Somente Eu e Você
32 Batendo de frente
Notas iniciais
Os dias se passaram, a rotina no santuário era a mesma. Isso era considerado algo bom, já que não haviam grandes problemas a resolver.
Sasha continuava com suas obrigações e nos momentos livres, se encontrava com Kárdia. Beijos ardentes e mãos atrevidas, encontros divertidos e escondidos, tudo isso deixava a deusa com uma mistura de sensações.
Naquela manhã, antes mesmo do sol apontar no horizonte, ela já estava em seu banho. Queria estar muito bem arrumada e perfumada, agora todos os dias, tinha um motivo a mais para sorrir.
Ela desliza seu corpo para mais fundo, fecha os olhos e começa a relembrar o último encontro. A forma como o cavaleiro tocava seus seios, como deslizava a língua pelo seu pescoço e a fazia gemer.
Seu corpo sendo prensado contra a parede, o corpo quente dele colado ao seu, o beijo molhado e envolvente.
Todas essas lembranças, fizeram com que o corpo dela reagisse embaixo da água quente. A vontade que tinha era de ser tomada por ele e se tornar mulher em seus braços.
Mas o medo ainda a rondava, por mais que o cavaleiro estivesse sendo paciente e se controlado ao máximo para não avançar, ela sabia que uma hora isso aconteceria.
Em suas conversas com Luna, a amiga lhe disse que a primeira vez é dolorosa, mas que o prazer compensava muito.
Sasha soltou um suspiro longo, estava vivendo um dilema, não sabia ao certo qual seria a melhor atitude a tomar.
Ainda pensando sobre o assunto, ela se levanta da tina e pega a toalha que estava ao lado. Após se secar, coloca o vestido que havia escolhido e se prepara para começar mais um dia.
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O quarto estava a meia luz, algumas velas iluminavam o ambiente, o suficiente para ver o belo homem que ali estava.
El Cid estava deitado em sua cama, corpo nu, totalmente exposto. Seu peitoral bem definido, com alguns pêlos que percorriam o caminho pela barriga e chegavam até o local onde se encontrava seu membro ereto e pulsante.
Sua mão, fazia o movimento de sobe e desce, rápido e intenso. O espanhol estava ofegante, os olhos fechados, o ajudavam a se concentrar em sua fantasia.
Em seu pensamento, Luna estava nua em seus braços, linda e sensual, como sempre. Ele a beijava e apertava cada parte de seu corpo, enquanto a penetrava com força e a fazia gemer do jeito mais delicioso possível.
Ao lembrar dos gemidos dela em seu ouvido, ele intensificou os movimentos e sentiu o clímax chegar, fazendo com que um gemido rouco saísse de sua boca e ao mesmo tempo, o líquido quente viscoso escorreu pelo seu membro que já estava até dolorido, por causa da intensidade do ato.
Era a segunda vez naquela madrugada, as noites não eram mais as mesmas desde que a ninfa e ele se separaram.
Enquanto recuperava o fôlego, pegou um pano que estava próximo e se limpou. Em seguida, jogou-se na cama e ali ficou a observar o teto.
Em seu peito, a dor da saudade batia forte. A masturbação aliviava somente a parte sexual, mas mesmo assim não era a mesma coisa, que ter sua amada em sua cama, tanto lhe satisfazendo com prazer, como com seu amor, que estava fazendo uma falta imensa.
Pensou em dormir, mas lembrou que dali poucos minutos, deveria estar de pé para seus compromissos.
_ Que falta você me faz… — em seguida ele se levanta e começa a se preparar para mais um dia de treinamento.
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A manhã passou rápido, logo o horário de almoço chegou, fazendo com que os treinamentos fossem encerrados e a agitação na arena acabasse.
Cada cavaleiro seguia para suas respectivas casas, Kárdia seguia com uma certa pressa, estava com um semblante alegre e isso já ocorria a dias.
Que ele era um homem alegre e até mesmo brincalhão, todos já sabiam, mas somente um cavaleiro, sabia o real motivo daquela alegria toda.
De longe, Degel via o amigo caminhar com passar rápidos, com certeza a tarde seria muito boa para o escorpiano.
Ao mesmo tempo que ficava feliz por saber que estava tudo bem entre ele e a deusa, sua preocupação não o abandonava. Temia pelas consequências dessa relação.
Ao lado do aquariano, surgiu El Cid, que caminhava tranquilamente, com sua postura ereta e séria.
_Bom dia, El Cid – cumprimenta Degel
_Bom dia, Degel
_Hoje o dia foi bem produtivo, percebi que seus pupilos evoluiram muito em seus treinamentos – Degel não era muito de conversar com El Cid, mas sempre que podia interagia com ele.
_Sim, eles tem se dedicado muito. Sabem que sou exigente e não tolero preguiça, se querem se tornar cavaleiros, a dedicação é essencial. — por educação, ele respondia ao colega, gostava do jeito discreto e educado do aquariano, mas ultimamente não estava muito para conversas.
Degel sorriu, percebeu que a conversa não iria muito longe, então preferiu não puxar mais assunto.
Caminharam em silêncio, até chegarem na casa de virgem.
Quando entraram, sentiram que Asmita estava presente, algo que não agradou em nada ao espanhol.
_Asmita, pedimos permissão para atravessar – Degel logo assumiu a situação.
Em poucos segundos, utilizando o tele transporte, Asmita aparece na frente deles.
_Permissão concedida… — antes mesmo que pudesse terminar a frase, El Cid deu dois passos a frente, para seguir a diante.
_ A permissão foi concedida somente a Degel – nesse momento, El Cid para e não acredita no que acaba de ouvir, enquanto Degel fica sem entender nada.
_Como é ? — o espanhol se vira e encara o loiro com uma expressão mais séria que o convencional.
_Isso mesmo que ouviu, eu dei permissão ao Degel – com sua calma de sempre, Asmita explicava – Preciso que fique, pois temos um assunto a resolver.
O aquariano observava os dois, logo percebeu que havia algo sério e que sua presença não era necessária ali.
_Não quero atrapalhar – ele chama a atenção dos dois – Mas, tenho muito a fazer em minha casa, se me permitem, irei me retirar.
Em seguida, ele passa por eles e segue o caminho para a saída.
_Não tenho assunto a tratar com você, cavaleiro de virgem.
_Tem sim e sabe muito bem qual é.
El Cid o encarava com raiva, sabia que era sobre Luna que ele queria falar. Mas, não estava disposto a tocar nesse assunto e muito menos com ele.
_Peço permissão para seguir, apenas isso.
_Não o deixarei partir, até que se resolva a questão.
_O que pretende? Me manter aqui até aceitar ouvir o que já sei? — El Cid se aborrecia mais e já estava com os nervos fervendo.
_Sabe? Você deduziu algo errado, nada do que disse a Luna é verdade.
_Vai negar que não houve nada entre vocês? Não sou idiota, Asmita. — um sorriso ironico se formou em seu rosto, ele não acreditava que estava ali ouvindo o virginiano.
_Eu não dormi com ela – ele foi direito ao ponto, sem rodeios – Ela dormiu em meu quarto sim, apenas porque teve uma noite ruim e estava com medo de ficar sozinha.
_E você como um bom amigo, ofereceu seu ombro para consolar, não é mesmo?
_Não use de ironia, estou dizendo a verdade, Luna estava tendo um pesadelo, sentia sua agonia e fui ajudá-la.Como você não estava em sua casa, não quis deixá-la sozinha, por isso a trouxe.
El Cid abaixou a cabeça, passou a mão pelos cabelos e voltou a encarar a face serena de Asmita.
_Não é mais fácil confessar, é menos vergonhoso e poupa meu tempo.
_Não seja teimoso, digo a verdade, eu não dormi com ela. Fiquei meditando por aqui, enquanto ela ficou no quarto. Quando a serva chegou, ela a viu abrir a porta, nada além disso.
_Acha que não sei que tem interesse nela? Já percebi a forma como se comporta com Luna. — em suas palavras, o ciúme de El Cid era evidente.
Asmita respirou fundo, sabia que ele já havia percebido, por isso o ciúmes lhe corroía.
_Luna é uma bela jovem, sua beleza e carisma me encantam, não irei negar. Mas, somos amigos e assim nos mantemos, se cuidei dela naquela noite, foi por preocupação e um carinho imenso que sinto por ela.
Aquelas palavras foram o suficiente para fazer com que a raiva explodisse dentro do espanhol.
El Cid foi para cima de Asmita e elevou seu cosmo ao máximo que pode, ao perceber a ameaça, o virginiano também elevou o seu cosmo.
_Se pudesse acabaria com você aqui mesmo, Asmita de virgem! — El Cid mantinha seu rosto próximo ao dele, soltou toda sua fúria em direção do guardião da casa.
Em poucos segundos, uma presença invadiu o local, era o grande mestre Sage.
_O que pensam que estão fazendo? — a voz de Sage ecoa pela casa
El Cid se afasta, mas sem desviar o olhar do cavaleiro a sua frente. Aos poucos os cosmos vão diminuindo, fazendo com que o ambiente se torne menos pesado.
Sage não acreditava no que estava vendo, os dois cavaleiros mais tranquilos e discretos, em uma situação inusitada.
_Fiz uma pergunta, cavaleiros. O que significa essa alteração entre vocês?
_Apenas uma pequena discussão, patriarca. Peço desculpas, se acabamos nos excedendo. — a forma calma e sem preocupações de Asmita, acabou deixando o espanhol irritado.
Ele falava como se o que tivesse acontecido, fosse uma simples discussão, sem importância.
_Não me pareceu ser apenas isso – Sage caminhou para mais próximo deles – Vocês elevaram ao máximo o cosmo e de uma forma agressiva, isso me comprova que era algo grave.
_Peço perdão, grande mestre. A atitude partiu de mim, eu fui o errado. — apesar de ainda ter vontade de dar uma boa surra em Asmita, El Cid admitia que sua atitude foi errada.
_Se eu não aparecesse aqui, creio que a batalha de mil dias aconteceria, não é mesmo? — após essa frase, os dois dourados, lembraram do fato que era o mais importante.
O silêncio respondeu pelos dois, Sage respirou fundo e viu que não adiantaria passar um sermão. Eles não eram crianças e sabiam muito bem o que era certo e errado.
_O motivo desse desentendimento, não me interessa. O que eu espero, é que isso não se repita, estamos entendidos?
_Sim, grande mestre. — responderam ao mesmo tempo.
_El Cid, pode seguir para sua casa – em seguida ele se volta para Asmita – E você, continue com suas obrigações.
Assim que o espanhol deixou o local, Sage se volta para Asmita.
_O que aconteceu, para que chegassem a esse ponto?
_Ciúmes, foi isso que causou essa situação.
Sage ficou a observar o indiano, mesmo pouco tempo depois, a calma dele era algo invejável.
Nem parecia, que estava a ponto de uma briga e ainda mais com um companheiro de batalhas. Na realidade, era isso que os dourados eram, companheiros nas batalhas.
_Ciúmes? Não consigo imaginar, do que esteja falando.
_É algo que acho melhor contar. Envolve a Luna e a noite em que dormiu aqui.
Ao ouvir isso, Sage já começou a imaginar o que pudesse ser.
_Vamos até minha sala, lá conversaremos melhor. — Asmita concordou e acompanhou o patriarca.
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Enquanto o clima esquentava, na casa de virgem, Sasha e Luna estavam aflitas no jardim. A deusa havia percebido os cosmos alterados e se preocupou.
Acabou falando para a ninfa, que já imaginava o que estaria acontecendo.
_Os cosmos se acalmaram – Sasha olhava para Luna, na tentativa de acalmá-la.
_Sasha, eles não podem brigar, por favor vamos lá – Luna andava de um lado para o outro, nervosa e sem ideia do que fazer.
Sasha, por sua vez, já sabia que Sage estava lá. Levantou do banco em que estava sentada e foi segurar a amiga.
_Luna, não adianta ir até lá – Sasha a segurou pelos ombros, fazendo com que ela parasse – O grande mestre já está na casa de virgem e deve ter resolvido a situação.
Luna não conseguia ficar calma, sentia que uma hora, eles acabariam se estranhando.
Parecia um pesadelo, um daqueles que de vez em quando lhe perturbavam.
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