Somente Eu e Você
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Demorei um pouquinho, mas estou de volta.
Boa leitura para vocês!
Algumas semanas se passaram desde que El Cid havia flagrado Luna na cachoeira. Desde então ele evitava pensar nela.
O cavaleiro detestava o fato de desejar uma mulher que não poderia ter, já que se envolver com uma ninfa de Afrodite não era uma boa idéia.
El Cid era sério e gostava de fazer as coisas da forma certa. Não queria confusão e por isso se esforçava para pensar em outras coisas.
Era noite e estava voltando de Rodório, havia ido dar uma volta. Por muitas vezes se sentia entediado e por mais que não houvesse novidades, passear por lá era o que mais fazia.
Claro, que muitas vezes frequentava um bordel próximo da região. Como todo homem, El Cid também tinha suas necessidades e para não se envolver com outras mulheres ele saciava seus desejos com as prostitutas.
Era bem mais fácil, ele achava que se envolver a ponto de criar um relacionamento não seria legal.
Sua vida como cavaleiro era algo quem em sua opinião, não permitia casamento e família.
Enquanto se aproximava da primeira casa, algo chamou sua atenção. Era Luna, que estava caminhando um pouco na sua frente.
—Tinha que ser justo ela? – pensou o cavaleiro, fazendo uma cara de reprovação.
Luna continuava tranquila, não havia percebido a presença do espanhol.
Carregava em suas mãos uma rosa que havia colhido no jardim, adora flores e sempre que podia ficava admirando a beleza daquele local.
Em um momento de descuido, a rosa cai de sua mão e com o vento que passou ela acabou sendo carregada para trás.
Luna se vira e corre para pegá-la, ao se aproximar ela vê uma mão pegar a rosa.
—Olá senhor, não sabia que estava aqui. – diz a ninfa surpresa.
—Não deveria andar por aí sozinha. – diz o espanhol entregando a rosa para ela.
Na hora de pegar, Luna acaba tocando sua mão na dele. El Cid se incomoda um pouco com o contato e logo diz:
—Você não sabe que é perigoso ficar por aqui? Está tarde.
—Não estou fazendo nada demais. Apenas vim até o jardim.
—Não estamos em tempos de paz. Até mesmo aqui há perigo. – responde o espanhol enquanto caminhava em direção da casa de áries.
A ninfa se sentiu mal, pela forma como ele falou.
Um jeito seco e indiferente. Achava que ele poderia ser mais simpático, mas pelo visto isso era apenas uma ilusão.
El Cid percebeu que não estava sendo acompanhado, parou e olhou para trás. Luna estava parada, mexendo nas pétalas da rosa.
—Venha, vou leva-la até seus aposentos.
Ela volta seu olhar para ele, tinha uma expressão triste.
Aos poucos se aproxima, olha bem dentro dos olhos dele e pergunta:
—Por que não gosta de mim?
Essa pergunta desarmou o cavaleiro, ver aquele olhar triste e perceber uma melancolia em sua voz fez com que ele ficasse sem reação.
—Quem foi que te disse isso?
—A forma como me trata, como fala comigo. Me dá a impressão de que essa é a verdade.
—Não é nada disso. Esse é meu jeito com todos.
Luna não se convenceu com aquela resposta, apesar de já ter ouvido falar sobre o jeito dele.
—Por favor, venha comigo senhorita. Já esta tarde. – diz o espanhol estendendo a mão para ela.
Ela lhe dá a mão, e eles seguem pelas doze casas.
Durante o caminho Luna não disse uma única palavra. Não queria ser tratada com indiferença outra vez.
El Cid por sua vez, sentia um nó em sua garganta e a presença dela estava fazendo com que seu coração batesse acelerado.
A vontade que tinha era de agarrá-la e beijá-la, poder sentir o calor do seu corpo belo e perfeito.
Mas, tinha que ser forte e manter sua postura.
Assim atravessaram a última casa, calados continuaram o caminho.
—Obrigada por me acompanhar, mas posso seguir sozinha agora. – diz a ninfa querendo se livrar daquele clima estranho.
—Eu disse que vou com você, te deixarei na porta do seu quarto. – responde El Cid como sempre decidido.
Assim eles seguiram seu caminho. Logo chegaram até a porta do quarto dela.
Luna continuava cabisbaixa, isso mexeu com o espanhol.
Tinha que dizer algo para que ela não ficasse daquele jeito.
—Senhorita...não quero que pense que tenho algo contra você.
Nessa hora ela o olha com curiosidade e ele continua:
—Quero que saiba – disse se aproximando dela e tocando sua mão – que sua presença me agrada.
Luna se perdeu em seu olhar, no toque de suas mãos.
Ela corou com a proximidade, sentiu um calor brotar em seu peito.
Ele por sua vez, estava em chamas. Só um simples toque como aquele, foi capaz de deixa-lo louco de desejo.
E isso ele passava através de seus olhos, a forma como a encarava deixava claro que realmente sentia algo a mais.
—Fico feliz em saber disso. – responde ela se aproximando mais.
Isso fez com que seu corpo encostasse mais ainda no dele.
El Cid podia sentir seu perfume, era doce e marcante. Estava se controlando, mas não iria conseguir resistir.
Em um movimento rápido, ele passa seu braço pela cintura da jovem e a puxa contra seu corpo.
Luna se assustou um pouco, mas logo se derreteu nos braços do espanhol.
El Cid olhava tão profundamente em seus olhos que ela tinha a impressão que ele queria descobrir algo.
Ele admirava mais de perto a beleza da ninfa, analisava seus olhos sua boca e descendo um pouco mais o olhar viu o decote de seu vestido.
Os seios que subiam e desciam rápido por conta do estado ofegante em que estava.
Isso fez com que o auto controle dele fosse embora.
Ele cola seus lábios nos dela e Luna por sua vez, fecha os olhos e sente a boca quente cobrir a sua em um beijo simples e ao mesmo tempo excitante.
Mas, no momento em que ele com a língua pede passagem para poder provar melhor o beijo, um barulho atrapalha tudo.
Eles se separam, enquanto recuperam o fôlego, Sasha aparece no corredor.
Ela não havia visto nada, mas estava curiosa para saber o que seu cavaleiro fazia ali.
—Boa noite. – diz a deusa se aproximando.
El Cid se ajoelha e cumprimenta a deusa, Luna se recompõe e faz o mesmo.
—Veio para falar comigo? – pergunta Sasha curiosa.
—Não...na verdade eu vim só acompanha-la até aqui. – responde o cavaleiro apontando para a ninfa.
—Aconteceu alguma coisa?
—Não, senhorita. Mas o senhor El Cid me disse que era mais seguro me trazer. – diz Luna ainda sem jeito pelo que havia acabado de acontecer.
—Entendo. Bom, muito obrigada por trazê-la, El Cid. – diz a deusa com sua simpatia de sempre.
Ele apenas se levantou e se despediu delas.
Ao olhar para a ninfa ele viu que ela estava com um olhar diferente.
Já não estava mais triste, tinha um brilho nos olhos e isso fez com que se arrependesse de ter dado o beijo.
O problema das mulheres era se apegar fácil demais, e pelo visto ela não era diferente.
Seguiu seu rumo até a casa de capricórnio, enquanto isso Luna falava com Sasha.
—Eu sei que é chato ficar no quarto sozinha, mas tem que tomar muito cuidado.
—Eu sei, Sasha. Prometo não sair mais sozinha.
—Infelizmente ,nesses tempos difíceis é melhor não arriscar.
A ninfa entendia o lado deles, e sabia que a partir de agora deveria tomar muito cuidado.
Após a conversa, cada uma foi para seu quarto, Luna logo tirou a roupa e se deitou.
Permanecia quieta, apenas relembrando o beijo e se perguntando como tudo aconteceu tão rápido.
Aquela foi uma surpresa da qual ela jamais se esqueceria.
Fechou os olhos e sentiu todas as sensações de novo, a pegada forte e o gosto dos lábios dele.
Foi com tudo isso em sua mente, que ela se ajeitou na cama e tentou dormir com um largo sorriso no rosto.
Notas finais
Essa é a música dos dois, aliás usei para fazer essa cena.
http://www.youtube.com/watch?v=mIhI23gBBPQ
Beijos até mais!
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