Somente Eu e Você

19 Arrependimento e Declaração


Notas iniciais
Olá pessoal! Quero agradecer a todos que acompanham a fic e aos comentários também. Boa leitura!

No dia seguinte, Luna acorda indisposta, havia dormido mal na noite anterior. Depois do pesadelo, foi difícil conseguir dormir novamente.

Assim que viu o sol e as nuvens que formavam belos desenhos no céu, abriu um leve sorriso.

Sempre gostou da noite, mas depois daqueles pesadelos que teve, sentia um certo incomodo em ficar ali sozinha.

Tratou logo de se levantar e ir se arrumar, queria fazer o desjejum com Sasha e para isso não poderia se atrasar.

Enquanto a ninfa se preparava para mais um dia, longe dali, no castelo de Hades, Oneiros e Hypnos conversavam.

—Então a minha doce filha não sai do santuário? – pergunta Hypnos enquanto folheia um livro.

—Sim, senhor. Pelo pouco tempo que tenho vigiado,pude perceber que não sai. – responde Oneiros tranquilamente.

—Isso dificulta uma aproximação... – Hypnos fecha o livro e volta a encarar Oneiros – Mas, o que me deixa bem insatisfeito é ver que ela se dá muito bem com os dourados e toda aquela escória.

—Ela interage bem com todos por ali. – diz Oneiros, percebendo em seguida a cara de insatisfação de Hypnos aumentar.

—Bem, tem algo mais para me dizer? – questiona o deus do sono, já ficando cansado da conversa.

—Por enquanto não, senhor.

—Continue vigiando, enquanto isso, eu vejo a melhor hora de agir.

—Sim, senhor.

—Está dispensado. – Hypnos abre seu livro e com um gesto, dispensa seu filho.

Após a conversa com Hypnos, Oneiros decidiu tomar um banho para relaxar e depois comer algo.

Assim que chegou a seus aposentos, viu uma das servas sair da sala de banho.

—Está tudo pronto meu senhor, seu banho o aguarda. – disse a serva, que saia do quarto para maior tranquilidade do seu senhor.

Ele nada disse, apenas retirou sua armadura e se dirigiu para o banho, lá havia uma pequena piscina com água quente.

Tratou logo de entrar e relaxar seu corpo, precisava desse tempo só para si.

Não havia dormido, ao invés disso, passou a madrugada com uma escrava.

Uma de muitas que possuía para satisfazer suas vontades.

Logo que fechou os olhos, ele lembrou do sonho que invadiu, o sonho da Luna.

A visão daquele belo e frágil corpo deitado bem a sua frente, de sua mão percorrendo suas curvas, da firmeza de seu seio, que quando tocado fez com que a bela acordasse.

Seu olhar assustado ao vê-lo ali em sua cama e sua atitude ousada em abaixar as alças do vestido para ver aqueles belos seios, alvos e com os mamilos rosados, tão delicados.

—Pena que não consegui beijá-la... – murmura o deus, enquanto sente sua ereção aparecer novamente.

Logo colocou sua mão no membro ereto e começou a se masturbar, movimentos lentos, enquanto imaginava sua boca saboreando cada parte do corpo da ninfa.

Aos poucos seus gemidos roucos foram tomando conta do local que antes estava em silêncio, mas seu momento logo acabaria.

—Que delícia irmão, prazer solitário?

Oneiros para os movimentos e ao abrir os olhos se depara com Phantasos do seu lado, sentado na borda da therma.

—O que quer? – Oneiros pergunta irritado, por ter seu momento atrapalhado.

—Apenas saber como anda sua missão.

Oneiros não responde, continua a se banhar enquanto Phantasos ficava a observá-lo, a espera de uma resposta.

—Não quer me responder? – provoca Phantasos com um tom debochado.

—Do que te interessa esse assunto? – pergunta Oneiros, enquanto terminava sua higiene.

—Apenas saber como está nossa irmãzinha, que aliás é muito bonita. – Phantasos levanta-se e vai pegar uma toalha que estava dobrada em cima de uma pequena mesa.

Oneiros observa atentamente a ação do irmão, não gostava muito do jeito atrevido dele, sempre querendo se meter nos assuntos alheios.

Como já havia terminado seu banho, ele calmamente foi saindo da terma, Phantasos foi em sua direção e lhe entregou a toalha.

—Se é para você sumir daqui... – Oneiros seca seus cabelos rebeldes e em seguida continua... – saiba que ela está bem, conversa com todos daquele lugarzinho e realmente é muito bonita.

—Essa é a parte que mais lhe agradou não é mesmo? – pergunta Phantasos, seguindo Oneiros da terma até o quarto.

Ele por sua vez, ignorou o comentário e foi colocar uma roupa leve, pretendia despachar Phantasos logo e descansar, antes de voltar a vigiar Luna.

—Deixarei que descanse... mas saiba que não é o único que faz vigia próximo ao santuário. – após essas palavras, Phantasos dá um leve piscada de olho para Oneiros e sai com um sorriso debochado no rosto, típico dele.

Oneiros pegou uma taça de vinho e sentou-se em uma poltrona vermelha com detalhes em dourado que havia próximo da janela.

Sabia que Phantasos com sua curiosidade iria atrás de saber como era a ninfa, mas esperava que ele não se atreve-se a se meter em sua missão.

Agora que ele se foi, aproveitaria seu descanso.

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Gaia cuidava de suas tarefas como fazia todos os dias, distribuía os trabalhos entre as ninfas e observava o andamento de tudo.

Como sempre o dia no santuário de Afrodite era agitado, como era grande, maior até mesmo que o santuário de Athena, sempre havia trabalho.

Apesar da agitação a ninfa mais velha não tirava sua protegida de seus pensamentos.

Estava com saudades e ainda tinha a preocupação com relação a Hypnos, algo lhe dizia que ela não estava totalmente segura.

Na noite anterior, havia decidido conversar com a deusa Afrodite,para pedir permissão para ir até o santuário.

Assim que estivesse tudo mais tranquilo, ela iria até Afrodite para fazer o pedido.

********************

Sasha não tinha tantas questões a resolver naquela manhã, como de costume fez o desjejum com sua amiga Luna e depois foi conversar com o patriarca.

Depois, viu que ainda tinha um tempo livre, o que há muito não acontecia.

Então ao invés de ficar ali, ou em seu quarto, decidiu sair um pouco e tomar um sol.

Assim, decidiu ir caminhar pelo campo que havia próximo a arena, ali poderia se sentar abaixo de uma árvore e ficar com seus pensamentos.

Até pensou em chamar sua amiga, mas essa deveria estra em companhia de Asmita, e ela não queria atrapalhar a conversa de ninguém.

Sasha passou pelas primeiras casas tranquilamente, mas ao chegar na casa de escorpião, seu coração acelerou.

Sabia que durante a manhã, Kárdia dava treinamento a seu aprendiz, mas mesmo assim, tinha receio de cruzar com ele.

Logo após sair da casa, ela sentiu um pequeno alivio, agora era continuar seu caminho até o campo.

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Luna e Asmita estavam na arena, a ninfa havia decidido ir assistir ao treinamento dos aprendizes, alguns minutos após sua chegada, Asmita apareceu.

Como sempre a conversa entre eles fluia muito bem, a companhia do virginiano lhe agradava e a afastava um pouco do sono que lhe cercava.

—Como passou a noite? Dormiu bem? – pergunta o dourado.

—Na verdade não...tive um pesadelo e acabei perdendo o sono. – responde Luna com um certo cansaço na voz.

—Sonhou com sua mãe?

—Não, dessa vez foi com um homem estranho...aliás estranho e ousado. – responde a ninfa, recordando o homem e sua atitude ousada de tocá-la.

—Ousado? – diz Asmita franzindo a testa.

—No sonho ele estava em meu quarto, sentado na minha cama e quando eu ia gritar simplesmente tapava minha boca...depois abaixou meu vestido e ficou olhando meus seios. – Luna disse tudo naturalmente, enquanto o virginiano ouvia tudo atentamente.

—Atrevido é a palavra ideal para ele...mas não se preocupe, aqui você está segura. – diz Asmita tocando de leve a mão da jovem.

No instinto a ninfa retribuiu o toque, acariciando a mão dele, Asmita sorriu e ela disse:

—Você tem sido um grande amigo, sempre ouve minhas estórias e me ensina muitas coisas também... adoro sua companhia.

—Fico feliz em ouvir isso, você é uma mulher maravilhosa, qualquer homem adoraria estar com você.

Nessa hora a jovem fecha o semblante, aquelas palavras mexeram com ela, lembrou que o homem que desejava, infelizmente não pensava igual ao virginiano.

—Pena que nem todos pensam igual a você...

—Por que são uns tolos. – Asmita consegue arrancar um riso da jovem, que acha graça no que ele diz.

—Você diz coisas lindas, sempre me elogia e isso me agrada. Você é galante e tenho certeza que faria qualquer mulher muito feliz. – Luna diz isso com um sorriso sincero e contagiante.

Asmita gostou do que ouviu, não tinha como negar que ela lhe interessava e muito.

—Essa mulher poderia ser você? – ele dispara, deixando a ninfa sem reação.

Luna abaixa a cabeça e respira fundo, não esperava aquela pergunta.

—Se eu pudesse escolher...meu coração poderia ser seu – ela faz uma pausa e olha para a arena, ali estava El Cid acompanhando seu discípulo – mas, ele já bate por outro.

Asmita deu um sorriso simples, percebeu na voz da jovem uma tristeza e que com certeza o dono daquele coração estava ali, entre eles.

—Espero que ele saiba valorizar seu amor, pois você é especial. – Após essas palavras, um silêncio se fez entre os dois, o único som que ouviam era o da agitação na arena.

Luna olhava para o virginiano e via um homem diferente, chegou a pensar que era um azar, sentir algo por El Cid, tendo um homem como Asmita por perto.

—Bem, voltarei para minha casa, depois passe por lá para pegar um chá, ele vai te ajudar a dormir. – disse Asmita se levantando.

—Obrigada. Passarei lá mais tarde. – responde Luna, se levantando e em seguida se despedindo dele.

Ali, ao longe, El Cid observava os dois. O ciúmes lhe corroía a alma e ele não poderia conviver com aquilo por muito tempo.

********************

O dia passou rápido, Luna almoçou com Sasha e a conversa foi bem sutil, não havia muita novidade para ser dita.

Luna até pensou em contar sobre o ocorrido com Asmita, mas achou melhor deixar isso de lado.

Sasha por sua vez, já havia decidido receber Kárdia, mas não em seu quarto. Iria recebê-lo na sala, onde geralmente ficava conversando com Luna.

—O que vai fazer após o almoço? – pergunta a ninfa enquanto pega um pouco mais de suco.

—Vou com o patriarca até a vila das amazonas, vou verificar um problema que elas estão tendo. – responde Sasha , em seguida empurrando para frente o prato.

Luna observa que a deusa não havia terminado a refeição, olhando para ela, viu que sua cara não era das melhores.

—Está sem apetite?

—Sim, estou um pouco ansiosa também.

—É por causa do problema?

—Não...é que na verdade decidi receber o Kárdia hoje. – assim que terminou a frase, Luna abriu um sorriso enorme.

—Ai que bom! Então decidiu dar uma chance a ele? – diz a ninfa indo se sentar mais próxima da italiana.

—Decidi conversar e ver o que ele tem a dizer...apenas isso.

Luna se calou, percebeu que a amiga não estava tão bem.

Sua condição de deusa fazia com que ela se fechasse para a vida, sua vida como Sasha.

Quanto a isso ela não podia ajudar muito, a italiana é quem tinha as rédeas de sua vida e por isso deveria tomar suas próprias decisões.

—Bem, o que irá fazer agora a tarde? – pergunta Sasha se levantando da mesa.

—Vou até a cachoeira, preciso relaxar um pouco e a natureza me ajuda bastante nessa questão.

—Vai sozinha? Pode levar uma das servas se quiser. – diz Sasha enquanto pegava umas uvas que tinham na mesa.

—Prefiro ir só, quero ficar somente com meus pensamentos. – responde a ninfa, um pouco cabisbaixa.

Sasha entendeu, fez o mesmo naquela manhã.

Após terminarem a conversa, cada uma seguiu seu caminho.

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Antes de sair com Sage, para a vila das amazonas, Sasha pediu a Ágata que fosse a seu encontro, em seu quarto.

—Em que posso ajudar,senhorita? – diz Ágata com sua simpatia de sempre.

—Preciso que entregue um bilhete para o cavaleiro Kárdia.

A serva observava a deusa ir até a penteadeira e pegar um pequeno papel e em seguida lhe entregar.

—Seja discreta, por favor. – diz Sasha para a jovem, que sorriu confirmando o seu pedido.

Assim que a serva saiu, Sasha colocou a mão no peito, respirou fundo, queria resolver logo aquele assunto que há dias tirava sua paz.

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Kárdia estava na cozinha se deliciando com um pedaço de bolo de nozes, que Ágata havia levado para ele.

Enquanto comia, sentiu a presença da serva.

—Senhor Kárdia! – gritou a jovem.

—Já cansei de dizer que não sou senhor de nada... – diz o dourado do alto da escada, observando a moça que parecia bem agitada.

—É costume...mas ainda bem que está aqui.

—O que quer? Não vai me dizer que precisam de mim, estou comendo e não saio daqui. – diz o grego colocando um bom pedaço de bolo na boca.

A serva riu, o jeito infantil do cavaleiro muitas vezes a divertia.

—Não é nada disso – em seguida ela sobe as escadas até chegar a ele – Eu trouxe um bilhete da senhorita Sasha.

Os olhos de Kárdia brilharam, ele engoliu logo o bolo que estava em sua boca e disse:

—Me entregue logo, estou esperando isso como um louco. – disse o dourado todo eufórico.

A serva então colocou a mão dentro do decote e pegou o bilhete, Kárdia não aguentou e tirou ele logo da mão dela.

Abriu ali mesmo e sorriu como uma criança, ao ler o conteúdo.

—Preciso enviar alguma resposta? – pergunta Ágata.

—Não minha cara, sua missão está cumprida. – diz Kárdia todo sorridente.

Após essas palavras, a serva pede licença e começa a descer as escadas.

—Ei! – diz Kárdia, chamando a atenção da garota para ao alto da escada.

—Belo lugar para guardar um bilhete. – com um sorriso cínico ele dá uma leve piscada de olho para a jovem, que fica toda corada com o comentário.

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A tarde seguia, na cachoeira, Luna estava nadando tranquilamente.

Quando estava em contato com a natureza, sentia suas energias renovadas, cada mergulho que dava era para ela uma descarga de energia boa.

Durante o tempo que estava ali, lembrou-se da conversa que teve mais cedo, da forma como Asmita lhe tratava e da pergunta que fez.

“É uma pena que meu coração não seja dele”, pensou a ninfa.

Estava tão concentrada em seus pensamentos, que nem reparou que alguém estava bem ali.

El Cid trajando sua majestosa armadura, observava a doce criatura banhar-se, era tão linda e delicada que fazia com que o cavaleiro suspirasse.

Ele se aproximou mais e logo Luna sentiu que havia mais alguém no local, ao se virar, teve a surpresa.

—Você?! – disse a jovem

—Luna, eu preciso falar com você. – disse o cavaleiro com sua expressão séria.

A ninfa achou estranha a situação, mas decidiu ouvir o que ele tinha a dizer.

—Sobre o que é? – ela pergunta um pouco receosa.

—Bom, você poderia primeiramente sair da água, para conversarmos melhor? – questiona o espanhol.

Luna nem havia reparado nesse detalhe, então ela sai da água indo na direção do cavaleiro.

Esse que com o olhar percorre todo o corpo da jovem, que estava com seu vestido branco totalmente transparente.

Ela repara os olhares dele, mas não muda sua postura, assim que se aproxima diz:

—Preciso trocar de vestido, pode aguardar um pouco?

—Sim.

Luna vai até uma pedra que tinha ali perto e pega uma toalha e um vestido azul.

El Cid se vira para que ela possa se trocar, seu coração batia acelerado, a vontade que tinha era de abraça-la e sentir seu perfume.

Assim que estava pronta, a jovem o chamou, El Cid caminhou até ela.

—Pode falar... o que deseja? – pergunta a ninfa, encarando os belos olhos azuis a sua frente.

O espanhol respirou fundo e disse:

—Vim para lhe pedir perdão.

Luna ficou muda, não acreditava no que estava ouvindo.

—Eu te rejeitei, a afastei de mim. Te tratei de uma forma errada e me arrependo muito disso. – El Cid dizia tudo com uma sinceridade em seus olhos, isso mexeu com Luna.

—Durante esse tempo que estive longe, meu pensamento só tinha espaço para você. Até em meus sonhos você apareceu. – nesse momento, El Cid se aproxima mais e toca de leve o rosto da jovem.

Luna não conseguia falar nada, aquelas palavras a acertaram em cheio, nunca poderia imaginar que aquilo aconteceria.

—Não vai me dizer nada? – ele pergunta ainda com sua mão no rosto dela.

—Desculpa...eu estou sem palavras. – ela diz enquanto tirava a mão dele de seu rosto.

—Luna, vim até aqui para lhe dizer como me sinto e o que sinto dentro de mim.

—E o que sente?

—Necessidade de te ter comigo.

Luna dá um passo para trás e fecha seu semblante.

—O que pretende com isso? – ela pergunta com amargura na voz.

El Cid ao ver a reação dela, se preocupa.

—Serei direto... quero seu perdão e você ao meu lado.

Ao ouvir essa declaração a ninfa se espantou, não acreditava no que estava acontecendo.

—Por que só agora? – ela pergunta enquanto se aproxima novamente.

—Porque só agora tomei coragem para me declarar a você.

Ele pegou a mão dela e segurou com força.

—Fique comigo, seja minha Luna. – ele disse isso olhando fundo nos olhos da ninfa, que agora estava com o coração dando pulos no peito.

Ela respirou fundo e retirou sua mão.

—Me desculpe, mas não consigo acreditar no que diz. – assim ela nervosa por causa de tudo que ouviu, se afastou dele.

El Cid se calou, não seria fácil convencer a ninfa dos seus sentimentos.

—Você me fez sofrer muito com sua atitude... chorei por um bom tempo, lembrando de suas palavras. – Luna caminhava indo em direção a uma árvore.

—Eu me arrependo amargamente de tudo que disse. – diz El Cid indo até ela.

Luna estava de costas para ele, não tinha coragem de encara aquele homem novamente.

O espanhol por sua vez, se aproximou e afastou os cabelos molhados da nuca dela, ao sentir o toque dos dedos dele, a ninfa estremeceu.

—Quero provar que o que digo é verdade. – ele sussurra em seu ouvido, fazendo com que ela se arrepie por inteiro.

Com jeito, ele a pega pela cintura e delicadamente a vira, ficando assim os dois frente a frente.

—Sei que sofreu, mas agora quero me redimir por isso. – El Cid com aquelas belas palavras e olhar penetrante estavam deixando Luna sem palavras e atitude, ela estava se rendendo, mas não queria.

Tinha medo de se machucar, de ser enganada.

—Falta apenas uma pequena prova, de que tudo que digo é verdade.

Após essas últimas palavras, El Cid colou seus lábios nos dela.

Luna estava tão envolvida por tudo que estava ocorrendo, que não resistiu, se entregou ao momento e aquele homem que estava a sua frente.

Logo abriu passagem para a língua do espanhol, que invadiu a pequena boca da sua doce ninfa.

O beijo foi envolvente e caloroso, um misto de amor, saudade e arrependimento.

A mão dele acariciava o rosto dela, Luna por sua vez enterrou sua mão nos cabelos dele, o perfume dela o enfeitiçava, fazendo com que o beijo se tornasse mais especial.

As línguas se acariciavam delicadamente, eles saboreavam o sabor um do outro sem pressa,estavam presos em um momento só deles, como se o mundo tivesse parado para esse reencontro de dois corações apaixonados.

Assim que pararam o beijo, ficaram por alguns segundos se olhando, olhos nos olhos e um sorriso doce se desenhou na face da ninfa.

—Estou apaixonado por você, minha ninfa. – ele disse enquanto roçava seus lábios nos dela.

Luna não disse nada, apenas beijou o espanhol novamente, se entregando aquele momento, que para ela era mais que especial.

Notas finais
E ai gostaram? Para a cena do beijo usei uma música que acho linda do Juan Gabriel "Abrazame Muy Fuerte". Desculpem qualquer erro. Beijos e até mais!