Somente Eu e Você
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês.
Boa leitura!
Uma semana se passou desde que Luna havia se instalado no santuário.
Tudo corria normalmente, Sasha preenchia seus dias com compromissos e a companhia de sua nova amiga.
Porém muitas vezes a ninfa acabava ficando sozinha e como não tinha o que fazer, saía e procurava algo para ocupar seu tempo.
Foi assim que fez amizade com as servas. Não tinha o costume de falar com as amazonas, pois notou que elas não gostavam de sua presença.
Duas vezes ela foi até a arena acompanhar o treinamento dos cavaleiros. Achou interessante e até gostou.
Naquela manhã decidiu ir até lá, se arrumou como sempre fazia e foi fazer o desjejum com Sasha.
Assim que chegou à sala que fica no final do corredor, encontrou a deusa conversando com Mina.
—Bom dia. – diz Luna entrando na sala.
—Bom dia. – respondem as duas.
—Bom, já que a senhorita Luna chegou, vou deixa-las sozinhas. – diz a serva se retirando.
—Dormiu bem, Sasha? – pergunta a ninfa enquanto pegava um copo de suco.
—Na medida do possível, sim. – responde a jovem, enquanto pegava o leite.
Sasha estava com dificuldades para dormir e isso acabava fazendo com que sua aparência não fosse das melhores. Luna percebeu e todas as noites fazia um chá para auxiliar o sono da deusa.
Em apenas uma semana, as duas se aproximaram muito. Durante os passeios as conversas iam fluindo melhor, com mais intimidade.
—Tem muitos assuntos para resolver? – pergunta Luna.
—Não, até que estamos conseguindo manter tudo em ordem. – responde Sasha enquanto pega mais um pão.
—Acordou com apetite hoje! – diz a ninfa satisfeita com o que via.
—É que ontem eu não jantei.
—Tem que se alimentar Sasha. Não pode se descuidar de sua saúde. – diz Luna demonstrando sua preocupação.
A deusa sorriu para a ninfa, gostava de ver sua preocupação. Mas já fazia alguns meses que não tinha um bom apetite.
Tudo correu normalmente, após a refeição se despediram, Sasha foi até a sala do grande mestre e Luna seguiu seu caminho para a arena.
Enquanto atravessava as casas, pensava se encontraria novamente o cavaleiro de capricórnio.
Nas últimas vezes, ela ficou o observando de longe. Aquele homem tinha algo que mexia com ela, o jeito calado e um tanto rude a atraíam. Ao pensar nisso, sem que percebesse brotou um sorriso em seus lábios.
—Bom dia, senhorita. – diz uma voz fazendo com que a ninfa se assustasse.
—Me desculpe se a assustei. – diz Asmita de virgem, surgindo por trás dela.
—Não tem problemas, senhor. – responde Luna ainda se recompondo do susto — Eu não sabia que estava aqui.
O santo de virgem sorriu para ela, analisou a jovem à sua frente. Ela por sua vez ficou sem jeito diante dele.
Só havia visto o cavaleiro duas vezes e apesar dele estar de olhos fechados ela teve a sensação de ter sido analisada por inteiro.
—O senhor poderia permitir minha passagem? – pergunta Luna.
—Claro. Está indo passear?
—Vou até a arena assistir o treinamento dos cavaleiros.
—Gosta de lutas?
—Nunca tinha visto, mas até que gostei.
—Não imaginava que uma criatura tão doce, poderia se interessar por lutas. – diz Asmita se aproximando lentamente da ninfa.
—Por que acha isso? – pergunta Luna novamente sem jeito.
—Ninfas são criaturas delicadas e sensíveis. Você com certeza não foge a regra. – responde o virginiano mantendo um tom calmo e sereno em sua voz.
—É verdade. Mas, não me acho tão delicada assim.
—Muitas vezes quem está de fora consegue enxergar melhor certos detalhes. – diz Asmita tocando uma mecha do cabelo da ninfa.
Ela sorriu, não sabia explicar, mas estava gostando da conversa com ele. Sua voz era calma e passava uma tranquilidade.
—Não irei atrapalhar seu passeio. Pode seguir seu caminho, Luna. – disse o cavaleiro se retirando em seguida.
Luna nada disse, apenas agradeceu e saiu também.
Arena...
El Cid e Sísifo conversavam enquanto seus discípulos treinavam. Os dois costumavam leva-los para treinar juntos, achavam que assim eles desenvolveriam melhor suas habilidades.
A amizade entre os dois dourados era algo de extrema importância para ambos.
El Cid considerava o sagitariano como um irmão, faria o que fosse preciso pelo amigo e todos no santuário sabiam o quanto a amizade deles era forte.
—Como está seu treinamento? – pergunta Sísifo observando os dois rapazes treinando.
—Ainda não alcancei meu objetivo. – responde El Cid.
—Não se preocupe tanto, meu amigo. Logo você consegue. – diz o sagitariano com sua alegria de sempre.
—Até lá seguirei tentando todos os dias.
Sísifo não disse mais nada. Sabia da determinação do outro e tinha certeza que um dia ele alcançaria seu objetivo.
A conversa fluía normalmente, até o momento em que El Cid olha para a arquibancada.
Lá estava a mulher que povoava seus pensamentos.
Nos últimos dias, a imagem da ninfa lhe vinha à cabeça e isso fazia com que o espanhol perdesse a concentração.
Do outro lado a jovem percebeu os olhares do cavaleiro, mas evitou encará-lo.
—Temos uma espectadora hoje. – diz Sísifo já percebendo o interesse do amigo.
—É...percebi. – responde El Cid tentando disfarçar .
—Ela mexe com você, não é? – pergunta o sagitariano logo de cara.
—Acho melhor prestar a atenção em nossos aprendizes. – responde o espanhol indo na direção dos garotos.
Sísifo riu e acompanhou o amigo. Sabia que ele estava interessado, mas que confessar seria uma tarefa difícil.
Luna estava se sentindo estranha. Aquela conversa na casa de virgem foi boa e ao mesmo tempo desconcertante.
Asmita parecia ser uma boa pessoa, não sentiu medo dele. Mas acabou se sentindo sem jeito pela forma como ele a encarou.
Por outro lado tinha o cavaleiro de capricórnio, que a olhava, mas não dizia uma única palavra.
Ficou mais alguns minutos na arena, mas logo decidiu voltar. Queria conversar e talvez dar uma volta.
Pensou em Sasha, decidiu subir e ver se ela poderia sair um pouco.
Assim que se levanta para sair, ela vê a deusa chegando na arena.
Esperou que ela se aproximasse e disse:
—Ia subir agora mesmo. – diz a ninfa recebendo a amiga com um grande sorriso.
—Ainda bem que eu desci, imagina você subir tudo isso para ter que descer de novo. – responde Sasha animada.
—É verdade. Mas o que te traz até aqui?
—Hoje está muito calor. Pensei em irmos até a cachoeira que tem aqui perto.
Luna amou a idéia e logo em seguida elas se retiraram da arena.
Elas seguiram por um caminho pela floresta, enquanto caminhavam conversavam animadamente.
Sasha contava sobre sua amizade com Tenma e como adorava se lembrar da infância.
Mostrava a pulseira de flores com o maior carinho e Luna admirava a forma como ela expressava seus sentimentos.
Era uma garota admirável e isso fazia com que a ninfa desejasse jamais abandonar a amizade dela.
Alguns minutos depois, chegaram a cachoeira. Era um lugar lindo, Luna logo se animou, pois amava estar em contato com a natureza.
Sasha retirou seu vestido, por baixo usava um vestido um pouco mais curto e de alsinhas. Deixou sua roupa na beira da cachoeira e entrou.
Luna por sua vez tirou o vestido e entrou nua na cachoeira, a deusa se espantou um pouco com o jeito da ninfa.
—Nossa está geladinha! – diz Luna dando um mergulho em seguida.
—Aqui é muito bom. Mas quase não venho.
—Por falta de companhia?
—Sim. Mas agora que está aqui, podemos vir mais vezes. – responde a jovem jogando água na cara da amiga.
Luna revida e elas começam a brincar na água.
Há alguns metros dali, Tsubaki e Lacaille iam para a cachoeira também.
—Nossa, hoje está muito quente. – diz Tsubaki passando a mão na testa para retirar o suor que escorria.
—Relaxa, já estamos chegando. – diz Lacaille.
—Você avisou ao mestre que iriamos para lá?
—Sim, ele disse que logo viria atrás.
—Ele deve trazer o senhor Sísifo e os aprendizes.
—É possível.
Poucos minutos depois, eles se aproximaram da cachoeira.
Iam correr até lá para se jogar na água, mas ouviram vozes e decidiram espiar para ver quem era.
Aproximaram-se devagar e assim que afastaram alguns galhos para enxergar melhor ele ficaram mudos.
Permaneceram quietos, admirando as duas garotas se banhar.
Ficaram tão distraídos que nem notaram seu mestre se aproximar.
—O que estão bisbilhotando? – pergunta El Cid.
Os jovens levam o maior susto e Tsubaki tampa a boca do amigo para que eles não sejam percebidos pelas garotas.
O espanhol não entende nada e decide olhar para ver o que eles estavam aprontando.
Quando olha para a cachoeira, acaba tendo uma bela surpresa. Ali estão Sasha e Luna, se divertindo na água.
Mas, o que chamou a atenção do cavaleiro foi a nudez da ninfa.
Luna estava sentada em uma das pedras, tinha os cabelos todo para trás e isso deixava seus belos seios à mostra.
Estava ali, linda e nua, os raios do sol tocavam sua pele branca e delicada e davam um brilho a mais na ninfa.
—Luna, não deveria ficar assim. – alerta Sasha.
—Por que?
—Pode aparecer alguém.
—Vocês não são acostumados a nadar nus? – pergunta Luna achando estranho.
—Não, nós aqui evitamos isso. Não fica bem um homem ver uma mulher nua, a não ser que seja sua esposa. – responde Sasha.
Luna achou aquilo engraçado, mas não disse nada a amiga. Apenas voltou para a água.
Enquanto isso, El Cid levava seus discípulos de volta.
—O que deu em vocês? A deusa Athena estava lá! – repreende El Cid.
—Desculpa, mestre. Não fizemos por mal. – diz Lacaille.
—Apenas queríamos ver quem era. – diz Tsubaki.
—Da próxima vez que fizerem isso, terei que puni-los, entenderam?
—Sim. – responderam.
O cavaleiro estava alterado, não só pelo o que os discípulos fizeram, mas também pela imagem da ninfa.
Se o espanhol já estava com a bela em sua mente, agora então seria impossível não pensar nela.
Notas finais
Desculpem qualquer erro.
Essa aqui é a imagem da cachoeira, achei linda e usei como cenário.
http://2.bp.blogspot.com/-dZsfyu8OuQQ/UWuaTPqXPWI/AAAAAAAAAWY/dFR8Xqqhnlo/s1600/CACHOEIRAS+04.jpg
Beijos e até o próximo!
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