Solares
21 Capítulo 21
BELLA.......
Final do capítulo anterior.
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Terça feira, 05 de fevereiro.
11h do dia.
Despertei bem preguiçosa e me espreguicei com vontade. Levantei da cama e fui abrir a janela, o céu estava azulzinho e o sol ardendo já. Sorri com isso e fui abri a janela da sala também.
Fui para a cozinha preparar um pouco de café e aqueci o leite para mim, coloquei dois quadradinhos de pão de forma na torradeira e esperei elas ficarem prontas.
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Tomei o meu café da manhã em meu quarto assistindo televisão e passava desenho. Sem conseguir resistir, eu fui até a cozinha preparar um misto quente com bastante queijo para mim e matei a minha vontade ao comê-lo devagar junto de meu café com leite. Estava bom demais.
Ao terminar eu levei os utensílios para a cozinha e os lavei. Olhando para minhas unhas tratei de fazê-las, estavam precisando.
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1h e ½ depois.
Pintei a minhas unhas de rosa escuro ao terminar de tirar as cutículas, sei que demorei, mas eu estava sem jeito por causa da minha barriga. Elas ficaram bonitas.
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Depois de minhas unhas secas eu preparei o meu almoço. Fiz uma verdura para compensar a fritura de ontem e frango grelhado. Eu não estava com fome ainda, mas comi para poder tomar a minha vitamina.
Limpei o fogão e fiquei admirando a vista da janela da sala, o movimento estava normal. Animada eu decidi colocar um biquíni dos poucos que sobraram ali e a parte de cima ficou pequena para o volume que estava os meus seios, mas dei um jeito. Vesti a canga em forma de vestido em mim e peguei uma toalha, o meu guarda-sol, dinheiro, pente e tudo que eu precisaria na praia.
Calcei o meu chinelo e saí do meu apartamento.
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Caminhei pela calçada devagar e cheguei na praia minutinhos depois. O mar estava calmo pude observar mesmo estando do outro lado da pista e atravessei quando foi possível. Comprei uma água de coco no trailer e fui caminhando na areia até parar em um ponto bom para ficar, achei melhor perto da água, mas não tão perto para a onda não molhar as minhas coisas.
Abri o guarda-sol, forrei a canga extra na areia e tirei o meu vestidinho muito justo por causa da barriga. Sentei-me devagar e fiquei admirando algumas crianças brincando na areia, estava cedo demais para eu ser mãe eu pensava. Eu não podia fazer mais nada e fiquei olhando para o mar, o som das leves ondas era canções para os meus ouvidos e resolvi ir para a água. Levantei-me e olhei para os lados, estava tudo calmo e confiei deixar as minhas coisas ali. Quando cheguei na água ela estava um pouco fria, mas eu a encararia mesmo assim. Molhei os meus pulsos e quando a onda veio eu mergulhei com tudo sem pensar duas vezes. Nossa! Foi tão bom.
Emergi e fiquei firme em pé aproveitando as ondas. Aquilo me renovava e acho que por amar Solares demais, eu achava que a água do mar ali me fazia muito bem. Era algo incrível.
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Minutos depois.
Momentos depois eu voltei para a areia ajeitando o meu biquíni na parte de cima, era preciso outro para encaixar com perfeição os meus seios. Resolvi me deitar sob o guarda-sol, mas quando o vendedor ambulante passou vendendo picolé minutos depois eu não resisti e comprei um.
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As horas iam se passando.
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17:26min da tarde.
Decidi ir embora, logo escureceria de vez. Vesti o meu vestidinho, penteei o meu cabelo fazendo um rabinho de cavalo e catei as minhas coisas com calma. Fechei o meu guarda sol e caminhei para a orla. Lá eu atravessei com cuidado e entrei na rua que daria em meu prédio. Fui caminhando olhando para o chão distraída e quando eu levantei a minha cabeça eu vi a última pessoa que eu queria ver ali parada falando com o porteiro. Pensei em voltar, mas eu já estava perto o suficiente e os dois homens olharam para mim. Um deles em especial eu o conhecia mais que bem.
Respirei fundo e olhei para a calçada vendo o carro dele estacionado ali na vaga, era o único ali e deduzir ser o dele mesmo.
Tornei a olhar para ele sentindo o peso das palavras dele ao telefone e o porteiro apontou na minha direção sorrindo levemente como se anunciasse a minha chegada. O porteiro se despediu dele e se afastou, já eu continuei andando devagar da mesma forma, na verdade meia que travada pela presença inesperada dele. Em outras épocas eu correria e lascaria um selinho, mas nesse momento eu me sentia ferida com tudo que aconteceu. Até que ele estava ainda mais bonito, nunca foi o contrário e com o corpo espetacular.
Faltava pouco para eu parar em frente a ele e finalmente eu parei tendo no fundo a vontade de largá-lo ali sozinho. A surpresa em seus olhos era visível com a minha gravidez, ele estava perdido em pensamentos ao olhar para a minha barriga e tornou a olhar para mim.
—O que faz aqui? Perguntei de forma bem seca. –Aliás, como soube que eu estava aqui?
—Passei no Duque mais cedo e ele me contou a respeito da sua visita. Só isso.
—Então se achou no direito de vir até o meu apartamento depois de tudo que você me falou por telefone?
—Eu estava surpreso e ferido com aquela situação toda Isabella.
—E foi afogar as mágoas junto de sua amante na época e agora atual namorada Isis?
—Eu não estou com ela. Eu só falei aquilo e, que eu estava com ela para feri-la de certa forma.
—Acha que irei acredita? Perdeu o seu tempo!
—Não pode falar em fidelidade, você está grávida! Sempre fizemos amor de camisinha e não vejo como isso pode ter ocorrido, sei que não é meu.
—Não preciso que você ache nada Jacob! Eu não preciso mais de você. Esqueceu que insinuou que eu o enganei e que os meus pais não valiam nada?
—Todos comentaram na época.
—Tirou as suas conclusões sem me escutar primeiro.
—Você me disse que estava gostando de outro cara e desapareceu sem falar comigo caramba! Quer que eu pense o quê? Disse ele um pouco alto e nervoso. –Eu gostava de você e você me traiu!
—Quem me traiu foi você com aquela.... Aquela perdida e de más hábitos! Aliás, os dois né?
—Não vim aqui para falar sobre isso. Desejo que conversemos numa boa.
—Não quero conversar com você, não depois de me negar a sua ajuda quando eu mais precisei! Jogou na minha cara que eu fiz parte do grupo de playboyzinho por causa de você e de certa forma você tem razão. Não havia necessidade de jogar isso na minha cara Jacob. Em nenhum momento eu fui falsa com você, eu só fiz aquilo porque foi preciso e de certa forma eu lamento pela briga entre você e o Fred, mas saiba que entre eu e ele nunca existiu nada. Fred é tão inocente quanto eu no meio da história, mas eu não posso voltar atrás.
—Eu lamento por feri-la com aquelas palavras.
—Eu procuro esquecer coisas ruins Jacob e agora eu preciso subir.
—Eu gostaria de conversar outra hora com mais calma com você.
—Não há o que falar, já foi tudo dito aqui.
—De quem é esse bebê?
—Só meu! Satisfeito?
—Não quero arrumar confusão. Apesar de que vê-la dessa forma me fere mais do que você imagina.
—Não há necessidade de você se sentir assim! Fui rude com ele.
—Diga o que você quiser, sei o que eu sinto e é a mais pura verdade.
—Não acredito em você!
—Mas deve. Tenha uma boa noite bella.
—Desejo o mesmo. Falei passando por ele.
—Posso ligar para você?
—Não vejo necessidade Jacob.
—Eu ligo. Falou ele firme e eu entrei sem olhar para trás.
Escutei quando aquela máquina potente foi ligada e saiu cantando pneu como ele gostava de fazer. Eu estava surpresa com a visita inesperada dele e os porteiros sabiam de nossa longa amizade. Entrei no elevador passada e procurei esquecê-lo, ele estava ainda mais bonito. Seria muito difícil esquecer a sonegação de ajuda da parte dele, ele era quem eu mais confiava e tinha como mais que um amigo. Não vou negar que eu ao vê-lo me trouxe várias recordações boas, eram tão poucas a má.
Saí no meu andar e abri a porta do meu apartamento, o meu telefone tocava incansavelmente e fui atender.
—Bella.
—Aiii Jacob! Diz logo o que você quer?
—Não agora, mas me perdoe por tudo algum dia?
—Não estou guardando mágoas dentro de mim Jacob, até porque o que passou, já passou. Sendo que você me feriu e muito.
—Sei disso, mas eu não estava te traindo na época, eu juro para você.
—Quem jura mente Jacob.
—Mas eu não estou mentindo, você sabe que eu era gamadão em você e até hoje eu não consigo te esquecer. Nossos momentos foram únicos e tudo que eu fiz de bom para você, eu faria tudo outra vez.
—Jacob eu......
—Eu sei que eu mereço o seu desprezo, as suas palavras duras e com razão, mas saiba que eu não namorei a Isis. Eu menti para você bella. Eu era louco por você e na cara dura você me falou que estava gostando de outro cara e ainda recebo aquela ligação estranha falando que você estava na praia com outro. O que eu poderia pensar ao vê-la com o Fred? Ele olhava diferente para você.
—Eram coisas da sua cabeça, ele nunca me assediou se você quer saber.
—Quase perdi a minha vida por sua causa no racha, fiquei louco com a sua ligação e me arrependi por ter falado daquela maneira com você.
—Já é um pouco tarde você não acha?
—Não, eu não acho. Eu gostaria de ter uma oportunidade de conversar com você.
—Eu não sei não Jacob.
—Por favor, bella?
—Preciso desligar agora. Adeus.
—Tudo bem, mas eu desejo que conversemos numa boa. Não imagina como o pessoal ficou pra baixo com a sua possível morte. Eu fiquei atormentado, eu juro por tudo que é mais sagrado e pela a minha família.
—Eu não sou boa companhia para você ao seu vê. Estou grávida e acabou tudo Jacob.
—Está com o pai do seu filho?
—Por que quer saber?
—Está ou não?
—Isso não vem ao caso!
—Está sozinha aí, não é?
—Não tenho a obrigação de responder.
—Seja sincera em nome dos bons momentos em que já estivemos juntos.
—Estou sozinha aqui Jacob e é só isso. Adeus! Falei encerrando a ligação.
Mais essa nas minhas costas pensei. Ele parecia muito arrependido e sincero, eu precisava me libertar de todos esses desentendimentos para ser realmente livre. Será que ele não estava vendo que eu estava grávida e mesmo assim insistia? Bem complicado isso.
Fui para o meu quarto e dali para o banheiro levando o guarda-sol junto de mim. O lavei sob o chuveiro para retirar a areia, a maresia e o deixei no cantinho secando. Tomei o meu banho e me ensaboei da cabeça aos pés estando totalmente pensativa. Jacob foi bem insistente eu pensava e me enxaguei por completo.
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40min depois.
Saí para me secar e o telefone tocou na sala, fiquei chateada com a possibilidade de ser Jacob novamente, mas ele nunca que parava de tocar e fui atender após me enrolar na toalha.
—Alô.
—Por que não veio para casa hoje?
—Como soube que o telefone estava habilitado Edward?
—Esqueceu que mesmo atrasado você recebe ligações? Apenas você que não pode efetuá-las, mas o meu propósito em ligar não foi para falar sobre isso!
—Seja gentil alguma vez na vida, estou em meu apartamento e deixei recado com a Mary para avisá-los. Não sou sua mulher, tão pouco a sua empregada, ou escrava e não lhe devo satisfações da minha vida a todo o momento! Estou cansada de vê-lo todos os dias!
—Estamos comprometidos e não irei lhe deixar em paz nunca! Não depois de tudo que aconteceu.
—Estou ciente disso. Se eu fico em Ourinhos é por causa do seu dinheiro que é bem atraente, somente isso e pela a criança que de forma forçada foi posta dentro de mim! Falei para ofendê-lo mesmo. –Aturo as suas grosserias, sou maltratada demais por você e obrigada a fazer o que eu não quero! Fique tranquilo que eu volto mesmo assim e não irei fugir. O seu dinheiro me atrai, somente isso Cullen.
Ele bateu o telefone na minha cara e não era surpresa nenhuma mais para mim. Deixei algumas lágrimas rolarem traiçoeiras sem eu saber o real motivo, mas a aparição de Jacob aqui me chocou de uma certa forma. Voltei para o banheiro e me sequei, penteei o meu cabelo e fui vestir uma camisola somente. Descartei a calcinha para me sentir mais à vontade na hora de dormir.
Fui para a cozinha e fiz uma mega salada para eu comer junto de um franguinho desfiado. Fiz um pouquinho de arroz e reservei para comer quando me desse fome. Resolvi ir para a sala assistir televisão e me deitei no sofá tendo o controle da tv em minha mão. Apertei o botão vermelho e a liguei, deixei na novela que passava naquele horário que também era boa.
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21:05min da noite.
Bateu-me a fome e me levantei do sofá para ir esquentar um pouco a comida antes de eu comê-la. Peguei o meu prato e coloquei a quantidade que eu achei que me saciaria, peguei um pouco de suco na geladeira e fui para a sala me sentar à mesa. A comida estava bem leve e fui comendo assistindo a novela que eu costumava assistir. Após terminar de comer eu permaneci assistindo televisão.
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Às 23:45min da noite.
Eu estava assistindo um filme muito bom quando o meu interfone tocou, eu sabia ser o porteiro, mas estranhei por ele me interfonar bem dizer quase meia noite e fui atender.
—Alô.
—Senhorita é.........Boa noite. Saudou-me o homem um pouco sem graça por causa do horário.
—Boa noite. O que o senhor deseja?
—Tem um jovem alto chamado Edward Cullen desejando ter a sua permissão para entrar. Ele disse o seu nome “ Isabella Swan” e que você morava no quarto andar. Bem, os Swans eram apenas vocês aqui no prédio. Eu deixo esse rapaz subir e por acaso você o conhece?
—Pode deixar sim e informe o número do meu apartamento a ele. Deixe-o subir e acredite, ele é bem barraqueiro quando quer.
—Tudo bem. Devo deixar ele ocupar a garagem?
—Ele está sozinho? Perguntei já sabendo a resposta que era claro que não, mas os seguranças ficariam à paisana do lado de fora.
—Ele está sozinho aqui na portaria.
—Deixe-o entrar na garagem e diga onde colocar o carro, sem problemas para mim.
—Ok.
Desliguei e coloquei o interfone no gancho. Fui até o meu closet vestir o meu robe e me preparei para a chatice de Edward, já estava bem tarde e ele só podia ser louco mesmo para ter vindo até aqui. Ele não perdeu tempo após eu provocá-lo no telefone e me arrependi por não o ter impedido de subir, mas seria ruim se eu fizesse isso e pior para mim. Com certeza ele me impediria de sair depois e eu precisava dessa pequena confiança dele, do contrário eu ficaria louca presa naquela mansão e isso eu já tinha sentido na pele. Deus me livre, isso é que não!
Voltei para a sala e me sentei no sofá, mas tão logo a campainha tocou e me levantei para ir abrir a porta para ele. Ao olhar no olho mágico ele estava realmente só e abri a porta após respirar fundo.
—Não perdeu tempo para vir me importunar não é Edward?
—Então é o meu dinheiro que lhe interessa? Perguntou ele fechando a porta um pouco forte demais sem haver necessidade e passou a chave sem tirá-la dali. Já eu me afastei dele perante essa sua atitude tosca.
—Sim, é o seu dinheiro e essa criança. Menti, eu não queria saber da grana dele. –Por que veio de Ourinhos há essa hora pra cá?
—Não lhe interessa! Eu só não entendo como é que você mente muito bem para todos lá de casa! Falou ele vindo na minha direção.
—Eu não minto Edward. Agora fique onde está! Pedi pondo minhas mãos em frente ao meu corpo para ele manter a distância.
—Pra falar a verdade você morava em um belo apartamento. Disse ele olhando tudo em volta e usou o passado na frase. Observei calada.
—Eu ainda moro aqui, estou nele e ele é meu!
—Como pensa que irá mantê-lo sem ter grana o suficiente?
—Com o seu dinheiro! Você não faz questão de ser o meu marido? Então!
—Eu faço questão? Perguntou ele sorrindo e foi olhar a cozinha e os outros cômodos bancando o cara de pau, sendo que eu fiquei em pé na sala de braços cruzados o esperando.
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Quando ele retornou para a sala.
—Não tem ninguém além de mim. Acha que eu estava fazendo amor com outra pessoa aqui?
—Não seria louca Isabella. Falou ele me olhando e a fúria chegou a deixar seus olhos verdes brilhando ao olhar intensamente para mim.
—Vim para cá com o intuito de não olhar para a sua cara, pelo menos por esses dias. Preciso de paz e lá na sua humilde mansão eu não tenho nenhuma, nenhuma mesmo!
—Acha que irei permitir que fique aqui o tempo todo?
—Cadê os seus pais? Perguntei me fazendo de boba, afinal eu sabia do paradeiro deles.
—Estão no apartamento e eu estou lá em casa!
—Sozinho? Perguntei fingindo pena.
—Por que não?
—Cadê as suas mulheres? Cadê a suas putas vips de luxo para lhe fazer companhia?
—Vim atrás de uma hoje. O estalo do meu tapa foi pra valer no rosto dele e ele me segurou com força. –Acha que irei aceitar a sua rebeldia? Perguntou ele estando com o rosto vermelho do tapa.
—Deve! Eu não aceito a sua?
—Desligue a televisão agora!
—Estou assistindo e quem manda no meu apartamento sou eu EDWARD!
—Eu mesmo farei então. Disse ele me puxando pelo braço e apertou o botão na própria televisão.
—Me solte Edward!
—Não me fará de palhaço Isabella!
—Eu não estou fazendo, agora me largue!
Ele me puxou pelo corredor sem haver luta da minha parte. Edward me colocou em minha cama ao deduzir que aquele quarto era meu, estava na cara que era pelo urso e cores. Ele tirou a blusa creme que ele vestia e veio até a mim, sem poder me esquivar eu deixei por medo dele me prender depois. Ele subiu a minha camisola até a minha cintura enquanto beijava a minha boca e ao passar o dedo em minhas partes escondidas, ele notou a falta da calcinha e olhou para baixo a fim de conferir. Beijando o vão dos meus seios agora ele me fez sentar na cama e arrancou o meu robe fora. Apertando um de meus seios ele beijava o outro e depois trocou de mama, eu não podia negar que aquilo estava mesmo bom pela intensidade de seus atos. Parecendo um desesperado ele tirou o tênis que calçava, a meia e a calça cumprida, mas permaneceu de boxer. Ele tornou a se aproximar de mim e fez com que eu o beijasse no peito. Tentei me esquivar, mas ele me prendeu com a sua mão e o seu olhar. Obedecendo eu fiz o que ele queria por alguns minutos e logo a minha camisola foi tirada também, não parecendo estar aguentando mais ele me deitou de lado e veio ficar atrás de mim, minha barriga estava crescendo bem rápido. Fazendo-me abrir bem uma de minhas pernas, ele se encaixou em mim e deslizou com precisão para dentro do meu corpo segurando em minha cintura. Entreabri os meus lábios com isso e meu corpo foi chacoalhando de leve conforme ele me invadia cheio de vontade, meus seios chacoalhavam igualmente e ele nem se preocupou ao me penetrar permanecendo com a sua boxer. Tive que segurar em um dos travesseiros a minha frente enquanto que ele acariciava o meu seio esquerdo ao mesmo tempo em que deslizava para dentro e fora de mim. Fiz força para não deixar um gemido sequer escapar. Ele virou o meu rosto para me beijar e o impedi de fazê-lo virando o meu rosto novamente.
—Não aceito isso! Disse ele me olhando sério após virar o meu rosto novamente.
—Não precisamos nos beijar, é só trepar e pronto!
—Não se trata de querer ou não querer. Eu quero assim!
—Tudo bem Edward. Eu só não acho necessário.
—O que eu acho que não é necessário são as suas reclamações. Isso sim é desnecessário! Quero que faça direito e me convença de que eu devo deixá-la sair à hora que quiser.
—O que deseja que eu faça? Perguntei olhando para ele.
—Um sexo decente no mínimo. É isso ou retornaremos agora mesmo para Ourinhos!
—Um sexo decente para depois você ficar rindo da minha cara e falar o quanto foi ruim? Eu não vou aceitar que você me mande Edward Cullen, eu posso ir e vir quando eu quiser.
—Faça o que eu estou mandando ou voltaremos agora mesmo, não duvide de mim!
—Já estamos trepando, não estamos?
—Anda, não quero ouvir mais nada! Disse ele saindo rápido de mim e com esse movimento rápido dele ao retirar-se de mim me fez fechar os olhos.
Edward se deitou de barriga pra cima e ficou me olhando, sem dar espaço pra pensar muito eu me levantei ficando com os meus joelhos apoiados na cama sustentando o meu corpo. Aproximei-me dele e o beijei sentindo-me um pouco mal por causa de suas humilhações. Interrompi o nosso beijo minutos depois para ir beijá-lo no pescoço, fiquei um bom tempo o acariciando ali e passei para sua orelha dando leves sugadas, com isso acabei me sentando sobre ele. Fui descendo os meus beijos novamente e o beijei no peito, no abdômen, barriga e fui parar em sua virilha. O seu sexo estava todo para fora da boxer preta e a tirei sem pensar muito. Na expectativa total Edward se ajeitou na cama e me abaixei para acariciá-lo intimamente. Beijei a sua base primeiramente e passei a minha língua em toda ela. Pegando um pouco pesado eu o abocanhei e desci com rapidez engolindo quase o seu sexo todo, eu havia relaxado bem a minha garganta. Fiquei no vai vem dos meus lábios e mão, eu o acariciava de várias formas junto de minha língua e não ousei olhá-lo, seria o bastante para me fazer parar. Eu já o sentia bem rígido na minha boca e, ele me fez parar estando um pouco ofegante. Sei que acabaria rápido se eu continuasse.
Voltei a beijá-lo após me ajeitar sobre o corpo dele e ele se encaixou em mim mesmo eu estando curvada sobre ele. A penetração foi intensa e logo ele começou a se mover devagar, a minha barriga o impedia de ir mais rápido, então eu que dominei os impulsos. O meu corpo já queria explodir e me movi de olhos fechados em busca disso estando com as minhas mãos apoiadas no peito dele. Sem esperar eu ganhei um tapa em meu traseiro e contraí o meu sexo violentamente, com isso um gemido escapou e abri os meus olhos. Eu estava descobrindo que ao receber tapas em meu traseiro, o meu corpo gostava durante o sexo. Edward me deu outro tapa me roubando um gemido mais alto e acabei gozando na mesma hora o apertando de forma intensa. Ao se mover por mais duas vezes ele também gozou molhando o meu sexo com vontade e gemíamos juntos. O prazer foi mesmo intenso para ambos.
Fui parando com os meus movimentos e saí de cima dele o olhando, mas interrompi o nosso olhar para me deitar ao lado dele. Engraçado era que o meu corpo desejava mais, muito mais daquilo naquele momento e fui beijá-lo, mas Edward me impediu veemente de tal ato nesse momento.
—Por que não? Perguntei o olhando.
—Acho melhor você ir dormir!
—Está fraco? Perguntei olhando séria para ele, eu já imaginava a chuva de defeitos vindo dele.
—Prefiro ir dormir, daqui a pouco eu tenho que ir trabalhar. Sendo que eu não devo satisfações ou já esqueceu?
—Nem eu a você! Falei me levantando e fui para o meu banheiro tomar um banho.
Eu estava toda gozada e aquilo incomodava ao escorrer em minha perna. Liguei o chuveiro e evitei molhar a minha cabeça, eu apenas lavei o meu corpo e Edward entrou reparando o local, mas preferiu ficar quieto. Desliguei o chuveiro e passei por ele sem olhá-lo estando já enrolada na toalha, já ele entrou no Box e se lavou.
Fui para o meu quarto e terminei de me secar, o sono já se fazia presente em mim e fechei a porta para eu poder ligar o ar. Peguei um edredom em meu closet e me deitei no momento que Edward saia do banheiro inteiramente nu. Ele já estava seco e vestiu a boxer dele após pegá-la sobre a cama. Sem falar um ai ele se deitou ao meu lado e levantou o edredom pra puxá-lo também pra si. Com isso me deitei de costas para ele e ele pareceu nem ligar.
—Coloque o despertador para despertar às 6h da manhã pra mim.
—6h?
—Você ouviu muito bem e não irei repetir!
—Ok, Ok. Falei exausta e me sentei na cama. Liguei a televisão para conferir a hora certa e a desliguei. Pelo apartamento ter ficado muito tempo sem luz o relógio estava com a hora incorreta. Acertei tudo e me deitei novamente, dessa vez de barriga pra cima e fechei os meus olhos sentindo o meu corpo moído.
—Quero que volte logo mais para Ourinhos.
—Não irei não Edward, pretendo ficar um pouco aqui e outro dia eu volto.
—Não quero que você fique aqui Isabella!
—Por quê?
—Está sentindo saudades do seu passado?
—Em parte sim. Do mar, dos meus amigos e isso é normal em um ser humano!
—Vou esperá-la mais tarde lá!
—Sabe que não tem esse direito de mandar em mim porque eu sou de maior e vacinada!
—Quando pretende ir então?
—Na sexta feira.
—Não há acordo quanto a isso.
—Eu quem diz isso, agora vá dormir porque eu não irei embora amanhã! Falei com raiva.
—QUAL O SEU INTERESSE EM FICAR AQUI? Perguntou ele engrossando.
—Vim para me livrar um pouco da tensão. Você acha pouco o que eu estou passando estando num estágio tão sagrado? Estou grávida Edward.
—Já deu para perceber! Falou ele olhando para mim e de propósito eu me levantei pouca coisa para desligar o abajur. Ficou tudo num breu só e permanecemos calados.
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20min depois.
O sono já estava me dominando. Edward já dormia estando deitado de lado e de frente para mim, ele parecia cansado. De uma coisa eu tinha certeza, eu só voltaria na sexta.
Ali não havia necessidade de dormirmos juntos e me levantei sem esbarrar em nada, a pouca claridade vinda de fora me facilitou. Saí do meu quarto e fui me deitar no outro que pertenceu os meus pais. Liguei o ar para poder amenizar o calorzinho que estava fazendo e me cobri com o edredom.
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Quarta feira, 06 de fevereiro.
06:10min da manhã.
Despertei com Edward me chamando e me espreguicei com vontade.
—Isabella. Chamou-me Edward da porta. –Isabella!
—O que foi agora droga? Perguntei socando a cama.
—Preciso ir e desejo um café decente antes de ir!
—Se vira, a cozinha está lá e na minha casa eu não faço papel de empregada dos outros Edward! Apenas na sua casa eu sou a serviçal.
—Custa você fazer o café para mim?
—Tudo bem. Falei chateada.
Levantei da cama e calcei o meu chinelo, passei por ele na porta e em vez de eu ir para a cozinha eu fui para o banheiro do meu quarto escovar os meus dentes. Demorei de propósito.
—Preciso ir trabalha, desse jeito eu só irei chegar amanhã!
—Estou escovando o meu dente não está vendo?
—Está demorando apenas para me atrasar. Esqueceu que eu fui obrigado a vir até aqui?
—Eu não fazia questão que você viesse e veio porque quis! Falei olhando para ele após secar a minha boca.
—Vim porque eu queria trepar com você, nada mais, além disso. Disse ele de forma dura olhando para mim.
—Podia ter ido trepar com outra ou prefere a mim?
—Prostitutas só servem para isso mesmo. Eu não seria capaz de trair a memória da minha irmã ficando pra valer com você! Não espere nunca isso de mim!
—E quem está falando de amor aqui? Perguntei o olhando séria. –Quem te iludiu com isso?
—Não é o nosso caso!
—Eu mais que ninguém sei disso e eu sendo prostituta ou não, você sempre vem até a mim. Pode me chamar do que você quiser e aceitarei as suas ofensas como um elogio. Se bem que se eu fosse me passar por uma prostituta, eu estaria bem mais feliz tendo que aturar aqueles homens rabugentos do que está ao seu lado. Não imagina o quanto estou feliz aqui em meu apartamento novamente. Apesar dele ter sido comprado com dinheiro sujo, o ar aqui é mais leve do que ficar ao seu lado.
Passei por ele sem olhá-lo e fui pra cozinha. Fiz café e esquentei o leite, aqueci o pão na torradeira e peguei o requeijão. Eu sabia que aquele café estava muito simples em vista do que era servido na casa dele, mas antes até dos meus pais morrerem o meu café era simples assim. Nunca me julguei uma pessoa rica.
—O café da manhã é simples. Falei olhando-o pela primeira vez depois da nossa discursão. –Mas se ficar com frescuras tem café puro ou água. Se sirva como achar melhor para você.
—Fazer o que né? Falou ele se servindo. –Irá pra Ourinhos hoje e já está decidido!
—Irei apenas na sexta feira.
—Hoje!
—Sexta feira! Eu preciso ficar aqui um pouco e dar uma limpeza em meu apartamento. Menti, o meu apartamento já estava limpinho.
—Sabe muito bem que Alice já está nos preparativos da droga desse casamento. Precisa de você lá para ajudá-la a escolher ou já se esqueceu que a minha mãe se encontra impossibilitada por uma imprudência dos seus pais?
—Diga a ela para ficar no total comando como vem fazendo. Apenas comparecerei na prova do vestido e já está de bom tamanho. Estou tão interessada nesse casamento da mesma forma que você está na nossa filha e lamento pelo os meus pais terem roubado vocês. Do contrário eu estaria levando a minha vida normalmente, eu teria passado de ano na escola e agora eu poderia estar em uma universidade super feliz. Eu não teria abalado o meu namoro que no meu recordar era mais que genial por eu ser muito bem tratada. Apesar dele ser engomadinho, mauricinho, playboyzinho e o que for no seu conceito, ele foi um dos homens que mais me tratou bem até hoje. Ninguém é perfeito nesse mundo.
—Então está aqui por causa dele? Perguntou ele afastando a xícara e largou o pão de lado, tudo isso pra olhar para mim. –Está defendendo ele por quê?
—Meu passado está morto e ele é um cara comprometido agora.
—Ele preferiu a outra.
—A escolha dele não me interessa mais.
—Mesmo? Perguntou ele vindo até a mim para olhar dentro dos meus olhos. –Mesmo? Tornou a repeti me comendo com o olhar.
—É. Falei afirmando com a cabeça e me lembrei da visita de Jacob ontem, com isso eu desviei o meu olhar do dele sem disfarçar.
—Estou em cima da hora, preciso ir. Falou ele me encarando e largou o café mal tocado sobre a mesa para lá.
Apressei-me e fui pra sala, abri a porta e tirei a chave da mesma a escondendo no momento que ele foi até o quarto pegar a carteira mais a chave de seu carro. Quando ele voltou.
—Eu não nasci para ser feito de bobo. Falou ele me encarando de forma bem séria e temi o olhar dele, mas me mantive firme olhando para ele.
—Estou tranquila. Falei o encarando. –Já aceitei o meu fardo e não irei fugir ou ficar presa.
—Tenha a certeza que até no fim do mundo eu a acharia. Falou ele apertando de leve o meu queixo para me provocar e saiu do apartamento.
—Já estou cansada de ouvir isso de você, está repetitivo para mim!
Fechei a porta após ele entrar no elevador e a tranquei. Deixei as minhas lágrimas rolarem ao lembrar que ele tornou a culpar os meus pais. Eu sabia que era verdade e isso me magoava profundamente, por isso eu me sentia em dívida com eles. Pobre Esme que perdeu a sua visão e Brenda a vida dela. Chorei até ficar com as minhas vistas vermelhas na sala e decidi ir me deitar em meu quarto, acabei dormindo sem querer com uma de minhas mãos sobre a minha barriga.
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12h do dia.
Acordei me sentido um pouco melhor, meu sexo ainda estava sensível por causa da noite passada, mas nada alarmante. O telefone da sala começou a tocar e me levantei devagar, quem quer que fosse esperaria um pouco.
Cheguei na sala e o atendi.
—Oi, sou eu o Jacob.
—Sabe que não temos nada pra falar um com o outro jake! Fica com a Isis que é uma mulher descomplicada, a qual não irá colocá-lo em furadas. Você mesmo disse isso para mim e afirmou que teria vergonha se fosse eu em relação à morte dos meus pais. Ainda me lembro das suas palavras duras que me feriram como facas afiadas.
—Eu sei que errei, mas após encerrarmos aquela ligação em dezembro eu juro que fiquei muito mal. A sua ligação repentina me tirou do eixo e acabei cometendo a loucura de ir para o racha totalmente desconcertado das ideias, por pouco não perdi a minha vida por sentir saudades de você.
—Pura falsidade sua! QUANDO EU MAIS PRECISEI DE VOCÊ, VOCÊ ME NEGOU AJUDA! AJUDA JACOB! Passamos por muitos momentos bons juntos, agradeço até hoje aquela festa maravilhosa que você me deu, mas não podemos ficar mais juntos.
—É muito óbvio que esteja comprometida com o pai da criança.
—Independente de compromisso ou não, eu sou uma mulher solteira no meu conceito.
—Vamos sair para conversar, mesmo como amigos?
—Não é uma boa ideia ao meu ver. O que deseja ao ficar atrás de mim?
—Estou preocupado se você está bem. O seu semblante é de alguém triste e antes você era tão radiante. O oposto do que vejo agora. Está precisando de algo? Qualquer coisa que pedir eu lhe darei.
—Perdi os meus pais, não posso estar esbanjando felicidade. Não estou precisando de nada!
—Eu te conheço bem.
—Agradeço a sua preocupação, mas eu preciso desligar agora.
—Tudo bem e você tem razão para estar bem chateada comigo, mas aceite ir jantar comigo hoje em nome de todos os momentos felizes que nós dois já passamos juntos. Por favor, não diz que não, podemos ser amigos pelo menos. Por favor, vamos conversar somente?
—Por que insiste jake?
—Quero ficar com a minha consciência tranquila. Sua barriga está tão grande e seu cabelo está curto.
—Está enorme mesmo e o que você me fez foi horrível.
—Perdoe-me bella, por favor? Não me sinto satisfeito com o que falei para você e se eu pudesse, eu voltaria atrás e faria diferente em relação a dezembro.
—Infelizmente não podemos voltar atrás.
—Está segurando a barra sozinha pelo visto e você não está trabalhando, isso é o que eu deduzo não sei. Não precisa ser orgulhosa e se precisar da ajuda de um amigo, eu estarei aqui. Está se tratando pelo menos?
—Estou, não se preocupe.
—Podemos ir jantar hoje pelo menos?
—Eu preciso pensar, me ligue depois.
—Que horas?
—De tarde, por volta das 16h.
—Podemos ser amigos.
—É isso que seremos mesmo.
—Para mim já está de bom tamanho.
—Tchau Jacob.
—Ok, tchau.
Desliguei o telefone e me sentei no sofá.
Fiquei pensando se eu iria ou não sair com ele. Jake parecia estar realmente arrependido e até me ofereceu ajuda sendo um pouco tarde demais para mim. Quando eu mais precisei dele e se naquela época ele estivesse me ajudado eu teria sumido do mapa. Se Edward me acharia ou não, eu não sei. Dizendo ele me acharia até no inferno ou no fim do mundo e sabendo o jeito dele, eu não duvido. Até lá eu iria vivendo a minha vida.
Eu já estava ferida demais e sem ninguém para eu conversar nesse momento, por sorte Mary era a minha salvação e jake em outras épocas era um amigão para mim. Eu estava em uma dúvida cruel.
—O que eu devo fazer? Perguntei para mim mesma estando numa dúvida terrível.
Meu medo era de Edward de alguma forma descobrir, aí sim eu estaria ferrada, mas se ele não descobriu a respeito de Max até hoje, é porque eu estava fazendo de forma certa. Eu precisava viver a minha vida da forma que eu podia, ele também fazia o mesmo com as outras mulheres. Jacob havia trocado de carro mesmo, mas sempre que eu me lembrava da desfeita que ele me fez em dezembro eu dava pra trás. Se eu fosse pesar os erros e acertos dele em relação a mim, o acerto venceria. Tirando setembro quando eu briguei com Jacob e ele com o Fred por causa de Edward. Sem me esquecer de dezembro por causa da sonegação de ajuda, estava tudo bem. Jake sempre foi carinhoso e legal comigo. Até às 16h eu iria pensando se eu aceitava ou não, seria apenas um jantar entre amigos.
Fui para a cozinha preparar o meu almoço e fiz algo básico para eu comer. Eu estava sem motivação até mesmo para comer, ser chamada de prostituta sem ser e estando tão grávida doía demais. Eu precisava humilhá-lo da mesma forma que ele fazia comigo, suas atitudes para comigo não demonstravam pena. Ele sempre me maltratava para não trair a memória da irmã, pelo visto seria sempre assim. De alguma forma isso tinha que acabar, eu precisava ser mais forte e não desmoronar fácil como eu vinha fazendo. Pensando dessa forma eu acabei aceitando o convite de Jake, eu viveria à minha maneira e não daria mais para trás. Sentei-me no sofá com o meu prato de comida na mão e liguei a televisão. Lembrei-me da minha vitamina e fui pegá-la, a ingeri com um pouco de suco e comecei a comer.
Após o almoço eu fui lavar a louça que eu sujei, inclusive as panelas por eu sempre fazer pouca comida para eu comer. Hoje seria um dia que eu não jantaria aqui e lembrando da possibilidade de Edward vir para cá, eu marcaria com jake às 18h em ponto. Ele era pontual e havia algumas coisas que eu queria conversar com ele que ficaram pendentes no passado.
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16h da tarde.
Na hora combinada o telefone tocou, eu já estava na expectativa próxima a ele.
—Alô.
—Sou eu o Jacob. O que vai ser?
—Eu irei aceitar, mas com uma condição.
—Qual? Perguntou ele demonstrando alegria e não liguei muito, ele estava no erro comigo.
—Quero que venha me buscar às 18h e me pegue aqui na garagem do prédio. O porteiro já te conhece mesmo.
—Ele é gente boa. Então até às 18h e quando eu chegar aí eu te ligo.
—Ok jake e até daqui a pouco.
—Até gata.
Desliguei o telefone e sorri de leve, jake era uma figura mesmo. Eu não sabia o que vestir, mas jake na época costumava a me levar a lugares bacanas. Eu escolheria uma roupa bonita e confortável, fui até o meu closet escolher e peguei um sapato bonito dado pelo o meu pai. Eu sabia que foi a minha mãe quem o comprou para o meu pai me dar de natal, fazia dois anos que eu tinha ele. Segurei as minhas lágrimas ao me lembrar deles, fazia tão pouco tempo que eu fiquei órfã e doía demais em mim ainda. Ta certo que eles provocaram a própria morte deles ao roubarem, traficarem e provocarem pessoas do mal. Por pior que eles fossem eu sentia saudades deles.
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Às 17:15min da tarde eu fui tomar o meu banho com calma e me lavei da cabeça aos pés. Esfreguei o meu couro cabeludo com xampu e enxaguei a minha cabeça, passei o creme hidratante que eu comprei no mercado e passei sabonete em meu corpo enquanto a hidratação instantânea agia em meu cabelo. Asseei-me com o presto barba por habito e higiene sob a água, após fazê-la por completo eu me enxaguei da cabeça aos pés.
Saí para me secar e passei creme em todo o meu corpo, inclusive passei o óleo em minha barriga. Maquiei-me bem e passei o meu batom vermelho, aproveitei e passei perfume em meu corpo. Penteei o meu cabelo todo para trás e passei um pouco de gel para deixá-lo com a impressão de molhado. Fui para o closet me vestir e ao ficar pronta, eu aprovei o meu visual.
Era tão bom me olhar no espelho e ver o quanto eu estava bonita. Peguei a minha bolsinha e fui fechar as janelas do meu apartamento, faltava pouco para o jake chegar. Aproveitei e fui beber um pouco de água, minha boca estava seca.
Voltei para a sala e me sentei no sofá, não deu três minutos e o meu telefone tocou.
—Alô.
—Oi gata, eu já estou aqui na garagem lhe aguardando.
—Já estou indo.
—Tudo bem.
Encerrei a ligação e o coloquei de volta na base. Preparei-me para sair e novamente o telefone tocou no momento que eu fechava a porta, mas o deixaria tocando e fechei a porta. Tranquei a mesma com a chave e fui apertar o botão para chamar o elevador. Aguardei a vinda dele e quando ele chegou, eu entrei.
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Na garagem.
Saí do elevador e jake me aguardava do lado de fora do carro. Ele estava muito bem arrumado e veio na minha direção sorrindo de forma verdadeira.
—Boa noite Jake.
—Boa noite. Você está muito bonita. Disse ele me olhando sem ser abusado.
—Não comece e obrigado.
—De nada. Disse ele segurando em minha mão de forma gentil.
—Estamos indo jantar apenas.
—Claro que sim e não é a minha intenção fazer algo que a magoe ainda mais. Terá algum transtorno a sua saída hoje comigo?
—Sou uma mulher livre em meus pensamentos.
—Ok. Falou ele me conduzindo até o carro dele e abriu a porta para eu entrar.
—Obrigado.
Jake entrou no carro e olhou para mim.
—Está mesmo linda. Disse ele beijando a minha mão.
—Pelo visto estou vendo que algumas coisas não mudaram. Falei olhando para ele e ele sorriu levemente.
—Nem todas, mas nada que vá lhe magoar. Eu juro.
—Podemos ir agora?
—Tudo bem. Disse ele sorrindo e ligou o carro.
—Aonde nós iremos?
—A um restaurante bem legal e aconchegante. Algum problema nisso?
—Nenhum, é apenas curiosidade mesmo.
—Está grávida de quanto tempo?
—Isso importa?
—Sim. Não vejo motivos para mentiras entre nós agora.
—Mas você mentiu para mim ao ficar andando pra cima e pra baixo com a Isis.
—Vamos conversar a respeito disso, mas não aqui no carro. Teremos tempo de sermos sincero um com o outro ao jantarmos.
—Assim espero.
—Será dessa forma. Disse ele colocando o carro em movimento.
Saímos do prédio e ele dirigiu tranquilamente pelas ruas, nem correr da forma que ele fazia para me assustar ou se exibir ele fez. Acho que era por eu estar grávida.
Ele vira e meche me olhava e tornava a olhar para o transito a nossa frente, sem contar que o interior do carro dele era muito bonito e de última geração.
—Seu carro é muito bonito.
—Gostou?
—Sim. Ele é muito maneiro e cheira a velocidade.
—Com certeza. Disse ele sorrindo.
—Ainda pratica rachas?
—Não mais. Por pouco eu não perco a minha vida se eu não tivesse um bom reflexo ao pilotar. Um dia eu volto. Falou ele sorrindo.
—Volte e morra logo de uma vez. Falei o reprovando com o meu olhar.
—Estou brincando. Tomei juízo e agora eu sou um homem ajuizado. Disse ele sorrindo, seus dentes brancos eram perfeitos.
—Pro seu bem, tomara mesmo.
—Estou trabalhando com o meu pai no escritório.
—Que bom! Não quis ingressar na faculdade por quê? Sei que as suas notas estavam boas.
—Estou pensando ainda. Você tinha tudo para passar se não desaparecesse do nada.
—Foi preciso para eu colocar a minha cabeça no lugar, foi um choque para mim ao perder os meus pais. Ficar órfã não é legal assim tão cedo. Eu só tenho dezoito anos jake. Falei prendendo as lágrimas que queriam descer e me mantive forte.
—Eu sei. Disse ele segurando a minha mão esquerda e a acariciou. –Eu estou aqui.
—É um pouco tarde para nós Jacob. Falei afastando a minha mão da dele e ele tornou a segurá-la.
—Independente de estarmos juntos fisicamente ou não, eu estarei aqui.
—Eu agradeço. Falei sorrindo levemente.
Sorrindo ele voltou à atenção para a rua.
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40min depois.
Chegamos no restaurante e o local era bem reservado. Jake saiu do carro e veio abrir a porta para mim, agradecendo-o saí do carro segurando a sua mão. Ele fechou a porta e escutei o som suave do alarme.
Caminhamos na direção da porta do restaurante lado a lado, mas em momento algum ele forçou a segurar a minha mão. Ele estava sendo respeitador.
Fomos recepcionados bem e nos sentamos próximos da janela, ao fundo o mar era a nossa paisagem e que vista maravilhosa era aquela.
—Gostou do lugar?
—Adorei, você nunca me trouxe aqui antes.
—Antes você não podia sair à noite sempre lembra?
—É eu me lembro.
—A vista é incrível, concorda?
—Sim.
—E só tem graça à noite.
—Estou percebendo jake. Obrigado por me trazer.
—De nada e escolha o que você quiser no cardápio.
—Tudo bem. Falei sorrindo levemente e olhei o menu. Havia muitas tentações ali, escolhi algo razoável para eu comer. –Vou querer filé de trutas grelhada com molho de ervas. Ela vem acompanhada de risoto de rúcula com tomate. Espero não enjoar.
—É muito bom. Eu irei lhe acompanhar e pedirei a mesma coisa. O que deseja beber?
—Pode ser um suco tropical. Falei olhando na parte de bebidas.
—Ok.
Jake chamou o garçom e fez o nosso pedido. Fiquei olhando tudo em volta e tornei a olhar para ele.
—Então está trabalhando?
—Sim.
—Como vai a sua família?
—Todos estão bem.
—E a Juana como ela está?
—Sem juízo e saindo quase todos os finais de semana com as amigas. Disse ele sorrindo.
—E o lance dela com o Roger?
—Amor de verão, mas eles se falam e estão ficando na maneira deles. Os meus pais não se metem, mas a alerta para tomar juízo.
—Ela é tão bacana e ele também.
—É. Falou ele sorrindo.
—E a Ângela?
—Foi para Nova York estudar. Nos falamos sempre por telefone e ela está vivendo lá sozinha. Dizendo ela, está adorando o cursinho que está fazendo.
—Poxa que legal!
—Ela está feliz e sempre que me liga, ela fala empolgada. Não tem muito tempo que ela foi pra lá, foi no início de janeiro.
—E o Fred? Perguntei e sabia que eu estava tocando na ferida, mas precisávamos deixar algumas coisas bem claro um com o outro.
—Não tenho visto, mas parece que ele mora no mesmo lugar e você sabe aonde muito bem.
—Sim eu sei, Fred é uma pessoa incrível. Gosto muito dele como amigo e nunca passou disso.
—Eu soube pelo aquele telefonema o contrário e rolou aquela briga.....
—Infundada e o provocaram de propósito. Você confia em mim jake?
—Por que me pergunta isso?
—Podemos ser sinceros um com o outro aqui e agora? Perguntei séria.
—Sabe que sim.
—Então eu estou sendo sincera a você, nunca rolou nada entre eu e o nosso amigo. Naquele dia em que eu terminei com você movida a chantagens, o Fred me viu saindo triste de dentro do colégio e nos animamos ir até a praia. Ele estava pra baixo, pois se você não sabe ele vivia jogado e os pais dele nem se preocupavam em dar atenção ou carinho a ele. Era só depositar o dinheiro na conta e pronto, esse era o carinho oferecido por eles e eu dava conselhos e teve uma vez que ele ligou para a mãe dele e a mesma foi visitá-lo. Agíamos na inocência e nunca rolou um beijo sequer entre nós, ele o respeitava de verdade sendo o seu amigo e a mim como sendo a sua namorada também.
—Como conseguiram o meu número então?
—Essa já é uma parte complicada jake. Eu posso resumir que eu vivia na ilusão o tempo inteiro.
—De quem é esse bebê bella?
—De um homem o qual eu não quero falar a respeito dele. Tem coisas que merecem ficar guardadas jake. Entenda-me.
—Ele ainda faz parte da sua vida?
—Sim. Eu preciso ser sincera com você, mas acredite que entre nós só há raiva. Muito mais por parte dele.
—Como há só raiva se você está grávida?
—Entenda como queira. Falei no momento que o nosso pedido chegou e ele não conseguia tirar os olhos de mim. –Eu estou confiando em você jake.
—Se se odeiam tanto, como é que esse bebê foi feito?
—No método tradicional e aconteceu sem eu esperar.
—Você queria um dinheiro para sumir. Ele a maltrata? Perguntou ele olhando para o meu pescoço, as marcas ali eram visíveis por eu ser branca demais. Sendo que eu vivia bronzeada por causa do sol constante e me senti constrangida um pouco.
—É isso que transparece para você?
—Não sei o que pensar, mas deduzo que sim.
—Estou bem, minha filha está bem.
—Você não parece alguém que está bem. Seu semblante está diferente do que era, fico intrigado. Você está trabalhando?
—Não. Não empregam mulheres com a pança do tamanho da minha.
—Isso é uma realidade. Está passando por necessidades?
—Não, eu juro para você que não.
—Ele lhe dá dinheiro?
—Não, mas eu o peguei sem a permissão dele.
—Ele mora lá no apartamento com você?
—Não, ele não mora aqui e eu vim pra cá para poder respirar e levar a minha vida.
—Esse cara tem a ver com a morte dos seus pais?
—O que você acha?
—Estou deduzindo aos poucos, tentando montar o quebra cabeça como posso.
—Eu posso dizer que eu estou levando a minha vida como eu posso. Mas eu desejo que você não pense mal a respeito do Fred.
—Eu acredito em você.
—Por que não me escutou antes?
—Foi um choque para mim na época e no mesmo dia você desmanchou comigo afirmando que estava gostando de outro. Foi muita coincidência você não acha?
—É eu concordo.
—Perdoe-me de verdade bella? Perguntou ele segurando na minha mão.
—Você me magoou tanto, mas em vista do que eu passei, as suas palavras foram refresco em meu ouvido. Falei prendendo as minhas lágrimas e consegui.
—Posso enxergar o quanto você está ferida bella. O que fizeram com você gata?
—Cometeram uma injustiça! Falei cheia de raiva na voz e ele se assustou com isso.
—Se mude, venda aquele apartamento bella. Existem outros ao redor. Aquele pelo o que deduzo está pichado e se foi injustiçada como você mesma diz, o melhor é sair dali.
—Eu adoro aquele lugar.
—Adore você primeiro.
—Acho que você tem razão. Sendo que eu não posso manter aquele luxo.
—Por isso pegou o dinheiro dessa pessoa?
—Sim.
—Estou tão confuso bella. Outra no seu lugar iria viver a vida.
—Vou vender aquele apartamento. Conhece alguma casa por aqui perto?
—O seu apartamento é valioso e com o dinheiro dele daria para você comprar uma boa casa.
—Não quero luxo.
—Posso te ajudar nessa parte. Existem residências ao redor bem mais econômicas e até bonitas, eu te ajudo se for o caso. A ajudarei como amigo e não quero nada em troca. Talvez as coisas tenham piorado para você com a minha negação de ajuda, quero poder me redimir aos danos causados a uma grande e sincera amiga. Sei que cometi muitas falhas e fiz coisas imprudentes antes.
—Como fumar baseado, por exemplo?
—Quem te contou?
—Isso não vem ao caso, mas vivia pra cima e pra baixo com a Isis já que ela era a sua parceira no trago. Cadê ela?
—Tem tempo que eu não a vejo. Disse ele olhando para mim e eu experimentei a truta. –Está gostosa?
—Está divina! Humm!!! Ele sorriu.
—Tem um bom tempo que eu não a vejo, acho que o acidente me caiu bem para acordar pra vida.
—Estava com fumo nas ideias?
—Um pouco e fui duramente chamado à atenção pelo o meu pai. Mostrei que mudei com o passar dos dias e me afastei de coisas que me levavam a isso.
—Foi o melhor que você fez. Falei dando outra garfada na comida e ele fez o mesmo. Mastigamos um olhando para o outro. –Fez algo a mais que isso?
—Juro que não, eu não era louco para chegar a tanto.
—Menos mal então. E ela?
—A mesma coisa.
—Por que não foi sincero comigo e me contou o que você vinha fazendo?
—Conhecendo você, eu sabia que iria pegar no meu pé e até mesmo desmanchar comigo. Só por isso.
—Fico feliz que estamos sendo sinceros um com o outro nessa noite.
—Eu também. Falou ele sorrindo e eu também retribuí ao sorriso dele. –Vou deixá-la comer, ou esfriará a nossa comida.
—Dá pra fazer os dois ao mesmo tempo.
—Ainda me lembro da noite em que passamos juntos no seu aniversário.
—Foi bem intenso e juro que não me arrependo jake. Nem um pouco mesmo.
—Eu muito menos. Não consigo tirá-la da minha cabeça e me recordo de cada minuto daquela madrugada.
—Sério?
—Sim. Você não? Perguntou ele me olhando de forma intensa.
—A primeira vez de uma mulher é inesquecível sendo ela boa ou não, mas a nossa foi prazerosa. Falo com toda sinceridade. Sorrimos e continuamos a comer.
A comida estava deliciosa e ao terminarmos de comer, ele me disse pra escolher uma sobremesa. Vendo tanta coisa gostosa na minha frente eu escolhi mesmo. Eu pedi uma e ele pediu outra, mas ele me fez experimentar a dele e aprovei. Jake era um rapaz muito bom, acho que foi cruel comigo por se sentir traído. Ele era gentil, carinhoso e estava me tratando tão bem. Ficamos um bom tempo conversando.
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Eu soube mais a respeito dos nossos amigos e nenhum deles sabiam a meu respeito, jake evitou comentar da minha ligação repentina e não o reprovei por ser um favor que ele estava me fazendo. Pedi que evitasse falar de mim e ele estranhou. Falei que aos poucos eu iria me aproximando e ele aceitou numa boa.
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Peguei o pulso dele e olhei a hora.
—22:05min da noite já jake.
—A hora passou rápido e nos perdemos ao conversar.
—Tem razão. Podemos ir para não ficar tarde?
—Você tem problemas com a hora?
—Aqui nenhuma, mas você trabalha amanhã.
—Hoje está sendo um dia mais que especial.
—Pode ter certeza que para mim também. Adorei tudo e principalmente a nossa conversa.
—Que bom. Falou ele segurando na minha mão e a beijou. –Vou pedir a conta.
—Tudo bem.
Jake chamou o garçom e fez o pagamento da nossa conta, mas antes de irmos eu falei que precisava ir me aliviar no banheiro. Levantei da cadeira com a sua ajuda e fomos juntos nos aliviar antes de irmos embora.
Lavei a minha mão após me aliviar e retoquei o batom, sem demoras eu saí do banheiro e o encontrei me esperando.
—Pronto?
—Tudo certo jake.
Caminhamos entre as mesas e saímos do restaurante. Na porta do mesmo ao lado de fora, jake segurou na minha mão sorrindo.
—Não há maldade.
—Sei disso.
Caminhamos até o carro e ele me abraçou por longos minutos, com isso deixei sem querer as lágrimas rolar. Ele foi discreto e me deixou desabafar acariciando a minha cabeça. Ele exalava carinho e beijou a minha testa.
—Vamos?
—Sim.
—Está uma grávida linda demais e eu trocaria tudo para que o bebê fosse meu. Disse ele sorrindo e acariciou a minha barriga. –Está tão durinha.
—Estou me sentindo uma bola.
—Está uma gatinha fofa.
—Pare com isso jake. Falei sorrindo e negando com a minha cabeça.
—É a pura verdade, acredite em mim.
—Ta eu acredito.
—Saiba que eu gosto muito de você.
—Você apesar dos erros e somando os acertos, eu gosto de você jake. É de coração.
—Sinto-me culpado. Sei que coisas ruins aconteceram para você querer fugir.
—Hoje em dia eu estou tranquila. Falei olhando para ele.
—Podemos ficar juntos outra vez.
—Eu não tenho certeza disso.
—Eu tenho certeza de você. Falou ele acariciando o meu rosto e se afastou para abrir o carro para mim.
—Estou grávida de outro homem e sua família iria implicar.
—Eu seria capaz de falar que era meu.
—Não faça isso jake, pelo amor de Deus não faça isso. Eu estou impedida de ter compromisso sério com alguém no momento, mas eu vivo a minha vida e serei capaz de ter alguém com quem trocar carinho e afeto. Sou livre em meus pensamentos.
—Você diz em ter um amante é isso?
—Por mais que seja vergonhoso em admitir uma coisa dessas, é a mais dura realidade.
—Posso ser o que você quiser, eu só desejo o seu bem e ter você.
—Você precisa de alguém descomplicada jake.
—Eu preciso de você.
—Não, você não precisa. Falei entrando no carro e ele fechou a porta. Segundos depois ele se sentou ao meu lado e fechou a porta do lado dele.
—Preciso sim, eu sempre fui louco por você.
—Não quero feri-lo mais tarde jake.
—Não, não me prive da sua companhia bella. Podemos dar o nosso jeito.
—Não quero que se apaixone por mim, eu não......
—Não posso evitar, desde que eu a vi pela primeira vez eu gamei. Não é à toa que eu lhe perturbava durante os intervalos lá no colégio. Sorrimos.
—Ainda me lembro disso seu espertinho.
—Apenas pense.
—Eu....
—Por favor.
—Ok.
Jake ligou o carro e fomos embora.
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UM TEMPO DEPOIS.
Acabávamos de entrar na garagem do meu prédio e soltei o cinto de segurança do meu corpo. Jake estacionou próximo do elevador e o olhei quando ele desligou o carro.
—Quer subir e tomar um café?
—É melhor não, outro dia será melhor.
—Está com medo?
—De...?????
—Não sei, de repente há a possibilidade de você não resistir à barrigudinha aqui. Ainda mais há uma hora dessas.
—E se fosse isso mesmo? Perguntou ele segurando no volante e olhando para mim.
—Então é melhor que seja outro dia. Falei sorrindo pra valer agora e ele ficou me olhando. –O que há de errado?
—É ruim ficar olhando para você e a admirando?
—Estou com os meus cabelos pra pintar e não estou me sentindo lá e......
—Pura bobagem sua. Disse ele acariciando o meu rosto. -A respeitarei por se sentir magoada ainda comigo e mesmo que não estivesse seria da mesma forma. Não vou negar que a minha vontade era de colocá-la sobre a cama e acariciá-la por inteira. Dar o melhor de mim e.....
—Não sou santa, mas com você falando dessa forma me deixa envergonhada. Faz tempo que não temos contatos íntimos.
—Estou sendo sincero com você.
—Eu sei, você sempre foi intenso em sua forma de pensar e agir. Sorrimos. –Boa noite jake. Falei colocando a mão na maçaneta do carro.
—Eu abro.
—Ok.
Jake saiu do carro e veio abrir a porta para mim. Sorrindo eu aceite a mão dele e saí segurando a minha bolsinha.
—Boa noite bella. Antes de qualquer atitude minha eu ligo para você.
—Ta bom.
—Vou ajudá-la sem querer recompensa e até mesmo se caso um dia eu não possa mais te ver. Espero que tudo dê certo.
—Já eu desejo que você seja feliz.
—A nossa maneira. Disse ele me olhando intensamente.
—Preciso subir para descansar.
—Tudo bem.
Nos abraçamos por alguns minutos e ganhei dois beijos em minha bochecha. Sorrindo eu caminhei na direção do elevador e o mesmo já estava ali. Acenei antes de entrar e ele retribuiu feliz.
Apertei o número quatro e encostei-me na parede, minha noite foi alegre e que bom que conversamos numa boa sem haver cobranças ou acusações. Jake estava tão malhado e tão lindo, carinhoso toda vida como sempre.
Saí no meu andar e caminhei até a minha porta, abri a mesma e entrei trancando-a a seguir. Acendi a luz da sala e fui para o banheiro do meu quarto tomar banho, ao lembrar da minha conversa com jake me deu vontade de sorrir, ele não havia perdido o bom humor. Ele era o mesmo de antes.
Tirei a minha roupa e entrei no Box, me lavei por inteira para tirar o gel do meu cabelo. Saí para me secar e vesti uma camisola de algodão. Escovei os meus dentes e fui beber água antes de dormir, quando me deitei não durei mais que três minutos.
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Quinta feira, 07 de fevereiro.
10:03min do dia.
Acordei me sentindo feliz e me levantei para ir escovar os meus dentes. Sequei a minha boca e fui fazer o meu café, nisso o meu interfone tocou e fui atendê-lo.
—Alô.
—Bom dia senhorita Isabella.
—Bom dia.
—Tem uma senhorita chamada Alice aqui em baixo. Dizendo ela é uma Cullen.
—Tudo bem, deixe-a subir e disponibilize a garagem.
—Ok e tenha um bom dia.
—Igualmente.
Fui para a cozinha colocar o pão na torradeira e ajeitei a mesa, Alice poderia me acompanhar no café e me perguntei como ela soube chegar aqui. Ela não conhecia o meu apartamento ou o meu endereço, na certa foi Edward quem o deu com algum propósito, mas ir embora é que eu não iria.
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Minha campainha tocou e fui atender, Alice estava deslumbrante como sempre.
—Bom dia. Saudou-me ela com um abraço e eu retribuí sorrindo.
—Bom dia Alice. Como me achou?
—Tenho os meus métodos.
—Sei que você não é fácil. Falei sorrindo e tranquei a porta. –Aceita tomar café comigo?
—Acordei muito cedo para vir até você, vou aceitar sim.
—Está de folga hoje?
—Diria que sim. Disse ela colocando a bolsa sobre a mesa e me acompanhou até a cozinha.
—Estou surpresa com a sua visita. Não esperava mesmo.
—Vim buscá-la, iremos passar alguns dias na fazenda. Vão os meus pais, eu, Edward e os pais dele, claro que você também por já fazer parte da família e alguns amigos nosso.
—Desculpe desapontá-la, mas eu não estou a fim de ir Alice.
—Foi Edward quem pediu para vir buscá-la, pois ele está atarefado no trabalho para poder ficar tudo organizado em sua ausência.
—Não irei. Falei completamente apavorada e passei a mão em minha cabeça olhando para ela. -Quantos dias ficarão fora?
—Iremos todos amanhã cedo e voltaremos na outra semana, acredito que na terça feira por causa do nosso trabalho. Lá é tão lindo e tenho certeza que você irá gostar.
—Não, eu não desejo ir Alice. Falei negando com a minha cabeça.
—Eu não posso obrigá-la, só vim fazer a minha parte. Está gostando de ficar aqui? Perguntou ela indo até a janela olhar a vista.
—Aqui é o meu paraíso particular e o meu aconchego. Sinto-me livre aqui.
—Aquela mansão é isolada e aqui tem movimento ao olhar daqui da janela. Barulho de carros transitando, eu a compreendo.
—É isso mesmo. Agora vamos tomar o nosso café. Falei séria, eu não queria ir a lugar algum com Edward, principalmente junto de seus parentes. Ele não tinha educação comigo e eu me sentiria mal caso ele me esculachasse na frente de alguém.
—Vamos sim.
—O café é muito simples.
—Sem problemas bella e agora relaxe.
—Estou relaxada, acredite.
Tomamos o café da manhã em silêncio e quando nós terminamos, eu lavei a louça. Fomos para a sala e nos sentamos no sofá, liguei a televisão para descontrair.
—Seu apartamento é muito bonito.
—Obrigado.
—O que tem feito de bom por aqui?
—Só fico dentro do apartamento ou então vou até a praia me refrescar. Nada, além disso. Menti.
—O mar daqui é mesmo incrível bella. Aqui é um lugar muito bonito mesmo.
—Não tenho dúvidas.
—Estou correndo com os preparativos do seu casamento. Pela data em que vocês agilizaram a papelada do casamento, já me deu uma noção do dia que será o casamento de vocês e já até agendei a data para vocês se casarem. É no dia.....
—Deixe quieto, eu não quero saber ou irei me torturar até lá. Quero que me avise dia antes do casamento, mesmo eu indo experimentar o vestido bem antes eu não quero saber.
—Não quer escolher o modelo? Toda mulher gosta e é o certo.
—Não quero participar de nada, será me casar e só isso.
—Tem certeza disso?
—Nunca tive tanta certeza na minha vida Alice. Falei olhando para ela.
—O odeia demais, não é?
—Prefiro ficar calada.
—Respeito o seu silêncio, mas o tenho como um sim. Está fugindo dele ficando aqui.
—Pense o que quiser Alice! Você sabe da vida que eu levo e ainda concorda com o meu casamento. Age como se fosse o acontecimento do ano e eu aqui estou em pedaços! Não a critico por ser chegada a eles e saiba que estou certa do casamento, só não quero me meter. Deixo tudo por sua conta e faça como quiser ou achar melhor.
—Talvez o meu pecado seja querer tê-la por perto enquanto eu imagino e vejo a sua dor. Não desejo o seu mal sabe disso.
—Nem eu o de vocês todos, mas me mantenho na minha por saber que Edward seria capaz de me infernizar para o resto da minha vida. Prefiro concordar com o casamento, antes de eu cair nas garras dele eu fui perseguida, fiquei a bem dizer nua na frente de algumas pessoas por causa dele, então, eu prefiro ficar na minha. Vou vivendo como eu posso.
—Pretende ficar até quando aqui?
—Eu falei para o seu primo que até amanhã, mas estou pensando em ir sábado. O trânsito pode estar tumultuado por ser sexta feira.
—Direi a ele que você não quer ir. Preciso voltar logo pelo caminho ser longo e tenho que arrumar a minha mala. É uma pena você não ir.
—Bom fim de semana Alice e diga a ele para não surta, eu não estou fugindo. Só não quero ir.
—Ok bella, eu já entendi.
—Tudo bem Alice.
—Desculpe a minha visita de médico e ter que ir assim correndo.
—Que nada! Estarei voltando para Ourinhos no sábado.
Alice me deu um abraço e fui abrir a porta para ela, nos despedimos mais uma vez e ela se foi. Eu não queria ficar ao lado de Edward nesse momento, isso só faria mal para mim.
Decidi esquecer esse pequeno episódio e fui lavar algumas roupas minhas, eu já estava há dias ali e precisava deixar as coisas limpas. Troquei a cortina do meu quarto e a lavei na máquina, um tempo depois eu a estendi na pequena área do apartamento.
Ali era quente e secaria logo. Aproveitei para deixar o meu almoço pronto e o telefone tocou, era jake querendo saber como eu estava e se dormi bem. Falei para ele que dormi mais que bem e conversamos durante muito tempo, foi bem agradável e me descontraiu.
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.
O período da tarde foi tranquilo e em nenhum momento Edward me ligou. Acabei me deitando em minha cama e tirei um cochilo após o lanche.
.
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Às 19h da noite.
Acordei do nada e fui tomar um banho para tirar aquela preguiça do meu corpo. Permaneci com a camisola de algodão e fui preparar uma salada para a janta. Já havia carne ensopada e arroz pronto. Após terminar de prepará-la, eu fui assistir televisão. Eu comeria depois.
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Às 20:16min da noite.
Eu estava sem sono por ter dormido a tarde e para disfarçar um pouco, eu resolvi ligar para a residência dos Cullens. Chamou quatro vezes e na quinta Mary atendeu.
—Oi Mary sou eu bella.
—Amiga! Estou morrendo de saudades de você. Quando volta para casa?
—Estou na minha casa. Falei sorrindo. –E eu volto no sábado.
—Os patrões estão com planos de irmos todos para a fazenda deles amanhã, lá eu irei cozinhar para todos vocês. Sendo que Alice sempre dá uma mãozinha, até mesmo quando a Rosa estava aqui.
—Alice é bacana demais.
—Sim, ela é um doce.
—Edward está por aí?
—Ele ainda não chegou até agora. Ele sempre chega cedo.
—E Esme já está aí?
—Ela voltou para casa hoje de tarde e já a ajudei a preparar as malas dela. Ela sabe as roupas que tem e pediu para eu colocar as suas preferidas. Parece que aos pouquinhos ela e o marido estão se resolvendo. A aparência dela está até melhor.
—Fico feliz que seja dessa forma. Amar e ser amada.
—Ela perguntou por você assim que botou os pés na porta.
—E o que você falou?
—Que você foi para Solares.
—E?
—Ela não falou nada, apenas disse um “ tudo bem “ e subiu com a ajuda do segurança. O patrão não veio junto por ter ido a empresa.
—Esme é compreensível.
—Ela gosta muito de você, por isso não se importou acho eu. Você precisa viver normalmente, mas não dê mole aí amiga.
—Estou curtindo apenas o meu apartamento e o mar. Menti, eu não confiava naquela linha telefônica. –Sabe que eu amo essa terrinha aqui e estou tendo muitos aborrecimentos um atrás do outro aí.
—Você fala muito daí para mim.
—Sim.
—Não vai para a fazenda pelo visto.
—Não. Eu estou limpando aqui aos pouquinhos, inclusive lavei uma das cortinas daqui hoje.
—Não abuse aí como você faz aqui.
—Não estou não, eu juro para você.
—É a sua saúde sabe disso.
—É eu sei e me cuido. Onde será que Edward está andando, ele já fez as malas dele?
—Sim, a mala está arrumada sobre a cama e tem duas.
—Exagerado.
—Quer falar com a sua sogra?
—Não quero abusar, mas diga que eu mandei um beijo enorme e que logo eu voltarei.
—Pensando bem, a casa ficará na posse dos seguranças, não terá ninguém aqui durante os dias em que ficaremos fora. Como fará?
—É verdade, eu nem tinha me lembrado disso. Volto na outra semana então.
—Não acha que você está abusando? Ele pode prendê-la outra vez.
—Ele não é maluco Mary e eu não estou fazendo nada demais, sou livre como outra mulher qualquer.
—Sei disso, mas na cabeça dele é o contrário.
—Prefiro deixar isso quieto. Preciso desligar agora, tchau.
—Tchau e se cuide.
—Sempre.
Desliguei.
Coloquei o telefone na base e me sentei no sofá, mas tão logo ele tornou a tocar pra minha surpresa.
—Alô.
—Estou aqui em baixo e quero falar com você. Eu preciso da sua identidade e não estou a fim de subir.
—Por que não Edward?
—Estou te esperando!
—Não irei descer. Vá para casa porque amanhã você tem que acordar cedo para ir para a fazenda.
—Estou te esperando. Após ele falar desligou o telefone.
—Sem educação. Falei colocando o telefone novamente na base e soltei um muxoxo por estar insatisfeita. –O que ele quer? Perguntei para mim mesma indo para o meu quarto. Troquei de roupa, coloquei um shortinho, uma blusinha de alça e estava de bom tamanho. Peguei a minha identidade na bolsa e apaguei todas as luzes, inclusive desliguei a televisão e saí do meu apartamento deixando tudo fechado. Esperei o elevador vir e entrei no mesmo estando um pouco apreensiva, eu sentia no meu eu que Edward não veio com boas intenções, mas se eu resistisse poderia ser pior. Então eu me faria de boba.
.
.
Assim que cheguei no térreo eu saí do elevador e sucessivamente do prédio, mas estando ainda no interior da parte externa do prédio eu vi o carro de Edward parado e ele ao me ver abaixou o vidro do carona. Olhei para ele e continuei a caminhar, abri o portão após o estalo da trava e sai para a rua. Caminhei um pouco mais apreensiva e parei um pouco distante do carro dele.
—O que você quer e o que deseja com a minha identidade?
—Não vamos conversar comigo aqui e com você aí, essa roupa não está adequada também ao meu ver. Falou ele com a sua forma tosca e fechou o vidro me impossibilitando de vê-lo.
Cruzei os meus braços com raiva e olhei em volta, seus seguranças estavam na pirua a uma boa distância e tornei a olhar para o carro dele. Eu sabia que ao fechar o vidro era para eu entrar no carro, mas em minha consciência algo apitou que eu ao entrar no carro, ele me levaria de volta para a mansão e eu iria para a fazenda sob a sua vontade. Era isso mesmo e continuei parada de braços cruzados, eu não iria entrar no carro de jeito nenhum e comecei a bater levemente com o meu pé por me sentir impaciente.
.
.
2min depois.
Dei a volta no carro dele e me aproximei da janela do lado dele, na mesma hora a mesma se abriu.
—Está aqui a minha identidade Edward.
—Por que não entrou?
—Podemos nos falar comigo aqui fora.
—Isabella, pare de frescuras e dá para entrar logo?
—Tudo bem. Falei pensando melhor. –Preciso dar um pulo em meu apartamento, eu sei que você veio me buscar. Só irei pegar a minha bolsa.
Ele não falou nada e tornou a fechar a janela, caminhei de volta e entrei. No interior do edifício eu entrei no elevador e esperei impaciente chegar no meu andar, eu teria que fazer as coisas direito ou ele iria me impor às vontades dele como antes.
Saí no meu andar e abri a minha porta, fui para o meu quarto me arrumar e tornei a colocar a roupa que eu saí com jake ontem.
Passei perfume e peguei a minha bolsa maior contendo todas as minhas coisas. Dei uma geral no apartamento vendo se estava tudo fechado e em ordem, eu não sabia em qual dia da outra semana eu voltaria. Saí do meu apartamento e o telefone tocou, devia ser Edward para reclamar que eu estava demorando e o deixei tocando ao fechar a porta.
.
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Já no térreo eu caminhei apressada e saí para a rua, na mesma hora a porta do carona do carro de Edward abriu e eu entrei.
—Demorou demais! Sabe que horas são?
—Já é bem tarde.
—Chegaremos lá quase de madrugada e teremos que levantar cedo! Não dormiremos nada por sua culpa!
—Tudo bem Edward. Podemos ir?
Ele ligou o carro e eu coloquei a minha bolsa no banco de trás. Edward colocou o carro em movimento e eu permaneci calada, mas me lembrei de colocar o cinto e o fiz.
A estrada a noite estava calma e poucos veículos passavam por nós ali, os seguranças andavam bem próximos de nós e no balançar do carro foi me dando sono. Edward dirigia bem e na velocidade que estávamos não demoraríamos quase três horas e meia de viagem. Era bem longe.
Com os meus olhos quase fechando eu acariciei a minha barriga bem devagar, isso não passou por despercebido e nem liguei. Eu fechava os meus olhos lentamente com frequência por estar muito sonolenta, mas despertei quando ele colocou a mão em minha perna de forma a me provocar.
—Sentiu muito a minha falta? Perguntou ele de forma cínica e correu o seu dedo em minhas partes mais escondidas de leve.
—Se eu senti falta de você? Perguntei olhando para ele e depois olhei para sua mão. –Não tenho razão ou motivo para ser dessa forma.
—Eu senti falta de você na minha cama somente.
—Cadê a sua ficante?
—Está ocupada. Apesar de ser muito rica, ela também trabalha. Já você fica em Solares.
—Está querendo falar que a sua ficante é rica e que eu sou pobre? Não me importo Edward com isso e nunca me importei por saber o meu real lugar. Sendo que isso nunca foi empecilho para eu andar no meio dos endinheirados, sem contar que mesmo eu não sendo rica como a sua ficante eu consigo fisgar a maioria deles, seu primo mesmo, por exemplo. Jake que não fica nada atrás e tem muita grana a ponto que se precisar secar o chão com o dinheiro, eles secam. Eu nunca me aproveitei dele por causa disso, tudo que ganhei foi por livre e espontânea vontade dele em me agradar. Ele gostava de mim.
—São uns tolos. Você é uma bruxa que consegue fisgar os tolos e não presta. Após ele falar isso eu sorri para valer. –Não há graça nisso!
—Eu não tenho culpa se consigo ser amável com as pessoas Edward. Eu sou assim com quem merece e as cativo com a minha forma de ser. Apaixonam-se fácil, fácil por mim.
—Iremos nos casar, evite o máximo para que esse tipo de coisa aconteça entre você e os outros homens. Abra bem os olhos para depois não se arrepender.
Resolvi ficar quieta, era o melhor remédio na nossa situação. O silêncio estava dando espaço para o meu sono novamente e dessa vez eu deixei ele fluir sobre mim.
.
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..................................................................................
Madrugada de sexta feira, 08 de fevereiro.
03:06min da manhã.
—Senhorita Isabella, nós já chegamos. Falou um dos seguranças me acordando e abri os meus olhos.
—Hum?
—Chegamos.
—Ok. Falei tirando o meu cinto e Edward não estava mais ao meu lado.
Peguei a minha bolsa no banco de trás e sai do carro, o ar frio ali estava intenso por ser madrugada e caminhei devagar pelo jardim. A luz da cozinha estava acesa e entrei na casa, ao notar a minha boca seca eu fui até a geladeira pegar uma garrafa de água e não resisti ao ver uma torta de morango com uvas ali brilhando na minha frente. Tirei um pedaço para mim e comi devagar, com isso Edward entrou na cozinha estando apenas de calça cumprida, sapato e sem blusa.
—Isso, mate a fome de quem te mata. Implicou ele indo para o quintal.
O ignorei e terminei de comer. A casa estava silenciosa por estar bem tarde e fui lavar o pratinho que eu sujei, em seguida eu subi para o quarto dele. As duas malas que Mary havia falado para mim estavam ali e eram enormes, com curiosidade eu as abri notando ser uma com as roupas dele e a outra com roupas minhas, ele havia arquitetado tudo mesmo notei. Vai saber o que ele colocou ali para mim, mas nem me importei, eu vestiria o que ele achou decente para eu vestir. Seria melhor para evitar brigas onde quer que nós fossemos.
Tirei a minha roupa e fui para o banheiro, escovei os meus dentes e fui tomar um banho de leve, eu estava limpa e era só para relaxar o meu corpo por causa da viagem cansativa. Ao me ensaboar no Box, Edward entrou no quarto e fechou a porta. Rezei para ele não vir me chatear e ele entrou no banheiro para escovar os seus dentes. Observando-o de forma discreta eu o vi tirando a roupa e a colocou no cesto de roupa suja, ele ficou nu sem se importar comigo e foi fazer a barba que estava grandinha pouca coisa. Ele passou a espuma própria para a coisa e se barbeou com calma, já eu me apressei em me enxaguar por completo.
Saí do Box e me vesti com o roupão, mas eu precisava saber de uma coisa antes de sair do banheiro.
—Que horas iremos sair?
—Às 06:30min.
—Ok.
—Não se atrase ou lerde ao se vestir!
O deixei pra lá e saí do banheiro, faltava tão pouco para sairmos que vesti uma camisola somente e me deitei na cama, eu estava bem cansada. Cobri-me e fechei os meus olhos, escutei o chuveiro ser ligado e o sono já estava me dominando novamente. Meu corpo estava exausto.
.
.
8min depois.
Despertei levemente ao sentir a cama se mover e Edward se acomodou sob a coberta, para implicar ele colou o seu corpo junto no meu e me tocou intimamente cheio de posse. Seus dedos corriam em mim e ele chegou a me penetrar com um deles, sem haver reclamações da minha parte para não piorar as coisas eu deixei ele levantar a minha perna.
—Hum! Fiz com a intensidade que ele impôs para me penetrar e me penetrou por completo numa estocada só. Edward me invadia como um louco e segurou em minha cintura para poder controlar o meu corpo. Ele dessa vez não beijou o meu pescoço ou a minha boca, ele apenas usou o meu corpo e explodiu de forma intensa me melando toda. Eu não senti vontade de gozar e me afastei dele, com isso desconectei o nosso sexo e me levantei. Fui para o banheiro e me limpei com a mangueirinha do chuveiro, após me livrar de seu semem eu saí para me secar. Meu sexo sempre ficava sensível após ele usar o meu corpo, o nosso tamanho era incompatível e não que isso fosse algum problema para os casais. O importante era o toque e a carícia, sendo que Edward agia como o meu dono, ele não ligava para caricias e me pegava a sua moda.
Tornei a me deitar ao lado dele e ele já dormia, pelo visto estava bem cansado da viagem e me cobri. O sono também me pegou.
.
.
6h da manhã.
Despertei com alguém batendo na porta e cutuquei Edward que dormia feito uma pedra.
—O que é? Perguntou ele de olhos fechados.
—Está na hora eu acho.
Ele abriu os olhos e se sentou da cama apressado, ele passou a mão no cabelo e depois nos olhos. Seu corpo estava nu e ele se levantou.
—Vá se arrumar logo!
—Em que lugar fica essa fazenda?
—Você vai saber quando chegar lá, chega de perguntas já de manhã cedo!
—Pra que tanta estupidez? Perguntei me sentando na cama.
—Já acordamos! Falou ele para a pessoa que batia insistentemente na porta.
—Tudo bem. Falou Alice e fiquei surpresa por ela estar ali, com certeza ela dormiu aqui na casa. –Acordamos? Quem está aí com você Edward? Perguntou ela curiosa. –Trouxe alguém diferente?
—A raposa.
—Estou aqui Alice e fica tranquila que eu estou bem. Falei me levantando e fui para o banheiro escovar os meus dentes o olhando nem um pouco satisfeita.
—Não tenho medo de cara feia! Disse ele se aproximando de mim.
—Abusa por que eu sou uma mulher indefesa!
—Homem ou mulher, não me importa! Todos aqueles que abusaram dos meus não estão vivos para contar a história. Ou você duvida de mim? Perguntou ele bem perto de mim e olhando nos meus olhos.
—Não, eu não duvido. Falei negando com a minha cabeça.
—Melhor para você. Disse ele se afastando.
Escovei os meus dentes rápido e fui me arrumar. Edward fazia o mesmo estando do outro lado no closet e fiquei pronta.
Edward reprovava a minha roupa com os olhos e nem liguei. Abotoei a minha pulseira e coloquei um pouco de perfume, eu me sentia bem com aquela roupa. Confesso que a saia era um pouco curta, mas nem tanto assim.
—Irá vestida assim? Não mesmo! Parece mais que vai para a zona e vá já tirar essa roupa indecente.
—Então me deixe ir para a zona! Falei pegando a minha bolsa e saí do closet.
—Isabella venha aqui! Não me deixe falando sozinho! Gritou ele.
—Estou indo tomar o meu café e pelo amor de Deus Edward, seja um pouco mais educado na frente dos outros.
—Não vou fingir na frente de ninguém!
—Então porque foi me buscar? Isso é só para me humilhar?
—É o seu dever estar aqui e não lá! Disse ele apontando para o nada.
—Fico aqui e lá, eu tenho uma residência a zelar e não posso abandoná-la!
—Vamos vender aquilo lá o mais rápido possível! Fim de assunto!
—Você não vai se meter, não vai! Aquele apartamento é só meu!
—Desça, vai logo e não me perturbe mais! Falou ele raivoso e passou para o banheiro novamente. Ele estava arrumado e muito cheiroso.
Saí do quarto e desci a escada, me controlei pra não chorar e ele não iria se meter no meu apartamento. Eu o venderia sim, mas longe das garras dele. Fui pra cozinha e Mary ao me ver ficou surpresa.
—Bom dia! Você por aqui?
—Conhece o seu patrão.
—Por isso ele não voltou para casa no horário, ele foi buscá-la.
—É.
—O café já está pronto, logo o restante irá descer. Alice já esteve aqui e já tomou o café dela para adiantar. Quer o seu?
—Por favor, irei querer sim. Estou péssima hoje já pela manhã. Estou com um pouco de dor de cabeça, Edward mexeu com o que eu mais amo.
—O que foi que ele aprontou?
—Ameaçou ou me pressionou a vender o meu apartamento, mas deixe pra lá porque logo ele estará descendo. Não quero ter que viajar com ele enchendo o meu saco. Já basta que eu tive que aturá-lo durante a noite. Falei me sentando e foi justamente na hora que ele desceu trazendo as duas malas pesadas, mas ele era forte o suficiente para suportá-las. Ele colocou-as na porta e o segurança veio pegá-la, na certa para levá-las para o carro. Edward se sentou à mesa e Mary serviu a nós dois calada. Comi o meu pão doce quieta e bebi o meu café com leite que estava saboroso perante o olhar dele. Depois foi a vez de Esme descer com Carlisle que segurava o porta animais com tuquinha dentro e eu os cumprimentei. Sorrindo Esme acariciou a minha barriga e Carlisle fez o mesmo com a mão sobre a de Esme.
—Aproveitou e curtiu muito Solares?
—Um pouco. O meu apartamento estava precisando de uma limpeza e eu ainda não terminei por precisar ir aos poucos.
—Iremos simplificar e venderemos aquilo lá. Falou Edward olhando para mim.
—Só se ela quiser filho, isso tem que partir dela.
—Iremos nos casar, então é nós mãe.
—Não será assim filha.
—Esses pães doces estão maravilhosos. Falei sentindo a dor de cabeça me incomodando, eu sabia ser do stress.
—Vou aproveitar então. Disse Esme sorrindo levemente. –Cadê a minha sobrinha?
—Já estou aqui titia.
—Estamos em cima da hora, o piloto já nos aguarda no local de embarque.
—Iremos de avião? Perguntei surpresa.
—Num particular. Teremos um fim de semana em família. Sei que está no estágio da gravidez permitido para voar.
—Está com medo Swan? Perguntou Edward de forma cínica e o ignorei.
—Por mim tudo bem Carlisle, é só curiosidade mesmo.
—Vamos tomar café todos em paz.
—É vamos. Falei apavorada.
Eu já tinha andado de avião antes, mas foram umas duas vezes só e eu fiquei traumatizada com a turbulência na primeira vez. Eu não era fã mesmo. Edward me olhava, talvez para pegar alguns traços de medo em meu rosto para depois me atormentar com o seu cinismo e implicância.
.
Terminamos de comer e Mary ajeitou tudo. Deixou comida pronta para os seguranças e era só esquentar, pelo visto eram de confiança máxima deles ao deixarem a mansão sob o comando deles. Ajeitei a bolsa em meu ombro e fui me aliviar antes de ir. Saímos todos no mesmo carro e fui na frente com Edward, ele dirigia o carro do pai por ser maior e espaçoso. Atrás ia Mary, Alice e os pais de Edward, todos bem confortáveis. Até tuquinha estava no porta animal no colo de Alice, ele era pequeno por ela ser pequena.
Fomos para um porto e lá estavam dois jatinhos parados. Era um maior de tamanho comum para embarcar muitas pessoas e o outro era menor. Ambos na cor branca. As letras eram em azul escuro e exalava ser um luxo só, eu observava bestificada.
—Chegamos falou Alice empolgada descendo do carro e os outros de trás fizeram o mesmo, já eu fiquei dentro do carro meio que estarrecida.
—O que há Swan, desça logo ou está com medo?
—De quem são esses jatos?
—É Nosso ou vai querer saqueá-los? Esses não têm como.
—Vai a merda! O xinguei e ele sorriu pra valer, já Esme não gostou nada da atitude do filho. –Está vendo Alice o porque eu não queria vir?
—Bella eu disse a ele que você não queria vir.
—Besteira! Agora anda logo porque temos hora! Disse Edward, a sorte dele era que Carlisle estava distante falando com o piloto, do contrário seria chamado à atenção por me espezinhar.
—Iremos com o maior ou no menor Alice?
—No maior e é duas horas somente de voo até lá. De carro levaríamos mais tempo.
—Distante né?
—Um pouco. Fique tranquila.
—Estou.
Os seguranças colocaram as malas dentro do jato e subi no mesmo segurando no braço de Carlisle, ele sempre gentil comigo. Alice se acomodou em uma poltrona e pude ver o quanto era luxuoso ali dentro. Sentei-me sentindo as minhas pernas bambas já e Edward se sentou ao meu lado para variar. Evitei olhá-lo e com o pavor eu tive que perguntar a Alice onde era o banheiro às pressas. Ela preocupada por eu ter me levantado rápido e do nada, ela me indicou e fui até lá. Abri a porta às pressas e vomitei tudo que eu havia comido no café, eu coloquei tudo para fora estando agachada sobre o compartimento sanitário. Eu estava me sentindo enjoada demais em antecipação e Carlisle me levantou.
—Está nervosa filha?......E por acaso você está com medo?
—Um pouco Carlisle, eu tenho trauma desde da minha primeira vez. Peguei uma turbulência violenta que jurei que o avião iria cair.
—Fica despreocupada, está tudo sob controle.
—Eu sabia que ela estava com medo. Falou Edward da porta.
—Saia daqui! Disse Carlisle sério.
—Não irei não! Disse Edward vindo até mim e segurou no meu braço. –Ela é minha e pode deixar que eu assumo daqui para a frente!
—Faça isso mesmo, mas se magoá-la acertará as contas comigo! Falou Carlisle bem sério e saiu do banheiro o olhando sem vacilar. Ele foi bem duro com filho e foi bem merecido.
—Está vendo o que você provoca nas pessoas? Perguntei puxando o meu braço do agarre dele. –Não preciso da sua ajuda! Edward se afastou de mim e foi para a porta.
—Ande logo, todos têm que estar sentados para podermos decolar, sendo que você só está atrasando tudo!
—Já estou indo.
Fui lavar a minha boca e aproveitei para molhar a minha nuca. Ao voltar para o banco eu coloquei o cinto e fechei os meus olhos respirando fundo.
.
.
5min depois.
O jato foi ligado e as turbinas zoavam, meu coração estava disparado e entrelacei os meus dedos. Minha vontade era realmente de fugir naquele momento, mas voltei a relaxar e deixar o meu pensamento limpo de ideias como essas. Fomos informados que era chegada à hora e o jato começou a andar. O piloto o colocou na pista certa e cada vez mais a nave ia ganhando velocidade, num certo ponto a parte dianteira inclinou levemente e quando vi já estávamos saindo totalmente do chão. Encostei a minha cabeça na poltrona sentindo tudo rodar por causa da pressão e desmaiei pra valer ali.
.
.
18min depois.
Despertei com Alice estando ao meu lado, Edward estava na cadeira a minha frente e de frente para mim.
—Está se sentindo bem?
—Um pouco melhor. Falei colocando a mão em minha cabeça e fechei os meus olhos.
—Tome um pouco de água. Falou Alice e aceitei a água que Mary trouxe para mim.
—Obrigado Mary. Falei sorrindo e senti algo se mover dentro de mim, isso me pegou de surpresa e na mesma hora levantei a minha blusa deixando a minha barriga de fora. Edward observava tudo.
—O que há bella? Perguntou Alice olhando para mim.
—O bebê Alice... O bebê. Falei acariciando o local que eu senti o leve mover.
—O que tem ele filha? Perguntou Esme preocupada estando ao lado do filho.
—Eu a senti se mexer pela primeira vez. Falei sorrindo pra valer e todos sorriram, menos ele que me olhava sério, mas sem expressão de raiva ou o que for que se passava na cabeça dele.
—Ainda está se mexendo filha?
—Foi rápido. Acho que mudou de posição ou foi um chute somente. Falei acariciando o local e Alice fez o mesmo sorrindo. -Acho que ela é preguiçosa.
—Só não pode puxar a mãe. Falou Edward me olhando.
—Tão pouco o pai!
—Estamos indo nos divertir, exijo paz esse final de semana. Falou Carlisle olhando para o filho. –Do contrário pegue e volte para casa!
—Por mim! Disse Edward de forma mal criada indo se servir no bar do jatinho, ali havia de tudo um pouco e muito bem seguro estavam às coisas.
.
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2h depois.
—Estamos chegando, olhe para baixo. Falou Alice sorrindo.
—O que tem. Falei fazendo o que ela pediu e vi a fazenda lá em baixo, estávamos bem alto. Era incrível o lugar, havia um palacete branco no meio de tanta natureza.
—Adoro esse lugar, o verde é incrível e temos uma cachoeira divina aqui perto. Brenda gostava muito desse lugar também.
—Acho melhor não tocar no nome dela com Edward por perto, quem sofre as consequências sou eu Alice!
—Não irei fazer isso.
—Acho bom! Falei ficando chateada do nada e me fechei de tudo, eu odiava ser maltratada.
—Iremos pousar logo. A pista já está perto.
—Ok. Falei dando graças a Deus pelo voo ter sido tranquilo.
.
.
Pousamos com segurança e o jato foi perdendo a velocidade até parar. Desembarcamos e nossas coisas foram retiradas. Duas pirua Blazer pretas estavam paradas e eram outros seguranças que estavam parados ali nos aguardando a chegar. Eles levaram as nossas coisas para o carro e Carlisle os cumprimentou. Fui apresentada como novo membro da família e Edward revirou os olhos como dando a entender chateação. Um segurança segurou na minha mão ao me acomodar no carro e sorri para ele ao o agradecer, ele era até atraente e muito forte, lembrava-me Sebastian um pouco. A maioria deles parecia armários ambulantes, até Sebastian era assim no físico.
Edward preferiu ir no outro carro e eu fui ao lado de Mary numa boa. Senti a minha filha mexendo novamente e em silêncio eu coloquei a mão em minha barriga sobre a blusa, percebendo o meu ato Mary fez o mesmo sorrindo.
—Ela está se mexendo amiga? Perguntou ela sentindo o montinho se formar no lado direito da minha barriga e Carlisle olhou para trás sorrindo, ele estava sentado no banco do carona.
—Sim e até que fim. Falei sorrindo e sentindo as carícias dela em minha barriga.
—A fazenda é muito bonita.
—É eu vi lá de cima.
O segurança colocou o carro em movimento e fomos embora.
.
.
30min depois.
Acabávamos de passar pelo portão da fazenda e vi alguns cavalos ao longe, eram todos muito lindos e bem cuidados. O lugar era paradisíaco e só Deus sabe o que me aguardava ali.
Mary olhava tudo na expectativa e eu ia observando tudo a minha volta, novamente eu senti a minha filha mexendo e sorri.
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Paramos em frente à porta principal e um segurança veio abrir a porta, aqueles deviam ficar tomando conta da fazenda. Saí do carro junto de Mary e com a ajuda do segurança.
—Seja bem vinda. Falou ele olhando para mim.
—Obrigado. É lindo aqui.
—É um lugar tranquilo.
—Percebi.
—Algum problema? Perguntou Edward se aproximando de mim e fingi não o escutar.
—Tomara que eu goste. Falei olhando para o rapaz.
—Acredito que sim, agora com licença. Disse ele saindo de perto bem sem graça ao notar que eu ignorei o patrão dele.
—Com licença. Falei me afastando de Edward e fui ficar ao lado de Mary.
Um dos homens abriu a porta para nós entrarmos na casa e fiquei encantada com a grandiosidade do lugar.
CONTINUA.........
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