Somente Eu e Você
41 Capítulo 41
Notas iniciais
Em uma sala se encontravam Sasha, Gaia, El Cid e Luna. Gaia contava tudo sobre o relacionamento de Eva e Hypnos, sobre a gestação que foi acompanhada por todos no santuário de Afrodite, a tristeza que estampava a face da ninfa durante esse período.
Luna ouvia tudo com atenção, as lágrimas caiam sem que ela conseguisse evitar, tudo estava fazendo sentido. Sua mãe quis lhe dar um aviso em seu sonho, Hypnos não era bom e com certeza tinha más intenções.
Gaia estava emocionada por lembrar dos momentos difíceis que teve ao lado da amiga.
— Ele não a desejava mais e por isso a devolveu ao santuário, Eva sofreu muito com a rejeição, pois estava muito apaixonada.
A decepção e indignação tomaram conta e Luna não queria aceitar toda humilhação que sua mãe passou. Quando mais nova imaginava que seus pais haviam sido apaixonados e que por qualquer outro motivo não conseguiram ficar juntos.
El Cid apenas segurava firme a mão dela, sentia sua dor e não conseguia imaginar o quanto sofreu Eva por conta desse relacionamento.
Após Gaia contar tudo, Sasha se pronunciou sobre sua conversa com Afrodite e que havia jurado manter segredo. Porém devido a aproximação de Hypnos e seus subordinados, ela acabou contando a El Cid e Asmita para que pudessem ajudar em sua proteção.
— Então vocês também sabiam? — ela olha surpresa para os dois.
— Sim, mas não podíamos contar a você. Foi uma promessa feita a deusa Afrodite. — El Cid responde prontamente.
— Espero que possa nos perdoar, não fizemos por mal. — Sasha se aproxima da amiga e toca em seu ombro.
Luna não estava chateada com nenhum deles, porém com Afrodite era diferente. Ela deveria ter contado a verdade desde início, talvez isso tivesse ajudado e não ter gerado toda essa situação.
— Eu não preciso perdoar nenhum de vocês — ela se levanta e limpa as lágrimas com as mãos — sei que cumpriram ordens e que fizeram com a melhor das intenções.
Gaia se aproxima e abraça a jovem, um abraço cheio de arrependimento e também carinho pois ela via em Luna uma filha.
Após mais alguns minutos Luna se despede de suas duas amigas e junto com El Cid toma o caminho para a casa de sagitário.
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Sentado entre suas almofadas estava Asmita, tomava um chá e analisava o que havia sentido no santuário naquele início de tarde. Estava ocupado com um pedido feito pelo patriarca, quando percebeu o que estava acontecendo já era tarde para agir.
Sentiu a presença de Luna ao chegar até a casa de virgem,mas ela não estava sozinha. Para não arranjar encrenca com o espanhol, ele apenas permitiu a passagem deles.
Mais tarde iria em busca de notícias, com certeza Atena saberia lhe dizer o que realmente se passou.
Sentia falta da ninfa, do som do seu riso, do perfume que exalava de seus cabelos macios e do sabor de seus lábios.
Deitou entre suas almofadas e ficou a relembrar o dia em que se beijaram . Os corpos colados, o sabor doce da boca dela e a forma como se entregou aquele momento, tudo isso causou no indiano uma onda de calor absurda.
Calor esse que o possuía naquele momento, logo seu membro ficou ereto e sua respiração mais ofegante. Asmita não queria mais se aliviar sozinho, ele desejava Luna em seus braços porém sabia bem que isso não seria possível.
Aquela criatura doce conseguiu lhe roubar o sono e seus desejos eram todos voltados a ela, se culpava por não ter aproveitado melhor aquela oportunidade em que ela e El Cid estavam separados.
— Agora já é tarde Asmita… — ao fim da frase ele soltou um longo suspiro e decidiu ir se banhar para aliviar a tensão.
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Ao chegar ao quarto Luna se senta na cama e fica a observar o teto, sua cabeça ainda estava dolorida e seu corpo pesado.
El Cid se aproxima e acaricia seus cabelos, fazendo com que sua atenção seja voltada para ele.
— Pedi que preparassem um banho, vá lá e relaxe um pouco, seu dia foi bem conturbado.
Luna concordou e foi se banhar, enquanto isso El Cid aguardava Ágata trazer a comida que havia solicitado, ele queria que pelo menos a noite fosse um momento tranquilo para Luna.
Após uns minutos foram ouvidas batidas na porta, o espanhol avisou a amada que iria até a cozinha pegar a comida que acabara de chegar. Saiu do quarto e após alguns passos encontrou Ágata e Ester que haviam acabado de deixar as bandejas na cozinha.
As duas cumprimentaram o cavaleiro, logo Ester pediu licença e se retirou enquanto Ágata permaneceu de frente a ele.
— Me desculpe senhor, mas como está a senhorita Luna? — a jovem demonstrava preocupação com o estado da amiga.
— Pelo visto os fofoqueiros do santuário já espalharam que ela passou mal — El Cid não disfarçava o quanto essas coisas o desagradavam — Não se preocupe, ela está bem, volte amanhã para fazer uma visita, ela irá gostar de recebê-la.
Ágata agradece o convite e em seguida se retira, ao chegar do lado de fora da casa ela vê Ester.
— Estava me esperando?
— Queria saber o que houve com a ninfa, ninguém sabe dizer o motivo do desmaio.
— Não seja intrometida! Ninguém tem que ficar falando sobre a vida dela. — Ágata não gostava de Ester, sabia que ela era fofoqueira e maldosa.
— Você a defende com unhas e dentes, acha mesmo que ela é sua amiga? — Ester ri da cara da colega.
— Luna é minha amiga e não aceito que fale dela. Já não basta a fofoca que fez aquela vez? O cavaleiro de virgem quase brigou com o senhor El Cid.
— Eu não fiz fofoca nenhuma, estava comentando com a Berna e ele apareceu na hora. Fiquei com muita raiva quando me mandou não falar para ninguém, perdi até um pouco do interesse que tinha nele. — as duas iam caminhando e discutindo.
— Já não basta o cavaleiro de escorpião?
— Não... Kárdia já não me deseja mais e não posso ficar apegada nisso.
— Deveria se dar o valor Ester, não fica bem ficar dormindo com os santos de ouro.
— Olha se você gosta de ser sonsa e mal amada é problema seu. Eu quero aproveitar cada momento da minha vida e isso inclui belos homens.
Ágata apenas balança a cabeça de forma negativa, estava cansada e queria apenas tomar um bom banho e deitar. Deixou Ester seguir na frente, assim não precisava ficar ouvindo bobagens.
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Após tomar banho e jantar, o casal Luna e El Cid permaneceu na cama, ela deitada de lado e ele encaixado atrás.
O espanhol mantinha sua mão na barriga dela, acariciava e passava uma sensação de tranquilidade para sua amada.
Luna por sua vez tentava se manter calma, com os olhos fechados curtia aquele momento especial.
— Como você está? — ele pergunta quebrando o silêncio.
— Arrasada… mas logo estarei melhor. Fique tranquilo. — Em seguida ela se vira para ele mantém seu olhar preso ao dele.
— Quero que me peça o que precisar, se quiser comer algo mais tarde ou sentir sede, qualquer coisa. — ele acaricia os cabelos dela e da um sorriso tímido.
— Pode ficar tranquilo Cid, mas só preciso mesmo que fique aqui comigo me dando esse carinho. — ela o beija com ternura.
— Se tiver desejos me avise, já ouvi dizer que grávidas sentem vontade de comer coisas inusitadas ou em horas inusitadas. Não quero que vocês passem vontade.
Luna riu, o espanhol estava bem preocupado e isso acabou sendo fofo, mesmo que essa palavra não combinasse em nada com ele.
— Está achando graça é? — ele ri também, primeiro momento descontraído do dia.
— Você será um ótimo pai, tenho certeza disso Cid.
— Farei de tudo para não decepcionar, prometo.
Os dois se beijam e Luna deita sua cabeça no peito dele. Não queria que aquele momento tivesse um fim. Mesmo sabendo que as coisas não seriam fáceis dali pra frente.
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Alguns dias se passaram, Gaia permaneceu no santuário ao lado de sua protegida, havia mandado uma mensagem para Afrodite informando todo o acontecido. A Deusa por sua vez decidiu dar tempo ao tempo e no momento certo teria sua conversa com Luna.
A fiel companheira da Deusa do amor aproveitava para paparicar a futura mamãe, o carinho que tinha por Luna era grande e agora com um bebê a caminho ela se sentia como se fosse avó da criança. Mas não era só isso que ainda a mantinha por ali, Sage também era um dos motivos, Gaia se entregou novamente ao amor.
Durante o dia estava na companhia das jovens Luna e Sasha e a noite se dedicava ao seu amado, noites quentes e repletas de amor e cumplicidade.
Por falar em amor, Sasha e Kárdia mantinham seu namoro as escondidas, felizes e conhecendo cada vez mais um ao outro. Sabiam que cada instante era mais que especial, a vida que levavam era uma caixinha de surpresas e como não sabiam quando teriam a tão decisiva batalha, aproveitavam cada momento juntos.
Enquanto isso, Asmita se mantinha em suas meditações, após conversar com Sasha e descobrir tudo que havia acontecido com Luna e sobre sua gravidez, ele decidiu se manter distante. Sentia -se culpado por não ter conseguido ajudar em relação ao invasor que foi atrás dela e triste por saber que dessa vez as chances com ela estavam totalmente perdidas.
Ela chegou a procura-lo em sua casa, mas não foi atendida e imaginou que ele deveria estar muito ocupado com alguma tarefa dado pelo patriarca. Não imaginava que na verdade seu amigo estava sofrendo por amor.
No castelo de Hades, Oneiros se preparava para o dia em que levaria a ninfa com ele, como já imaginava que a segurança em torno dela estaria reforçada, planejou algo diferente.
— Em breve finalizo a missão com você, irmãzinha. — um sorriso malicioso se formou na face do Deus.
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