Solares
20 capítulo 20
BELLA.......
Final do capítulo anterior.
Entramos na clínica e sorri ao ver Max sentado em um dos bancos. Ele ficou meio assim ao ver Sebastian ao meu lado e fui até ele o abraçando.
—Bom dia. O saudei sorrindo
—Bom dia. Disse Max sorrindo. –O seu segurança est...
—Sim ele está nos vendo, mas é de confiança.
—Ok.
De forma discreta Max me acompanhou até Sebastian e o mesmo estava um pouco sem graça, mas soube disfarçar.
—Está na hora da minha consulta e eu irei com ele. Qualquer coisa me avisa, estarei na sala nove.
—Tudo bem senhorita Isabella. Disse ele me olhando.
—Ok.
Fui até a recepção me identificar e pedi informação onde pegar os resultados dos exames que eu havia feito. Indicando o lugar certo, eu fui até lá na companhia de Max. Peguei todos eles e fui aguardar a minha vez na consulta com a doutora.
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Na hora certa eu fui chamada e Max preferiu que eu fosse sozinha para evitar comentários, a família de Edward era conhecida pela maioria deles por serem sócios há muito tempo. Também achei melhor assim e entrei na sala.
—Bom dia Isabella.
—Bom dia doutora.. Eu estou com os resultados.
—Que bom! Vamos olhar então?
—Claro que sim. Entreguei todas as papeladas para ela e ela foi lendo com calma e atenção um por um. Depois ela abriu o outro envelope e leu tudo que estava escrito ali, fiquei nervosa com o silêncio e tentei me acalmar, eu era ansiosa demais. –E aí doutora?
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—Só um momento e estarei concluindo, não fique ansiosa. Disse ela sorrindo.
—Ok e desculpe.
—Não é para tanto. Ela continuou lendo, lendo, lendo e olhou para mim. –No exame de urina e de fezes tudo está normal pelo o que eu concluí. Olhei o seu exame de sangue com todo o cuidado possível para não haver erros e todo os tipos de doenças pedidas ali para serem checadas, não há perigo para você e para o bebê. Está limpa e tudo indica uma gravidez saudável.
—Ai! Doutora, eu estou mais tranquila com a senhora, quero dizer você, me falando isso.
—Vejo que se preocupou nessa questão das doenças.
—Coisas da minha cabeça somente. Mãe protetora e nunca se sabe. Coisas da minha cabeça somente.
—Fica tranquila, você está saudável e limpa, só evite gordura em excesso pelo o que vi aqui. Não é nada demais, fazendo o que eu te pedi estará muito bom. Não tem o risco de diabetes que é um fator importante a ser verificado, bem! Tudo de bom mamãe! Alegre-se!
—Pode deixar doutora, tomarei cuidado com a gordura e que bom que está tudo bem.
—Vou examiná-la.
—Ok.
Ela me pesou, mediu a minha pressão e me avaliou bem, só faltou me virar do avesso, mas ela era atenciosa e assim é que devia ser.
—Da última vez que esteve aqui você estava em um peso, você engordou mais dois quilos.
—Nossa! Sério doutora?
—É sério. Falou ela no momento que eu ajeitava a minha roupa. –Controle a boca se não quiser engordar demais.
—Eu estou abusando, mas os desejos enchem a minha boca d`água doutora e não resisto.
—Sei como é. Disse ela sorrindo. –Mas tenha cuidado. Pode comer de tudo, mas com controle absoluto.
—Pode deixar.
—Continue com a vitamina. Disse ela olhando o meu cartãozinho de vacina. –Vou passar uma vacina só para reforçar. Tudo bem?
—Quando eu terei que tomá-la?
—Hoje mesmo.
—Ah! Falei desanimada, mas não tinha para onde correr e ela sorriu de forma discreta.
—Vou pedir uma ultra para o mês que vêm, já fizemos um número necessário esse mês.
—Tudo bem.
—Continue se cuidando e beba bastante água. Está bebendo?
—Sim.
—Observou se ouve mais perda de sangue?
—Sim e não houve mais depois que foi constatado que a placenta estava coladinha.
—Ok.
—É queria lhe perguntar é........ Fiquei embaraçada para continuar.
—Sobre? Perguntou ela me olhando.
—É que eu tive esse problema e a minha vida sexual está bem ativa. Tem algum problema?
—Sente alguma dor no período em que estar tendo relações com o seu parceiro?
—Nenhuma doutora.
—Sexo é normal na gravidez, apenas os parceiros que devem cooperar e serem gentil com a parceira. Há posições favoráveis às grávidas e no seu caso, eu recomendo pegar leve e não se empolgarem demais. Só isso.
—Ah! Menos mal. Falei pensativa.
Fiquei um bom tempo ali conversando com ela e nos despedimos já deixando a consulta agendada para o mês que entrava. Encontrei-me com Max e fomos até a sala de vacinação. A vacina indicada no papel foi aplicada em meu braço, eu as detestava.
Sai da sala com Max e caminhamos rumo a recepção, encontramos com Sebastian lá.
—Pode voltar para a mansão Sebastian.
—Não irá retornar comigo?
—Não.
—E se os patrões ou o Sr Edward perguntar?
—Diga que eu fui andar por aí, preferi ir de táxi e não diga que eu fui pra Solares. Na verdade, eu não vou pra lá mesmo.
—Tudo bem, eu estou voltando então.
—Vai com Deus e sem uma palavra a mais.
—Pode deixar, não sou pago para ser dedo duro.
—Ótimo!
Sorrindo saímos da clínica ou hospital pela grandiosidade, havia de tudo ali e eu daria a luz ali também por ser fortemente equipado. Seria na ala da maternidade.
Sebastian foi para o carro e eu segui de mãos dadas com Max para o carro dele. De forma cavalheira ele abriu a porta para eu entrar e sorri ao me sentar. Ele foi ocupar o banco do motorista logo a seguir e me olhou sorrindo após se sentar e fechar a porta do carro.
—Está muito linda. Falou ele sorrindo de forma fofa e veio me beijar.
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2min depois.
—Obrigado. Falei ao me afastar dele sorrindo e pisquei um olho.
—Não precisa me agradecer. Como foi na consulta?
—Tudo bem. Estou saudável e livre de qualquer doença pelo que a doutora falou.
—Que bom saber disso. Disse ele beijando a minha mão me olhando. –Ainda está cedo demais, podemos tomar um café da manhã em um lugar maravilhoso que eu conheço.
—Vou adorar. Só tomei um copo de leite somente hoje, era para eu não enjoar durante a minha vinda.
—Então vamos?
—Claro.
Max ligou o carro e a culpa de me casar com Edward me caiu como um balde de água fria. Tirei o meu sorriso do rosto na mesma hora e fiquei séria ao olhar para a janela, mil coisas se passavam pela a minha cabeça.
Senti Max segurando na minha mão e olhei para ele tentando sorri, mas não consegui por não conseguir ser falsa. Ele não merecia nada de ruim e para dizer a verdade eu não devia ser uma boa companhia. As lágrimas queriam brotar e olhei para a janela quando uma rolou do meu olho direito, era impossível ele ver, por eu estar olhando para a janela. Disfarçando eu a sequei e tentei pensar em outra coisa, ou eu estragaria o nosso passeio.
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20min depois.
—Chegamos.
—Que bom. Falei sorrindo levemente.
—Tudo bem com você? Perguntou ele segurando de forma delicada o meu rosto me avaliando.
—Mais ou menos Max. Vamos?
—Tudo bem. Falou ele saindo do carro e veio abrir a porta para eu sair.
—Obrigado. Falei segurando na mão dele.
—De nada.
Ele acionou o alarme e entramos, o local era bem pitoresco e com um tronco de árvore imenso no meio da enorme confeitaria, estávamos perto da vegetação e do mar.
Ali havia de tudo que se imaginasse para comer no café da manhã e Max pagaria uma quantia absurda para nos servimos à vontade. Lembrando das palavras da doutora não era bom abusar, mas a minha boca aguou com vontade ao ver rabanada e entre outras milhares de coisas gostosas ali. Peguei várias daquelas delícias e café com leite para mim, já Max se serviu com vontade e fomos nos sentar onde havia a vista para o mar.
—Quanta tentação há aqui Max!
—Eu te falei que era bom.
—Vem aqui com frequência?
—Quando me dá vontade de extravasar sim.
—E você não engorda, aliás, você tem um corpo muito bonito.
—Obrigado. Disse ele sorrindo e me deu um beijo em minha bochecha, havíamos sentado um do lado do outro. –Você tem um corpo incrível e natural.
—Não é para tanto, estou grávida.
—Não diga besteiras e aposto que todos que estão aqui estão pensando que eu sou o pai do neném.
—Acredito que sim. Um mais um é dois.
—Com ela aqui dentro é três. Disse ele acariciando a minha barriga e me deu outro beijo demorado em minha bochecha.
—É. Falei sem conseguir sorrir e levei o garfo contendo um pouco de torta de frutas na boca.
—O que quer conversar comigo?
—É algo bem mais triste para mim que será para você.
—Irá se casar com ele não é isso? Perguntou ele no momento que a minha lágrima rolou e não foi preciso falar mais nada. Eu não consegui devido às lágrimas e não me importei se alguém prestava a atenção em nós.
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Houve 6min de silêncio.
—Eu lamento, mas na terça feira Edward me pegou de surpresa de manhã e tive que ir ao cartório com ele. Alice e Carlisle já até estavam nos esperando lá que ao assinarmos as papeladas, Alice serviu de testemunha. Eu juro que não sabia e ele como é ignorante não me deixou escolher. Eu até falei com a Mary que eu não queria me casar e não me lembro se eu cheguei a comentar algo dessa natureza com Edward, mas eu acho que sim. Fiquei sabendo que o buffet já estava com um sinal pago e só aguardava a data. Eu juro que não sei o que pensar. Esme e Carlisle me querem casada com o filho deles, na verdade eles têm a Esperança de eu poder mudá-lo. Edward se tornou outro homem depois que a irmã morreu. Ele não gosta de mim, ele só me maltrata.
—E porque você não saiu de lá?
—Estou lá porque eu me sinto em dívida com os Cullens. Tem a Esme que precisa de apoio e eu estou grávida de Edward Max. Eu só não entendo é que ele sai com as mulheres dele e essa noite ele dormiu fora devido uma briga com o pai na hora da janta ontem. Edward é infantil e está agindo com rebeldia com o pai. Eles brigaram por minha culpa.
—E porque foi?
—Por Edward me maltratar e me ofender.
—Mesmo assim eles querem que você se case com ele?
—Para eles eu sou a solução do problema, mas eu acho que não. Quem ama cuida.
—Então os papéis já estão correndo?
—Sim, eu sinto muito por metê-lo nessa confusão. Juro que eu não desejo nada de ruim para você e se você não quiser mais falar comigo e me esquecer, eu juro que irei entender e lhe respeitar.
—É embaraçoso para quem está do outro lado do assunto. No caso eu.
—Eu sei disso. Falei olhando no fundo dos olhos dele.
—Estou chocado, mas eu já esperava por isso. Você se preocupa com a Esme, está grávida de um neto dela e o estado da sua sogra a impede de ir. Mas e você?
—Eu me preocupo comigo, casar com Edward é estar me condenando ao inferno, mas eu tenho em mente se você não quiser mais me ver, eu terei outra pessoa. Eu preciso de alguém ao meu lado para suportar essa barra que eu irei enfrentar.
—Nunca se passou pela sua cabeça que apesar dessa casca grossa dele, ele possa realmente gostar de você?
—Procuro não pensar por odiá-lo. Os gestos e ações dele para comigo são dolorosos Max.
—Se casar com uma pessoa mesmo que ambos não se amam, exige certas obrigações do homem e da mulher. Sabe do que eu estou falando.
—Companheirismo, respeito, carinho, fidelidade, atenção, cuidado, cumplicidade, afeto e nada disso há conosco. Não há diálogo entre nós, ele é ignorante o tempo todo.
—O que quer que eu pense? Você não disse não para ele.
—Não houve tempo e ele me domina.
—Se ele a domina significa que ele consegue muito mais se quiser, não é da minha conta. Gosto de você bella e é de verdade, mas veja o peso disso sobre nós. Você irá se casar com o meu primo.
—Não vou pedir que você continue comigo Max e antes mesmo de começarmos a nos relacionar você já sabia no que estava se metendo. Não somos inocentes, mas eu não tenho laços sentimentais com o Edward. Darei um tempo a você, continuarei sendo a sua amiga e pense.
—Não seja dura, eu gosto de você e você sabe disso.
—Eu posso sentir.
—Então veja a minha posição.
—Eu estou vendo, eu o entendo e me arrependo de não ter fugido quando eu pude novamente.
—Não estou entendendo.
—Não quero que entenda e vamos continuar a comer. Essas coisas estão deliciosas.
—Estão mesmo. Disse ele segurando na minha mão e me olhou de uma forma como se invadisse a minha lama, isso fez brotar lágrimas em meus olhos novamente e procurei comer.
—Mulheres grávidas são umas bobocas e choronas. Desculpe Max por decepcioná-lo, você não é o primeiro e tudo por causa de Edward novamente.
—Shhh, agora vamos comer. Tudo bem? Perguntou ele de forma carinhosa.
—Tudo bem.
Continuamos a comer e em nenhum momento ele me tratou mal depois que soube da verdade. Apesar de tudo estar delicioso eu perdi um pouco da vontade de comer, mais uma vez eu magoava alguém. O bom era que Max era um homem esclarecido e soube conversar comigo, o contrário de Jacob. Olhei para o mar lá em baixo com as suas ondas calminhas e tornei a olhar pra Max. Ele comia perdido em seus próprios pensamentos também.
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Max pagou o nosso café da manhã e saímos do local de mãos dadas, fomos para o carro e sentados no interior do veículo.
—Eu não vou negar que eu tinha a esperança de você não ter um compromisso futuramente com ele.
—No seu lugar eu pensaria da mesma forma. Falei acariciando o rosto dele.
—Juro que eu queria ter te conhecido em outra época menos confusa.
—Eu também. Eu também Max.
—Tem certeza que você irá ficar com outra pessoa se eu não achar conveniente continuarmos?
—Tenho. Falei séria olhando-o. –Eu preciso de carinho de verdade ou irei desmoronar. Eu o entendo. Falei encostando-me no banco e o olhando fixamente.
—Eu não quero que você fique com outro homem. Disse ele me olhando fixamente também.
—Nem eu.
—Mas eu preciso pensar, entenda a minha situação.
—Vou esperar a sua resposta.
—Ok.
Ele veio me beijar e de forma desesperada eu o beijei. Passei a minha mão no peito dele de forma gentil e subindo com ela eu enrosquei os meus dedos em seu cabelo. O beijo se tornou profundo e o meu corpo queria e muito o dele, preferi me afastar para respirar. Ele começou a acariciar a minha barriga e a beijou sobre a roupa. Não conseguimos ficar um longe do outro e voltamos a nos beijar pra valer.
—Eu quero ir para sua casa. Falei após me afastar minimamente.
—Olha a nossa situação.
—Não quero pensar nela Max, não quero pensar nesse casamento, eu não quero pensar em nada disso.
—Eu sou o primo do seu marido praticamente.
—Está dando para trás?
—Não é isso...
—Então me leve com você.
—Hoje não. Eu disse que preciso pensar.
—Ok. Falei me acalmando, meu seio estava com os bicos duros demais e eu excitada pra valer. Ele via isso através dos meus olhos. –Como faço para conseguir um táxi por aqui?
—Eu te deixo lá perto.
—É melhor não arriscar. Adorei o nosso café da manhã, de verdade.
—Que bom! Eu também adorei. Disse ele sorrindo levemente.
—Está me descartando, não é?
—Não falei isso. Nunca pensou de eu me apaixonar por você e que há a possibilidade de você nunca vir ser minha de verdade? Não sou de ferro bella.
—Não penso dessa forma, mas eu respeito você. Procure-me quando quiser e eu amei tudo que passamos juntos. Falei segurando a minha bolsa e abri a porta estando um pouco chorosa. Saí sem olhar para trás e ele veio atrás de mim, por sorte havia um ponto de táxi no local e caminhei até lá.
—Bella, não haja dessa forma comigo, está sendo ruim para mim também. Disse ele segurando em meu braço de forma cuidadosa e me virei para olhá-lo.
—Eu sei, por isso me procure quando achar que deve, do contrário eu o entenderei.
—Eu a amo. Disse ele segurando em meu rosto e me beijou, fui obrigada a retribuir de muito boa vontade, mas eu não brincaria com os sentimentos dele.
—Até outro dia Max e do meu jeito eu o amo também.
—Tome o dinheiro do táxi. Falou ele tirando a carteira do bolso.
—Não precisa, obrigado.
Fiz um carinho no rosto dele e entrei no táxi. Falei o meu destino para o taxista e encostei-me no banco deixando as minhas lágrimas rolarem agora pra valer.
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UM TEMPINHO DEPOIS.
Chegamos na mansão e abri a minha bolsa para pagar o taxista, mas o meu dinheiro eu não havia posto ali.
—Moço, o senhor pode me esperar aqui? Irei pegar o dinheiro lá dentro. Tudo bem?
—Não irá me passar para trás né senhorita?
—Claro que não. Falei sorrindo.
—Ta eu espero.
—Já volto e se algum segurança perguntar de onde eu estou vindo, diga que é do shopping, darei uma gorjeta a mais se fizer isso por mim.
—Pode deixar. Irei apagar o taxímetro e veja quanto deu.
—Já vi e volto já.
—Beleza!
Sai do táxi e toquei a campainha, não demorou vieram abrir o portão pra mim. Ao entrar na mansão os dois carros de Edward estava do lado de fora sendo lavado e pela garagem estar aberta, o Jeep dele estava estacionado ali também. Entrei pela cozinha e Mary veio até a mim.
—Você falou que iria demorar. O que houve?
—Depois conversamos, o taxista está esperando o dinheiro dele.
—O patrãozinho está em casa e foi dormir.
—Ele chegou que hora?
—Eram dez horas da manhã quando ele chegou.
—O Deixe pra lá. Preciso me apressar.
—Ta bom.
Andei pelo corredor apressada e subi a escada, entrei no quarto de Edward e ele dormia de bruços na cama, ele estava apenas de boxer preta e esparramado na mesma. Sem dó e piedade eu fui até a gaveta que continha àquela imensa quantia de dinheiro dele e desfalquei duzentos dólares, o taxista iria adorar a gorjeta e fechei a gaveta devagar para não fazer barulho. Sai do closet e andei pelo quarto devagar, saí do mesmo fechando a porta devagarzinho. Tuquinha latiu para mim e fiz carinho nela, a peguei no colo e desci a escada devagar com ela, iríamos as duas até o táxi.
Saí no quintal e andei na direção do portão, vendo-me indo à direção do mesmo, Sebastian o abriu para mim e o agradeci. Aproximei-me do taxista e entreguei o dinheiro a ele.
—Valeu moça. Falou ele olhando para o dinheiro e tuquinha latia para ele. O homem de qualquer forma era um estranho.
—Alguém lhe perguntou algo?
—Não, mas dois armários vieram olhar e sondou minimamente o meu carro, tive que falar que eu aguardava o meu dinheiro somente.
—Não se preocupe e valeu.
—Obrigado. Disse ele ligando o carro e deu a ré. Não fiquei ali para vê-lo retornar e entrei.
Caminhei para a mansão, entrei na cozinha e coloquei tuquinha no chão. Lavei as minhas mãos na pia da área com bastante sabão, depois fui para a cozinha abrir a geladeira para beber um pouco de água.
—Carlisle já foi?
—Sim, ele foi trabalhar.
—Será que ele volta?
—Vai saber né?
—Pois é! Vou tomar um banho e tirar essa roupa.
—Não ficou com o gatão número dois?
—Não, eu contei a verdade e ele preferiu pensar.
—É bem complicado mesmo.
—Sei disso. Agora fui!
—Vai lá amiga.
Caminhei pelo corredor e subi a escada pensativa, Edward destruiu a minha vida literalmente e eu não me privaria do dinheiro dele como eu vinha fazendo, de alguma forma ele teria que me pagar. Estou sem vida e vegetando em prol da humanidade somente. E eu? Eu me perguntei ao abrir à porta do quarto dele e a fechei, ele continuava dormindo da mesma forma.
Fui até o closet novamente e peguei o vestidinho laranja que eu havia colocado ontem à noite, estava limpo mesmo. Fui para o banheiro e me despi, entrei no Box e liguei o chuveiro, o jato dele era revigorante. Passei sabão com a ajuda de uma bucha pelo o meu corpo inteiro, menos em minha barriga e continuei a me ensaboar. Olhei para aquela banheira deliciosa e decidi relaxar um pouco nela. A coloquei para encher e quando cheia eu me deitei dentro dela. Fechei os meus olhos para relaxar.
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8min depois.
Tornei a abri-los quando Edward se levantou da cama e entrou no banheiro estando seminu. Ele escovou os dentes dele e eu continuei deitada o olhando ali ao meu lado, ele era imprevisível com as suas ações. Acabei me levantando da banheira e tapei o meu corpo com o roupão, sem demora eu a esvaziei e saí do banheiro. Sequei-me no closet e me vesti ali também, após terminar desci com a toalha e o roupão que estavam úmidos para pôr os dois no varal.
Fiquei ajudando Mary no preparo do almoço e decidi ir passar roupa depois. Eram várias e as cortinas exigiam cuidados por terem vários babados e algumas com bordados.
—Amiga, vou servir o almoço, pare um pouco.
—Pode servi à vontade Mary, irei comer depois por estar sem fome.
—Tudo bem.
Continuei passando roupa, inclusive havia várias minhas. Passei, passei, passei e passei, nessa brincadeira já passava das 15:30min da tarde. Comecei a sentir fome, parei de passar para ir comer faltando pouco, meu estômago já roncava.
Mary me serviu ali na cozinha mesmo e comi pensativa, eu estava triste na verdade e fui comendo devagar. Recusei a sobremesa e fui escovar os meus dentes no quarto meu e dele.
Edward assistia televisão com a janela aberta e o ventinho corria a solto, escovei os meus dentes tranquilamente e evitei a todo o momento olhar para ele. Resolvi descer novamente e continuei passando roupa, eu perdi a minha tarde quase toda ali enfurnada naquela área de serviço.
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18:01min da noite.
Subi com todas as roupas e as guardei em seus devidos lugares. Por estar me sentindo cansada e suada eu fui tomar banho, Edward estava na sala nesse momento com a mãe e o pai não havia chegado do trabalho ainda. Esfreguei-me demoradamente e me enxaguei, saí para me secar e optei por vestir um conjuntinho justinho de dormir. O mesmo era azul clarinho.
Eu só desceria para comer quando todos já estivessem em seus quartos, à roupa era inapropriada por ser justa e pequena. Ele era da época quando eu não tinha barriga alguma e a blusa ficou suspensa por causa da gravidez.
Preferi descansar as minhas pernas e me deitei na cama, acabei cochilando minutos depois sem querer.
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21h da noite.
Despertei sentindo a cama se mover e ao abrir os olhos à primeira coisa que eu enxerguei foram os números vermelhos indicando ser 21:01min da noite. Meu estômago estava roncando e eu ao olhar para o lado Edward acabava de se cobrir com a mesma coberta que a minha. O quarto estava com a janela aberta, a friagem que vinha era natural e da natureza. Levantei-me tendo o abajur do lado dele aceso, fui me aliviar no banheiro e o vidro do mesmo não deixava esconder nada. Nem liguei ao me levantar do vaso com o meu sexo todo de fora pela a minha vida estar mais que errada e do avesso. Ele me olhava e o ignorei, lavei as minhas mãos e dei descarga.
Coloquei um roupão para eu descer e sai do quarto sem falar com ele. Desci a escada devagar e fui para a cozinha, Mary ainda estava ali servindo os seguranças e tirei a minha comida sem precisar incomodá-la. Na frente deles nós agíamos diferente e sem intimidades pra Edward não desconfiar dela.
Fui me sentar no sofá da sala e liguei a televisão, as proteções já estavam arriadas e comi assistindo um programa qualquer. A comida estava realmente boa.
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Ao terminar eu desliguei a tv e fui para a cozinha lavar o meu prato, eu ligaria para o Max, mas eu daria um tempinho para entrar em contato com ele outra vez.
Subi para escovar os meus dentes e me deitei ao lado dele sentindo o vento com a maresia bater em meu cabelo. Ele assistia televisão e veio até a mim me olhar nos olhos.
—O que é dessa vez Edward? Perguntei com ele a centímetros de mim, eu podia sentir a sua respiração em meu rosto e sua boca a centímetros da minha.
—Eu quero aquilo que me pertence e sempre será dessa forma.
—Fala de sexo?
—Entenda como queira. Disse ele a sua maneira e nem liguei ao me sentar na cama. Eu apenas tirei a minha blusa ficando com os meus seios de fora e o olhei.
–Pegue o que quiser já que não se cansa de deixar claro que é o meu dono. Não é mesmo? Perguntei me deitando novamente e ele desligou a televisão.
Ficou somente a luz do abajur acesa e o vento frio da noite entrando pela janela. Por causa da temperatura os bicos dos meus seios ficaram durinhos e sem forças para rejeitá-lo, eu deixaria que ele me usasse. Ele veio beijar a minha boca e tirou o meu short levando a minha calcinha junto de uma só vez, acho que hoje ele não queria demora e ficou sobre mim após eu me ajeitar melhor sobre a cama o olhando. Abri bem as minhas pernas e ele veio beijar o meu pescoço, depois o meu seio e tornou a me beijar, só senti quando ele me penetrou de forma precisa me roubando o ar e um gemido alto. Isso pelo tamanho dele ser imenso e apertei o lençol. Sem reservas eu emaranhei os meus dedos em seus cabelos e o puxei, parecia que ele gostava e me invadia deixando-me saber o quanto estava bom àquela transa para ele através das suas expressões facial junto de seus movimentos. Não demorou mais que um minuto ele gozou em mim, acho que ele estava com tanta vontade que não conseguiu se segurar e acabou gozando rápido demais. Foi à primeira vez que isso aconteceu dele não demorar mais que três minutos. Deitando-se ao meu lado ele permaneceu ofegante e de olhos fechados, já eu fechei as minhas pernas sentindo-me molhada pelos os seus fluidos e me levantei para ir me lavar. Ao entrar no Box eu me lavei da cintura pra baixo com a borrachinha do chuveiro e acabei tomando um banho completo por decisão de última hora.
Saí para me secar. Eu estava sensível essa noite e ao me olhar totalmente nua no espelho, eu deixei as minhas lágrimas rolarem e escondi isso de Edward. Vesti a minha roupa novamente ao ir para o quarto e me deitei ao lado dele, acho que o cansaço era tanto que acabei dormindo antes dele.
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Sexta feira, 01 de fevereiro.
7h da manhã.
Acordei com o relógio despertando e o desliguei um pouco mal humorada, por pouco eu não o quebrei. Edward acabava de se levantar quando eu olhei para o lado.
—Bom dia. O saudei irônica.
—Só se for para você.
—Será sim. Falei sorrindo.
—Detesto ironias para o meu lado logo cedo.
—Se acostume então. Detesto esse barulho irritante no meu ouvido. Imagina todos os dias ter que acordar com essa barulheira? Que saco!
—Coloque algodão no ouvido, dê o seu jeito!
—Vai passear novamente hoje com as suas prostitutas de luxo? Perguntei o olhando de forma fixa. -Qual é o nome daquela última mesmo? Perguntei pensativa. –É tão insignificante que esqueci até o nome da maldita...Ah! Lembrei-me, Julieta é o nome dela.
—Não permito que a chame assim! Quem pensa que é?
—Isabella Swan com muito orgulho!
—Olha é melhor parar de me provocar! Disse ele entre os dentes.
—Ou o quê? Já vai me bater logo de manhã cedo?
—Eu prefiro ir tomar o meu banho, mas saiba que Julieta sendo uma prostituta para você e sei que ela não é, na cama ela é bem melhor que você! Dá de dez a zero em você!
—Vá atrás dela então.
—Olha que eu posso ir mesmo e se quer saber, eu fui mesmo e por várias vezes na noite retrasada!
—Então vá! Por que não se casou com ela e preferiu vir me findar ao fracasso? Foi chorar as mágoas no colinho dela e adiantou?
—Por que eu não quis me casar com ela e fim de assunto! Disse ele p#* da vida. –Já você não presta mesmo!
—Acho melhor eu voltar a dormir, é bem melhor para mim!
Edward entrou no banheiro e mexia nas coisas fazendo bastante barulho por estar p#* da vida comigo. Ele tomou o banho dele e saiu para se secar, quando seco foi para o closet se arrumar. Ali só havia roupas pretas e era a hora disso acabar, ele que se preparasse. Eu iria aprontar com toda certeza!
Ele terminou de se arrumar e saiu do closet.
—Bom trabalho. Desejei estando deitada. Ele saiu do quarto levando a chave e carteira dele. Por estar exausta de tudo aquilo eu peguei no sono outra vez.
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11h da manhã.
Despertei do nada me sentindo um pouco dolorida, não era nada demais e me levantei pra escovar o meu dentes. Penteei o meu cabelo e troquei de roupa, ajeitei a cama e desci para tomar o meu café.
—Bom dia Mary.
—Bom dia bella.
—Esme já acordou?
—Sim, está lá no quarto dela.
—Depois eu irei lá. Vou tomar o meu café primeiro porque hoje eu tenho muito o que fazer.
—Quando você fala assim boa coisa não é.
—Você verá minha cara!
—Não quero nem imaginar.
—Não é nada demais e que bom que o sol está quente, auxiliará o fogo.
—Fogo? Perguntou ela preocupada.
—Farei uma fogueira.
—Nossa Isabella! O que pretende?
—Não vou falar, você verá.
—O que foi que ele fez para te deixar estranha dessa forma? Perguntou ela me avaliando.
—Pois saiba que uma mulher com a alma ferida, ela é a pior das criaturas.
—Não sei não viu! Disse ela se afastando de mim para continuar a preparar as coisas e poder me servir bem.
Tomei o meu café da manhã reforçado e subi para dar mão a minha obra. Fui de cabide a cabide e tirei todas as roupas pretas dele dali. Aquele luto estava exagerado e assombrando a casa de mau humor. Tirei bem dizer tudo e joguei pela janela para eu não correr o risco de tropeçar na escada e me machucar seriamente. O closet ficou limpo bem dizer e se foram duas ou três blusas cinza ali penduradas foi muito, o restante estava tudo lá em baixo.
—Não é para mexer! Falei da janela quando um dos brutamontes se aproximou das roupas.
Desci a escada e peguei um isqueiro na gaveta, era a hora da brincadeira. Fui andando pelo jardim e pequei aquele bolo imenso de roupa, só ali devia ter mais de duzentos mil ou até mais investido. Eram jaquetas de couro, blusas caríssimas, short, bermuda, de tudo que se possa imaginar. Mary ao aparecer no quintal veio até a mim apavorada.
—Não faça isso amiga, vai comprar uma briga feia com ele.
—Ele me tirou muito mais que essas peças de roupa cara Mary. Falei olhando para ela e vi os seguranças se aproximarem. –Se ousarem a me impedir se arrependerão!
—Está preste a cometer uma loucura moça, são as roupas do patrão. Falou ele olhando para uma jaqueta que Edward gostava de usar. Até calça cumprida de moletom preta tinha ali.
—Pouco me importa e agora podem ir.
—bella amiga, há duas jaquetas no meio dessa roupa que foram a Brenda quem deu pra ele, poupe-as pelo menos, não faça isso amiga. Por Deus é um presente dela para ele.
—Tudo bem, pegue-as e guarde-as para mim contigo, depois eu pego!
—Tudo bem amiga. Falou Mary indo pegar as duas jaquetas de couro no meio do amontoado de roupas.
—Agora eu quero ficar sozinha. Não ousem a comunicar com o seu patrão! Falei olhando para os seguranças que se afastavam balançando a cabeça que não para a minha loucura.
—Mas amiga...
—Fique fora disso Mary.
—Tudo bem. Falou ela se retirando e os outros fizeram o mesmo. Até Sebastian se afastou balançando a cabeça que não.
Peguei uma blusa de pano fino e acendi o isqueiro, sem remorso eu ateei fogo na roupa e juntei o tecido em chama com as outras. Fiquei ali olhando o fogo destruir aquela nuvem de roupas pretas sem arrependimento. Eu até sorri de forma perversa.
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40min depois.
A brasa ainda estava acesa, mas as roupas já tinhas virado cinzas. Satisfeita eu peguei a mangueira e lavei o quintal, ficaram somente os fechos esses que eu os varri pra depois catar. O quintal ficou limpo e entrei para dentro de casa levando todos os fechos queimados pelo fogo.
—Louca, louca e louca. Disse Mary bestificada. –Quando quiser eu devolverei as duas jaquetas do patrãozinho, elas estão em meu quarto.
—Vou sair daqui a pouco, irei só tomar um banho. Falei desconversando.
—Ok.
Fui para o quarto e deixei os fechos num local visível, eram vários. Lavei-me para tirar o cheiro de fumaça do meu corpo, do meu cabelo e saí para me secar. Arrumei-me bem para o que eu pretendia fazer, mas antes fui ver Esme e dar um pouco de atenção a ela.
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20min depois.
Saí do quarto da minha sogra e passei no quarto de Edward para pegar uma bolsa de tamanho médio, sem pensar eu olhei para o lado estando no closet e abri a gaveta, tirei dali oitenta mil dólares e os guardei em minha bolsa. Ficou pesado com tanto dinheiro e peguei outra bolsa menor para transitar com ela, eu não transitaria com a que estava cheia de dinheiro e saí do quarto. Desci a escada devagar e saí de casa.
Chamei Sebastian ao sair no quintal e avisei que eu queria ir a Solares. Fomos para a garagem e entrei no carro com a sua ajuda. Saímos da mansão e logo Sebastian chegou na estrada, o caminho estava livre de engarrafamentos.
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MUITO TEMPO DEPOIS.
Cheguei na portaria do meu prédio e entrei. Peguei todas as contas que chegaram recentemente para mim na minha caixa de correio e tudo isso foi possível, após eu pegar a chave extra fornecida pelo porteiro de confiança. Inclusive eu pagaria o condomínio pra lá de atrasado também. Eu pagaria todas elas e com muito juros.
Por Sebastian ter pegado um transito bom fomos a um banco próximo e faltava pouco para ele fechar quando eu calculei mais ou menos o que eu devia no carro. Saí com a bolsa menor e paguei as contas quase toda, posso afirmar que foi um dinheiro violento embora, os juros estavam altíssimos.
Fui até uma loteria um pouco afastada dali de carro e paguei as outras contas, estavam todas quitadas e em breve o telefone funcionaria lá em casa outra vez. Não gastei muito, o próximo passo seria voltar e ir a um shopping lá perto de Ourinhos. Foi o que fizemos e chegamos lá muito tempo depois.
Minha intenção era comprar roupa masculina sem ser de marca, nada muito chique, mas decentes. A que um cidadão normal sem grana usasse. Já Edward, as roupas que foram queimadas por mim eram todas de marcas famosas. Por um lado, eu fiquei com pena de queimar as que Brenda deu ao irmão, bem ou mal seriam uma recordação para ele e as poupei.
Comprei várias delas no tamanho de Edward e até bonitas, nada ostentoso como eram as dele e foram muitas que eu comprei. Nenhuma era de cor preta e sim alegre, ele não traria aquele luto para dentro de casa outra vez. Eu não tinha nada contra a cor da roupa, o problema é que Edward já estava exagerando e parecia que isso o deixava mais mal humorado ainda.
Fomos à outra loja popular conhecida e compramos mais roupas, tivemos que ir deixando no carro, eram muitas e gastei o dinheiro bem dizer quase todo.
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Voltamos quando já era noite. 21h da noite marcava o relógio e eu ao entrar na cozinha...
—Boa noite Mary.
—Boa noite amiga.
—Edward já chegou?
—Não.
—E Carlisle?
—Dizendo a patroa ele vem amanhã.
—Hum! Ajude-me a levar essa montoeira de bolsas para cima e arrumá-las, por favor, são do seu patrãozinho.
—Ok. Não quero imaginar o que aprontou dessa vez.
—Nada demais. Falei sorrindo.
Sebastian nos ajudou a levar tudo para cima e guardei nos cabides com a ajuda de Mary todas as roupas. Guardei outras nas gavetas e descemos meia hora depois.
—O patrãozinho está demorando, ele tomará um susto com as novas roupas. São muitas!
—Que bom, pensei de chegar e ser agredida logo de cara. Ele deve estar na farra com os amigos ou com alguma vagabunda.
—Não sei o que afirmar. Disse ela olhando para mim. –Você é tão bonita amiga.
—São os seus olhos amiga e agora eu irei tomar o meu banho porque estou exausta demais. Que bom que Sebastian se livrou das bolsas para mim.
—É ele se livrou sim.
Subi a escada e fui tomar o meu banho tranquila, vesti uma camisolinha de algodão e desci com Esme pra jantarmos juntas. Após terminarmos eu fiquei assistindo televisão na sala tendo a companhia dela.
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Já estava tarde quando subimos e a deixei em seu quarto após ajudá-la no banheiro, ela já estava bem esperta e a auxiliei na cama. Liguei o ar para ela e a cobri. Saí do quarto desejando uma boa noite e fui cumprimentada da mesma forma.
Fui para o meu novo quarto e escovei os meus dentes também. Aliviei-me e fui lavar as minhas mãos, antes de sair do banheiro dei a descarga e prendi o meu cabelo.
Deitei-me sentindo a exaustão em meu corpo, eu não sabia o que esperar quando Edward visse o seu, digamos, novo closet. Eu sentia-me exausta, mas fiquei apreensiva para dormir e ele chegar me encontrando dormindo. Ele iria tomar banho, depois ir para o closet renovado e vir aprontar comigo estando eu dormindo. Mas ele não era louco de fazer isso e com o passar dos minutos as minhas pálpebras foram pesando, pesando e acabei dormindo de verdade.
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Madrugada de sábado, 02 de fevereiro.
01:10min da manhã.
Despertei com a porta do quarto abrindo, sinal que Edward havia chegado. O meu sono estava leve por causa da apreensão, mas eu o enfrentaria caso precisasse. Edward veio até a cama e se sentou ficando pensativo por alguns segundos, ele acendeu o abajur que ficava do lado dele e pelo que percebi ele não estava bêbado.
Sentado de costas para mim eu o filmava escondida. Ele tirou a blusa estando sentado mesmo e passou a mão no cabelo com ele tinha mania de fazer. Sem eu esperar ele se levantou e foi para o banheiro tomar banho, estava chegando à hora dele descobrir a verdade e fiquei temerosa, juro que fiquei, mas eu não iria fugir me trancando em outro quarto. Fingi me mexer na cama e da forma que eu fiquei dava para vê-lo no banheiro tomando banho perfeitamente. De uma coisa eu não podia negar, ele tinha um corpo maravilhoso e nem isso me fez excitar durante esses dias que se passou, Max soube dar o que eu tanto precisava e eu estava carente, que era de carinho e companheirismo.
Edward tomava banho despreocupado e seu sinal nas costas me chamou a atenção mais uma vez. Ele lavou os cabelos e saiu para se secar estando como veio ao mundo, dessa forma mesmo ele circulou pelo banheiro e completamente despreocupado. Após escovar os dentes ele se secou mais um pouco e saiu do banheiro. –Ai meu Deus! Pensei eu quando ele fechou as portas de vidro do banheiro, mas ao invés dele ir para o closet ele veio se deitar estando completamente nu ao meu lado.
Primeiro ele aumentou o ar com o controle e depois ele se deitou na cama movimentando bastante o corpo, eu jurei que era de propósito para eu acordar e se cobriu. Eu estava de costas para ele, mas pelo os movimentos eu ia deduzindo as ações dele. Edward apagou a luz e o barulhinho do ar preenchia o local, senti a sua aproximação pra lá de cheirosa e beijos foram distribuídos em meu pescoço, fingi estar dormindo e ele continuou com o que estava fazendo. Colando o seu corpo nu ao meu, ele ousou e colocou a mão sobre o bico do meu seio esquerdo o apertando.
—Hummm!!!! Fiz de forma convincente como se eu tivesse acordado com aquilo que ele estava fazendo. –Ai! Eu quero dormir e não estou a fim! Pare! Falei tirando a mão dele de mim e ele tornou a colocá-la de forma teimosa.
—Você não quer, mas eu sim. Disse ele me virando.
—Não toque em mim após trepar com as suas vadias! Não me manche com essa sujeira! Após eu falar isso ele acendeu a luz para me olhar.
—Querendo você ou não é bem dizer a minha mulher, não faça charme ao falar de sujeiras! Você me pertence querendo ou não!
—Falo sim! Não quero que me toque após trepar com outras mulheres! Eu tenho nojo disso!
—Não lhe devo obediência!
—Não sou obrigada a ceder o meu corpo! É estupro! Es.tu.pro! Entendeu?
—Escolhe então, ou faz o que eu quero, ou essa história de sair vai acabar! Posso levá-la daqui e voltar aos velhos tempos lá na casa da serra. O que acha? Estará longe dos delírios da minha mãe ao seu respeito!
—Está me chantageando?
—Entenda como queira! Já estou até o pescoço com você Isabella Swan!
—Sim, esse é o meu nome e você está casando comigo mesmo assim!
—Sim com certeza eu estou me casando com você, não que isso seja grandes coisas para mim! Vai viver da forma que merece! Como eu quero!
—Não vou viver da forma que eu mereço com você, falta aquilo que eu julgo essencial em um casal, já eu lhe odeio!
—Pouco me importo, agora se cale!
—Tudo bem Edward, eu sou praticamente a sua esposinha mesmo. Não sinto nada mesmo, então vá em frente!
—Sabe que eu vou mesmo!
Disse ele me agarrando e me beijou, eu não lutava contra e deixei ele tirar a minha camisola fora, depois foi à vez da minha calcinha. Se ele soubesse o que lhe aguardava, era melhor nem eu pensar muito.
Edward se sentou no meio da cama e me puxou para perto de si fazendo-me sentar sobre ele. Não houve a penetração, somente os meus lábios foram beijados enquanto que a sua mão circulava pela a minha cintura. Do nada ele subiu com elas e veio acariciar os meus dois seios, uma em cada mama e as apertava de leve. Cheguei até inclinar a minha cabeça para trás quando ele puxou os meus cabelos para poder beijar o meu pescoço, o meu ombro e até leves mordidas ele deu ali em minha pele sensível. Não se conformando ele abaixou a cabeça para beijar os meus seios e os sugava com vontade, nisso o prazer que havia sumido em mim começou a acender aos poucos e eu queria que não fosse assim novamente.
Edward colocou a mão em meu sexo e o acariciou devagar enquanto me beijava, já era possível sentir a minha lubrificação na mão dele e com o desejo já a mil eu movimentei o meu corpo, mas me repudiei ao fazer isso e parei. Eu tentava seguir o conselho de Mary que era fingir, mas eu dava para trás ao me lembrar de tudo.
—Continua! Falou ele.
—Não, eu não quero!
—Sabe que quer sim, faça!
—Não me manda!
—Anda logo ou cumprirei o q....
—Cale a boca! Suas ameaças me deixam enjoada!
—Sua frescura é broxante Swan! Falou ele me reprovando.
Voltei com os meus movimentos nos dedos dele e com o passar dos minutos a mão dele já estava bem molhada. Edward levantou o meu quadril e encaixou o nosso sexo, ao me soltar à penetração foi imediata me roubando o ar. Sem pensar eu o empurrei na cama e ele se acomodou melhor nos travesseiros nunca interrompendo o nosso olhar, ao se mexer seu sexo se moveu dentro de mim. Comecei com os movimentos e os meus seios muito que cheios sacudiam conforme eu ia me movendo. Edward me deu um tapa em meu traseiro, depois outro, depois outro me fazendo suspirar, isso pelo visto o agradava.
Ele emaranhou seus dedos em meu cabelo novamente e não se dando por satisfeito, ele continuou com os tapinhas. Sem eu esperar ele tornou a se sentar e veio lamber os meus seios, nisso os seus movimentos nunca que paravam junto dos meus. Era incrível o tamanho do apetite sexual dele, quem o visse me estapeando no traseiro, puxando o meu cabelo e me invadindo da forma que ele fazia, diria que ele só podia estar no cio e daqueles brabos. Isso no mínimo e diria que não agressivo, muito pelo contrário.
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20 minutos depois.
Acabei gozando com ele sugando os meus seios e já que para ele eu era uma puta safada mesmo, eu gozei deixando alguns gemidos escaparem, eu sentia o quanto eu o apertava e não deixei que ele me beijasse mais. Isso causou estranheza nele e nem liguei.
Edward me deitou na cama e veio ficar sobre mim. Com a sua forma tosca a sua facilidade para me penetrar foi incrível por eu estar pra lá de lubrificada e seus movimentos logo se tornaram presentes. Novamente quando ele veio para me beijar, eu virei o meu rosto e com isso os seus beijos ficaram em meu pescoço. Tão logo ele gozou fazendo-me sentir os seus jatos dentro de mim por ter sido tão intenso, mesmo ainda gozando ele nunca que parava de se movimentar e beijar a minha pele sensível do pescoço. Isso não significa que ele tenha desistido de me beijar, ele toda hora vinha na direção dos meus lábios, mas eu o impedia veemente.
Saindo de mim aos poucos e depois de totalmente fora do meu corpo, ele se deitou ao meu lado. Acendi o abajur e permaneci deitada, mas ao mover o meu corpo era possível sentir os seus fluidos saindo de mim aos poucos. Acabei levantando para ir me lavar e ele veio atrás de mim, eu não iria reclamar na altura da madrugada e entrei no Box. Liguei o chuveiro no momento que ele entrou e ficou atrás de mim, eu sabia que ele fazia de propósito. Lavei o meu corpo somente e sem eu esperar ele me agarrou por trás e me inclinou para a frente, só sentir quando ele me invadiu e seus movimentos começaram lentos. Para me mostrar que ele tinha a posse sobre mim, ele puxou um pouco os meus cabelos e nunca que parava com os movimentos profundos.
—Anda, geme para o seu homem! Falou ele em meu ouvido e tentei olhá-lo, mas ele não deixou.
—Não vou não! Não sou sua mulher!
—Anda! Disse ele fazendo um movimento mais intenso.
—Ai!
—Isso não é gemer! Disse ele de forma dominadora.
—Não estou com vontade!
—Por que a sua xana diz que sim?
—Mas eu digo que não! Falei entreabrindo a minha boca e ele me deu um tapa em meu traseiro.
—Sei que você é safada, não precisa se fazer de santa para o meu lado! Quero ouvir agora! Disse ele apertando o meu pescoço.
—Hum! Ohhhh!!! Eu gemia por diversas vezes com seus movimentos, nisso para me perturbar ele começou a rir e não prestou. Só a minha olhada feia foi o bastante, mas eu sabia que ele estava gostando. –Se vai ficar rindo de mim acabe logo com essa merda!
—Mas está mesmo! Disse ele saindo de mim e pra pagar a sua língua ele gozou no chão, ele já devia estar no auge quando abandonou o meu corpo. –Não sabe trepar de forma decente. Disse ele ofegante só para me perturbar.
—É VOCÊ QUE NÃO SABE ME DAR PRAZER DE FORMA ADEQUADA SEU ORDINÁRIO E EU NEM QUERO MESMO! Falei o estapeando e ele segurou o meu braço após ser esbofeteado.
—Para uma sem vergonha, você está bem fraquinha e sem graça!
—É mesmo? Não é isso que o .......
—REPETE AGORA O QUE VOCÊ FALOU! Pediu-me ele olhando para mim como fosse me matar com os olhos.
—Não é o único na face da terra!
—ANDAR!
—Esqueceu que eu fazia amor com o meu ex-namorado? Perguntei mentindo, eu quase coloquei tudo a perder no momento da raiva. Eu não poderia tocar no nome do Max de jeito nenhum.
—Aquele almofadinha?
—Sim ele mesmo, pelo menos eu não tinha esse problema de não sentir prazer com ele, ele sim era bom!
—Pouco me importo se você acha bom ou não. Isso aí que você tem no meio das pernas não tem valor para mim! Disse ele me largando de qualquer jeito e me mantive firme.
—Você não me respeita Edward. Falei saindo do banheiro e peguei uma toalha.
Sequei-me aos poucos e deixei uma lágrima somente rolar, ele sabia me atingir em cheio quando queria. Após eu me secar coloquei outra vez a minha camisola e fui para o closet rapidamente vestir uma calcinha, ao sair Edward vinha na direção do mesmo. Apressei-me a sair quando ele entrou e fiquei indecisa se eu saia do quarto ou continuava, eu só sei q............
—ISABELLA!!!!! Chamou-me ele alto e fiquei no mesmo lugar perto da cama, eu estava indecisa e isso me travou no mesmo lugar. –ISABELLA!!! Chamou-me ele outra vez e tomando coragem eu caminhei até a porta do closet, mas não ousei a entrar.
—Chamou-me? Perguntei mais cínica possível.
—Não, não te chamei! Falou ele vindo até a mim e me puxou pelo braço. Paramos no meio do closet e.. –Onde você colocou as minhas roupas? Perguntou ele me machucando.
—São essas daí! Aí Edward!
—Deixa de ser sonsa sua puta! Estou perguntando onde estão as minhas roupas?
—Aqueles fechos dizem onde elas estão ou que viraram. Falei apontando para os fechos queimados e com resido de cinza. Largando-me de qualquer jeito ele foi até o amontoado e pegou uns na mão, com isso sujou a sua mão de cinza.
—VOCÊ QUEIMOU AS MINHAS ROUPAS SUA VAGABUNDA?
—SIM. A VAGABUNDA AQUI QUEIMOU TUDINHO E NÃO SOBROU UMA PARA CONTAR A HISTÓRIA! ACHEI MAIS QUE JUSTO! Morrendo de raiva ele se aproximou de mim.
—Você queimou todas elas? Perguntou ele me olhando nos olhos, a fúria era visível e ardente em seus olhos e gestos.
—Tudinho. Falei o desafiando. –VOCÊ ME TIROU COISAS MUITO MAIS VALIOSAS QUE QUALQUER PEÇA DAQUELA QUEIMADA! ROUBOU A MINHA MOCIDADE, A MINHA LIBERDADE E FALTA-ME COM RESPEITO QUANDO QUER. NÃO ME ARREPENDO DO QUE EU FIZ E COLOCARIA FOGO OUTRA VEZ SE FOSSE PRECISO! ATÉ EM SEU QUARTO! Seu dinheiro da gaveta virou cinza ao pagar todas as minhas contas lá do apartamento de Solares. Paguei tudo que eu estava devendo e....Obrigado. No shopping eu gastei fazendo uma pequena compra para você. Gostou do closet cheio? Se sobrou vinte dois mil foram muitos. Falei com desdém a última frase e sorri com deboche, ele merecia tudo isso.
Edward movido pela raiva me batia e eu só sabia gritar com os atos dele. Ele bateu em meu rosto por duas vezes mais, puxou-me e apertava o meu pescoço falando entre os dentes.
—SUA ENXERIDA! AQUELE DINHEIRO NÃO ERA SEU! MECHEU EM MINHAS ROUPAS ME QUEIMANDO ALGUMAS QUE EU MAIS GOSTAVA! Falou ele me dando mais um tapa em meu rosto, de pirraça eu não derramei uma lágrima sequer. –Vou acabar com você sua cretina!
—Pare Edward! Pare ai! Falei quando ele apertou o meu pescoço e ele apertou tanto que a escuridão logo chegou pra mim......
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20min depois.
Despertei do meu torpor com a minha garganta doendo. Eu estava sobre a cama e meus braços doíam também, cheguei a tossir um pouco e olhei em volta, Edward não estava ali.
Sem me aguentar deixei que as lágrimas rolassem com vontade e fui até o banheiro me olhar no espelho, eu estava bastante zonza. Meu rosto estava bem vermelho por causa dos tapas, meus braços estavam cheios de hematomas e preocupada se estava tudo bem comigo, eu me auto avaliei em busca de vestígios de sangue íntimo, mas por um milagre estava tudo bem comigo.
Meu rosto queimava demais e até doía ao mesmo tempo, ao colocar a minha mão um gemido de protesto fugiu de meus lábios. Sem saída eu voltei a me deitar e chorei até não aguentar mais, acabei dormindo com o travesseiro ensopado. Se eu não perdi a minha filha até hoje é porque alguém lá em cima não queria, no caso Deus.
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10:51min da manhã.
Acordei bem dolorida e gemi em protesto, acho que a dor da minha alma era a pior delas. Ao me virar para o lado Edward estava sentado na cama e segurava a arma na mão, ele me olhou brevemente e desviou o olhar. Não havia necessidade para a arma estar em sua mão e ele sabia que eu detestava aquilo perto de mim.
—Não a autorizo mexer nas minhas coisas! Você passou dos limites ao queimar as minhas roupas, alguma delas com valor sentimental. Não terei como recuperá-las, você por vingança queimou tudo!
Eu não o respondi e pela dor emocional ser tamanha eu me levantei da cama e corri para o vaso sentindo dores pelo o meu corpo, mas ignorei pela tamanha vontade de vomitar. Coloquei nada mais que um suco gástrico muito do amargo para fora e a vontade de vomitar só crescia cada vez mais. Ajoelhada no chão e olhando para a privada eu fui me acalmando aos poucos. Levantei devagar encontrando os seus olhos vidrados nos meus e fui lavar a minha boca vendo tudo rodar, eu me sentia tão fraca e triste que o torpor em meu corpo foi tamanho. Acabei desmaiando, mas foi possível me sentir amparada por ele antes de eu apagar e me chocar no chão.
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11:05min da manhã.
Eu estava novamente sobre a cama quando eu despertei, mas era Mary quem segurava em minha mão e lamentava. Só havia nós duas no quarto e não havia necessidade para choro, eu não estava arrebentada, mas Mary era sentimental demais.
—Eu te disse que não devia mexer com ele amiga. Olha como você está tão machucada.
—Isso não é nada! Falei sentindo a raiva percorrer em mim.
—Eu ouvi os seus gritos de madrugada e me senti impotente. Mas como eu iria me meter na briga dos patrões?
—Não é para tanto, eu já aguentei coisas piores antes.
—Não concordo com o que aconteceu e vem acontecendo com você. Deve fugir. Falou ela em meu ouvido.
—Fugir?
—Sim. Vá embora, cuide da sua filha sozinha e me diga onde vai ficar, tem o meu telefone. Liga-me quando der e como for das minhas possibilidades eu a ajudarei.
—Para onde eu iria amiga?
—Dê o seu jeito, há tantos lugares por aí. Apenas vá ser feliz. Disse ela segurando na minha mão e com a outra ela acariciou a minha barriga.
—Sei que ele me acharia, ele sempre consegue o que quer.
—Isso quer dizer que não irá fugir mais?
—Não posso viver me escondendo. Falei olhando para ela. –Vou encarar essa barra a minha moda, você vai ver.
—Fuja amiga, sai disso porque você não merece ser infeliz.
—Sei que não, mas deixe comigo. Já estou a prova de dor Mary e não irei ficar me lamentando, irei aproveitar a minha vida. Juro que vou pensar a respeito disso que você me sugeriu.
—Pense amiga, não tenho essa mesma esperança que a Alice e a Esme alimenta ou alimentava né. Ele te bateu e está tão grávida. O que mais dói é que a bebê é dele, é dele próprio poxa!
—Acho que pagarei pelo resto da minha vida pelo o que fizeram com a família dele.
—Ainda insiste em ficar aqui?
—Estou sozinha no mundo Mary! Eu não tenho ninguém e não completei os meus estudos. Com quem irei deixar a minha filha para ir trabalhar como garçonete ou Deus sabe lá o quê? Vou viver o tempo todo com medo? Eu estou perdida, não me resta a não ser viver à minha maneira. Juro que eu não queria que nada disso que vem acontecendo acontecesse comigo.
—Eu a entendo, mas seja forte e não permita que ele lhe machuque mais. Conte tudo para o seu sogro.
—Vou pensar nisso e eu só sinto saudades do Max. Ele pediu um tempo justamente agora que estou tão pra baixo.
—Não vamos falar sobre isso. Falou ela baixinho.
—Estou tão perdida amiga e grávida ainda por cima.
—Tente relaxar, não sei como é que você ainda não teve um treco.
—É um milagre. Falei sorrindo e ela sorriu.
—Preciso descer.
—Cadê ele?
—Pegou o carro e saiu na toda.
—E a Esme?
—Preocupada com você. Ela não conseguiu vir até vocês por estar bastante nervosa e derrubou um cado de coisa no quarto dela ao tentar sair.
—Coitada, eu irei vê-la e dizer que está tudo bem.
—Não está tudo bem.
—Não aconteceu nada. Falei de forma dura ao me lembrar dos tapas. –Irei tomar um banho agora, tomarei o meu café e irei vê-la.
—Deixarei uma pomada para hematomas aqui para você e trarei o seu café.
—Obrigado.
Mary saiu do quarto e fechou a porta. Levantei-me devagar e fui para o banheiro tomar banho. Esfreguei-me com calma e paciência, eu enxaguei o meu corpo repleto de espuma e saí para me vestir. Meu café da manhã havia acabado de chegar e a minha pomada também, sem perder tempo eu a passei em meu braço. Olhando-me no espelho, eu vi o quanto o meu rosto estava vermelho ainda e passei a mão devagar, acabei passando a pomada em meu rosto também, devia ser bom.
Fui até o closet me vestir, optei por um conjuntinho de blusa e short de algodão bem confortável. Fui para o banheiro pentear o meu cabelo e lavei as minhas mãos, não perdi tempo para ir tomar o meu café depois disso.
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Acabei de comer e desci com a bandeja. Caminhei pelo corredor devagar e entrei na cozinha, Mary já havia iniciado o preparo do almoço e deixei a bandeja sobre a pia.
Fui para o quintal, alguns seguranças olharam para mim e nem liguei, eles foram discretos em não ficar me encarando e me sentei à sombra no jardim. A maresia era intensa, ela vinha conforme o vento passava por mim e fiquei pensando na minha vida por um bom tempo.
Não sei o que pesou mais, se foi o dinheiro gasto ou no pensamento dele as jaquetas dadas por Brenda queimadas. Acho que era tudo, por isso ele pirou literalmente.
Onde quer que os meus pais estejam deviam estar tristes e chorei estando debruçada sobre a mesa. Havia horas em que eu os culpava de forma cruel e agora era uma delas, eu os culpava por tudo que eu estava passando nas mãos dos outros.
Sem eu esperar, Mary trouxe Esme até o jardim e a ajudou a se sentar ao meu lado.
—Oi querida. Disse ela procurando pela a minha mão e eu segurei na mão dela de boa vontade.
—Oi.
—Edward a machucou muito não foi?
—Não mais que os meus sentimentos e o meu valor como mulher. Não se preocupe, eu estou bem.
—Eu escutei a briga e fiz uma grande bagunça no quarto ao me levantar, sinto-me invalida nessas horas. Disse ela chorando. –Se eu enxergasse eu poderia livrá-la disso tudo.
—Não precisa se sentir dessa forma Esme, eu sei me cuidar. Isso não é nada pelo o que eu já passei. Eu peguei bem pesado ao queimar as roupas dele também, mas não me arrependo.
—Você queimou as roupas dele? Perguntou ela desacreditada, na certa não contaram para ela.
—Sim, todas elas. Achei que o luto já estava passando dos limites e isso parece que escurece o bom humor dele, mas me enganei demais. Na verdade, eu já esperava por uma reação dele, mas não imaginei que ele me batesse estando eu grávida.
—A decisão que você tomar terá o meu apoio. Disse ela pensativa.
—Pode deixar, irei me lembrar disso o tempo todo. Se eu fico aqui é por sua causa.
—Não pense mais dessa forma, posso me virar.
—Eu também posso me virar. Falei pensativa. –Acho que devem perder a esperança que o seu filho melhore, eu sempre serei o saco de injurias e culpas para ele. Não que eu queira que ele me ame, talvez melhorasse para um convívio entre vocês legal. Edward está um pouco bruto, estúpido na verdade Esme. Nunca parou para conversar de mãe para filho com ele?
—E ele me ouve? Quantas vezes eu já conversei com ele, mas parece entrar num ouvido e sair no outro filha.
—Dessa vez ele extrapolou, eu estou grávida Esme. Eu poderia até perder a minha bebê por me sentir bem nervosa.
—Sei disso e estou profundamente triste com essa atitude. Juro que eu não esperava e escutá-la aos gritos me cortou o coração.
—Estou perdida e de mãos atadas. Eu tenho o meu apartamento lá vazio e irei vendê-lo o mais breve possível. Pode ser que o melhor para mim seja ir embora dessa casa.
—Quem sou eu para impedi-la. Disse ela deixando as lágrimas rolarem pra valer.
—Não sei o que pensar Esme, eu estou muito confusa.
—Não quero que fique perdida por aí nesse mundo cruel filha, mas Edward não coopera.
—O deixe pra lá, vamos viver um dia de cada vez. Não me responsabilizo pelas as minhas ações daqui para a frente, eu só digo isso.
—Só não quero que briguem mais ou que você decida ir embora sem antes falar comigo.
—Diga isso para o seu filho então, fale que já chega de brigas. Já estou de saco cheio Esme, já estou de saco cheio de tudo o que eu venho vivendo e passando. Falei me levantando da mesa e entrei na mansão a deixando lá.
Passei pela cozinha, pelo corredor e fui para o quarto de Edward, pensei seriamente em tirar todas as minhas roupas do quarto dele, mas ao fazer isso eu estaria comprando outras brigas, estava mais do que claro que Esme e Carlisle não davam conta do filho, nisso quem pagaria seria eu. Eu não seria essa Isabella bobinha mais, uma hora eu teria que virar esse maldito jogo. Sendo que eu não sabia como ainda, mas sair eu não deixaria de sair mesmo. Ele iria se ver comigo.
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13:20min da tarde.
Carlisle chegou e estranhou ao olhar para o meu rosto bem vermelho e para os meus braços, foi uma luta para impedi-lo que ele corrigisse o filho naquele mesmo momento e depois de muito implorar, ele desistiu. Eu falei que seria melhor deixar como estava e comemos com Carlisle inconformado, ele estava bem preocupado comigo e até apreciei o seu cuidado. Se deixássemos seria uma briga muito feia e resolvi fazer por menos, quem sofreria seria eu mesma depois.
Ele e Esme foram para a outra sala conversar após o almoço e Edward chegou em casa pra lá de bêbado, nem liguei quando ele passou por mim na cozinha e subiu para o quarto sem dar um ai sequer para alguém. Ele havia rejeitado a ajuda dos seguranças pelo o que os homens comentavam do lado de fora.
—Será que ele dirigiu nessas condições? Perguntei a Mary bestificada.
—Na certa algum segurança o acompanhou, nunca é o contrário. Será que ele já almoçou?
—Eu quero é que ele se dane!
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Na parte da tarde eu fui caminhar pela areia da praia e me sentei sobre a mesma pensativa. Eu pensava em tantas coisas que o meu cérebro queimaria de tanto pensar.
Resolvi caminhar mais um pouco e molhei os meus pés, dessa vez a água estava bem fria e logo saí com medo de sentir cãibras.
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Às 20:26min da noite.
Jantávamos todos no jardim iluminado por luzes elétricas e da lua. Carlisle decidiu fazer um churrasco e o céu estava estrelado, tuquinha era quem não se cansava de correr pra lá e pra cá pedindo as coisas ao nos ver comendo. Carlisle e Edward não estavam se falando, não era para menos.
Comi bastante e me senti logo exausta, despedi-me de todos e menos de Edward. Durante à tarde ele não me provocou ou falou comigo, eu era invisível para ele, assim como ele era para mim.
Entrei na mansão e subi a escada, tomei um banho rápido e vesti um pijama soltinho. Liguei a televisão e fiquei assistindo, só a desligaria quando eu sentisse que o sono iria me levar.
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23h da noite.
Edward entrou no quarto e foi tomar o banho dele, fingi não o ver e continuei assistindo televisão. Ele terminou o banho dele e vestiu uma boxer somente para dormir. Ele se deitou ao meu lado e se cobriu, já eu continuei assistindo televisão sem ser incomodada por ele.
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23:40min da noite.
Desliguei a televisão para eu dormir e me cobri melhor, Edward já dormia e não demorei muito, eu acabei dormindo pra valer.
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Domingo. 03 de fevereiro.
12h do dia.
Despertei me sentindo enjoada e permaneci na cama, Edward já não estava mais ao meu lado e meu rosto não ardia mais como estava ontem. Liguei a televisão para eu assistir, passava um programa de entrevistas e fiquei entretida.
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Cansei-me de ficar deitada e fui escovar os meus dentes, depois de escovados eu mudei de roupa e desci para ir tomar o meu café ou até mesmo almoçar. Já estava tarde.
—Boa tarde Mary.
—Boa tarde amiga.
—Cadê todo mundo?
—Dona Esme e o Sr Carlisle foram para a casa do irmão dele, já o patrãozinho está na piscina aproveitando o sol. Faz tempo que ele não faz isso e já está bebendo. Disse ela fazendo cara feia.
—Ah! Tudo bem. Ele não quis ir com eles, sabe o porquê?
—Não sei responder, mas tudo indica que não estava a fim de sair e por não estar falando com o pai. A patroa falou para eu deixá-la descansar antes de sair, que não era para eu acordá-la porque você passou por muitas coisas.
—Agradeço, vejo que as coisas estão caminhando para Carlisle e Esme, fico feliz.... Estou me sentindo tão pra baixo e piora por Max ter dado esse tempo que para mim é inútil, mas eu o entendo perfeitamente.
—Deve né amiga? Vai que o cara gama mais ainda para depois não ser correspondido da mesma forma futuramente? Ele é tão gente boa, não merece isso.
—Sim e sei disso, mas não estou brincando com ele, muito pelo contrário. Essa minha ida ao cartório com o Edward me pegou totalmente desprevenida e não sei se eu devo me casar. Demos entrada nos papéis comigo numa dúvida cruel e só assinei por pensar na minha paz de espírito, em Esme e nessa criança. Eu quero sair para curtir e aproveitar, pois estou precisando disso e estou na idade de curtir essas coisas. A gravidez me atropelou literalmente. Sinto falta de muitas coisas na minha vida ultimamente e sinto muita a falta dos meus pais, dos meus amigos. Ai Mary! Estou tão carente amiga e desesperada. Nunca imaginei que um dia eu pudesse virar saco de pancada de alguém, principalmente do homem o qual eu estou quase preste a dar à luz de um filho dele. É triste demais e a maioria das mulheres sonha com aquele homem especial. Eu não tive sorte.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Precisa de um amor de verdade, isso irá tirar essa carência excessiva. É ruim ser sozinha, apesar de que você tem o carinho dos Cullens, menos dele, do seu futuro ou bem dizer marido, noivo ou sei lá o quê.
—Sei disso. Falei pensativa. –Hoje é domingo e sem nada para fazer, se eu estivesse em Solares eu estaria na praia.
—Aqui tem uma praia particular, use-a quando quiser e se distraia um pouco.
—Ah! Não tem graça.
—Você é quem sabe. Quer tomar café ou almoçar?
—Eu quero o Max.
—Isso eu não posso te dar, desculpe. Falou ela sorrindo levemente.
—Preciso vê-lo para conversar e distrair a minha mente, mas estou com algumas marcas no corpo e ele não é bobo.
—Espere e dê o tempo que ele merece, ou irá pôr tudo a perder com a sua afobação.
—Tem razão, eu não posso ser egoísta. Acho que irei almoçar logo de uma vez, já está bem tarde. Aliás, eu irei comer fora e passear por aí. Sebastian está de folga hoje?
—Não, só na terça. Ele está lá na frente.
—Diga que em meia hora estarei pronta. Ele já almoçou?
—Já sim.
—Ótimo! Desço já. Ah! Eu preciso das jaquetas de Edward, irei devolvê-las.
—Tudo bem, eu volto já. Disse ela indo para o seu quarto pegar as duas peças.
—Ok.
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4min depois.
—Estão aqui.
—Obrigado.
Saí da cozinha com as jaquetas dele na mão e subi a escada, entrei no quarto e coloquei as duas peças sobre a cama dele. Não pensei muito e fui para o closet escolher o que vestir e peguei algo bonito. Domingo, almoçar fora e me distrair, eu precisava estar me sentindo bem e principalmente bonita.
Fui para o banheiro e tirei a minha roupa um pouco apressada, eu não tinha um destino certo e perguntaria ao Sebastian onde tinha um restaurante bom por ali. Entrei no Box e liguei o chuveiro deixando a água cair pelo o meu corpo inteiro.
Lavei-me rápido e saí para me secar. Maquiei-me, penteei o meu cabelo deixando-o solto e terminei de me produzir. Vesti um macacão de calça cumprida de pano mole na cor vermelha e sapato de salto na mesma cor. O macacão era bonito de tecido nobre, alças e com tiras nas costas. Eu estava chique demais e aprovei. Passei um pouquinho de perfume e senti o meu estômago roncando, acabei sorrindo sozinha.
—Calma bebê, a mamãe irá alimentá-la. Falei distraída e passei a mão na minha barriga.
Eu estava faminta já e fui no closet pegar a minha bolsa. Sem ressentimento peguei mais um pouco da quantia de dinheiro que era de Edward em minha bolsa maior e transferi para a pequena. Sem eu esperar ele entrou no quarto vestindo somente uma sunga e olhou para as duas jaquetas sobre a cama, do closet eu filmava tudo.
Ele pegou as duas peças na mão e olhou minuciosamente para ver se não estava com algum defeito. Vendo que estava em perfeito estado ele parou de avaliá-las e olhou para o banheiro, não vendo o que procurava ele olhou na direção do closet e eu virei o meu rosto para ele não me pegar no flagra o espiando. Sem se fazer de bobo e muito decidido ele veio até a mim, com um pouco de receio eu me afastei na mesma hora e fui para o canto do closet.
—Não precisa agir como bicho do mato, eu não irei lhe bater.
—Não acredito em você!
—Onde elas estavam?
—Muito bem guardadas e eu não queimei o seu presente como você pode ver.
—Estou vendo e aonde você vai?
—Sair.
—Estou vendo que vai sair, mas eu quero saber! Aonde?
—Não sou obrigada a dizer. Falei de forma calma e me preparei para sair do closet, mas ele me impediu de sair permanecendo em pé na porta. –Com licença? Pedi olhando para ele.
—Aonde você vai arrumada assim dessa forma?
—Sair!
—Eu irei com você!
—Não, você não vai a canto algum comigo! Eu não quero a sua companhia, você só me machuca Edward e me pergunto quando eu terei paz!
—Eu jamais deixarei que você se vá, nunca Isabella! Disse ele me olhando de forma séria.
—Ainda não está satisfeito em me maltratar ou acha que eu ainda mereço mais?
—Pouco me importo se você acredita ou não, mas eu não irei agredi-la como eu fiz da última vez. Fiquei furioso porque você havia queimado todas as minhas roupas e perdi a minha cabeça, eu posso ser o que for, mas jamais iria querer machucar a criança.
—A criança somente? Perguntei o olhando fixamente e com raiva. –Não parou para pensar que já faz quatro meses que eu sofro na sua mão? Eu preciso ficar em paz e adie esse casamento logo, seremos infelizes.
—Nunca!
—Por que insiste em me fazer sofrer Edward?
—Eu a procuraria até no inferno!
—Não quero saber, eu não perguntei isso!
—Está livre para sair, mas não para ir embora, sabe que eu a acharia.
—Não quero viver fugindo com a minha filha, ela não merece crescer atormentada como eu estou durante a gravidez dela.
—Foi você quem procurou! Você é abusada, se mete onde não deve e é respondona demais! É uma moleca mimada!
—Se for reparar eu só tentei fazer o bem. Sirvo de companheira para sua mãe, tentei aconselhar o seu pai e parece que está dando certo entre ele e a Esme. Eles voltaram à vida de casal como antes, mas você pelo visto não tem jeito! Nem eu quero me meter na sua vida, faça o que quiser e tiver vontade. Saiba que eu não irei viver com medo de você e se me afastei ainda pouco, foi para evitar o mal para a minha filha. Ela é só minha e mesmo que seja fruto com um monstro que é você, eu a amo. Aprendi amá-la com o tempo e não vou negá-la, já você não irá encostar um dedo nela sequer, ainda me lembro das suas ofensas.
—É a sua filha e deve cuidar dela mesmo. É o seu dever de mãe! E não ficar pra lá e pra cá sozinha como se fosse solteira!
—Eu sou solteira e sempre serei. O que temos junto é somente a menina, umas trepadas forçadas mal dadas e sem sentimento. Sofrimento da minha parte, ignorâncias do seu lado e sem contar os xingamentos. E o principal de tudo é que nos odiamos e sempre será assim! Você sempre jogará na minha cara que eu sou uma Swan maldita, puta e prostituta sem graça. Filha de traficantes e, só Deus sabe o que mais os meus pais faziam, mas coisas ruins eu prefiro esquecer. Eu também tento esquecer que eu durmo ao seu lado todos os dias bem dizer, coisas ruins a gente esquece e é isso que eu tento fazer Edward Cullen durante o dia inteiro!
—Pode falar o que quiser, isso não vai me abalar ou me fazer menos homem.
—Estamos quites nessa parte então. Agora eu não quero perder mais tempo, preciso sair!
—Eu já disse que irei com você! Está relutando em sair comigo porque? Por acaso está indo se encontrar com alguém?
—Por que o interesse? Não temos nada!
—Me deve fidelidade! Após ele falar isso eu comecei a sorrir pra valer.
—Tchau Edward! Falei tentando sair do closet e mais uma vez ele não me deixou passar.
—Eu disse que irei com você!
—Então eu não irei a lugar algum! Falei jogando a minha bolsa no canto do closet e me afastei dele. Fui até perto das minhas roupas e tirei primeiro os meus sapatos, depois eu tirei a minha roupa e desmanchei o meu cabelo. Edward era cara de pau e ficou me olhando seminua. Vesti um conjuntinho de short e blusinha de alça.
Ao tentar passar por ele, ele deixou o caminho livre e fui para o banheiro tirar a maquiagem p#* da vida com ele. Edward entrou no banheiro junto de mim e acho que para me provocar, ele entrou no Box e tirou a sunga para se banhar. Evitei olhar para ele e ao terminar o que eu estava fazendo saí da frente do espelho. –Comemore, você conseguiu! Está feliz mais uma vez?
—Não era para ser assim, eu iria com você apenas. Disse ele de forma calma e me olhando.
—Vá se ferrar e vá debochar de outro! Falei saindo do banheiro e depois do quarto batendo a porta. –Que saco! Falei encostando-me na porta do quarto dele após batê-la. –Minha vontade é de sumir e nunca mais voltar para essa casa! Falei de olhos fechados e tornei a abri-los.
Caminhei na direção da escada e desci devagar, caminhei pelo corredor e entrei na cozinha.
—Diga ao Sebastian que eu não irei sair mais.
—Desistiu amiga?
—Sim. Perdi o pique e irei comer aqui mesmo, meu estômago já está dando voltas. Vou para a sala assistir um pouco de televisão e, por favor, amiga, não demore com o almoço. Quer que eu te ajude?
—Já está pronto, o patrãozinho entrou para almoçar também e me falou que iria só tomar um banho rápido.
—Não vou esperá-lo.
—Amiga, tente ser só um pouco mais maleável. Isso não significa que você esteja errada, mas só para evitar essas brigas onde você sai no prejuízo. Vocês são como fogo e pólvora, incendeiam quando estão juntos e quase se matam.
—Edward me provoca o tempo todo. Sabe disso.
—Ta, mas faça o que eu te falei.
—Tentarei. Quer que eu almoce com ele também? Perguntei chateada.
—Só pedi para levar na maciota, nada demais.
—Vou comer nesse momento.
—Eu também. Falou Edward atrás de mim e olhei para trás, mas o ignorei e saí da cozinha passando por ele.
Entrei na sala, liguei a televisão e me deitei no sofá. Edward entrou na sala e foi se sentar à mesa para esperar o almoço. Passei alguns canais e nada me agradava, acho que era mais por eu estar chateada e desliguei a televisão tacando o controle no canto do sofá logo a seguir. Edward filmava tudo com o olhar e isso me deixava mais chateada.
—O que está me olhando? Perguntei entre os dentes e me levantei do sofá. Subi a escada disposta a pegar todas as minhas coisas e entrei no quarto deixando as minhas lágrimas rolarem. Entrei no closet e peguei a minha bolsa, comecei a pegar as minhas roupas e fui colocando dentro dela. Peguei muitas coisas minhas e ao me levantar por estar agachada arrumando tudo eu vejo Edward parado na porta me olhando, com raiva eu peguei as minhas bolsas contendo dinheiro e taquei tudo dentro da gaveta dele que continha o restante de seu dinheiro. –Estou colocando de volta para depois não fala que eu.........POUCO ME IMPORTO! Gritei descontrolada.
—Acho melhor se acalmar e baixar a bola! Não saíra daqui!
—Você tem razão. Falei colocando a minha cabeça no lugar. Se eu aprontasse, ele poderia me deixar presa no porão mais uma vez e isso eu não queria. –Acho melhor descermos para comer. Falei colocando a mão na minha cabeça, eu só podia estar enlouquecendo mesmo.
—Eu também acho. Falou ele saindo do quarto.
Após ele descer eu sequei a minhas vistas e fui me sentar na cama pensativa. Eu precisava me acalmar e me levantei para ir almoçar.
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Sentei-me à mesa em frente a ele e fui servida por Mary. Comi devagar e bebi um pouco do refrigerante olhando para o lado de fora, a paisagem me relaxava por ser linda.
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Terminei de comer me sentindo satisfeita e fui para o quarto arrumar as minhas coisas de volta. Ao terminar eu escovei os meus dentes e me deitei na cama exausta. Deitada de barriga pra cima eu a acariciei devagar por alguns minutos e acabei dormindo um tempo depois.
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16:35min da tarde.
Despertei do nada e me levantei para olhar a vista da janela. Um filme se passava em meus pensamentos de quando eu era pequena, o quanto a minha mãe brincava comigo e com o passar do tempo às coisas foram melhorando e muito financeiramente. Por ser boba eu não interrogava, mas na adolescência e conforme eu fui ficando mais entendida é que eu fui estranhando, mesmo assim eu sentia saudades dos nossos tempos juntas. Eu precisava tanto de um colo amigo nesse momento. Que bom que eu tinha Mary ou explodiria com tanta informação, sem eu perceber uma lágrima rolou e eu a sequei. Sem conseguir me conter os meus soluços vieram. Sebastian passou por ali e olhou para cima me flagrando chorar, sorri de leve para ele e saí da janela para tornar a me deitar na cama. Lembrei-me dos meus documentos que estavam com Edward e ali no closet a pasta não estava, ele havia guardado e muito bem guardado. Escondeu na verdade.
Deitei-me de lado e liguei a televisão, mas desisti de assisti-la e desci, Esme e Carlisle não haviam chegado ainda. Passei pelo corredor e a porta do escritório estava aberta, ao olhar lá pra dentro Edward estava sentado mexendo em seu laptop. Não liguei e fui para a cozinha, Mary não estava ali por não haver o que fazer e devia estar em seu quarto. Resolvi lanchar e fui até a geladeira pegar um pouco de leite gelado pra eu beber. Peguei um copo no armário e mais o açúcar, para acompanhar o leite eu peguei alguns biscoitos e fui me sentar para me saciar. Aquele mesmo cheiro adocicado veio suave até as minhas narinas e parei de comer na mesma hora, mas foi tão passageiro que eu tornei a comer pensativa, eu só podia estar enlouquecendo de verdade naquela casa. Passei a mão em minha barriga pra lá de dura e uma vontade de chorar imensa me bateu, eu não sabia explicar, mas chorei feito criança ao comer o biscoito.
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Recriminei-me por ser uma manteiga derretida e me levantei para lavar o meu copo, após lavá-lo eu fui andar pelo jardim à toa. Encontrei com Sebastian e fui me sentar no banquinho, eram vários pelo imenso jardim.
—Está triste senhorita? Que pergunta tola, é claro que sim. Falou Sebastian me olhando.
—Bastante, mas vai passar.
—Acabou que a senhora desistiu de sair.
—É sim, estou muito exausta mentalmente e fisicamente. Preciso relaxar um pouco ou irei enlouquecer por ter que carregar nas costas várias culpas.
—Se não há culpas a se arrepender, livre-se dessas preocupações descabidas. Está indo a ruína aos poucos.
—Estou tentando, preciso de um tempo sozinha Sebastian. Sinto falta do meu apartamento, da minha vida e eu a quero de volta.
—Irá se casar senhorita.
—Com um homem que me trata tão bem. Falei sorrindo levemente.
—Tenho certeza que o patrão tem ciúmes de você.
—Até você com isso? Perguntei desacreditada. –Edward me detesta Sebastian.
—É essa impressão que me dá às vezes. Nunca reparou ou parou para pensar?
—Não. Sei que ele me detesta e isso é obvio através de suas atitudes. Ou essas marcas em meu pescoço, um dia atrás em meu rosto e em meus braços não são o suficiente para saber dos reais sentimentos dele por mim? Diga!
—Não sou ninguém para palpitar dessa forma, mas acho que o patrão precisa de ajuda. Um alguém para redirecioná-lo na verdade, ele é tão gente fina. É difícil de você acreditar no que eu estou dizendo, eu sei, mas é a mais pura verdade.
—Estou com problemas demais para pensar nisso. Pelo amor de Deus ele me bateu! Estou exausta, mas não irei ficar chorando o leite derramado. Preciso ser forte. Eu não quero pensar nisso que você está me falando e nem acredito na verdade. Desculpe.
—É sim, a senhorita precisa mesmo ser forte. Disse ele olhando para mim. –Preciso fazer a ronda, ou irão falar.
—Tudo bem, mas não se importe com os outros.
Sorrindo levemente ele se afastou e eu me levantei. Fui na direção do portão que dava na praia e eu ao olhar para o segurança, ele o abriu. Fui caminhando pela areia pensativa e eu só desejava que tudo melhorasse para o meu lado, notando a água quentinha eu decidir entrar. Eu estava bem distante da casa e pensei em tirar a minha parte de baixo permanecendo de calcinha, mas desisti pelos seguranças porta binóculos, eu acho. Eu que não iria arriscar e entrei de roupa e tudo, estava tão bom que mergulhei por várias vezes. A água do mar me renovava e era isso que estava acontecendo aos poucos.
Saí da água, deitei-me na areia sem estar protegida com a canga e nem liguei, fiquei ensopada de areia e fechei os meus olhos. O ventinho soprava em minha pele me fazendo arrepiar e fiquei uns minutinhos meditando.
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5min depois.
Abri os meus olhos e me levantei para me limpar com a água do mar. Mergulhei para tirar a areia dos meus cabelos e me dando por satisfeita eu saí para retornar a mansão.
Caminhei pelas areias devagar ao retornar e mesmo estando um pouco distante ainda, eu podia sentir olhares em mim. Passei pelo portão e caminhei pelo jardim, entrei na cozinha, passei pelo corredor e subi a escada devagar. Entrei no quarto de Edward e ele estava deitado assistindo televisão, um copo de whisky estava vazio sobre o criado mudo e passei direto para o Box. Permaneci de sutiã e calcinha o tempo todo durante o banho e me enrolei na toalha ao terminar. Com cuidado eu tirei o meu lingerie sob a toalha e me sequei devagar. Amanhã eu iria pra Solares, eu não tinha dúvidas e passaria um dia lá. Eu precisava desse tempo sozinha.
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Vesti outro conjuntinho e desci para lavar a minha roupa. Fui estendê-las no varal e entrei na cozinha indo direto para o quarto de Mary, eu precisava falar com o Max e bati na porta.
—Mary sou eu amiga.
—Entre. Consentiu ela e girei a maçaneta, em seguida abri a porta. Ela lia um livro estando deitada em sua cama.
—Desculpe incomodá-la, mas preciso do seu celular amiga.
—Pode pegar.
—Valeu. Falei sorrindo.
Fui até o seu criado mudo e peguei o aparelho, sem demora eu disquei os números e chamou, chamou e chamou. Acho que ele devia estar ocupado ou até mesmo dormindo, então resolvi desistir.
—Ele não atende?
—Não Mary, ele deve estar longe do celular ou até mesmo dormindo. Talvez ocupado.
—É sim. Ela continuou lendo o livro e eu coloquei o aparelho de volta no lugar.
—Valeu por me emprestar.
—Pegue-o quando quiser.
—Valeu. Falei sorrindo e saindo do quarto.
Fechei a porta e fui para a sala, acabei que fiquei deitada no sofá sem ligar a televisão e nisso o tempo foi passando, foi passando e foi passando sem eu fazer nada estando ali no sofá. Decidi ligar a televisão horas depois.
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21:33min da noite.
Nem Carlisle e nem Esme haviam chegado ainda e me preocupei, talvez podia ser coisas da minha cabeça e Edward ao descer a escada olhou pra mim. A curiosidade para saber dos pais dele era tamanha, mas eu não queria falar com ele. Não havendo outro jeito...
—Seus pais estão demorando. Falei não o encarando.
—Não irão vir hoje.
—Por que não?
—Não estão a fim, é o obvio.
—Uma segunda lua de mel fará bem a eles.
—Ou longe do seu histerismo. Disse ele me olhando.
—Provocados por você é claro!
—Está um pouco tarde. Por que não vai dormir?
—Não estou a fim de dormir agora! Por que não vai dormir você?
—Estou com fome e dei a tarde livre para a Mary.
—Uma boa ação? Que milagre!
—Dizem que milagres acontecem.
—Com você? Duvido!
—Está vendo o porquê brigamos? Viu como você é impertinente e provoca situações desagradáveis?
—Você é o culpado de tudo!
—Tudo bem Isabella, eu não quero ficar aqui com essa briguinha chata. Esquente a comida para mim.
—Não vá você não, para ver! Eu sim irei preparar para mim!
—Sou o seu futuro marido e as esposas devem servir o homem. É natural.
—Para você as esposas são empregadas domésticas? Não me considerarei assim!
—Não exatamente, só algumas que são atrevidas e merecem ser pegas no tranco. Isso é o que veremos!
—Atrevida ou não será você a se virar na cozinha! Falei desligando a televisão e fui na direção da cozinha com ele me seguindo.
Abri a geladeira e peguei os pirex para me servir, depois esquentei a minha comida no microondas e Edward fez o mesmo. Peguei um copo de suco para mim e fui me sentar à mesa na cozinha mesmo, já Edward foi comer em outro lugar. Mary já devia estar dormindo e lavei o meu prato assim que eu acabei de comer. Quando Edward entrava com o prato vazio na cozinha eu já estava saindo para escovar os meus dentes e dormir.
Subi a escada devagar e entrei no quarto, tuquinha começou a latir pra mim e fui olhar em sua vasilhinha para ver se ela tinha comida, tudo indicava que Edward havia colocado, pois o pote estava pela metade de ração.
Voltei para o quarto e fui direto para o banheiro me aliviar, foi o que eu fiz primeiro e depois lavei as minhas mãos. Escovei os meus dentes e fui para o closet vestir uma camisola fresquinha, ao sair de lá Edward entrava no banheiro. O ar já havia sido ligado por ele e a porta estava fechada, apenas a luz do abajur iluminava o quarto. Desarrumei a cama e me deitei, cobri-me toda e Edward veio se deitar ao meu lado apenas com o short do pijama. Ele também havia trocado de roupa. Apaguei a luz do abajur que ficava ao meu lado e me ajeitei melhor na cama, Edward fez o mesmo e ficou perto de mim, mas não tão pertinho como ele costumava a fazer para me provocar.
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3min depois.
Edward se mexia muito e isso já estava me incomodando. Ele virava de um lado para o outro em menos de dez minutos cada trocada de posição e isso já estava me deixando chateada, mas preferi ficar calada.
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6min depois.
Edward acendeu a luz do abajur ao seu lado e tampei a minha vistas por causa da claridade, o quarto estava num breu só antes e ao acender a luz isso feriu as minhas vistas. Continuei calada após ele se deitar de barriga pra cima e apoiou o braço esquerdo sobre a cabeça. Ele ficou olhando para o teto e eu fiquei na minha.
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10min depois.
A televisão foi ligada por ele e isso me irritou um pouco, eu estava tentando dormir e o sono dele parecia não vir. Ele se movimentava ainda e isso ao me tirar do sério, mas mantendo a calma.
—Pode se mexer menos? Estou tentando dormir. Pedi numa boa.
—Estou normal! Disse ele com a sua forma tosca.
—Não está não. Eu estou tentando dormir, mas você não para de se mexer Edward.
—Está incomodada?
—Sim, eu estou............ Mas dizem que o incomodado é quem se muda, então, eu já estou indo dormir em outro quarto. Falei me levantando, mas ele me impediu de me levantar.
—Se fosse para você dormir em outro quarto, eu não teria mandando você trazer as suas coisas pra cá!
—Está obvio que não está conseguindo dormir por causa de mim. Eu o incomodo, você me incomoda e não há dialogo decente entre nós.
—Acertou na mosca! Disse ele desligando a televisão. –Isso não é novidade, você não acha?
—Eu já imaginava!
—Estou a fim de dormir agora Isabella, vá dormir você também!
—Eu estava tentan.....
—Vamos dormir agora? Não o respondi e me levantei, mas ele me impediu novamente segurando em meu braço. –Aonde irá?
—Me largue! Falei puxando o meu braço. –Irei ao banheiro ou você irá fazer xixi por mim?
—Ta pode ir. Disse ele me largando.
—Eu sei que eu posso ir! Falei me levantando.
Fui até o banheiro e me aliviei demoradamente, logo após eu me asseei e fui lavar as minhas mãos. Retornei para o quarto e me deitei ao lado dele, milagrosamente ele apagou a luz tornando o quarto escuro novamente. Virei-me de lado e me acomodei sob a coberta, dei graças a Deus quando o sono chegou para mim um tempo depois que Edward pareceu conseguir pegar no sono. Juro que dei graças a Deus por isso.
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Segunda feira, 04 de fevereiro.
7h da manhã.
Acordei assustada com o relógio despertando e que vontade me deu de quebrá-lo. Devagar Edward foi acordando e se levantou da cama indo desligá-lo.
—Vou enlouquecer em ter que acordar todos os dias com isso no meu ouvido, já basta quando eu tinha que ir para a escola. Falei olhando para ele que estava nesse momento em pé ao lado da cama mexendo no relógio. –Acho melhor eu dormir em outro quarto, não quero ter que acordar à toa todos os dias. Tive que sair do colégio bem dizer a força e tudo graças a você!
—Volte a dormir, quem está falando é você! Dizendo isso somente, ele foi para o banheiro tomar o banho dele.
Eu estava sonolenta, mas eu fazia questão de permanecer acordada para ver o que ele iria vestir. As roupas de luto dele haviam se perdido graças a mim.
Edward tomava o seu banho de forma tranquila, de forma despreocupada ele passou a mão em seu ombro largo para lavá-lo e depois fez a mesma coisa no ombro esquerdo. Ele na hora do banho era calmo e demorava um tempão para se lavar, vez ou outra era que ele era rápido.
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Dando-se por satisfeito, ele se enxaguou. Saiu do Box para se secar e foi para o closet vestindo o roupão, eu queria só ver o que ele iria vestir e fiquei olhando na direção do closet aguardando-o.
—Você me deixou sem roupa! Reclamou ele de lá.
—Comprei várias para você, sei que irão ficar adequadas. Falei debochada.
—Eu já tinha as minhas, mas você se achando no direito as queimou! Estou sem nada para vestir agora. Droga!
O deixei reclamando pra lá e continuei no aguardo.
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15min depois.
Edward estava demorando demais a sair de lá e me levantei da cama devagar, mas quando eu preparava para calçar o meu chinelo ele saiu do closet vestindo uma calça jeans, uma blusa polo azul marinho e sapato preto. Eu diria que ele estava elegante e deu outro ar na aparência.
—Essas roupas são sem graça demais!
—São sem graça porque não são tão caras como as outras eram?
—Entenda como quiser!
—Que besteira Edward! Falei me deitando novamente na cama.
—Pode parecer besteira para você pelas as roupas serem minhas, mas não é!
—Não chore por causa das roupas. Falei de forma irônica, mas na verdade ele não chorava, eu era quem estava sendo sarcástica.
—Vou descer que é melhor! Disse ele pegando a chave do carro dele e depois ele pegou a carteira.
—Isso, isso, vá trabalhar que é bem melhor!
—Está vendo o porquê eu perco a cabeça com você às vezes?
—Foi você quem começou com isso Edward! Foi você!
Ele não falou nada e saiu para ir trabalhar batendo a porta, claro que ele tomaria o café dele antes de ir. Depois que ele saiu do quarto ficou tudo em silêncio, aproveitei para ir me aliviar e sentada no vaso eu pensava que com certeza eu iria para Solares hoje. Eu não iria temer a Edward, mas tinha horas que eu o temia por ser bem vingativo. Era inevitável por eu ser do sexo frágil e ele além de alto, ele era forte em seu porte físico e na força.
Pensei em Max e nada dele me ligar, eu não estava mais suportando esse silêncio entre nós e eu acabaria cometendo uma loucura a qualquer hora só para vê-lo.
Não perdendo mais tempo eu resolvi me assear e fui lavar as minhas mãos. Escovei os meus dentes em seguida e sequei o meu rosto após lavá-lo. Fui para o closet, peguei a minha bolsa para colocar o dinheiro e não hesitei em tornar a pegar uma boa quantia do dinheiro de Edward. Na questão de roupas eu levaria apenas o necessário, eu só voltaria amanhã, mas ainda havia muitas roupas minhas em meu apartamento. Só não sei se as blusinhas que tinham lá dariam em mim, mas havia alguns blusões meu e me quebraria um galhão caso eu precisasse. Eu já tinha certeza que a luz já havia voltado.
Depois que eu arrumei a minha bolsa, eu escolhi o que vestir. Fui para o banheiro tomar um banho rápido e me arrumei logo a seguir, preferi por algo simples, pois eu estava indo para o meu apartamento somente e não a um encontro. Por último eu me perfumei e saí do quarto dando de cara com tuquinha sentadinha perto da porta. Por estar cedo ainda Esme não devia ter chegado em casa e peguei tuquinha no colo, descemos e a soltei quando chegamos no primeiro andar. Ela imediatamente correu na direção da cozinha e eu fui atrás andando devagar.
Cheguei na cozinha e Mary estava sentada a mesa tomando uma xícara de café.
—Bom dia bella.
—Bom dia Mary. A saudei sorrindo.
—Estou vendo que irá sair.
—Irei para o meu apartamento e só voltarei amanhã.
—Seu noivo sabe disso?
—Preferi não contar, ele iria por obstáculos e até me impediria de ir. Eu preciso dar um jeito lá e dar o que foi dos meus pais, há muitas roupas lá.
—Entendo, mas só voltará amanhã?
—Sim. Eu preciso de um tempo sozinha e aqui eu não tenho paz com Edward me bombardeando sempre. Sinto saudades de Max e desejo vê-lo.
—Parece que está se apaixonando pelo primo do seu noivo.
—Sabe que eu o admiro e muito. Ele me dá o que eu preciso e a química é tão boa entre nós, não vou negar.
—Fará dele o seu amante?
—Eu não queria que fosse assim. Agora eu desejo tomar um café bem reforçado porque a viagem será longa.
—Irei servi-la, sente-se.
—Obrigado Mary, mas preciso informar o Sebastian que desejo ir pra Solares antes de tomar o café.
—Ok.
Deixei a minha bolsa sobre a cadeira e fui até a porta da cozinha olhar em volta, Sebastian estava próximo do portão principal e eu o chamei.
—Deseja algo senhorita?
—Estou indo para Solares. Prepare o carro tudo bem?
—É pra já.
—Ok. Falei sorrindo e entrei para tomar o meu café.
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Despedi-me de Mary e Sebastian pegou a minha bolsa pra levá-la até o carro. Fui andando de forma lenta pelo quintal e cheguei na garagem, ele abriu a porta do carro para eu entrar e depois foi ocupar o lugar do motorista.
Saímos da mansão e logo pegamos a estrada principal.
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UM BOM TEMPO DEPOIS.
Chegamos em Solares e o sorriso brotou em meus lábios, com isso Sebastian me olhou rapidamente através do retrovisor. Pedi que ele fosse pela avenida em frente à praia e fui admirando o mar, havia muitas pessoas, mas não estava tão cheia por ser segunda feira. Nos finais de semana aquilo ali enchia demais e ficava abarrotado de gente, passamos em frente o trailer de Duque e sorri mais uma vez, aquilo tudo ali fazia parte do meu passado não tão distante.
Paramos em frente o meu prédio e fiz sinal para o porteiro tão conhecido por mim, ele sorriu e consentiu a nossa entrada. Peguei a minha bolsa que estava ao meu lado no banco enquanto Sebastian saia do carro para vir abrir a porta para mim.
—Obrigado. O agradeci ao sair do carro.
—De nada.
—Olha Sebastian, vou lhe dar um dinheiro para você almoçar e você pode ir agora.
—Tudo bem senhorita.
—Irei ligar para a mansão amanhã dizendo o dia que eu irei embora a Mary e pensando bem, acho que irei ficar aqui hoje e amanhã. Preciso desse tempo sozinha entende?
—Perfeitamente senhorita Isabella....... Sente-se bem?
—Estou em perfeito estado e me sentindo muito bem apesar da viagem ter sido longa.
—Ótimo!
—Tome esse dinheiro. Falei abrindo a bolsa e lhe dei cem dólares para ele almoçar. –Descanse, coma devagar e depois volte para Ourinhos.
—Farei isso.
—Então tchau. Falei apertando a mão dele e fui na direção do elevador, já ele entrou no carro e foi embora.
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A porta do elevador se abriu em meu andar e saí, abri a minha bolsa e peguei a minha chave, dessa vez Edward não havia me tomado ela.
Abri o meu apartamento e o encontrei da mesma forma que eu havia deixado antes. Abri as janelas da sala e o ventinho entrou de forma deliciosa se chocando em meu corpo. Olhei o movimento lá em baixo e admirei a vista dali, lembrei de meus pais e nenhuma lágrima rolou dessa vez, eu estava firme. Fui até o meu quarto e abri a janela, deitei-me em minha cama sentindo saudades daquele aconchego e abracei o meu travesseiro, lembranças minhas e de Jacob me vieram à mente, mas logo tratei de esquecê-las. Acho que a carência estava me fazendo ter várias recordações.
Levantei-me da cama e me lembrei de algo importante, fui até o interruptor e acendi a luz. Não é que ela havia voltado para a minha alegria? Sorri e tornei a apagá-la. Decidi ir até a cozinha e tudo estava arrumadinho, mas ao me lembrar que não havia nada ali para eu comer, decidi ir até o mercado.
Fui para a sala e peguei a minha bolsa, abri o meu apartamento e tornei a fechá-lo. Esperei o elevador subir e quando ele chegou, eu desci. Cumprimentei o portei e saí do prédio. Fui andando pela calçada e logo consegui um táxi, pedi ao homem que me levasse no mercado que eu indiquei e partimos.
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Quando chegamos no mercado eu paguei o taxista e o agradeci ao descer do automóvel. Simpático quem me agradeceu foi ele, depois o mesmo se foi.
Entrei no mercado e fui logo pegando um carrinho para mim. Fui pegando as coisas devagar, como eu senti saudades de fazer compras. Tive que pegar de tudo um pouco para não estragar depois, fui até o setor do açougue e comprei o suficiente. Fui até o setor da padaria e me esbaldei nas besteirinhas, sem contar que eu também peguei verduras para eu poder fazer. Elas faziam muito bem dizendo a minha médica. Peguei frutas para eu fazer sucos naturais e fui para o caixa pagar tudo, conforme a moça do caixa ia passando a minha compra eu ia colocando-as nas sacolas. Ao total foram trezentos dólares embora.
Coloquei as sacolas com cuidado no carrinho e saí do mercado, do lado de fora eu logo consegui um táxi que fazia ponto ali no estacionamento do próprio mercado. O rapaz me ajudou com as bolsas e muito gentil por eu estar grávida, ele abriu a porta do carro para eu entrar. Meu estômago já roncava por eu estar bastante faminta, já passava das 15h da tarde.
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Em meu prédio ele me ajudou com as bolsas, levamos todas elas para o meu apartamento e o paguei um pouco a mais pela gentileza prestada. Agradecendo muito ele entrou no elevador e se foi.
Tive um trabalhão para arrumar tudo em seus devidos lugares no armário e limpei a geladeira todinha antes de colocar as compras que necessitavam do ar frio para se manterem saudáveis para o consumo. Dei uma geral de leve no apartamento com o meu estômago protestando já e só às 17h é que eu fui terminar de preparar o almoço. Eu havia preparado um arroz soltinho, um bife bem acebolado e fritei um pouco de batatas pré-cozidas que comprei. Sei que eu não podia abusar na fritura dizendo a minha médica, mas não resisti pela a minha boca estar tomada de água pelo desejo de comer essa combinação perfeita.
Antes de almoçar eu fui tomar um banho. Vesti roupas simples que era uma blusa de alça rosa e um shortinho branco de lycra curtinho, estava de bom tamanho. Voltei para a cozinha após pegar a minha vitamina na bolsa e a ingeri com um pouco de água. Tirei a minha comida sentindo as minhas mãos um pouco trêmulas, já era a fome me atacando em doses maiores. Coloquei bastante batata frita em meu prato e fui para a sala, liguei a televisão e me sentei para comer, era incrível a sensação de liberdade que eu sentia ali. Eu amava aquele lugar definitivamente e seria muito difícil para mim vendê-lo por mais que eu não fosse agarrada a bens materiais.
Comi com vontade e fui partindo o bife aos poucos, a batata frita estava sequinha e muito suculenta, era incrível o tamanho do meu apetite. Quando terminei de comer eu fui para a cozinha lavar o meu prato e tirei da geladeira uma caixinha de morango que comprei. Lavei fruta por fruta e piquei para bater no liquidificador, eu faria um suco deles. Depois de pronto eu adicionei gelo, açúcar e bebi o suco pra lá de geladinho.
Arrumei a cozinha e quando eu terminei fui me deitar exausta no sofá da sala. Por eu ter acordado cedo o sono estava querendo me pegar, mas lutei bravamente com ele para eu não dormir. Eu não queria acordar no meio da noite, como eu sei que eu iria caso eu cedesse ao sono naquele momento. Estava cedo ainda.
Troquei de canais para despistar o sono, mas estava sendo duro para mim. Resolvi ir para o quarto dos meus pais e decidi colocar as peças de roupas que foram deles em sacos, caixas, em tudo que era possível para poder doá-las. Havia muitas roupas novas e as embalei também, eu não queria nada e daria para quem precisava. Deixei todas as caixas e as sacolas guardadas no closet, o local ficou limpo de roupas, objetos e me senti aliviada. O quarto deles me deixava com uma saudade imensa dos dois e me sentei na cama, sem me importar uma lágrima desceu e outras vieram, com isso me deitei. Chorei em silêncio e peguei um travesseiro que eu sabia ser o da minha mãe. Que morte trágica eles tiveram e eu nem pude sequer enterrar o corpo ou as cinzas pelo menos. Isso era o que me deixava mais triste e solucei entre as lágrimas por muito, muito tempo.
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Às 19:20 da noite.
Resolvi me levantar da cama que foi dos meus pais e minhas vistas deviam estar pra lá de vermelhas. Fui até o banheiro daquele quarto e lavei o meu rosto, com essa choradeira mais que necessária para desabafar um pouco chegou a me dar fome.
Não pensei muito e fui até a cozinha preparar um misto quente, mas ao lembrar do trailer de Duque me animei ir até lá e descartei o misto quente. Acho que ele levaria um susto ao me ver lá ou talvez e ele imaginaria que estivesse vendo uma assombração. Arrumei-me correndo pela hora já estar passando, vesti uma saia preta de tecido macio e uma blusa branca. Fiquei pronta. Passei um pouco de perfume, calcei uma sandália preta baixinha e peguei uma de minhas bolsas que ainda havia ali no apartamento. Coloquei uma quantia de dinheiro considerada necessária dentro dela e eu já estava pronta para sair.
Fechei o meu apartamento estando um pouco indecisa se eu iria andando ou de táxi até lá. O trailer ficava no posto sete e era uma boa caminhada até lá, mas andar fazia bem e eu iria devagar.
Ao entrar no elevador eu desisti de ir andando, já estava um pouco tarde e mesmo que muitas pessoas caminhassem nesse horário na orla, eu preferi evitar. Eu iria de táxi mesmo.
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Já na portaria do prédio eu caminhei até a orla, fiquei esperando uns três minutinhos e fiz sinal para o táxi que vinha a uma boa distância. O mesmo parou e o informei que o meu destino era o posto sete.
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Pouco tempo depois.
Paguei o taxista e desci do automóvel com calma. Fui caminhando devagar na direção do trailer e Duque se encontrava de costas, ele estava ocupado. O trailer dele era famoso ali e ele tinha muitos fregueses fiéis a ele, mas ao virar para pegar algo a minha presença o fez parar. Ele sorriu, ficou sério talvez para ver se estava enxergando bem, mas quando eu abri um sorriso tímido é que o dele também se alargou. Continuei andando e parei em frente o balcão.
—Olá Duque.
—Isabella é você mesmo?
—Em pessoa!
—Mas quanta surpresa e....
—É eu estou grávida.
—Estou vendo, mas pensei até que o pior estivesse acontecido. Seus amigos ao virem por essas bandas falaram que sentia a sua falta. Eles não sabiam nada e pensaram que você estivesse morta. Lamento pelo acontecido com os seus pais.
—É eu andei sumida na casa de amigos para tentar superar. Menti. –Fiquei muito mal com tudo que aconteceu e entrei em choque, fiquei isolada e só agora eu apareci.
—Esse bebê é do jake? Desculpe a minha pergunta um pouco pessoal, mas vocês era unha e carne.
—Não é dele e o que eu soube ao falar com ele em dezembro, é que ele está namorando outra pessoa. A Isis, ex-namorada dele.
—Pra falar a verdade, ele vem muito aqui com o Pogue, o Caius e com os outros da turma de vocês, mas nunca o vi com garotas aqui. Ele sempre vem sozinho e anteontem mesmo ele veio aqui na praia dar um rolé. Ele não sai daqui como você mesma sabe.
—Tem visto o Fred? Perguntei muito curiosa.
—Raramente. É muito difícil vê-lo por aqui e Jake parece não falar com ele mais. Antes Fred até andava por aqui, mas agora não é da mesma forma.
—Jacob está com o mesmo carro de antes?
—Não está não, ele está com outro após baterem na traseira do carro dele. Jake é maluco e isso aconteceu durante um racha em dezembro quase próximo do aniversário dele. Dizendo ele estava um pouco aéreo naquela semana e descuidou na hora do racha. O carro dele é uma máquina novinha em folha.
—Ele se machucou nesse acidente?
—Por sorte não, só alguns aranhões de leve e dor nas costas. Ele está inteiro.
—Menos mal.
—Não estão se falando?
—Não estamos nos falando não Duque. Jacob me desprezou e está com outra namorada. Estamos sem nos falar realmente e eu quando mais precisei dele, ele me disse não. Estou bem chateada, mas trato isso como águas passadas.
—Poxa! É uma pena. Estranho é que sempre o vejo sozinho quando aparece e com você já era diferente.
—Fazer o que né?
—É verdade.
—Vim especialmente comer um sanduíche preparado por você. Estou com um desejo desmedido.
—É menino ou menina?
—Uma menina.
—Que legal! Felicidades para você e para ela. É por conta da casa o seu lanche.
—Não precisa, eu lhe pago.
—Eu faço questão e aguarde um pouquinho só. Tudo bem?
—Claro! Falei sorrindo.
Duque terminou o sanduíche que preparava no momento em que eu cheguei e o ajudante dele veio puxar a cadeira para eu me sentar. O cumprimentei como devia por conhecê-lo também e o ar de surpreso se fazia no rosto dele também. Ele perguntou o que eu queria para beber e escolhi um suco de abacaxi. Já para comer eu pedi um hambúrguer do tipo completo, mas pedi para tirar o bacon por sua gordura fazer um pouco mal. Ou a doutora puxaria a minha orelha na próxima consulta.
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Meu hambúrguer ficou pronto e eu já estava com o meu suco em mãos. Comi aprovando aquele sabor divino devagar e duque sem ter o que fazer para os outros veio até a mim.
—Voltou para os arredores?
—Por enquanto sim. Sinto falta dos meus pais lá naquele apartamento, mas estou me adaptando. Tenho que encarar a realidade.
—Entendo e fico contente que esteja tudo bem com você.
—Obrigado Duque, você é bem legal.
—Que isso! Disse ele sorrindo. –Quer outro suco?
—Vou querer sim, mas esse eu irei pagar.
—Nada disso, é por conta da casa.
—Assim eu fico sem graça!
—Deixe disso e aceite.
—Tudo bem, eu irei aceitar. Obrigado.
—De nada. Disse ele sorrindo e pediu o ajudante dele para preparar outro suco para mim.
Ficamos conversando sobre assuntos corriqueiros e logo o meu suco chegou. Voltamos a conversar de forma tranquila, mas vez ou outra o Duque ia preparar algo para os fregueses e tornava a voltar para conversar comigo.
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Um tempinho depois.
Por já está ficando tarde eu bebi o suco um pouco acelerada. Despedi-me de Duque e de seu ajudante prometendo voltar em breve, sorrindo eles acenaram quando eu entrei no táxi do outro lado da avenida.
Eu me sentia feliz, no painel do táxi já passava das 21:33 e fiquei boba como a hora voou sem eu perceber. Fiquei intrigada com o envolvimento de Jacob e Isis, mas eu não iria pensar nisso. Pelo visto ele ainda não estava falando com Fred e eu daria tudo para saber do meu amigo. Tudo isso eu ia pensando no trajeto do trailer até o meu prédio.
Paramos em frente o meu edifício e paguei o taxista. Saí do táxi e caminhei na direção da portaria devagar, entrei e fui para o elevador. Ao sair no meu andar eu caminhei até a minha porta e a abri. Após eu entrar em meu apartamento eu o tranquei e fui fechar as janelas, o ventinho frio da noite já invadia e me lembrei de Max. Olhei para o meu telefone e pela a última conta enviada cheia de juros já ter sido paga na semana passada eu testei ligar pra Max dali. Eram poucas horas para eles liberarem a linha após o pagamento e para minha surpresa chamou duas vezes e na terceira ele atendeu.
—Alô.
—Oi, sou eu Isabella Max.
—Oi princesa. Como você está?
—Péssima por não estarmos nos falando com frequência e por eu não te ver.
—Juro que estou da mesma forma, mas está sendo preciso esse tempo.
—Está com outra pessoa?
—Por que pergunta isso?
—Está ou não Max? Você é bonito e tem todos os atributos no caráter para encantar uma mulher.
—Está com ciúme?
—Eu poderia sim senti-lo, mas isso não faz diferença não é mesmo?
—Sabe que eu também gosto de você, mas irá se casar com o meu primo.
—Sei disso e lamento por eu ter sido pega de surpresa. Não quero incomodá-lo, desculpe.
—Que número é esse bella?
—Estou em meu apartamento em Solares.
—Sozinha?
—Sim. Estou relaxando aqui.
—Hum! Isso faz bem.
—Eu só liguei para dar um oi e uma boa noite para você.
—Eu sinto a sua falta.
—Eu também. Boa noite Max.
—Boa noite.
Encerrei a ligação e deixei duas lágrimas rolarem, eu sentia saudades dele de verdade e o seu carinho me confortava. Decidi tomar um rápido banho só para tirar a maresia do meu corpo.
Lavei-me bem e após o banho eu vesti uma camisola de algodão. Eu me sentia cansada e resolvi ligar pra Mary, a hora já estava avançada e naquele momento eu tinha certeza que ela já estava em seu quarto vendo televisão. Disquei o número de seu celular e chamou três vezes, na quarta vez ela atendeu.
—Alô.
—Sou eu amiga.
—Isabellaaaa.
—A própria. Falei sorrindo e ela também sorriu. –Está tudo calmo por aí?
—A patroa só volta para casa no final de semana e o patrãozinho não gostou nada da sua ida pra Solares.
—Não ligo para isso.
—Ele jantou e já foi para o quarto dormir, ele não falou nada durante o jantar e se manteve calado o tempo todo.
—Não quero saber dele. Eu só liguei para dar um olá e dizer que eu estou bem.
—Parece mesmo, sua voz me passa tranquilidade.
—Longe daí eu me sinto assim. Um beijo Mary.
—Outro para você amiga e me diz uma coisa.
—O quê?
—Você vem amanhã?
—Estou adorando ficar aqui, não sei se eu volto amanhã.
—Eu falei com o patrãozinho que você voltaria amanhã. E agora?
—Não se preocupe, eu não irei fugir. Só preciso desse tempo só.
—Ok. Boa noite.
—Boa noite.
Encerrei a ligação e fui escovar os meus dentes. Sequei a minha boca e fui até a minha bolsa pegar a minha vitamina, eu precisava tomá-la e fui para a cozinha pegar um copo de água, eu estava com muita sede a propósito.
Apaguei todas as luzes e fui para o meu quarto. Deitei-me em minha cama e deixei o abajur aceso, tão logo o sono me pegou de jeito.
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Terça feira, 05 de fevereiro.
11h do dia.
Despertei bem preguiçosa e me espreguicei com vontade. Levantei da cama e fui abrir a janela, o céu estava azulzinho e o sol ardendo já. Sorri com isso e fui abri a janela da sala também.
Fui para a cozinha preparar um pouco de café e aqueci o leite para mim, coloquei dois quadradinhos de pão de forma na torradeira e esperei elas ficarem prontas.
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Tomei o meu café da manhã em meu quarto assistindo televisão e passava desenho. Sem conseguir resistir, eu fui até a cozinha preparar um misto quente com bastante queijo para mim e matei a minha vontade ao comê-lo devagar junto de meu café com leite. Estava bom demais.
Ao terminar eu levei os utensílios para a cozinha e os lavei. Olhando para minhas unhas tratei de fazê-las, estavam precisando.
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1h e ½ depois.
Pintei a minhas unhas de rosa escuro ao terminar de tirar as cutículas, sei que demorei, mas eu estava sem jeito por causa da minha barriga. Elas ficaram bonitas.
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Depois de minhas unhas secas eu preparei o meu almoço. Fiz uma verdura para compensar a fritura de ontem e frango grelhado. Eu não estava com fome ainda, mas comi para poder tomar a minha vitamina.
Limpei o fogão e fiquei admirando a vista da janela da sala, o movimento estava normal. Animada eu decidi colocar um biquíni dos poucos que sobraram ali e a parte de cima ficou pequena para o volume que estava os meus seios, mas dei um jeito. Vesti a canga em forma de vestido em mim e peguei uma toalha, o meu guarda-sol, dinheiro, pente e tudo que eu precisaria na praia.
Calcei o meu chinelo e saí do meu apartamento.
CONTINUA...........
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