da deusa, esses que pareciam ter algum feitiço.

—Bem, eu peço permissão para me retirar. – diz Pandora, esperando alguma ordem do deus.

—Primeiramente você vai se curvar – Thanatos virou e encarou seriamente a mulher de cabelos negros – Não posso admitir que uma simples humana, falte com respeito a uma deusa.

Pandora sentiu seu rosto queimar, ser chamada atenção assim, na frente daquela mulher.

Afrodite pode ser deusa, mas nunca a viu antes, aquilo era uma afronta.

Pandora respirou fundo e se ajoelhou, reverenciou a deusa do amor.

—Perdoe minha falta de respeito, deusa Afrodite.

—Não precisa se desculpar, creio que não esteja acostumada a receber presença tão importante como a minha. – com essas palavras, ela arrancou risadas de Thanatos.

Pandora engoliu a raiva, se ela não fosse uma deusa, a responderia a altura.

—Retire-se, Pandora – em seguida ela se levanta e pede licença.

—Avise meu irmão, que Afrodite o aguarda.

—Sim, senhor. – Pandora saiu e deixou os dois a sós.

Thanatos pediu a Afrodite que se sentasse e ela aceitou a gentileza.

Ele puxou a cadeira e ajeitou para que ela se acomodasse.

Sentou-se ao lado dela e ficou a observa-la, fazia muito tempo que não a via.

—Quer me dizer algo, Thanatos? – ela pergunta, encarando os olhos negros do gêmeo.

—Sei o motivo da sua visita – ele diz enquanto mantém seus olhos presos ao olhar dela – E quero que saiba, que não gosto nada dessa fixação do meu irmão.

Afrodite ouvia aquilo atentamente, conhecia Thanatos e sabia que ele não mentia.

Tinha todos os defeitos, menos ser mentiroso.

—Então, não concorda com a idéia de Luna ficar com ele?

—Claro que não... – Thanatos cruza as pernas e esboça um sorriso cínico – Essa garota não tem serventia alguma.

—Essa “garota”, é muito importante para mim – Afrodite mantinha uma expressão séria – E não permitirei que Hypnos a tire de mim, só para satisfazer um capricho.

Thanatos observava bem, a mulher a sua frente, era fácil ver que aquele assunto mexia muito com ela.

—O que te faz pensar, que suas palavras o convencerão a desistir, de seus propósitos? – o deus da morte estava interessado, queria saber mais sobre as intenções dela.

Assim que abriu a boca para responder, eles sentiram uma forte presença na sala.

Essa presença, estava bem atrás de Afrodite e ela fechou a cara, ao perceber isso.

—Também aguardo a resposta, Afrodite. – Hypnos caminha calmamente, em torno da deusa.

Ela se levanta e o encara com um olhar de desaprovação.

—Sei que não costuma ser um bom homem... mas a educação ainda é válida. – ela dispara, enquanto vê a cara cínica com que ele a olha.

—Me desculpe, esqueci dos bons modos. – ele sorri e estende a mão para ela, esperando que ela oferece-se a sua.

Afrodite cede sua mão e após o beijo formal na delicada mão da deusa, Thanatos se pronuncia.

—Bem, deixarei vocês a vontade – em seguida ele se levanta e se aproxima da deusa.

Em um gesto rápido, ele beija a face dela, deixando Afrodite sem atitude.

Por telepatia ele diz: “Foi um grande prazer, estar em sua companhia.”

Com um olhar penetrante, ele encara a bela deusa, que não acreditava no que estava acontecendo.

Em instantes, ele desapareceu bem na sua frente.

Deixando os dois a sós, um clima tenso logo se formou no ar.

Hypnos foi até sua cadeira, sentou-se e esperou que Afrodite fizesse o mesmo.

Ela se recompôs e se voltou para ele, ali estava a criatura que causou tanto sofrimento a sua amiga.

Respirou fundo e sentou-se, agora que estava ali, não poderia perder a razão.

—Qual o motivo de sua visita? – Hypnos perguntou logo, sem rodeios.

—Você sabe qual é... não se faça de desentendido.

—Bem... minha filha é o único assunto que nos une, não é mesmo? -

—Certamente.

—Não gosto de rodeios – Hypnos se inclina e apoia os braços na mesa – Diga logo o que quer.

—Quero que esqueça a Luna... que deixe a menina em paz. – essas palavras saíram da boca da deusa como uma ordem.

Hypnos a encarou com um semblante sério, odiava a forma como ela falava com ele.

—Sua teimosia me cansa, minha querida – ele diz, com um tom de deboche.

—Não quero ironias, Hypnos – Afrodite se levanta rapidamente da cadeira – Quero que desista dela, Luna não tem nada a lhe oferecer.

—Isso quem decide, sou eu! – o deus do sono se levanta também e o clima pesa.

—Já não basta o que fez a mãe dela sofrer? – nessa hora Afrodite vê um sorriso maldoso no rosto dele.

—Você não supera essa estória, não é?

—Nunca irei superar... você desgraçou com a vida da Eva.

—Eu não fiz nada disso, sua amiga que era fraca e tola – Hypnos diz tudo sem perder a postura e a cara de tranquilidade.

Aquilo irritou profundamente a deusa, que avançou na direção dele.

—Limpe sua boca imunda, antes de falar dela – e com o dedo indicador apontado bem na cara de Hypnos, ela o encara com raiva.

—Vai fazer o que? Me agredir? – pergunta ele, dando risada da cara da deusa.

—Não duvide de mim, sou capaz de acabar com você – Afrodite continuava próxima dele e suas mãos tremiam de nervoso.

Hypnos cessou a risada, com um olhar sério, ele vê o ódio estampado no olhar da bela mulher.

Respirou fundo e aproximou seu rosto do dela.

—Não é não – ele aproxima da boca do ouvido dela – Se quisesse já teria feito.

—Esse foi meu erro... – a deusa se afasta e dá as costas para ele.

—Não pode continuar com suas mentiras, minha querida.

—Quero que deixe Luna em paz... não quero você ou seus filhos atrás dela.

—Você não manda nada, Luna ficará ao meu lado – ele se senta novamente – Você gostando ou não.

Afrodite sentiu firmeza naquelas palavras, a vontade que tinha era de acabar com ele ali mesmo.

Mas, não queria se precipitar. Com os deuses gêmeos todo cuidado era pouco.

Mesmo ela sendo uma deusa e tendo muitos poderes, não era certo agir pelas emoções.

—Falarei com Zeus e terei sua ajuda, pode ter certeza disso.

—Faça como quiser, mas lembre-se que a minha filha, já pode tomar suas próprias decisões.

—Ela jamais aceitaria ficar com você... Luna sabe bem que você e seu irmão são.

—Acredito que realmente tenha feito a cabeça dela... mas, isso muda, assim que ela descobrir suas mentiras.

—Isso não vai acontecer, Hypnos.

—Claro que vai, principalmente quando souber a verdade sobre a morte da mãe. – nessa hora, Afrodite se cala.

Sabia que as mentiras eram para que Luna não sofresse, mas pior que saber sobre seu pai, era saber sobre a morte da mãe.

—Algo mais para dizer?

—Não... aliás, tenho sim – Afrodite olha bem fundo nos olhos do deus e disse: —Luna não ficará ao seu lado, pode ter certeza disso.

Após essas palavras, Afrodite desaparece do castelo de Hades.

Hypnos mantinha sua calma, a conversa foi bem do jeito que imaginava.

Se segurou para não cometer uma violência contra ela.

Qualquer arranhão, poderia fazer com que Zeus entrasse na estória.

Hypnos era mau caráter, mas não era tolo.

—Ah Afrodite, o que tem de bela, tem de ousada. – com calma, ele se retirou da sala e foi atrás de seus filhos.

Precisava resolver algumas pendências e depois falar com Hades.

Aquela conversa e a petulância da deusa, não lhe tirariam a disposição.

Pelo contrário, a partir dali a guerra contra ela, estava oficialmente declarada.

*******************

Sasha e Luna colocaram os assuntos em dia, após a conversa e o café da manhã, elas saíram para a arena.

Naquela manhã, a deusa se permitiu fugir um pouco da rotina.

Conversou com Sage e decidiram deixar os assuntos para depois do almoço.

No momento não haviam grandes problemas, isso facilitou o passeio das duas amigas.

A manhã estava com um calor agradável, o vento soprava balançando os cabelos delas.

Enquanto conversavam, passaram próximo a arena.

Lá avistaram os cavaleiros e seus aprendizes, conforme iam se aproximando, os demais reverenciavam a jovem.

Ela somente sorria e cumprimentava a todos, Luna fazia o mesmo.

Pararam em um canto, próximo ao circulo da arena.

Ali chamaram a atenção dos dourados, que ficaram satisfeitos em ver Athena por perto.

Mas, dois cavaleiros em especial, estavam mais animados que os demais.

Kárdia ao avistar Sasha do outro lado, abriu um sorriso enorme.

Assim que colocou seus olhos nele, a italiana sentiu um calor lhe subir.

Aquele sorriso, era para ela e tinha consciência disso.

Com um sorriso discreto e tímido, ela acaba correspondendo ao olhar dele.

Isso faz o escorpiano se sentir confiante, isso era um sinal de que ela correspondia.

De uma forma mais contida, mas correspondia aos seus sentimentos.

Próximo dali, El Cid se concentrava nos aprendizes, mas sem deixar de lançar um olhar sedutor para sua ninfa.

Ao vê-la ali, as lembranças da noite anterior voltaram imediatamente.

O calor do seu corpo junto ao dela, o toque macio da pele alva.

O perfume que ela exala e o sabor dos beijos, tudo isso acabou desconcentrando o cavaleiro.

—Mestre? – chama um dos seus aprendizes

—Sim – responde o espanhol, voltando a realidade.

—Acho que preciso de uma dica, quanto ao meu ataque – o rapaz estava tímido.

Havia percebido que o espanhol estava preso em seus pensamentos.

Não queria atrapalhar, mas o treinamento era algo importante.

E se não se dedicasse, não teria aprovação do mestre.

—Claro, o que quer saber? – El Cid volta a dar atenção ao treino e apenas vê as duas garotas se retirarem.

Assim que saíram, as duas comentavam sobre os olhares trocados.

—Achei fofo o sorriso que o Kárdia deu, ao te ver ali – Luna enlaçou seu braço no da amiga e elas continuavam a caminhar.

—Eu também vi o olhar que o El Cid te lançou – as duas riam á toa.

—Sasha, por que não se encontra com ele?

—Porque ainda tenho dúvidas sobre isso tudo... – Sasha agora tinha um semblante mais sério.

—Deixa isso de lado – as duas param e Sasha presta atenção na amiga – Eu acho que você tem que ir em busca da sua felicidade.

Aquelas palavras deixaram a jovem pensativa, querendo ou não, começou a gostar da idéia.

Em seguida foram para uma parte mais afastada, um local que Sasha adorava.

Lá havia uma árvore grande, ali sentaram na sombra e continuaram a conversar.

—Sabe Luna... – a ninfa olha para a amiga e Sasha continua – Eu fiquei curiosa para saber como é...

Luna olhou para ela com uma cara de que não havia entendido.

—Como é o que?

—Você sabe... aquilo que você fez ontem – Sasha tinha as bochechas vermelhas e Luna então entendeu o que era.

—Bem, é como eu disse... dói mas, é muito bom depois – Luna tinha um brilho no olhar ao falar sobre o assunto.

Sasha respira fundo, se encosta no tronco e fica a observar o céu.

—Gostaria de experimentar... mas, não creio que isso aconteça – sua voz saiu com um tom melancólico.

A ninfa via que a italiana, nem fazia conta do que estava dizendo.

—Kárdia é um homem e você uma mulher – Sasha volta sua atenção para a ninfa – Dê uma chance para ele e com certeza provará isso e muito mais.

Sasha sentiu sua face queimar, só de pensar em ela e Kárdia fazendo tudo que Luna havia contado.

—Eu não sei... – foi a única coisa que conseguiu responder na hora.

Luna não insistiu, sempre tocava no assunto, na esperança de ver a amiga tomar uma atitude.

Mas, Sasha sempre relutava, então decidiu encerrar o assunto.

Continuaram ali, aproveitando a brisa fresca e falando sobre vários assuntos.

A pedido da deusa, Luna começou a fazer uma trança em seus longos cabelos.

—Há muito tempo não uso trança, será que vai ficar bonito?

—Você fica linda de qualquer jeito – uma voz surge do nada e ao virarem para trás, se deparam com Kárdia.

O cavaleiro estava ao lado da árvore, com o elmo na mão e sua cara de menino travesso.

—Olá Kárdia! – Luna o cumprimenta com toda sua simpatia e Sasha fica somente a observá-lo.

—Olá meninas, atrapalho vocês?

—Claro que não – Luna se vira para continuar o penteado – Estou apenas terminando essa trança.

—Tudo bem, Sasha? – ele olha para ela com um sorriso maroto e a italiana apenas responde que sim.

Luna percebeu o jeito que a amiga ficou, notou que estava sobrando ali.

Mas, não se retiraria dali sem sua permissão.

Kárdia se aproximou e sentou ao lado delas, deixando ao lado o elmo.

—Então, o que fazem aqui? Coisas de mulher? – Kárdia puxava assunto para descontrair o ambiente.

—Estamos conversando, é bom ficar ao ar livre – Sasha estava sendo seca, mas ele notou que na verdade era timidez.

Ele adorava timidez feminina, principalmente se for a garota que lhe interessava.

O escorpiano odiava ficar enrolando, por isso decidiu tomar uma atitude.

—Será que posso conversar com você, a sós? – Sasha o olhou com uma cara desconfiada.

—Algum problema?

—Assunto meu... podemos? – ele olha para Luna, que entende o recado, mas aguarda a palavra de sua amiga.

—Sim, claro – Sasha olha para a amiga – Pode nos dar licença, por favor.

—Claro, já terminei sua trança – em seguida a ninfa se levanta – Vou para a arena, te espero lá.

Sasha apenas afirma com a cabeça e Luna se retira.

Assim que se viu a sós com o escorpiano, Sasha ficou tensa.

Da última vez que isso aconteceu, ele lhe roubou um beijo.

“Qual seria sua intenção agora”?, pergunta que surgiu em sua mente.

—Está calor, não acha? – O escorpiano começou a tirar a parte de cima da armadura, revelando assim seu físico.

Sasha olhou assustada, não acreditava no que estava vendo.

—O que está fazendo? – ela pergunta, com os olhos arregalados.

—Apenas tirando um pouco a armadura, preciso me refrescar – ele achou graça na cara dela.

Os olhos dela percorreram o peitoral largo e definido do cavaleiro.

Algumas gotas de suor escorriam pelo peito e iam em direção ao abdômen.

Kárdia ficou observando, os olhos verdes da italiana acompanharem o caminho feito pela gota.

Sasha não conseguiu disfarçar, assim que olhou para a barriguinha definida do escorpiano, sentiu um arrepio.

—Gosta do que vê? – a pergunta fez com que ela despertasse, ao encarar o amigo, sua face ficou corada.

—Kárdia, diga logo o que quer – nervosa ela se levanta e ele também.

—Calma, por que está nervosa? – seu sorriso cínico, deixou a deusa brava.

—Isso é... falta de respeito – ela dispara e vê que ele faz cara de quem não entendeu.

—Só porque estou sem minha parte de cima?

—Ainda pergunta? – Sasha solta o ar do pulmões e o olha com reprovação.

Ele cai na gargalhada, estava achando divertido o jeito dela.

—Não vejo graça... – ela cruza os braços e fecha a cara, fazendo bico, igual a uma criança emburrada.

Aos poucos ele para de rir, no lugar do sorriso ele tem um olhar sedutor.

Com passos lentos, ele se aproxima dela, que está paralisada pelo olhar dele.

Com carinho ele toca os cabelos sedosos da jovem, sem desviar o olhar, ele desliza os dedos até o rosto dela.

—Você fica mais linda, quando está brava – ela segura a mão que toca seu rosto e acaba dando um sorriso tímido.

—Não seja bobo...

—Não sou bobo, sou apaixonado – ele aproxima seus lábios dos dela – Isso é bem diferente.

De uma forma sedutora, ele lambe o lábio superior da italiana.

Sasha tenta se afastar, mas ele a prende em seus braços.

O toque da pele dele na sua, lhe causa uma onda de calor enorme.

Com os rostos próximos, ela o encara e vê nos olhos azuis do escorpiano, um brilho diferente.

—Me solta, Kárdia – ela tenta escapar dos braços fortes que lhe seguram pela cintura.

—Só depois que você me beijar – ele a mantém presa e cola bem seu corpo ao dela.

—Eu não posso... sabe disso – nervosa ela desvia seu olhar do dele.

—Então o problema é esse? Você quer mas, não se permite?

—Eu não devo, é tão difícil entender?

—Você é a reencarnação de uma deusa, mas seu lado humano merece ser feliz, sabia? – com isso, ele solta a jovem.

Sasha se afastou, mantinha agora uma expressão triste.

As palavras dele mexeram com ela, não era a primeira vez que ouvia aquilo.

Tantas obrigações, responsabilidades e nada de ser realmente feliz.

—Estou aqui para lhe mostrar que a felicidade está bem perto – ele agora tinha uma postura séria – Que se quiser, eu posso lhe fazer feliz.

Aquelas palavras acertaram em cheio a italiana, que sentiu seu coração bater mais rápido.

Viu ele se virar e começar a pegar as partes da armadura, que estavam no chão.

Naquele momento ela teve um surto, se deixasse ele partir, talvez ele não a procurasse mais.

Um medo a invadiu e de repente ela decidiu tomar uma atitude.

Caminhou até ele e o abraçou por trás, sentindo o calor da pele dele.

Ao sentir aquele abraço, Kárdia ficou parado, sentindo os seios dela em suas costas.

As mãos que agora estavam em seu peito, agarradas nele, como se fosse impedir sua partida.

E impediu realmente, pois logo ele virou e ficou de frente para ela.

Trocaram olhares e sem dizer uma única palavra, Sasha cola seus lábios aos dele.

Rapidamente, ele corresponde ao beijo, agarrando a jovem pela cintura novamente.

O beijo de língua, foi intenso, gostoso. Ela agora já sabia como fazer.

Despiu-se de sua vergonha e entregou seu corpo e alma aquele momento.

Ele massageava a língua dela com a sua de uma forma única.

Às vezes mordia de leve o lábio inferior, causando nela um calor gostoso.

O beijo foi interrompido e logo a boca do escorpiano foi para no pescoço da jovem.

Sasha dava gemidos baixos, sentir a língua dele percorrer seu pescoço era muito bom.

Sensação nunca sentida antes, a mão rápida dele, logo chegou ao seio dela.

Ele acariciou o mamilo, por cima do tecido do vestido.

Logo ele estava endurecido e o fogo que estava consumindo Kárdia aumentou.

Sasha por sua vez, sentia uma pulsação em sua parte intima.

Algo novo e estranho ao mesmo tempo, logo sua mente lembrou da conversa com Luna.

Ao se dar conta do que realmente estava acontecendo, ela se afastou.

Ofegantes, eles se olhavam e Kárdia não conseguia esconder sua satisfação.

—Não foi tão ruim, não é mesmo?

—Não – ela chega mais perto e olha no fundo dos olhos dele – Foi ótimo!

Uma alegria invadiu o cavaleiro, que a agarrou novamente e beijou com paixão.

Notas finais
E ai o que acharam? Finalmente a deusa toma uma atitude né rs. Beijos e até mais!!!!