Somente Eu e Você
26 E o pesadelo retorna
Notas iniciais

O dia passou rápido, El Cid e Sísifo conversavam na casa de sagitário. Era fim de tarde, o sol já estava se pondo e o clima era agradável.
Na cozinha, os amigos conversavam sobre várias coisas. Sísifo tentava arrancar do amigo, confissões amorosas.
—Gostou? Ela ficou a vontade? Foi cavalheiro? – tantas perguntas disparadas para o espanhol, que se manteve com a expressão séria.
Encarava os olhos do sagitariano, que curioso aguardava as respostas, mas, El Cid não estava muito a fim de falar sobre o assunto. Queria manter sua noite com a ninfa, somente entre eles, não queria ficar falando sobre tudo.
—Você as vezes, parece uma menina fofoqueira, Sísifo – o espanhol se ajeitou na cadeira e voltou a encarar o amigo – Não gosto de ficar falando sobre isso, você sabe.
O sagitariano riu, sabia que sua curiosidade sobre certos assuntos, não agradava o amigo. Mas, estava feliz por vê-lo com uma moça, que ele realmente sentia algo especial.
—Fico tentando imaginar – agora ele se levanta e vai pegar uvas – Você todo sério, com essa cara fechada, seduzindo a mocinha.
Por mais que tentasse, não conseguia conter o riso, imaginar essa cena era um tanto engraçada. El Cid, por sua vez, achava um absurdo o amigo caçoar dele assim.
—Será que dá pra parar de rir... isso não tem graça – o espanhol agora se levanta e vai até o amigo.
—Desculpa, mas, quem te olha não imagina que leve jeito com as mulheres – Sísifo oferece uvas ao espanhol, que logo pega um cacho também.
—Não preciso ficar de sorrisos, basta fazer o que elas gostam. – El Cid olha para o amigo e ele logo entende o que ele quis dizer.
Sísifo não era bobo, pelo contrário, ele se dava bem com as mulheres. Igual ao amigo, ele preferia se envolver fora do santuário, assim não tinha complicações.
—Mas... – El Cid colocava uma uva na boca – respondendo sua pergunta, ela ficou a vontade sim. Fiz de tudo para que ela não ficasse tensa, bebemos um vinho e isso acho que ajudou um pouco.
—Hummm, vinho é sempre um aliado, ainda mais quando a moça é virgem. – Sísifo se apoia se encosta na parede.
—Isso ela era mesmo... você estava certo. Hoje ao me levantar, vi a mancha de sangue no lençol.
—Eu te disse... – Sísifo acabou de comer e foi beber um pouco de água, enquanto o espanhol terminava suas uvas.
—Vai casar com ela, não é? – El Cid engasgou com a uva, aliás, com a pergunta.
—De onde tirou essa ideia? – ele pergunta olhando espantado para o amigo.
Sísifo ficou parado, olhava para o espanhol, achou engraçada a reação dele. Mas, logo viu que ele não estava satisfeito com a pergunta.
—Ué, ela era virgem, vocês agora estão juntos. Nada mais certo, do que vocês se casarem. – Sísifo agora se sentava na cadeira, próximo ao espanhol.
—Você não pode estar falando sério? – El Cid terminou de comer e sentou junto do amigo.
—Por que não?
—Somos cavaleiros, esqueceu? – agora o espanhol tinha a expressão fechada – Não casamos e nosso dever é um só.
—Não me venha com isso, Cid – Sísifo agora demonstrava um jeito mais sério ao falar – Você pode ter uma esposa e filhos, desde que continue cumprindo com sua missão.
—Nosso estilo de vida é outro, meu estilo de vida é completamente diferente. Não existe espaço para família, você sabe disso. – o espanhol se levantou e caminhou até a entrada da cozinha.
Sísifo respirou fundo, sabia como o amigo era, muito concentrado e dedicado a vida de cavaleiro. Mas, isso não o impedia de ter uma família, se desejasse.
Athena não proibia isso, mas, muitos como o espanhol, não queriam misturar as coisas. Ele até entendia, mas não via sentido em uma vida, sem amor ou felicidade.
Nem todos ali eram felizes, muitos gostariam de casar, formar família. Porém, por medo eles não tomavam essa decisão.
—El Cid – Sísifo de aproxima do amigo e toca seu ombro – Eu sei como pensa, entendo seu ponto de vista – o espanhol se vira para ele e presta atenção em suas palavras – Mas, não deixe a felicidade lhe escapar.
—Eu sei que se preocupa comigo e minha felicidade, mas não tenho intenção de me casar. Seja com a Luna ou com outra mulher. – após essas palavras, El Cid olhou bem fundos nos olhos do amigo.
Sísifo olhava com ele e entendia o porque daquelas palavras.
—Ainda pensa nela, não é? – a pergunta fez o espanhol desviar o olhar do outro.
—Sabe que sim... Mine foi muito especial para mim. – El Cid se encostou no pequeno armário que havia na cozinha.
Um pequeno momento de silêncio se fez no ambiente, o sagitariano sabia que falar sobre aquilo, fazia com que o espanhol ficasse mal.
Por isso, decidiu encerrar o assunto. Não queria mexer em feridas, sabia que por mais que estivem cicatrizadas, elas ainda doíam fundo no amigo.
—Sísifo, vou embora. Hoje estarei na ronda. – El Cid se afastou do armário e ia se dirigindo para a saída, quando Sísifo tocou seu braço, fazendo com que ele parasse.
—Me desculpe...não tive a intenção de tocar nesse assunto. – o sagitariano estava arrependido do rumo que a conversa havia tomado.
—Não se preocupe, como já disse, entendo seus motivos – El Cid tocou o braço do amigo e deu um sorriso de lado, simples e significativo.
Sísifo retribuiu, conhecia o espanhol a muito tempo e sabia que ele não costumava demonstrar suas emoções. O sorriso era uma forma de demonstrar isso, por ser muito sério e evitar isso em público, muitos o consideravam frio.
Mas, ele sabia que não era assim. Que ali, debaixo daquele jeito todo fechado, existia um homem com um bom coração.
Logo se despediram, naquela noite El Cid faria ronda pelo santuário. Como era pontual, precisava ir a sua casa e se preparar, não queria se atrasar por qualquer motivo.
Enquanto fazia seu caminho, as palavras de Sísifo ecoavam em sua mente. Aquela conversa o deixou incomodado, não pensava em formar família, sua vida como cavaleiro era tudo para ele.
Tinha seus objetivos, um deles era aperfeiçoar sua técnica, a excalibur. Por isso, se dedicava tanto, treinava até se esgotar e tinha uma dedicação extrema.
Para ele, seus esforços nunca eram o suficiente. Era seu maior crítico e acreditava que se continuasse nesse caminho, logo conseguiria atingir a perfeição.
Nesse caso, casar e ter uma esposa, não fazia parte de seus planos. Ainda mais sendo com a Luna, uma mulher que precisaria muito de sua atenção, já que demonstrava ser frágil e muito emotiva.
Ao lembrar dela, ele fechou os olhos e mentalizou seu rosto, seu sorriso. “Como pode ser tão meiga?”, seu pensamento reforçava mais ainda sua opinião.
Assim que chegou em casa, tratou logo de subir, assim que chegou ao andar superior, sentiu uma presença. Quando abriu a porta e entrou no quarto, viu as velas acesas, um perfume de rosas estava no ar.
Ao olhar para a cama, viu a ninfa deitada nela, Luna estava usando um vestido amarelo. O olhar era atraente, ali naquele momento a pouca luz que havia, iluminava seus belos olhos azuis.
Estava deitada de lado, com o braço servindo de apoio. O olhar de El Cid percorreu suas curvas, a cintura bem acentuada e os quadris que lhe chamavam atenção.
—Boa noite, senhor El Cid – brincou a ninfa, exibindo um sorriso inocente e tentador ao mesmo tempo.
Ele por sua vez, não respondeu. Com o pé fechou a porta, caminhou até ela, em nenhum momento o contato entre seus olhares foi quebrado.
Ele a olhava de cima, com aquele ar de homem bravo, a ninfa sentia um tesão incrível com aquela postura dele. Parecia que ia tirar sua roupa só com o olhar ou que iria agarrá-la a qualquer momento.
Ele se abaixou, continuo a encarando de uma forma sedutora, com o dedo indicador, ele tocou os lábios dela. Seguindo o instinto, a ninfa lambeu a ponta do dedo dele, o espanhol gostou da atitude.
—O que te traz aqui, minha ninfa? – ele pergunta, enquanto passa o dedo no contorno dos lábios dela.
—Queria te ver... estar com você – ela segura a mão dele e começa a distribuir beijos nos dedos e na palma, causando um calor intenso no cavaleiro.
Seu jeito meigo, delicado, estava instigando o espanhol, que estava adorando o carinho. Logo, Luna o surpreendeu, colocando o dedo médio em sua boca e sugando com vontade.
Ele estava fascinado, via a jovem sugar e lamber seu dedo, isso o deixou facilmente excitado. Então, ele não resistiu e a beijou, com desejo e intensidade.
Em questão de segundos, estavam deitados e aos beijos. As carícias continuaram, mas dessa vez, El Cid explorava o corpo dela.
Enquanto sua boca saboreava a dela, sua mão desceu até sua intimidade, ali, ele tocou com delicadeza e precisão. Luna então, abriu mais as pernas, para aproveitar aquele toque tão gostoso e que a fazia gemer entre os beijos.
—Preciso fazer a ronda hoje – entre os beijos ele dizia – Você escolheu a noite errada para vir aqui.
—Eu sei... só vim porque queria ficar um pouco com você – Luna gemeu no ouvido dele, ao sentir o dedo do espanhol, invadir sua intimidade.
El Cid penetrava a ninfa, olhava para o rosto dela, com o prazer bem visível em suas expressões. Ela estava corada, com os lábios entreabertos e o peito subia e descia rápido, por causa da respiração ofegante.
—Está gostoso, minha ninfa? – Luna balançou a cabeça afirmando, então ele parou o toque e retirou o dedo, levando em seguida ele até a boca dela – Chupa agora e sinta seu próprio sabor.
Luna obedeceu, chupou o dedo dele, sentiu seu sabor e isso fez com que seu corpo ficasse em chamas. Ele por sua vez, delirava com a cena, logo imaginou ela chupando seu membro, que a essa altura já estava doendo de tanta excitação.
Sem perder tempo, ele se levantou e retirou sua roupa, deixando as peças jogadas no chão. Em seguida, ajudou a ninfa a se despir, agora nada mais atrapalhava.
Logo estavam se amando, El Cid a penetrava com cuidado, ela ainda não era experiente e por isso ele temia machuca-la. Mas, quando Luna pediu para que ele acelerasse, seu pedido foi atendido com vontade.
Os gemidos dela ecoavam pelo quarto, os corpos suados, molhavam os lençóis limpos. Os beijos eram quentes e a cada investida forte dele, a ninfa jogava a cabeça para trás e gemia alto.
—Você além de linda é deliciosa... – El Cid agora estava com as mãos firmes segurando a ninfa pela cintura e indo com mais intensidade na penetração.
Agora ambos estavam em um ritmo acelerado, o clímax estava próximo, como havia percebido que a intensidade dos gemidos dela haviam aumentado, ele decidiu seguir assim.
—Ai Cid... sinto algo forte... acho que... – Luna não conseguiu mais falar, assim que El Cid entendeu o que ela queria dizer, ele intensificou as estocadas.
Ela gemeu mais e logo que sentiu o corpo dela estremecer, ele retirou o pênis de dentro e com movimentos rápidos ele gozou em cima da ninfa.
Luna sentiu o líquido quente, cair sobre sua barriga e um pouco próximo aos seios. Ao olhar para o amado, viu a satisfação em seu rosto, com isso ela sorriu e recebeu de volta um sorriso tímido dele.
Aquilo mexeu com ela, nunca havia visto ele sorrir antes. Não foi um sorriso aberto, mas mesmo assim, era algo diferente.
Ele se debruçou sobre ela, tirou com a mão os cabelos que estavam grudados em seu rosto e em seguida a beijou com ternura.
—Pelo visto, você gostou – a ninfa olhava para ele aguardando uma resposta.
—Pode ter certeza disso – ele se levantou e foi pegar um pano, ela ficou deitada observando seus movimentos.
Assim que voltou, ele se sentou ao seu lado e começou a limpar a barrida dela. Deslizava o tecido pela pele alva, com cuidado para não esfregar e deixa-la vermelha.
—Você gostou também... – ele a olhava – foi muito bom sentir você gozando.
—Eu nunca havia sentido isso antes – agora ela se senta e fica mais próxima dele – Foi incrível.
—Você é incrível... uma mulher que é capaz de satisfazer qualquer um – ele toca o rosto da ninfa e com a outra mão a puxa pela cintura, para aproximar ainda mais – Mas, que é somente minha.
Aquelas, palavras fizeram com que a jovem sentisse algo forte. Ela sorriu, roçou seu nariz ao dele e disse:
—Toda sua... somente sua – ao olhar fundo em seus olhos, El Cid sentia a firmeza que precisava, isso o deixou satisfeito.
Se beijaram, aquele beijo, as palavras e atitudes dele, fizeram a ninfa se sentir segura. Não queria que aquilo acabasse, desejava que aquele momento fosse eterno.
Mas, como tudo que é bom acaba, o espanhol interrompeu o beijo e se levantou. Precisava se arrumar para fazer a ronda.
—Vou me arrumar, não posso me atrasar. – em seguida foi lavar o rosto e pegar uma calça limpa.
Luna se levantou, se vestiu e esperou o amado terminar de se arrumar. Adoraria dormir ali e esperar seu regresso, mas isso não seria possível.
Poucos minutos depois, o espanhol surgia, usando a armadura dourada. Eles desceram as escadas e antes de partirem, se beijaram novamente.
—Vá com cuidado e durma bem – disse o espanhol, acariciando o braço dela.
—Tenha uma boa noite e se cuide também – com um sorriso ela se despede e cada um segue seu rumo.
Luna com o coração cheio de amor e esperança de algo mais sério com o cavaleiro. Enquanto ele, estava satisfeito por ter estado com ela, por tê-la feito provar um prazer que jamais havia sentido antes.
Mas, por outro lado, estava preocupado. Não sabia aonde aquilo iria chegar e só de pensar nas palavras do amigo Sísifo, seus pensamentos ferviam.
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Sasha se preparava para deitar, já havia vestido a camisola e agora estava em frente a penteadeira. Penteava os longos cabelos, tinha nos lábios um sorriso, que sempre aparecia ao recordar os últimos acontecimentos.
Sentia-se uma boba, mas estava feliz e isso contava muito. Em meio a todos os problemas, ela tinha um bom motivo para se manter calma, aliás, um belo motivo.
Assim que terminou, se levantou e foi para a cama. Antes que conseguisse se deitar, ouviu batidas na porta.
Estranhou, naquela hora não costumavam procurá-la. Logo foi atender, ao abrir a porta, deu de cara com Ágata e um pequeno buquê de flores vermelhas.
—Desculpe incomodá-la, senhorita – a serva estava sem jeito de incomodar a deusa aquela hora – Mas, o senhor Kárdia pediu que lhe entregasse isso. – em seguida ela entrega o buquê.
Sasha olhava espantada para a jovem, pegou as rosas e sorriu discretamente. Viu que a serva havia percebido tudo, não tinha como negar algo, mas, também não devia satisfações a ninguém.
—Muito obrigada, Ágata. – a serva sorriu e pediu licença para se retirar, já que Sasha não deu sinal de querer algo a mais.
A italiana fechou a porta, caminhou até a cama e sentou-se nela. Ficou ali acariciando as pétalas das rosas e sentindo o perfume marcante delas.
Ela já até imaginava de onde vinham, mas iria perguntar pessoalmente ao seu amado. Com certeza, o agradeceria da melhor maneira possível.
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Já era madrugada, o santuário estava mergulhado em seu sossego. Alguns dourados junto com alguns cavaleiros de prata, faziam a ronda, para garantir a segurança de todos.
A noite estava agradável, o céu estava cheio de nuvens e volta e meia a lua que estava linda e brilhante, tinha sua beleza escondida por elas.
No quarto da ninfa, ela se encontrava dormindo. Mas, não era um sono tranquilo, Luna estava agitada e sua expressão era de inquietação.
Em seu sonho, Luna caminhava em meio a uma floresta. Estava assustada, era noite e ela não sabia como havia chegado ali.
Ao olhar para cima, viu a lua, respirou fundo e tentava lembrar de algo. Tudo em vão, nada lhe vinha a mente, então decidiu seguir em frente, uma hora alguém a encontraria.
Com certeza, no santuário sentiriam sua falta e mandariam cavaleiros a sua procura. Pelo menos, era com isso que ela contava.
Após dar mais alguns passos, ela ouviu um barulho, logo atrás dela. Parou e ficou atenta, sua respiração estava descompassada, devido ao estado de nervos em que estava.
Logo ouviu passos e viu um vulto passar próximo dela, a pessoa correu, assim que a viu mais de perto. Luna se assustou, mas como estava com medo, acabou paralisando.
Quando pensou em se mover, sentiu alguém se aproximar. Quando se virou para ver quem era, deu de cara com uma pessoa, carregando algo em seus braços.
Cabeça baixa, longos cabelos cacheados e um choro que causavam na ninfa uma dor no peito.
—Quem é você? – pergunta Luna, de uma forma receosa.
Nenhuma resposta, somente o choro e palavras que eram sussurradas. Luna estava sem saber o que fazer, queria sair logo dali, mas a pessoa lhe despertou curiosidade.
Ela deu um passo a frente, na tentativa de se aproximar.
Mas, a pessoa recuou e levantou a voz para ela.
—Não é certo... – agora ela demonstrava estar muito nervosa – por causa dessa criança eu não posso mais ser feliz.
Luna ficou surpresa, então aquilo nos braços, era uma bebê. Logo ela percebeu, que era uma mulher mesmo e que algo de muito ruim devia ter acontecido.
—Por favor, me diga quem é e eu a ajudarei – assim que disse essas palavras, a mulher riu.
Dava gargalhadas altas, caminhou na direção da ninfa que permaneceu parada. Assim que se aproximou bem ela disse:
—Como pode me ajudar... se foi você quem acabou com minha vida... – nessa hora a ninfa fica sem palavras, mas tudo piora ao ver o rosto ser revelado.
Luna levou a mão a boca e arregalou os olhos, ali bem a sua frente, estava Eva, sua mãe.
—Mãe? – essa palavra saiu com dificuldade, Luna tinha uma sensação horrível, a aparência de Eva era péssima.
Ela estava suja, com os olhos inchados de tanto chorar e os cabelos estavam bagunçados. Nada nela, lembrava a mulher que havia visto em seu sonho.
—Você foi minha desgraça...por isso tive que chegar a esse ponto. – ela esticou os braços e mostrou o bebê que carregava.
Luna gritou ao ver, que a criança estava morta. Tinha os lábios roxos e sangue saindo do nariz, uma visão terrível.
Logo ela se virou e começou a correr entre as árvores, desesperada, ela não sabia para onde ir ou como sair dali.
Os olhos estavam cheios de lágrimas, seu coração parecia que ia sair do peito. Mas, para sua sorte, logo viu uma luz.
Uma luz dourada, que adentrava na mata e lhe chamou a atenção. Ao se aproximar, ouviu uma voz conhecida.
—Acorde Luna, volte para o mundo real. – antes mesmo que ela visse o rosto da pessoa, a ninfa desperto de seu sono.
Assustada, ela deu um pulo na cama. Ao olhar para o lado, deu de cara com Asmita, que com um sorriso lhe trazia de volta a realidade.
—Asmita... – antes que ela continuasse, ele tocou seus lábios com o dedo indicador.
—Acalme-se, não quero que me diga nada, por enquanto.
Luna sentiu a tristeza lhe apertar o peito, logo começou a chorar e se jogou nos braços do virginiano. Ele por sua vez, afagou os cabelos dela e a abraçou forte.
Naquele momento o melhor a se fazer, era confortá-la.
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