Notas iniciais
Olá pessoal! Estou muito feliz com o retorno do nyah! e quero agradecer a todos que acompanham essa fic, seja anônimo ou não. Boa leitura!

Enquanto a visita corria normalmente, El Cid e Sisifo deixavam o santuário, rumo a sua viagem.

Caminhavam firmemente até a entrada do santuário, lá estavam Albáfica e Shion.

Assim que avistaram os amigos, logo interromperam a conversa e os cumprimentaram.

—Já estão de partida? – pergunta Shion os recebendo com um sorriso amistoso.

—Sim, quanto mais cedo melhor. – responde Sísifo devolvendo a mesma simpatia ao lemuriano.

—Sabem quanto tempo ficaram longe? – pergunta Albafica um pouco distante dos três, fato comum, já que possuía sangue venenoso e por isso evitava contato próximo com os outros cavaleiros.

—Ainda não sabemos. – dessa vez é El Cid quem responde.

—Bom...desejo uma boa viagem e sucesso nessa missão. – diz Shion dando um leve tapinha no ombro do sagitariano.

Os dois agradecem e se despedem dos colegas, logo atravessam os portões e seguem seu caminho.

Na cabeça de Sisifo fica a preocupação com Sasha que para ele era como uma irmã, El Cid como sempre permanecia calado.

Seus pensamentos agora estavam na missão e era assim que pretendia continuar.

***************

Enquanto isso, no santuário de Afrodite, os quatro convidados permanecia na companhia da Deusa.

—Estou muito feliz com essa visita, não sabia que seus cavaleiros eram tão simpáticos. – diz Afrodite sentada em uma das poltronas com uma taça de vinho na mão.

Kárdia e Manigold apenas sorriram, sabiam que deveriam de controlar para não extrapolar.

Logo os dois cavaleiros mais cômicos das doze casas estavam ali, para não decepcionar Athena, eles permaneciam contidos.

Luna e Sasha por sua vez, estavam mais soltas, conversaram sobre vários assuntos e isso animava o clima ainda mais.

Em poucos minutos uma ninfa se aproxima e entra no caramanchão.

—Com licença. – ela diz se aproximando de Afrodite – Minha Deusa, houve um pequeno problema com o cupido.

—Com o cupido? – pergunta a Deusa sem entender nada.

—Sim senhora.

—Que lástima, logo nessa hora tão agradável...bem, verei o que aconteceu. – em seguida ela dispensa a ninfa e se levanta.

—Peço desculpas, mas terei que me retirar. – ela ajeita o belo vestido e se dirigi aos quatro – Houve um pequeno imprevisto e tenho que ver como estão as coisas.

—Não se preocupe, nós entendemos. – diz Sasha.

—Enquanto fico fora, vocês podem passear pelo santuário. Se precisarem de algo é só pedir as ninfas que elas atenderão.

—Muito obrigada Afrodite. – Sasha agradece e em seguida a deusa do amor os deixa sozinhos.

Os quatro se olham com um ponto de interrogação estampado na face, para onde iriam e o que fariam era a questão.

—O que faremos? – pergunta Kárdia tomando a iniciativa.

—Bem, eu gostaria de passear um pouco...o que vocês pretendem? – pergunta Sasha para os três.

—Eu vou conversar com minhas irmãs, mas se quiser posso leva-los para conhecer os jardins e outros lugares. – responde Luna já ansiosa para ir até as tendas.

—Não precisa se preocupar, eu acompanharei Sasha no passeio. – diz Kárdia louco para sair dali e explorar o lugar com a italiana.

—Bom, já que vocês decidiram o que fazer, eu ficarei por aqui mais um pouco. – diz Manigold com um ar despreocupado.

—Tem certeza que não quer nos acompanhar? Sasha pergunta.

—Tenho, pode ir tranquila Athena. Estará bem protegida pelo venenoso ai. – ele responde dando uma leve cutucada em Kárdia, que apenas ri da leve provocação do colega.

Luna seguiu para as tendas, Sasha e Kárdia seguiam para algum lugar, mas antes de se retirar o escorpiano chegou próximo do colega e perguntou:

—Existe outro motivo para você querer ficar, não é?

Manigold sorri e olha discretamente para uma ninfa que arrumava um vaso de flores ali perto.

Era alta, branca e com os cabelos castanhos.

Muito bonita e usava um vestido cor de rosa que a deixava ainda mais atraente.

Kárdia olha e sorri, sabia que o canceriano não ficaria ali a toa.

—Seja discreto, se Sage descobrir algo te mata. – o escorpiano alerta o outro.

—Relaxa esquentadinho, sei como fazer. – Manigold responde com uma piscada e seu típico sorriso maroto.

Kárdia se apressa e acompanha Sasha que já estava mais a frente.

—Não me espera mais? – ele pergunta assim que se aproxima da jovem.

—Achei que fosse ficar conversando com Manigold, por isso me adiantei.

—Eu jamais trocaria sua companhia, para ficar conversando com aquele italiano chato.

Sasha olha para o amigo e não segura a risada diante do comentário.

—Para que lado quer ir? Aqui tem bastante jardim e plantas para ver. – Kárdia observa o imenso lugar.

—Não tenho um lado certo. Vamos para onde nossa vontade levar.

Kárdia olha para ela, a jovem estava diferente. Parecia encantada com o lugar e além disso, tinha um brilho diferente nos olhos.

Ele ficou admirando por alguns segundos aquela moça ao seu lado.

Sasha era uma bela mulher, apesar da pouca idade, seu corpo já não era mais o mesmo.

E suas atitudes e formas de pensar com o tempo amadureceram bastante.

Algum tempo atrás seu interesse por ela despertou, por mais que tentasse não conseguia mais pensar nela somente como uma amiga.

E isso era muito difícil, já que se aproximar dela como um homem apaixonado seria bem estranho.

Não sabia se seria bem recebido ou rejeitado. Infelizmente tinha que admitir, tinha medo de ser decepcionar com ela.

—O que foi ? – ela pergunta ao perceber que ele a observava em silêncio.

—Nada. – ele responde desviando o olhar para frente.

—Estou com vontade de fazer algo. Mas acho que vai me achar uma boba.

—O que é?

—Correr, sentir o vento e não pensar em nada.

—Então faça – ele diz pegando na mão dela – corra o quanto quiser e não se preocupe com nada.

Ela o olha e sente o calor da mão dele na sua, não sabia dizer o porque mas aquele toque a agradou muito.

Sem pensar em mais nada, ela solta a mão do cavaleiro e começa a correr.

Os cabelos esvoaçantes, o vestido que balançava junto com o vento e os pés tocando a grama macia.

Tudo isso dava uma leve sensação de liberdade maravilhosa.

O cavaleiro no começo apenas observava, mas logo em seguida correu atrás dela.

Ao ver o amigo se aproximar, ela correu mais ainda. Começaram a brincar em meio as flores do formoso jardim.

Kárdia tentava pegá-la mas ela lhe escapava das mãos. Seus sorrisos eram divertidos e qualquer um que estivesse ali se divertiria em vê-los.

Sasha se escondeu atrás de uma grande árvore, o cavaleiro se aproximou e esperou ela se mostrar.

Assim que veio pelo lado direito, Kárdia a puxou pelo braço esquerdo e a encostou no tronco.

Os dois estavam ofegantes, Sasha o olhava e sorria enquanto ele colava seu corpo ao dela.

O sorriso se desfez e agora somente o olhar permanecia. Ele analisava cada traço do rosto da jovem italiana.

Em um gesto rápido ele acariciou os cabelos dela e pegou uma mecha.

Alisou e em seguida cheirou o cabelo lilás e macio que tinha em suas mãos.

Sasha apenas observava, estava hipnotizada pelo olhar sedutor dele. Ao sentir o leve toque em seus cabelos, ela se sentiu algo diferente.

Não sabia identificar o que ,mas sabia que era muito bom.

—Você tem um ótimo perfume,Sasha. – ele diz a encarando bem próximo, tanto que podia sentir o hálito quente dela bem perto da sua boca.

—Obrigada.

Após alguns segundos ele se afastou e ela sentiu um certo alivio, pois não sabia o que dizer a ele.

Nunca havia tido uma aproximação assim. Mas, como eram amigos a tanto tempo, ela decidiu ignorar o acontecido.

Enquanto isso, Luna estava em uma tenda conversando com duas de suas irmãs.

Elas perguntavam sobre tudo, como era o santuário, como era tratada e se os cavaleiros eram bonitos.

Luna ria muito e se divertia com os comentários das irmãs. A conversa fluia em um ritmo bem animado, até que foi interrompida pela chegada de uma pessoa especial.

Uma mulher alta e loura abriu a cortina e entrou, ao vê-la a jovem abriu um enorme sorriso e se levantou.

—Gaia! – Luna vai até a moça e a abraça bem forte.

—Minha menina, estava com saudades. – diz a outra retribuindo o carinho.

Ao se afastarem, Gaia alisou os cabelos lilases de Luna, a olhava atentamente para se certificar de que estava tudo certo.

Como uma mãe, era sempre muito preocupada com ela e a distância fez com que essa preocupação aumentasse mais.

—Como você está? Está se alimentando direito? Luna você não come o suficiente vai acabar ficando magra demais!

As outras ninfas riam baixinho, esse jeito exigente era bem típico da mais velha das ninfas.

Era ela quem ajudava Afrodite no santuário, era como Sage para Athena, a pessoa de extrema confiança.

—Não se preocupe, continuo comendo o que comia aqui. E não estou magra demais, continuo cabendo em meus vestidos. – ela disse na tentativa de acalmá-la.

—Assim espero, quero que se cuide.

—Confie em mim.

As duas que estavam conversando com Luna decidiram se retirar para que elas conversassem a sós.

—Depois nos falamos, vamos deixa-las a vontade. – disse uma delas.

—Obrigada meninas, depois nos encontramos.

Em seguida elas se retiram e Luna chama Gaia para se sentar ao seu lado.

Assim que se acomodam, Gaia pergunta como estão as coisas e como vai o dia a dia junto de Sasha.

Luna por sua vez conta tudo, como tem se desenvolvido a amizade entre elas e até mesmo a relação com os cavaleiros e as servas.

Ao se levantar e pegar uma caneca de vinho, Gaia se vira para Luna e pergunta:

—Você fala desses cavaleiros...algum deles te interessou?

Luna se calou, respirou fundo e procurava de um jeito para contar tudo a ela.

Tinha receio de parecer uma tola e acabar decepcionando uma das pessoas mais importantes em sua vida.

Gaia sempre lhe dava conselhos sobre os homens e dizia para tomar cuidado com os aproveitadores.

Aqueles que queriam apenas usar as mulheres e depois descarta-las.

Muitas ninfas costumavam sair e se envolver em aventuras amorosas que nem sempre davam certo, acabavam ficando grávidas e retornavam para o santuário.

Outras com mais sorte ficam na Terra com seus amados e construíam uma vida diferente.

Para as que queriam somente sexo, nada de problemas, mas para as românticas e mais inocentes como ela, já era bem mais complicado.

—Luna? – Gaia se senta novamente e chama a atenção dela.

—Me desculpe, estava distraída.

—Distraída ou não quer me responder?

—Os dois...

—Vejo que isso é um assunto delicado – em seguida toma um pouco do vinho – não tenho pressa me conte tudo.

Luna respira fundo, começa contando sobre o dia da apresentação e a troca de olhares com El Cid.

Gaia ouvia tudo atentamente mas sem expressar nada, apenas prestava atenção a cada detalhe da estória.

Ao final, Luna ficou com um semblante triste e isso mexeu com a outra.

Vê-la assim a deixava mal, Gaia criou Luna desde pequena e sentia por ela um carinho imenso.

—Bem, analisando tudo o que me disse, só tenho uma coisa a dizer.

Luna olhou atentamente para ela esperando a resposta.

—Eu gostei desse rapaz. – ela diz sorrindo se se servindo de mais vinho.

—Gostou?? – a jovem pergunta sem entender nada.

—Sim. Ele a principio teve uma atitude ousada, mas depois ao ver que te magoaria decidiu se afastar.

—E isso é bom?

Gaia olhou para ela e viu que apesar da aparência de uma mulher, por dentro era uma menina inexperiente.

—Minha menina, entenda uma coisa, ele poderia ter usado você e abandonado.

—Eu sei...na verdade...não pensei nisso direito. – Luna estava nervosa e nem sabia o que falar.

Vendo o nervosismo dela, Gaia pega sua mão e diz:

—Se acalme, não tem porque ficar assim. Dê tempo ao tempo e tudo se ajeita.

Luna tentava se acalmar, estar ali na companhia de sua amiga e protetora a fazia muito bem.

Talvez ela estivesse certa, dar um tempo e esperar para ver como ficaria a situação.

Ainda tinha uma esperança de ficar o espanhol, mas teria que esperar para ver se daria certo.

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Afrodite se dirigia até o salão principal, a ninfa Lili estava nervosa, ao perceber isso a deusa pergunta:

—O que houve, Lili?

—É que na verdade...o problema não é com o cupido.

Nessa hora Afrodite para e olha curiosa para a ninfa.

—Então, o que é?

—Aquele Deus está aqui. – ela diz bem baixinho se aproximando da deusa.

—De que Deus está falando?

Acho melhor a senhora ver com seus próprios olhos.

Afrodite voltou a caminhar e em pouco tempo chegou ao salão.

Ao entrar parou e viu o Deus que Lili havia falado.

—O que quer aqui, Oneiros?

Ao ouvir a voz dela, ele se virou e a encarou com um olhar indiferente.

—Vim trazer uma carta de Hypnos. – ele responde se aproximando e estendendo uma carta para ela.

Afrodite olha para o envelope e a contra gosto o pega.

—Já está entregue, pode se retirar.

Sem dizer nada, ele logo desaparece. Lili tremia de nervoso, detestava a presença daquele homem.

—Senhora, será que ele volta? – pergunta a ninfa ainda com medo.

—Algo me diz que sim. – ela responde séria.

Notas finais
E ai o que acharam? Em breve estarei de volta. Até mais!