Notas iniciais
Mais um capítulo fresquinho! Espero que gostem. Boa leitura!

O ar parecia faltar, Luna caiu com os joelhos direto no chão, levou suas mãos à cabeça e fechou os olhos novamente. Uma dor de cabeça muito forte afetou a ninfa após as imagens terem lhe invadido a mente.
Oneiros se mantinha firme, não se abalou com o estado em que a jovem ficou.
— Por que veio até aqui? Quem é esse homem? — respirando fundo e se levantando devagar, Luna encarava o homem a sua frente.
— Hypnos Deus do Sono… ele é seu pai. — Oneiros respondeu com seu olhar sério e penetrante.
— Isso não pode ser verdade. A Deusa Afrodite teria me contado.
— Vou te contar uma coisa — em seguida ele se aproxima dela- todos esconderam essa verdade de você. Afrodite quis mante-la longe de seu pai e não mediu esforços para isso.
— Ela jamais faria algo para me prejudicar. — Luna olhou dentro dos olhos dele — Quero que vá embora e não volte a me procurar.
Oneiros por sua vez não se intimidou, logo percorreu sua mão pelo braço da ninfa. Ela puxou o braço para a frente do corpo, evitando o toque.
— Eu voltarei em breve e será uma visita um pouco menos agradável. — em um impulso ele puxa Luna para si e cheira seu pescoço.
Ela tenta se afastar, mas ele é muito mais forte. A presença dela o enlouquecia, por mais que tentasse não conseguia se controlar por muito tempo.
Porém, logo ele sentiu um cosmo se aproximar. Em um descuido, deixou sua presença ser notada.
— Estou de saída, mas em breve estarei de volta. — com um sorriso malicioso ele desaparece no ar.
Em seguida Luna corre, chorando e sem acreditar em tudo que viu e ouviu daquele homem.
Logo ela encontra Aldebaran no começo da trilha, o cavaleiro se assusta com o estado em que ela se encontrava.
— Senhorita Luna? O que houve?
— Um homem…- ela se apoia em um tronco de árvore, estava muito ofegante — …ele veio atrás de mim…
Sua visão fica turva e escurece, Aldebaran foi rápido e segurou a ninfa antes que ela caísse.
— Pelos deuses! Mas o que será que aconteceu? — ele observa a trilha e percebe que o cosmo que sentiu havia desaparecido.
Com Luna em seus braços ele se apressa para chegar até a vila das amazonas. Onde havia uma pessoa que prestaria uma ajuda.
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Sage observava cada detalhe da beleza única de Gaia, essa que por sua vez estava ali para visitar Luna.
— Desse jeito você me deixa sem graça. — em seguida ela se aproxima dele.
— Me desculpe se estou incomodando a senhorita. — Sage sorriu para ela.
Ali estavam dois eternos apaixonados, um casal que anos atrás viveu uma bela história de amor. Só pelo olhar, Gaia entendia o que o grande mestre do santuário desejava.
E ali naquele momento ela já entendia o que se passava em sua mente.
— Como você está? Como estão as coisas por aqui? — ela questiona.
— Está tudo muito corrido e a preocupação tomou conta do santuário a tempos — ele se aproxima da ninfa e pega sua mão — Mas a única coisa realmente satisfatória foi sua presença.
— Fico feliz e ao mesmo tempo triste, pois isso quer dizer que você anda sobrecarregado. Ao ponto de não ter momentos de alegria. — sua mão acaricia a mão do lemuriano.
— Não podemos ter tudo. Aprendi isso durante esses anos.
— Eu também... — Gaia tinha tristeza em seu olhar.
Sage acariciou seu rosto, sua mão deslizou pela pele lisa e delicada. Ela não havia mudado nada em sua aparência, uma dádiva concedida as ninfas.
Seus dedos passaram pela testa, desceram até as bochechas e terminaram nos lábios rosados.
O toque foi interrompido pela chegada de Sasha, a deusa havia esquecido da visitante ilustre.
— Me perdoe, eu não estava muito disposta e acabei dormindo agora no começo da tarde. — a face da italiana estava corada e parecia estar melhor do seu mal estar.
— Não se preocupe minha senhora. O grande mestre me fez companhia.
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Aldebaran chega até a vila e atrai os olhos curiosos das amazonas que ali estavam. Ele perguntou por Ester, a amazona que o atendeu levou os dois até uma casa simples.
— Ester? — a amazona bate na porta e em seguida se afasta.
Após alguns minutos a porta se abre, uma mulher de mais ou menos 50 anos aparece. Cabelos curtos, uma expressão séria, ela logo se espantou ao ver o cavaleiro a sua frente.
— Bom dia, em que posso ajudar?
— Me desculpe vir sem avisar, mas essa jovem precisa de uma ajuda e aqui era mais próximo. — Aldebaran estava com Luna em seus braços, a ninfa ainda estava desmaiada.
— Entre, por favor — a mulher deu passagem para que entrassem — pode colocá-la na cama, irei examina-la.
Com cuidado ele a colocou na cama, em seguida Ester se aproximou e começou a tocar o rosto da jovem, depois conferiu seu pulso.
— Ela estava na cachoeira, veio ao meu encontro e assim que se aproximou desmaiou. Não sei o que pode ter acontecido.
Ester apenas o olhou, enquanto apertava levemente o abdômen de Luna. Ali ela levou um pouco mais de tempo, examinava cuidadosamente, sua expressão foi de alguém que já sabia do que se tratava.
Enquanto isso o cavaleiro pediu a amazona que fosse até a arena e chamasse El Cid, ela prontamente se dirigiu para lá.
Ester pegou um pequeno frasco que estava em cima de um móvel, abriu e colocou um pouco do líquido em um pedaço de pano, em seguida o colocou próximo ao nariz de Luna.
Assim que inala o tecido a ninfa começa a tossir e abre lentamente os olhos. Se assusta ao não reconhecer onde estava e com quem estava, levantou a cabeça e quando ia se levantar Ester a impediu.
— Acalme-se senhorita, precisa se recuperar bem.
— Quem é você? Onde estou? — Luna estava aflita, pensando que estaria fora do santuário.
— Está na Vila das amazonas, o cavaleiro de touro a encontrou desmaiada e trouxe para cá.
Luna estava enjoada, sua cabeça ainda estava dolorida, queria entender tudo que havia acontecido antes. Não queria aceitar o que Oneiros havia mostrado.
Ester a observou por alguns minutos, via uma menina assustada e um tanto perdida. Sabia quem ela era e sabia dos rumores que circulavam pelo santuário.
— Onde está o senhor Aldebaran?
— Ele está lá fora aguardando alguém — ela se aproxima da ninfa e oferece uma caneca com água — Me diga senhorita, suas regras tem vindo normalmente?
— Regras? — pergunta Luna confusa.
— Seu sangue tem descido?
— Ah! Entendi, eu não tenho isso. Nós ninfas não temos essas tais "regras".
Ester ao ouvir isso logo imaginou que nem a própria saberia sobre seu estado. Ao terminar de beber a água, Luna entrega a caneca para ela e agradece.
— Acho que hoje não é meu dia de sorte, enjoada desde cedo e agora esse desmaio… — Luna ia falar sobre o ocorrido na cachoeira, mas calou ao perceber que cometeria um erro.
—Senhorita, eu a examinei agora a pouco e percebi um volume em sua barriga — Ester olha bem séria para a ninfa e continua — Agora me diz que enjoou e teve esse desmaio — ela percebe que Luna não estava dando sinais de entender o que ela estava querendo dizer — Você está grávida.
— Como?? — Luna fica espantada com a notícia, não havia percebido nada de diferente em si.
Quando ia explicar, Ester é interrompida pela entrada do espanhol, Aldebaran veio logo atrás.
— Me perdoe entrar sem bater — Ele se dirige a dona da casa e logo olha para ninfa — Como você está? O que está sentindo? — no olhar de El Cid se via a preocupação estampada.
— Na verdade não sei — a ninfa olha para a mulher ao seu lado como se pedisse ajuda — a senhora tem certeza do que sentiu?
Os dois cavaleiros não estavam entendo nada, ao mesmo tempo os três olharam para Ester, aguardando uma resposta.
Ela por sua vez estava ficando um pouco incomodada com tamanha atenção.
— Antes de cuidar das amazonas e vir para o santuário, eu ajudava uma senhora que era parteira em um vilarejo próximo daqui. Posso lhe afirmar que está grávida.
El Cid ficou paralisado, atrás dele Aldebaran ficou de boca aberta e Luna ficou nervosa.
— Grávida? — El Cid não acreditava no que estava ouvindo.
Ester então contou tudo o que a jovem havia lhe contado, falou também sobre o volume que encontrou em sua barriga. Quanto mais ela falava, o espanhol parecia não estar acreditando naquela situação toda.
— Como não há regras ,não posso falar sobre o tempo certo de gestação, mas pela minha experiência deve ter uns 3 ou 4 meses.
Luna levou a mão à boca e começou a enjoar novamente, ao mesmo tempo lágrimas vinham aos seus olhos e não conseguia controlar nenhuma das duas coisas. El Cid por sua vez a observou, sua cabeça estava fervendo e seu coração parecia que ia sair pela boca.
Mesmo com tudo isso ele manteve sua postura séria, por dentro um furacão,mas por fora estava o mesmo de sempre.
— A senhora tem alguma recomendação em especial? — ele pergunta, quebrando o silêncio do local.
— Ela deve se alimentar bem, pois agora come por dois, não pode andar a cavalo, pegar peso, de resto ela pode seguir normalmente.
— Muito obrigada por me ajudar. — Luna da um sorriso sem jeito para Ester, que percebe que a notícia não deixou a jovem muito feliz.
— Por nada senhorita, se precisar de qualquer coisa pode me chamar, irei atende-la.
Antes de saírem El Cid e Aldebaran também agradeceram a ajuda, fecharam a porta e seguiam rumo ao santuário.
Nenhum dos três falou uma palavra até as 12 casas, Aldebaran queria dar os parabéns ao casal, mas viu que os dois estavam bem longe de parecer feliz com a notícia.
El Cid mantinha sua cara fechada, Luna tinha lágrimas pelo rosto e cabeça baixa. Ele não teve jeito de puxar assunto.
Ao chegarem a casa de touro os dois agradeceram a ajuda dada por ele e seguiram seu caminho.

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Gaia , Sasha e Sage estavam preocupados com a demora da ninfa.
Quando pensou em mandar alguém atrás dela, um soldado adentrou no salão e pediu permissão para falar.
— Fui a procura da senhorita Luna em seus aposentos e não a encontrei, fui a cozinha e a serva Ágata me disse que ela havia ido a cachoeira. Porém quando me aproximei do local encontrei uma amazona que me disse que ela estava na casa da Ester, na Vila das amazonas. Ela passou mal e o cavaleiro de touro a levou até lá.
— Mas ela disse o motivo? — Sasha se preocupa com a notícia e não era a única, Saga e Gaia também ficaram aflitos com o estado da ninfa.
— Não senhorita, apenas disse que estava indo até a arena avisar o senhor El Cid.
— Tudo bem, muito obrigada por vir nos avisar, está dispensado. — Sasha dispensa o soldado que se retira logo seguida.
— Mas o que poderá ter acontecido? — Gaia questiona com preocupação.
— Vamos até a casa de capricórnio, lá aguardemos a chegada deles.
Gaia concordou e Sage ficaria para atender alguma emergência que aparecesse. Ele achava melhor elas ficarem ,pois com certeza teriam logo alguma notícia, mas conhecia bem sua amanda ninfa e não seria fácil mante-la calma.
Permaneceu ali enquanto via as duas seguindo o caminho para a casa de capricórnio.

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El Cid estava arrasado, de frente para Luna via a ninfa chorar copiosamente.
— Luna se acalme, por favor. — ele tocou de leve o rosto que estava ficando vermelho, devido ao choro excessivo.
— Me perdoe Cid… eu não poderia ter ficado grávida.
— Por que está dizendo isso?
— Você me disse uma vez que nunca pensou em ter uma família, que filhos só seria uma preocupação a mais…- entre soluços a jovem falou sobre o que a afligia.
O espanhol ficou com o coração em pedaços, a anos não sentia essa sensação.
— Se eu disser que ter um filho estava em meus planos, eu estaria mentindo. Mas eu não estou bravo com você, nem teria motivos para isso — ele delicadamente beija os lábios vermelhos dela e olha fundo em seus olhos — Eu te amo e amarei esse filho também.
— Eu também te amo Cid, estou muito feliz com essa notícia e por saber que essa criança não é uma decepção para você. — ela o abraça e ele retribui.
— Eu jamais pensaria isso, farei de tudo por vocês. Isso é uma promessa. — El Cid acaricia os cabelos sedosos dela e apoia seu queixo em sua cabeça.
— Mas esse não é o motivo do meu desmaio — Luna olha para o espanhol, que por sua vez a observa com curiosidade.
— Um homem esteve na cachoeira e me disse algo terrível.
— Que homem? O que ele disse?
— Que sou filha do Deus Hypnos.
Nessa hora El Cid leva outro baque. Como iria falar sobre um assunto confidencial, assunto esse que a própria deusa Athena havia contado e pedido segredo.
— Por que está me olhando desse jeito?
— Sinto que esse assunto deverá ser tratado direto com Athena.

Notas finais
Gostaram? Me desculpem se teve algum erro. Até o próximo! Beijos