Somente Eu e Você
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Esse é rapidinho mas espero que gostem.
Boa leitura!
Uma semana se passou, após a conversa que teve com El Cid, Luna permanecia chateada.
Sasha percebeu que a amiga estava mal, porém sempre que perguntava o motivo, Luna dizia que era apenas saudades de casa.
Claro que isso não convenceu, mas em respeito a vontade dela, a deusa não insistiu mais.
Em uma manhã, Luna não quis sair do quarto, disse para a serva que ficaria lá e não tomaria café.
Assim que chega à sala em que Sasha estava, a jovem logo diz:
—Ela não virá, senhorita.
—Mas, ela disse o por quê?
—Disse apenas que está sem fome.
Sasha fica calada por alguns segundos, aquilo já estava passando dos limites. A ninfa não era assim e com certeza algo estava bem errado.
—Vou até lá. Se quiser pode voltar para seus afazeres.
A serva concorda e se retira, logo em seguida Sasha sai e vai até o quarto da amiga.
Quando chega à porta, ela da duas batidas de leve e aguarda a resposta.
Em seguida, Luna pede para que entre.
Ela abre a porta e se depara com a ninfa deitada, com passos leves se aproxima e se espanta com o que vê.
Luna tinha seus olhos vermelhos, seus cabelos estavam desarrumados e parecia estar distante.
—Luna? – chama a deusa tocando no ombro dela.
—Bom dia, Sasha. Precisa de mim? – Luna pergunta se sentando na cama e ajeitando os cabelos.
—Quero saber por que você está assim. – responde enquanto se senta de frente para a amiga.
—É só saudades das minhas irmãs...não precisa se preocupar.
—Luna, não sairei daqui até que me diga a verdade.
A jovem era determinada e a ninfa sabia que ela estava falando muito sério.
Conseguiu escapar por alguns dias, mas agora não era mais capaz.
Respirou fundo e começou a contar tudo o que tinha acontecido.
A cada detalhe, vinham as lágrimas e quando chegou à parte da conversa ela travou.
Sasha estava pasma com tudo que tinha ouvido, pelos detalhes íntimos, ela deduziu que El Cid e ela tinham ido até o fim.
—Olhe para mim... – diz a deusa levantando o rosto da amiga.
Luna encara a jovem, mas não conseguia continuar a narrar o acontecido.
Sasha foi paciente, levantou e pegou um copo d’água. Serviu para ela, assim que bebeu a ninfa procurou se acalmar.
Respirou fundo e tentava controlar as emoções.
Assim que a viu mais calma, Sasha pergunta:
—O que foi que El Cid te fez?
—Ele disse que não podemos ficar juntos.
—Mas, como assim?
Luna explicou toda a conversa, a cada detalhe a deusa entendia o motivo da tristeza da outra.
No fim, a ninfa colocou as mãos na cabeça e massageou o couro cabeludo.
Estava com dor de cabeça, devido ao choro e as noites mal dormidas.
—Sinceramente, não sei o que dizer. – Sasha diz enquanto toca com carinho a perna da amiga.
—Não tem problema, isso já passou, é questão de tempo para eu melhorar.
—Mas, pelo menos você não se entregou a ele.
—É...
—Porém, peço que veja o lado dele. – diz Sasha fazendo com que a ninfa a olhe com desconfiança.
—Como assim?
—Os cavaleiros não costumam ter esposas, família e isso por causa do estilo de vida deles.
—É proibido?
—Não...mas eles estão sempre em missões. Os tempos de paz são raros, Luna.
—Eu gosto dele...só queria que fossemos felizes.
Sasha respira fundo, estar apaixonada era algo complicado. El Cid era um bom homem e por isso fez aquilo.
Mas, sabia que para Luna entender seria muito complicado.
—O que posso fazer para animá-la?
A ninfa por sua vez abaixa a cabeça e apenas a balança negativamente.
—Não se preocupe...em breve estarei melhor, acredite.
A deusa não estava satisfeita, queria fazer algo.
Enquanto pensava, percebeu que o cansaço estava abatendo a pobre Luna.
—Vamos fazer assim... vou sair agora e deixa-la dormir. Pelo visto não dormiu bem esta noite.
—É verdade. Não consegui dormir.
—Fique aqui hoje, descanse e alimente-se. Quando for mais tarde, volto e planejamos algo, tudo bem?
Luna não queria fazer nada, mas não queria desapontar a amiga.
Apenas concordou e em seguida a deusa deixa o quarto.
Se vendo sozinha novamente, ela deita na cama e se cobre com o lençol.
Pensava em suas irmãs e em como estariam. A saudade estava muito forte nesses últimos dias.
Queria estar com elas, com certeza a consolariam e fariam de tudo para alegrá-la.
Fechou os olhos e lembrou-se do imenso jardim que existe no santuário de Afrodite, era lá que queria estar naquele momento.
Deitada na grama macia e sentindo o perfume das flores, essas que tanto adorava.
Com esses pensamentos, Luna adormeceu.
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El Cid estava em sua rotina de sempre, porém agora tinha alguns detalhes para acertar.
Dentro de dois dias sairia em missão junto com Sisifo e por isso deveria deixar tudo organizado.
Enquanto arrumava algumas roupas, lembrou-se de Luna.
Após a conversa que tiveram, ela não passou mais pelas doze casas.
Odiava admitir, mas estava preocupado com ela. Sentia-se péssimo pelo estado em que a deixou.
Ao lembrar das lágrimas nos belos olhos da ninfa, ele cerrou os punhos.
Queria que tudo aquilo fosse um pesadelo, que nada tivesse ocorrido.
Mas, já era tarde e não tinha mais volta.
Agora era seguir em frente e continuar sua vida. Essa missão era uma chance para se afastar e deixar a poeira abaixar.
Ocupar a mente seria uma boa idéia e como tinham que pesquisar sobre os deuses a atenção seria algo essencial.
Assim que terminou sua arrumação, o espanhol decidiu ficar um pouco na frente da casa.
Não queria sair, mas também não queria permanecer dentro do quarto sem fazer nada.
Ao chegar à entrada, encontrou Asmita.
—Como vai, El Cid? – pergunta o virginiano.
—Estou bem. – responde o espanhol encostando-se em uma das pilastras.
—Permite minha passagem?
—Sim, pode seguir seu caminho.
Asmita ia seguindo seu rumo, porém voltou e perguntou:
—Você tem visto a senhorita Luna?
—Não. – responde o espanhol estranhando o interesse.
—Estranho... ela sumiu, já faz um tempo que não aparece.
—É... nem reparei. – El Cid responde sem demostrar interesse.
Asmita percebe que o outro não tem interesse em continuar a conversa e então se retira.
Apesar de se manter maior parte do tempo sozinho na casa de virgem, Asmita não era antissocial.
Gostava de conversar, porém tinha que ser quando estava com vontade.
E com quem gostasse também, nesse caso queria apenas informações sobre a ninfa.
Já fazia uma semana que não a via, nem sua presença era sentida em sua casa.
Ficou preocupado, algo lhe dizia que ela precisava de ajuda.
Já que precisava falar com Sage, aproveitaria para saber notícias.
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Luna abriu os olhos, sentia-se um pouco melhor. Aos poucos sentou-se na cama e após se espreguiçar, viu que tinha uma cesta com frutas e uma jarra de suco na mesa.
A fome tinha aparecido apesar do apetite não existir.
Levantou e foi se alimentar. Enquanto comia, alguém bateu na porta.
Luna não queria ver ninguém, mas sabia que não seria bom se negar a atender.
—Pode entrar. – ela disse ainda com a boca cheia.
Em seguida Sasha entra e abre um enorme sorriso ao ver que a amiga estava comendo.
—Vejo que está mais animadinha, já até levantou da cama. – Sasha diz enquanto se aproximava da ninfa.
—Tenho que voltar ao normal... não dá certo ficar arriada na cama.
—Concordo com você. Por isso vim aqui para lhe dar uma notícia.
Luna olhava curiosa para a amiga.
—Qual?
Sasha abre um sorriso e diz:
—Amanhã vamos para o santuário de Afrodite.
A ninfa ficou sem palavras, estava surpresa, não imaginava que seria isso.
—Tem certeza... quer dizer... vamos juntas?
—Sim, decidi que deveria deixa-la matar saudades de suas irmãs.
Luna levanta e abraça a amiga italiana, a duas sorriem e a alegria como em um passo de mágica volta ao ambiente.
Tudo que Luna mais queria era poder voltar para casa, nem que fosse apenas por um dia.
Notas finais
Me desculpem qualquer erro.
Beijos e até o próximo.
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