Notas iniciais
Olá pessoal! Ai vem mais um capitulo para vocês. Boa leitura!

Apesar da manhã estar ensolarada e bem apropriada para um passeio, Luna estava muito preguiçosa e não queria levantar da cama.

Permanecia deitada olhando para o teto, o tédio havia dominado sua vida, desde a visita a Afrodite ela e Sasha não haviam feito nada de novo.

Ela entendia que a deusa tinha seus afazeres, mas aquilo estava a deixando sem ânimo.

Queria sair, fazer coisas novas e conversar com outras pessoas.

Havia tentado fazer amizade com algumas amazonas, mas elas não eram tão simpáticas e para evitar arrumar encrenca, ela acabou desistindo.

Algumas servas mantinham uma boa relação com ela, mas eram poucas, Agata era a que mais tinha intimidade.

Muitas vezes, quando não estava com Sasha, era com a serva que ela passava o tempo.

Conversavam sobre vários assuntos e acabavam dividindo segredos também, Luna nunca se esquecia do dia em que a pequena loira lhe disse que achava Regulus o cavaleiro mais bonito do santuário.

Batidas na porta acabaram por trazer a ninfa de volta a realidade.

—Entre! – ela disse enquanto se sentava na cama.

Em seguida a porta se abre, Luna espia para ver quem era, mas não entra ninguém.

—Quem é? – ela pergunta se levantando lentamente e olhando desconfiada.

—Só um minuto. – diz a voz por trás da porta.

Já de pé, Luna vai até a porta e abre, logo vê Agata com uma bandeja cheia de frutas, pães, queijos e suco.

—Bom dia, senhorita. – ela diz finalmente equilibrando a bandeja nas mãos.

—Bom dia. Para quem é tudo isso? – ela pergunta enquanto a serva entra no quarto e coloca a bandeja sobre a mesa.

—Para você.

—Athena está com muitos compromissos e por isso fez o desjejum mais cedo? – ela pergunta já ciente da resposta.

A serva fez que sim com a cabeça e puxou a cadeira para que a ninfa se sentasse.

Luna sentou-se e ofereceu a outra cadeira para que Agata fizesse companhia a ela.

—Preciso que coma comigo, é muita comida.

—Eu já comi... mas vou aceitar o convite. – diz a jovem enquanto Luna colocava suco para as duas.

A ninfa sabia que ela não negaria, até mesmo porque Agata comia muito.

Enquanto ela comia igual um passarinho, Agata comia igual um javali. Ela tinha gosto em vê-la comer, não era do tipo cheia de frescuras.

Enquanto ela comia um pedaço de queijo, a serva quase engasgou.

—Vá com calma, a comida não vai fugir. – disse Luna rindo da afobação dela.

Após tossir um pouco, ela respira e coloca a mão dentro do decote.

Luna fica observando a cena e com um ponto de interrogação estampado na cara.

Agata tira de dentro da roupa um papel e entrega para a ninfa, que sem entender nada pergunta:

—O que é isso?

—Um bilhete que o cavaleiro Asmita pediu para lhe entregar. – responde Agata sentando-se novamente e voltando a comer.

Luna achou interessante e tratou de ler logo o que estava escrito.

“Senhorita Luna, desculpe a demora em atendê-la, quando quiser estarei disponível para recebê-la em minha casa.”

Ao terminar de ler, ela sorriu e dobrou novamente o papel, agora já tinha um compromisso e não precisaria mais ficar atrás de Sasha que com certeza estaria ocupada.

—O que ele disse? – pergunta Agata curiosa.

—Que quando quiser posso visita-lo.

—Que bom, senhorita. Acho que você o agradou. – em seguida Agata pega um pêssego.

—Em que sentido diz isso?

—Que ele a achou bonita e que talvez queira cortejá-la. – responde a jovem enquanto se deliciava com a fruta.

Luna riu, achava engraçada a mania de romance que a menina tinha. Tudo para Agata era como em um livro.

—Não penso assim... deve estar querendo apenas minha amizade. – em seguida Luna se levanta e vai até o baú pegar um vestido.

Queria ir com um bem bonito e colorido, gostava de andar bem arrumada, apesar de não andar tão animada.

Mas, hoje seria diferente, queria agradar o anfitrião da casa de virgem. Por isso, queria estar bem agradável aos olhos dele.

—Qual devo usar? – ela pergunta para Agata que já havia se levantado e estava arrumando a mesa.

A menina olha para os dois vestidos que ela segurava, um era azul claro e possui detalhes dourados nas alças e o outro era rosa escuro e tinha detalhes prateados nas alças.

—Acho que o rosa está mais bonito... combina mais com você.

Luna olha e analisa e decidiu seguir a escolha da amiga.

Tratou de se arrumar logo, tirou a camisola ali mesmo e colocou o vestido.

Agata a ajudou a arrumar a parte das costas e em seguida foi arrumar os cabelos da ninfa.

—Quer deixa-los soltos ou quer prendê-los?

—Não sei... acha que ele gosta de moças com cabelos presos?

—Senhorita, ele não pode vê-la, não fará diferença. – após dizer isso, Agata arregala os olhos e percebe a forma indelicada como falou.

—Me perdoe... não quis parecer preconceituosa.

—Não se preocupe, eu entendi que não teve a intenção. – diz Luna com pena do jeito sem graça que a menina ficou.

Ela acabou optando por deixa-los soltos, assim que terminaram, Agata pegou a bandeja e saiu em direção a cozinha e Luna seguiu seu caminho para as doze casas.

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Hypnos estava em sua sala, quando Thanatos entrou sem se anunciar.

Ao ver o irmão ali, já logo deduziu que ele queria saber sobre Luna.

—O que deseja, meu irmão. – ele pergunta enquanto coloca o livro que estava lendo em cima da mesa.

Thanatos se aproxima tranquilamente, estava curioso sobre noticias da sobrinha.

—Quero saber se Oneiros trouxe informações da bastarda. – em seguida ele se senta em cadeira de frente para Hypnos.

O outro gêmeo olhava para o irmão e via estampado em sua face o desagrado.

Thanatos não aceitou Eva ali no castelo de Hades, Hypnos a levou mesmo sabendo da rejeição do irmão.

Levar Luna para lá, seria reviver uma birra do deus da morte e ele sabia que Thanatos odiava ser contrariado.

—Ainda não... mas em breve terei novidades.

—Sabe que não concordo com essa idiotice, não é?

—Meu irmão, não se aborreça com isso. – em seguida Hypnos se levanta e caminha na direção de Thanatos, para de frente para ele e se encosta na quina da mesa. – Eu tenho planos para ela, sua vinda para cá não será em vão.

—Assim espero. – Thanatos se levanta e deixa o irmão sozinho novamente.

Hypnos por sua vez respira fundo e volta para sua leitura, bater de frente com Thanatos não estava nos seus planos. Pelo menos não naquele momento.

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Luna passou tranquilamente pelas casas, seus guardiões estavam ocupados em seus treinamentos.

Ela se perguntava, se Asmita não estaria fazendo o mesmo, mas como nunca o via na arena com um discípulo, realmente deveria estar em casa.

Assim que entrou na casa de virgem, ela sentiu uma energia diferente. O ar era mais leve, sentiu um leve perfume de incenso.

Olhou ao redor, mas não viu ninguém. “Será que ele está na parte de cima?”, pensou a ninfa.

—Senhor Asmita? – ela chama e aguarda para ver se ele está.

Após alguns segundos, ela sente uma presença atrás dela, ao se virar se depara com ele.

—Seja bem vinda, senhorita. – ele dá as boas vindas e em seguida pega a mão dela e deposita um beijo.

Apesar do pequeno susto, ela sorri diante do cavalheirismo do virginiano.

—Está linda, como sempre. – ele diz para a jovem, que se impressiona com o elogio.

—Achou estranho o fato de saber como está? – ele pergunta lhe oferecendo o braço para ela.

Ela enlaça seu braço ao dele e enquanto se dirigem até a escada que dá acesso ao andar superior da casa, ela diz:

—Apenas achei curioso... não sabia que conseguia enxergar.

—Eu vejo de uma forma diferente.

Ela apenas sorriu e seguiu com ele, ao chegar se deparou com uma pequena sala, onde havia um tapete vermelho bem grande e várias almofadas verdes.

Em um canto haviam incensos e o aroma tomava conta do local.

—Sinta-se a vontade. – ele disse mostrando a ela o lugar para se sentar.

Luna logo tirou as sandálias e se acomodou entre as almofadas, havia gostado da forma menos formal da casa de virgem.

Asmita por sua vez estava feliz por ter a presença dela ali, enquanto ela se acomodava, ele foi pegar um suco.

Quando entrou na pequena cozinha, deu de cara com Nina, a serva que cuidava de sua casa.

—Nina, o suco está pronto?

—Sim, senhor. Já até arrumei a bandeja. – ela responde mostrando a ele a bandeja pronta em cima da mesa.

—Muito obrigado. Por agora está dispensada. – em seguida ele pega a bandeja e volta para a sala.

Ao chegar, ele se senta de frente a Luna e coloca a bandeja próxima deles.

—Você fez suco? – pergunta ela observando as canecas e a jarra.

—Nina, a moça que trabalha aqui foi quem fez – ele pega uma caneca e coloca o suco – eu não tenho dons para a cozinha. – em seguida entrega a caneca para ela.

Luna tome um pequeno gole, era suco de laranja, um dos preferidos dela.

—Acertei seu gosto? – ele pergunta em seguida toma um gole do suco.

—Sim, senhor. Gosto muito de laranja. – ela responde dando um sorriso simples.

—Prefiro que me chame de Asmita, senhor é desnecessário.

Ela apesar de estar acostumada a tratar todos assim, acabou gostando do pedido dele.

Enquanto bebiam, um silêncio tomou conta do local, Luna acabou ficando acanhada e observava cada canto da sala.

Era simples, porém bem limpa e arrumada. Dava para ver que o cavaleiro não era do tipo que gostava de luxo, mas sim de simplicidade.

Ele por sua vez, analisava a visitante muito bem. Achou a timidez dela um charme, sabia que deveria puxar um assunto, porém, a vontade de continuar ali admirando a beleza a sua frente era maior.

Ela acabou por encará-lo, analisou rapidamente seu rosto, era um homem muito bonito, tinha um rosto sereno e uma pele delicada.

“Qual cor seriam os olhos?” ela se perguntou, em seguida o cavaleiro abre um sorriso , deixando a jovem sem reação.

“Droga, eu reparei demais!” ela pensou, desviando o olhar para o lado.

—Não precisa desviar o olhar, Luna. – ele diz chamando a atenção dela.

—Me desculpe, eu não tive a intenção. – ela responde ainda sem graça.

—Está pedindo desculpa, por estar me olhando?

—Sim... é que... – ela fica um pouco nervosa e começa a faltar palavras para se explicar.

Asmita estica o braço e pega na mão dela, ela por sua vez olha para ele e deixa que o toque continue.

—Não tem porque se desculpar, fique tranquila, não me incomodei com sua atitude. – ele tentava acalmá-la acariciando sua mão.

Aquele toque fez a ninfa sentir um calor estranho, sentiu suas bochechas esquentarem, com certeza estava corada.

As mãos dele eram macias, nem parecia a mão de um cavaleiro, El Cid tinha as mãos ásperas e o toque era mais forte.

—Obrigada por ter me convidado, Asmita. – ela puxa conversa para ver se consegue disfarçar a vergonha.

—Eu que agradeço sua presença – em seguida ele se ajeita e solta a mão dela, causando um certo alivio na jovem.

—Como foi sua visita a Afrodite? – ele pergunta para ver se assim ela perde a timidez e a conversa desenvolve melhor.

—Muito boa...pena que acabou rápido. Mas, eu vi minha querida mãe, a Gaia e também minhas irmãs... – enquanto ela ia se soltando aos poucos, Asmita ouvia atentamente tudo que ela dizia.

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Sasha terminou uma parte de seus afazeres, estava se sentindo cansada e decidiu para um pouco para tomar um banho e descansar.

Perguntou por Luna e uma das servas disse que ela estava visitando o cavaleiro de virgem.

Ela se sentiu aliviada, detestava deixar a amiga sozinha, mas naquele dia estava indisposta para fazer companhia a alguém.

Assim que entrou no quarto, se jogou na cama e ficou ali deitada, com os olhos fechados, ela se concentrava apenas em sua respiração.

Ouviu um barulho, ao olhar para o lado, viu Ágata saindo da salinha que servia para a deusa se banhar.

—Senhorita, seu banho está pronto. – ela disse ao se aproximar da cama.

—Obrigada, Ágata. Está dispensada. – Sasha se levanta e a serva segue seu caminho.

A italiana entra na sala e deixa a porta aberta, como a porta do quarto estava fechada e ninguém ousava entrar ali sem ser anunciado, ela não se preocupava.

Pegou uma fita azul e prendeu os longos cabelos, em seguida tirou as alças do vestido e deixou que ele deslizasse pelo seu corpo.

Apesar da idade, seu corpo era bem desenvolvido, tinha curvas de uma mulher adulta. Com o pé, ela checou a temperatura da água, estava morna, assim era do seu gosto.

Entrou na tina e logo relaxou o corpo, adorava a sensação que a água causava. Era como uma massagem, permanecer ali, sozinha era o que mais desejava naquele momento.

Com os olhos fechados, mil pensamentos apareciam, mas um deles tinha uma pessoa em especial: Kárdia.

Todos os dias, ela relembrava aquele momento no jardim de Afrodite, a cara que ele fez ao cheirar seu cabelo e a sensação maravilhosa e estranha que sentiu.

“Será que ele gosta de mim?” ela se perguntava, lembrando das palavras do amigo Tenma.

Querendo afastar esses pensamentos, ela começou a cantarolar uma música em sua língua, Sasha tinha a voz doce e combinava com a melodia.

Ouvia essa música no orfanato quando era criança e a achava bonita.

Ao mesmo tempo que cantava, ela esticava as pernas e passava as mãos, como se estivesse massageando.

—Mas, como é preguiçosa.

Ao ouvir essas palavras, Sasha se vira rapidamente e vê ali parado na porta, Kárdia.

—Kárdia, o que faz aqui? – ela pergunta se encolhendo na banheira.

—Não se preocupe, não estou vendo nada demais. – ele responde com um olhar malicioso.

—Como fez para entrar sem ser anunciado?

—Sabe que tenho meu jeito.

Ela ficou brava, não gostou da atitude ousada do amigo.

—Me aguarde no quarto e por favor , feche a porta. – ela disse em um tom mais ríspido.

O cavaleiro percebeu, mas não deu tanta importância, saiu e fechou a porta.

Sasha levantou-se e foi se enxugar, enquanto isso ficou pensando no motivo que o teria levado até ali.

Assim que terminou pegou o vestido que Ágata havia deixado ali na cadeira e vestiu.

Ao sair da sala e chegar no quarto se deparou com o cavaleiro sentado em sua cama.

Ele tinha uma expressão diferente, algo nele não estava normal.

—Tomei banho antes de vir, não se preocupe. – ele diz rindo da cara dela.

—Posso saber, qual o motivo da visita tão inesperada? – ela perguntou com a mão na cintura, pose que fazia quando estava brava.

—Faz tempo que não a vejo assim.

—Sente falta do meu mau-humor?

—Você fica mais linda assim.

Sasha corou, mais uma vez ele vinha com aquele jeito estranho de falar.

—Tem falado muito da minha beleza... você não está bem. – ela diz isso e vai pegar sua escova de cabelos, precisava disfarçar sua vergonha.

Ele por sua vez, a analisava de costas, como estava com os cabelos presos, dava para ver bem o bumbum arrebitado da italiana.

Ela estava em pé de frente a penteadeira, escovava os cabelos, ao olhar para o espelho, viu o escorpiano se aproximar.

—Eu te acho linda Sasha, você é linda por completo minha deusa. – em seguida ele afasta os cabelos dela e dá um beijo delicado na nuca.

Ela fica surpresa com o toque dele, mas o arrepio que ele causou foi tão grande, que ela acabou se derretendo toda.

Ao se virar, seus olhos se encontraram com os dele, aquele olhar sedutor que tanto a acanhava.

Ele acaricia o rosto delicado da jovem, logo Sasha percebe como a mão dele está quente demais.

—Kárdia, você está muito quente. – ela passa a mão pelo rosto dele para checar a temperatura.

Ele nada diz, apenas observa a face preocupada dela.

—Está me ouvindo? Você não está bem.

—Antes de morrer, gostaria de realizar uma vontade.

—Do que está falando?– ela pergunta olhando para ele com curiosidade e preocupação.

—Saber o gosto do seu beijo. — em seguida ele a beija com paixão.

Sasha se espanta, mas o sabor da boca dele na sua e o abraço forte que colava seus corpos era tão bom, que ela não resistiu.

Ela deu alguns passos para trás e acabou esbarrando no móvel, ele por sua vez a puxou para ele novamente, sem desgrudar o beijo.

Kárdia estava em chamas, sua língua pedia passagem na pequena boca, Sasha nunca havia beijado, mas acabou entendendo o pedido.

Logo as línguas se acariciavam em um beijo cheio de desejo e paixão.

De repente, ele se afasta e coloca a mão no peito, Sasha pega em seu braço e diz:

—Por favor, deite-se na cama. Vou chamar o Degel.

Ao se virar para ir até a cama, ele solta um grito de dor e desmaia.

—Kárdia! – grita a jovem desesperada.

Ela se ajoelha e segura o roto dele entre suas mãos, ele estava com a temperatura muito alta, o rosto estava bem vermelho.

Sem perder tempo, ela chama Degel através do cosmo.

“Degel, venha logo até meu quarto, Kárdia desmaiou!”

O cavaleiro de aquário estava em sua casa, assim que ouviu o chamado da deusa, tratou logo de se arrumar e ir até lá.

Notas finais
E ai o que acharam? Desculpem qualquer erro. A arte do Kárdia é de autoria do Sady k. Beijos e até mais!