Notas iniciais
Olá pessoal! E chega o capítulo de número 30! Demorou mais chegou rsrs Quero agradecer a todos que acompanham.Sempre que vejo os comentários ou os acessos na fic, sinto uma enorme satisfação. Bem, sem mais... boa leitura!

O dia correu tranquilamente, após os treinos, os cavaleiros e seus discípulos, seguiam seu rumo.

Kárdia, que já havia tido um excelente começo de dia, estava com um sorriso estampado em sua face.

Passou a manhã toda assim, seus companheiros sabiam como ele era, mas , naquela manhã em especial, havia algo diferente. Degel, já sabia o motivo de tanta alegria, mas mantinha-se em silêncio.

Os dois caminhavam juntos, enquanto o escorpiano ia para casa, o aquariano ficaria na primeira casa do zodíaco. Tinha assuntos a resolver com Shion, por isso não seguiriam com o amigo.

—Tenho que agradecer por ter me ajudado, com meus discípulos. Se não fosse por você, teria perdido bons momentos... – Kárdia dá um longo suspiro e Degel ri do jeito do amigo.

—Cara e jeito de apaixonado...você não me engana, Kárdia. – com seu jeito simples, Degel provocava o amigo.

—Pode apostar que sim, estou apaixonado, meu amigo. – os dois sorriem, logo chegam a casa de áries.

—Fico por aqui, esperarei por Shion. – os dois se despedem e Kárdia segue para sua casa, louco para comer algo e descansar.

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Ester já havia arrumado tudo na casa de virgem, demorou um pouco além do esperado, já que nunca havia trabalhado lá.

Subia tranquilamente as escadas, em sua mente, planejava fazer uma visita ao cavaleiro de escorpião. Não podia negar, que estava sentindo falta dos toques audaciosos dele em seu corpo.

A pouco tempo atrás, passou pela casa de escorpião, mas, seu morador não estava presente. Isso não a desanimou, pretendia ir a noite e fazer uma surpresa.

Assim que chegou a casa de capricórnio, ela ouviu uma voz lhe chamar. Ao se virar, deu de cara com sua amiga Berna.

—Pensei que já havia acabado seu serviço – diz Ester indo em direção a amiga.

—Eu tive que arrumar o quarto do senhor El Cid e acabei me demorando mais – Berna trazia com ela uma cesta com alguns lençóis e roupas.

—Eu também acabei demorando mais...hoje tive que ir para casa de virgem. – elas conversavam próximo a entrada da casa, enquanto o papo acontecia bem empolgado, El Cid ia se aproximando do local.

—Nossa, coragem. Dizem que esse homem é estranho e cheio de mistérios – Berna tinha uma expressão de espanto, para ela o cavaleiro de virgem era alguém não muito confiável, pela sua fama no santuário.

—Mas, você não sabe o que eu vi lá... – Berna continuou a olhar para a amiga, mas dessa vez com cara de curiosidade.

—E o que foi?

—A ninfa que é dama de companhia da senhorita Athena, estava no quarto do senhor Asmita...

Naquela hora um silêncio se fez, não só pela surpresa da notícia, mas pela presença do espanhol, que havia acabado de chegar ao local.

El Cid encarava as duas mulheres, com o olhar severo, que só ele tinha. Sua face estava fechada e seu bom humor foi embora, ao ouvir o que a Ester disse.

As duas ficam paradas, mas, logo Berna abre a boca e toma a iniciativa de falar.

—Boa tarde, senhor.

—Boa tarde, Berna. – a voz dele saiu pesada e sem um pingo de ânimo.

—Eu já terminei minhas tarefas e estou de saída...aliás, estamos. – ela olha para Ester, que concorda.

Assim que iam dando as costas para ir embora, El Cid pede para que parem.

As duas se viram novamente, estavam tensas, pois o cavaleiro não estava com jeito amistoso.

—Você fica – e aponta para Ester.

Ela engole em seco, olha para Berna, que imediatamente se retira do local. Conhecia bem o espanhol e sabia que a coisa havia ficado séria e já havia entendido o motivo.

—O que deseja de mim, senhor?

—Saber se o que disse a Berna é verdade.

—A que se refere?

—Ao fato de ter encontrado a ninfa no quarto do Asmita... – El Cid cruzou os braços e mantinha uma postura firme,que intimidaria qualquer um.

—Bem... hoje eu fui trabalhar lá, assim que passei pela porta do quarto do cavaleiro de virgem, a ninfa abriu a porta e deu de cara comigo. – nervosa, Ester sabia que não deveria contar nada ao espanhol, mas diante daquela situação não viu outra saída.

—Só isso? – El Cid se controlava ao máximo, mas saber disso o deixou muito nervoso.

—Sim, senhor. Logo em seguida ela fechou a porta e não a vi mais.

—Disse isso a mais alguém, além da Berna? – seu olhar era penetrante e desafiador, Ester tremeu dos pés a cabeça e se amaldiçoou por não ter ficado calada.

—Não, disse somente a ela...

—Então volte a seus afazeres e nada de sair espalhando estórias por ai, fui claro?

Ester concorda e em seguida é dispensada pelo cavaleiro.

A cada passo que dava, trincava os dentes e xingava o espanhol, estava se sentindo humilhada e pior do que isso, foi ter contado algo que havia prometido não revelar.

Se o Asmita descobrisse, ela estaria em maus lençóis.

Enquanto isso, El Cid subia para seu quarto. Estava com o sangue fervendo, só de imaginar na possibilidade daquilo ser verdade.

“A noite tiro essa estória a limpo”, pensou o espanhol.

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Deitada em sua cama, com o corpo enrolado nos lençóis brancos, Luna dormia tranquilamente.

Sua respiração estava serena, em sua face, havia uma expressão leve, que logo mudou ao sentir algo.

Um toque envolvente e firme, que percorria sua perna. Ao abrir os olhos, imaginou que seria seu amado espanhol.

Assim que levantou a cabeça, seus olhos se arregalaram, tamanha foi a surpresa. Ali, bem na sua frente, estava o cavaleiro de virgem.

—Asmita? – a ninfa rapidamente sentou na cama e cobriu os seios com o lençol.

—Desculpe, não tive a intenção de assustá-la. – ele se aproximou e sentou ao lado dela.

Sem entender o que estava acontecendo, Luna sentiu que havia algo de errado.

—Houve algum problema? Tive outro pesadelo e não sei? – enquanto ela disparava perguntas, o virginiano se mantinha calmo e tinha um sorriso diferente nos lábios.

Sua mão logo foi de encontro ao rosto da ninfa, Luna calou-se e ficou a observar os movimentos dele.

Sua mão acariciava a bochecha dela, que logo ficou corada, com o toque do virginiano.

—O...oque você quer? – encabulada por causa da situação, Luna não entendia o motivo daquela visita.

—Você sabe o que desejo – Asmita se aproxima mais e deixa seus lábios próximos aos dela – E sei que você também deseja o mesmo que eu.

Essas palavras, tiraram completamente a concentração da jovem. Aliás, concentração que estava apenas em um detalhe, a boca linda e bem desenhada do loiro.

Antes mesmo que ela pudesse dizer algo, Asmita foi rápido e tascou um beijo, nos lábios carnudos dela.

Luna tentou empurrá-lo com as mãos em seu peito, mas suas forças não eram o suficiente. Ele pegou suas mãos e as segurou atrás das costas, dessa forma, conseguiu controlar a jovem, que começou a ceder aos beijos.

O lençol escorregou, revelando os seios, que tocavam o tecido leve da blusa que o cavaleiro usava.

Seus corpos estavam muito próximos, Luna acabou resistindo novamente e desviou sua boca da dele. Asmita a soltou, aproveitando a chance ela levantou da cama e foi em direção da mesinha que havia no quarto.

O fato de estar nua, não a preocupou, o que realmente queria era acalmar o corpo e a mente. Missão impossível, já que pouco tempo depois, o loiro levantou e foi até ela.

—Asmita, você sabe que não podemos fazer isso... – Luna dava alguns passos para trás, enquanto Asmita seguia em sua direção, com um sorriso malicioso e tentador.

Ela nunca havia visto ele assim, quando deu o último passo, esbarrou na mesinha, então ele veio e parou bem em frente a ela.

—Não precisamos falar para ninguém – ele a segurou pela cintura com uma das mãos – Será um segredo somente nosso.

Ele a puxou para si, enterrou seu rosto na curva do pescoço da jovem e deu um beijo, seguido de uma leve mordida.

Luna soltou um gemido, aquele toque, a deixou arrepiada dos pés a cabeça.

—Farei algo para que relaxe mais... – essas palavras foram ditas da forma mais sedutora possível, bem próximo da orelha.

Aquele hálito quente, misturado com a sensualidade na voz, deixaram Luna sem palavras. Mas, o melhor ainda estava por vir, a boca do virginiano, foi do pescoço para o seio.

Com calma, ele lambeu o mamilo, que já estava rijo por conta dessa aproximação tão quente que estava acontecendo. A língua percorria devagar, não resistiu por muito tempo e logo começou a sugar com força.

O que mais lhe agradava, eram os gemidos abafados que a ninfa soltava, o peito subia e descia muito rápido, ela estava ofegante e com certeza muito excitada.

Luna queria colocar um fim na situação, mas não conseguia fazê-lo parar. Assim que pensou em protestar e encerrar tudo, foi surpreendida por um toque mais ousado.

Asmita a pegou pelo quadril, levantou e a colocou sentada na mesa.

—Espera... o que pretende? – Luna o afastou com as mãos, seus cabelos estavam bagunçados e alguns fios grudados no rosto, por causa do suor.

—Apenas lhe dar um pouco de prazer, você não quer? – sem esperar uma resposta, ele abriu as pernas dela e colou a mão em sua parte íntima.

Assim que sentiu o toque firme das mãos macias do cavaleiro, Luna ficou com as pernas moles e o coração acelerado. Corou ao ver que ele agora tinha a certeza, de que ela estava adorando tudo aquilo.

—Eu sabia que você queria – com o dedo médio, ele acariciava o ponto sensível dela – A prova está bem em meus dedos, que agora estão bem melados.

Sem pensar em mais nada, Luna se inclina e beija o loiro com vontade. Decidi se entregar a aquele homem, que tanto mexia com seus instintos.

Aquele jeito carinhoso, gentil, cavalheiro e sedutor.Tudo em um homem só, combinado com uma beleza diferente e excitante.

Em sua mente, veio a cena dele nu, todo molhado. Aquilo fez com que sua excitação aumentasse, gemeu baixinho no ouvido dele, ao sentir que um dedo foi introduzido em sua feminilidade.

—Me leva pra cama – ela suplicou a ele, que de imediato, atendeu ao pedido.

A pegou no colo e foram para cama, enquanto ela o aguardava, o loiro tirava a camisa, revelando aos poucos o que a ninfa tanto desejava ver.

Ao percorrer com o olhar, o peitoral e a barriga definida, Luna logo se perdeu no volume que havia se formado, dentro da calça dele.

Ela se levantou e colocou a mão ali, deslizava com um toque suave, enquanto mordia o lábio inferior. Estava louca de vontade de provar o sabor dele.

—Quer que eu tire a calça? – Asmita pergunta com um tom de ironia, pois sabia muito bem que era o que ela desejava.

—Claro que eu quero – Luna fica de joelhos na cama, começa a beijar o abdômen dele, enquanto Asmita segura de leve sua cabeça.

Os beijos molhados, vão descendo, chegando próximo da região íntima do cavaleiro. Nessa hora, ele solta o cordão que prendia a calça e a deixa deslizar pelas pernas.

Luna abre um sorriso, ao ficar frente ao membro ereto e pulsante do cavaleiro. Assim que ia abocanhar, ela foi impedida por ele, Asmita a subiu novamente e beijou sua boca.

Enquanto as línguas se enroscavam, em um movimento sensual e excitante, ele a deitava na cama e cobria o corpo dela com o seu.

Aos poucos foram se encaixando, Asmita nem precisou pedir nada, Luna estava disposta a tudo e logo abriu as pernas para recebe-lo.

A vontade a consumia, queria logo que a sessão de prazer começasse.

—Vem...quero senti-lo dentro de mim. – com as bochechas coradas e um olhar cheio de desejo, ela fez seu pedido a ele.

—Seu pedido é uma ordem...te darei muito prazer. – em seguida ele esfrega a ponta do pênis na entrada úmida e quente dela.

Assim que ia penetrá-la, batidas na porta, foram ouvidas e Luna acabou se assustando.

—Luna! Eu sei que está com ele, abra a porta. – a voz que se pronunciou, era do El Cid e pelo tom, o espanhol estava furioso.

—Pelos deuses! É o El Cid aqui. – ela sentou na cama e ficou a olhar desesperada para o virginiano, que em momento algum se abalou com a novidade.

—Lembre-se, ele não precisa saber de nada... – Asmita colocou o dedo indicador nos lábios, em sinal de silêncio e em seguida desapareceu.

Nisso, a porta foi arrombada e o espanhol invadiu o quarto. Luna se levantou para falar com ele, mas El Cid a pegou pelo pescoço, deixando sem chance de defesa.

Ele estava com um brilho estranho nos olhos e a fúria estampada em sua face. Luna ia dizer algo, quando de repente ouviu alguém chamar seu nome.

—Luna! – a voz de Sasha, fez com que a ninfa abrisse os olhos e despertasse de seu sonho.

Ainda com a visão embaçada, ela se senta na cama e fica a observar o local. Olhava assustada para todos os lados, ainda a procura de Asmita ou El Cid.

Assim que se deu conta de que havia sido um sonho, ela coloca a mão no rosto e fecha os olhos, tentava se acalmar e manter seus pensamentos em ordem.

—Luna, você está? – de repente, a voz de Sasha lhe chama novamente a atenção.

Toda atrapalhada, ela se levanta enrolada no lençol, vai até a porta e abre para a amiga. Assim que a vê naquele estado, Sasha percebe que acabou despertando a ninfa.

—Me desculpe, não sabia que estava dormindo.

—Não tem problema – Luna dá passagem para Sasha e ela entra no quarto – Você acabou me salvando de um pesadelo.

Ao ouvir essas palavras, Sasha ficou preocupada. A pouco tempo atrás, ela e Sage haviam tido uma conversa com Asmita, o virginiano relatou o que havia ocorrido na noite anterior.

—Que pesadelo?

—A... é...nada de mais, não se preocupe – Luna não queria falar sobre detalhes do sonho, então preferiu não comentar sobre isso.

—Tem certeza? – Sasha se aproxima e olha bem fundo nos olhos da amiga – Pode confiar em mim, sou sua amiga para todas as horas, viu? – após essa declaração, as duas sorriem e Luna afirma com a cabeça que sabia bem disso.

—Bem... mas o que te traz aqui?

—Hoje eu tive um encontro com o Kárdia – só de lembrar dos momentos com o cavaleiro, Sasha corou de imediato – e queria te contar como foi e tirar umas dúvidas.

Luna percebeu que algo mais “quente” deveria ter acontecido, mas deixaria que ela contasse tudo.

—Tudo bem, só vou colocar um vestido e já nos sentamos para conversar.

Sasha concordou e ficou a aguardar a amiga colocar uma roupa, estava um pouco tímida, mas sabia que com ela poderia se abrir.

******************

O fim de tarde chegou, trazendo com ele a brisa fresca que percorria todo o santuário. Kárdia estava na cozinha, havia acabado de comer, como a noite estava agradável, pretendia sair e visitar o amigo aquariano, para colocar a conversa em dia.

Mesmo que se vissem todos os dias, a rotina não permitia que conversassem sempre, então aproveitava uma oportunidade para fazer isso. Muitas vezes, Degel preferia ficar em casa, com seus livros e dispensava conversas, mas como hoje tinha novidades a compartilhar, sabia que ele não se negaria a recebe-lo.

Foi até o quarto, pegou a primeira camisa que viu e vestiu. Assim que ia saindo do recinto, deu de cara com Ester, que chegava toda sorridente e arrumada.

Seus olhares se encontraram, o dela cheio de desejo enquanto o dele tinha apenas indiferença.

—Aonde o meu cavaleiro pensa que vai? – ela se aproxima e coloca a mão no peito dele.

—Visitar meu amigo – ele retira a mão dela e a afasta – E você, o que faz aqui?

—Nossa, pensei que fosse ficar feliz em me ver. – Ester reclama e demonstra sua insatisfação.

Kardia fecha os olhos, respira fundo e decide que aquele teria que ser o momento para terminar tudo com ela. Se esperasse mais, talvez não surgisse a oportunidade e não pretendia prolongar a situação.

—Kárdia! Estou falando com você – Ester não estava gostando do jeito do escorpiano.

—Ester, preciso ser franco – ele se virou para a moça e se aproximou – eu não quero mais nada com você.

A forma natural como ele disse a frase, deixou a jovem sem reação. Ela ficou ali parada, encarando os belos olhos azuis dele, belos porém, frios.

—Como assim? – ela ainda tentava entender o que estava acontecendo.

—Eu simplesmente cansei, não quero mais transar com você – ele dizia tudo tranquilamente, enquanto ela mantinha sua expressão de indignação – Por isso decidi que é melhor não perdemos nosso precioso tempo, com algo que não vale mais a pena.

Ela engoliu em seco, a revelação dele lhe desceu muito mal, não acreditava no que havia acabado de ouvir.

Seus pés pareciam que tinham um peso absurdo, ela não conseguia nem sequer dar um passo, a vontade era sair dali imediatamente.

—Quem é? – ela questiona com os olhos cerrados, tentando evitar que as lágrimas desçam pelo rosto.

—Quem?

—A vagabunda com quem você está – ao abrir os olhos, ela tinha o ódio estampado na bela cor verde deles.

—Não existe nenhuma mulher, Ester. Eu simplesmente não quero mais nada com você. – Kardia mentiu para proteger Sasha, pois sabia que Ester poderia querer descobrir algo.

—Mentiroso! – Ester toma coragem e dá dois passos para frente – Mente como se fosse a coisa mais fácil do mundo, não se importa nem com meus sentimentos. – lágrimas rolavam e molhavam seu rosto.

Kardia mudou sua expressão de calma, para uma de surpresa. Naquela hora, lembrou da conversa com Degel, sobre a moça ter sentimentos por ele.

—Eu sinto muito... mas, não posso continuar. Entenda que é melhor assim, Ester.

—Claro, eu que fui idiota de me apaixonar e pior ainda... acreditar que você fosse um homem que valesse a pena.

Após desabafar, ela sai as pressas da casa de escorpião, deixando para trás todos os bons momentos que viveu ali.

Kárdia permaneceu parado por uns instantes, por mais que fosse cafajeste e que já tivesse feito isso algumas vezes, nunca era tão fácil como parecia ser.

Ainda mais quando descobria que a mulher nutria sentimentos por ele. Ver Ester daquele jeito, não o agradava, mas sabia que isso logo passaria e que outro homem a faria feliz.

Pelo menos era assim que gostava de pensar.

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El Cid estava na entrada da casa de capricórnio, olhar perdido no céu que começava a escurecer e pensamento em uma única coisa: a estória sobre Luna e Asmita.

Sua mente estava a mil, desde que ouviu Ester dizer aquilo para Berna e ainda lhe confirmar o que havia visto em virgem.

Não queria admitir, mas estava morrendo de ciúmes. Isso lhe consumia, sabia que era sinal, de que realmente estava apaixonado pela ninfa.

Fechou os olhos e continuou ali parado, ouvindo somente sua respiração. O silêncio costumava ajudar nessas horas, porém ele não durou muito tempo, logo ouviu uma voz.

—Boa noite.

Ao abrir os olhos, viu Luna ao seu lado. Com o sorriso encantador de sempre e um vestido que era um convite a tentação. Azul claro, com um belo decote na frente, que valorizava seus belos seios.

—Que bom que veio – Sem se mexer ou manifestar algum tipo de sentimento, o espanhol disparou essa frase para ela.

—Estava com vontade de vir – ela ficou de frente para ele e enlaçou seus braços no pescoço dele – vontade dos seus beijos – assim que ia beijá-lo, El Cid retira os braços dela e recusa o beijo.

Luna desfaz o sorriso e adquiri uma cara de preocupação.

—O que foi?

—Quero tirar uma estória a limpo – em seguida ele seguiu para dentro da casa.

Luna o acompanhou e começou a ficar tensa, lembrou do que havia acontecido na noite anterior, mas lembrou também que ele não tinha como saber.

—Cid, o que houve?

—Quero saber o que foi fazer na casa de virgem, no caso, o que estava fazendo no quarto do Asmita? – o espanhol não aguentou e lançou logo a pergunta, justo a que a ninfa não queria ouvir.

Notas finais
Espero que tenha gostado :) Até mais pessoal ;)