Somente Eu e Você
13 Segredo revelado
Notas iniciais
El Cid caminhava pela trilha que levava até a cachoeira do santuário, estava muito quente e o suor insistia em escorrer pela sua testa.
Ele passava as mãos nos cabelos que grudavam em seu rosto, realmente era uma boa idéia se refrescar um pouco.
Ao se aproximar do local, ele teve uma surpresa. Era ela quem estava ali, a mulher que povoava seus sonhos e pensamentos mais loucos.
Luna estava sentada em uma pedra, usava um vestido simples, branco quase transparente.
Seus cabelos estavam soltos e a deixavam com um toque mais especial, o espanhol piscou algumas vezes, forçava a visão, queria saber se era real ou não o que estava bem a sua frente.
Ao dar mais um passo, sem querer ele pisou em um graveto e ao fazer barulho acabou chamando a atenção da ninfa.
Ela olhou para trás, e ao vê-lo ali abriu um enorme sorriso.
Ele por sua vez permaneceu parado, ao ver aquela bela criatura sorrir, era como se tivesse perdido os sentidos.
De repente ela se levanta, caminha em sua direção, ao chegar bem próximo dele, estende a mão e toca carinhosamente seu rosto.
El Cid fecha os olhos e sente o toque leve da delicada mão da ninfa, ela o olha com ternura e desejo, uma mistura que enlouqueceria qualquer um.
Ele abre os olhos e agora eles se observam, analisando cada traço do rosto, um do outro.
Os lábios pequenos e rosados dela foram tocados por ele, com o dedo era desenhado o contorno da boca pequena.
—Me beija... – ela pede olhando bem fundo em seus olhos.
El Cid não resisti e cola seus lábios nos dela, ela abre espaço para que a língua dele possa invadir sua boca.
As línguas se acariciam, um beijo delicado e sensual, ela puxa devagar o lábio inferior dele com o dente, fazendo com que ele se excite de uma forma feroz.
Logo a agarra e faz com que seus corpos fiquem bem colados, como estava sem camisa, o espanhol conseguia sentir os seios roçar próximo ao seu peitoral.
Ela estava em chamas, a pele dele era quente e o beijo era maravilhoso, enquanto ele acariciava suas costas e apertava seu bumbum, ela enfiava seus dedos por dentro dos cabelos rebeldes do cavaleiro.
—Quero ser sua. – ela sussurrou em seu ouvido.
O membro do espanhol latejava, estava tão excitado que não resisti mais, tirou o vestido dela e a deitou no chão.
Debruçou-se por cima da jovem, a beijou mais uma vez, depois os beijos foram da boca para o pescoço.
Ela o abraçou forte e gemeu baixo, aquela era a hora perfeita para consumar a paixão.
Porém, o espanhol ouviu alguém gritar seu nome, era uma voz conhecida.
—El Cid!
Ele interrompe os carinhos e olha para os lados, não via ninguém.
—Não vá...preciso de você. – dizia Luna toda manhosa roçando seu rosto no dele, como se fosse uma felina.
Assim que ele se inclina para continuarem seu momento a dois, novamente alguém o chama, mas dessa vez a voz está mais perto.
—El Cid! Acorda!
Ao sentir um toque em suas costas, ele abre os olhos e percebe que não está mais na cachoeira.
Levanta a cabeça e ao olhar para trás vê seu amigo, Sísifo.
—Bom dia, meu amigo.
O espanhol o encara com a face mais mal humorada que o normal, em um minuto estava no paraíso e de repente é chamado para a realidade.
—Bom dia, Sísifo. – ele responde cobrindo a cabeça com o lençol.
—Para de ser preguiçoso, não se esqueça que nossa missão não terminou.
—Não precisa me lembrar disso...
O sagitariano ria, gostava de provocar o amigo as vezes, sabia que El Cid detestava ser acordado.
—O sonho estava tão bom assim?
El Cid por sua vez não respondeu, apenas se levantou e foi lavar o rosto.
Fazia duas semanas que estavam pesquisando sobre Hypnos e Thanatos, foram a vários locais e leram alguns livros.
Porém, foram poucas as informações que obtiveram, mas isso não queria dizer que fossem sem importância.
—Vou descer para comer algo, te espero lá. – disse Sísifo saindo do quarto.
El Cid secava o rosto e relembrava o sonho que havia tido com Luna.
Era a terceira noite em que sonhava com ela, os sonhos eram sempre carregados de paixão e desejo.
Quando acordava estava excitado, louco de vontade de tê-la por perto.
Queria poder abraça-la e sentir aquele corpo lindo e perfeito bem junto ao seu.
No fundo se arrependia de ter feito o que fez, mas agora era seguir adiante e esquecer aquela paixão.
Tratou de se arrumar e descer para fazer companhia a seu amigo.
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Em uma sala grande e um tanto sombria, estavam Hypnos e seus filhos.
O Deus do sono havia reunido todos ali, para esclarecer o conteúdo da carta direcionada a Afrodite e como eles estavam relacionados.
—Vou contar a vocês todo o segredo que envolve a carta que enviei para deusa Afrodite. – disse Hypnos que estava sentado em sua mesa.
Os outros permaneciam em silêncio, queriam descobrir logo todo aquele mistério.
—Acho que vocês se lembram de uma ninfa que eu trouxe para cá alguns anos atrás, ela se chamava Eva.
—Eu me lembro, senhor. – disse Phantasos.
—Pois bem... eu a mandei de volta para Afrodite, pois não me servia mais. Porém, um detalhe que eu não sabia, era que ela estava grávida.
Nessa hora todos ficam surpresos, não achavam que aquela ninfa tivesse engravidado.
—Como todos sabem, eu não renego meus filhos, pelo contrário, gosto de todos ao meu lado. Quando descobri, a criança já tinha dois anos e eu quis trazê-la para cá.
—E o que foi que o impediu, senhor? – pergunta Oneiros.
Hypnos respira fundo e responde:
—Afrodite foi o problema, a pedra no meu caminho. A mãe morreu e ela não quis entrega-la para mim.
Disse que aqui não era lugar de uma criança e que jamais permitiria isso.
—E a carta tem algo a ver com essa criança? – questiona Icelus que estava tão curioso quanto os outros.
—Sim...tudo a ver. Na carta avisei Afrodite que sei aonde está minha filha e que não desisti dela.
Eles continuavam olhando para Hypnos, ainda sem acreditar direito no que ouviam.
—Então é uma mulher? – pergunta Phantasos.
—Sim...uma ninfa, tem 16 anos e foi criada no santuário de Afrodite.
—Desculpe perguntar, mas aonde ela está? – pergunta Oneiros.
—No santuário de Athena, servindo a deusa da sabedoria.
Hypnos se levanta e caminha até a frente deles, analisa a cara de surpresa de cada um.
—O nome dela é Luna e em breve estará aqui conosco. – ele diz com um sorriso de canto, sorriso pouco confiável.
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Luna caminhava sozinha pelo jardim, a poucos minutos havia ido atrás do cavaleiro de virgem, mas Asmita estava meditando e não pode atende-la.
Desde que voltou da visita a Afrodite, ela o procurava mas sem obter sucesso.
Todos diziam que ele era estranho e alguns nem sequer confiavam totalmente nele.
Luna havia simpatizado com ele, queria muito conhece-lo melhor, mas pelo visto teria que esperar por uma outra oportunidade.
Enquanto ela permanecia ali, Sasha estava na arena conversando com um velho amigo.
—Tenho saudades da nossa infância... – diz Tenma para Sasha.
—Também tenho... aliás... queria que o tempo não tivesse passado.
—Mas, está ai uma coisa que não para.
—Como está a vida de cavaleiro?
—Boa, não é como uma vida comum, mas está bem.
—Demora um pouco para acostumar, mas depois fica mais fácil.
Um silêncio se instalou entre eles, estavam sentados na arquibancada e olhavam para o céu, admirando o dia lindo que fazia.
—Posso fazer uma pergunta?
—Sim. – responde Sasha
—Você e o Kardia... estão apaixonados?
A jovem se surpreende com a pergunta, olha para o amigo e acaba ficando encabulada.
—Na-Não... por que a pergunta?
—Já tem um tempo que observo a forma como ele te olha, e como ele detesta quando estamos juntos.
—Isso é impressão sua, eu e ele não temos nada, somos apenas amigos.
—Não disse que tem algo... mas que ele gosta de você, isso é certeza.
A italiana se cala, já havia percebido alguns olhares e até mesmo algumas atitudes diferentes dele.
Quando foram até o santuário de Afrodite, ela teve a nítida impressão que ele queria lhe dizer algo, mas por algum motivo não o fez.
Percebendo que a amiga estava sem jeito, Tenma logo muda de assunto.
Para o alivio da deusa, que agora estava cismada com aquele assunto.
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Após as revelações, somente Oneiros permaneceu na sala com Hypnos.
—Oneiros, tenho uma missão para você.
—E qual seria, senhor?
—Você vigiará Luna, ficará a par de cada passo dela.
Oneiros não gostou nada da novidade, mas evitou demonstrar.
—Claro que não poderá vagar pelo santuário a todo tempo, mas poderá observá-la de longe e se aproximar quando der.
—O que o senhor quer exatamente?
—Preciso que descubra algumas coisas sobre ela, creio que não precise explicar muito, você já fez isso antes.
Oneiros apenas concordou, sua vontade era de dizer não e reclamar.
Geralmente essas missões eram chatas e ele detestava fazê-las, ainda mais ficar observando o dia a dia de uma bastarda.
—Conto com você. – após isso Hypnos se retira e o deixa sozinho na sala.
“Isso tinha que sobrar pro meu lado!”, pensou Oneiros.
Em seguida ele sai e bate a porta, tinha que se preparar pois como conhecia muito bem o deus do sono, essa missão começava a partir daquele momento.
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