Notas iniciais
Olá! Chegando mais um capítulo. Espero que gostem. Boa leitura!

El Cid observava o treino de seus discípulos, estava satisfeito com a melhora deles. Porém, não poderia encher de elogios, queria que seus esforços fossem o mais intenso possível.
Para isso os incentivava a continuar dando o seu melhor em cada treino.
O espanhol não havia mudado seu jeito severo, muitos ali achavam que por estar tendo um romance com Luna, ele acabaria se tornando uma pessoa menos fechada.
Logo viram que isso não influenciou em nada, a única pessoa que ainda via um leve sorriso em sua face, era a própria ninfa.
Enquanto os treinos ocorriam na arena, Luna terminava sua refeição.
Ágata ficou fazendo companhia a amiga, mesmo sabendo que deveria voltar para seus afazeres. Queria ter certeza que ela não passaria mal novamente.
— Por que está me olhando desse jeito? — questiona a ninfa enquanto termina de comer alguns morangos.
— Nada…apenas me preocupei com você. — Ágata logo se levanta da cadeira e começa a ajeitar a pequena mesa.
— Eu apenas me senti mal com o cheiro dos ovos, pode ficar tranquila que não deve ser nada demais. — Luna sorri para a amiga na intenção de tranquiliza-lá.
Ágata retribui o sorriso, queria falar sobre a suspeita que Berna levantou, mas achou melhor se manter calada.
— Você vai precisar sair? Não queria ficar sem fazer nada.
— Infelizmente agora não, mas porque não vai até a arena assistir aos treinos? Pegar um pouco de sol? Sei que não é das melhores opções, mas pelo menos não fica aqui a manhã toda.
— Você tem razão. Irei caminhar um pouco e depois aproveito para acompanhar El Cid após o treino se encerrar.
— Bom, vou indo se não é capaz de virem atrás de mim. — em seguida Ágata se despede de sua amiga e sai com a bandeja.
Luna saiu logo em seguida, caminhar e pensar um pouco na vida era a única opção no momento.

**************************
Oneiros estava se preparando para sair do castelo, quando recebeu um chamado de Hypnos. Logo foi até o encontro do Deus para saber qual ordem receberia.
Ao chegar viu o loiro em pé olhando pela janela, seu semblante não era dos melhores.
— Em que posso ser útil, meu senhor? — Oneiros se ajoelha.
— Mandei te chamar aqui para lhe dar carta branca — Hypnos agora se vira e fica de frente para Oneiros — Estou com alguns problemas para resolver e achei melhor te deixar totalmente responsável por trazer Luna para o castelo.
Oneiros sentiu que o Deus do sono estava muito nervoso, no mínimo o problema deveria ser grande e por isso ele decidiu tomar essa decisão.
— O senhor tem alguma recomendação? Ou posso fazer da minha forma?
— Não quero que a machuque. Se Luna chegar aqui com algum arranhão, você será penalizado. Fora isso, faça da forma que achar melhor. — em seguida Hypnos fez um sinal com a mão dispensando Oneiros.

*********************
A manhã estava perto do fim, Sasha não havia saído de seus aposentos. Uma dor de cabeça se instalou logo pelo começo da manhã e ainda não havia passado.
A deusa tomou chá e manteve um repouso, mas sabia que sua dor era por preocupação.
Sentada na cama, ela estava a observar a decoração do quarto, olhar e pensamentos perdidos.
De repente ouve batidas na porta e ao questionar quem era, logo recebe a resposta.
— Kárdia, seu criado. — o escorpiano sempre com uma piadinha na ponta da língua.
Sasha sorri e pede para que ele entre.
— Está decente? — Kárdia manteve uma parte do rosto escondida atrás da porta e a outra parte exposta tinha um sorriso malicioso.
— Sinto em decepciona-lo, mas estou muito decente hoje.
Os dois riem e ele entra no quarto. Rapidamente trancou a porta e foi até sua amada.
A aparência dela era abatida, Kárdia logo tocou seu rosto com carinho e lhe depositou um beijo na testa.
— Vim ver como você está. Mais cedo encontrei a ninfa e ela me disse que estava indisposta.
— Tadinha da Luna, acabei deixando ela na mão.
— Te garanto que se El Cid não estivesse treinando, ela estaria bem ocupada.
— Não seja indiscreto Kárdia.
— Oque? Apenas um comentário. — em seguida ele se aproxima e beija com ternura os lábios de Sasha.
Ela retribui e o beijo se aprofunda, logo ele a puxou pela nuca para mais próximo dele.
Um beijo longo, que incendiou os dois por dentro.
— Kárdia eu me sinto preparada — Luna interrompeu o beijo e fixou seu olhar no dele.
— Está falando daquilo que estou pensando? — ele pergunta surpreso.
— Sim. — em seguida Luna volta a beija-lo e Kárdia sem acreditar retribui.
— Mas espera... — ele interrompe o momento e respira fundo- você tem certeza de que é isso mesmo que quer?
Sasha via a preocupação e surpresa estampada na face do escorpiano.
Ela se levanta devagar, deixando ele sentado na cama. Respira fundo e tenta controlar suas emoções, que naquela manhã estavam muito afloradas.
Ele por sua vez vê que não estava tudo bem, que Sasha estava incomodada com algo. Rapidamente se levantou e a abraçou por trás.
— O que está acontecendo com você? Quer conversar?
Ao se virar ela mostrou seus belos olhos verdes marejados. Não estava mais conseguindo conter as lágrimas.
Kárdia nada disse, apenas a abraçou e deixou que suas emoções falassem mais alto.

***********************
Luna caminhou até a cachoeira, sentou nas pedras e ficou molhando seus pés na água gelada e cristalina.
Perdida sem seus pensamentos, não percebeu uma presença no local.
Se assustou ao ouvir um barulho de galhos, achava que estava sozinha. Ao olhar para o lado esquerdo nada viu, estava esperando que alguém saísse dos matos.
— Quem está aí?
— Desculpe se a assustei. — a voz veio do seu lado direito e ao olhar para ver quem era, ela teve uma surpresa.
— Você? — Luna não acreditava que estava diante do homem que a beijou no dia que esteve fora do santuário.
Oneiros se apresentava de uma forma elegante e com um sorriso malicioso.
— Creio que naquele dia eu não tenha sido cavalheiro, nem ao menos me apresentei a você.
— Me desculpe, mas como entrou aqui? Quem é você? — a ninfa se levanta rapidamente e acaba escorregando nas pedras.
Oneiros é rápido e a segura em seus braços, mas o contato não é bem aceito por ela.
— Por favor senhor, não encoste em mim.
— Calma Luna, não precisa ter medo. Não farei nada de mal a você.
Luna arregalou os olhos, como aquele homem sabia seu nome, se ela não havia dito nada a ele?
— Preciso que se mantenha calma, quero apenas conversar sobre seu passado.
— Eu não tenho nada para falar, preciso voltar para o santuário. — ela da as costas para ele e se dirige rapidamente para a trilha que dá acesso a cachoeira.
Oneiros revira os olhos com tédio e mais rápido ainda, aparece na frente da jovem.
Luna começa a ficar com medo, aquele homem a assustava, não era como na primeira vez que se viram.
— Me desculpe, mas será necessária essa conversa. — Oneiros põe suas mãos na cabeça da ninfa e entra na mente dela.
Luna fica paralisada, seu corpo trava e ela não consegue se mexer.
Sua mente não controlava mais nada, ela ouvia a voz dele dentro da sua cabeça, mas não conseguia evitar que ele dominasse a situação.
— Vou te mostrar o seu passado, mostrar que pessoas que você ama tanto, mentiram para você esse tempo todo. — em seguida ele fecha os olhos e se concentra.
Ela tenta gritar, pedir ajuda mas não consegue. Logo sua mente fica em branco e em seguida ela vê sua mãe e um homem alto e loiro.
Ali Oneiros começa a mostrar a ninfa toda a verdade por trás de seu nascimento.

***********************
Em um canto do quarto a armadura de escorpião estava montada, na cama estava um casal apaixonado.
Kárdia cobria o corpo de Sasha com o seu, beijos quentes e mãos atrevidas faziam parte daquele momento.
O escorpiano estava em chamas, beijava o pescoço dela e acariciava os seios com força e cuidado ao mesmo tempo.
Não poderia deixar marcas na jovem, Sasha não combinava com isso. A única marca que deixaria nela seria em seu coração.
Sasha gemia baixinho, suas mãos percorriam os braços fortes do cavaleiro. Mais em baixo ela sentia o membro ereto lhe cutucar, isso a deixava com medo e mais excitada.
Ali ela estava experimentando uma mistura de sensações, tudo era novo.
Com ele não era diferente, Kárdia dormia com mulheres mais experientes e até mesmo mais atrevidas.
Com ela era diferente. Cada toque era uma sensação única, ele estava louco para avançar mais ainda.
Ao colocar sua mão na intimidade dela, sentiu como estava molhada. Ele lambeu os lábios de uma forma sedutora, ela por sua vez foi ao delírio com o toque que recebeu.
Sasha gemia mais alto, estava aos poucos se despindo da vergonha que sentia.
— Vou colocar dois dedos para você sentir um pouco como é.
Sasha apenas concordou e em seguida sentiu ele forçar sua entrada com os dedos. Ardeu um pouco, mas ela procurou relaxar bem para aproveitar o momento.
Logo sentiu uma sensação boa, cada vez mais que ele aumentava a velocidade ela se contorcia na cama.
— Kárdia... coloca tudo dentro de mim. — o pedido veio seguido de um beijo molhado e ardente.
Ele não hesitou mais, encaixou seu membro na entrada dela e aos poucos foi entrando.
Dessa vez ela não sentiu somente uma ardência, mas segurou firme e não deixou que ele parasse.
Assim que a penetrou por completo, o escorpiano sentiu uma sensação maravilhosa. Se conteve um pouco para que a dor dela não fosse maior.
Ao olhar o rosto de sua amada, viu um sorriso misturado com expressão de dor.
— Está doendo muito?
— Um pouco…mas não pense em parar.- um sorriso malicioso surgiu no rosto da deusa.
Aos poucos ele ia fazendo o movimento mais rápido, fechou os olhos e ia curtindo cada movimento.
— Eu não imaginava que era tão gostoso… — Sasha jogava a cabeça para trás e arqueava as costas, deixando seu colo suado mais próximo do rosto do cavaleiro.
Ele não perdia tempo e logo abocanhava o seio, sugava e dava leves mordidas.
Não demorou muito e ele sentiu que iria explodir, não conseguia mais aguentar.
Rapidamente retirou de dentro e mirou na barriga dela, gemeu alto e gozou. Sasha por sua vez ficou a observar o líquido quente escorrendo por seu corpo.
Mas na acabaria assim. Kárdia ainda ofegante, tocou o ponto mais sensível da deusa e começou a massagear com os dedos.
Após alguns minutos, ela sentiu uma explosão de prazer.Agarrou com força o braço dele e se entregou ao clímax.
Aos beijos os dois encerraram aquele momento.
— Gostou?
— Você foi maravilhosa — ele acaricia o rosto da jovem e deposita um beijo em seus lábios. — e você? gostou?
— Muito! Se soubesse que era assim teria me entregado a você antes.
Os dois sorriem e relaxam mais um pouco antes de retornar a vida normal.

Notas finais
O que acharam? Me desculpem se teve algum erro. E obrigada por acompanhar! Até mais