Solares
69 Capítulo 69
BELLA.........
Final do capítulo anterior.
Edward pegou a merendeira da Marie e me deu a mão, parecia que havia milhares de borboletas ali no nosso contato e subimos. Eu senti tanto a falta dele e nos ignorarmos só nos machucaria e quem estava a nossa volta também. Eu tinha tantas regalias por causa deles e vendo agora os meus amigos encaminhados na vida isso me deixava feliz.
Edward apagou a luz da cozinha e caminhamos pelo corredor, a luz dele foi mantida acesa e subimos. Ele me deixou entrar primeiro e depois entrou, escutei o suave baque da porta e eu o olhei. A merendeira foi posta sobre o sofá e ele veio até a mim, ele me beijou e eu envolvi o pescoço dele sentindo borbulhas em meu coração. Ele momentos depois beijou o meu pescoço e suspirei depois de tanto tempo sem fazê-lo. O laço do meu roupão foi desfeito e ele olhou a minha camisola.
—Esse tipo de roupa merece ser apreciada junto com a dona. Disse ele varrendo a minha camisola com o olhar.
—Você gostou mesmo eu não estando como antes?
—Não está nada mal. Disse ele e me beijou.
Sorri entre o nosso beijo e me afastei dele, deitei-me na cama de barriga pra cima e arriei a alças da minha camisola. Isso eu nunca interrompendo o nosso olhar, eu o desejava tanto depois de meses e os meus seios ficaram de fora. Edward veio até a mim e.....
—Eu juro que é o que eu mais desejo também, mas agora não. Disse ele suspendendo as alças da minha camisola novamente.
—Por que não? Não me deseja mais ou o quê?
—Não é nada disso. Disse ele e me beijou de forma a me deixar derretendo de amor e muito excitada.
Edward se afastou e ajeitou a coberta sobre mim me olhando, depois foi beijar a filha e a seguir ele se preparou para sair do quarto e....
—Aonde você vai?
—Você não me convidou, eu invadi.
—Pode ficar aqui conosco.
—Tem certeza?
—É eu tenho.
—E depois?
—Vou convidá-lo a se deitar ao meu lado novamente.
—Ok. Disse ele tirando a mão da maçaneta da porta.
Edward se deitou do outro lado da minha filha e se cobriu, a luz foi apagada e eu não queria mais pensar no que era certo ou errado. Eu já havia sofrido tanto e dormimos com ele segurando a minha mão.
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Às 08:39min.
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Despertei com o choro da Marie e me espreguicei, olhei para ao lado quando a cama se moveu e era Edward ali acordado.
—Bom dia. Disse ele me olhando.
—Bom dia. Acho que é à hora do mamar dela. Falei afastando a minha coberta e....
—Pode deixar meu amor.
—Ok. Falei trazendo a coberta mais de encontro a mim e sorri quando ele sorriu.
Edward se levantou da cama e a pegou no colo, seu cabelinho extra fino estava bagunçado e sorri por causa disso também. Ele pegou a mamadeira dela na merendeira e foi esfriá-la um pouco mais no banheiro, ao retornar com ela ele se sentou na cama e a amamentou. Marie mamou com vontade e quando o mingau acabou ela se sentiu satisfeita, eu havia posto na mamadeira maior. Edward ficou brincando com ela e eu acabei adormecendo novamente sem sentir.
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Às 11h.
Despertei sentindo-me revigora e me espreguicei na cama, toquei os meus lábios e me lembrei dos nossos beijos trocados. Eu me sentia feliz e fui para o banheiro, Edward devia estar lá em baixo com a nossa filha. Tudo que eu não queria era perdê-lo para sempre e para aquela mulher, na verdade eu não queria perdê-lo para nenhuma. Sem ter mais o que pensar eu escovei os meus dentes pensando novamente nas palavras da avó do Edward. Eu morreria sem ele e por pouco não aconteceu de verdade, Edward era o meu vício diário e hoje eu me dava conta ainda mais disso. Eu o amava demais mesmo após saber de tudo, o meu coração não queria deixá-lo ir por mais que eu lutei para afastá-lo. Meu coração o marcou mesmo com todos os defeitos para ele ser meu.
Hidratei o meu corpo e passei creme em minha barriga, a seguir eu fui até o closet e peguei uma saia bonita na cor verde escuro e uma blusa de manga curta branca, havia detalhes nela e me deixou mais que chique. Calcei uma sandália baixinha e me senti bem, dei um trato em meu rosto queimado de praia e deixei o meu cabelão solto.
Estando de volta no quarto eu o arrumei e o deixei impecável, saí do recinto e desci vendo todos na sala conversando.
—Que bom, estávamos te esperando para tomarmos o café da manhã juntos. Falou Esme.
—Desculpe demorar e bom dia a todos. Após saudá-los todos me responderam.
—Não precisa se desculpar.
—Ok.
Fui até a Esme e a cumprimentei com um beijo, fiz o mesmo com a dona Ana e Carlisle beijou a minha testa. Edward veio até a mim e selou os nossos lábios estando cheio de carinho por longos segundos.
—Dormiu bem? Perguntou ele me olhando e Marie sorriu para mim.
—Sim. Falei olhando em volta estando sem jeito e todos prestavam atenção em nós, mas disfarçaram. Acho que eles não esperavam por isso e foram bem discretos.
—Bem, eu vou pegar as coisas. Falou Esme.
—Eu te ajudo. Disse dona Ana sorrindo.
—Eu posso ajudar também.
—Sente-se filha e não se preocupe.
—Não é justo Esme, eu quero ajudar e ser útil.
—Relaxa filha.
—Ok.
Sentei-me no sofá e Edward se sentou ao meu lado, brinquei com a nossa filha e ele de forma suave me fez olhá-lo.
—O que é? Perguntei sorrindo, eu me sentia mais leve essa manhã por incrível que pareça.
—Está bonita.
—Sério?
—Sim. Disse ele e me beijou suavemente, mas aprofundou o nosso beijo segundo depois. O nosso beijo estava ótimo, mas....
—O seu pai Edward, ele, ele.....
—Ele beija a minha mãe também. Disse ele sorrindo após se afastar.
—É, mas eu estou sem jeito.
—Finjam que eu não estou aqui. Falou Carlisle após interromper a leitura do jornal e ajeitar o seu óculo.
—Eu fico sem jeito e...
—Desencana filha.
—Tudo bem.
Marie quis vir comigo e eu a peguei no colo. Sorri para ela e Esme junto da avó de Edward trouxeram as bandejas contendo as coisas para o nosso café da manhã.
—Está uma bonita manhã de sol. Disse dona Ana indo abrir a janela e constatei que era verdade, o sol brilhava.
—Está uma linda manhã realmente.
—Vamos comer, estou com o meu estômago nas costas. Falou Edward e Esme voltou da cozinha novamente trazendo a chuquinha da Marie contendo uma vitamina eu acho.
—Vamos sim. Falou Esme pegando a neném e ela foi de bom grado com a avó.
Nos sentamos a mesa e Edward sentou-se ao meu lado, começamos a comer e eu evitei alguns frios, eles eram os que mais me causavam enjoos e aceitei uma fatia de melão que Edward me deu. Comi bastante fruta e ingeri a minha vitamina diária, essa que foi Edward quem me ofereceu. Marie não podia ver um pão que pedia, mas como ela babava muito Esme o desfiava e colocava na boca dela. Fazendo pirraça ela queria colocar a mão no pratinho contendo biscoito de nata de Esme e a avó a agradou colocando um biscoitinho na mão dela. Ela imediatamente o colocou na boca deixando uma carreirinha de baba cair e sorrimos por causa disso. Edward de forma carinhosa a secou e continuamos a comer. Vez ou outra eu me pegava o olhando sem me importar com os outros, eu não podia o imaginar estando longe de mim. Eu não suportaria vê-lo casado com outra mulher e seguindo a vida longe de mim. Eu enlouqueceria e seria como a morte para mim ele ter filhos com ela. Com isso suspirei pesarosamente.
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A conversa fluía entre nós agora e Edward entrelaçou os nossos dedos, a seguir ele beijou a minha mão de forma carinhosa e eu estava sem jeito com toda essa melação. Eu estava feliz claro, mas eu teria que me acostumar novamente. Foram longos dias e meses que para mim pareceram anos sem gestos de carinho, mas eu tinha em mente que a minha forma de pensar foi o que me levou a isso.
Terminamos o café da manhã e Carlisle foi conversar com os trabalhadores, eu ajudei Esme a lavar a louça e combinamos o que fazer para o almoço com as opções que tinha ali. Decidimos fazer um nhoque e eu cortei as batatas, depois eu as piquei e coloquei para cozinhar. Dona Ana preparou o arroz estando conversando bastante conosco e sorri vez ou outra vendo Esme preparar o molho a bolonhesa.
—É tão bom ficarmos em família. Disse ela.
—Eu concordo aninha.
—É bom se sentir em casa. Falei as olhando. –Nunca me senti tão sozinha como foi nesses meses que se passaram.
—Eu torço por você e o meu neto. Agora eu tenho dois bisnetos. Disse dona Ana me abraçando e sequei a lágrima que rolou.
—Pois é. Falei sorrindo.
—Logo esse vai nascer, mas esse baby vai ser calminho.
—Deus te ouça. Falei sorrindo. –Marie tem o gênio forte do pai.
—Só do pai? Perguntou Esme sorrindo.
—Um pouquinho de cada um eu diria. Após eu dizer nós gargalhamos.
—Por que as minhas princesas estão sorrindo? Perguntou Edward entrando na cozinha empurrando o carrinho estando a Marie nele.
—Não é nada filho. Falou dona Ana. –Coisa de mulheres.
—Não sei se acredito. Disse ele nos olhando e deixou o carrinho da neném no cantinho estando ela de frente para nós.
—Pode acreditar. Falei sorrindo levemente agora.
Edward foi até a geladeira e pegou uma garrafa de água, após pegar um copo ele matou a sede. Ele também encheu a chuquinha da filha de água mineral em temperatura ambiente e deu a ela, Marie sugou a metade da água e depois largou.
Ele se retirou da cozinha e foi tocar piano, da cozinha dava para escutar perfeitamente.
—O meu filho toca bem.
—É ele toca sim. Afirmou a dona Ana.
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Um tempo depois a comida ficou pronta e eu sequei as minhas mãos, Esme fez questão de fazer uma vitamina à base de mamão, laranja e beterraba e outras coisas para mim. Eu a ingeri sentindo-me empanzinada depois e fui para a sala, sentei-me perto do piano e o olhei tocar.
—É a musica que a sua irmã compôs para a futura mulher do seu querido irmão.
—É sim e no caso é você. Falou ele afirmando sem perder o tom e eu sorri o olhando nos olhos.
—É mesmo linda, eu me lembro perfeitamente bem.
—É perfeita.
Edward continuou tocando e Marie estava quietinha no carrinho, eu a peguei no colo e fiquei com ela o vendo tocar perfeitamente bem. O som era suave e fechei os meus olhos imaginando a quietude, lembrei dos beijos doces que trocamos e abri os meus olhos. Marie estava alerta, mas piscava algumas vezes, era sinal que o sono dela estava vindo e a ninei prestando atenção no pai dela. Esme saiu pela porta da sala, mas antes ela sorriu ao olhar para nós, já dona Ana sentou-se no sofá. Ela se esticou bem e se deitou, ela devia estar cansada e sorri para ela. Ela fez gestos com a mão e eu fui até ela, deitei a Marie em sua barriga e a danadinha ficou quietinha por estar bem sonolenta. Ela dormiria logo, logo e eu fui ficar ao lado de Edward admirando a canção.
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Quando a canção acabou ele segurou na minha mão e me fez sentar no colo dele.
—Eu adorei essa música desde a primeira vez que eu a ouvi.
—Brenda gostava de compor, ela era talentosa demais. Se estivesse viva, ela com certeza teria outras invenções por gostar tanto de piano. Por diversas vezes ela tocava e já estávamos acostumados com isso.
—Não tenho dúvidas, é linda. Você toca perfeitamente bem a invenção dela e.....ela está viva, mas em nossos corações e pensamentos.
—Você acha que eu toco bem?
—Sim, sem dúvida você toca mais que bem. Falei sorrindo com duplas intenções.
Eu o beijei sem me sentir acanhada e Edward envolveu a minha cintura, na mesma hora eu aprofundei ainda mais o beijo, mas me lembrei que nós não estávamos sozinhos. Nos afastamos sorrindo um para o outro e Edward acariciou o meu rosto de forma carinhosa.
—Eu senti demais a sua falta meu amor.
—Eu muito mais. Acredito eu, é claro.
—Então sentimos na mesma intensidade. Eu estava louco sem você para me abraçar, dormir ao meu lado todas as noites e sua companhia principalmente. É tão ruim brigarmos tanto, não foi à primeira vez que nos afastamos por meses sem nos tocar. Conversar de forma amorosa como agora e sermos gentis um com o outro. Não sei mais o que fazer para agradá-la se a sua mente me acusa a todo o momento.
—Eu não sei o que dizer a respeito da minha condição Edward. Falei o olhando nos olhos. –Me deixará ainda mais feliz quando realizar esse sonho meu e você sabe qual é. Eu quero que nós vivamos de jeito sem lembrar o nosso passado, mas esses tranb..............me deixam cara-a-cara com o meu passado. Faz-me lembrá-lo e o motivo de tudo de ruim que me aconteceu.
—Nada é para sempre meu amor.
—Eu morro se algo de ruim acontecer com você ou com os nossos filhos. Sei como é a dor dilacerante da perda e você também sabe, não quero repetir isso de uma forma cruel. Sua mãe não merece e nem eu mereço. Eu tenho certeza que eu morreria a cada dia aos poucos caso isso acontecesse. Não consigo viver sem você e agora os nossos filhos.
—Claro que nada irá acontecer, estou certo disso.
—Esteja certo que o amor vence tudo, o resto não importa.
Balancei a minha cabeça que não e ganhei um selinho dele, olhei para trás e Marie dormia e dona Ana também. Sorri e sai do meio dos braços de Edward, fui pegar a minha filha e a coloquei no carrinho após deixá-lo na posição de berço.
Edward saiu do piano e veio até a mim, ele segurou a minha mão e saímos da casa. Fomos dar uma volta pela fazenda de mãos dadas e ele foi brincar com o cavalo dele, sendo que eu fiquei ao lado dele todo o momento.
—Trovão já está domesticado. Disse ele acariciando o pêlo brilhante do animal e o mesmo balançou a cabeça fazendo gestos típicos de cavalo.
—Ele é mesmo lindo. Falei passando a minha mão no cavalo de pelagem preta. –Estou adorando conhecê-lo lindo trovão. Falei sorrindo para o animal e o mesmo se moveu de leve com o meu toque.
—Acho que ele também gostou de você, assim como o dono dele.
—Sei. Falei sorrindo. –Há muitas galinhas e pintinhos dessa vez, antes não era assim.
—Pois é. Frango fresco é outra coisa e os animais dão mais vida à fazenda.
—Isso é e com certeza.
—Assim como os filhos.
—É. Afirmei sorrindo.
Caminhamos pelo local a pé com Edward segurando as rédeas de trovão e andar estava sendo bom, ele o amarrou a sombra de uma árvore e nos sentamos no banquinho ali na sombra. De forma carinhosa ele acariciou a minha barriga e suspendeu a minha blusa para olhá-la, sem eu esperar ele a beijou. Após acariciá-la por uns segundos ele me olhou.
—O que você quer que realmente seja, diz amor vai?
—O que Deus mandar será bem aceito, não importa.
—Não mesmo?
—Não.
Nos beijamos de forma suave, mas aprofundamos o beijo, estava bom demais. Cada vez que eu o beijava eu queria mais e mais, mas Edward se afastou para beijar o meu pescoço causando-me sensações deliciosas pelo o meu corpo a fora. Nisso eu me afastei para olhá-lo.
—Sua mãe nunca desconfiou de nada que vocês fazem?
— Não.
—Nunca irão ser verdadeiros com ela a respeito do que fazem as escondida?
—Queremos evitar um desentendimento entre ela e o meu pai bella. Sei que ela jamais iria perdoá-lo, ainda mais por causa da minha irmã. Não vê o quão grave é essa situação?
—Esse é um segredo que eu saberei guardá-lo. É vergonhoso falar a respeito até, mas aqui está eu aceitando você em minha vida com tudo isso junto Edward. Não é algo que eu almejei fazer parte para me sustentar. Os meus pais..... veja só o que aconteceu conosco. Eu fui uma vítima, a sua mãe e irmã também. Por isso quero vocês longe disso. Eu quero você.
—É o melhor... eu e você. Disse ele me olhando.
—Não se envergonha disso Edward?
—Por você sim que é pura e boa e a minha mãe também. Perdemos a Brenda e....
—E por você? Perguntei o olhando.
—Eu entrei nessa com os meus próprios pés, mas por causa do dinheiro é claro. Fizemos amizades verdadeiras bella com pessoas maravilhosas. Peter e Charllote um exemplo. Somos uma família e nos consideramos assim haja o que houver. Você viu como eles são bacanas e todos da família sabem no que estão metido. Eles sabem também o quão sensível minha mãe é por isso sabemos um guardar muito bem o segredo dos outros. Eles são como a nossa família haja o que houver e saiba disso.
—Quero que fique longe daquela mulher Edward.
—Que isso amor! Eu sou um homem fiel a você, não quero outra.
—Tudo bem, mas......... do contrário poderia acordar sem o seu brinquedinho. Falei séria o olhando.
—Uau! Disse ele sorrindo e eu sorri levemente sem achar graça, nisso ele percebeu. –Eu jamais faria algo para lhe ferir bella, é a mais pura verdade. Quero você e não outra e eu jamais irei lhe trair.
—Ok. Acho melhor voltarmos, logo a sua mãe vai querer almoçar.
—Tem razão.
—Quando nós iremos embora?
—Não está gostando de estar aqui?
—Estou sim, estou adorando.
—Iremos embora na terça, o trabalho nos espera.
—Ok.
—O que decidiu Isabella?
—Sobre?
—Nós quatro. Vai me aceitar como eu sou de verdade e cheio de defeitos os quais você já conhece?
—Eu o quero ao meu lado. Tentei empurrar com a barriga esses últimos meses, mas está sendo difícil demais me sentir tão sozinha. Estou solitária nesse mundo sem fim. E não diga defeitos, isso é algo que você pode consertar e prefiro você pobre, mas vivendo dignamente comigo e agora com os nossos filhos. Por enquanto eu vou engolir isso, mas depois você irá decidir se o nosso amor é grande o suficiente para você se afastar disso quando não existir mais tratos ou pendências com os outros. Se eu descobrir algo novo e olha que eu sou mesmo capaz, mesmo que dia após dias o meu coração vá se despedaçando eu irei me afastar de você e não terá volta. Juro pelos os meus pais e os meus filhos que será uma separação e para sempre. Falei séria o olhando. -Agora você sabe que eu o aceitei com bagagem e tudo por amá-lo de verdade, estamos quites finalmente Edward.
—Estamos empatados.
Após eu falar ele estudou o meu rosto e voltamos a nos beijar de forma cautelosa. Eu me sentei no colo dele, Edward acariciou as minhas pernas e isso me fez arrepiar. Sorrindo eu me levantei e o puxei, Edward foi até o cavalo e desamarrou a corda da árvore.
Caminhamos devagar pelo gramado e o cheirinho de verde era incrível, os passarinhos cantavam e era maravilhoso aquele lugar encantador. A paz ali era indescritível. Era um lugar de paz realmente e eu o olhei. O animal foi posto no cercado e ele foi beber água, eu e Edward voltamos para a casa e lavamos as nossas mãos. O almoço não demorou e foi servido.
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Às 20h.
A nossa tarde havia sido muito agradável e nesse momento comíamos pizza no lugar da janta. A minha era de frango com catupiry e não enjoei, eu havia desejado comer pizza à tarde inteira e Esme não mediu esforços para me agradar. Estava uma delícia e me deliciei bem, nesse momento a Marie já estava lá em cima de banho tomado, alimentada e adormecida. Edward e Carlisle disputavam para ver quem comia mais e pelos atos infantis não pareciam pessoas que pertencia ao trambique. Eles eram muito família, era inacreditável.
Terminamos a pizza e lavamos as coisas, eu estava me sentindo cansada e me despedi do pessoal sentindo o meu estômago empanzinado. Fui para o quarto e tomei banho, saí para me secar depois de um tempinho e hidratei a minha barriga. Estava um friozinho gostoso hoje e coloquei uma camisola azul turquesa de manga cumprida, a mesma era muito bonita de seda e renda. Eu fiquei sem nada por baixo por gostar de dormir assim. Deitei-me ao lado da minha filha estando sob os dois edredons e a acariciei de leve.
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Às 23h.
Eu assistia televisão quando Edward entrou no quarto, ele estava de banho tomado e agasalhado também por causa do frio. Pela cama ser grande ele afastou pouca coisa a nossa filha e se deitou ao meu lado, a televisão foi desligada por mim e ele veio me beijar estando levemente perfumado. Nos beijamos de forma deliciosa e com gosto de que queríamos muito mais que um beijo. Eu já suspirava sentindo o meu corpo febril.
—Boa noite. Disse ele me olhando após se afastar pouca coisa.
—Boa noite amor. Falei sentindo borbulhas em meu corpo e o aproximei de mim novamente.
Voltamos a nos beijar e eu o acariciei nas costas, nos braços, seu rosto e gemi baixinho quando ele beijou por diversas vezes o meu pescoço e acariciou de leve o meu seio sob a camisola. Ele desceu o beijo pelo o meu corpo e sentir seus lábios acariciarem os meus seios só melhorou tudo. Mesmo ambos estando levemente sensíveis eu desejava muito mais e me movia sentindo tesão. Sem pensar eu o afastei e desci a calça do pijama dele, voltando a ficar sobre mim sem me machucar eu o ajeitei em mim sentindo a quentura em meu corpo. Eu o desejava tanto que perdi o raciocínio, eu só desejava tê-lo o mais depressa possível em mim e havia essa necessidade me consumindo. Foram meses longe dele e de seu carinho, eu estava no paraíso. Senti-lo me acariciar me deixava louca, era como rastros de fogo em minha pele já febril.
Nos beijamos pra valer e por eu estar sem calcinha, Edward foi me penetrando devagar e abri mais as minhas pernas. Ao dar um impulso mais preciso, eu fui às nuvens e voltei apertando a sua pele em reflexo de seu ato. Éramos desproporcionais e gemi alto, mas eu não senti tanta dor, apenas um incômodo e um desejo avassalador que crescia a cada ida e vinda de seu corpo. Ele me expandia por toda a parte internamente e suspirei estando trêmula já. Um misto de desejo e um pouco de fraqueza.
—Oh Edward!
—Desculpa. Disse ele parando de se mover e me olhou acariciando o meu rosto.
—Não foi nada. Falei o olhando já sentindo o meu coração bem dizer explodindo em meu peito. –Apenas continue meu amor. Falei o instigando a se mover com minhas mãos. -Eu te amo. com...como eu te amo. Falei com dificuldades por causa das sensações e senti-me muito tonta, mas não liguei e ocultei isso dele.
—Eu te amo muito, muito mais. Disse ele baixinho em meu ouvido e o lambeu fazendo-me gemer.
Edward se movia lentamente em mim e os meus gemidos eram de puro prazer estando ao mesmo tempo as minhas mãos voando pelas costas dele. Fechei os meus olhos sentindo seu sexo me devastando por dentro e estando o beijando de forma necessitada até. Ficamos naquele delicioso vai e vem que nos tirava cada vez mais da realidade e fiquei com medo de acordar a minha filha. Nossos gemidos se mesclavam através de nossos beijos e gemi um pouco mais alto.
–Oh Deus que delícia. Falei rolando os olhos com ele rebolando em mim bem lentamente. –Edward. Falei o nome dele baixinho e suspirei.
Eu o sentia por inteiro em mim e permanecemos seminus por causa do frio, estava bom demais senti-lo novamente em mim, eu estava em casa outra vez. Edward sabia satisfazer bem uma mulher estando de qualquer jeito e envolvi o quadril dele com a minha perna direita.
—Estou te machucando? Perguntou ele investindo quase parando agora de tão lento. Eu estava mais que escorregadia nesse momento.
—Não. Vá um pouco mais rápido. Sussurrei em seu ouvido e beijei a pele sensível ali. Apertei os meus olhos com seus impulsos e suspirei. –Apenas não pare.
—Não está sentindo dor?
—Nenhuma.
—E a sua barriga?
—Está no lugar.
—Boba. Falou ele sorrindo estando eu o olhando agora e ele voltou a me beijar.
Eu o fiz se virar na cama e fiquei por cima, me movi com cautela estando ele acariciando o meu corpo cheio de amor e carinho, mas o desejo só crescia cada vez mais e me descontrolei ao me mover rápido gemendo mais alto. Eu precisava de muito mais e fechei os meus olhos, rebolei de forma deliciosa pelo tesão e voltei a me mover normalmente arrancando suspiros e gemidos constantes de Edward. Tudo em mim já ameaçava a explodir e sorri de forma perversa para ele, Edward tornou a ficar sobre mim e me penetrou arrancando um gemido de puro deleite.
Beijando-me de forma deliciosa ele aumentou as investidas, mas as mesmas eram curtas e não espaçosa para machucar a minha barriga. Gemi feito uma louca sentindo todas as terminações nervosas do meu corpo em ebulição e tudo explodiu me deixando ainda mais trêmula. Meus gemidos pareceram o enlouquecer e eu o apertava com muita intensidade, ele não resistiu e gozou gemendo entre os nossos beijos. Foi gostoso demais o amor que nós fizemos e aos poucos ele foi parando estando me entupindo com o seu prazer. Fiquei um pouco ofegante mesmo depois e Edward selou os nossos lábios estando eu bastante zonza agora e apertei os meus olhos. De forma carinhosa nós nos beijamos e ficamos assim por um tempo recebendo um o carinho do outro.
—Isso foi ótimo. Falei pondo a mão em meu peito sentindo o meu coração acelerado e sorri.
—Maravilhoso. Disse ele me olhando e me beijou.
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3min depois.
Precisei ir me lavar e ele me acompanhou, ambos estavam melados e tomamos banho junto. Eu o queria novamente e o beijei com vontade após encostá-lo na parede, eu estava louca outra vez e deslizei a minha mão pelo corpo dele de forma suave. Edward me vetou segurando a minha mão e me virou de jeito que eu ficasse encostada na parede, nisso eu o olhei.
—Podemos fazer isso, eu, eu o quero tanto.....
—Está sensível bella. Disse ele simplesmente me cortando e eu o beijei para calá-lo.
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2min depois.
—Estou sim, mas de desejo correndo em minhas veias. Falei e o beijei como se eu dependesse do beijo dele para viver e até mesmo respirar.
—Vamos terminar o banho. Disse ele se afastando e eu soltei um muxoxo.
Inconformada com a decisão dele eu saí do Box e me sequei demonstrando insatisfação. Vesti a minha camisola novamente e fui me deitar. Edward logo a seguir se deitou ao meu lado e me olhou.
—Calma, eu sou seu para sempre. Disse ele risonho. –Está parecendo àquelas crianças quando a mãe lhe nega o doce bella.
—No meu caso é o meu ex-marido me negando o preferido. Estou demasiadamente excitada, não tenho culpa se o meu corpo quer você. Está nocauteado logo na primeira? Ou acha que perdi a graça? Antes não era assim, sempre mais de uma vez.
—Não seja manhosa ou coloque caraminholas na cabeça. Disse ele sorrindo e selou os nossos lábios. – Boa noite meu amor e outro dia eu te mostro se eu estou realmente nocauteado ou não. Tem certeza que é apenas o seu corpo que me quer? Você não me quer também?
—Boa noite e eu vou adorar. Falei o olhando e nos beijamos, mas ele tornou a se afastar.
—Tem certeza que é o seu corpo somente que me deseja Isabella? Você não?
—É eu o desejo loucamente também. Já estou necessitada de vontade novamente desde o banho, mas você está me negando o seu amor. Eu quero você novamente. Falei o agarrando. –Quero fazer amor com você outra vez.
—Não, não seja manhosa.
—É verdade, apenas sinta e veja o que está fazendo comigo. Após eu falar ele selou rapidamente os nossos lábios.
—O quê? Perguntou ele me olhando.
—Sinta o meu corpo, ele por si só diz a minha real vontade. Pedi segurando a mão dele e a desci tocando o meu corpo, o primeiro contato foi no vão dos meus seios e o mostrei o quanto o bico estava duro. Deslizei descendo pela minha barriga e tive que fechar os meus olhos quando ele chegou lá.
—A sinto quente. Disse ele beijando o meu pescoço de forma suave e beirando o erotismo movendo rapidamente a mão em mim. –É bom saber que é a mim que ela quer. Após falar, ele lambeu a minha orelha e beijou o meu pescoço novamente o abocanhando.
—Se não pretende dar o que eu quero e até necessito, é melhor parar com isso.
—Sabe que está sensível bella, não podemos ser irresponsáveis meu amor só porque estamos com desejo.
—Olha quanto tempo eu estou sem sexo Edward, não sou de ferro ou frígida! Seria estranho eu estar desejando outro no seu lugar.
—Isso nunca! Disse ele cheio de posse me fazendo olhá-lo. –Percebi que não esteve com ninguém antes disso, conheço o seu corpo. Disse ele me olhando e deixei pra lá.
—Não fiquei com ninguém realmente, sabe disso. Seus seguranças o informam e sabem muito bem disso.
Edward me beijou me deixando ainda mais quente e eu sentia a quão pronta eu estava para recebê-lo, mas Edward não cederia e gemi desapontada sentindo minha umidade aumentar cada vez mais. Afastei-me dele e permaneci deitada de barriga pra cima ofegante, eu estava fervendo e tinha certeza que a gravidez havia mexido e muito com a minha libido. Eu respirava um pouco acelerado sentindo o desejo consumindo-me entre as pernas e me afastei um pouco mais, mas Edward não deixou e me beijou novamente deixando-me ardente.
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Madrugada de Segunda feira, 04 de Janeiro.
1h da manhã.
—Vamos parar com o beijo, por favor. Pedi sem muita segurança na voz tentando me afastar, mas ele não me deixou ao me beijar cheio de posse novamente. Eu estava imobilizada na cama com o corpo dele, mas eu sentia que ele me castigava ao me negar o seu doce que era o meu preferido. Eu estava tão excitada e piorava por sentir o seu carinho aqui e ali, mas nunca lá. Gemi frustrada de olhos fechados quando ele ficou acariciando a minha orelha com sua língua. Chupões leves em minha pele sensível e senti o principio da explosão entre minhas pernas só com o seu carinho. Gemi descontrolada sentindo o orgasmo vindo de forma crescente e movi meu quadril contra ele. Edward sorriu e me vetou, pelo tamanho esforço senti tudo rodar e o abracei de olhos fechados para aliviar.
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Um tempinho depois nós nos afastamos finalmente estando eu ofegante sem atingir o orgasmo e ficamos de conchinha com ele acariciando a minha barriga, estava bom demais. Eu sabia que dormir seria impossível, ele não me deixou gozar e fiquei quietinha, aos poucos as carícias de Edward foi diminuindo, diminuindo e ele dormiu. Minutos depois eu tirei o braço dele que estava em volta de mim e tentei me afastar, mas.....
—O que foi amor? Perguntou Edward estando com a voz carregada de sono e me prendeu com o seu abraço.
—Preciso ir ao banheiro, depois eu vou descer e beber água.
—Vou pegar a água pra você.
—Eu preciso tomar um ar Edward, pode dormir.
—Algum problema? Perguntou ele me fazendo olhá-lo.
—Não, claro que não.
—Ok. Disse ele me soltando e ficou me olhando.
Levantei da cama e ajeitei a minha camisola, fui para o banheiro e me aliviei com vontade, eu me senti bem melhor depois. Asseei-me sentindo-me sensível lá e lavei as minhas mãos, ajeitei o meu cabelo e saí do banheiro. Fui até a cama e olhei a minha filha, Edward me olhava e saí do quarto. Caminhei pelo corredor e logo desci a escada, acendi a luz do corredor do primeiro andar e logo a seguir a da cozinha. Fui até a geladeira e peguei dois morangos lavados que se encontravam no pote. Peguei a garrafa de água e enchi o copo, deliciei-me com o morango que estava docinho e peguei uma banana, eu estava com fome novamente. Não me contentando eu peguei mais um morango e bebi toda a água do copo. Guardei tudo não dispensando outro morango e fui para a sala comendo, caminhei devagar até o piano após acender um dos abajures e me sentei de frente para ele. Suspendi a proteção e deslizei o meu dedo pelas teclas, o som foi suave e dedilhei pelas teclas tocando mais ou menos bem. O pouco que eu aprendi tendo um piano na casa de Ângela em Solares não me deixava tão inexperiente assim. Era relaxante e me aventurei bastante estando ali, me perdi no tempo que passou rápido.
.
14min depois.
Vi Edward parar no alto da escada e ele me achou com o seu olhar. Parei de tocar na mesma hora achando que estava incomodando, ele desceu a escada e veio até a mim.
—Está sem sono? Perguntou ele se sentando ao meu lado e me abraçou.
—Sim.
—Está ansiosa ou sentindo dor? A cama não está confortável o suficiente?
—Não é nada disso Edward, desencana.
—Então é o que? Sou eu que a incomodo estando na mesma cama?
—Nada disso. Falei o olhando e selei os nossos lábios suavemente. –Estou tomando ar porque não consigo dormir, estou com a minha libido um pouco alterada essa noite. Não me sinto normal e é só isso. Pode voltar para a cama tranquilo. Após falar corri meu dedo suavemente nas teclas e ele me fez olhá-lo.
—Então esse é o motivo?
—Sim. O meu corpo está sofrendo mudanças e parece que agora a minha vontade de fazer amor triplicou deixando-me ainda mais louca por você. Provei do doce depois de muito tempo sem e isso muda tudo. Isso me atiçou ainda mais. Sua presença, o seu cheiro, o seu toque em minha pele, eles estão me causando isso e não posso fazer nada, a não ser me tocar o imaginando em mim. Falei fechando os olhos e lambi levemente os meus lábios o imaginando em mim, mas me lembrei dele ali ao meu lado e não me senti envergonhada. – Não será a mesma coisa, eu sei, mas será prazeroso tê-lo em minha mente. Fiquei muito tempo sem sexo e agora ela não se contentou com apenas uma vez e nem eu. Você me acostumou assim, com mais e mais, nunca parando e cada vez mais rápido. Aliás, eu não me contento apenas uma vez se tratando de você meu amor. Falei o olhando. –Não tenho culpa se você é o melhor em tudo que faz comigo. Faz-me sentir bem, me faz mulher de verdade e desculpe se essa loucura está me atormentando no bom sentido. Sinto-me viva novamente.
—Não é fácil escutar isso tudo e ficar quieto. Disse ele me olhando e me beijou causando-me borbulhas por todo o meu corpo.
Edward se ajeitou no banco e me fez sentar de frente para ele, nos beijamos pra valer e por eu estar sem calcinha isso piorou por causa do contato. Ele tocou os meus seios que estavam um pouco sensíveis e o beijou após suspender a minha camisola. Eu inclinei a minha cabeça para trás estando com os meus olhos fechados e gemi baixinho sentindo o desejo arder. Voltei a beijá-lo e o senti me tocar intimamente, foi como tomar um choque de prazer e gemi baixinho na boca dele.
–Gosto quando faz isso. Falei baixinho em seu ouvido e o lambi ali.
—É?
—Sim.
—Gosto de te dar prazer. Disse ele me olhando e voltou a me acariciar levando-me a loucura.
A sensibilidade em meu sexo no bom sentido era tamanha e ele percebeu como eu estava molhada.
—Está mesmo bom. Falei baixinho após beijar o pescoço dele de forma erótica e o mordi de leve para apimentar.
—Está? Perguntou ele no momento que me penetrava com dois dedos.
—Demais. Hummm!!!
Movi-me agora nos dedos dele estando ele me acariciando no local certo e eu o beijava ao mesmo tempo. Estava difícil não suspirar ou até mesmo gemer, faltava bem pouco para eu gozar novamente e Edward parou de me acariciar. Ele tirou o seu sexo para fora e me fez sentar, foi como tomar uma injeção de prazer e gemi alto.
—Sim, sim. Disse ele entregue ao me sentir tão pronta para ele.
—Como eu te quero. Falei o olhando e o mastigando internamente.
Não consegui me conter e me movi deliciosamente rebolando vez ou outra o sentindo me tocar em toda a parte que me preenchia. Edward me apertava por parecer estar bom para ele também e nos beijamos tanto de forma louca. Cheguei até puxar de leve o cabelo dele, com isso mordi seu lábio inferior sem querer. Os nossos gemidos se misturavam e eu já estava na borda sem me preocupar que alguém poderia nos pegar. Movi-me um pouco mais rápido estando enlouquecida e senti que Edward gozou ainda mais rápido que eu gemendo sem parar. Eu estava escorregadia demais e melhorou ainda mais, acabei gozando com vontade estando ele gemendo de prazer com os meus movimentos constantes e rápidos.
Ficamos nos recuperando estando abraçados e sentíamos o quanto o nosso coração estava acelerado. Nos beijamos mais uma vez e decidimos subir para nos limparmos, eu me lavei da cintura para baixo e depois eu me sequei. Edward fez o mesmo e fomos nos deitar, após ele nos cobrir ele me olhou.
—Adorei o gostinho de morango.
—Andei assaltando a geladeira, o nosso bebê está me causando aumento de apetite e toda essa vitamina que eu ando tomando também. Eu também adorei tudo.
—Estou feliz que chegará mais um bebê amor, era o que eu mais queria com você. Sabe disso.
—Eu também agora que estamos juntos outra vez, mas antes foi difícil aceitar até pela a nossa situação. Seria duro demais cuidar de duas crianças estando sozinha e sabendo que o pai delas estava com outra mulher.
—Sabe que eu assumi a minha filha e agora esse não seria diferente.
—E eu?
—Eu que pergunto isso para você Isabella.
—Eu quero você ao nosso lado sempre. Falei acariciando o rosto dele e ele sorriu.
—Tem certeza? Fico com medo de você mudar de ideia.
—Sim. Falei me lembrando das palavras da avó dele e após vê-lo no jardim com aquela mulher me deixou bem temerosa em perdê-lo para sempre. Eu sentia que era isso que iria acontecer. Acho que eu cairia em depressão novamente e dessa vez seria ainda pior e sem volta caso ele casasse com ela.
—Não quero que fiquemos mais nesse dilema.
—Amo você Edward, mas nunca irei concordar com o que vocês fazem. Quero um dia poder respirar tranquila por termos filhos para criar e o quero vivo ao meu lado, mas vamos dormir que é bem melhor.
—Vamos sim. Disse ele afirmando e selou os nossos lábios. –Continua deliciosa meu amor, como eu senti saudade de amá-la. Principalmente eu senti falta de me aproximar de você, conversar, mas.....
—Continuo mesmo estando com um pouco menos de carne?
—Sim, com certeza.
Sorrimos e nos beijamos, mas logo nos afastamos para dormi.
—Boa noite.
—Para você também.
Nos beijamos mais uma vez e me virei, ele me abraçou por trás e ficamos de conchinha. Eu me sentia um pouco mais satisfeita para dormir, pois eu faria mais vezes amor com ele e sei que ele me evitaria com toda certeza agora. Às vezes ele não conseguia me negar às coisas como aconteceu lá em baixo.
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Às 9h.
Acordei com os resmungos da Marie e Edward dormia estando agarrado em mim. Afastei a mão dele e o mesmo se mexeu, peguei a minha filha no colo e ela parou de chorar. Fiquei ninando ela um pouco e ela acabou dormindo novamente sem querer, seria o tempo de preparar a mamadeira dela. Coloquei a Marie na cama e fui para o banheiro, preferi tomar um banho morno rápido e fui para o closet. Escolhi uma calça legging, uma blusa bonita e calcei um chinelo. A calça estava bem colada e soltei o meu cabelo, dei um jeito no meu rosto para ficar bem e me adornei.
Saí do quarto e desci, não encontrei ninguém acordado e fui para a cozinha. Preparei a mamadeira da minha filha e a deixei esfriando na vasilha com água, a seguir eu preparei o café da manhã. Fiz o café e deixei o leite na leiteira pronto para ser aquecido. Peguei as frutas e fiz panquecas colocando canela e noz moscada. Peguei aqueles morangos e fiz uma geléia no capricho, depois de pronta eu a esfriei. Coloquei a mesma em um pote com tampa de vidro bonito e reservei. Tinha de tudo que eles gostavam e fui arrumar a mesa, eu sabia as posições correta dos talheres e ficou perfeito. Abri a janela e o dia estava lindo, abri a porta e fui até o jardim pegar umas flores. Dei bom dia aos seguranças e os mesmos haviam dormido na casa que havia ali para eles, sendo que uns ficaram fazendo a segurança da casa e eles mesmo se viravam lá agora. A fazenda estava um pouco mudada pra dizer a verdade e para a melhor.
Vi um dos trabalhadores e acenei, era um dos rapazes que tomava conta dos animais lá do seleiro. Fui até o seleiro com ele e o mesmo me olhou.
—Há muitos ovos, vou pegá-los para a senhora levar para a casa grande.
—Há tantos assim?
—Com certeza, tem muita galinha e temos muitos ovos todos os dias.
—O que faz com tantos ovos quando nós não estamos aqui?
—Comemos.
—Não há pintinho dentro?
—Temos as galinhas certas e que não se misturam com os galos.
—Entendi. Falei sorrindo. –Não me agradaria comê-los sendo que nasceria um pintinho. Após eu falar ele sorriu e eu também.
—Vou pegar.
—Elas não beliscam?
—Sim, mas coloco uma proteção em minha mão, do contrário seria capaz de eu perder os meus dedos.
—Ok e Uau! Tome cuidado.
—É realmente necessário.
Fiquei ali o olhando pegar os ovos e as galinhas eram mesmo raivosas, elas tentavam bicá-lo e só sei que havia vários ovos ali na cestinha que ele me deu.
—Elas são bem raivosas.
—E como sô. Falou o rapaz sorrindo e eu gargalhei.
—Não deve ser fácil. Falei ainda sorrindo.
—Não mesmo dona. Continuamos a sorrir.
—Isabella. Chamou-me Edward e olhei para trás vendo-o com a Marie cheia de lágrimas nos olhos e enroladinha na coberta.
—Oi. Bom dia amor. Falei me aproximando e sorri para ele. –Tava chorando filha?
—Ela acordou agora e bom dia para vocês também. Disse ele me olhando e depois olhou para o rapaz.
—Bom dia patrão. Disse o rapaz suspendendo o chapéu de palha e tornou a colocá-lo na cabeça.
—Procurei por você, mas não te achei em lugar nenhum.
—Vim pegar algumas flores para colocá-las na mesa e agora os ovos.
—Não precisa, pode ficar. Disse Edward olhando para o rapaz.
—Tem certeza patrão que não vão querer os ovos?
—Absoluta.
—Ok.
—Vamos. Falou ele me olhando.
—Ta.
Dei a cestinha para o rapaz sorrindo de forma simpática e saímos do seleiro, caminhei na frente por estar segurando as rosas e entramos. Fui para cozinha pegar um vaso e o enchi de água, logo a seguir eu fui para a sala e o coloquei sobre a mesa. Voltei para a cozinha e lavei as minhas mãos, peguei a mamadeira da minha filha e a temperatura estava boa. Voltei para a sala e dei a mamadeira para Edward, ele sem falar nada amamentou a menina e eu o fiz me olhar. De forma carinhosa eu selei os nossos lábios e o olhei novamente.
—O que foi amor?
—Nada. Disse ele e selou os nossos lábios novamente.
—Estando sozinha eu não o troquei por ninguém, não seria agora. Falei o olhando.
—Eu sei que eu preciso controlar o meu ciúme às vezes, mas desculpe se percebeu.
—Eu te conheço e sinto o mesmo por você.
—Eu sei e você deixou isso bem claro ao me olhar daquela forma no jardim lá na casa do Peter.
—Já dei provas o suficiente que eu sou sua.
—Mesmo assim os outros caem matando. Após ele falar eu sorri.
—Não havia maldade lá no celeiro, não mesmo Edward. De onde tirou isso amor?
—Eu sei, pois o pião daria adeus à fazenda e ao trabalho.
—Exagerado. Falei sorrindo e me aproximei dele.
Nos beijamos estando a neném mamando e nos afastamos, Marie estava mesmo com fome. Ela mamou tudo e aos poucos o pessoal foi descendo, arrumei a mesa com a ajuda da avó de Edward e tudo ficou arrumadinho. O café estava com uma cara boa e a panqueca com geléia de morango agradou a todos. Eu gostei de tê-los os agradado e o nosso café foi iluminado.
Conversamos muito e os pais de Edward estavam visivelmente felizes com o nosso entendimento, eu não podia negar que mesmo detestando o que ele e o pai faziam, eu não conseguiria viver sem ele. Ia contra os meus conceitos, os meus credos, o medo de perdê-lo, mas o amor incondicional me deixou cega. Eu era egoísta demais para dá-lo para outra mulher tão facilmente e a avó de Edward tinha mesmo razão. Ela não era doida por ler cartas, havia algo em mim que me fazia acreditar nela. Eu tinha certeza e não contaria para Edward que era um menino que eu esperava, eu acreditava na avó dele e eu sentia que o neném deixaria Edward ainda mais feliz. Eu não tinha escolha no momento e não ligava mais, se eu tivesse que morrer amanhã, eu morreria tendo ele e o amando. A sua forma torta, eu sabia que ele me amava. Acho que a morte da irmã com todos os acontecimentos o deixou assim tão desconfiado, mais frio em seus atos e mesmo assim ele me amava. O que ele fazia por trás exigia esse tipo de postura e acho que uma coisa ligou a outra, mas mimava-me com luxos e tudo que eu pedisse eu sabia que ele me daria.
—Que foi que está tão quieta? Perguntou Edward me oferecendo um pedaço de panqueca.
—Só pensando. Falei o olhando e aceitei de bom grado o que ele me oferecia, mas o meu estômago começou a embrulhar do nada.
—Não sei se acredito.
—Com licença. Pedi colocando a mão e minha boca e fui rápido para o banheiro social ali no corredor.
Abri a porta e suspendi a tampa do vaso, por pouco não dá tempo e coloquei tudo que eu comi pra fora. Vi Edward entrando no banheiro e veio até a mim, de forma carinhosa ele afastou o meu cabelo para eu continuar ali com aquele mau star.
.
2min depois.
Não havia nada em meu estômago mais e fui lavar a minha boca estando me sentindo nauseada. Eu estava um pouco tonta também.
—Pelo visto não ficou nada. Observou ele.
—Nada mesmo, por sorte eu não tomei a minha vitamina diária.
—Acho que você exagerou nas panquecas amor, você comeu tanto e dias atrás nada paravam dentro de você.
—Estou sentindo fome, é por isso.
—Pega leve.
—Como pegar leve se o meu apetite voltou em dobro Edward? Tomei uma vitamina revigorante essa madrugada por duas vezes que abriu o meu apetite. Quero mais até.
—Acho melhor tomar a vitamina de frutas com verduras, eu mesmo vou fazer. Disse ele sorrindo safado.
—Você não sabe preparar.
—Eu tento.
—Ok.
Lavei bem a minha boca e dei descarga no vaso, deixei tudo em ordem e saímos do banheiro. Edward me abraçou e fomos para a cozinha, o ajudei a pegar as coisas e a vitamina foi batida.
—É melhor esperar um pouco, pode acabar enjoando outra vez.
—Acho que não, está passando. O efeito da gravidez acaba comigo.
—Vamos subir e você se deita um pouco.
—O enjoo vem do nada, mas sinto-me muito nauseada agora.
—Então relaxe amor e, vamos subir. Eu vou subir com você e levo já a vitamina.
—E a nossa filha?
—Está com os avós.
—Ok.
Fomos para o quarto após eu falar brevemente com os outros e subi. Edward de forma carinhosa tirou o meu chinelo e me ajudou a se deitar, a seguir ele me cobriu.
—O tempo está aberto, mas faz um pouco de frio hoje.
—É verdade.
—Quer colocar uma roupa mais confortável?
—Quero curtir a fazenda, não quero ficar o tempo todo na cama.
—Mas deveria, está se sentindo mal.
—É eu estou. Estou cansada também. Falei o abraçando por ele estar sentado ao meu lado.
—Então relaxa um pouco. Disse ele se levantando e foi para o closet.
Edward se demorou um pouco lá e voltou trazendo a camisola que eu havia dormido. Tirei a minha roupa e a coloquei com a ajuda dele, logo a seguir eu me deitei.
—Obrigado.
—De nada. Vou buscar as suas duas vitaminas.
—Ok.
Edward se retirou do quarto e ele fechou à porta. Eu me acomodei melhor no travesseiro e aos poucos aquela sensação de mau star foi passando. Minutos depois Edward retornou e eu ingeri as duas vitaminas, estava bom e bebi tudinho. Ele ligou a televisão e se levantou da cama.
—Aonde você vai amor?
—Vou ver a Marie, depois eu subo.
—Vai me deixar aqui sozinha?
—Não está pensando em sexo né bella?
—Estou enjoada e não frigida Edward.
—Sei disso. Disse ele sorrindo e veio me beijar, após se afastar. –Vou pegar a Marie.
—Me beije novamente. Pedi o acariciando no rosto. –Adoro beijá-lo.
—Ok.
Edward me beijou e me deu uma crise de riso, nisso ele se afastou.
—O que foi? Perguntou ele me olhando risonho.
—Não é nada. Parece que você é o virgem aqui e eu estou lhe forçando a fazer amor comigo.
—Bem que eu queria ser o único homem na sua vida. Disse ele me olhando.
—Eu sei, mas por um lado foi bom ter sido com o jake.
—Eu sei que eu poderia ter causado danos ainda maiores em você se assim fosse.
—É, mas não é conveniente falarmos do passado. Vamos viver a nossa vida da forma que merecemos?
—É, vamos sim.
—Você foi o primeiro a.....
—É eu sei. Disse ele sorrindo.
—Então desencana porque o passado para mim já não existe mais.
—Não mesmo?
—Não. Eu falo de coração Edward.
—Ok.
Tornamos a nos beijar e eu acariciei o rosto dele novamente.
—Sabe que eu te amo.
—É eu sei.
Voltamos a nos beijar e o trouxe até a mim, mas Edward foi parando o beijo e se levantou.
—Vou lá ver a nossa filha.
—Ok. Falei o olhando, eu sabia que Edward levaria muito tempo para se perdoar a respeito do que tinha feito comigo.
Ele se retirou do quarto e fechou a porta, nisso eu me deitei melhor e fiquei pensativa. Acariciei a minha barriga lembrando-me do presente da avó de consideração de Edward e sorri. Um rapazinho seria maravilhoso e formaria um casal com a Marie.
Os minutos foram se passando e o sono queria me dominar, a princípio eu queria lutar com ele, mas não consegui e acabei dormindo.
.
Às 13:20min.
—Amor, amor. Chamou-me Edward despertando-me do sono.
—Oi. Falei abrindo os meus olhos e sorri ao vê-lo ali com a minha filha, era com o sol e a lua brilhando bem frente a mim.
—Ta na hora do almoço e minha mãe fez uma comida bem leve.
—Hum!!! Deu-me até fome.
—Vou trazer aqui para você.
—Não amor, eu prefiro descer e aproveitar cada minuto aqui da fazenda com vocês.
—Viremos outras vezes se você quiser.
—Vou adorar.
—Olha quem está aqui. Disse ele olhando para a Marie e eu sorri.
—Oi bebê da mamãe. Falei me sentando e acariciei o rosto dela e ela sorriu. –É mesmo linda.
—Demais. Falou Edward me olhando e sorri, de forma carinhosa ele selou os nossos lábios. –Então vamos descer.
—Ta bom, vou só trocar de roupa.
—Eu te ajudo.
—Ta bom. Falei sorrindo e ele colocou a nossa filha deitada na cama e a danadinha ficou quietinha, o que achei um milagre.
Edward pegou a minha roupa e eu me levantei da cama, tirei a camisola quando ele apareceu. Sorrindo eu o abracei e sem deixá-lo falar algo. Eu precisava matar todo esse tempo perdido e nos perdemos ali no silêncio em nosso abraço, todo esse tempo longe me trouxeram tantas lágrimas e me afastei dele.
—Uau! Disse ele sorrindo. –Adorei esse abraço carinhoso.
—Isso se chama saudade.
—Então iremos matá-la juntos.
—Sim meu amor.
Sorrimos e trocamos alguns selinhos somente, mas Marie começou a chorar e sorrindo Edward se afastou de mim e foi até ela pegá-la. Vesti-me e fui até o banheiro, me aliviei, me asseei e após lavar as minhas mãos eu ajeitei o meu cabelo. Tornei a sair do banheiro.
—Estou trocando ela, foi preciso.
—Eu termino amor.
—Não precisa amor, eu já estou terminando de limpá-la.
—Ok. Nós logo teremos outro bumbum para limpá-lo.
—É e em poucos meses.
—Sim.
Esperei Edward terminar e logo a seguir nós descemos.
—Está se sentindo melhor filha? Perguntou Esme.
—Sim. Falei recebendo o abraço dela.
—Fiz uma comida para você rica em proteína, vitaminas e que você vai gostar. É à base de verduras e um franguinho fresco grelhado sem muito condimento.
—Ta bom e obrigado.
—Sente-se.
—Eu posso ajudá-la.
—Isso te deixará feliz?
—Sim.
—Tudo bem. Falou dona Ana e eu sorri.
Fomos para a cozinha e começamos a levar as coisas para a sala, Edward já havia posto a minha vitamina diária sobre a mesa e nos sentamos para comer. A minha comida estava mesmo boa e olhei para Esme estando eu alimentando a minha filha.
—Obrigado por se importar tanto comigo Esme, faz me lembrar a minha mãe.
—Não é nenhum sacrifício filha, pode contar comigo sempre.
—Ela sabe disso amor. Falou Carlisle.
—É eu sei sim, estou adorando esse clima família.
—É nós somos uma família. Disse Carlisle sorrindo.
—É.
Sorrimos e continuamos a comer, alimentei a minha filha e ela comia no ritmo dela tendo boa boca. A limpei várias vezes e tornava a colocar a colher contendo papinha na boca dela, mas eu também não deixava de comer a minha comida.
Terminei de alimentá-la e brinquei com ela, Marie sorria e dei a última garfada de comida que continha em meu prato. Marie me observava e eu aumentei o meu olhar de propósito, nisso ela sorriu e eu a beijei por diversas vezes arrancando gargalhadas gostosas dela. Todos na mesa sorriram e isso me chamou para a realidade, eu os olhei sorrindo.
—Acabei me distraindo com ela.
—Percebemos a bolha do amor de mãe.
—Sim.
Sorrimos e Edward ajudou a mãe a levar as coisas do almoço para a cozinha. A sobremesa era sorvete de morango e salada de frutas. Aceitei a comer um pouco da segunda opção e me senti bem, eu na verdade já me sentia empanzinada e terminei de comer estando mais que satisfeita.
As louças da sobremesa foram lavadas e fomos para o jardim estando eu segurando alguns brinquedos da Marie, nos sentamos à sombra estando um tapete ali posto por Esme e deixei a Marie brincar com os brinquedos dela. Obvio que eu brincava com ela e ficamos todos conversando. Um tempo depois Esme foi andar a cavalo com o marido e sumiram de nossas vistas. Dona Ana ficou um pouco ali conosco, mas depois quis ir até o seleiro brincar com os animais.
Ficou eu e Edward ali com a nossa filha e ele me olhou.
—Ta gostando de ficar aqui?
—Sim, estou amando de verdade. Iremos embora que horas amanhã?
—Às 10h.
—Tudo bem, dá para descansar bem.
—Dá sim.
Edward pegou a Marie e brincou muito com ela, tanto que a deixou cansada e ela dormiu nos braços dele. Fui pegar o carrinho dela e o coloquei na posição de berço, Edward a deitou ali e o posicionei bem ao lado do tapete. Deitei-me ao lado dele e ficamos conversando normalmente, falei dos meses em que fiquei longe dele e com isso ele me beijou. Ficamos nos beijando por longos minutos e me afastei para olhá-lo estando com a minha respiração bem alterada.
—O que acha de entrarmos e aproveitar aquela banheira imensa da suíte amor? Sugeri.
—Está pensando em quê? Perguntou ele e selou mais uma vez os nossos lábios.
—Em nós. Falei me afastando para olhá-lo e tornei a selar brevemente os nossos lábios com doçura. –Lá estaremos a sós, ninguém para nos olhar. Após eu falar Edward sorriu.
—Teremos tempo para isso.
—Por que não agora?
—Vamos relaxar amor. Disse ele me fazendo deitar e me abraçou.
—Esse é o melhor método para nos deixar bem relaxado depois.
—Calma amor.
—Tudo bem.
Ficamos ali admirando os diversos cantos de passarinhos e a tarde foi passando e passando.
.
Às 17:23min.
Resolvemos entrar pela temperatura já estar caindo e a janta já estava pronta, dona Ana já havia a preparado e Esme a agradeceu. Subi com a Marie e eu a banhei, depois que eu a sequei eu a vesti com roupas de frio. A temperatura havia caído bastante e Edward resolveu acender a lareira ali do quarto, coloquei a meia de lã na minha filha e ela ficou fofinha. Edward a segurou para eu tomar banho e me agasalhei após me secar, sequei bem o meu cabelo e o penteei. Saí do banheiro e o olhei.
—Vai descer agora ou vai tomar banho primeiro?
—Vou tomar banho e desço depois.
—Tudo bem.
Saímos do quarto e descemos, Edward deu a Marie para o pai segurar e o mesmo já estava de banho tomado também. Ele subiu e eu fui para a cozinha preparar a mamadeira da minha filha.
.
25min depois.
Depois de minutos cozinhando bem o mingau, eu apaguei o fogo e o esfriei bem. Estando numa temperatura boa eu enchi a mamadeira dela e reservei o pouquinho que sobrou, cada vez mais ela estava mamando em quantidades maiores. Esme entrou na cozinha e sorriu para mim, ela foi até o fogão e abriu o forno, o cheirinho bom que saiu dali me deu água na boca. Fui para a sala e Carlisle brincava com a neta, ele quis amamentá-la e entreguei a mamadeira a ele. Peguei a fralda da Marie no carrinho e entreguei a ele, estando por dentro ele a alimentou muito bem e cheio de jeito. Edward desceu e se sentou no sofá. Sentei-me ao lado dele quando dona Ana desceu e ganhei um beijo na bochecha que ele me deu, o olhei sorrindo e selei os nossos lábios brevemente.
—Quando iremos comer bolo de casamento? Perguntou dona Ana nos olhando.
—Tudo depende do querer dela vó. Disse Edward.
—Sei disso filho. Mas se amam, vem outro bebê, devem se casar. Sei que seria o gosto dos pais dela vê-la casada e criando os filhos estando ao lado do marido. É o sonho de qualquer pai com os filhos.
—Isso eu concordo. Falou Carlisle nos olhando.
—É o que eu mais desejo e ela sabe disso, não tenho dúvidas se tratando do meu amor por ela.
—É nós não iremos demorar. Falei os olhando e sorri.
—Isso é ótimo. Falou a mãe dele. –Vai manter os mesmos padrinhos?
—Sim, a Rosalie e o Emmett.
—Eles vão adorar, estão sendo fiéis desde o primeiro casamento.
—Sim, mas esse será para sempre. Falou Edward me olhando. –É o que eu quero.
—Sabe que é assim que eu desejo. Eu disse o olhando nos olhos.
—É eu sei amor. Disse ele e me deu um selinho.
—Então assim está bem melhor! Disse dona Ana sorrindo.
Nisso os minutos se passaram e jantamos. Eu aceitei a vitamina que a Esme preparou para mim e eu a bebi me sentindo entupida depois. Ajudei a minha sogra tendo a ajuda de dona Ana a guardar as coisas, pois amanhã iríamos embora e algumas coisas Esme dariam para os funcionários amanhã. Estando tudo em ordem, nós subimos após Edward com o pai verificar se todas as portas e janelas estavam trancadas. Subi com Esme segurando a Marie, a mesma dormia e dona Ana se despediu de nós. Eu e Esme entramos no quarto e a neném foi posta ali na cama, ela me abraçou após me desejar boa noite e fez o mesmo com o filho após ele entrar no quarto.
—Nada mais me deixaria e o seu pai filho feliz se vocês se entendessem dessa vez. Que seja mesmo para sempre, pois somos uma família unida. Disse Esme nos olhando.
—Eu sei disso. Falou Edward a olhando.
—E você Isabella está disposta e é realmente a essa família que você quer pertencer?
—Pra ser sincera eu tive muitas dúvidas, mas percebi que é ao Edward que eu pertenço. Ele me pertence e digo me referindo a respeito de amor, afeto e cumplicidade. Eu o amo de verdade.
—É ótimo ouvir isso filha.
—Ficará ainda melhor, será apenas ele querer, ele sabe o que eu penso. Mas o aceito com todos os defeitos, que ele me aceite sendo algumas vezes ingênua, criança como ele mesmo acha às vezes, mas que com o passar do tempo eu irei me tornar uma mulher realizada. Uma mulher de verdade e completa, não a adolescente que pulou as etapas.
—Estarei ao seu lado amor, sabe que eu farei tudo para deixá-la mais feliz.
—Vocês têm a minha benção. Falou Esme nos abraçando e ficamos assim por um tempo.
.
A porta foi fechada por ela após se retirar e fui escovar meus dentes, o quarto estava quentinho e fui até o closet colocar um pijama. Fui para o quarto me deitar e Edward já se encontrava ali deitado, então eu me deitei ao lado dele e o olhei.
—Boa noite amor.
—Boa noite. Disse ele e selou os nossos lábios.
Eu queria muito mais e aprofundei o nosso beijo, eu sentia a quentura dos lábios dele se movendo com os meus e nossas línguas se acariciavam de forma tão gentil, era viciante beijá-lo. Eu o trouxe mais para mim sentindo os meus batimentos cardíacos indo a mil já, mas notando a minha intenção ele se afastou e me fez deitar de forma correta na cama.
—Amanhã temos que acordar cedo. Disse ele acariciando o meu rosto.
—Tudo bem. Falei numa boa, porém queimando por dentro.
Eu o queria tanto, afinal eu fiquei muito tempo longe dele e vê-lo tão lindo e maravilhoso entre os meus braços chegava a doer em meu íntimo em não fazer nada. O abracei e ficamos assim, eu o queria tanto, mas eu não iria insistir e acabei dormindo minutos depois.
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Terça feira, 05 de Janeiro.
Às 07:30min.
Acordei com o choro da Marie e Edward colocou o bico da mamadeira na boca dela, ela mamou reclamando um pouco e ficou quietinha depois. Ele nem me notou ali acordada os olhando e fiquei quietinha a vendo mamar e ele a brincar com a filha.
Vendo os minutos irem se passando eu me sentei na cama e Edward me olhou.
—Bom dia.
—Bom dia amor. Dormiu bem?
—Sim. Falei sorrindo e me espreguicei.
—E o nosso bebê?
—Quietinho como sempre. Falei me levantando e bocejei. –Vou escovar meus dentes e me arrumar.
—Tudo bem.
—Vai ir trabalhar hoje ainda?
—Sim, por volta das 14h. Eu e o meu pai iremos dar uma olhada na empresa, não é bom o patrão ficar muito tempo longe dos negócios.
—Tudo bem e tem razão.
Fui para o banheiro e escovei meus dentes, lavei bem a minha boca e a seguir o meu rosto. Fiquei me olhando no espelho e pensei em minha vida, eu não estava arrependida e nem poderia. Fui me aliviar checando a minha roupa íntima, eu meio que fiquei traumatizada por causa da primeira gravidez. Tudo estava normal e me despi, tomei um banho rápido evitando lavar o meu cabelo e saí para me secar. Maquiei-me ficando muito bem e hidratei o meu corpo, inclusive a minha barriguinha e fui para o closet estando de roupão. Peguei uma calça comprida jeans estando à mesma larga na minha cintura e vesti uma blusa de manga curta branca, calcei uma sandália muito bonita da mesma cor da blusa e me senti linda. Soltei o meu cabelo e fui até o banheiro, passei creme nos fios longos e o penteei. Evitei passar perfume e peguei todas as minhas coisas, levei para o closet e guardei as roupas na mala. Estando distraída, Edward me abraçou por trás e com isso eu sorri.
—Está tão linda. Disse ele em meu ouvido.
—Gostou?
—Sim. Disse ele me virando e me beijou, o beijo estava tão suave, delicioso e achei melhor me afastar.
—Cadê a Marie?
—Na cama adormecida. Ela mamou e dormiu.
—Vou pegar uma roupa e irei trocá-la.
—Tudo bem.
—Tem noção que estamos voltando para casa não tem?
—Sim.
—E numa boa sem voltar atrás?
—Sim Edward.
—Ótimo. Disse ele sorrindo e me beijou.
Nos beijamos por uns segundos e fui me afastando aos poucos.
—Acho melhor eu trocar a nossa filha e depois eu tenho que guardar as roupas dela.
—Vou tomar banho e já volto.
—Ok. Falei o olhando nos olhos.
—Tudo bem?
—Sim. Falei afirmando e sorri levemente. –Então vai e não demore.
—Pode deixar.
Ele selou os nossos lábios e se foi, nisso eu escolhi uma roupinha para a minha filha e peguei as coisas para trocar a fralda dela. Fui para o quarto e a troquei estando ela adormecida, ela só havia feito xixi. Troquei a roupinha dela após ter lavado as minhas mãos e ela continuou adormecida. Fui para o closet e terminei de guardar as roupas e tudo que nos pertencia. Puxei as malas e as deixei do lado de fora do quarto, vi Carlisle saindo do quarto com a esposa.
—Bom dia gente.
—Bom dia querida. Falou Carlisle.
—Bom dia filha.
—Eu já estou pronta e a Marie também.
—Logo os seguranças virão pegar as malas.
—Tudo bem.
—Vou pegar a banheira da Marie, eu já ia me esquecendo.
—Tudo bem filha, vou preparar o nosso café, logo embarcaremos. Acho melhor você não comer muito, nós iremos de avião e você pode enjoar.
—Tem razão.
—Vou preparar a sua vitamina e quando nós chegarmos em casa almoçaremos, já falei com a Mary hoje.
—Tudo bem.
Ela sorriu e desceu com o marido, fui pegar a banheira da minha filha no banheiro e a deixei do lado de fora também. Fui até o quarto que Edward estava e abri a porta, era o mesmo que havíamos ficado da outra vez em que estivemos aqui. Eu fui até o banheiro, ele estava arrumado já e penteava o cabelo, ele estava tão distraído que nem me notou. Fiquei ali o olhando e decidi sair do quarto, entrei no outro e peguei a minha filha adormecida no colo. Desci com ela e a coloquei no carrinho, dona Ana descia a escada e sorri para ela.
—Bom dia.
—Para você também filha. Dormiu bem meu anjo?
—Sim e você?
—Perfeitamente bem.
—Que bom. Falei sorrindo.
—Amanhã quem irá embora será eu, tenho que olhar a minha fifi.
—Quem é essa?
—A minha cachorrinha, a empregada está tomando conta dela.
—Tudo bem e que bom.
—Bom dia Carlisle. Saudou-lhe ela quando o mesmo entrou na sala.
—Bom dia aninha. Sente-se confortável?
—Sim. Cadê a Esme?
—Está na cozinha preparando tudo para o nosso café.
—Eu irei ajudá-la, vou deixar a Marie aqui com vocês.
—E sujar essa blusa divina branca, não filha eu vou.
—Não dona Ana, eu coloco um avental.
—Tudo bem, então eu olho a pequena.
—Ta.
Sorri para ela e fui para a cozinha, coloquei o avental e ajudei a Esme. Cortei o mamão em cubinhos e Esme bateu o suco de melão, dizendo ela era muito bom para as mulheres. O pão terminou de ficar pronto e Esme os tirou do forno, tudo que foi preparado foi posto na bandeja e o café cheirava divinamente bem.
—Frequentaremos essa fazenda mais vezes. O que você acha?
—Uma boa ideia.
—Que bom! Disse ela sorrindo. –Senti falta dessa visão alegre que é aqui, acordei de um pesadelo. Disse ela deixando algumas lágrimas rolarem ao olhar em volta.
—E eu fiquei muito feliz por causa disso. Falei indo até ela e a abracei.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Que bom filha.
—É sim. Falei contente. –Agora eu posso sorrir bem mais feliz.
—Sei que se sente perdida, foram tantos acontecimentos. Não é?
—Hoje não muito, o tempo vai aliviar bem mais para nós.
—Tem toda razão, melhor ainda será nós superarmos juntos.
—É sim. Hoje eu me sinto bem melhor, devo isso a você e o seu esposo a princípio.
—Que bom filha!
—É sim. Vocês é a minha família agora e me sinto feliz de tê-la ao meu lado.
—Eu também. Sorrimos e ficamos abraçadas, Edward entrou na cozinha e ficou nos olhando. –Olha o meu gatão aqui. Disse Esme sorrindo.
—Bom dia mãe.
—Bom dia filho. Bem, vamos levar tudo para a sala.
—Eu ajudo vocês.
—Ok. Falei sorrindo para ele e ganhei um selinho.
Levamos tudo para a sala e tomamos o café da manhã, bebi a vitamina que Esme havia prometido fazer e dessa vez o gosto era de melão. Belisquei o pão que estava uma delicia e Marie foi acordando ao poucos, Edward foi pegá-la e veio para a mesa novamente. Marie ficou quietinha enquanto comíamos e quando terminamos tudo foi lavado e guardado.
Chegou à hora das nossas malas serem guardadas no carro e Edward junto do pai ajudou o segurança. Tudo foi guardado e a casa foi trancada, Esme estava levando frangos congelados e soube ser ali da fazenda, o empregado havia abatido a pedido dela e fiquei com pena das individuas. Entramos no carro após Carlisle desmontar o carrinho da neta, estávamos voltando e encostei-me no banco.
.
Horas depois.
Chegamos em Ourinhos e desembarcamos, nossas coisas foram retirados do jatinho e postas na pirua blazer. Os seguranças que ficaram já nos aguardavam.
—Sente-se indisposta amor? Perguntou Edward.
—Não, eu estou bem, apenas com um pouco de fome e sono.
—Logo chegaremos em casa.
—Tudo bem.
Entramos no carro após nos despedirmos do piloto deles e fomos para mansão.
.
Os dois carros foram estacionados na garagem da mansão e descemos, segurei a minha filha e fui caminhando devagar pelo jardim. Cheguei na porta da cozinha e vi Mary ali cozinhando.
—Oi amiga.
—Oi bella! Disse ela alegre e sorri.
—Tudo bem com você amiga? Perguntei a ela.
—Tudo sim. Disse ela sorrindo. –Oi patrão, oi patroinha.
—Oi Mary. Responderam eles sorridentes.
—Oi patrãozinho.
—Oi Mary. Falou Edward. –Como vai?
—Bem. Disse ela me olhando.
—Amor, não acha melhor subir e descansar um pouco? Eu levo a comida para você. Ofereceu-se Edward.
—Estou me sentindo cansada sim, mas quero almoçar na sala.
—A papinha da neném está pronta.
—Irei dá-la daqui a pouco e obrigado Mary.
—De nada.
Victória entrou na cozinha e a cumprimentamos, a seguir subimos estando as nossas malas ali. Coloquei a Marie na cama e ela começou a chorar, a deixei ali assim mesmo e guardei a banheira dela lá no quarto dela. Edward a havia pegado no colo e eu o olhei.
—Por isso ela está mal acostumada.
—Tadinha bella, ela estava chorando.
—Isso é manha e se não pararem, vai ser sempre assim.
Edward sorriu e fui guardar as roupas da Marie, algumas eu coloquei no cesto de roupa suja dela e ficou tudo em ordem. Senti-me um pouco tonta e me escorei no berço, eu havia abusado e fui para o quarto andando devagar. Fui direto para o closet e deixei a minha mala no canto, tirei a minha roupa e a minha sandália, a seguir eu vesti algo mais confortável e de ficar em casa. Entrei no banheiro e penteei o meu cabelo o prendendo em um rabo de cavalo, removi a maquiagem com uma loção própria para isso e lavei o meu rosto. Saí do banheiro sentindo novamente a tonteira, encostei-me no vidro estando de olhos fechados e Edward veio até a mim preocupado.
—O que foi amor?
—Tonturas de grávida. Falei abrindo os meus olhos. –Acho que abusei um pouco estando me recuperando.
—Tem certeza?
—Absoluta. Falei pondo a mão em minha barriga. –Fiz muito esforço e ainda não estou cem por cento.
—Então descanse.
—Vai passar logo, é assim.
Caminhei até a cama e me deitei, Edward ligou a televisão e saiu do quarto levando a neném.
.
Quando ele voltou segurava o pratinho de papinha dela e....
—Amor eu posso alimentá-la.
—Eu faço.
—Já estou melhor, é momentâneo e você pode se sujar. Vai trabalhar e sabe como a Marie é.
—Tudo bem.
Peguei a Marie e fui a alimentando devagar no ritmo dela, o cheirinho da papinha dela estava muito bom e ela comeu tudinho. Limpei a boquinha dela com a fralda e aos poucos ela foi fechando os olhinhos, acabou dormindo minutos depois me deixando saber que ela precisava ser trocada. Edward pegou as coisas dela e eu a troquei rapidinho, eu já estava prática e a deixei sem o short, estava calor em Ourinhos. Fui lavar as minhas mãos e depois descemos levando a babá eletrônica posta ali por Edward.
Encontramos com o pessoal já sentado a mesa e nos sentamos também.
—Victória querida, já pode nos servir. Falou Esme.
—Sim senhora.
Fomos servidos e preferi comer o arroz com batatas gratinadas, eu estava sentindo o enjoo e deduzi ser por causa do avião.
—Não quer mais nada amor?
—Não Edward. Eu estou enjoada e pode ser porque nós andamos de avião.
—Tem razão. De qualquer forma relaxe depois.
—Farei isso.
De forma carinhosa ele beijou a minha bochecha e continuou a comer. Belisquei na verdade e Mary para a minha surpresa trouxe uma vitamina para eu beber. Eu a bebi me sentindo bem depois após ingeri a vitamina diária também.
—Obrigado amiga.
—De nada. Disse Mary me olhando e sorriu, a seguir olhou para o Edward e tornou a me olhar.
—Só ela já vale uma alimentação. Afirmou ela.
—Se é.
Sorri para ela e a mesma se retirou da sala, fiquei os aguardando a comer e minutos depois eles terminaram. Esme e dona Ana se sentaram no sofá e Carlisle deu um selinho na esposa.
—Amor vou só escovar meus dentes e irei para a empresa com o meu filho.
—Tudo bem. Disse ela.
—Aproveitando eu irei subir e descansar.
—Tudo bem filha.
—Ok.
Subi com Edward e entramos no quarto, deitei-me na cama e ele foi para o banheiro. Minha filha dormia ainda e liguei a televisão, fiquei a assistindo após me ajeitar melhor na cama. Minutos depois Edward veio até a mim e sentou-se na cama ao meu lado.
—Posso ficar aqui com você. Disse ele me olhando. –Falo com o meu pai que ficarei aqui cuidando da minha mulher. Após ele falar eu sorri.
—Não precisa amor, foi só um enjoo e tontura de mulher grávida.
—Gosto de cuidar do que é meu.
—E você é meu também? Após eu perguntar ele sorriu de forma linda para mim.
—Sabe que sim.
Sorrimos e ele selou os nossos lábios de forma suave, aprofundei o nosso beijo por desejá-lo tanto e Edward foi parando de me beijar aos poucos.
—Tenho que ir trabalhar agora.
—Tudo bem amor.
—Até mais tarde.
—Até.
—Qualquer coisa me liga.
—Pode deixar.
—Vou deixar a Mary de sobre aviso.
—Ta bom. Eu te amo.
—Eu te amo mais.
Edward selou os nossos lábios brevemente e levantou da cama, ele foi até a filha e a beijou na testa. Marie se mexeu um pouco, mas continuou dormindo e ele se foi.
Eu estava me sentindo um pouco sonolenta e desliguei a televisão, minutos depois eu acabei cochilando.
.
Às 18:49min.
Nesse momento eu acabava de dar banho na Marie estando no banheiro do quarto dela. Eu a enrolei na toalha estando ela sorrindo para mim e a beijei cheia de carinho para com ela.
—Te amo minha pequena.
Eu a deitei ali no colchão de troca de fralda e a sequei bem, a seguir passei a pomada em suas partes escondidas e coloquei a fralda nela. Calcei a meia e vesti a calça cumprida nela, pra finalizar foi à blusinha de manga e ela ficou fofinha de verde clarinho. Eu a peguei no colo e saí do banheiro, vi que Mary havia deixado a mamadeira dela ali e vi que a temperatura estava boa. Sentei-me no sofá e a amamentei, ela foi mamando devagar e parava, mamava e parava. Ela não estava com cara de que queria dormir após a mamada. Aos pouquinhos ela foi mamando e acabou, nisso eu coloquei a mamadeira no sofá e fiquei ali com ela fazendo gracinhas de bebê.
.
20min depois.
Eu consegui ganhar a Marie no cansaço e ela dormiu. A beijei na testa e me levantei do sofá, a coloquei devagar no berço e ela se mexeu um pouco, mas eu a ninei e continuou dormindo. Cobri o seu corpinho com o edredom e deixei o ar na ventilação, acendi o abajur e saí do quarto após pegar a babá e apagar a luz. Entrei no quarto de Edward e fui olhar o mar, mas por estar muito escuro era impossível ver muito, apenas ouvia-se o som suave. Fiquei ali um pouco e tive uma ideia, fui até o banheiro e me despi. Entrei no Box e liguei o chuveiro o deixando me lavar da cabeça aos pés. Lavei-me bem ficando bem cheirosa e me enxaguei, depois saí do Box e me sequei bem. Hidratei o meu corpo e coloquei pouca coisa da colônia em meu pescoço rezando para não enjoar. Dei um jeito em meu rosto para estar bem durante o jantar e fui para o closet, escolhi vestir um vestidinho vinho muito do bonito por sinal e soltei o meu cabelo, eu o penteei bem por estar enorme e passei o meu batom vermelho. Coloquei algo confortável em meus pés que me deixasse bem e combinando com o nível da roupa. Ajeitei o banheiro o deixando organizado e desci, saudei Carlisle que acabava de chegar vindo pelo corredor. Entramos na sala e saudei a Esme e dona Ana. Nisso eu vejo tuquinha deitada no chão ao lado de Esme.
—Está muito bonita. Elogiou-me dona Ana.
—Obrigado. Falei sorrindo. –Bem eu irei até a cozinha. Falar nisso......Edward não veio contigo do trabalho?
—Logo ele estará chegando, ele deu uma saidinha e já vem.
—Tudo bem.
Saí da sala e caminhei pelo corredor, fui à direção do telefone e o tirei da base. Digitei o número do celular dele e tocou duas vezes, na terceira vez ele atendeu.
—Alô.
—Sou eu Edward.
—Tudo bem com você ou aconteceu algo?
—Não, eu liguei para saber onde você está.
—Passei no apartamento para pegar algumas coisas.
—Só isso mesmo?
—Só. Por quê?
—Não é por nada. Vai demorar a chegar?
—Não, em quarenta minutos eu estarei chegando.
—Ok. Até daqui a pouco então.
—Até amor. E a Marie?
—Está dormindo já.
—Tudo bem. Beijos.
—Beijos.
Encerrei a ligação e fui para a cozinha, abri a geladeira e bebi um copo somente de água. Peguei uma banana por eu estar sentindo fome e aproveitei peguei um cachinho de uva. Mary terminava os preparativos da janta e Victoria passou levando uma pilha de roupa passada. Após eu comer eu lavei a minha mão e voltei para a sala, me enturmei no meio da conversa e nisso os minutos foram se passando.
.
50min depois.
Estávamos todos sorrindo com a história de dona Ana quando Edward chegou.
—Boa noite para todos. Disse ele vindo até a mim.
—Boa noite. Nós o respondemos e ele selou os nossos lábios.
—Fui em meu apartamento pegar algumas roupas.
—Ok. Falei o olhando nos olhos.
—Então podemos jantar agora?
—Claro que sim mãe.
Fomos nos sentar a mesa e a janta foi servida, ingeri a minha vitamina diária e tomei a sopa levinha que Mary havia feito especialmente para mim. Deu para me sentir saciada e os outros comiam bem a lasanha que ela fez, fiquei cheia de água na boca os vendo comer e olhei para o garfo de Edward.
—Nem pense, está cheia de queijo e pode se enjoar.
—Não eu não quero. Falei engolindo uma boa quantidade de saliva.
—Seu olhar a denúncia, vou tirar o queijo e deixar o recheio e o macarrão.
—Tudo bem. Falei sorrindo. Edward com todo o jeito me deu um pedacinho e o comi me deliciando. –Está uma delícia.
—Quer mais um pouco?
—Sim.
Ele novamente me agradou e eu comi cheia de vontade, mas fiquei satisfeita com aquela quantidade para não abusar. A sobremesa foi servida e eu preferi não comer, eu já estava saciada.
—Amanhã eu irei embora e faço novamente o convite para vocês irem me visitar.
—Claro que sim vó. Disse Edward. –A senhora é sempre bem vinda aqui também.
—Obrigado filho.
—A aninha sabe disso. Disse Esme sorrindo.
—O meu filho irá levá-la até o aeroporto.
—Tudo bem.
—Às 8h nós saímos.
—Tudo bem.
Eles terminaram de comer a sobremesa que era um cheesecake de frutas vermelhas e saíram da mesa. Nos sentamos no sofá e Carlisle pediu a Mary para lhes servir vinho francês.
Momentos depois Mary os serviu e foi liberada para ir dormir, sorrindo eu lhe desejei um bom descanso. Continuamos a conversa e estava bem agradável.
Passando-se alguns minutos Edward me fez olhá-lo.
—Ta tão bonita.
—Gostou?
—Sim.
—Obrigado. Falei sorrindo e selei os nossos lábios rapidamente, minha vontade era de aprofundar, mas não estávamos sozinhos.
—De nada.
.
30min depois.
—Bem, eu vou subir agora e descansar. Disse dona Ana. –Minhas pernas estão protestando.
—Também iremos. Falou Esme. –Boa noite para vocês.
—Boa noite pessoal.
Cumprimentei dona Ana com um abraço, pois eu não sabia se a veria amanhã e a agradeci por tudo. Dei um abraço apertado nela mais uma vez e falei para ela dar um abraço na fifi por mim. Esme pegou tuquinha no colo e eles subiram, nisso eu abracei o Edward.
—Acho melhor nós subirmos também.
—Ok. Falei me afastando dele e ele selou os nossos lábios.
A proteção foi arriada por ele e as taças foram levadas para a cozinha por ele também. Eu subi e fui direto para o closet, olhei ali o que vestir e avaliando bem uma peça, acho que não ficaria ruim pela minha barriga estar redondinha e não tão grande assim. Sorrindo eu a vesti rápido, era um lingerie preto com vinho todo em renda e lembrava um colam. O mesmo era chique e italiano deixando os seios a mostra. Eu teria que agradecer a Alice por me comprar tanta coisa bonita. Coloquei o robe preto que fazia par com ela. Saí ali do recinto e Edward não havia entrado ainda no quarto, ele devia estar lá babando na filha e escovei meus dentes, aliviei-me como eu pude e me asseei bem usando a duchinha. Sequei-me e removi a maquiagem, lavei o meu rosto quando Edward entrou no quarto e o sequei com a toalha. Ele veio até o banheiro após guardar a chave e a arma na gaveta, fiquei o olhando, mas não falei nada.
Ele se despiu bem diante a mim e tive que engolir a seco, eu estava louca para fazer amor com ele e vê-lo ali pelado diante de mim era demais. Fiquei ali enrolando enquanto ele tomava banho e penteei bem o meu cabelo, o deixei de lado e fui até o closet retirar as minhas joias. Eu as guardei e fiz uma horinha ali, Edward entrou no closet estando de roupão e vestiu a blusa do pijama de manga curta. Ele colocou uma boxer preta e foi se deitar, era o meu momento agora.
Apaguei a luz do closet e saí do mesmo, caminhei até a cama tendo somente a luz de um abajur acesa.
—Amor, desfaz o nó do robe para mim. Pedi estando parada de frente para a cama.
—Tudo bem. Disse ele se sentando e fez o que eu pedi, o mesmo deslizou pelo o meu corpo o deixando surpreso. Percebi porque o olhar dele aumentou, mas ele disfarçou.
—O que achou?
—É muito bonita.
—Só isso?
—Está muito linda amor. Disse ele varrendo a peça em meu corpo com o olhar e isso me fez imaginar coisas.
—Estou mesmo?
—Sabe que sim.
—Veja como a peça é de tecido suave. Pedi o olhando sem piscar e fiz a mão dele deslizar na lateral do meu corpo.
—É, eu estou percebendo. Amor vamos, vamos dormir.
—Dormir? Perguntei o olhando. –Dormir apenas?
—Preciso acordar cedo e amanhã eu tenho que levar a minha avó no aeroporto. Estou cansado também por voarmos mais cedo e pelo trabalho.
—Tudo bem. Falei vestindo o robe novamente sob o olhar dele.
Edward foi deitar-se no lugar dele e eu me deitei, meu corpo fervia por dentro e apaguei a luz do abajur ao meu lado. Ajeitei a coberta sobre mim e Edward me abraçou.
—Boa noite amor.
—Boa noite Edward.
Ele me beijou de forma viciante e se afastou. Meu coração batia acelerando em meu peito e eu podia sentir o efeito do desejo em meu corpo. Edward me abraçou ainda mais e eu o acariciei no braço, fiz o mesmo em seu rosto e o fiz me beijar novamente. Nos beijamos pra valer e após ele se afastar do nada.
—Não há nada de mal em nos beijar.
—Eu sei disso e adoro beijá-la.....Adoro a sua boca e o que faz com ela às vezes.
—Preciso senti-lo, preciso senti-lo agora. Pedi bem baixinho com a minha voz carregada de desejo. –Logo serei capaz de molhar o colchão Edward por desejá-lo tanto. Estou louca pra falar a verdade. Falei praticamente o atacando e o beijei.
—Que isso bella!
—Não acredita em mim não é?
—Eu acredito, mas...
Eu o interrompi e o beijei novamente, como eu o desejava e o ataquei.
.
3min depois.
—Quero fazer amor com você, eu desejo você. Falei estando sentada sobre ele.
—Hoje não. Disse ele acariciando o meu rosto e minha vontade era de chorar.
—Ok.
—É impossível aceitar isso?
—Não.
—Que bom. Após ele falar eu sai de cima dele e me deitei na cama.
Edward selou os meus lábios de forma carinhosa e me abraçou, ficamos assim até o sono ir o dominando, pois para mim seria impossível dormir.
.
.
...............................................................................................
Madrugada de quarta feira, 06 de Janeiro.
Às 01:56min.
Estava difícil dormir na verdade e Edward já dormia, saí do meio dos braços dele e fui para o banheiro. Abri o chuveiro estando na água fria e me despi, eu precisava aplacar esse fogo abrasador em meu corpo e fiquei um tempo estando sob a água e não deixando molhar o meu cabelo.
—Não é possível, eu só posso estar no cio. Preciso... ah! Deixa pra lá.
Saí para me secar minutos depois e fui para o closet vestir uma camisola normal e menos sugestiva. Coloquei uma calcinha após hidratar a minha barriga e voltei para a cama, logo me deitei.
—Sente-se bem? Perguntou Edward me olhando para a minha total surpresa.
—Sim, volte a dormir.
—Ok. Disse ele
Deitei-me de lado e ele me abraçou por trás, fechei os meus olhos me sentindo um pouquinho só melhor e fiz por onde conseguir dormir.
.
.
Às 07:10min.
Fui despertando aos poucos do nada, vi Edward no banheiro estando enrolado na toalha de banho tomado e escovava os dentes. Espreguicei-me com vontade e me levantei, fui até o banheiro e.....
—Bom dia amor. O saudei sorrindo.
—Bom dia.
O abracei por trás e beijei as costas dele, afastei-me e fui me aliviar. Desci a minha calcinha e me aliviei com vontade, eu estava apertada e me assei. Levantei e dei descarga, subi a minha calcinha devagar e fui lavar as minhas mãos. Aproveitei para escovar meus dentes quando Edward foi para o closet e lavei o meu rosto quando eu acabei, aproveitei eu penteei o meu cabelo.
Fui para o closet vendo-o de calça cumprida e sapato social preto muito do bonito, o mesmo deixava claro que era caro e fui até a minha parte. Tirei a minha camisola, vesti um short muito do bonito e vesti uma blusinha, senti-me bem e peguei um par de brincos para eu colocar. Eu o olhei ali se arrumando tanto de forma impecável e me aproximei parando de frente para ele, eu tinha uma dúvida.
—Irá sair depois do trabalho novamente?
—Por que da pergunta meu amor?
—Não é por nada, curiosidade apenas.
—Vou até o bar ver os meus amigos, você os conhece. Beberemos algo, conversar um pouco e venho correndo para casa.
—Tudo bem. Falei o olhando nos olhos. –Vou olhar a Marie, logo ela irá acordar.
—Ok.
Edward se aproximou de mim e selou os nossos lábios, ele aprofundaria o beijo e eu me afastei para o meu próprio juízo. Saí do closet e arrumei a cama, dobrei os dois edredons que nos cobriu e os guardei no closet. Saí de lá e depois do quarto. Abri a porta do quarto da minha filha e ela dormia profundamente ainda, decidi ir preparar o mingau dela e desci a escada devagar. Fui para a cozinha e estavam ali a Mary e a Victória.
—Bom dia, bom dia. Eu as cumprimentei.
—Bom dia. Falou Mary me olhando e sorriu.
—Bom dia senhora.
Caminhei até o armário e peguei as coisas para preparar o mingau da Marie, não demorei e eu já estava em frente o fogão mexendo-o bem para não embolotar e cozinhar bem.
As meninas estavam preparando um café da manhã daqueles e eu dei atenção no que eu estava fazendo.
.
18 minutos depois.
Eu me encontrava esfriando o mingau agora e percebi vozes, era Edward e a avó dele ali na cozinha, eles cumprimentaram as meninas e foram para a sala, nisso eu coloquei o mingau na mamadeira maior e lavei a panela logo a seguir. A deixei secando no escorredor de louças e saí da cozinha levando a mamadeira, vi as malas de dona Ana ali no canto do corredor e subi.
Entrei no quarto da minha filha e ela dormia ainda, a peguei estando adormecida e a enrolei na coberta, saí do quarto e desci a escada devagar. Entrei na sala e a deitei no carrinho que estava ali no canto, coloquei a mamadeira dela no bolso que havia ali ao lado e olhei para o meu sogro.
—Bom dia Carlisle.
—Bom dia querida.
—Dormiu bem?
—Sim, muito bem. E você?
—Também.
—Que bom!
Empurrei o carrinho da neném e Esme entrou na sala estando muito bonita, parecia que ela iria sair.
—Bom dia meus amores.
—Bom dia. Falei a olhando ali tão bonita e sorri.
Lembrei o quanto eu mudei, pode ter sido isso que fez Edward se afastar um pouco e de forma gentil ele estava me evitando. Eu o olhei ao me sentar ao seu lado à mesa e sorri levemente estando com a mão em minha nuca. Fiquei ali os vendo conversar enquanto as meninas nos serviam.
—Vai querer café com leite senhora?
—Não Victória, apenas o mamão está de bom tamanho.
—Ok.
—Que foi amor está sem apetite?
—Não Edward, não se preocupe eu estou bem. Apenas estou sem fome essa manhã.
—Sem fome?
—É.
—Incrível. Esses dias você tem comido bem.
—Pois é.
Comecei a comer o mamão lembrando daquela mulher com o corpo espetacular que estava louca por ele, eu não estava sentindo inveja e sim raiva da minha fragilidade e o que ela me causou. Fiquei sem graça pelo visto aos olhos do homem que eu amo e como eu estava me sentindo frágil, a minha vontade era de chorar. Marie acordou para a minha sorte e me levantei da cadeira, eu a peguei no colo e lhe dei um beijinho na bochecha.
—A coisinha linda da vovó acordou. Falou Esme a olhando.
—Com licença, eu irei amamentá-la lá no escritório, do contrario ela vai ficar querendo pegar as coisas.
—O que tem demais bella? Perguntou Edward sorrindo. –Mas tudo bem.
Peguei a mamadeira dela e saí da sala, entrei no escritório e encostei a porta. Caminhei até o sofá e me sentei, coloquei o bico da mamadeira na boca dela e ela mais que depressa começou a mamar. Eu me sentia chateada e deixei uma lágrima rolar, essa gravidez estava acabando comigo em relação os meus hormônios alterados. Eu não queria está me sentindo uma feiosa e deixei as lágrimas rolarem, eu as sequei com a fralda da Marie. Ela mamava estando me olhando e sequei mais uma lágrima que rolou, nisso eu ouvi passos e tratei de me recuperar imediatamente, Edward abriu a porta e se sentou do meu lado. Ele me abraçou de lado me reparando e olhou para a nossa filha, ele brincou com ela e ela sorriu abertamente para o pai. Edward me fez olhá-lo e eu o olhei.
—O que foi? Perguntei de forma doce e sorri levemente.
—Não é nada, só estou a admirando.
—Sei. Falei parando de olhá-lo e olhei para a minha filha que sorria para o pai.
Coloquei o bico da mamadeira na boca dela novamente e ela tornou a sugá-la, mas nunca parando de prestar atenção no pai.
—Já acabamos de tomar café, estou indo levar a minha avó no aeroporto.
—Peça a Mary para retirar a mesa então, eu já acabei de comer também.
—Mal tocou no mamão bella.
—É eu sei.
—Está assim por causa de ontem? Perguntou ele me fazendo olhá-lo novamente.
—Não mesmo. Menti estando o olhando para poder convencê-lo. –Não iremos morrer por causa de sexo querido.
—É, mas nós fazemos amor, é um pouquinho diferente.
—É sim.
Edward me olhou mais um pouco e me beijou, movemos os nossos lábios de forma vagarosa e caia açúcar invisivelmente dos meus lábios da forma que o beijo estava suave com um toque de doçura. Ganhei dois selinhos e ele se afastou.
—Tenho que ir.
—Ok. Divirta-se com os seus amigos.
—Vamos bater um papo.
Ele beijou a filha e se foi, Marie tossiu um pouco e eu tirei a mamadeira da boca dela.
—Devagar filha. Falei a levantando.
Pouco tinha na mamadeira e a esperei se recuperar, mas tornei a dar a mamadeira e ela logo acabou com o mingau. Saí do escritório com a minha filha e dona Ana estava na cozinha.
—Bem filha, vá me visitar. Disse ela vindo até a mim e me beijou na bochecha.
—Com o maior prazer.
—Tchau boneca da bisa. Disse ela brincando com a Marie e a mesma sorriu. Nos abraçamos como deu e ela me olhou. –Guarde tudo que eu te falei, faça diferente.
—Pode deixar.
— Sei que está por amá-lo de verdade. Você o ama tanto, é visível e claro como água cristalina.
—Sim, eu estou apaixonada.
—É isso que você quer?
—O Quero e não dá-lo de bandeja.
—É bom ouvir isso. Até a próxima. Disse ela sorrindo.
—Até. Marcarei o batizado da neném, venha.
—Me avisem. Disse ela sorrindo. –Agora sim.
Dona Ana saiu pela porta da cozinha e Carlisle se despediu de nós estando com Esme. Ela segurava a bolsa e pelo visto iria sair.
—Bella, eu estou indo sair, qualquer coisa me liga ou para o Edward.
—Tudo bem.
—Mary está aqui, sei que são muito amigas.
—Sim, com certeza.
—Então eu estou indo.
—Tudo bem.
Esme me deu um beijo, brincou com a neta e se foi com os demais. Eu os olhei estando na porta da cozinha, vi depois os carros saindo e tornei a entrar. O dia seria longo para mim ali naquela mansão imensa sem os donos da casa.
Passei a manhã inteira dando atenção para a minha filha, por volta das 11h eu sai com ela tendo a companhia de Sebastian e fui até o salão, dei um jeito em minhas unhas, hidratei somente o meu cabelo e paguei a conta depois que aguardei a minha unha secar. Dei água para a Marie e ela bebeu bem, pedi Sebastian para me levar ao shopping na hora do almoço e nós almoçamos em um restaurante italiano. Senti-me um pouco enjoada e empanzinada depois, mas não coloquei pra fora e paguei a conta com o meu cartão. Edward me ligou e falei que eu estava fora, sem se importar com a minha saída e pedindo para eu me cuidar, ele desligou.
Estando ali no shopping eu comprei algumas coisas para mim, para a minha filha, comprei um pijama masculino muito do bonito para o Edward e um kit com quatro cuecas boxer de cores diferente. Para Esme eu comprei uma camisola branca com rendas, para o Carlisle uma blusa social elegante e ao embalá-los nas lojas que eu comprei eu pedi para embalar como presente. Comprei algo para Sebastian e ele me agradeceu, era uma blusa muito da bonita e bem a cara dele. Comprei algo para Mary e eu sabia que ela iria adorar o conjunto muito elegante e objetos pessoais como perfume e batom do bom. Comprei uns lingeries para mim e roupas, só sei que ficou dois mil e quinhentos dólares no shopping e me dei por satisfeita.
Voltamos para casa por volta das 18h e às 19h nós chegamos na mansão, o trânsito estava movimentado. Marie estava quietinha e Sebastian levou as bolsas para o quarto, o agradeci e ele desceu. Fui dar banho na Marie e ela ficou cheirosinha, a vesti com um pijama quentinho e fui para a cozinha. Mary preparou um prato de papinha e eu dei a ela, ela estava com fome. Só sei que ela comeu tudo e limpei a boquinha dela, ao voltar eu passei na sala, Esme assistia televisão e lia uma revista ao mesmo tempo.
—Boa noite.
—Boa noite filha.
—Acabei dando uma saída para variar.
—Isso é bom. Logo iremos jantar, meu marido está no banho.
—Ok.
—Vou colocar a Marie para dormir e tomarei o meu também.
—Deixe-a comigo e vá se banhar tranquila.
—Tudo bem.
Fui até ela e lhe dei a Marie, a mesma ficou quietinha com a avó e aceitou a ficar deitadinha no colo da minha sogra. Ela estava cansada e subi, fui direto para o banheiro e me aliviei. Tomei o meu banho depois e coloquei uma camisola que eu vesti em minha lua de mel, a branca que deixava bem dizer os meus seios de fora pela transparência e vesti um robe preto que escondia tudo. Só estava nós ali mesmo e Esme também estava bem à vontade. Peguei os presentes e desci, Carlisle já estava ali e Marie dormia no colo da avó.
—Boa noite Carlisle.
—Boa noite filha.
—Eu ganhei presentes de vocês e gostaria de dá-los uma singela lembrança. Espero que gostem.
—Filha, não precisava.
—Faço questão Esme.
—Então ta.
Dei o presente dela e depois o do Carlisle, eles o abriram e me olharam.
—Tem muito bom gosto filha. Disse ela olhando a camisola de cor branca toda trabalhada na renda, a mesma me levou R$ 380 dólares e não me arrependi por eu ter tudo graças a eles. –Obrigado, eu amei.
—Eu também gostei muito, e adorei o da minha esposa também. Disse ele risonho e Esme sorriu.
—Que bom! Fico feliz.
Levantei-me e fui até a cozinha, levei o presente de Mary e o entreguei sabendo que Victória passava roupa. Mary adorou tudo e me abraçou, ela me agradeceu muito e eu fiquei mexendo a panela enquanto ela foi guardá-lo em seu quarto.
Quando ela voltou, eu voltei para a sala e me sentei no sofá. Conversei bastante com os meus sogros e tão logo chegou à hora de jantarmos.
A comida estava muito boa e ingeri a minha vitamina diária, comi razoavelmente e Mary por causa disso me fez beber a vitamina verde que ela mesma preparou.
Na hora de dormir eu coloquei a minha filha no quarto e peguei a babá, saí ali do recinto encostando a porta e entrei no quarto de Edward. Escovei meus dentes, limpei o meu rosto com o tônico e o lavei a seguir. Saí dali apagando a luz e olhei à hora. Era 22:27min.
Peguei uma das revistas que eu havia comprado e li devagar, havia cada coisa interessante e lembrei-me de guardar as roupas que eu comprei. Levantei e peguei as bolsas, guardei tudinho e deixei o de Edward escondido perto da cama. Tornei a me sentar cobrindo as minhas pernas e continuei vendo as novidades que a revista mostrava. Só sei que as horas voaram.
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Às 00:06min.
A porta do quarto foi aberta e Edward entrou, ele sorriu ao me ver ali acordada e fechou a porta. Ele percebeu o quão insinuante a camisola era e sei que ele se lembrou dela em nossa lua de mel ao sorrir.
—Boa noite amor.
—Boa noite. O saudei.
Ele veio até a mim e me deu um selinho breve, segurei um lado do rosto dele ao aprofundar o beijo, mas ele se afastou sorrindo e foi para o banheiro. Edward tomou um banho demorado e ao sair, ele foi para o closet estando de roupão de banho.
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Minutos depois.
CONTINUA.......
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