Somente Eu e Você

25 Problemas e surpresas.


Notas iniciais
Olá pessoal!!! Tenho aqui mais um capítulo para vocês. Nesse o Asmita faz uma participação, para quem sentiu saudades do virginiano essa é a novidade rs. Sem mais, boa leitura!

Luna aguardava sua amiga, caminhava tranquilamente em volta da arena. Estava curiosa, para saber como estavam as coisas entre ela e Kárdia.

Enquanto Sasha não voltava, ela curtia o sol e a paisagem do santuário. Estava tudo tranquilo, a agitação na arena já havia parado, agora tanto aprendizes como cavaleiros, voltavam para suas casas.

A ninfa entrou na arena e sentou-se na arquibancada, ficou ali a observar o local. Em sua mente,vieram as lembranças do passado, os dias felizes e divertidos ao lado de suas irmãs.

De repente, uma necessidade grande de ter todas ao seu lado, brotou em seu peito. Saudade do santuário de Afrodite, de sua querida Gaia, tudo isso veio como um turbilhão.

Já havia um tempo que estava ali, não possuía muitas amizades. Eram somente Sasha, Ágata e Asmita, os outros cavaleiros lhe respeitavam e eram educados, mas não passava disso.

Quanto as amazonas, ela não sentia uma boa receptividade vindo delas. Com isso, acabou não se aproximando, mantinha apenas um sorriso simpático, nada além disso.

Logo avistou Sasha, ela caminhava ao seu encontro, tinha na face um sorriso enorme. Aquilo era a certeza, de que algo especial havia acontecido.

Luna levantou-se e ajeitou o vestido, assim que a deusa chegou, ela parou e ficou a olhar para a ninfa.

—Acho que sei, o motivo de sorriso tão lindo – Luna apertava de leve as bochechas coradas da italiana.

—Então não precisarei dar detalhes, certo? – Sasha provocava a amiga, que agora fazia uma cara de indignada, que arrancou risos da deusa.

—Claro que precisa, senhorita Athena – Luna enlaça seu braço ao da amiga – Eu quero saber tudo que aconteceu em minha ausência.

—Pois então, vamos indo que no caminho te conto. – as duas seguiram animadas.

De longe, Kárdia observava a dupla, ao ver sua amada toda alegre, ele sentiu uma ótima sensação. Aquela atitude dele, foi essencial, para que despertasse nela a coragem que faltava.

O escorpiano estava apaixonado, isso já era uma realidade. Não planejada, mas muito bem aceita, já que a escolhida era uma jovem especial.

O fato de ser a reencarnação da deusa Athena, não lhe interessava ou incomodava. O mais importante, era saber que conhecia muito bem Sasha e que ela merecia todo o amor que ele pudesse dar.

Logo o cavaleiro seguiu seu rumo, precisava passar na casa de aquário e jogar um pouco de conversa fora. Nada melhor, do que fazer isso com seu melhor amigo.

********************

Na sala do grande mestre, Sage tomava uma xícara de chá. Havia resolvido algumas questões menores, como aguardava o retorno de Athena, decidiu relaxar um pouco.

Tirou o elmo dourado, colocando em cima da mesa, essa que estava cheia de livros. Assim que chegou o chá, ele dispensou a serva e ficou ali, encostado em sua cadeira.

O olhar perdido em um canto da sala, seus pensamentos eram voltados a uma única mulher. Gaia, era seu nome, desde o reencontro, ele não parava de pensar nela.

Um sorriso simples, se desenhou em sua face, ao relembrar momentos com ela. Beijos ardentes, carinhos e declarações de amor, feitas no calor da cama e entre os lençóis.

Riu ao se lembrar, de sua aparência, jovial e elegante. Na sua opinião, nada a ver com sua condição atual, onde a aparência, era simplesmente de um homem velho e cansado.

Cansado das batalhas, do sofrimento das pessoas, da maldade que cerca o mundo. Não se arrependia de nada, lutou bravamente ao lado de Athena e dedicou sua vida ao santuário.

Mas, não podia negar, que gostaria de ter se casado com Gaia, ter tido filhos e dar mais gerações para sua raça. Mas, agora isso tudo não passava, de simples pensamentos.

Esses que foram interrompidos, logo ouviu uma voz lhe despertar de seu sossego.

—Grande Mestre, peço permissão para uma conversa.

Sage respirou fundo e ajeitou-se na cadeira, precisava manter sua postura.

—Pode entrar, Asmita de virgem. – logo a porta se abriu e Asmita entrou na sala.

Assim, que fechou a porta, dirigiu-se até a mesa.

—Desculpe, vir sem avisar – Asmita estava parado de frente para o patriarca, que continuava em sua cadeira – Mas, preciso lhe contar algo.

—Pode falar, Asmita – Sage arruma os longos cabelos que lhe caiam sobre o rosto.

—Tenho sentido uma presença estranha, ao redor do santuário... – nessa hora Sage ergue a sobrancelha e adquiri uma expressão curiosa – Não consigo descobrir quem é, mas tem circulado por aqui.

—Bem... – Sage se levanta e para próximo do cavaleiro – Eu também tenho sentido essa presença, discreta mas, eu consegui perceber.

—Não é boa coisa... certo? – o virginiano tinha certeza que não era, mas queria ouvir do próprio patriarca.

—Não, isso só pode ser força maligna. – Sage encarava a face do outro, difícil decifrar as emoções do cavaleiro, que sempre se mantinha sereno.

—Mas... – Asmita agora tinha cuidado ao falar – em minhas meditações, eu procurei saber o motivo dessa aproximação.

—E conseguiu descobrir? – Sage agora tinha receio moldando suas palavras, seu jeito despertou a atenção de Asmita.

—Sempre que mentalizo a tal presença, ela se direciona para uma pessoa... e é a Luna. – Após as palavras, o virginiano aguardou uma resposta, mas essa não veio.

Sage abaixou a cabeça, havia esquecido que o cavaleiro não deixava nada escapar. Que alguém rondava o santuário, ele já sabia a um tempo, mas enquanto isso ficasse só entre ele e Sasha, estava tudo sob controle.

Por outro lado, não podia negar, que o virginiano era de extrema confiança. Só que aquele assunto, não era tão simples para ficar sendo contado e explicado.

—Patriarca? – Asmita chama sua atenção, fazendo com que Sage volte a encará-lo.

—Tem algo sobre a Luna, que eu não saiba? – Essa pergunta ficou no ar por alguns segundos, suficientes para que Sage tomasse uma rápida decisão.

—Tem... – ele volta para sua cadeira e senta-se – Mas, quero que sentes-se, pois a estória é um pouco longa.

O cavaleiro obedece, estava curioso para saber a estória. Ainda mais, se ela envolvia realmente a ninfa.

Sage não devia contar algo, sem antes falar com Athena, mas como sabia da confiança dela no dourado, preferiu contar. Assim, se fosse preciso, poderiam contar com a ajuda do virginiano, que era muito eficiente em suas missões.

Assim, sem mais tempo a perder, o patriarca começou a contar tudo.

*******************

Assim que chegaram, Luna e Sasha ainda comentavam sobre o ocorrido.

—Está vendo, se não tivesse me dispensado, nada disso teria acontecido. – Luna dizia isso, encarando uma italiana sorridente.

Sasha estava muito feliz, sorria á toa e não conseguia parar de falar do beijo. Esse, que foi fruto da sua coragem e vontade de ser feliz.

De repente, a deusa fica séria, bate a mão na testa e diz:

—Já ia me esquecendo – Luna olhou para ela sem entender nada – Eu tenho que tomar um banho e voltar as minhas tarefas, prometi ao Sage que não demoraria tanto.

Mesmo sendo a deusa e mandando em tudo no santuário, Sasha tinha Sage como um pai. Tinha por ele carinho e acima de tudo muito respeito, por isso honrava com suas palavras a ele.

—Devo ir minha amiga, mais tarde nos falamos. – Luna sorriu e se despediu da italiana, assim que ela sumiu no fim do corredor, a ninfa foi para seus aposentos.

Estava suada, queria tomar um banho e colocar um vestido limpo. Enquanto ia para o quarto, encontrou Ágata pelo caminho.

—Ai que bom que te encontrei – Luna tocou o ombro da jovem, que sorriu para ela – Preciso de uma banho urgente, prepara pra mim?

—Claro, vou deixar esses lençóis sujos com Mirna e já vou preparar. – Luna agradeceu e foi para o quarto.

Assim que entrou, tirou as sandálias e as deixou em um canto do quarto, ao olhar para a sola dos pés, viu que estavam bem sujas.

A poeira era constante naquele local, sempre que chegava da arena ou de algum outro lugar, ia lavar bem os pés e o rosto. Gostava de manter-se limpa e com uma boa aparência, nada no mundo lhe fazia aparecer feia ou suja.

Tinha horror, só de imaginar que El Cid, pudesse lhe ver assim algum dia. Para ele então, só o melhor e isso incluía uma bela produção.

Isso despertou uma idéia, correu para seu baú e foi procurar um vestido diferente. Queria impressioná-lo aquela noite e disso ela não abria mão.

—Me arrumarei toda, só para você. – ela diz baixinho, enquanto arruma o vestido longo.

**********************

Assim que saiu da sala do grande mestre, Asmita se dirigiu para a saída do templo. Em sua mente, a estória sobre a origem da ninfa, lhe martelava a todo tempo.

Se outra pessoa lhe contasse, não acreditaria. Como um ser tão especial como ela, podia ser filha justo do deus do sono, ele não se conformava com isso.

Ele ia saindo, mas teve a idéia de ir visita-la em seus aposentos. Havia sentido sua presença, sabia que estava lá, então decidiu dar a volta e tomar outro rumo.

Rapidamente se teletransportou, em segundos, estava na porta do quarto da ninfa. Hesitou um pouco, mas logo bateu na porta, logo a jovem foi recebê-lo.

Ao dar de cara com o loiro, Luna ficou surpresa, não o esperava ali.

—Asmita? – ela fica sem entender a visita inesperada e ele sorri para a ninfa, um sorriso lindo e encantador.

—Decidi vir visita-la... fiz mal? – ele fica sério e isso acaba comovendo a Luna, adorava a companhia do cavaleiro.

—Claro que não! – Luna dá passagem para ele – Entre, vamos conversar.

Asmita entra e assim que ela ia fechar a porta, ouve alguém dizer: “ espere vou entrar”, era Ágata com água para o banho.

—Me desculpe – Ágata entra e dá de cara com o cavaleiro – Quase fechei a porta na sua cara.

—Sem problemas, senhorita – a serva estranhou a presença do dourado no quarto da ninfa, mas não disse nada.

Foi logo preparar o banho, enquanto ela estava lá, Luna se aproximou do virginiano.

—Desculpe, esqueci de avisar que estava aguardando meu banho.

—Se quiser, posso voltar depois – Asmita não queria atrapalhar a jovem.

—De jeito nenhum – Luna pega na mão do virginiano – Faço questão que me aguarde aqui, não irei demorar.

—Tem certeza?

—Absoluta – Luna o conduz até sua cama – Sente-se aqui e me aguarde.

Asmita obedece e senta na cama macia dela, em seguida, Ágata aparece e diz que está tudo pronto.

Assim, Luna a dispensa e segue para o banho. Deixando o virginiano a sua espera, que não seria tão longa.

Mas, o suficiente para incendiar aquele cavaleiro, assim que sente que está sozinho, ele se encosta nos travesseiros.

Em sua cabeça, relembrava a conversa com o patriarca, jurou que não deixaria nada escapar. Aquilo era algo confidencial, Luna não deveria saber de nada e principalmente ser protegida de qualquer perigo.

Lentamente ele desliza a mão pela cama, de repente ele sente algo diferente. Ali, ele percebe um tecido diferente do lençol, uma textura mais suave, ele pega a peça e toca levemente.

Era um vestido, um que Luna usava para dormir e sempre deixava ali na cama, próximo aos travesseiros. O perfume que exalava da peça, atiçou os sentidos do virginiano, ele levou o tecido próximo ao nariz e inalou todo aquele aroma.

Aquilo fez com que algo acendesse por dentro dele, imaginou como seria maravilhoso, poder sentir aquele cheiro de flores, direto da pele dela.

A atração que sentia pela ninfa era forte, algo que ele controlava ao máximo, já que era um cavaleiro e sabia como conter seus instintos. Mas, quando se tratava dela, era algo que merecia toda sua dedicação.

Percebeu uma agitação, logo colocou a peça no lugar e manteve sua expressão calma de sempre.

Luna entrou no quarto, estava enrolada na toalha. Havia esquecido de levar o vestido, mas como lembrou que Asmita não enxergava, não viu problemas em trocar de roupa lá.

Na verdade, a ninfa não tinha problemas quanto a nudez, nadava nua em rios e cachoeiras e nunca se preocupou com olhares que a cercavam.

Via isso como algo natural, suas irmãs se divertiam, pois sabiam que os homens que as observavam, tinha desejo no olhar. Algo que com o tempo ela aprendeu, mas não se incomodava nem um pouco mas, ali com Sasha descobriu que não era tão indicado continuar com tal comportamento.

—Demorei? – Luna abria o baú e pegava um vestido mais simples, cinza detalhes dourados nas alças.

—Não, você foi rápida – Asmita agora se ajeita e senta com a postura ereta, não queria parecer folgado.

—Só vou colocar o vestido e já sento com você ai – a toalha desliza pelo corpo dela e cai ao chão, Asmita percebe os movimentos e não acredita no que entende.

—Está trocando de roupa, aqui?

—Sim... – Luna agora ajeita as alças do vestido – Na verdade acabei de colocar o vestido.

—Então...estava nua bem aqui na minha presença, mocinha? – o jeito como ele falou foi como se a ninfa tivesse feito algo de errado.

Ela ficou sem jeito, caminhou até a cama e sentou de frente a ele.

—Desculpa, não achei que fosse se ofender – o virginiano riu e tocou de leve o rosto da ninfa.

—Eu estava brincando, não precisa ficar sem jeito. – Luna sorriu e tocou a mão dele, o toque fez com que ele sentisse uma nova onda de calor.

—Mas, me diga... o que te traz aqui? – Luna agora cruza as pernas e Asmita deposita a mão em seu joelho.

—Precisava saber como está, se ainda tem tido pesadelos. –Agora ele começava a desconfiar dos sonhos que ela teve.

—Não, eles pararam, ainda bem.

—Que bom, fico satisfeito em saber disso.

—Ah! – Luna se levanta rapidamente e Asmita estranha a atitude dela – Eu esqueci de lhe oferecer vinho,você me serve chá e eu nem ofereço nada.

—Não precisa se incomodar – Asmita se levanta e segue a jovem – Eu já estou de saída e não quero lhe dar trabalho.

—Não aceito essa desfeita – Luna já estava com a garrafa em mãos e tinha duas canecas com ela – Prove esse vinho, Gaia é quem trouxe.

Asmita não costumava beber, mas sabia que se recusasse, a jovem ficaria chateada. Luna encheu as duas canecas e entregou uma para o virginiano.

—Vamos brindar a sua rápida visita – eles brindam e tomam um gole da bebida.

Asmita gostou do vinho, era doce e bem encorpado. A bebida lhe esquentou por dentro, trazendo uma ótima sensação.

—Muito gostoso – em um gole só acabou com o que tinha na caneca – Obrigado pelo vinho – em seguida entregou a caneca para Luna.

—Não quer mais? – ela pergunta enquanto ainda degustava sua bebida.

—Não seria boa idéia – ela olha de uma forma curiosa para ele – Vinho acaba “esquentando” demais, não acha?

Ela começa a rir e o virginiano fica satisfeito ao ver que ela entendeu aonde ele queria chegar.

—Aprendi isso... o vinho atiça os instintos mais quentes das pessoas. – ela terminou a bebida e deixou as duas canecas em cima da mesa.

Asmita em um impulso, se aproxima e toca os cabelos sedosos dela, Luna estranha a aproximação, mas não se afasta. Em total silêncio, ele desliza os dedos pelo cabelo, chegando ao colo dela.

—Tem certeza que já vai? – essa foi a única pergunta que veio a mente da ninfa, aquele toque do virginiano estava deixando a moça balançada.

Não sabia explicar por que, mas o jeito como ele estava ali, diante dela, a deixou encantada. A face serena se transformou, agora Asmita tinha um ar de sedução, sua presença estava diferente

—Quer que eu fique? – com o dedo indicador, ele desenhou o contorno dos seios dela, que apareciam pelo decote do vestido.

A respiração dela ficou falha, aquele toque deixou todos seus pelos do braço arrepiados.

—Podemos conversar mais... – Asmita ignorou as palavras dela, ele desceu a mão até a cintura da jovem e deu um leve aperto, fazendo com que ela soltasse um “ai” ao sentir a mão dele fazer tal gesto.

Ele sorriu, maliciosamente e isso deixou claro que suas intenções iam além da conversa. Luna via o desejo através do seu gesto, seu modo de falar, aquilo estava a deixando desconcertada.

—Eu sempre quis saber, como é o sabor do seu beijo – com a voz rouca, ele aproximou seus lábios dos dela – Deve ser doce e gostoso como esse vinho.

Luna ia responder, mas não teve tempo. Asmita cobriu seus lábios com os dele, seu corpo foi colado a armadura dourada, já que ele a agarrou pela cintura e puxou ao seu encontro.

Ela sentiu o perfume dele, aroma discreto, porém marcante. Ela sentiu a língua do cavaleiro pedir passagem, no calor do momento, ela cedeu e permitiu seu toque.

Era sensual, ele massageava sua língua com a dele, os cabelos loiros acariciavam sua face. Enquanto uma das mãos subiu da cintura até o ombro, ali ele desceu uma das alças do vestido.

Ao encerrar o beijo, ele sugou com vontade o lábio inferior dela. Da boca ele foi para o ombro, distribuiu beijos e lambidas no local.

—Asmita, pare por favor – seu pedido não foi atendido e antes que conseguisse se afastar, o virginiano abaixou a parte de cima do vestido.

Sua boca procurou a dela, mas Luna se afastou bruscamente.

Ambos ficaram afastados, ofegantes e o clima era totalmente estranho. Luna estava perdida, não entendia como aquilo tudo aconteceu assim.

Asmita, estava sem saber o que dizer. Havia se descontrolado,desejava tanto a jovem, que perdeu a noção do que estava fazendo.

—Desculpe... – ele se aproxima – Eu não deveria ter me excedido tanto.

Luna havia gostado, não podia negar, mas não era o certo já que estava com o espanhol.

—Por que fez isso? – ela agora ajeitava o vestido e passava as mãos pelos cabelos de uma forma nervosa.

—Porque te desejo, Luna – ele se aproxima novamente e segura a mão dela – Peço que me perdoe, fui muito impulsivo.

—Não tem problema... – ela toca o ombro dele levemente – Só não pode se repetir, já que estou envolvida com uma pessoa.

Nessa hora, Asmita se lembra da conversa que tiveram na arena uma vez, sobre um tal homem que ela gostava. Deveria ser com ele, que ela estava tendo um romance.

—Por isso que não permiti que continuasse – ela percebe que ele ficou um tanto desapontado – Quero que entenda que somos apenas amigos.

—Amigos não se beijam dessa forma, concorda? – ele queria que ela entendesse que se não fosse outro homem, certamente era com ele que ela estaria.

—Eu gostei do beijo... mas, não é certo com o Cid – nessa hora o virginiano fica surpreso.

—El Cid?

—Sim... é com ele que estou.

—Casal inusitado... era ele o homem que você falou na arena?

—Era... agora nos acertamos e estou feliz com ele. – Luna não queria parecer desagradável mas, precisava ser sincera.

—Espero que ele te valorize e a faça feliz – ele se aproxima e toca com carinho a face dela – Saiba que independente de qualquer coisa, eu sempre estarei de braços abertos para você.

Asmita toca de leve os lábios macios da ninfa, respirou fundo e saiu do quarto. Assim que ele foi embora, Luna trancou a porta e encostou a testa na mesma.

Seu coração ainda estava disparado, o sabor dos lábios do loiro, ainda marcavam sua boca. Não entendia, como em questão de minutos, tudo aquilo aconteceu.

Amava El Cid, por isso não conseguia entender o que aconteceu ali. O beijo de Asmita era ótimo, seu toque fez seu corpo estremecer, aquilo tudo a deixou confusa.

Enquanto ela tentava colocar a mente e o corpo em ordem, o virginiano estava com um mix de sentimentos. Surpreso por saber que a ninfa estava com El Cid e feliz por ter provado seu beijo.

Esse era o único motivo, pelo qual ele não estava totalmente arrependido da atitude que tomou. Sabia que havia sido ousado, mas depois com calma, conversaria com a jovem.

No momento, precisava voltar para sua casa e tentar descobrir, quem é a pessoa que ronda o santuário.

********************

No santuário de Afrodite, Gaia aguardava o retorno da deusa. Já fazia horas que ela havia saído e nada de voltar.

A loira andava de um lado para o outro dentro da sala, já havia ido caminhar no jardim e até verificar alguns trabalhos. Achava que com isso, o tempo passaria mais rápido e logo teria notícias.

Mas, nada aconteceu. Afrodite não deu sinal e nem tentou se comunicar por telepatia, isso estava deixando Gaia mais preocupada.

Cansada de ficar dando voltas, ela se senta na poltrona e joga a cabeça para trás. Respira bem fundo e tenta se acalmar, ficar naquele estado não resolvia nada.

Após alguns minutos, Afrodite chega e Gaia abre um sorriso ao ver sua deusa de volta. Mas, logo desfaz o sorriso, ao ver a expressão de raiva no rosto dela.

—Minha deusa, como foi? – Gaia se levanta e caminha na direção de Afrodite.

A deusa respira fundo e passa a mão nos cabelos, olha para Gaia como se procurasse a solução.

—Foi péssimo, Gaia – Afrodite vai até sua poltrona e se senta – Discuti com Hypnos e quase dei uma bofetada naquele cretino. – Ela tinha a raiva estampada no olhar e Gaia já entendia que nada havia sido resolvido.

—Ele deixou bem claro que não vai desistir da Luna. Eu disse que iria até Zeus para conseguir ajuda... mas, não deu muito certo.

—Como assim? Zeus se negou a ajudar? – Gaia agora estava aflita, antes Zeus havia ajudado e isso era uma esperança.

—Ele me disse que nada pode fazer – a deusa agora tentava manter a calma e falar mais pausadamente – Luna agora já é uma jovem e pode tomar suas próprias decisões.

—Mas, Hypnos pode tentar enganá-la... será que não entendem isso?

—Gaia... eu também não me conformo. Mas, não temos outra saída, se não a verdade. – agora Gaia era quem mexia nos cabelos, estava nervosa e nem queria pensar nessa possibilidade.

—Senhora, essa estória já é passado. Não quero mexer nisso e tudo isso vai acabar abalando a minha menina. – o olhar da ninfa trazia um pedido desesperado, a deusa sentiu pena.

—Eu sei... – Afrodite para e pensa por mais alguns segundos – Gaia me deixe só, preciso pensar no que vamos fazer, por favor.

Gaia atendeu ao pedido da deusa, se retirou, deixando Afrodite sozinha.

A deusa tinha seus pensamentos bagunçados, emoções afloradas. Queria poder acabar com Hypnos, Thanatos, Hades, todos eles.

Assim, tudo aquilo teria um fim, as armações do deus do sono e a futura guerra santa nem precisaria acontecer.

Só que isso não dependia somente dela, com tudo isso fervilhando em sua cabeça, Afrodite permaneceu trancada em sua sala, em busca de uma solução.

Notas finais
Gostaram?? Asmita safadinho né rsrsrs Afrodite coitada está sem saída, vamos ver em breve mais novidades. Beijos!