Some awkward First Times
2 From his point of view - Parte 2
Notas iniciais
Tudo o que eu conseguia lembrar, naquele momento e em todos os momentos antes daquele, era no calor da sua pele contra a minha. O timbre que sua voz chegava quando ela gemia.
A forma como meu nome saía lânguido por seus lábios; como esses mesmos lábios me envolveram tão precisamente que arrancaram da minha boca sons que eu nem imaginava que conseguia fazer.
Adrien
A voz dela ecoava tão precisa que era como se ela estivesse ao meu lado. Podia sentir seus dedos, sua boca em meu pescoço, meus ombros, meu peito...
Você é circuncisado! Que bonitinho.
Corei quando o comentário voltou a me sondar, mordendo o lábio e apertando com mais força minha ereção, enquanto mantinha os movimentos intensos. O olhar que ela me lançara quando pronunciara aquilo...
Mon minou é descontrolado.
— Ah, Mari. — Joguei a cabeça pra trás, tocando-me ainda mais rápido, com mais força que o necessário. Lembrar das voltas do seu corpo, a cor dos seus seios, a assimetria deles.
Recordar os gemidos quando eu a chupei, quando eu a toquei nos mais diversos lugares. Lembrar a forma como ela cravara as unhas nas minhas costas.
— AH! — Mordi fortemente o lábio quando o orgasmo chegou, deixando até minhas pernas bambas. Ainda me permiti arremeter um pouco o quadril contra a minha mão, só para ter uma sensação bem distante do que seria penetrá-la.
Encostei a cabeça contra o mármore preto, respirando em jorros, sentindo o mundo voltar para o lugar devagar. A primeira percepção que tive fora da fantasia foi da água quente caindo contra o meu corpo, relaxando meus músculos e lavando os fluídos que ficaram na minha mão.
Depois foi o ambiente meio turvo devido ao vapor d’água. Na pressa me esqueci de abrir as janelas para que o lugar ventilasse; estava tudo fechado. Eu só queria realmente entrar de baixo da água e me livrar daquele incomodo no meio das pernas.
— Fiquei mais tempo do que calculei. — Murmurei, limpando o mármore, para tirar o resto de sêmen que ficou ali. Precisava ter mais cuidado com isso.
Mas quem diabos coloca mármore preto no banheiro?
Ah, lembrei: o meu pai.
Afastei os pensamentos de revolta e me concentrei em terminar de me lavar, pois não aguentava mais a água na minha pele. Assim que terminei de retirar o sabão, fechei o registro, abrindo pelo menos uma das janelas para deixar sair todo aquele vapor.
Olhei para a pia e percebi que, além de tudo, havia esquecido a muda de roupa e também a toalha. Suspirei, indo para o quarto.
— Nossa, seu banho foi proveitoso, hein? — Foi o comentário de Plagg assim que eu abri a porta. Pisquei, percebendo que ele estava sentado na mesa de centro.
— Você está assistindo TV? — Questionei. Ele também estava comendo Camambert. Até aí, nenhuma novidade.
— Sim. Qual o problema? Você pode ficar quase uma hora tocando uma no chuveiro, eu posso assistir a um jogo de basquete. Ou uma novela. — Corei até o último fio de cabelo na cabeça.
— Eu não fiquei uma hora no banho!
— Ah, sim, você ficou. E gemeu bem alto que até eu ouvi. Agradeça a TV ligada depois.
— Urgh.
— Sem chorar agora. Ó. — Mal percebi quando ele sumiu da mesa de centro e apareceu na minha frente com uma toalha. — Enxuga seu corpo se não vai ficar todo enrrugadinho. E seu amiguinho aí embaixo também não gosta de frio, então enrola ele.
— Plagg, menos, pelo amor de Deus. — Roubei a toalha dele e primeiro enxuguei os cabelos, depois passei rapidamente pelo corpo e a enrolei na cintura.
— Outra coisa: seu celular tocou umas três vezes enquanto você estava lá. Não me dei ao luxo nem de ver quem era, já me bastava você lá dentro gritando Mari—
— Ok, Plagg, eu entendi. Obrigado pelo esforço.
— Tem mais Camambert? — Joguei a cabeça pra trás e resmunguei, desgostoso.
— Eu pego na dispensa pra você.
— Yay! Camambert! — Ele rodopiou, o olhar sonhador. Balancei a cabeça, descrente.
Fui até meu armário buscar por umas roupas quaisquer para poder dormir. Depois, peguei o celular na cama, percebendo que as ligações eram de Nino. Apertei para retornar, colocando no viva voz enquanto levava tudo até o sofá e deixava lá.
— Sério que você vai dormir com essa camiseta de “I love LB” de novo? — O kwami reclamou. — Já é a terceira vez essa semana!
— Shh, Plagg! — Ordenei quando percebi que Nino atendeu à chamada.
— E aí seu sumido! Não atende telefone não? — Foi a primeira coisa que Nino disse. Ri, enquanto vestia a boxer. Não estávamos em chamada de vídeo.
— Eu atendo, Nino. Quando eu posso.
— Mas porra, o dia todo? Eu te liguei hoje de tarde também e você nem sinal de vida deu! — Terminei de vestir a camiseta, fechando a expressão.
— Não vi suas ligações de tarde. Mas foi melhor assim, eu teria ficado muito puto se ouvisse.
— Ué, por quê, cara? Eu ia te chamar pra jogar aqui em casa com o Max e o Kim. Perdeu a maior batalha, pô. — Terminei de colocar a calça e, no mesmo instante, peguei o celular, mudando para a saída convencional de áudio.
— Eu passei a tarde na casa da Mari.
— Puts, verdade né. Foi mal, esqueci que você ia lá. Ah, mas dava nada, era só atender e dizer que não iria vir por—
— Nino nós fizemos coisas. E você provavelmente me ligou no meio delas. — Rangi as palavras. O outro lado da linha ficou mudo por um instante.
— Caralho cara! Foi muita sorte minha cê não ter visto, de verdade. Queria ter ouvido essas coisas não. — Ele zoou, ainda que a surpresa estivesse na sua voz. Eu ri. — Mas, cacete, que foda cara! Aí sim. Deve ter curtido pra caralho. Me conta como foi! Cês fizeram tudo né?
— Bom... Quase. Fomos interrompidos em um momento delicado. — Cocei o pescoço, sentando-me no sofá, sentindo o rosto arder pela lembrança.
— O quê?! A mãe dela pegou vocês?!
— Não! Ok, foi quase. Mas não pegou. Meu motorista tinha chegado pra me buscar pra aula de chinês e ela avisou a gente na porta do quarto. — Nino riu do outro lado da linha. — Pô, Nino! Seja mais compreensivo. Foi horrível.
— Eu devo imaginar. Pior do que ficar sem camisinha.
— Falando nisso, Nino... — Senti que o rubor do meu rosto havia crescido. Engoli em seco, perguntando diretamente: — Eu... Eu não consegui entrar de jeito nenhum. Nós tentamos duas vezes, porque a terceira não deu mesmo, mas... Eu fiz algo de errado?
— Ih cara. — Ele pareceu perplexo agora. — Olha, assim, a primeira vez é chato mesmo. ‘cê tem certeza que chu—
— Nino, pelo amor de Deus, sem linguagem chula!
— Affe cara, ‘cê é muito careta. Enfim, ‘cê fez oral nela certinho, né? — Concordei. — Viu se ela tava relaxada mesmo? — Outra concordância. — Então sei lá. Quando eu fiz com a Alya não deu problema não. O que você pode fazer é: se perceber que vai escapar, espera um pouco antes de forçar de novo pra ver se ela relaxa mais. Porque, nossa, é complicado.
— Complicado é pouco, Nino. Complicado é pouco. — Suspirei.
— Relaxa, man. Vocês fazem de novo e vai dar certo. Ela provavelmente deve ter gostado do resto tirando esse inconveniente. Coisa de primeira viagem.
— Hm... Ela não parecia desgostosa, ao menos. Mas veremos. Eu nem sei quando vou poder vê-la de novo propriamente dito. Acho que a Nathalie encheu minha agenda outra vez.
— Puta que bosta. Mas vem cá, ‘cê vai precisar de mais camisinha? Eu tenho algumas comigo e tal. Qualquer coisa eu te compro.
— Digamos que... — Fitei a caixa que eu havia mandado Gorilla comprar antes de voltarmos para a minha aula, sorrindo de canto. — Eu dei um jeito muito bem dado nisso.
— Sério? Aí sim hein cara. — Ouvi algo ao fundo. Nino pediu um momento enquanto conversava com alguém e logo retornou: — Moleque, vou desligar. A velha já veio reclamar que é pra eu dormir.
— Não chame sua mãe assim.
— Relaxa, ela sabe que é no carinho. Bom, falou, até segunda Adrien!
— Até, Nino. — Encerrei a ligação, suspirando.
Fitei o relógio por um momento, percebendo que já era bem tarde. Era melhor eu me deitar antes que a Nathalie viesse me cobrar também.
Levantei do sofá, desligando a TV e as luzes do quarto. Rumei para a minha cama e qual não foi a minha surpresa ao perceber Plagg já enroscado em um canto dela, ressonando baixinho.
— E, no fim, sequer quis o outro Camambert. — Ri, atirando-me no colchão de molas. Pisquei um pouco, virando-me e pegando o celular novamente. — Será que a Mari está acordada?
Sem demoras disquei para o número dela pela agenda. Uma chamada de vídeo. Fazia poucas horas que não nos falávamos, mas era palpável a minha falta dela.
E só de imaginar a minha semana...
— Adrien? — Uma cabeçona vermelha e olhos azuis grandões me atenderam bem de perto. — Oi! Você quer falar com a Marinette?
— Hm, quero sim, Tikki. Ela está dormindo? — A kwami riu.
— Não! Ela está costurando. Vou chamar ela. — Pisquei. Costurando aquele horário? — Marinette! Telefone pra você!
— Quem é, Tikki?
— O Adrien! — Ouvi um monte de coisas caírem e, de repente, Tikki disse: — Marinette, cuidado! Machucou o dedo?
Pude só perceber a forma como a kwami virava, provavelmente observando Marinette correr do andar de baixo do quarto até a cama onde largou o telefone. O pegou em um desespero que eu não entendia.
— Adrien! — Finalmente seus olhos azuis preencheram a tela. Sorri. — Desculpa, eu estava arrumando uma peça de roupa velha minha.
— Você se machucou? A Tikki comentou.
— Não! — Ela negou com um aceno. — Só uma agulhada. Já estou acostumada.
— Marinette! — Ela sorriu pela minha indignação. — Tenha mais zelo, por favor.
— Eu terei, Minou.
— A propósito... Como você está se sentindo? Sobre... Tudo... — Corei um pouco ao perguntar. O rubor também dominou sua face quando percebeu o teor da pergunta. — Quero dizer, você sabe, né? Doeu um pouco, não?
— Eu estou bem. Obrigada por perguntar.
— Mesmo?
— Uhum. Mesmo.
— Eu fico mais tranquilo assim. — Ela riu. — Mari... Eu vou ter a semana cheia de novo. Provavelmente só vamos nos encontrar no colégio. Eu... Sinto muito por isso.
— Ah... Tudo bem, Adrien. Eu também tenho algumas coisas... A gente aproveita os intervalos, pode ser?
— Bom... Sim. Mas eu prometo que assim que eu conseguir, eu dou um jeito de ir aí! — Novamente, aquele sorriso que eu tanto adorava em seu rosto. — Eu vou deitar agora, certo Bugboo? E, por favor, cuidado com as agulhas.
— Quem você acha que é a designer de moda aqui? — Ela parecia realmente ofendida. — Coisas do ofício, Chaton. Acostume-se com meus dedos furados. — Ri da forma como ela parecia orgulhosa disso. — Agora tenha uma boa noite, sim? E não se preocupe.
— Pode deixar, Mari. — Olhei veemente para ela através da tela. — Eu te amo.
— Eu também te amo, mon petit minou. — Senti meu coração derreter, pelo apelido e pelo sorriso que ela me dera. — Tchauzinho.
— Tchau...
Suspirei pesadamente quando a ligação se encerrou. Ajustei o relógio para o dia seguinte e o larguei ao lado do travesseiro, ajeitando-me como podia entre os lençóis.
E eu não sabia dizer o que mais me entristecia naquele momento: a falta dela ao meu lado ou o fato de não poder vê-la durante o restante da semana.
— — —
— Você tá bem, cara? Tem certeza? — O tom de Nino era a personificação da preocupação. Resmunguei qualquer coisa, a cabeça baixa, encostada nos braços.
A minha semana estava sendo além do cansativo com todos aqueles photoshoots e as aulas extras. E só de lembrar que eu ainda teria mais um durante à tarde estava me deixando desanimado.
Estávamos perto do horário do almoço. A aula agora era na sala de estudos — mais ou menos um momento vago para estudarmos por conta. Eu estava aproveitando para tirar um cochilo, já que as noites pareciam encurtar e, quando o despertador tocava, eu tinha aquela leve vontade de ignorá-lo.
— Adrien? — Novamente Nino. Levantei minimamente a cabeça, desgostoso. — Cara, você deveria falar pra sua secretária maneirar um pouco. Tem semana de provas vindo aí e você tá nessa ainda.
— Não é tão simples assim, Nino... — Murmurei. Senti o celular vibrar no bolso da calça e no mesmo instante, ainda que lento, peguei-o para olhar o que era. — Nino, repita o que você disse, sim?
— Oi? Sobre sua secretária maneirar um pouco?
— Exatamente.
— Ué, não entendi cara. Por quê?
— Ela acabou de desmarcar o shoot. — O sorriso parecia que transpassava o meu rosto. — Isso significa que eu vou ter a tarde livre hoje!
— Wow. Nossa. Eu acho que vou começar a fazer premonição. Será que eu ganho dinheiro com isso?
— Não sei. Pode ser? — Dei de ombros, digitando para Nathalie se eu poderia passar a tarde na casa da Mari, já que não tinha compromissos. A resposta fora quase imediata:
“Tudo bem, já que sua agenda está totalmente limpa. Só não se esqueça de avisar ao seu motorista para te buscar ao fim do dia.”
Grunhi, um misto de alívio e felicidade. Pude perceber o olhar indagador de Nino sobre a minha figura, provavelmente mais pelo som do que pelo que de fato estava acontecendo.
Busquei rapidamente Marinette com os olhos, percebendo que ela estava em uma mesa relativamente distante da minha. Sorrateiro, digitei uma mensagem pelo celular e enviei para ela, observando para ver sua reação.
Percebi cada movimento: desde ela pegando o celular até a forma como seu rosto se iluminou com a mensagem que recebera.
“Não tenho nada marcado hoje de tarde. Posso almoçar na sua casa e ficar lá o resto do dia? ”
Os dedos dela eram rápidos e, sem demoras, a resposta veio:
“Você não deveria nem perguntar uma coisa dessas.”
Sorri, baixinho para não incomodar os demais, tornando a enviar:
“Claro que eu tenho. Às vezes você tem coisas para fazer também!”
“Não hoje. Te encontro no portão, então?”
“Com certeza.”
— Cahém. — Pisquei ao perceber o pigarro de Nino. — Que tal parar de trocar mensagens com sua pombinha amada e estudar um pouco? Sabe, não quero tomar bronca por isso.
— Ah! Perdão, Nino. — Guardei o celular, envergonhado.
— Relaxa... Mas vai com calma nessa sua empolgação, campeão.
— O que você quer dizer com isso?
— Nada, nada... — Ergui as sobrancelhas, desconfiado. Mas resolvi deixar o assunto por isso mesmo.
Eu poderia me remoer de ansiedade o resto dos minutos que faltavam para a hora do almoço em silêncio. Seria melhor.
— — —
— Eu pensei que você ia ficar ocupado a semana inteira. — Foi o comentário de Marinette, enquanto esperávamos o semáforo na esquina de sua casa.
— Eu jurava que iria ficar ocupado a semana inteira. Mas ao que parece o fotógrafo de hoje não vai poder fazer o shoot e a Nathalie resolveu transferir para a próxima semana. — Respirei aliviado. Meu corpo doía só de pensar em posar para outra lente.
— Melhor para nós! — Sua risada era gostosa. Acabei acompanhando, a seguindo enquanto atravessávamos. — Oh, oops. — Ela exclamou ao parar à frente da Confeitaria com uma plaquinha escrito “fechado”.
— O que... Significa isso? — Questionei, assustado.
— Significa que papai e mamãe não estão em casa. — Ela parecia perplexa. — Será que eles saíram para comprar ingredientes?
— Pode ser... Mas como vamos entrar? — Ela riu novamente, o que aliviou um pouco da minha ansiedade. Pegou-me pelo pulso e, gentilmente, começou a me guiar para a lateral da loja.
— Eu tenho chave, esqueceu? Ou você acha que meus pais me deixam pra fora toda vez que saem? — Ela retirou a chave da mochila, abrindo a porta.
— É... Bom... — Corei levemente. Ela gargalhou, puxando-me para dentro e encostando a porta. — Isso foi uma pergunta ridiculamente idiota. Desculpe.
— Não. Tudo bem. — Começamos a subir a escadaria para o seu apartamento. Ela não tardou para abrir a porta e, logo, estávamos em sua sala. — Adrien, pode ir para o meu quarto e deixar as coisas lá. Vou só ver se meus pais deixaram algum recado e já subo, sim?
Concordei com um aceno e, enquanto ela dirigia-se para a cozinha, subi com destino ao seu quarto. Abri a pequena porta, entrando e deixando a bolsa sobre sua mesa.
— Hmm... — Observei atentamente sua espreguiçadeira. Eu achava aquilo um certo luxo, apesar de ter espaço suficiente para ter uma no meu quarto. Nunca havia pensado seriamente sobre o assunto.
Devagar, sentei-me e em seguida deite-me nela, relaxando os músculos. E só naquele momento é que eu pude sentir como a semana havia sido puxada. Fechei os olhos para aproveitar a sensação relaxante.
Traguei o ar com relativa força, percebendo que tudo ali cheirava a ela. Dos móveis às paredes. Uma fragrância meio doce, mistura de shampoo e confeitos. Sorri. Eu amava aquele odor.
Senti que a luz sobre meus olhos havia diminuído e os abri, percebendo um par de olhos azuis intensos me encarar, o sorriso bailando em seu rosto delicado.
— Está cansado, Minou? Quer descansar um pouco? — Marinette perguntou, os dedos acarinhando meu rosto. Deixei-me aproveitar a carícia, a textura de seus dígitos sobre minha pele.
— Hmm... Não exatamente... — Seu nariz veio roçar com o meu, devagar, os lábios próximos, mas somente um vulto de sua sensação. —Você tem alguma sugestão...?
— Quem sabe...? — Eles finalmente encontraram os meus em um selinho molhado, porém carinhoso. Levei minhas mãos à sua cintura, puxando seu corpo para deitar-se sobre mim. — O Plagg...?
— Na bolsa... — Murmurei em sua boca, capturando seu lábio superior e chupando-o devagar, um som estalado enchendo o ar quando ele soltara-se.
— Hmmm... Bom... — Ela resmungou, manhosa, imitando meu gesto.
Aos poucos, o que era somente uma brincadeira com as bocas tornou-se um beijo. Era lento, cálido; somente o toque dos lábios uns pelos outros, algumas mordiscadas bem leves. Os narizes se roçavam, carinhosos. Deixei que meus dedos escorregassem por sua cintura, acariciando-a calmo, sutil.
Logo seus dígitos foram subindo por meu peito, acariciando também, desenhando meus ombros, meu pescoço, morrendo nos cabelos da minha nuca. Resmunguei em seus lábios, percebendo que ela sorriu com o gesto.
Devagar, fui forçando o corpo para frente, tentando ao máximo não romper o contato com seus lábios, até estarmos sentados. Arrastei-me um pouco para trás, me apoiando no encosto, enquanto ajeitava-a melhor. Senti suas pernas passarem pelos lados do meu corpo, as cinturas se colando.
O beijo findou-se devido a diferença de alturas que agora havia. Aproveitei para mordiscar seu queixo, desenhando seu maxilar e descendo para seu pescoço, um rastro sutil de saliva sendo deixado conforme eu a marcava com beijos úmidos.
Percebi que Mari pendera a cabeça mais para o lado, deixando à mostra seu ombro. Sem demoras, levei meus lábios até lá, trazendo os dentes no processo, mordiscando-a de leve. Os ofegos surgiram para encher o quarto, rompendo com o silêncio do ambiente.
Pude sentir suas mãos descerem por minhas costas, buscando a barra da minha blusa. Sem demoras, começou a trazê-la para cima, fazendo com que eu me afastasse de seu corpo para retirá-la.
— Está com pressa, my Lady? — Provoquei em um tom rouco próximo ao seu ouvido, uma risada baixinha, porém gostosa deixando sua boca.
— Eu pensei que era isso que você queria. Me enganei? — Retornou a provocação, mordendo meu lábio inferior, puxando-o devagar.
— Não, não se enganou... Você nunca se engana. — Roubei um beijo de seus lábios, deixando que minha língua entrasse em sua boca para buscar a sua.
Ainda naquela carícia, deixei que minhas mãos também buscassem a barra da sua blusa e sem demoras — diferentemente da primeira vez — puxei-a, deixando que descansasse com a minha ao lado da espreguiçadeira. Trouxe-a para mais perto para poder sentir o toque da sua barriga com a minha, um arrepio agradável correndo minhas costas quando senti a renda do seu sutiã esfregar-se em meu peito.
Levei os dedos até o seu feche, visando soltá-lo, porém no mesmo instante Marinette rompeu nosso contato, afastando-se de mim. Observei a forma como seu olhar era sensual, o que fez intensificar o arrepio na minha espinha.
Devagar ela foi desenhando meu peito com as mãos, afastando-se até estar praticamente fora da espreguiçadeira. Sem demoras, seus dígitos chegaram ao meu cinto, arrancando-o sem cerimônias, puxando meu jeans para baixo de uma vez só.
— Wow, Bugboo, você realmente está inspirada hoje. — Aticei-a uma vez mais, só para poder ter o olhar quase predatório voltado para o meu rosto, fitando-me fundo.
— Digamos que eu quero começar diferente dessa vez. — Senti ela acariciar minhas pernas, as mãos subindo por elas, evitando minha virilha propositalmente. Foi arrastando os dedos pelos meus músculos, voltando com eles aos meus ombros. — Será que você poderia tirar pra mim? — Sugeriu em um tom baixo, rouco, provocativo, parando à minha frente de joelhos.
— Hmm... Tem certeza? — Provoquei, beijando sua barriga, os dedos acariciando sua cintura, descendo para sua bunda ainda por cima da calça. O sorriso meio de canto que surgiu em seus lábios foi minha confirmação. — Como você desejar, my Lady.
Lentamente comecei a desabotoar sua calça, demorando-me propositalmente para tirá-la, somente para ouvir pequenos ofegos em protesto de Marinette. Deixei que o tecido escorregasse por suas pernas vagarosamente conforme eu o puxava para baixo, as unhas, vez ou outra, arranhando a pele de maneira sutil.
Quando finalmente conseguiu, Mari chutou a peça para longe, meio irritada devido a minha enrolação. Levei meus dedos até a renda de sua calcinha, desenhando-a, admirado.
— Você fica tão bem de rosa quanto fica de branco, purrincess. — Ronronei, puxando sutilmente o elástico da peça, só para soltá-lo e ouvir o pequeno protesto que escapou de seus lábios quando ele fora de encontro à sua pele.
— Obrigada pelo cumprimento. — Sua voz soou sensual demais em meu ouvido. E, então, ela abaixou-se, sentando-se em minha pelve com sua intimidade roçando em cima da minha ereção. — Devo dizer que você também fica melhor com boxer vermelha, Minou. — Pronunciou com os lábios colados aos meus.
Suspirei mais pesado, roubando um beijo afoito de sua boca. Ela passou os braços pelo meu pescoço, colando mais o corpo com o meu. Deixei que meus dedos fossem descansar em sua cintura e, nesse instante, ela fez a única coisa que eu não esperava dela.
Ela rebolou. Lentamente.
Rompi o contato das bocas para gemer, deliciado com a sensação. Conseguia sentir cada volta da sua intimidade contra a minha excitação, minha boxer ficando úmida devido a sua calcinha estar também.
— Você quer me enlouquecer, Mari? — Questionei, mordendo seu lábio inferior. Ela sorriu, aquele olhar voraz me consumindo minuto a minuto.
Como aqueles azuis ficavam lindos banhados naquela sensação.
Eu poderia derreter por culpa deles.
— Eu? Nunca! — Cantarolou, a mentira mais deslavada que eu poderia ver em seu semblante. — Eu nem comecei com a minha ideia...
Arrepiei-me com a expectativa. Senti seus lábios em minha bochecha em um beijo carinhoso. Ela rebolou uma vez mais, pressionando sua cintura contra a minha, fazendo outro gemido escapar dos meus lábios ao mesmo tempo em que descia os beijos através do meu pescoço.
Com pesar senti seu corpo ir se afastando de mim, porém os beijos continuavam trilhando meu peito, as unhas descendo mais à frente, arranhando minhas coxas. Com um puxão ela fez eu me deitar mais na espreguiçadeira, sua boca parando no elástico da minha boxer.
— Ansioso? — Ela perguntou, o olhar sedutor, enquanto um dedo brincava com o elástico. Engoli a saliva, anuindo lentamente. Sem demoras, ela começou a descer a peça de roupa, abandonando-a pelo quarto. Gemi, aliviado por ter minha excitação livre de amarras. — Wow, menino circuncidado. Sua alegria é contagiante.
— Marinette! — Senti um calor subir do meu pescoço imediatamente para o meu rosto, chegando até as orelhas. Ela riu da minha reação. — Você vai pontuar isso toda vez?
— Eu acho uma gracinha, o que posso fazer? — Disse sorrateira, abraçando minha ereção com uma mão e massageando-a devagar. — Já está até pingando. Te tirei dos eixos, foi?
— Mari...! — Meu gemido era um tom misto entre protesto e prazer. Um arrepio correu meu corpo todo quando seu dedal encostou na cabeça da minha excitação, fazendo um movimento circular. — Você... Quer me enlouquecer mesmo.
— Não... — Ainda aquele tom mentiroso, aquele olhar provocante, como se fosse me devorar. Eu não poderia sair mais dos eixos. — Agora você pode dizer que eu quero te enlouquecer.
Eu pensei, em um leve vislumbre, perguntar o que ela queria dizer com aquilo, mas sua ação foi mais rápida do que a minha capacidade de formular palavras. No mesmo instante em que sua frase terminou, ela colocou minha ereção na boca, deixando que deslizasse lentamente até o fundo dela.
Não consegui conter o gemido que abandonou meus lábios, ouvindo-o ecoar pelas paredes e voltar aos meus ouvidos. Em outro momento — ou talvez um pouco depois — eu sentiria vergonha do meu tom; mas não ali, não naquele instante.
Naquele instante eu só conseguia sentir a forma como ela me chupava, atenciosa, mas precisa em seus movimentos. Na forma como seus dedos abraçavam minhas bolas, massageando-as de leve. Como sua língua juntava-se aos seus lábios na carícia que ela fazia na minha ereção. Em como eu estava perdendo os limites com uma velocidade impressionante.
“Adrien, acalme-se. Autocontrole, autocontrole!”, refleti para, no instante seguinte, sentir Marinette sugar a cabeça da minha excitação com jeito, ali bem na curva que ela fazia com a extensão.
“Autocontrole é o caralho!”
— Mari! — Eu praticamente urrei, sentindo ela me afundar mais uma vez em sua boca, a velocidade de seus movimentos aumentando. Levei os dedos aos seus cabelos, segurando-os, empurrando sua cabeça para entrar mais em seus lábios.
Senti que ela forçou um pouco para trás e me obriguei a respirar. Mas o toque era tão bom, era tão prazeroso, que eu precisava de mais. Mais, mais, mais.
Quando percebi, já estava arremetendo os quadris contra sua boca. Senti as mãos de Marinette segurarem-nos forte, aquela força que eu tinha certeza que vinha com as inúmeras lutas que tivera como Ladybug, prendendo-os contra a espreguiçadeira.
Então, ela foi deslizando para longe da minha excitação, fazendo um ofego, quase choro, abandonar minha boca. Joguei a cabeça para trás, puxando o ar com força, tentando me controlar novamente.
— Eu te enlouqueci de verdade. Sorte que meus pais não estão em casa. — Ela comentou, limpando a saliva do canto da boca com os dedos. Ah, como ela era sensual. Bastava só um respirar.
— Eu não sei o que você fez, mas só faça de novo, por favor. — Implorei. Ela riu, divertindo-se.
— Tem certeza? Pode ser que eu acabe com a brincadeira desse jeito... — Voltei a fitá-la, percebendo um rubor tomar conta de seu rosto, seu olhar desviar para algum canto conforme ela pronunciava: — E, hm, sabe... Seus gemidos eram extremamente sexies... E... — Ela engoliu a saliva, relutante. — Sabe...? Isso me deixou estupidamente excitada. — Murmurou.
Arregalei os olhos, sentindo meu peito inflar na mesma medida em que meu rosto queimava. Eu podia imaginar perfeitamente a forma como ela deveria estar naquele momento. E só essa tênue visão fez minha pelve arder de empolgação.
— Ah, my Lady, my purrincess. — Cantarolei, inclinando-me em sua direção. Ela me fitou, os olhos azuis ansiosos, esperançosos pelo que eu faria. Peguei sua mão, trazendo-a para cima de meu corpo. — Quer dizer que os meus miaudos estão deixando você desnorteada? — Mordisquei seu maxilar, desenhando-o conforme subia à sua bochecha com sutis beijos.
— Adrien! — Era para ser um tom imperativo, mas ele dissolveu-se quando meus dedos alcançaram sua bunda, a apertando de forma carinhosa. Ela gemeu acentuado quando seu ventre pressionou minha ereção, a pele arrepiando-se. — A-As...
— O quê? Minhaus piadas são ruins demais pra você? — Ela bufou e eu mordi sua orelha, lambendo-a em seguida, subindo os dedos por suas costas. — E se... Eu fazer você sentir tanto purrazer que você nem vai notá-las...? — Sorrateiro, deixei meus dedos escorregarem para a parte da frente de seu corpo, tocando sua intimidade com leveza.
Não sei se me arrepiei mais pelo gemido lânguido que ela deu pelo meu toque ou por sentir que sua peça de roupa estava ensopada só pelo simples fato de ter me ouvido gemer pouco antes.
Cuidadosamente inverti nossas posições para que Marinette ficasse deitada na espreguiçadeira. Fui descendo beijos por seu pescoço, seus ombros, buscando o feche de seu sutiã. Dessa vez ela não me impediu de soltá-lo; muito pelo contrário: ela parecia estupidamente satisfeita de se livrar daquela peça de roupa.
Suspirei pesado ao ver uma vez mais seus seios. Seu formato e sua cor sondavam minha mente. Sua textura parecia não ter abandonado meus dedos desde a última vez que eu os tocara. Apertei um deles lentamente, ouvindo o suspiro de Mari surgir no mesmo ritmo. Sem demoras, levei-o até a boca, sugando seu mamilo, só para ouvi-la gemer prazerosa.
Dei toda a atenção que podia a eles: toques carinhosos, chupões sutis, leves mordiscadas. Trabalhei com graça nos dois para que nenhum ficasse com inveja. Os dedos de Marinette vieram aos meus cabelos no meio das carícias, bagunçando-os sem piedade.
Comecei a descer os lábios depois de um tempo, trilhando sua barriga, depositando vários beijos em sua pele, sentindo ela se arrepiar com cada pequeno toque, ofegos eventuais preenchendo o silêncio do quarto.
O arrepio que cruzou seu corpo quando meus dedos encontraram o elástico da sua calcinha foi precioso. Tão precioso que arrancou de mim um suspiro.
— Minhau purrincesa está ansiosa pelo que minhas patas podem fazer com ela? — Provoquei-a, largando o elástico para tocar sua intimidade com a ponta dos dedos, pressionando-a um pouco. Mari engoliu o gemido, separando mais as pernas, ainda que tivesse de tirá-las da espreguiçadeira. — Ou será que... Ela prefere outra coisa?
— Adrien! — Ela gemeu acentuado diante da minha provocação. Sorri, depositando um beijo em sua barriga, descendo-o para o seu ventre conforme eu descia sua calcinha. Ela subiu as pernas só para poder se livrar da peça de roupa, voltando a separá-las assim que estava livre.
Eu queria enlouquece-la na mesma intensidade que ela fizera comigo. E com esse plano em mente comecei a descer os beijos para a sua coxa, os dedos acariciando sua virilha, mas passando longe de onde ela queria ser tocada. Era visível a sua excitação escorrendo, os ofegos sôfregos, pedindo para que eu a tocasse ali.
Voltei os beijos, lentamente, para o seu ventre, descendo até estar muito próximo de sua intimidade, subindo em seguida para o seu umbigo. Senti ela se remexer embaixo do meu toque e não contive o sorriso que chegou aos meus lábios.
— Adrien... — Era manhosa. Arranhei de leve suas coxas, outro choramingo deixando sua boca. — Ah...
— Isso é vingança sim, se é o que você está pensando. — Comentei, enquanto a puxava mais para a beirada da espreguiçadeira. Marinette puxou um dos travesseiros para deixar apoiado o pescoço, uma vez que ela estava deitada fora do encosto. — Mas não se purreocupe que eu prometo que ela será doce para nós dois, purrincess.
Senti que ela queria realmente me bater pelas piadas, mas elas estavam além do meu controle. Ajoelhei-me à sua frente, aproveitando o espaço que ela me dava para beijar e mordiscar internamente a sua coxa. Foi quando eu resolvi tocá-la onde ela mais queria.
Primeiro, deixei que meu dedo médio deslizasse bem sutilmente por seus grandes lábios, entrando por eles somente um pouco. A pele foi arrepiando-se deliciosamente. Incentivado, espalmei a mão sobre sua intimidade, acariciando-a por inteira, um gemido alto abandonando seus lábios, quase como uma realização.
Deixei que minha boca abandonasse sua coxa e, usando o dedo médio e o indicador, separei seus grandes lábios, para ver a cor meio avermelhada de sua intimidade surgir aos meus olhos. Usando a outra mão, toquei-a com o dedal, deixando-o deslizar por toda a sua vulva. Marinette remexera as pernas, sem apoio, o gemido ficando mais sôfrego do que antes.
— Ah, tão molhadinha, a minha princesa. — E novamente a pele arrepiara-se. Adorava quando conseguia arrancar essas reações dela. — Quer que eu te toque? — Provoquei, astuto.
— Uhum. — Ela murmurou, o rosto corado, as sardas aparecendo nele.
— Como? Vamos, peça. — Aticei. Senti que o rubor cresceu, dominando até sua testa. Ela recusou-se a falar. — O quê? Não vai pedir? Nossa, mas eu queria tanto...
— Adrien...! — Ela chorou e eu não pude aguentar. Eu era muito mais fraco que ela nesse ponto. Eu queria vê-la derreter-se ao meu toque.
Devagar fui aproximando minha boca de sua intimidade. Senti ela se remexer somente com minha respiração próxima de si. Ainda me demorei um pouco, tocando-a com os dedos em uma carícia sutil para, por fim, substituí-los por meus lábios. Encostei-os e no mesmo instante suguei-a bem de leve.
Ela praticamente berrou com a realização do toque. Aproveitei a deixa para encostar a língua, explorando toda a sua vulva com ela. Os gemidos dela agora eram constantes, desconexos. Alternava entre lambidas longas e outras mais curtas, buscando toda a sua extensão propositalmente.
— Adrien! — Ela chorou meu nome, agarrando meus cabelos com força. Subi minhas lambidas, para buscar seu clitóris e, da mesma forma que fiz com sua vulva, fiz com ele: uma alternância entre lambidas longas e curtas, uma leve chupada só para quebrar um pouco.
Eu não pensava que as notas dela pudessem ser tão agudas. Suas pernas se remexiam buscando algum apoio, qualquer que fosse. E encontraram: em meus ombros.
De início foi um susto, mas eu continuei. Abandonei um momento seu clitóris para voltar à sua vulva, buscando também os pequenos lábios, ameaçando entrar com a língua por eles. Seus dedos se fincaram em meus cabelos e eu percebi que era uma zona negativa. Recuei e voltei novamente ao seu clitóris.
— Ah, mon minou. Assim. — Seu tom era muito enfático e eu suspeitava que ela estava em um momento muito prazeroso. Continuei, dessa vez alternando mais rapidamente as lambidas, trazendo sua cintura para mais perto da minha boca. — Ah— Adrien!
Seu gemido praticamente ecoou pelo quarto e suas pernas deixaram meus ombros para trançarem-se em meu pescoço. Os dedos se fecharam em meus cabelos com força e seu corpo teve um espasmo violento, fazendo-a arquear para frente.
E, então, ela simplesmente me arrancou dali. Pisquei, percebendo a forma como arfava, descompassada, a cabeça atirada para trás. Pensei em me aproximar novamente, mas seu pé em meu peito impedia veemente.
— Mari? — Chamei-a, mas ela parecia entorpecida. Pisquei e devagar levantei-me, subindo por cima do seu corpo, relutante. — Mari...?
— Ah. — Não sei dizer se era um suspiro ou um gemido. Talvez os dois. Os olhos azuis estavam totalmente desorientados e ela parecia voltar à realidade devagar. — Oh, wow. Você realmente me enlouqueceu dessa vez.
— Hmm... Foi? — Questionei, incerto. Ela riu, ainda que fraco, levando a mão para acariciar os cabelos da minha nuca.
— Oh, Chaton. Sério que não percebeu? — Seu sorriso era sensual, seus olhos semicerrados tornando a visão ainda mais deleitosa aos meus olhos. Puxou-me para perto de seu rosto, testa com testa, murmurando bem próximo aos meus lábios: — Eu g–o–z–e–i. — Arrepiei-me inteiro com seu tom de voz, sentindo minha pelve doer de tanta excitação.
Astuta, Marinette aproveitou nossa proximidade para capturar meus lábios em um beijo entorpecido com desejo, vontade. Sua mão desceu da minha nuca, passeando pelo meu corpo, achando e acariciando minha ereção com graça, obrigando-me a gemer em sua boca.
— Você... — Ela rompeu o contato, começando a mordiscar meu queixo. — Trouxe a camisinha?
— Você duvidaria disso? — Ronronei ao seu toque, fazendo-a sorrir. Devagar, escorreguei para longe dela, buscando minha calça. Do bolso de trás dela, peguei o que precisava e retornei a peça para o seu devido lugar: atirado em algum canto.
— Oh, mais esperto dessa vez. — Seu olhar era voraz. Pisquei para ela, fazendo-a sorrir.
— Aprendendo com os erros. — Voltei para perto de seu corpo, tirando somente um momento para vestir o preservativo e, no instante seguinte, minha testa estava encostada à sua.
Outro beijo foi trocado e, lentamente, deixei minhas mãos correrem por seu corpo, acariciando-a, provocando-a. Cheguei com os dedos próximos de sua coxa, apertando-a sutilmente.
— Posso? — Questionei, murmurando em seus lábios. Mari anuiu, separando mais as pernas.
Toquei sua intimidade com os dedos, sentindo o arrepio que correra por seu corpo. Ela ainda estava extremamente molhada. Vagarosamente inseri um dedo em sua entrada, percebendo o protesto que deixou seus lábios.
Movimentei-o, para dentro e para fora, notando que ela respirava um pouco pesado. Seu canal se fechava ao redor do meu dígito no mesmo compasso. Mordi o lábio.
— Mari? Tem certeza que...?
— Tenho. — Ela foi incisiva. — É só... Ir devagar.
Engoli em seco, ansioso. Retirei meu dedo de dentro dela e, calmamente, comecei a ajeitá-la apoiada em minhas pernas. O espaço era um pouco limitado, mas iria servir.
Sentia seus olhos sobre mim. Ela parecia ansiar tanto quanto eu. Posicionei-me e, tal qual ela havia pedido, comecei a entrar, devagar.
Outra vez aquele aperto me envolveu, tão forte quanto da primeira. Parei um instante, sentindo quando Marinette havia prendido a respiração. Seus dedos estavam agarrados à almofada em seu pescoço e seus olhos estavam apertados.
— A-Adrien? — Sua voz saiu levemente trêmula, seus olhos aparecendo de relance para encarar os meus.
— Calma. — Não sei se disse isso para mim ou para ela. Talvez para nós dois; ao menos, servia. Seu canal ainda me apertava, tirando meus pensamentos do eixo.
Sentia que, se eu continuasse daquela forma, iria escapar como da outra vez. Ela parecia querer me expulsar dali de algum modo. Provavelmente era o nervosismo. Com sutileza, ajeitei-a novamente em meu colo, para que pudesse me curvar e alcançar seu rosto.
Beijei sua bochecha com carinho, descendo com os lábios até próximo de seu ouvido. Seus braços vieram de encontro ao meu pescoço, trançando-se por ele, seus dedos perdidos nos cabelos da minha nuca.
Pela terceira vez, arrumei sua posição e, quando senti que seu canal havia aliviado um pouco a pressão, continuei me empurrando. Só que dessa vez eu escorreguei até o final.
As unhas de Marinette se fincaram às minhas costas quando minha pelve se chocou contra a sua. Ela murmurou baixinho, uma reclamação sutil. Eu só consegui gemer, deliciado pela sensação extasiante que era estar dentro dela.
Era quente, muito quente. E úmido.
E o aperto, ah, aquele aperto.
— Mari? — Chamei-a. Eu queria me mexer, mas tinha medo de machucá-la. Ela ainda não havia vociferado nada além daquele pequeno resmungo. — Está tudo bem?
— Hmm... — Outra vez um resmungo. Aquilo não era agradável. Estava me deixando preocupado. — Eu— Não sei.
Levantei minha cabeça para poder encostar minha testa contra a sua, observar seu rosto, principalmente seus olhos. Eles estavam semicerrados e eu podia observar, ao canto deles, pequenas lágrimas presas. Mordi o lábio, desgostoso.
— Está doendo? — Remodelei a pergunta. Meu corpo era um misto de sensações e, minha cabeça, de preocupações. Observei ela apertar a vista novamente. Levei uma mão para acariciar seu rosto. — Mari?
— Uhum. Incomoda. — Admitiu. — E... Hmm... Eu— Ahn.
— O quê?
— Eu senti algo escorrer pelas minhas pernas. — Pisquei, surpreso.
Apoiei-me nos braços e, sem seguida, afastei-me de seu corpo. Lentamente comecei a retirar-me dela e, no instante em que meus olhos pousaram sobre aquilo, eu gelei.
Sangue.
— Ma-Mari. — Percebi um espasmo dela e, no mesmo segundo, ela começou a se levantar, apoiada nos cotovelos. — Mari, você está— Isso é—
— O quê? — Ela piscou e, quando percebeu, seus olhos também se arregalaram. — Sangue?!
— Mari, eu— Você— — Eu queria dizer alguma coisa, mas minha cabeça havia entrado em curto. Eu nem precisava dizer que, com o nervoso, eu havia broxado; eu só queria dizer alguma coisa, qualquer coisa, porque minha cabeça estava rodando a milhão. — Mari—
— Minha espreguiçadeira! — A cor sumiu de seu rosto e, num piscar, ela havia saído do móvel, a expressão em total pânico quando viu a mancha no tecido meio rosado. — Puta merda.
— Mari. Não, espera, Marine—
— Eu preciso limpar isso. Agora. — Ela ameaçou correr para o banheiro para pegar sabe Deus o que. Antes que ela pudesse se mexer, eu agarrei seu braço, fazendo com que ela virasse para mim. — Adrien, eu preciso—
— Marinette, esquece a porra da espreguiçadeira! — Praticamente urrei, tremendo de nervoso. — Eu te compro dez delas se você quiser. Mas, pelo amor de Deus, presta atenção em você!
— Em mim?! Adrien, se alguém vir isso nós estamos—!
— Mari, por favor! A camisinha tá cheia de sangue, eu preciso saber o que diabos você tá sentindo! — Agarrei-a pelos ombros e, nisso, ela piscou, como se ainda estivesse processando a informação.
Ficamos longos segundo nos encarando, o azul de seus olhos tão brilhante que ofuscava minha visão. Eu estava desesperado. Precisava de qualquer coisa dela; precisava saber se estava bem, se eu não a havia machucado.
Mas o que rodava minha mente parecia passar longe da dela. Eu sequer conseguia entender sua linha de raciocínio.
— O que... Eu estou sentindo... — Ela parecia ponderar agora, como se só nesse instante o entendimento tivesse alcançando-a. — Hmm... Bem? Hm, sim, bem. Não sinto dor, se é o que te preocupa.
— Mas— O sangue...
— Ahn... É, hm. Eu senti uma ardência quando você entrou... — Ela corou, desviando o olhar para um canto. — Mas não foi algo muito ruim. Foi como... Puxar uma casca de um machucado? É, isso. Digo, é uma dor... Única. Depois ficou só a sensação de... — Ela gesticulou e eu não consegui entender quase nada. — Sabe?
Pisquei, tentando processar. A respiração foi acalmando e, lentamente, eu fui apoiar meu rosto em seu ombro, trazendo seu corpo para se grudar ao meu, apertando-a em um abraço necessitado.
— Adrien? — Ela chamou-me. — Adrien, você está...? — Foi a vez dela se afastar, buscando meu rosto com suas mãos, colocando-o à frente do seu. — Oh, mon minou.
Funguei quando ela encostou a testa contra a minha, seus dedos secando as lágrimas que escorriam pelas bochechas. Ela beijou meu rosto, esfregando-o contra o seu.
— Não precisa chorar. Você não me machucou. — Seus braços envolveram meu pescoço, aninhando-me contra ela. — Não fica assim, tá?
— Como eu posso não ficar? — Encostei minha testa contra a sua novamente, tentado me acalmar. — Espreguiçadeiras eu posso comprar de monte. Mas de você, Marinette, só tem uma. — Apertei-a mais contra mim. — E eu nunca me perdoaria se te machucasse.
— Ah, Chaton. — Ela fazia um carinho tão gostoso que eu já havia começado a ronronar de novo. — Fique tranquilo. Eu sei que você nunca me machucaria de propósito.
Seus lábios vieram buscar os meus e o beijo que trocamos foi carinhoso, reconfortante. Ela transmitia sua tranquilidade para mim. Estávamos começando a embarcar mais naquela sensação, quando um som lá embaixo nos arrancou desse transe.
Eram chaves. E uma porta se abrindo.
— Marinette! Chegamos!
— Ah—! — O uníssono encheu o quarto e uma adrenalina absurda começou a se espalhar por nossos olhos.
Em questão de segundos nos separamos. A primeira coisa que fiz foi atirar a camisinha dentro do cesto de lixo, aproveitando e colocando alguns papéis soltos que achei por cima dela, para esconder.
A segunda coisa que aconteceu foi Marinette surgir do banheiro com uma toalha rosada, atirando-a sobre a mancha no estofado da espreguiçadeira. Sem nem demorar, assim que bati o olho nas bolsas, peguei-as e as joguei por cima do pano, para escondê-lo também.
— Wow, wow! — Foi a reclamação de dentro da minha mochila e, de repente, um vulto preto surgiu. — Eu tava dormindo! Por um acaso vocês queri—AH MEU DEUS! Que horror! — Plagg sequer nos viu e já se virou, o rabo espichado, as orelhas para cima, demonstrando irritação. — Já me basta ver o pau mole do Adrien todo dia, agora ver a menina pelada é o cúmulo!
— Ah, Plagg, qual é! — Resmunguei enquanto me vestia na velocidade da luz. O que eu não encontrava, Marinette tacava em cima de mim e vice-versa.
— Qual é uma ova. Acha que eu vivi todos esses anos pra ficar vendo essas coisas? Não! — Ele estava definitivamente revoltado. Já eu estava mais preocupado em parecer apresentável. Marinette também. — Sério, onde o Fu estava com a cabeça para pegar dois adolescentes como holders? Eu não passei milênios dormindo para—
— Ok, anote todas as suas queixas e mande pro balcão de reclamações. — Peguei-o pelos pêlos da nunca, enfiando-o dentro da minha blusa no instante em que ouvi os passos de Sabine próximos à porta.
E nem um segundo depois ela entrou, surpresa ao me ver ali.
— Olá, Adrien! Como está?
— Bem, senhora Cheng! — O sorriso era amarelo, mas ela pareceu não perceber.
— Que bom. A Marinette disse que sua semana estava cheia. Aliás, não querem comer torta? Acabamos de trazer da confeitaria.
— Nós já vamos, mãe! — Foi a resposta de Mari. Sabine sorriu e desceu, encostando a porta. Suspiramos aliviados. — Essa foi por pouco.
— Eu quem o diga.
— Sua roupa tá cheirando a sexo! — Plagg saiu como um torpedo de perto de mim. — Credo. Que horror. Eu não mereço isso de verdade. — Olhei feio para ele. Marinette só ria.
— Você poderia ser mais compreensível, sabe?
— Já sou com um monte de coisas. Ver você pelado todo dia é uma delas.
— Ok, ok. Que tal isso: eu te trago dois Camabert, pode ser? Ou uma torta com queijo, talvez. — Marinette ofereceu e os olhos verdes de Plagg brilharam, encantados.
— Oh, sim, sim! Eu vou amar! E nunca mais reclamar!
— Vendido pelo estômago, que lindo! — Revirei os olhos, desgostoso.
Aos poucos, Marinette acalmou minha decepção — e a de Plagg também. Descemos para comer a torta quando estávamos mais devidamente arrumados — depois de pentear os cabelos, escovar os dentes, etc.
Sabine nada comentou sobre como nos viu. Sequer sei se ela reparara nas roupas amassadas ou os cabelos fora do lugar; caso sim, era bem discreta.
Depois de levarmos a comida de Plagg, Nathalie me ligou, avisando que meu motorista já estava chegando. Ainda conversei mais um pouco com Mari — sobre o ocorrido e outras coisas — antes de me despedir com um beijo mais longo que o normal, mais curto do que o desejável.
E, no carro, eu só conseguia revirar tudo o que havia acontecido ali naquela tarde, de bom e ruim.
— — —
— Você tá legal? — A voz de Plagg soava próximo a mim. Choraminguei, a voz abafada pelo travesseiro. — É pelo que aconteceu de tarde?
— Você tem alguma dúvida? — Minha voz era baixa, soando grosso. Estava irritado, decepcionado.
Sentia-me culpado por tudo o que aconteceu. Se eu fosse mais atencioso, mais cuidado, mais—
U–r–g–h.
— Olha, essas coisas estão sujeitas a acontecer, Adrien. — Senti o travesseiro afundar-se um pouco acima. Fitei Plagg, atento às suas palavras. — Lembra o que eu te disse? Vocês são jovens. Tem muito o que aprender ainda. E sexo é algo que se aprende fazendo de certo modo.
— Você soa compreensivo agora, mas estava surtando à tarde.
— Entenda que não é agradável pegar você e sua namorada em intimidades. Sério. É horrível. Eu não me importo que vocês façam, eu acho excelente e tem todo o blá blá blá de vocês serem o Yin e o Yang e essas coisas. — Ele começou a flutuar inconscientemente, os braços e pernas cruzados. — Mas se possível, me deixe longe dessas coisas humanas. Eu já tive de presenciar demais para o meu gosto.
— Você diz entre a gente?
— Eu digo durante a minha vida toda.
— Oh. — Afundei de novo a cabeça no travesseiro, suspirando.
As pequenas patas acariciaram minhas mechas. No fundo, Plagg era companheiro. Mas nós tínhamos diferenças pontuais. Não que isso incomodasse de todo — eu adorava sua companhia. Era o que me mantinha em pé na maior parte do dia.
Senti o celular vibrar em algum lugar da cama. Reclamei, quase um choro de protesto, recusando-me a sair dali. Quem quer que fosse, poderia esperar. Nada era tão urgente no momento.
— É o Nino. — Plagg anunciou. Não fiz menção de me mexer. — É um áudio. Não vai ouvir mesmo?
— Não. — Sussurrei, irritado.
Então o som característico do play encheu o quarto e o áudio começou a rodar:
— Cara, você foi pra Mari hoje de tarde. Me conta tudo o que rolou lá que eu quero saber! Vocês fizeram tudo dessa vez, não foi? Cê tava uma pilha do meu lado, eu tenho certeza que vocês fizeram!
Olhei feio para Plagg. Ele deu de ombros, empurrando o celular na minha direção. Segurei desleixadamente o aparelho próximo ao meu rosto, gravando um áudio curto e simples:
— Não. — Atirei o aparelho do outro lado da cama, voltando com a cabeça ao travesseiro. Queria remoer as merdas que eu tinha feito à tarde para ver se algo de bom saía daquilo.
A cama começou a vibrar e eu tinha certeza que era o Nino me ligando. Não atenderia; não queria.
Mas o som de click que o celular faz quando se atende a chamada encheu o quarto de novo e, após outro som semelhante, a voz de Nino tomou conta de todo o cômodo.
— Cara que tipo de resposta foi essa?! — Sua indignação era genuína. Fitei Plagg com um olhar mortífero. Ele deu de ombros e saiu, deixando o meu devido espaço.
— Foi a resposta que eu dei. — Virei-me um pouco de lado para o microfone captar a minha voz, porém não peguei o celular na mão, tampouco o trouxe para mais perto.
— Nossa, o que foi? Que bicho te mordeu? Cê tá bem irritado.
— Deu tudo errado, Nino. De novo.
— Como que deu tudo errado, cara? Não tem o que dar errado!
— Ela... — Suspirei, pegando o aparelho na mão e mudando para a saída normal de áudio. Encostei-o no ouvido. — Ela sangrou, Nino. Muito. Eu tenho certeza que foi culpa minha, apesar de ela ter dito que não. — Murmurei.
— Puta cara. Eu pensei que já tinha rolado isso da primeira vez. — Uma pausa. — Ah, mas nem tinha como. Tu disse que não entrou, né? Puta. Nossa que cacete, Adrien.
— Suas constatações foram tão esclarecedoras que eu acho que adoeci. — Ele riu do outro lado.
— Se te tranquiliza, a Alya também sangrou. Não foi muito, mas foi. Eu assustei também, mas ela disse que era passível de acontecer por conta de alguma coisa com vasos sanguíneos e a bu—
— Nino, sem linguajar chulo, por favor.
— Ih, careta. Tá, por conta da vagina ter vasos sanguíneos e coisas assim. E de as paredes serem juntas. Sei lá, qualquer coisa ela te explica. Ela explicou pra Marinette também uma vez, eu acho. — Suspirei. Ok, era compreensível. Eu acho. — Ah, cara, fica nessa onda não. A Mari não deve ter ficado bolada. Tu mesmo disse que ela não ficou.
— Nino, você se perdoaria se soubesse que machucou a Alya em um momento que era para ser prazeroso para os dois?
— ... Não.
— Então.
— Não foi culpa sua... Ok, indiretamente falando, sim, porque se você nunca tivesse entrado nela, com os dedos ela provavelmente não faria isso. — Arqueei as sobrancelhas. — Mas era inevitável. Tu foi devagar. Se ainda fosse algo agressivo...
— Eu nunca vou me perdoar.
— Ela te perdoou. Isso basta.
— Para melhorar, a espreguiçadeira dela manchou. Eu nem deixei ela limpar aquilo na hora de tão desesperado que eu fiquei. Talvez eu devesse comprar outra...
— Pera! Para, para o disco. Vocês foderam na espreguiçadeira dela?
— Nino! P–A–L–A–V–R–E–A–D–O–! — Ele grunhiu do outro lado e eu ri. — E... É, sim. Nós transamos na espreguiçadeira dela. Ou tentamos. — Minhas bochechas estavam coradas. Por sorte não era chamada de vídeo.
— Cara, você vai ter de me contar isso em detalhes, me entendeu? Eu quero cada mínimo detalhe disso. Ai talvez eu faça a Alya comprar uma também!
— Nino, eu não vou dar detalhes da minha transa pra você! Pare de andar um pouco com a Alya! — Ele riu de maneira nasal, como se a ideia fosse impossível.
O que era de fato. Eles eram namorados muito antes de eu e Marinette.
— Parando pra pensar... Deve ter sido por isso que a Alya saiu correndo agora a pouco.
— O que você quer dizer com isso?
— Eu tava de boa com ela em chamada no P.C., aí ela recebeu uma ligação e, em questão de segundos, ela disse que “precisava sair” porque era algo de “estupida urgência” e, quando eu questionei, ela disse “coisas de mulher” e vazou.
— E...? O que tem a ver uma coisa com a outra?
— Ela deve ter ido até a casa da Marinette, eu acho. Talvez resolver isso do estofado e conversar? Sei lá, se eu entendesse mulheres, eu fazia um livro e ficava rico!
— Você entende a Alya bem demais. — Ele riu de novo, como se minha constatação fosse uma piada engraçada. Acompanhei-o. É, talvez fosse mesmo.
Ainda perdemos algum tempo jogando conversa fora, quando ele desligou. E o quarto caiu novamente naquele silêncio tão familiar para mim.
Um vulto preto surgiu de algum lugar, parando à minha frente, os olhos verdes brilhosos me encarando.
— Melhorou o humor? — Plagg questionou.
— É... Um pouco.
— Viu? — Ele sorriu, uma coisa rara. — Conversar faz bem. E você fazer isso com a Marinette certamente será melhor.
Suspirei, olhando para o celular. Será que eu deveria ligar? Ou mandar uma mensagem? Eu ainda estava inseguro. Não sabia como olharia para ela depois de tudo o que passamos.
— Se quer um conselho... — Fitei Plagg novamente. — Deixe estar por hoje. Ela está com a Alya, não? Elas certamente vão ficar juntas por um tempo. Se ela não dormir lá. — Anui. — Vocês podem marcar de tomar um sorvete no domingo. De toda forma, ela não está chateada; você está. Então, resolva-se internamente antes de correr pra ela.
— É... Tem razão. — Coloquei o celular embaixo do travesseiro. — Plagg, pode apagar a luz?
— Vai dormir agora?
— Talvez... Uma noite de sono me ajude. — Ele sumiu e, em um instante, tudo escureceu.
Fechei os olhos, encolhendo-me mais na cama. Pude sentir quando Plagg deitou-se acima da minha cabeça, encostado em meus cabelos. E ele fez algo que eu simplesmente adorava: começou a ronronar.
Aquele som, junto do silêncio do quarto e da escuridão que por ele se estendia, fizeram-me adormecer rápido. Tão rápido que eu não tive tempo para pensar em mais nada.
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