Some awkward First Times
3 From his point of view - Parte 3
Notas iniciais
Estávamos às vésperas das provas finais. Por essa razão, Nathalie havia desmarcado todo e qualquer compromisso extra que eu poderia ter — inclusive as aulas. Obviamente era para que eu estudasse.
Mas não era isso que eu estava fazendo. Eu estava descansando. Porque a matéria eu sabia — e, ah, eu sabia muito bem. As aulas particulares cobriram muito além da matéria que eu tinha atualmente e eram muito mais rigorosas também.
O que realmente poderia me prejudicar era o cansaço. Por essa razão, nesse tempo livre, eu aproveitei para relaxar e esvaziar minha mente de qualquer problema; assim poderia encarar plenamente os exames.
E eu poderia dizer que, no presente momento, só havia dois assuntos que estavam realmente me assombrando: photoshoots e...
Sexo.
— Ei. — Plagg chamara assim que eu abri a porta do banheiro, a toalha enrolada nos ombros para que os cabelos não molhassem a blusa. — Você tem demorado bem mais nessas últimas semanas. Está fazendo o quê?
— Ahn... Bem... — Senti as bochechas corarem além do que já estavam pela água quente, desviando o olhar para um canto.
— Não me diga que... Você está treinando...? — Ele frisou tanto a última parte que agora a minha vergonha deveria estar estupidamente visível.
— E-Eu não quero, em hipótese alguma, passar vergonha na frente da Mari! — Pausei um instante, piscando. — De novo. — Murmurei.
Tal qual eu havia imaginado, o kwami caiu na risada, encostando-se na mesa de centro e rolando por ela incontrolavelmente. Sentia a ponta das minhas orelhas arderem e bati a porta do banheiro com demasiada força, urrando:
— Você poderia ser mais compreensível comigo! Você sabe como isso é difícil?
— O filhinho do papai, modelo adolescente, melhor nota da sala, é ejaculação precoce?! E você não acha isso engraçado?! — Praticamente voei até a mesa, derrubando a toalha por ela, pegando-o pelos pêlos da nuca e o erguendo à altura dos meus olhos, desgostoso. — Diga, menino precoce. Eu sei que você quer me falar algo!
— Eu quero te lembrar que, oficialmente, nada aconteceu. Então você não tem prova alguma de que eu seja ou não.
— Oooh! Excelente argumento. Se o senhor tem tanta segurança, por que está... treinando? — Plagg era sarcástico. Soltou-se de minha mão, planando alto, para que eu não o alcançasse.
— Porque... Bem... — Comecei a coçar o pescoço, desviando os olhos, buscando um ponto para me focar e não ficar mais sem graça do que já estava. — Da outra vez... Que... Você sabe, não sabe? Que eu entrei... A sensação era tão boa... E...
— Está com medo? — Ele rodopiou, parando com o rosto esmagando meu nariz, deixando-me vesgo para que pudesse encarar seus olhos verdes. — Não fique assim, garotão. Se você consegue ficar uma hora naquele chuveiro quente tocando uma sem ejacular, vai aguentar dentro dela facinho.
— Ah-E-Eu... ahn... Urgh. — Encolhi os ombros, ouvindo a risada de Plagg invadir o quarto uma vez mais. Em seguida, suas pequenas patas afagaram meus cabelos, bagunçando a minha franja. — Você gosta de me atormentar.
— Claro que não. Eu estou falando sério. Relaxa, Adrien! Vocês estão aprendendo. O legal é a descoberta. — Ele sentou-se na minha cabeça. — Você tem a chance de fazer isso com a menina que você gosta. E ela está fazendo com o menino que ela gosta. Quer algo melhor do que isso?
— Hmm... — Esfreguei novamente o pescoço. — Eu só quero ser bom pra ela. Só isso.
— Vai ser garotão. Confia em mim. — De novo os olhos verdes me encarando, dessa vez de ponta-cabeça. Comecei a rir, fazendo Plagg voltar a planar.
O som do meu celular cortou nossa conversa. Pelo toque, eu sabia que era uma mensagem. Fui calmamente até a cama, vendo através do visor que era de Marinette. Sorri, satisfeito.
Depois daquele incidente duas semanas atrás, nós havíamos nos encontrado duas vezes fora dos horários de aula. Uma delas foi no domingo após todo o episódio — onde eu, seguindo as orientações de Plagg, a convidei par tomar um sorvete.
Conversamos abertamente sobre aquela situação e ela frisou que não estava chateada. Disse que estava ciente de que aquilo poderia acontecer, ainda que eu fosse da maneira mais delicada o possível — o que foi o caso, de toda forma.
E que o susto maior realmente foi a mancha no estofado dela. Porque ela já havia visto uma quantidade muito maior de sangue; segundo suas próprias palavras, aquilo era só “algo ínfimo”.
Demorei um pouco para me convencer plenamente da ideia, mas no atual momento, estava tudo resolvido. Algumas noites em claro e alguns cafunés de Marinette ajudaram, certamente.
Depois de passar alguns minutos encarando a tela — admirando uma foto nossa, papel de parede que recentemente havia trocado — desbloqueei o telefone e fui ver o que ela havia me enviado.
“Socorro (˚ ˃̣̣̥᷄⌓˂̣̣̥᷅ )”
Pisquei, atônito. Digitei rapidamente a resposta, esperando que ela visualizasse logo:
“O que aconteceu, Bugboo?”
E, para o meu alívio, a resposta veio quase imediatamente:
“A matemática. Ela me odeia. Mas ela me odeia muito. ( ;∀;)”
Comecei a rir de tal maneira que Plagg apoiou-se em meu ombro, tentando ler a tela do celular e entender onde havia tanta graça.
— Ela está realmente desesperada. — Foi a afirmação dele. — Então, vai salvá-la, oh grande cavaleiro? — Ironizou, enquanto eu me acalmava.
— Com certeza. — Voltei a digitar rapidamente, respondendo-a:
“Se quiser, my Lady, eu posso resolver o seu problema. O que acha? ( ´ ▽ ` )”
“Oh, meu grande cavaleiro em um cavalo branco! Isso seria a minha maior felicidade. Estou indo para a sua casa, tudo bem?”
“Claro. Não sei nem porquê você ainda pergunta.”
“Ah, sabe como é, não é? A Nathalie, seus seguranças... Enfim. Em quinze minutos estarei no seu portão. Me espere aí, garoto bonito! ☆(-‿◕✿)”
“Zerou! (=´∀`)人(´∀`=) Estarei te esperando no meu cavalo branco!”
“Haha, engraçadinho.”
Bloqueei o telefone e, no mesmo instante, fui buscar pelos livros de matemática do meu acervo pessoal — afinal, boa parte eu havia aprendido com eles.
— Hey, garoto bonito. — Revirei os olhos. Eu ficava incomodado quando Plagg usava os apelidos que Mari costumava me chamar. — Vai querer ficar sozinho com ela? Porque eu não estou a fim de ver nadinha, você sabe disso.
— Plagg, nós vamos estudar. Sabe o que é isso?
— Sei. E sei que vocês são dois namorados adolescentes que tiveram duas tentativas frustradas de fazerem sexo e estão desesperadamente tentando uma terceira oportunidade para concretizar isso. — Fitei-o de esgueira, pela forma como ele pronunciara isso rápida e initerruptamente. — Estou enganado? É mais do que certo que vai rolar alguma coisa!
— Se. — Pontuei. — E somente se rolar algo, você pode se esconder onde quiser. E no momento que quiser. Combinados assim?
— Oh, excelente. Se vocês se beijarem, eu já vou me esconder.
— Você quem sabe. — Comecei a empilhar os livros na mão e, devagar, fui deixá-los na minha mesa de centro.
Estava começando a verificar se havia pego todos eles quando leves batidas na porta desviaram minha atenção.
— Adrien? — Era Nathalie. Pisquei, surpreso.
— Pode entrar! — Ela abriu a porta e me surpreendi ao encontrar Marinette ao seu lado.
— Marinette está aqui. Ela veio estudar com você.
— Ah, sim! Eu esqueci de avisar, desculpe. — Disse à Nathalie. Ela sorriu, compreensiva.
— Se precisarem de algo é só chamarem. — Avisou-nos e, assim que Mari entrou no cômodo, ela saiu, encostando a porta com cuidado.
— Quem disse que estaria me esperando com um cavalo branco? — Ela ironizou, arrancando-me uma gargalhada.
— Desculpe, desculpe. — Fui me aproximando dela, abraçando-a gentilmente e depositando um beijo em seus cabelos. — Estava buscando meus livros. — Parei um momento, afastando-me de sua figura.
Eu segurei um suspiro muito forte no fundo da minha garganta ao olhá-la mais atentamente. Sempre às vésperas do verão, Marinette tinha o costume de largar as calças e blusas para usar vestidos, a maioria design exclusivo seu.
E esse ano não era diferente. Aquele momento não era diferente. Ela usava um de mangas regatas que descia graciosamente até um pouco acima de seus joelhos em um tom de verde folha, estampado com as mais diversas flores em vermelho e amarelo. Seu cabelo estava livre dos pequenos rabinhos, dando espaço para uma tiara na mesma cor do vestido, adornada por uma flor de pano.
— O que foi, mon amour? — Ela sorriu e, vagarosamente, fiz com que ela desse uma pequena volta, deliciado com a maneira como a saia do vestido rodava junto de sua silhueta. — Gostou?
— Muito. — Minha voz saiu mais rouca que o desejável. Ela gargalhou, deliciada. — Eu tenho certeza de que você será uma excelente designer daqui uns anos. — Puxei-a delicadamente pela cintura, trazendo-a de encontro ao meu corpo, dando um selinho em seus lábios.
— Que façam de suas palavras realidade. — Ela murmurou em meus lábios, os braços passando pelo meu pescoço, acariciando os cabelos da minha nuca em leves círculos. — Mas agora... — Colocou o dedo indicador na ponta do meu nariz, afastando meu rosto de si, naquele gesto característico nosso de anos. — Estudar matemática, senão eu não passo nem no colégio.
— Certo, certo. — Afirmei, olhando para a mesa onde estava o meu material. Torci o nariz quando percebi a toalha ali largada. — Mari, você trouxe seus cadernos?
— Sim, eu—! — Percebi que ela parou um momento, olhando em volta. Seu rosto perdeu a cor em um instante. — Eu não lembro onde deixei minha bolsa!
— Você entrou com ela? Se sim, deve estar na sala. — Ela saiu desesperada, sem cerimônia alguma. Não seria a primeira, nem a última vez que ela estaria na minha casa; já era bem-vinda e conhecia praticamente tudo.
Suspirei, rindo baixinho. Se tinha uma das características que eu amava em Marinette, certamente era a sua desatenção. Era tão contrastante com a sua boa sorte que chegava a ser irônico.
Enquanto ela estava fora, tratei de colocar a toalha para secar no banheiro em seu devido suporte. Foi nessa fração de segundo que ela retornou, o sorriso transpassando o rosto, uma mochila com a mesma estampa — e, suspeitava eu, o mesmo tecido de seu vestido — pendurada nas mãos.
— Até nisso? — Perguntei, incrédulo. O sorriso em seu rosto só aumentou. — Designers. — Brinquei, fazendo-a rir.
Devagar, após verificar que minha porta estava fechada, ela abriu um dos pequenos bolsos, liberando Tikki de seu confinamento. Sem demoras, a kwami viera me cumprimentar, esfregando seu cabeção na minha bochecha.
— Saudades, Adrien! — Ela disse. Concordei com um aceno. — E o Plagg? Onde está?
— Não sei, Tikki. Ele provavelmente deve ter se enfiando em algum buraquinho... Seria bom procurar. — Ela sorriu e, em um flash, havia desaparecido da minha vista. — Não se importa de ela ficar assim, longe de você? — Perguntei à Marinette.
— Hmm-hmm. — Ela negou com um aceno. — Às vezes os incentivos dela me atrapalham. Meu pensamento se esvai com facilidade enquanto estudo matemática.
— Oh, isso é interessante.
— Nem ouse, seu gato pervertido! Eu realmente preciso de ajuda. A situação está crítica.
— Então sente-se, mademoiselle, que eu irei lhe ensinar minhas artes secretas do domínio matemático! — Ela riu da minha encenação, sacodindo a cabeça em desaprovação.
Fui acomodar-me ao seu lado enquanto ela preparava seu material. Ficamos lado a lado na mesa de centro, próximos ao sofá. E, em instantes, praticamente todos os livros que peguei estavam abertos, espalhados pelo chão e pela mesa.
O tempo foi correndo devagar. Primeiro, eu explicava o que ela tinha dúvida. Depois, ela tentava resolver os exercícios do meu livro. Por fim, os exercícios do colégio. Prestava atenção em cada reação sua — a forma como ela reclamava, baixinho, quando percebia onde estava errado; em como sua testa se franzia enquanto ela se concentrava.
E a forma como ela levava a lapiseira até a boca, pressionando-a levemente entre os seus dentes. Percebi também quando ela fechou os lábios em volta do metal, os olhos focados no papel, sem ciência do quão erótica aquela imagem poderia ser.
Engoli a saliva devagar, respirando fundo lentamente, tudo para não tirá-la de sua concentração. Sabia o quanto aquilo era importante. Mas os pensamentos estavam alheios no momento.
Quando ela finalmente resolveu escrever, eu observei a forma como sua língua deslizou por seus lábios, umedecendo-os, ressalvando a cor meio avermelhada que eles tinham naturalmente.
Ah, como eles brilhavam contra a luz do sol.
Concentração, Adrien!
Percebi que uma gota de suor descera por seu rosto, desenhando-o, morrendo em seu pescoço. Engoli novamente a saliva; ao reparar agora, sua pele toda estava mais brilhosa pelo suor.
— Mari. — Ela assustou-se. — Você quer que eu ligue o ar?
— Huh? — Ela piscou. — Ah, não, tudo bem. Mas se quiser abrir as janelas...
— Ok, sem problemas. — Levantei-me lentamente, afagando seus cabelos enquanto caminhava até as janelas.
Aquilo foi uma desculpa acima de tudo. Eu precisava me focar em outra coisa. Afinal, ela precisava prestar atenção nas contas.
Eu não.
O vento veio direto em meus cabelos quando abri uma das janelas, o quarto enchendo-se com o frescor. Eu sequer notei a temperatura de tão absorto que estava.
— Oh, wow! — Marinette reclamou e, no instante em que eu virei, percebi-a segurar a saia do vestido para que não levantasse. — Esse vento não estava aí quando eu vim pra cá.
— Deve ser porque o ar circulou. Não deve aparecer de novo. — Comentei, sentindo o coração pular algumas batidas dentro do peito enquanto voltava a sentar-me ao seu lado.
Não demorou nada para ela retornar à sua conta, absorta nos problemas. Já eu tinha outras coisas para lidar — coisas mais incômodas, diga-se de passagem.
O cheiro dela inebriava as minhas narinas. Estávamos muito próximos, mas não colados. Contudo, ainda era possível sentir claramente o perfume de seu corpo, seus cabelos.
E toda a cena de antes que voltava a se repetir estava fazendo com que eu perdesse os trilhos muito, muito lentamente. Chegava a ser tortura.
A cereja do meu bolo foi quando outra brisa bateu, tão forte quanto a primeira, fazendo a saia de seu vestido levantar novamente.
Eu pude ter um leve vislumbre de sua calcinha rendada e isso, definitivamente, foi a gota d’água.
Tchau, tchau, sanidade!
— Mas que droga! Por que não ventou enquanto eu vinha pra cá? Eu passei o maior calor na rua... — Marinette reclamou, segurando a barra do vestido. Deixei que minha mão tocasse a sua, aproximando meu rosto e tragando seus cabelos, afundando o nariz neles. — Ora, ora, seu gato pervertido.
— Eu? — Proferi, inocente. — Mas eu não fiz nada!
— Oh, é mesmo? — Sua voz soava altiva. Devagar, ela levou o metal da lapiseira até a minha bochecha, cutucando-a lentamente. — O senhor realmente acredita que eu não senti seus olhares sobre mim esse tempo todo?
— Ah! — Pisquei, afastando meu rosto para poder encostar a minha testa contra a sua, encontrando seus olhos azuis; ah, tão belos azuis! Tão provocantes. — Eu não sou bom de esconder as coisas. E eu tentei, eu juro.
— Eu sei que você tentou, gatinho pervertido. — Ela continuava cutucando minha bochecha, a expressão debochada. — Mas você é pervertido demais para conseguir esconder. Não é?
— Mari, não me chame de pervertido! — Resmunguei, falsamente ofendido. Sentia minhas íris encherem-se de desejo, minha ereção a muito evidente nas calças folgadas.
Ela me encarava fundo, muito fundo. Eu estava praticamente afundando em seus azuis, perdendo-me no sentimento que era tão conhecido para mim; o sentimento que estava me dominando pouco a pouco, enlouquecendo-me devagar, de dentro para fora.
Deixei meus olhos correrem por seu rosto, admirando cada curva, cada detalhe. As sardas destacadas pelo brilho do suor, a forma como suas sobrancelhas curvavam-se, mostrando superioridade, desafio. E, por fim, a forma como seus lábios moveram-se, pronunciando em um murmúrio rouco e desejoso:
— Dé–pra–vé–! — Praticamente urrei, não esperando nem mais um segundo para juntar nossas bocas e me afundar, me deliciar, me perder nos lábios dela.
O sorriso que cruzou seu semblante foi impagável. Ela ainda demorou um instante para embarcar no beijo comigo, uma vez que estava mais ocupada em tentar não gargalhar da situação toda. Ela sabia como me provocar. Ela sabia como me olhar, como me atiçar, como me enlouquecer.
Após absorver toda a situação, Marinette passou a dedicar mais atenção ao beijo, tentando capturar meus lábios entre os seus para chupá-los. Agradavelmente cedi, deixando que ela fizesse isso. Senti seu corpo virar-se para se acomodar em meus braços, sua mão — ainda segurando a lapiseira — foi aos meus cabelos, acariciá-los, bagunçá-los.
Deixei que meus dedos fizessem o contorno por sua cintura, trazendo-a ainda mais para perto, pressionando nossos corpos. O beijo foi se aprofundando, minha língua encontrando a sua, um som abafado escapando das bocas devido ao contato.
O outro ruído que encheu o ar do quarto foi o da lapiseira encontrando o chão quando Mari a largou para enlaçar os dígitos em meus fios, arranhando levemente a minha nuca, arrancando um ronronado de mim. Outra vez o sorriso ocupou seus lábios em meio ao nosso beijo, satisfeita pela reação que conseguira.
Devagar, fui invertendo nossas posições até conseguir deitá-la na mesa de centro, displicentemente empurrando todo o material ali de cima para acomodá-la melhor. Marinette reclamou em meio aos meus lábios, fazendo nosso contato se partir. Apoiei-me nos braços para poder observá-la melhor.
— Chaton dépravé. — Ela murmurou novamente, os olhos semicerrados, sedutores. Suas mãos continuavam em minha nuca, acariciando, provocando.
— Seu Chaton. — Sussurrei quando meus lábios voltaram a encontrar os seus, mordiscando-os. — Mas... Sem o dépravé. — Provoquei, subindo uma das minhas mãos por sua coxa, arranhando a pele com cuidado, carinho, trazendo a barra de seu vestido junto dela. Marinette ria, deliciada, pressionando mais meu rosto contra sua boca.
— Não é o que parece. — Outra provocação, seus olhos atiçando-me, convidando-me a continuar.
Novamente afundei-me em sua boca, recebido por um suspiro de puro deleite e aprovação. Minhas mãos apertaram mais suas coxas conforme eu a trazia para mais próximo, deixando que nossas pelves se roçassem. O som foi uníssono quando minha ereção encontrou sua intimidade, ainda por cima das peças de roupa.
Senti Mari desvencilhar as pernas de minhas mãos, passando-as pela minha cintura, colando veemente os corpos. Levei os dígitos até o seu quadril, inclinando-me para trás, fazendo-a se sentar em meu colo conforme eu sentava no chão, apoiando as costas no sofá.
— Hey, minou. — Ela rompeu nosso contato, esfregando o nariz contra o meu bem devagar. Deixei que minhas íris se perdessem nas suas, naquela vontade que estava mútua entre nós, conforme ela esfregava o quadril contra o meu, rebolando no meu colo. — Que tal irmos para um lugar macio e espaçoso para aproveitarmos isso, huh?
— Hmm... Você diz... — Capturei seu lábio inferior, mordiscando-o, chupando-o até que ele deslizasse para longe da minha boca. — Na cama, por exemplo?
— Exatamente. — Seu sorriso se alargou mais, suas mãos descendo por meus ombros, arranhando-os de forma tão suave que eu mal sentia suas unhas.
— É uma... Excelente ideia. — Murmurei, começando a beijá-la uma vez mais. Seus dedos fizeram o caminho de volta ao meu pescoço, acomodando meu rosto, acariciando meu maxilar.
Deixei que um de meus braços passasse por sua cintura, prendendo-a contra o meu peito enquanto eu começava a me levantar. Sem demoras, Mari enlaçou as pernas em meu quadril, para ganhar sustentação. Assim que me coloquei em pé, deixei que minhas mãos fossem às suas coxas, segurando-a firmemente, ficando as unhas em sua pele.
Ela gemeu em meus lábios. Rompemos o contato das bocas para que eu pudesse levá-la, meio afoito, para a cama. No caminho, ela aproveitou para explorar todo o meu pescoço com a língua e os dentes, descendo com eles até o meu ombro, arrancando ofegos audíveis de mim.
Assim que minhas pernas bateram contra o estrado, comecei a deitá-la, apoiando sua cabeça delicadamente sobre meu travesseiro. Senti os dedos de Marinette subirem aos cabelos da minha nuca, arranhando suave, sutil, suas pernas soltando-se de mim, acomodando-se confortavelmente em meu colchão.
Ajeite-me melhor sobre ela, indo buscar seus lábios uma vez mais. Os beijos tornavam-se cada vez mais ousados, necessitados. Comecei a acariciar seus braços, adorando a textura de sua pele contra a palma da minha mão. Senti que ela começou a imitar-me, descendo com os dedos por meu corpo, ainda por cima das roupas.
Sem pudor algum, Mari continuou descendo, até que uma de suas mãos estivesse devidamente posicionada em cima da minha excitação. Massageou-a, acomodando toda a sua extensão em sua palma, definindo meu membro no tecido. Nosso beijo partiu devido ao meu gemido, seus olhos buscando os meus, surpresos.
— Você... — Ela piscou uma, duas vezes, olhando-me profundamente. — Está sem cueca?
— E se... — Ofeguei, juntando nossas testas, percebendo que seus olhos se arregalaram mais conforme eu formava as palavras nos lábios, hipnotizados pelo mover deles: — Eu disser que estou?
Percebi, praticamente em câmera lenta, a forma como ela levou os dentes ao lábio inferior, mordendo-o de uma maneira estupidamente sensual. E, à medida que o dente se cravava em seu lábio, sua mão fechava-se mais ao redor da minha ereção. O gemido que saiu da minha boca foi sonoro e constrangedor.
— Safado. — Ela murmurou conforme um sorriso desenhava-se de forma pervertida em sua bela boca. Continuou me acariciando, mais firme, para que meus ofegos se tornassem constantes.
— Só... Eu? — Continuei em seu tom, descendo a boca para o seu pescoço. Ela solidariamente cedeu mais espaço para que eu explorasse sua pele.
Fui descendo meus lábios por ali, beijando-a devagar, chupando cada pedaço que podia. Cheguei à curva com seu obro, mordiscando de leve, os ofegos se espelhando em sua boca. Desci mais, contornando sua clavícula, rumando o meio de seu peito.
Levei a boca até onde seu vestido permitia, beijando somente a pele que estava exposta. Marinette parecia deliciar-se com os carinhos, trabalhando veemente na minha excitação, fazendo os arrepios correrem cada vez mais fortes por meu corpo. Sorrateiramente, levei uma mão até a gola de seu vestido, afastando-a somente o suficiente para que eu tivesse vislumbre de seu sutiã — o que, suspeitava, deveria combinar com sua calcinha.
Mas, ah, a doce surpresa que eu tive. Meus olhos encheram-se, quase transbordando excitação, a saliva descendo seca por minha garganta.
— Mari, você não fez isso... — Ela riu. Fitei-a brevemente, só para ter o prazer de encontrar a satisfação presa no azul de seus olhos.
— O tecido é reforçado. Eu não preciso usar sutiã com ele. — Sua expressão era puro deleite. E eu tenho certeza que ela estava uma mímica da minha própria, pela forma como o sorriso passou por meu rosto.
— Você planejou isso, não planejou? — Perguntei, subindo o rosto até que meu nariz estivesse roçando o seu. Ela riu baixinho, subindo a mão para a barra da minha calça agora, brincando com ela.
— Não... Eu estava com esse vestido desde cedo. Estava muito quente. — Ela murmurou, os lábios resvalando nos meus, buscando por mais um beijo.
— Eu acho que estou começando a gostar do calor. — Brinquei, oferecendo a ela o beijo que tanto queria. Senti que sua mão queria baixar minha calça e, calmamente, sem romper nosso contato, tirei-a dali, para entrelaçar meus dedos com os seus.
Senti ela reclamar em meio às bocas e quebrei o toque. Voltamos a encostar as testas, somente o tempo para que eu pudesse começar a beijar seu rosto com ternura.
— Você quem começou da outra vez. Agora, eu te dou prazer primeiro. — Murmurei próximo ao seu ouvido, arrancando o primeiro gemido dela pela antecipação do que viria.
Deixei que meus lábios fossem escorregando por seu rosto, deixando um rastro de beijos por onde passava. Simultaneamente levei minhas mãos aos seus ombros, massageando-os, pressionando-os; os ofegos de Mari eram pesados, seu corpo se remexendo embaixo do meu.
Fui tamborilando os dedos, contornando seus ombros, descendo as alças de seu vestido por seus braços. Graciosamente, ela ajudou-me a retirá-las. Quando minha boca já estava contornando seu maxilar, eu puxei a peça de roupa um pouco para baixo, o suficiente para liberar seus belos seios do confinamento da peça.
— Ah! — Foi o seu suspiro, arrancando de mim um sorriso, os lábios ainda grudados à sua pele. Devagar, deixei que uma de minhas mãos se espalmasse em seu seio direito, massageando-o, arrancando dela mais suspiros.
Continuei beijando, descendo através de seu pescoço, sua clavícula, observando seu peito inchar-se e esvaziar-se em ofegos fortes, aproveitando o toque da minha mão e da minha boca. Fui trilhando mais para baixo, até que meus lábios estivessem fazendo a volta de seu peito.
Retirei a mão, abrindo espaço para minha boca. Beijei seu seio direito com louvor, dedicação, deixando que meu nariz roçasse sobre sua pele, tragando a fragrância doce que ela exalava. Quando finalmente cheguei ao seu mamilo, beijei-o, sentindo a pele abaixo de mim arrepiar-se.
— Você gosta quando eu te acaricio assim? — Murmurei e, sem deixá-la responder, prossegui com o carinho, permitindo que minha língua contornasse seu mamilo, sentindo-o endurecer sob meus toques.
Mari se remexia lentamente, suspirando mais pesado, ocasionalmente soltando alguns gemidos. Fui brincando com seu seio, deixando que uma de minhas mãos fosse ao outro para acarinhá-lo, intensificar sua sensação; a outra eu levei à sua coxa, deixando os dígitos escorregarem por ela, subindo seu vestido no processo.
— Adrien... — Ela murmurou, a voz rouca, banhada em satisfação. Resolvi inverter as carícias, levando minha boca ao seio esquerdo, repetindo o processo de carinho por ele, enquanto acariciava o outro com a mão; aproveitei para acariciar sua outra coxa também. Percebi que ela separava mais as pernas e encaixe-me melhor em seu corpo.
Aos poucos, fui afastando minha boca de seu mamilo, ainda atiçando seu seio com uma de minhas mãos. Desci mais um pouco, levando os lábios aos seus joelhos, beijando-os com ternura. Ouvi Marinette respirar mais fundo conforme eu subia os beijos por sua coxa, chupando sua pele com cuidado.
Parei um momento para poder observar sua calcinha rendada. Era um tom de verde mais escuro do que o seu vestido, mas não deixava de ser bela. Continuei subindo os beijos, trazendo a mão que estava em seu seio para acariciá-la no meio da peça úmida, fazendo um gemido sôfrego abandonar seus lábios.
— Você sempre usa renda? Ou... É só comigo? — Provoquei enquanto subia os beijos, rumando à sua intimidade. Eu sei que ela me queria ali. E o mais importante: eu queria estar ali.
Só não com tanta pressa.
— Só com você. — Foi a resposta dela entre ofegos. Arrepiei-me só de pensar na ideia. Ela certamente havia planejado isso.
Ou, talvez, só colocasse para garantir.
Comecei a beijar sua virilha, estupidamente atencioso, enquanto trabalhava em sua intimidade com os dedos, ainda por cima da roupa íntima. Os gemidos dela eram baixinhos, porém frequentes. Era visível o seu agrado. Puxei sua peça de roupa para o lado com o indicador, só para ter o gosto de ver como ela estava molhada, antecipando o que me aguardava.
— Mari... Eu não perguntei até agora, mas... — Comecei quando tirei os lábios de sua pele. — Como você prefere que eu faça isso? — Questionei, levando o indicador da minha outra mão para acariciar sua intimidade de ponta a ponta, fazendo-a se remexer com o toque.
— Como...? — Percebia, pelo seu murmurar, que ela estava absorta na sensação.
— Sim, como. Se você não disser, eu não vou fazer. — Provoquei, ainda a tocando gentilmente com os dedos. Acariciava sua vulva, estimulando seu clitóris só para perceber sua pele se arrepiar, ela ofegar mais alto.
— Como... Uhn... Como...? — Ela parecia processar a informação. Voltei com os lábios à sua virilha, privando-a de meus dedos um momento para que pudesse pensar direito. — Com a língua. Eu prefiro quando você usa a língua.
— Hmm... Você... Gosta de um banho de gato então? — Brinquei e, no mesmo instante, senti ela fechar a perna, batendo com ela em meu rosto. — Oh, wow. Calma. Não foi tão ruim assim.
— Foi sim, senhor. — Eu ri do transtorno em sua voz.
— Ok, ok. — Voltei a acariciá-la com os dedos, fazendo a revolta ser afogada por uma sensação de tesão. — Que tal eu te recompensar fazendo exatamente como você gosta? — Brinquei e, afastando um pouco sua calcinha, beijei sua intimidade com carinho; sua resposta foi um gemido que escapou raspando sua garganta.
Levei os dígitos até a ponta da sua peça íntima, começando a descê-la calmamente por suas pernas, até retirá-la, deixando-a no chão ao lado da cama. Posicionei-me novamente, percebendo que Mari afastara ainda mais as pernas, deixando que sua intimidade se mostrasse mais para mim.
— Está com pressa, purrincess? — Provoquei, tocando-a novamente com os dedos. Marinette dobrou as pernas, apertando as cobertas com os dedos. — Não tenha. Eu já chego onde você quer.
— Adrien...! — Choramingou, levantando a cabeça para observar meus olhos. Sorri felinamente para ela e comecei a aproximar o rosto de onde ela tanto queria que eu estivesse.
Devagar deixei que meus lábios resvalassem sobre seus pequenos lábios, um ofego mais forte saindo de sua boca. E, sem demoras, eu deixei que minha língua começasse a correr por toda a sua vulva em um movimento único, tirando um gemido delicioso de Marinette.
Depois desse momento, tudo se tornou mais simples: eu alternava entre lambidas longas, estendidas, passando por toda a região da sua intimidade; e lambidas curtas, precisas, principalmente focadas no seu clitóris. Espalmei as mãos em suas coxas, para mantê-las no lugar, enquanto sentia Mari remexer-se embaixo de mim, sua voz proferindo palavras desconexas, gemidos e ofegos.
— Ah, Adrien! — Ela chorava meu nome, seus dedos perdendo-se nos fios do meu cabelo. Comecei a me focar mais no seu clitóris por um momento, só para sentir suas pernas tremerem de excitação. Depois, desci com a língua mais para os seus pequenos lábios, só para não puxá-la para tão próximo de um possível orgasmo.
Não queria acabar com a brincadeira cedo.
Permaneci um tempo nas lambidas longas, sentindo seu corpo arrepiar-se mais e mais conforme sentia minhas carícias. Voltei a subir com a boca para buscar seu clitóris e, de súbito, uma ideia me ocorreu. Liberei a mão de uma de suas coxas e levei meu dedo médio até sua entrada, penetrando-a com ele devagar enquanto estimulava seu clitóris com a língua.
— Adrien, mon Dieu! — Ela praticamente berrou, colocando a mão na boca em seguida. Parei um momento, piscando, um sorriso satisfeito passando por meus lábios por sua reação.
— Eu achei algo que você gosta tanto quanto o banho de gato? — Aticei e, como resposta, eu tive os dedos de Marinette agarrando-se em meus cabelos, literalmente enfiando minha boca contra a sua intimidade.
Era uma forma sutil e estupidamente prazerosa para ela me dizer “cala a boca”.
Sem demoras, voltei a atiçá-la com a língua, fazendo um movimento sutil com o dedo, para dentro e para fora. Os arrepios de Marinette eram mais frequentes agora, o tom de seus gemidos elevado, a obrigando a tapar a boca para não gritar.
— Minou, ah, minou! — Ela chorava, no melhor e mais prazeroso sentido da palavra, os dígitos cravados em meu couro, empurrando minha cabeça para mais perto de sua intimidade.
Quando percebi que suas pernas começaram a ter um leve espasmo, eu diminuí o ritmo das carícias gradativamente, até parar. Aos poucos fui afastando a boca e as mãos de seu corpo, para poder ajoelhar-me na cama.
Enquanto limpava a saliva do canto da boca, parei um instante para observar Marinette. Ela puxava o ar com força, fazendo seu peito subir e descer, a cabeça atirada contra o travesseiro, os cabelos escuros espalhados por ele. Parecia tentar acalmar-se; provavelmente estava muito perto do orgasmo.
Observei meu dedo médio, percebendo que ele estava totalmente ensopado com a excitação dela. Sorri, satisfeito. Eu realmente havia achado algo que ela gostava.
— Tirei você dos eixos? — Brinquei, os olhos provocativos. Devagar, Marinette foi dando-me a graça de suas íris azuis, sorrindo de volta.
— Com certeza. — Afirmou, a malícia bailando por seus lábios róseos. Lento, eu comecei a puxar seu vestido para cima, a fim de livrá-la da peça; Mari sequer questionou, somente me ajudou a removê-la e dar a ela o seu devido fim.
Durante esse processo, ela havia sentado sobre o colchão e, antes que eu pudesse me dar conta, seus lábios já estavam contra os meus, buscando um beijo afoito. Tinha certeza de que ela podia sentir o próprio gosto escorrendo por meus lábios; não parecia se incomodar tampouco.
Fui deixando-me levar pela sensação de sua boca, passando os braços por suas costas, acariciando-a. Senti que suas mãos, astutas, começaram a desenhar o meu peito, uma delas entrando pela minha blusa, os dedos passeando calmamente por meus músculos da barriga.
Já a outra, mais travessa, desceu até o cós da minha calça. Sem cerimônias, puxou-a um pouco para frente e desceu com os dedos até que eles estivessem abraçando minha ereção, iniciando um movimento de vai e vem lento e estupidamente gratificante.
— Mari—! — Foi a minha vez de gemer, rompendo o contato com as bocas. Senti que seus lábios aproveitaram para irem ao meu pescoço, beijando a pele com louvor, graça.
— Hey, gatinho circuncidado, não acha que está com muitas roupas não? — Provocou, mordendo minha pele.
— Marinette! — Era um protesto e, ao mesmo tempo, um gemido, pois no exato instante ela havia pressionado a cabeça da minha excitação contra a palma da sua mão; tão bom.
— O quê, gatinho circuncidado? — Sentia minhas bochechas queimarem de vergonha. Mari depositou um beijo estalado nelas. — Não gosta do apelido?
— Às vezes... Eu acho que você quer me zoar.
— Nunca, mon amour. — Sua língua subiu até a minha orelha, passeando por ela, os ofegos escapando com mais frequência da minha boca. — Eu amo essa característica sua.
Senti sua mão começar a largar minha ereção, subindo para o meu peito para juntar-se à outra. Devagar, Mari começou a subir minha blusa, usando do peso do próprio corpo para forçar-me a virar e começar a deitar.
Num instante, senti minhas costas baterem contra o colchão, no mesmo momento em que minha blusa havia sido descartada. Sem rodeios, as mãos de Marinette trataram de descer a minha calça, dando a ela o mesmo fim, liberando finalmente a minha excitação do confinamento.
Sentia-a acariciar meu peito, provocando meus mamilos com os dedos. Encantado com sua figura sobre mim e, sem resistir, levei as mãos para poder apertar seus seios com carinho. Mari, contudo, desvencilhou-se do meu toque, pousando um dedo sobre meus lábios, os azuis de seus olhos pedindo junto aos seus lábios:
— Não, não. Minha vez de te dar prazer.
Engoli lentamente a saliva, anuindo para a sua afirmação. O sorriso que bailou por sua boca foi tão sedutor que eu senti o ar fugir de mim pouco a pouco quanto mais eu a encarava.
Sensualmente, ela trouxe aqueles lábios até os meus, em uma série de beijos molhados, produzindo um alto som de estalo. Seus dedos, ágeis, voltaram a desenhar meus músculos e não tardaram a chegar até a minha ereção, retomando aquela carícia lenta de pouco antes. Bufei em satisfação.
Mari aproveitou essa oportunidade para descer os beijos por meu rosto, caminhando para o meu pescoço. Fui encostando a cabeça contra o travesseiro para abrir mais espaço às suas carícias. Sentia ela sorrir mais conforme arrancava ofegos frequentes da minha boca; ela havia acelerado os movimentos com a mão, dando especial atenção à cabeça da minha excitação.
— Ah, Mari! — Ela continuava trilhando, seus lábios agora no meio do meu peito, descendo mais, mais, mais.
— Ansioso, gatinho? — Provocou quando estava com a boca em minha pelve. Respirei ainda mais pesado, adorando o brilho que adornava suas íris. Anui lentamente para seu questionamento, fazendo-a continuar com seu caminho.
Em momento algum ela parou com a carícia em minha excitação. Eu já sentia gotejar em suas mãos, o que a fazia parecer estupidamente orgulhosa. Mari ainda se demorou um tempo na minha virilha, pressionando a cabeça da minha ereção com o dedal, fazendo leves movimentos circulares.
Então, sem aviso algum, sua boca foi às minhas bolas, chupando uma delas com cuidado. O gemido que soltei foi audível, fazendo um sorriso correr solto por seu rosto. Enrolou-se ali, estimulando-me com os dedos simultaneamente.
Eu não conseguia definir o que era melhor: os toques ou a visão que eu tinha dela tocando-me.
Mal tive tempo de absorver por completo a sensação anterior e, quando percebi, Marinette já estava subindo com a língua até a cabeça da minha ereção. Percebi o exato momento em que ela separou os lábios e deixou que eu escorregasse para dentro de sua boca.
Certamente o gemido que deixou minha boca foi constrangedor.
Mas os olhos dela brilhavam em tão puro deleite que eu sequer me importei com isso.
— Ah Mari. — Gemi novamente, deliciado com a forma como ela subia e descia, deixando que eu escorregasse para dentro e para fora de sua boca. Percebia ela me lançar alguns olhares incisivos, provocativos, enquanto movimentava-se, só para se certificar se estava me agradando.
Não tinha como ser mais erótico.
Sem pudor, levei minhas mãos aos seus cabelos, prendendo meus dígitos entre eles, a ajudando a se movimentar. Pude sentir o exato momento em que ela tentou desvencilhar-se de meu toque quando, levado pelas sensações, afundei mais sua cabeça, para que chegasse mais fundo em sua boca. Eu pude jurar que senti a cabeça da minha excitação encostar em sua garganta por um breve segundo.
Talvez tivesse sido essa a razão de ela continuar forçando a cabeça para trás até livrar-se do toque dos meus dedos e, ao mesmo tempo, deixar minha excitação escapar de seus lábios, um som de estalo úmido enchendo o quarto. Percebi quando ela se apoiou nos joelhos, limpando o pequeno fio de saliva que escorreu pelo canto da sua boca.
— Descontrolado esse meu gato. — Brincou, os azuis de seus olhos praticamente me devorando, fazendo um gemido prender-se na minha garganta pela visão. — Onde você deixou as camisinhas?
— Huh?
— Teerra chamando Chaton! As camisinhas, amour.
— Ah... Ah! — Pisquei, arrancando uma gargalhada dela. — Estão em uma gaveta na minha escrivaninha... — Murmurei e percebi que, sem demoras, Mari seguiu até lá para buscá-las. — Ah, você não vai fazer isso, vai? — A segui, pegando-a gentilmente pelo braço. Ela ria ainda mais, não se importando com meu toque.
— Por que não? — Não tardou a achar o que procurava, piscando algumas vezes, surpresa ao perceber a caixa que eu tinha guardada. — Oh, precavido, não acha? — Provocou após pegar um pacote, virando-se e vindo direto para os meus braços quando eu a puxei. — O senhor pretende usar tudo aquilo?
— Quem sabe? — Entrei no seu jogo, sentindo que ela me empurrava novamente para a cama. Deixei-me cair assim que meus pés encostaram contra o estrado, trazendo Marinette comigo. — Não era bem o plano inicial...
— E qual era o plano inicial? — Ajeitei-a melhor em meu colo conforme me ajeitava na cama. Ela ria, divertindo-se com a situação.
— Não passar sufoco quando precisasse. — Ela riu ainda mais. Ousei pegar o preservativo de suas mãos, mas ela me impediu, colocando um dedo na ponta de meu nariz e me empurrando gentilmente. — Mari? Você...
— Ah, não, não, minou. — Senti ela me empurrar ainda mais até que eu estivesse deitado novamente na cama. — Deixa que eu faço.
— Mari, tem certeza? — Pisquei. Ela me sorriu, um sorriso sedutor, fazendo minha espinha se arrepiar inteira.
Sim, ela tinha certeza.
Observei atentamente a forma como ela abrira o pacote, descartando-o graciosamente em algum canto para se preocupar depois. Percebi a forma como ela escorregara por meu corpo, jeitosamente arrumando o preservativo em mim, os olhos cravados nos meus, atiçando.
Quando terminou, Marinette veio elegantemente sentar-se sobre minha barriga, deixando-me ciente do quão excitada ela estava só por sentir a forma como sua intimidade estava molhada. Ela escorregou o corpo até que seus lábios estivessem roçando contra os meus; chupou-os e logo começamos a trocar um beijo, ela me permitindo sentir o meu próprio gosto em sua boca.
— Quando você aprendeu a ser tão... Erótica? — Murmurei em meio ao toque, levando os dedos aos seus cabelos, acariciando sua nuca com movimentos circulares.
— Não... Sei? — Ela mordeu o lábio inferior de maneira sensual. Ofeguei baixinho, roçando o nariz contra o seu. — Eu só li o momento, eu acho. E você? Aprendeu quando? — Piscou, deixando os azuis ainda mais brilhosos.
— Ao mesmo tempo que você. — Troquei mais um beijo consigo, antes de senti-la se afastar, desvencilhando-se de meu toque.
Marinette apoiou-se nos joelhos e, devagar, foi posicionando-se de modo a ficar mais próxima de minha pelve. Percebi quando ela levou a mão até a minha ereção enquanto a outra separava seus pequenos lábios, abrindo espaço para que eu pudesse entrar.
Eu mal podia respirar diante da situação e da expectativa.
— Hum... — Ela murmurou, capturando minha atenção. Levei meus olhos até seu rosto, percebendo a forma como ela estava corada, um pouco incerta. — Então... É... Eu preciso de ajuda.
— Ah, sim. — Sacudi levemente a cabeça. Eu era estúpido mesmo.
Senti sua mão soltar-se da minha excitação e, no lugar, eu mesmo a segurei, deixando que Marinette se posicionasse da maneira que achasse melhor. Um forte arrepio correu a minha espinha quando eu senti a minha cabeça roçar em sua entrada e vagarosamente ela começou a abaixar-se.
Assisti a forma como seu semblante se torceu no início enquanto meu corpo pedia passagem para dentro do seu. Quando ao menos a cabeça já estava dentro, tirei minha mão dali, percebendo ela espalmar a sua sobre a minha barriga para ganhar sustentação no corpo.
Mas os azuis de seus olhos só se mostraram para mim novamente quando eu já estava totalmente dentro de seu corpo. Ela não me encarou logo de começo. Somente concentrou-se em respirar fundo, absorvendo a sensação.
— Ma-Mari? — Perguntei, engolindo a saliva. Era efetivamente a segunda vez que eu estava dentro dela. E a sensação era simplesmente fantástica. O aperto de antes continuava ali, mas não queria me expulsar de forma alguma. Eu sentia suas paredes contraírem-se e relaxarem-se ao meu redor; mordi o lábio, satisfeito demais com a sensação.
— Ah! — Foi o ofego que escapou de seus lábios quando ela levou o olhar para encarar-me. Engoli em seco, respirando mais fundo pela forma como suas íris banhavam-se em uma sensação mista de deleite e estranhamento. — Isso é... Hmm.
— O quê? — Perguntei, subindo uma das mãos por sua perna, acariciando seu joelho. Estava dando o tempo que ela precisava para absorver tudo. Ela parecia processar devagar. — Dói?
— Não... — Sua voz era rouca, parecia raspar sua garganta. — É... Estranho.
— Estranho... Como? — Meu tom parecia repetir o seu. Ela mordeu o lábio, os dedos movendo-se sobre minha barriga.
— Não sei definir. — Admitiu. Mordi o lábio, incerto. O que eu sentia era absurdamente prazeroso, mas estava cogitando seriamente em pedir para que ela parasse, se a sensação não se replicava nela. — Eu... — Ela pensou em dizer algo, mas desistiu. No lugar, ela começou a se esticar sobre o meu corpo, fazendo com que eu escorregasse minimamente para fora de seu corpo, só para voltar lentamente depois.
E, wow, aquilo sim era bom.
Não sabia nem como colocar em palavras o som que saiu pelos meus lábios naquele momento. Mas eu podia afirmar que esse som se replicou no exato timbre e intensidade nos lábios dela.
Encaramo-nos, piscando, um sentimento mútuo passando por nossas íris, se comunicando através delas. Sem esperar, Mari repetiu o ato: um movimento lento, mínimo, mas que foi estupidamente prazeroso.
Aos poucos, ela foi se endireitando até estar praticamente ereta. Levantava minimamente o quadril, só para voltar com ele contra o meu. E, nesses pequenos movimentos, ela estabeleceu um ritmo; lento, porém estupidamente agradável.
— Ah... Dieu... — Ela suspirou, fechando os olhos, a expressão suave, deleite espalhando-se por seu rosto. Jogou a cabeça para trás, experimentando separar-se mais antes de voltar, intensificando a sensação.
— Mari... — Chamei por seu nome, subindo minhas mãos por suas coxas, apertando-as. A visão de seu corpo sobre o meu, a forma como seus cabelos prendiam-se aos seus ombros e a expressão em seu rosto eram um banquete aos meus olhos.
Percebi que ela queria aumentar o ritmo, mas sustentar o peso do próprio corpo para isso era difícil. Aproveitei a posição de minhas mãos e, com um impulso, sentei-me, trazendo seu corpo para se colar ao meu. Ela gemeu acentuado quando nossos corpos se chocaram. Deixei que minhas mãos se fixassem em seu quadril, ajudando-a a subir e descer, intensificando a sensação das estocadas.
— Ai, Adrien! — Ela trouxe às mãos aos meus cabelos, trazendo meu rosto para encostar no meio de seus seios. Não perdi tempo e comecei a depositar suaves beijos ao redor deles, fazendo os sons de sua boca aumentarem a frequência e o timbre.
Eu sequer percebi quando nosso ritmo havia acelerado a tal ponto em que ela estava praticamente arremetendo contra mim. Mas eu sabia dizer que a sensação era quase alucinógena. A cada nova estocada, eu sentia seu canal abrir-se e fechar-se um pouco, dependendo da contração de seu corpo. Ela estava absurdamente quente por dentro, o que estava fazendo minha mente se nublar pela sensação.
E, ah, como ela estava molhada, meu Deus.
— Humf! — Foi o som que saiu de nossos lábios quando, depois de uma estocada um pouco mais forte, eu escapei de dentro dela. Percebi a afobação de Marinette para que eu voltasse logo para dentro de seu corpo, mas eu sutilmente impedi.
Tentando não ter pressa, eu a deitei na cama, parando um momento para beijar seus seios, sua barriga. Ela gemeu, um leve espasmo correndo seu corpo, provavelmente pela ansiedade. Não me enrolei muito para voltar a entrar nela, inclinando o corpo para que meu rosto estivesse à altura do seu.
— Adrien! — Foi seu gemido quando eu voltei a estoca-la, os olhos azuis nublados por uma sensação de prazer que eu estava feliz em compartilhar. Sem pudor ou cuidado, eu levei os dedos aos seus cabelos, derrubando finalmente a tiara que ainda os adornava. Marinette fechou os olhos, jogando mais a cabeça para trás, liberando espaço para que eu beijasse com louvor e gula o seu pescoço.
Lentamente fui descendo a mão que estava em seus fios, passando por seu pescoço, seu braço, até que encontrasse a sua mão, entrelaçando nossos dedos. Encostei mais o rosto ao seu pescoço, ofegando continuamente, adorando a maneira como meu quadril encontrava o seu em um ritmo compassado. Os sons que saíam de mim reproduziam-se na boca dela.
— Ah, mon minou! — Ela gemia, jogando mais ainda a cabeça para trás, seus cabelos já caindo pela beirada da cama.
— My lady, ma chérie. — Gemi contra a sua pele, incentivado por sua voz, deleitando-me com ela. Arranhava levemente sua coxa com uma de minhas mãos, usando-a de apoio para manter o ritmo das estocadas.
Senti quando suas mãos foram aos meus ombros, suas unhas fincando-se à minha pele, arranhando lentamente. Ofeguei mais forte devido ao contato, o som de sua voz e dos corpos se chocando inundando meus ouvidos. O cheiro da sua pele estava impregnado no meu nariz e eu sentia que consciência era algo quase distante naquele momento.
Eu só podia sentir, sentir, sentir.
Desencostei por um momento, só para observar a forma como Marinette praticamente saía da cama devido às fortes investidas. Parei um momento, retirando-me de dentro dela, ouvindo o protesto audível que deixara sua boca.
— Adrien... Você... — Ela queria questionar, mas eu não permiti. Beijei-a carinhosamente, puxando seu corpo pelas pernas para que viéssemos mais para o meio da cama.
Senti que ela passou os braços em volta do meu pescoço e vi nesse ato a oportunidade de mudarmos de lugar. Ainda a capturando em um beijo exigente, fiz seu corpo colar-se contra o meu, obrigando-a a sentar-se junto comigo. Devagar, fui inclinando as costas até que elas batessem contra o colchão, deixando Marinette uma vez mais por cima de mim.
Ela separou nossas bocas, ameaçando voltar a posição em que iniciamos tudo isso. Mas antes que ela pudesse tomar uma atitude, eu rolei com ela para que invertêssemos e eu estivesse por cima novamente.
Mari piscou, encarando-me com aquelas íris azuis tão belas. Levei ambas as mãos ao seu rosto, passando os dedos por seus cabelos. Beijei sua testa, descendo os lábios até encontrar os seus. Devagar, levei uma de minhas mãos à suas pernas, fazendo-a separar-se mais; já a outra eu usei para me guiar para dentro de seu corpo pela terceira vez.
E, ah, como eu escorregava tão facilmente agora. Eu nem poderia jurar que essa situação um dia chegaria. Mari estava tão excitada que eu podia sentir suas coxas se molharem por isso.
— Chaton... — Chamou-me quando nossos quadris se encontraram novamente. Seus braços passaram por meus ombros, as unhas novamente em minhas costas. Fui agradavelmente encostar minha testa contra a sua enquanto voltava a estocá-la.
Meu quarto era preenchido pelo som dos nossos gemidos e a forma como os corpos se chochavam. Sentia minha pele gotejar de suor, pelo calor do ambiente e pelo calor do toque que trocávamos. Tudo em Marinette era quente: os braços, o rosto, as pernas, seu interior...
Seus olhos.
Seus olhos pareciam estar em chamas pela excitação. O tom da sua voz parecia banhar-se em pleno calor quando ela gemia.
Era tudo tão bom, tudo tão confortável, tão alucinante, tão palpável que eu pensava que iria me desfazer ali mesmo em um emaranhado de sensações incríveis.
Desfazer, desfazer...
Adrien, concentração!
Parei um momento para puxar o ar, sentindo Marinette reclamar com uma baforada. Esperei um momento, tentando me compassar. Mais um instante e eu realmente iria gozar.
Não podia, não ainda.
Ela rebolou, fazendo uma sensação absurda correr por toda a minha pelve, um arrepio subir pela minha espinha. Estava impaciente; ela provavelmente estava gostando da sensação tanto quanto eu. Mas eu supunha que ela estava muito longe do orgasmo.
Enquanto o meu estava à porta, praticamente.
— Adrieeen...! — Ela choramingou, rebolando de novo. Aquilo não estava fazendo bem para a minha sanidade, ainda que eu não estivesse mais me mexendo. Senti que Mari ameaçou a se mover e eu prontamente a impedi. Estava tentando me acalmar um pouco antes de continuar.
— Calma, purrincess. Já te dou o que você quer. — Provoquei e, no mesmo instante, só para continuar atiçando-a, levei minha mão ao seu clitóris, massageando-o com cuidado.
O arrepio que correu o corpo dela assustou até a mim.
Suas mãos foram diretamente à sua boca para segurar o gemido que saiu estupidamente alto de seus lábios. Ela me encarou, os olhos arregalados e eu sorri como o bom gato que era.
Continuei com a carícia, acelerando mais o movimento, amando a forma como Mari arqueara as costas, separando mais as pernas, empurrando mais o quadril contra o meu. Sua cabeça estava praticamente socada ao travesseiro, os cabelos espalhados por ele, alguns prendendo-se ao seu rosto.
— Adrien! — Seu gemido era úmido; pingava excitação, prazer. — Adrien, Adrien...! — Praticamente chorava. E eu sentia que se eu continuasse a estimulando daquela forma, ela iria gozar.
— Vamos ma petite coccinelle. — Ela praticamente urrou, arremetendo os quadris contra a minha mão e a minha excitação, querendo que eu me movesse novamente.
Parei de estimular seu clitóris um momento, só para trazê-la para próximo de meu corpo, até que estivesse sentada contra mim uma vez mais. Fiz questão de colar nossos corpos de tal maneira que ela podia roçar sua intimidade na minha pelve. E, assim como ela tanto queria, voltei a me mover.
Marinette agarrou minhas costas, passando as unhas livremente por elas, seus gemidos agora no meu ouvido, enquanto ela me ajudava nos movimentos. Não sabia dizer quem ditava o ritmo, mas eu sabia dizer que os corpos se chocavam de maneiras contrárias, causando uma sensação estupidamente prazerosa.
Eu estava perto, bem perto. Estava a um passo de gozar e agora não ia ter como segurar mais.
Num último ato — e diria até um pouco desesperado — eu parei os movimentos de Mari para achar novamente o seu clitóris entre nossos corpos, massageando-o na mesma velocidade em que a estocava poucos instantes atrás.
— Adrien—Adrien—Oh mon Dieu! — Sua voz chegou a uma nota tão aguda que eu não pensei que fosse possível e, em um instante, eu senti seus dentes irem aos meus ombros, mordendo-os com força; suas unhas fincaram-se nas minhas costas, suas pernas, presando-se ao redor da minha cintura e eu pude sentir ela arremeter contra a minha mão e minha excitação com uma força que eu não pensava que ela teria.
Senti seu corpo se apertar em volta de mim e segurei fortemente o gemido prazeroso que cortou minha garganta. Marinette ainda ficou um tempo segurando-se contra o meu corpo enquanto aproveitava seu orgasmo. Quando seu aperto finalmente suavizou, eu sabia que ela havia conseguido se acalmar.
Devagar, forcei seu corpo a deitar contra a cama. Murmurei sensualmente em seu ouvido “só mais um pouco”; ela agarrou-me novamente e eu voltei a estocá-la, rápido, aproveitando a sensação absurda que era estar dentro dela depois daquilo.
Quente, muito, muito quente. E molhado. E apertado. E tudo isso junto e misturado. Seu cheiro, seu corpo, seus murmúrios da sensação de torpor.
E, finalmente, eu gozei. Da maneira mais prazerosa que eu poderia ter na vida. O arrepio que passou por todo o meu corpo foi indescritível. Apoiei minha testa contra a dela, respirando em jorros fortes, sentindo os braços amolecerem.
Sentia nossas respirações coincidirem. Abri os olhos um momento, só para admirar as íris azuis que me lembravam o céu. Ela me sorria.
Lentamente, fui deslizando para fora de seu corpo, endireitando-me e sentindo as pernas também moles. Não perdi tempo em tirar o preservativo, atá-lo e jogá-lo fora. A única coisa que eu pensava era em me jogar na cama e aproveitar o corpo de Mari junto do meu.
E foi o que eu efetivamente fiz. A trouxe para um abraço apertado, afundando o nariz em seus cabelos. Senti que ela se virou, encaixando o rosto na curva do meu pescoço, trazendo os braços por de baixo dos meus.
Assim ficamos, longos minutos, acalmando os corações, as respirações, as sensações. O ar no quarto pareceu esfriar, principalmente com a brisa gostosa que soprava pela janela.
— A... Prova de matemática. — Mari murmurou contra a minha pele. Comecei a gargalhar, um misto de nervoso, empolgação, realização e tantos outros sentimentos.
— Oops. — Brinquei. Ela começou a me acompanhar na risada. — Eu acho que ainda dá tempo de estudarmos... Pelo menos um pouco. Você não estava indo tão mal. — Ela produziu um ruído não muito amável. Eu ri ainda mais alto.
— Não tenho forças para nada.
— Nem eu. Talvez só... Um banho, quem sabe?
— Hmm... — Ela desencostou o rosto do meu corpo para poder me encarar, o semblante rubro. — Na verdade... Eu queria ir no banheiro. — Ela murmurou, mordendo o lábio.
— E que tal... — Encostei o dedo em seu lábio, fazendo-a fixar os olhos nos meus. — Nós dois irmos ao banheiro e depois aproveitarmos aquele chuveiro super espaçoso que eu tenho lá? — Murmurei também, fazendo-a piscar, um brilho estupidamente satisfatório passando pelos azuis de suas íris.
— Eu amei a ideia.
— — —
Quando o sinal tocou foi como se uma aura negra tivesse saído da sala. Eu podia até ouvir o respirar aliviado da maioria dos meus colegas.
Não estava tão preocupado, apesar de ter feito a prova de matemática com a cabeça nas nuvens.
Depois daquele banho delicioso com a Mari no dia anterior, nós ficamos estudando até bem tarde. Porém, dessa vez, ela ficou sentada no meu colo enquanto resolvia os problemas.
E eu posso afirmar que o cheiro de seus cabelos depois do banho é uma das melhores fragrâncias que eu tive a oportunidade de sentir.
— Que prova difícil! Meu Deus. — Nino reclamou ao meu lado, depois de guardar suas coisas.
— Sério? Eu não achei tanto. — Marinette comentou, sendo seguida em concordância por Alya.
— Nossa, logo você? Não é você que tem a maior dificuldade em matemática?
— Eu tive um bom professor esse semestre! — Ela brincou, dando uma piscadela travessa para Nino.
— OOh! E quem era esse professor, hein? — Alya provocou e eu percebi o leve rubor que cruzou o rosto de Mari. Ela só esfregou o pescoço, sem graça.
— Ei, Adrien! — Era a voz de Kim vindo direto na minha direção. — O que acha de a gente aproveitar agora e ir jogar um pouco? A pior prova já foi, mesmo!
— Eu queria, Kim, mas não vou poder hoje. Eu tenho aulas extras durante à tarde. — Respondi meio decepcionado.
— Ah, cara, você nunca pode jogar! Que saco. — Fora a vez de Nino reclamar. Sorri amarelo, esfregando o pescoço, sem graça.
— Eu acho é que o Agreste tá com medo de apanhar pra mim. — Kim começou a se gabar. — Vamos, Adrien, não precisa ser medroso! Eu prometo que não te zoo muito se você perder. Vamos lá! — Ele deu um tapa amigável nas minhas costas. Porém isso não produziu o efeito desejado.
No mesmo momento em que sua mão encostou em mim, eu chiei, alto, sentindo um arrepio desagradável correr pelo meu corpo. Percebi os olhares em mim e mordi o lábio.
— Nossa, Kim! Caralho, maneira a força aí. — Nino logo saiu em minha defesa.
— Eu não bati forte! — Kim defendeu-se.
— Não bateu o cacete. Se não ele não teria feito isso. Não é, Adrien? — Foi a vez de Nino apoiar o braço com força nas minhas costas, uma forma de me “consolar”. Chiei novamente, só que mais baixo. Percebi o moreno arquear a sobrancelha. — Adrien?
— O-oi?
— O que acontece contigo, cara? — A voz dele era de espanto. Dei de ombros. Eu não sabia, mas sabia que minhas costas estavam doendo e os toques incomodavam. — Não me venha com essa. Vem cá. — Senti Nino puxar a gola da minha blusa, para olhar minhas costas.
— Nino, qual é, não precisa—
— Meu Deus! — Ele berrou, fazendo todo mundo se assustar. — Adrien, você brigou com algum gato na rua?! Porque caralho olha isso!
— Isso o quê, Nino? Eu não briguei com gato nenhum!
— Não, olha isso. Sério! — Senti ele levantar minha blusa e rapidamente tentei desvencilhar-me de suas mãos. — Não, olha isso, Kim. Ele só pode ter brigado com um gato!
— O quê? O quê? Eu não—!
— Adrien, ele tá falando sério! Suas costas estão todas arranhadas! — Foi a vez de Alya intervir. Parei um instante depois que me livrei das mãos de Nino, ajeitando minha roupa.
— Mas eu não—! — Parei um momento, piscando lentamente ao fitar o rosto de Marinette. Ele estava vermelho escuro. E esse vermelho começava na base de seu pescoço.
Então tudo ficou claro. A cena de ontem, quando ela havia gozado, ainda em cima de mim. A forma como suas mãos passearam livremente pelas minhas costas, como seus dedos...
— Adrien? Oi? O que você tava falando? — Nino passou a mão na frente do meu rosto, fazendo-me despertar. Pisquei mais rápido, voltando a realidade.
— Huh? Eu?
— É, você! Você disse que não tinha brigado com um gato, mas se não foi isso, então o que foi?
— Ah... Bom... — Percebi Marinette passar correndo, saindo com Alya em seu encalço, a cabeça meio baixa. Sorri, aquele sorriso felino, mordendo bem discretamente o lábio. — Eu não briguei com um gato, mas...
Eu não botei fé nas “garras” da minha “gata”.
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