Notas iniciais
Olá queridos leitores!

Me desculpem a demora, mas ando com pouco tempo.

Bom, sem mais enrolações.

Boa leitura!

Após sua conversa com Luna, Sasha voltou a seus afazeres.

Tinha alguns detalhes para resolver antes de sair.

Um deles era decidir qual cavaleiro levar até o santuário de Afrodite.

Enquanto caminhava até a sala do grande mestre, pensava em alguns nomes. Um deles era Hasgard, o cavaleiro de touro.

Ele era tranquilo e por certo seria uma boa companhia.

—Será que é uma boa idéia? – ela se questionava.

Ao chegar à porta, ela a encontra entreaberta.

—Sage? – ela se aproxima e olha discretamente para dentro.

Ele por sua vez estava sentado em sua cadeira, lendo um livro, sua concentração era tanta que nem ouviu.

A deusa entra e o chama novamente, desta vez ele ouve e se levanta para recebe-la.

—Eu o chamei, mas você estava tão concentrado em sua leitura. – diz a jovem com seu jeito doce.

—Me desculpe. Ando um pouco distraído. – ele responde voltando para seu lugar.

—Não precisa se desculpar. Sei que está indo a fundo em suas pesquisas.

—Temos que ter muito cuidado, nossa situação ainda não é de alerta, mas devemos nos precaver.

—Você tem razão.

—Bom, mas em que posso ajudar?

—Preciso saber quais cavaleiros estão livres no momento.

—Hum... Se não me engano somente Regulus e Dohko saíram em missão. Desculpe-me a curiosidade, mas para que quer saber?

—Como eu já havia dito, amanhã vou visitar minha irmã. E como não devo ir sozinha, pretendo levar um deles comigo.

Sage ficou pensativo por alguns segundos, não tinha muita confiança nessa idéia da deusa sair do santuário com tantas coisas acontecendo.

Mas, ele não poderia simplesmente tentar impedi-la de ir. Até mesmo porque, ela estava fazendo isso para animar a amiga.

Ele respirou fundo e disse:

—A senhorita está certa. Tirando Dohko, Regulus,El Cid e Sisifo que saírão em breve, os outros estão disponíveis.

—Ótimo! Escolherei o cavaleiro e em seguida o comunico, está bem?

—Tudo bem.

—Vou descansar um pouco. Qualquer problema me avise.

Sage se levantou e Sasha se despediu. Assim que fechou a porta da sala, se dirigiu para seus aposentos.

Quando estava chegando, sentiu alguém tocar seu ombro. Ao se virar, deu de cara com Kárdia.

—Já está indo dormir, mocinha?

Ela abre um sorriso e dá um abraço em seu amigo.

—Estava indo descansar um pouco.

—Descansar para que? A vida passa muito rápido para desperdiçar dormindo.

—Você não muda, não é mesmo? – ela pergunta colocando as mãos na cintura.

—Já não posso dizer o mesmo de você. – ele responde lançando um olhar diferente para ela.

—Não sei porque diz isso... – ela responde enquanto se aproxima dele —...sou a mesma Sasha de sempre.

—Posso garantir que mudou muito...para melhor. – ele diz enquanto dava um leve aperto na bochecha da jovem.

Sasha sorriu e isso fez com que o cavaleiro de escorpião sentisse uma imensa alegria.

Kárdia gostava de ver a italiana alegre, desde que ela era criança os dois iniciaram uma bela amizade.

No começo ele a achava uma garotinha tola e mimada, porém depois descobriu a alma boa e gentil que ela possuía.

—O que está fazendo por aqui?

—Vim chama-la para sair comigo.

—Então quer dizer, que quer me levar para passear?

—Sinto saudades de te perturbar, por isso estou te convidando.

—Não aguentarei muito tempo, mas dá para conversarmos mais um pouco.

—Deixe de ser cansada, vamos logo vai. – Kárdia responde puxando a garota pela mão.

Sasha não resistiu e acabou indo junto com o cavaleiro.

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Luna já havia tomado um banho e estava arrumada, porém não tinha vontade de sair.

Por isso, acabou ficando deitada na cama pensando em várias coisas, entre elas em como foi tola.

Por mais que tentasse não conseguia desviar seus pensamentos do capricorniano.

Ela respirou fundo e fechou os olhos, queria apenas pensar em como seria sua visita.

Poucos segundos depois, alguém bateu a porta.

Luna estava com preguiça de se levantar e por isso apenas disse bem alto:

—Pode entrar!

Em seguida, Agata entra no quarto e se aproxima da cama.

—Senhorita, tem um cavaleiro querendo vê-la.

—Um cavaleiro? — Luna dá um pulo na cama e seu coração dispara, logo pensou em El Cid.

—Sim senhorita, é o cavaleiro de virgem. – responde a serva se assustando um pouco com a reação da outra.

Luna acabou murchando, o nervosismo que em instantes estava estampado em sua face desapareceu.

No fundo gostaria que fosse o espanhol, mas não era.

—Peço para ele aguardá-la lá fora? – pergunta Agata , tentando chamar a atenção da ninfa, que perecia um tanto estranha.

—Não precisa. Vou encontra-lo agora mesmo. – ela responde enquanto se levanta e ajeita o vestido.

Agata apenas sorri e acompanha Luna até o corredor.

Ao chegar, Luna vê o virginiano parado próximo a uma mesa que tinha um vaso com belas rosas.

—Olá, senhor Asmita. – ela diz enquanto se aproxima dele.

—Olá senhorita Luna,como vai? – ele pergunta e em seguida pega delicadamente a mão dela e deposita um beijo.

—Estou bem e o senhor?

—Melhor agora.

Luna dá um leve sorriso, estava curiosa com aquela visita inesperada.

—Gostaria de falar comigo?

—Sim. Já faz uns dias que não a via e fiquei preocupado.

—É verdade... eu andei um pouco indisposta.

—Mas, era algo grave?

—Não... eu apenas não andava com vontade de sair. – Luna responde com uma expressão desanimada.

—Hum...entendo.

Agata que estava por perto, decidi propor algo.

—Com licença.... – nessa hora os dois voltam suas atenções para ela -... vocês não preferem ir até a salinha? Posso ir preparar algo para beberem.

—Obrigado, mas não será necessário. – Asmita responde educadamente.

—Tem certeza? Podemos conversar um pouco mais se quiser.

—Tenho um assunto para resolver, mas gostaria de lhe fazer um convite.

—E qual seria?

—Quero convidá-la para tomar um chá em minha casa.

Luna surpresa, não esperava um convite desses assim tão de repente.

Mas, como achava o virginiano simpático e muito educado, não teve coragem de negar.

—Obrigada, eu aceito com muito prazer.

Asmita sorriu e ao ver essa satisfação estampada no belo rosto do cavaleiro, Luna se sentiu bem.

—Então, quando quiser passar por lá será bem vinda.

—Não quer marcar um dia?

—Prefiro que vá quando sentir vontade. É melhor assim.

—Tudo bem.

Para deixa-los mais a vontade, Agata pede licença e se retira.

Assim que percebe que estão sozinhos, Asmita decide fazer um comentário.

—Está triste, Luna?

Ela por sua vez ficou um tanto sem jeito diante da pergunta.

—Não senhor...pareço triste? – ela pergunta, enquanto tenta disfarçar a tristeza.

Asmita nada diz, apenas se aproxima e toca levemente o rosto da jovem.

Luna estranha a atitude dele, mas apenas permanece parada. Ele passa a ponta dos dedos desde a testa até os lábios.

Ela calmamente fecha os olhos e sente a pele macia dele tocar a sua, ele contornou os olhos, passou pelo pequeno nariz, acariciou a bochecha e por fim chegou aos lábios.

—Você é mais linda do que dizem. – ele diz enquanto afastava sua mão da face dela.

Luna abriu os olhos e a sensação que teve foi de ter sido tocada por um Deus.

A energia que aquele homem emanava era algo realmente maravilhoso. Apenas aquele toque, fez com que ela sentisse sua alma mais leve.

—Obrigada, senhor. – foi a única coisa que conseguiu dizer.

—Não precisa me agradecer. Mas, quero que me chame pelo nome.

—Como desejar, Asmita. – ela responde dando um sorriso.

—Agora sim eu gostei. Alegria combina muito mais com você.

—Sua visita me trouxe boas energias.

Asmita sorri e sente vontade de permanecer mais tempo, porém seus compromissos o aguardavam.

—Agradeço por ter me recebido.

—Que pena que não pode ficar mais.

—Tenho alguns assuntos para resolver, mas em breve terei um tempo livre.

—E eu o visitarei.

—Será muito bem tratada, pode ter certeza.

Luna agradece e os dois se despedem.

Asmita seguiu seu rumo e a ninfa voltou para seu quarto.

Ao entrar, ela se dirigiu até a penteadeira. Ao se sentar, pega uma escova e começa a arrumar os cabelos.

Lembrava-se da conversa e da presença agradável do belo louro que apareceu para visita-la.

Ele sempre foi muito educado, porém nunca tinha conversado.

Foi pouco tempo, mas o suficiente para fazer com que a simpatia por ele aumentasse.

***************

Enquanto Luna permanecia em seu quarto, Sasha e Kárdia conversavam no jardim.

—Então você vai até o Olimpo visitar Afrodite, apenas para alegrar sua nova serva? – questiona o cavaleiro com sarcasmo.

—Luna não é uma serva, é minha amiga. – Sasha responde demosntrando não ter gostado da forma como ele falou.

—Nossa! Me desculpe, não sabia que já tinham se apegado tanto. – ele diz em tom de deboche para provoca-la um pouco mais.

Sasha ergue uma das sobrancelhas e o encara como se estivesse pronta para dar uma bronca.

—Ela tem se tornado uma pessoa muito especial para mim e depois de tudo que aconteceu com ela e o .... – nessa hora ela para e percebe que ia deixando escapar o nome de El Cid.

Kárdia arregalou os olhos e em sua face tinha a curiosidade estampada.

—Ela e quem??

—Me desculpe, mas não posso contar.

—Como assim? Está escondendo as coisas de mim, mocinha? – ele pergunta dando uma leve cutucada no nariz da italiana.

Sasha não queria contar, pois aquela estória não a pertencia.

—Isso é um assunto da Luna e não devo falar nada.

O escorpiano detestou aquela atitude da jovem, sempre teve a confiança dela e agora simplesmente não confiava mais.

—Não me conhece mais? Sabe que não sou língua solta. – ele diz demonstrando sua irritação.

—Kárdia, por favor me entenda! – Sasha se irrita com o tom de voz dele e acaba se alterando.

—Se fosse o cavalinho alado, com certeza você diria.

Em seguida ele se levanta e começa a caminhar. Sasha por sua vez respira fundo, conhece o jeito criança do amigo e sabia o que fazer.

Ela também levanta e caminha calmamente atrás dele.

Kárdia percebe e diminui os passos, queria que ela se aproximasse, pois tinha algo em mente.

Assim que o alcança, a italiana delicadamente pega em sua mão, fazendo assim com que ele virasse para ela.

—Você está cansado de saber que sou sua amiga, não seja bobo e me ouça.

—Prossiga.

—A Luna passou por uma situação difícil, confiou em mim e me contou tudo...

O cavaleiro permanecia calado ouvindo atentamente tudo que ela estava dizendo.

— ...Mas não tenho o direito de contar a você.

—Esta bem, chatinha. Não precisa fazer um discurso. – ele responde com um sorriso meio cínico, típico dele.

Sasha sorri e enlaça seu braço no dele e assim eles começam a caminhar.

—Quero te fazer um pedido e espero que esse você não me negue.

—Lá vem... diga qual é.

—Me leve com vocês amanhã.

Sasha para e analisa bem o amigo e pela cara dele sabia que não estava brincando.

—Bem, eu disse que estava a procura de alguém, mas tenho que confessar que você não passou pelos meus pensamentos. – ela diz com a mão no queixo e fazendo cara de séria.

—Nossa! Nem lembra mais que existo.

Ela dá uma gargalhada e acaba arrancando risos do escorpiano.

—Se você prometer se comportar, eu te levo.

—Serei um perfeito cavalheiro, minha Deusa.

—Mas, mesmo assim ainda preciso de mais um. – ela diz enquanto eles voltam a caminhar.

—Eu já sou suficiente.

—É preciso.

—Pense bem em quem vai escolher, hein.

—Pode deixar, senhor implicante.

—Para onde quer ir agora?

—Minha cama.

—Já está cansada? Fraquinha mesmo.

A conversa continuou, Kárdia acompanhou Sasha até a casa de peixes.

Antes de se despedir, ele pergunta sobre quem seria o outro cavaleiro.

—Não se preocupe, já tenho uma pessoa em mente.

—Quem é?

—Amanhã você saberá.

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A noite chegou, o céu estava limpo e estrelado.

El Cid caminhava pelas ruas de uma cidade vizinha, observava o movimento e os bares por onde passava.

Sentia que sua missão não seria nada fácil e por isso decidiu se distrair um pouco antes de partir.

Pensou logo de começo em ir a um bar e beber um pouco, mas preferiu ir direto para um lugar em que com certeza encontraria uma pessoa conhecida.

Logo no final de um beco, tinha uma casa simples.

Ele parou na porta e deu duas batidas, poucos minutos depois uma mulher abriu.

—Que bom que veio. – ela disse, dando em seguida passagem para ele.

El Cid entrou, a casa era humilde, porém bem arrumada.

—Precisava sair um pouco de lá. – ele diz enquanto ela fechava a porta.

—Fico feliz com sua presença.

A mulher era morena e tinha os cabelos negros cacheados.

Era alta e tinha um belo corpo, usava um vestido vermelho bem justo na cintura e com um decote generoso.

Logo se jogou nos braços do espanhol e começaram a se beijar.

As mãos dele percorriam o corpo dela, ele apertava com vontade e ela o abraçava com força.

O clima estava quente,logo foram para o quarto e enquanto ele se despia, a mulher se deitava na cama.

Como seu vestido não era muito difícil de tirar livrou-se dele rápido.

Em poucos minutos, estavam totalmente entregues ao desejo.

El Cid a beijava no pescoço, ela por sua vez acariciava o membro ereto dele, fazendo com que o espanhol fosse a loucura.

—Quero você dentro de mim. – ela sussurrou no ouvido, causando no espanhol um arrepio.

Logo ele atendeu ao pedido e a penetrou com força.

Ela gemia alto e os corpos suados estavam molhando os lençóis da pequena cama.

—Assim que você gosta, não é? – ele pergunta olhando nos belos olhos verdes da morena.

Ela os fecha e se entrega ainda mais ao ato, os gemidos e o corpo dela junto ao seu naquele ritmo, acabaram fazendo com que El Cid não prolongasse o ato.

—Não vou conseguir segurar muito tempo.

—Mas, já? – ela pergunta fazendo um charminho para ele.

Assim que se calou, o espanhol retirou o membro de dentro dela e começou a se masturbar.

—Deixa que eu finalizo de outro jeitinho. – ela pega o pênis e o coloca na boca.

Começa a chupar e a masturbar ao mesmo tempo.

El Cid enlouquece com o toque da boca quente e molhada e em pouco tempo goza.

A morena retira o membro melado e engole o sêmem.

O cavaleiro se deita na cama e ela ao lado dele encosta a cabeça em seu peito.

—Como você está, Melina?

—Melhor agora, meu cavaleiro. – ela responde tocando levemente o rosto dele.

—Tem se encontrado com seu amante?

—Sim. Agora está viajando, mas em breve volta.

El Cid se cala e a mulher continua falando, contava sobre sua vida e como as coisas estavam ultimamente.

Ele se esforçava para prestar a atenção, mas por várias vezes sua mente foi para bem longe.

Não demorou muito para que Melina percebesse.

—Está me ouvindo?

—Sim. – ele responde sem dar muita importância.

—Você está mais calado que o normal.

—Estou apenas com sono, não tive um dia fácil hoje.

—Vamos dormir um pouco, antes de você voltar bebemos algo e conversamos mais. – ela diz se aninhando em seus braços.

Ele acabou aceitando, o sono não era mentira, porém o motivo da falta de atenção era que a mulher que ele desejava ali era outra.

O sexo com Melina sempre foi bom, essa noite não foi diferente.

Mas, se ao invés dela fosse a Luna ali em seus braços, com certeza teria sido bem melhor.

Cansado e sem paciência para esses pensamentos, ele fecha os olhos e se entrega.

Quem sabe em seus sonhos, sua bela ninfa apareça e o realize seus loucos desejos.

Notas finais
Espero que tenham gostado.

Obrigada pelos comentários.

Até mais!