Somente Eu e Você
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Boa leitura pessoal!
No dia seguinte, Luna acorda com batidas na porta do quarto.
Olha e pede para que a pessoa entre, em seguida Sasha aparece.
—Bom dia. – diz a Deusa se aproximando d cama.
—Bom dia, Sasha. – responde a ninfa se sentando na cama e cobrindo o corpo com o lençol.
—Você está bem?
—Sim, por que? – pergunta Luna sem entender nada.
—Você não foi fazer o desjejum, fiquei preocupada.
—Nossa, dormi tanto assim? – pergunta olhando espantada para Sasha.
—Sim. Mas não tem problemas, apenas achei que estava se sentindo mal. – responde a jovem enquanto se sentava na cama.
As duas continuaram a conversa, enquanto Luna trocava de roupa. A ninfa queria sair, mas a deusa estava com a manhã cheia.
Decidiram sair à tarde e passear um pouco, assim poderiam conversar melhor.
Sasha seguiu seu caminho e mais uma vez a ninfa se viu só.
Decidiu ir até a cozinha e conversar um pouco com as servas, mas quando se dirigia para lá, acabou encontrando uma delas.
Era Mirela, uma moça nada simpática, aliás a única que era assim.
—Senhorita Luna, o grande mestre solicita sua presença.
—Ele está no salão? – pergunta a ninfa.
—É só me acompanhar que a levo até lá. – disse Mirela dando as costas em seguida.
Luna não gostava do jeito dela e sabia que também não a agradava. Só não entendia o motivo disso.
Após andarem um pouco, elas chegam até a sala de Sage.
A serva bate na porta e espera a ordem, assim que ouve, entra junto com Luna.
—Com licença, Grande Mestre. Trouxe a convidada. – diz enquanto encostava a porta.
—Obrigada, Mirela. Pode se retirar.
Assim que ela se retira, Sage pede para que a ninfa se sente.
Ela obedece e se acomoda na cadeira.
—Dormiu bem, senhorita? – pergunta Sage olhando para ela.
—Sim, muito bem. Até perdi a hora do desjejum. – responde a ninfa rindo.
—Vejo que seu sono foi bom. – diz o lemuriano dando um leve sorriso.
—Eu a chamei até aqui, para saber como está sua estadia. Se está tudo bem ou se precisa de algo mais.
—Está tudo ótimo! Todos me tratam bem e gosto muito daqui.
—Fico feliz em ouvir isso. A deusa Afrodite me disse que se caso você não estivesse bem, eu deveria manda-la de volta.
—Não será necessário.
Sage ficou satisfeito, sabia que a ninfa e Sasha estavam se dando bem. Mas queria saber se ela realmente estava feliz ali.
De repente notou que ela o olhava de um jeito um tanto curioso.
—Quer me dizer algo? – ele pergunta.
—O senhor já passou dos 100 anos, não é?
—Sim...mas por que a pergunta?
—É que o senhor é muito bonito. Não parece ser um velho. – responde Luna com sua espontaneidade.
Ele por sua vez fica sem jeito, mas não leva a mal o comentário dela. Até se sentiu feliz por sabe disso.
—Obrigado, senhorita. Mas acha que os velhos são todos feios?
—Na verdade é a primeira vez que vejo um. As minhas irmãs dizem, que são todos feios e chatos.
O lemuriano acha graça, o jeito espontâneo dela o divertia. Qualquer pessoa ficaria ofendida, mas ele sabia que ela não fazia por mal.
Luna se levanta e dá a volta na mesa, para do lado dele e se abaixa.
Ele se vira e ela toca seu rosto, ele acaba se concentrando em seu olhar.
—O senhor fica mais bonito assim, sem aquele elmo na cabeça. – ela diz dando um leve sorriso.
Nesse momento, a porta se abre e Hakurei entra na sala.
—Me desculpem. Eu volto depois. – ele diz enquanto ia saindo.
—Não precisa. Pode voltar. – diz Sage se levantando.
—Bom , eu não tenho pressa. Vocês podem continuar a conversa.
—Volte Hakurei. Eu já terminei de conversar com a senhorita Luna.
—Eu já posso ir, grande mestre? – pergunta a ninfa sem entender o motivo do nervosismo dele
—Pode sim. Em uma outra hora conversamos mais.
Ela se despediu deles e se retirou. Sage voltou para seu lugar e Hakurei sentou à sua frente.
—Me desculpe, se interrompi algo. – ele disse com malicia no olhar.
—Estávamos apenas conversando. – responde Sage contrariado.
—Imagino, ela agachada e com o rosto próximo do seu... e detalhe da mão no seu rosto. – provoca o irmão.
—Ela estava apenas me elogiando.
—Elogiando?
Sage acaba explicando tudo para o irmão, pois sabia que ele não o deixaria em paz até saber de tudo.
—Quem diria que meu irmão ainda atraía as mulheres. – disse Hakurei rindo da cara do outro.
—Ela é uma menina, não tem nada disso.
—Se ela quisesse, você diria não?
Sage apenas olha feio para ele, nisso Hakurei logo entende que deveria encerrar o assunto.
Logo começaram a falar do que realmente interessava, presença de espectros pelas redondezas de Rodório.
****
El Cid estava se dirigindo para a arena, iria treinar seu discípulo.
A todo momento se lembrava do beijo que havia dado na ninfa.
O sabor dos lábios, o corpo dela junto ao seu, tudo isso fez com que ele demorasse a dormir.
Queria que ela estivesse em seu quarto, para poder saber como ela é na cama.
Mas, também se lembrou de que quase foram surpreendidos.
Perdido em seus pensamentos, nem percebeu seu amigo Sísifo se aproximar.
—Está pensativo logo cedo. – Sísifo diz tocando o ombro do espanhol.
—Estou com a mente fervendo, isso sim.
—O que aconteceu?
—Na arena eu te conto.
Eles seguiram até chegar ao local, seus discípulos já estavam lá.
Cumprimentaram todos, e mandaram os rapazes se aquecerem.
—Vai me dizer ou me matar de curiosidade. – diz o sagitariano.
—Ontem eu fiz algo que não devia.
—E o que foi?
El Cid olha para os lados e se aproxima mais dele.
—Eu beijei a ninfa.
Sísifo se espanta, jamais imaginaria que o amigo faria isso. Ele evitava ao máximo se envolver com mulheres.
—Está falando sério?
—Eu sou de brincadeiras?
—Nossa... mas isso foi ontem? Aonde?
El Cid sabia que teria que dar detalhes, o amigo não ficaria satisfeito só com aquela informação.
Contou tudo, a cada detalhe Sísifo fazia cara de espanto, mas na parte em que Sasha apareceu, ele riu.
—Será que você poderia para de rir. – diz El Cid sem achar graça.
—Me desculpa, mas achei engraçado.
—Eu não deveria ter me excedido tanto.
O sagitariano percebeu que o amigo estava tenso.
—Eu não acho que você deve ficar assim.
—O que eu fiz não foi certo.
—Ela é não tem compromisso, você a beijou e ela correspondeu. Não tem nada de mal nisso.
—Ela me deixa louco, se pudesse teria levado comigo para casa.
—Vou te dar um conselho... se a deseja vai em frente. Não espere muito, a felicidade é algo que devemos viver intensamente.
El Cid sabia bem porque ele dizia aquilo.
Encerraram a conversa para logo começar o treinamento.
Esse conselho ficou na cabeça do espanhol, durante o tempo que ficaram ali.
*****
O dia correu normalmente, Sasha teve seus compromissos, mas de tarde passeou com sua amiga.
Um pouco antes de anoitecer já estavam de volta, Sasha achou melhor tomar um banho e jantar junto com ela.
Depois de se arrumarem, se encontraram na mesma sala onde faziam o desjejum.
A mesa estava simples, mas bem organizada e logo começaram a se servir.
Durante a refeição, elas pouco falavam. Sasha reparou que a ninfa queria lhe dizer algo.
Assim que terminaram de comer, ela perguntou:
—Você tem algo importante para me dizer?
Luna gostou da pergunta, pois desde cedo queria falar sobre o acontecido. Mas elas não estavam sozinhas no passeio, Kárdia as acompanhou e isso fez com que ela desistisse de contar.
—Ontem aconteceu algo especial.
—E o que foi? – pergunta a deusa já curiosa.
—O cavaleiro El Cid me beijou.
Sasha ficou surpresa com a revelação, tinha percebido um clima diferente ontem, mas não imaginou que era isso.
—Nossa! Mas como isso aconteceu?
Luna contou tudo para a amiga, não deixou escapar nenhum detalhe.
Sasha olhava o brilho nos olhos dela, a alegria com que narrava tudo.
Logo percebeu que estava apaixonada, ela não tinha como disfarçar.
—Parecia que meu coração ia saltar do peito, estava nervosa e ao mesmo tempo feliz. – disse a ninfa mexendo nos cabelos a todo o momento.
—Fico feliz por vocês! El Cid é um homem honrado, com certeza deve gostar de você. – diz Sasha segurando as mãos da amiga.
Continuaram a conversa, até o momento em que a deusa se retirou para seus aposentos.
Luna estava sem sono, queria fazer algo, então foi para a cozinha.
Chegando lá, viu que uma das servas estava arrumando uma bandeja.
—Boa noite!
—Boa noite, senhorita. Posso ajudar?
—Já foram todas dormir?
—A maioria sim, mas algumas ainda estão trabalhando.
—Entendo. Que pena, queria conversar com Agata e Mina.
—Elas já se recolheram, senhorita.
Luna olha para a bandeja e repara que tinha somente uma garrafa de vinho.
—Para quem vai levar essa garrafa?
—Ah, é para o senhor El Cid. Ele me pediu e vou entrega-la. – responde a serva pegando a bandeja.
—Pode deixar que eu levo. – diz a ninfa pegando a bandeja.
—Não precisa, senhorita. Posso fazer isso.
—Por favor, me deixe levar. – pede com um olhar pidão.
—Se alguém ver que a senhorita está fazendo meu serviço, levarei bronca.
—Não deixarei que briguem com você. Confie em mim.
A serva ficou sem graça e acabou cedendo ao capricho dela.
Assim, Luna saiu com a bandeja e foi feliz ao encontro de seu amado.
******
El Cid já havia jantado, estava esperando sua garrafa de vinho chegar.
Ele adorava essa bebida, precisava relaxar um pouco e por isso toda noite tomava uma taça.
Havia dito a serva que subisse e deixasse a garrafa em cima da mesa da cozinha. Ela estava demorando um pouco, mas ele não tinha pressa.
Sentou-se na cama e ficou observando a lua, estava cheia e iluminava o céu estrelado.
Algum tempo depois, sentiu a presença de alguém, mas não era qualquer pessoa.
Intrigado ele saiu e foi para a cozinha, assim que chegou deu de cara com a Luna.
Ela segurava a bandeja com o vinho, estava linda como sempre.
—O que faz aqui?
—Vim trazer seu vinho, senhor. – ela responde enquanto colocava a bandeja na mesa.
Ele apenas observava, sem acreditar que ela estava ali.
—Aconteceu alguma coisa com Berna?
—Não, eu só quis ajuda-la. Estava muito cansada e eu a dispensei.
—Não sabia que uma convidada, também servia um cavaleiro.
—Não me incomodo. Por favor, sente-se vou servi-lo. – diz apontando para a cadeira perto da parede.
El Cid se senta, enquanto ela abre a garrafa e coloca o vinho na caneca, ele analisa o vestido que ela usava.
Era lilás, um tecido fino e que deixava seu corpo bem insinuante.
Ele percorreu o olhar pelas costas nuas e desceu até o bumbum dela.
—Aqui está. – Luna estendeu o caneca para ele.
O espanhol pegou a caneca, mas com a outra mão a puxou de leve pelo braço.
—Sente-se no meu colo. – ele pediu a puxando para perto.
Ela ficou um pouco tímida, mas não negou o pedido. Assim que se sentou na perna dele, os dois se olharam, assim como na noite anterior.
—Gostou do beijo, Luna. – ele pergunta e em seguida dá um gole na bebida.
—Sim, senhor. – ela responde
—Não quero que me chame de senhor. Prefiro que me chame pelo nome.
—Tudo bem, El Cid.
—Você é linda, uma mulher muito interessante. – enquanto dizia isso ele passou a mão pelas costas nua dela, fazendo com que a ninfa se arrepiasse.
—Obrigada. O senhor...quer dizer...você é um homem muito bonito.
El Cid tomou o último gole do vinho e deixou a caneca na mesa.
—Adorei essa surpresa, ver você aqui foi algo muito bom.
Ele disse isso bem perto do ouvido dela e em seguida beijou o pescoço dando uma mordida de leve.
Luna fechou os olhos e se remexeu no colo dele, percebendo que ela estava gostando, o espanhol continuou as carícias.
Dessa vez passou a mão pela coxa dela e apertou, enquanto a beijava na boca com muita paixão.
A ninfa estava amando tudo aquilo, o beijo estava melhor ainda que o primeiro. A língua dele invadia sua boca e ela podia sentir o gosto bom do vinho.
El Cid interrompeu o beijo e disse:
—Levante-se. Senta de frente para mim.
Luna obedeceu, mas estava se atrapalhando com o vestido que era longo.
O espanhol estava em chamas e logo levantou o vestido dela e a puxou para seu colo.
Assim que se sentou, a ninfa se assustou com o volume que ele tinha nas calças, mas isso não a impediu de continuar.
Voltaram a se beijar, o espanhol alternava os beijo na boca com chupadas no pescoço e lambidas na orelha.
Isso estava deixando Luna louca de paixão, ela gemia baixo e seu corpo se arrepiava por inteiro.
Nunca tinha experimentado algo como aquilo.
Logo ele desamarrou a parte de cima do vestido e abaixou deixando os seios dela a mostra.
Começou a acaricia-los, assim que os mamilos dela ficaram rijos ele começou a suga-los.
Ela arqueava as costas, gemia mais alto e isso estava deixando ele louco. Provar aqueles belos seios, foi um dos desejos dele depois de ter visto aquela cena na cachoeira.
E agora estava realizando, permaneceu alguns minutos ali, sugando e acariciando com a língua depois voltou a beijá-la.
Em um impulso ele levantou e colocou-a sentada na mesa.
—Abra as pernas para mim. – ele disse enquanto levantava mais o vestido.
Ela não consiga questionar nada, apenas ia no embalo.
Abriu as pernas e não se arrependeu nem um pouco.
Ele começou a acariciar seu ponto sensível, passava o dedo e massageava aquela região. Ficou satisfeito em ver que ela estava bem molhada.
Enquanto fazia isso ele olhava para seu rosto, ela tinha o prazer estampado, se contorcia e gemia baixinho.
Logo ele terminaria ali e a levaria para o quarto. Lá seria bem mais ousado e precisaria de conforto para ambos.
Mas, seus planos foram interrompidos.
—El Cid!
Luna se assustou com a voz que vinha lá de baixo e El Cid ficou bravo.
Sabia que era Sísifo, mas não sabia o que ele queria aquela hora. Justo naquela hora.
—Estou subindo.
—Merda! – esbravejou o espanhol.
—Quem é? – pergunta Luna se arrumando e descendo da mesa.
—Sísifo.
Assim que eles terminaram de se arrumar, o sagitariano apareceu.
Logo que viu os dois juntos, percebeu que tinha atrapalhado algo.
—Me desculpe, amigo. Não sabia que estavam aqui.
—Ela veio apenas me trazer o vinho, já está de saída não é mesmo, senhorita? – El Cid pergunta para a ninfa.
Ela não queria que o cavaleiro de sagitário soubesse o que estavam fazendo.
—Sim, senhor. Tenha uma boa noite. – ela disse saindo da cozinha e em seguida se despedindo de Sísifo.
Assim que saiu, sentiu um alivio por não ter sido vista pelo rapaz naquela situação.
Mais uma vez ela foi surpreendida, e essa noite com certeza superou a outra.
Se com um beijo simples já foi difícil de dormir, agora com a chama acessa dentro dela, seria pior ainda.
Notas finais
Acho que agora só posto o próximo semana que vem.
Desculpem qualquer erro.
Beijos e até mais!
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