Solares

70 Capítulo 70


Notas iniciais
Finalmente cheguei onde eu havia parado antes! vida nova pessoallll!!! Meninas os links estão todos bons na fic, aqui é para o caso de futuramente eles pararem de abrir. sapato que bella vai sair. (Sapato) https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/52/b2/3a/52b23a66398a450198d8b73eece8195b.jpg (carro) http://wallpaper.imcphoto.net/vehicle-wallpapers/luxury-cars/jaguar-xj-series/black-jaguar-xj.jpg

BELLA..........

Final do capítulo anterior.

Voltamos para casa por volta das 18h e às 19h nós chegamos na mansão, o trânsito estava movimentado. Marie estava quietinha e Sebastian levou as bolsas para o quarto, o agradeci e ele desceu. Fui dar banho na Marie e ela ficou cheirosinha, a vesti com um pijama quentinho e fui para a cozinha. Mary preparou um prato de papinha e eu dei a ela, ela estava com fome. Só sei que ela comeu tudo e limpei a boquinha dela, ao voltar eu passei na sala, Esme assistia televisão e lia uma revista ao mesmo tempo.

—Boa noite.

—Boa noite filha.

—Acabei dando uma saída para variar.

—Isso é bom. Logo iremos jantar, meu marido está no banho.

—Ok.

—Vou colocar a Marie para dormir e tomarei o meu também.

—Deixe-a comigo e vá se banhar tranquila.

—Tudo bem.

Fui até ela e lhe dei a Marie, a mesma ficou quietinha com a avó e aceitou a ficar deitadinha no colo da minha sogra. Ela estava cansada e subi, fui direto para o banheiro e me aliviei. Tomei o meu banho depois e coloquei uma camisola que eu vesti em minha lua de mel, a branca que deixava bem dizer os meus seios de fora pela transparência e vesti um robe preto que escondia tudo. Só estava nós ali mesmo e Esme também estava bem à vontade. Peguei os presentes e desci, Carlisle já estava ali e Marie dormia no colo da avó.

—Boa noite Carlisle.

—Boa noite filha.

—Eu ganhei presentes de vocês e gostaria de dá-los uma singela lembrança. Espero que gostem.

—Filha, não precisava.

—Faço questão Esme.

—Então ta.

Dei o presente dela e depois o do Carlisle, eles o abriram e me olharam.

—Tem muito bom gosto filha. Disse ela olhando a camisola de cor branca toda trabalhada na renda, a mesma me levou R$ 380 dólares e não me arrependi por eu ter tudo graças a eles. –Obrigado, eu amei.

—Eu também gostei muito, e adorei o da minha esposa também. Disse ele risonho e Esme sorriu.

—Que bom! Fico feliz.

Levantei-me e fui até a cozinha, levei o presente de Mary e o entreguei sabendo que Victória passava roupa. Mary adorou tudo e me abraçou, ela me agradeceu muito e eu fiquei mexendo a panela enquanto ela foi guardá-lo em seu quarto.

Quando ela voltou, eu voltei para a sala e me sentei no sofá. Conversei bastante com os meus sogros e tão logo chegou à hora de jantarmos.

A comida estava muito boa e ingeri a minha vitamina diária, comi razoavelmente e Mary por causa disso me fez beber a vitamina verde que ela mesma preparou.

Na hora de dormir eu coloquei a minha filha no quarto e peguei a babá, saí ali do recinto encostando a porta e entrei no quarto de Edward. Escovei meus dentes, limpei o meu rosto com o tônico e o lavei a seguir. Saí dali apagando a luz e olhei à hora. Era 22:27min.

Peguei uma das revistas que eu havia comprado e li devagar, havia cada coisa interessante e lembrei-me de guardar as roupas que eu comprei. Levantei e peguei as bolsas, guardei tudinho e deixei o de Edward escondido perto da cama. Tornei a me sentar cobrindo as minhas pernas e continuei vendo as novidades que a revista mostrava. Só sei que as horas voaram.

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Às 00:06min.

A porta do quarto foi aberta e Edward entrou, ele sorriu ao me ver ali acordada e fechou a porta. Ele percebeu o quão insinuante a camisola era e sei que ele se lembrou dela em nossa lua de mel ao sorrir.

—Boa noite amor.

—Boa noite. O saudei.

Ele veio até a mim e me deu um selinho breve, segurei um lado do rosto dele ao aprofundar o beijo, mas ele se afastou sorrindo e foi para o banheiro. Edward tomou um banho demorado e ao sair, ele foi para o closet estando de roupão de banho.

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Minutos depois.

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Ele voltou de lá vestindo um pijama e se deitou ao meu lado.

—Curtiu muito com os seus amigos?

—Rever os amigos é sempre bom.

—Isso é. Eu quero lhe dar algo.

—O que é? Perguntou ele se deitando de lado para me olhar e reparei como o braço dele estava forte na proporção certa.

—Você me presenteou e quero retribuir esse gesto nobre.

—Ok.

Levantei da cama e peguei a bolsa que estava escondida sob ela. Edward olhou-me brevemente por eu estar com uma roupa de dormir tão transparente e demasiadamente insinuante, nisso ele sorriu ainda mais ao pegar a bolsa. Ele abriu os presentes e me olhou.

—Obrigado amor, eu adorei tudo. Disse ele sorrindo ao reparar o pijama.

—Gostou mesmo? Perguntei me deitando, eu me insinuei na verdade e era possível ver nitidamente o bico dos meus seios.

—Sim. Disse ele vindo até a mim e me beijou cheio de vontade.

Eu o beijei com tanto entusiasmos por amá-lo tanto e por sentir o desejo transbordando em meu corpo. Ele se aproximou mais de mim e beijou o meu pescoço dando leves sugadas. Eu suspirava com a intensidade do prazer sem mesmo senti-lo em mim ainda com o que ele estava fazendo. Eu o arranhava de leve nas costas e o beijei trazendo-o mais de encontro a mim, eu queria sentir o calor dele e o seu corpo másculo junto do meu. Corri as minhas mãos pelo corpo dele sentindo a pele suave e Edward foi diminuindo a intensidade até parar quando eu cheguei finalmente lá.

—Isso é para demonstrar o quanto eu adorei o presente.

—Que bom. Falei com ele indo se deitar no travesseiro e colocou a bolsa ao lado da cama.

—Durma bem amor.

—É, eu vou........ tentar. Falei a última palavra bem baixinho.

Ele apagou a luz do abajur e se ajeitou na cama, eu fiz o mesmo sentindo o meu corpo o desejando e fechei os meus olhos. Chorei por estar o desejando tanto e nada, só fizemos amor duas vezes e mais nada. O senti me abraçar por trás e entrelacei os nossos dedos, por sorte o quarto estava no escuro. Aos poucos o torpor foi me dominando e eu acabei dormindo.

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Quinta feira, 07 de Janeiro.

Às 7h da manhã.

Acordei do nada e olhei para o lado, Edward ainda dormia. Logo ele iria levantar para ir trabalhar e me aproximei dele, senti o seu cheirinho bom através do pescoço e o beijei ali o fazendo se mexer. Acariciei o rosto dele o olhando e ele se mexeu novamente, parecia que dormia profundamente, mas sensível ao meu toque. Preferi me levantar, fui até o banheiro me aliviar e escovei meus dentes. Penteei o meu cabelo e fiz um coque, fui até o closet e troquei de roupa. Coloquei um vestido comprido, brincos e uma pulseira bonita. Fui até o banheiro e dei um jeito no meu rosto, eu queria estar bem aos olhos dele de qualquer jeito. Não fiz nada demais e nem passei base, apenas uma sombra, batom e um sombreado leve de lápis em meus olhos. Escutei o relógio despertando e fui para o quarto, Edward acabava de acordar e me olhou.

—Bom dia amor. Falei indo até ele e lhe dei um selinho, a seguir me levantei da cama.

—Bom dia. Disse ele sorrindo. –Hora de ir trabalhar.

—Pois é. Quero trabalhar também quando o bebê que vem estiver maiorzinho.

—Se você irá se sentir feliz, eu aceito.

—É eu irei sim, mas quero cuidar bem dos nossos filhos também.

—Sim dos nossos filhos.

—É sim. Vou descer e preparar o mingau da Marie.

—Irá sair hoje outra vez?

—Não. Eu irei ficar em casa com a Esme.

—Tudo bem.

—E você?

—Vou vir correndo para você.

—Isso é ótimo. Falei sorrindo.

Edward se levantou da cama e foi para o banheiro, eu arrumei a cama e guardei os edredons no closet. Saí do recinto o vendo escovar os dentes e abri a janela após desligar o ar, a manhã estava nublada hoje. O mar estava um pouco mexido e o admirei mesmo assim por ser lindo. A brisa suave junto da maresia se chocava em meu rosto e fechei os meus olhos para sentir a natureza. Senti Edward me abraçar por trás e ganhei um beijo na bochecha, entrelacei os nossos dedos estando ele me abraçando ainda e ficamos assim por uns três minutos.

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Me virei para olhá-lo e acariciei o rosto dele.

—Dormiu bem? Perguntei o olhando.

—Sim, maravilhosamente bem.

—Não sente falta de nada? Perguntei me referindo a fazermos amor.

—Com você ao meu lado não, já é o suficiente tê-la. Disse ele sorrindo. –Não acha?

—Em relação a você sim.

—Então diz que me ama. Pediu ele me abraçando.

—Eu te amo.

—Eu também.

Sorrimos e Edward selou os nossos lábios, mas eu não resisti e aprofundei o beijo. O mesmo estava suave, mas o tornei intenso e beijei o pescoço dele. Edward voltou a me beijar estando eu me sentindo quente e louca por ele, tanto que corri a minha mão em seu peito. Em relação a mim o senti se contendo, já eu deixava-o saber o quanto eu estava empolgada e ele diminuiu o ritmo quando eu o toquei lá e me abraçou.

—Vou tomar banho agora.

—Quer companhia?

—Logo a Marie irá acordar querendo mamar e não posso me demorar por causa do trabalho.

—Tudo bem.

Ele me beijou mais uma vez e foi para o banheiro, resolvi descer levando a babá comigo e saudei as meninas com um bom dia. Peguei as coisas para preparar o mingau da minha filha e o preparei, estando pronto eu o esfriei bem. Enchi a mamadeira e lavei a leiteira, estando tudo em ordem eu ajudei as meninas a preparar o café da manhã. A babá denunciou a Marie chorando e fui até ela já com a mamadeira, chegando no quarto eu a peguei no colo. Marie parou de chorar e eu a alimentei. Edward entrou no quarto dela estando um gato, Marie o olhou e Edward ao brincar com ela a mesma sorriu abertamente. Ele a pegou no colo depois da mamada e eu fui até o closet dela pegar as coisas para trocar a fralda dela, após deixá-la sequinha novamente nós descemos. Somente o Carlisle estava sentado à mesa e eu o saudei

—Bom dia.

—Bom dia filha.

Carlisle sorriu para a neta e fomos servidos. Mary me entregou a vitamina verde e a bebi junto da vitamina diária, depois eu só belisquei o café da manhã. Eu estava satisfeita.

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Chegou à hora deles irem e ganhei um selinho breve de Edward, após eles se despedirem da Marie eles se foram. Fiquei na sala com a minha filha vendo televisão, passava um programa de culinária e fiquei o assistindo.

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Às 9h.

Esme desceu e tomou o café da manhã, eu fiz questão de me sentar à mesa somente para lhe fazer companhia e Marie ganhou um pedacinho de pão doce. Esme brincou muito com a neta enquanto tomava o café da manhã e eu sorria, mas...

—Está feliz filha?

—Estou sim.

—Está feliz em ficar aqui conosco e ao lado do meu filho querido?

—Eu o amo tanto e confesso a você que o que mais me fez emagrecer foi à distância entre nós. Parecia que existia uma ponte enorme entre nós e sofri muito, tanto que entrei em uma depressão horrível me fazendo adoecer. Não consigo viver longe dele mais e é isso.

—Sei que o ama de verdade, é tão visível isso. Agradeço a Deus por vocês terem se acertado e esse bebê veio para unir vocês mais uma vez.

—É sim.

—Nunca imaginei, não depois de tudo que você tornasse a ficar grávida e aqui está você.

—Eu estava me sentindo envergonhada, não tinha cara por eu e ele estar separados e eu aparecer grávida do nada. Sei que fizemos por onde isso acontecer outra vez.

—Dessa vez você o aceitou, esse bebê veio por....

—Edward não me forçou a nada, eu o queria como louca também.

—Isso é bom. Sei que o meu filho mudou bastante depois do sequestro e o que fizeram conosco naquele cativeiro. Essas marcas vão demorar a cicatrizar no coração dele, assim como as suas, então fiquem um ao lado do outro e se apóiem por mais que seja difícil. Não faço vista grossa e sei que existem defeitos nele. Ele é bem ciumento e você sabe disso, acho que está faltando um pouco mais de paciência nele também. É meu filho, por isso o conheço bem.

—Sei disso tudo, mas ele está me tratando super bem.

—Com você ao lado dele, eu sei que aos poucos ele vai ser quem ele era antes. Meu filho era um rapaz calmo, sempre foi bem quisto na vista das mulheres, mas ele não é mulherengo. Nunca foi e eu achava isso bom, outro no lugar dele teria todas. Meu filho é um gato e não falo isso por ser a mãe dele.

—É a mais pura verdade Esme, ele é lindo.

—Edward começou a trabalhar com pai cedo e para ser sincera, ele mudou um pouquinho após uns meses lá na empresa.

—As responsabilidades fazem isso. Falei a olhando.

—É sim.

—Sei que apesar dos problemas que tiveram você não seria capaz de largar o seu marido por beber tanto. Refiro-me quando ele se afogou na bebida e afastou-se daqui.

—Eu o amo demais, não saberia viver sem o Carlisle.

—Acredito.

—Da mesma forma você.

—Sim.

—Sabe filha, não deixe o meu filho por causa de tudo que a atormenta, apesar de tudo ele a escolheu para ser o seu homem. Tem o meu filho em suas mãos e não o maltrate, eu cobro isso dele também em relação a você.

—Sei disso, você me defendeu inúmeras vezes.

—Sim. Pode morar aqui se você quiser, não sou aquelas sogras chatas que se mete no relacionamento dos filhos.

—Sei disso. Falei sorrindo.

—Está num período frágil, aqui temos as meninas que podem te ajudar na ausência do Edward e a mim também que agora pela graça divina eu enxergo. Não é conveniente ficar lá sozinha.

—Eu sei disso.

—Se quiser curtir e sair com o meu filho, sai e divirtam-se enquanto eu fico com a minha neta numa boa. Sugira passeios filha. Se tratem bem, sejam bom um para o outro como já aconselhei e assim é um casamento tendo a base o amor. Meu filho apesar de estar um pouco tosco, ele é romântico.

—Ele foi louco em me dar algo tão caro de presente, digo as joias.

—Se ele lhe der aceite, é de coração. Carlisle também é assim, 98% das minhas joias foi ele quem me deu e o filho parece ser igual. Gosta de agradar.

—Não sou uma mulher rica para retribuir a altura, você sabe disso.

—Tudo que é dado de coração é válido, não há valor para o amor. Sei que ele guarda dinheiro no closet, no meu quarto é o mesmo em relação o meu marido, tal pai, tal filho.

—Sei disso.

—Apenas se respeitem, se amem e cuidem dos meus netos bem. Superei brigas com o meu marido, isso acontece e começamos novos a vivermos juntos. As brigas existem, mas nada melhor que terminá-la sob os lençóis.

—É eu sei. Falei sorrindo.

—Pode contar comigo sempre e nós da minha família Cullen levamos o casamento a sério e com muito respeito.

—Eu também.

—Ótimo. Disse ela olhando para a Marie que prestava atenção nela.

—Não consigo ficar longe de vocês apesar de tudo. Durante esses meses eu senti muito a sua falta. Senti da Alice apesar de ter sido áspera comigo e eu com ela, e de Carlisle por tê-lo como um pai.

—Estaremos sempre juntos haja o que houver.

—É sim. Quero lhe fazer uma pergunta, mas não é para deixá-la triste.

—Pode fazer.

—Você já sonhou com a Brenda depois do acontecido?

—Sim algumas vezes, mas quando ela estava vivendo aqui. Pra falar a verdade eu tive pesadelos após o trauma.

—Eu sonhei também e a sinto às vezes. Falei a olhando. -Aconteceu aqui na sua casa e lá em casa também.

—Como? Perguntou ela enchendo os olhos de lágrimas e as secou quando as mesmas caíram tão rapidamente e me arrependi de ter falado. ................(1min depois)—Como filha isso acontece?

—Acredita nisso? Eu não quero parecer uma tola ou uma inventadeira de moda. Tenho gravados esses sonhos em minha memória até hoje, é algo que não dará nunca para eu me esquecer. Eu o vivi como sendo eu, mas a história não era minha. Pensei até que estava enlouquecendo juntando o meu tormento na época, mas depois vi que não.

—Tantas coisas acontecem, como a aninha que joga cartas e acerta todas. Ela passou por muita coisa e muito a achavam maluca, mas ela conseguiu o respeito ao provar que era tudo verdade.

—Sei como é.

—Me diga filha, conte-me tudo. Estou preparada e não ligue se eu chorar, estou bem mais conformada.

—A princípio quando eu vim pra cá, eu estava sob a pressão de Edward, dos seguranças me vigiando e da Rosa me maltratando por eu ser a filha dos mal feitores. À noite eu comecei a ter sonho de vocês duas. Eu meio que sonhei o que aconteceu com vocês, mas sendo eu vivendo na pele de sua filha. Foi embaraçoso demais e doeu em mim sento tão real, fiquei chocada e amedrontada de dormir.

—Tipo?

—Vou dizer tim, tim, por tim, tim por me lembrar. Depois me diga o que achou. Tem certeza que é o que quer ouvir?

—Sim.

—Então eu irei contar.

FLASH BACK ON

A cegueira me dominava e o frio do lugar era intenso gelando as minhas costas que estavam de encontro ao chão. Vozes e risadas eram ouvidas, mas num idioma diferente, eu não sabia nada do que eles estavam falando, só sei que os meus braços estavam amarrados e a cegueira era provocada por causa de uma venda. Eu sentia dores e aquela voz desesperada implorando pela a minha vida era por mim estranha, eu não a conhecia. Senti-me ser lançada sobre algo macio e um pouco mal cheiroso, devia ser sujo e muito mal cuidado, eu só ouvia os gritos da mulher e milhares de tapas, socos e chicotadas foram distribuídas em meu frágil corpo. Eu tentava gritar por socorro, eu tentava pedir pra parar, mas eu não conseguia, aquilo doía tanto e eu me perguntava. Por que eu estou passando por isso e apanhando tanto?

“Senti a minha calça ser rasgada e a mulher desesperada gritando: -Não, não faça isso com ela, faça comigo, mas não com a minha filha” ela implorava, mas o homem continuou rasgando as minhas roupas e a dor que eu senti quando ele me possuiu foi a pior de todas, eu gritei...........

O escuro era devastador naquele quarto, sem as vendas agora e com as correntes presas em minhas mãos era impossível de eu me mexer, sentia-me úmida e a dor era cortante em meu sexo. Sentia-me pegajosa entre as pernas e cada movimento que eu fazia, algo de dentro de mim saia e escorria. Era sangue, até em minha boca havia gosto de sangue e a dor em meu braço era tamanha por ter levado um tiro nele. Acho que eu sangraria até a morte, eu já estava muito fraca e com o meu estomago vazio há horas, do outro lado eu escutava os gritos que eram os da minha mãe, agora sim eu sabia que eram dela, o meu coração ardia pela possível maldade que aquela bondosa mulher para com todos era acometida. Seus gritos enchiam os meus ouvidos e as lágrimas rolavam dos meus olhos, eu estava nua sobre àquela mal cheirosa tapera, porque chamá-la de cama estava fora dos padrões. Pro meu sofrimento a luz foi acesa e enxerguei-me toda suja, o lençol estava todo manchado de vermelho e os homens jogaram a minha mãe de encontro ao chão também nua. Suas mãos estavam acorrentadas iguais as minhas e suas vistas estavam feridas, seu rosto estava banhado de sangue. Eu me apavorei e me preocupei tanto com ela.

Eles me tiraram da cama a força porque eu esperneava bastante e levei um soco na barriga, gritei de dor e minha mãe fez o mesmo por mim e por ela. Arrastaram-me pelos cabelos e alguns ficaram nas mãos daquele assassino. Fui jogada em uma banheira contendo água fria e os malfeitores diziam várias palavras em língua estrangeira. Com o meu corpo limpo, acho que não satisfeitos eles resolveram mais uma vez abusarem de mim mesmo estando dolorida e implorando pra não fazerem aquilo comigo. Mas dessa vez foi na frente da minha mãe que estava impossibilitada de ver, ela só ouvia a minha agonia, os meus gritos, esses eram muitos para o meu total desespero......

A dor era lacerante, os homens sorriam ao me olhar e um veio até a mim falando carregado no sotaque, ele falava em inglês, mas era perceptível que não era americano.

— Veja o que acontece quando se rouba alguém! Pensaram que fossemos tolerar mais um de seus roubos? Mas não somos cortez com quem nos rouba! A carga valia muito, muito dinheiro! Ladrões bastardos! Isso é o que dá fazer negócio com certos tipos de gente! Mas já demos o nosso recado e como demos gracinha! Disse ele apertando o meu rosto. –Se lembrarão de nunca mais roubar alguém quando se trata de negócios sujos! Não adianta gritar pelo papaizinho, ele não vai te ouvir boneca e tem mais uma pessoa querendo brincar com você. Eu deixo.

Eu olhava para ele apavorada e com medo de ser abusada de forma severa mais uma vez, a dor era imensa e eu sangrava aos pouquinhos, se eu sobrevivesse, eu sei que seria impossível ter filhos.

Minha mãe chorava no canto e levou um chute por um dos assassinos, o choro incomodava-o e a minha vontade era de matá-lo com as minhas próprias mãos. Chorei até não aguentar. Aquele homem nojento me olhava de cima a baixo e senti mais nojo ainda. Quando o outro se aproximou, ele me puxou pelo cabelo e me tacou na banheira fria, eles faziam isso para me lavar e abusavam de mim depois disso.

Como doía a forma que aquele homem fazia e gritei tanto, eu tentava não apavorar a minha mãe com os meus gritos, mas eu não conseguia por parecer que estava me cortando.

Eu chamava pelo o meu pai a todo o momento, talvez ele viesse me ajudar, mas nada...... Os homens sorriam da minha cara e vi quando um deles espancou a minha mãe por diversão e quase a mataram afogada no tonel de água. Eu chorava por ela, e chamava a todo o momento pelo o meu pai. Sendo estapeada por causa dos meus gritos, o mal feitor resolveu apertar a minha garganta até eu quase perder o fôlego........

Meu corpo doía, deveríamos estar a três dias naquele tormento apanhando e sendo estupradas pelos assassinos. Meu braço estava doendo por ter sido queimado por pontas de cigarros, as pernas da minha querida mãe sangravam pelas chicotadas, de seu rosto machucado rolava lágrimas com resíduo de sangue e fomos jogadas novamente no quarto depois de uma longa sessão de tortura. Eu já me sentia muito fraca, minha pele de branca já estava pálida de tanto que eu sangrava. Os sujeitos tinham o prazer de nos ver sangrando, por sorte ficamos presas somente na corrente e nos abraçamos sem termo força para a tal ato, era muito esforço para pouca energia no corpo. Eu já sentia cólicas terríveis e piorava por estarmos nuas e no frio.

—Eu, eu te amo mãe.

—Filha, o que fizemos para merecer tanto castigo? Perguntava a minha mãe chorando.

—Eu, eu não sei. O que foi que fizemos? Perguntei em meio às alucinações, eu me sentia flutuando, era como se a minha alma já estivesse desprendendo do meu corpo, era uma sensação de morte terrível em mim.

—Eu só sei que se eu não resistir e a senhora conseguir, se lembre que eu te amo e sempre irei te amar. Até o papai. Edward, Edward, Edward.

Nossos olhos foram vendados e fomos jogadas dentro de um lugar, sentia-me em meio a panos e alguns objetos, mas ao se mover soube ser uma espécie de transporte. Pelo menos era espaçoso o suficiente para caber eu e a minha mãe junta sem ter o empecilho dos bancos entre nós.

Demoramos muito pra chegar em nosso destino e quando chegamos fomos jogadas de encontro ao chão frio, o lugar cheirava a xixi e vinha de algum lugar. Fomos brutamente chutadas e de minha boca saia sangue, acho que eu já devia estar toda acabada por dentro, tudo doía e eu chorava muito. Minha mãe não fazia barulho algum e me apavorei por pensar que ela estivesse morta. Eu implorava para que eles parassem de nos bater e nada, era em vão a minha suplica. Eu chorava muito e por fim o assassino se cansou e parou de nos bater, só escutei quando o carro se afastou e fiquei pensando se era o fim de toda aquela tortura.

Eu chorava e sentia-me como se um sono profundo quisesse me levar. Eu estava me sentindo muito tonta, talvez a perda de sangue fosse o que estivesse provocando aquilo, eu já sentia os meus lábios secos e trêmulos pela tamanha fraqueza por sangrar e apanhar durante muito tempo. Por ser estuprada e ficar a dias sem comer ou se quer beber uma gota de água. Acho que ali era o meu fim e cai na escuridão.

Não sei quanto tempo fiquei desacordada, mas ao longe eu escutava a voz de alguém chorando desesperado....... Não, eram dois tipos de choro diferente e ao abrir rapidamente os olhos eu vi os lindos olhos do meu irmão. Sem ter percebido ele segurava na minha mão e as nossas temperaturas eram bem diferentes. Tentei apertar a mão dele como um sinal de conforto, mas nem isso eu conseguia mais, só sei que novamente eu voltei para a escuridão, mas antes eu pude escutar nitidamente ele afirmando que quem fez aquilo conosco iria pagar caro. Todos que contribuíram para aquilo iriam sentir o amargo doce da vingança e depois disso nada mais por mim foi ouvido.

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Cheiro de éter inundou as minhas narinas, agora eu não conseguia ver nada e era apenas a escuridão que me tomava.

Eu escutava diferentes choros, eu sentia a agonia dos outros em meio àquela escuridão e desejei encontrar a luz, essa que não vinha. Até que um tempo depois um clarão se estendeu a minha frente, mas os choros em meu ouvido que eu não sabia de onde vinha me impediam de ir à direção daquela luz branca com um toque azulado tão intenso e bonito. Era como se existisse vida lá do outro lado, mas a dor que me envolvia não me deixava prosseguir. Alguém chorava, aliás, muitas pessoas choravam, eu só escutava os sussurros e os lamentos, eu tentei prosseguir e cheguei a caminhar na direção da luz, mas parei no meio do caminho indecisa.

Eu queria me livrar daquilo tudo em meus ouvidos e prosseguir, mas os choros não me deixaram ir, eles não me incentivavam, eles só me faziam recuar cada vez mais e eu sentia que precisavam de mim mesmo não tendo como ajudá-los.

FLASH BACK OFF.

—Oh minha filha! Disse Esme as lágrimas quando saí do meu transe ao estar contando os sonhos ao pé da letra e sequei as minhas lágrimas também. –Eu não sei como isso é possível. Disse ela soluçando e fiquei com medo dela entra em depressão pela forma que chorava, Edward poderia brigar comigo e a olhei assustada. –Não entendi o porquê aqueles homens falaram de negócios sujos naquela época se Carlisle e Edward trabalham dignamente. Disse ela inconformada. –Você me fez voltar ao tempo e não me esqueci de nada que aconteceu conosco também. Não me esqueci de nada, mas hoje eu vivo não fazendo questão de lembrar. Fiquei mais traumatizada pela minha querida filha.

—Esme querida, não sei se fiz uma boa coisa ao contá-la. Falei com medo, ela se lembrou de algo proibido e que me meteria em confusão se explodisse o assunto. –Não pense mais nessa tristeza e viva.

—Você fez sim filha e estou emocionada, estou abismada e impressionada como tudo que você viu no sonho, foi o que aconteceu realmente conosco. As pontas de cigarro, o lugar mal cuidado, o que fizeram conosco. Foi dessa forma que aconteceu, mas esse final mostra confusão e a indecisão da minha filha em seguir o caminho no andar de cima ou ficar por nossa causa. Nunca imaginei que isso tivesse acontecido com você. Eu não seiiiiii. Disse ela aos prantos e Marie a olhava.

—Agora eu vejo o porquê eu sinto o cheiro dela.

—Senti o cheiro dela? Como, como assim?

—Eu quando vim pra cá, eu comecei a sentir o cheiro de um perfume floral. Confesso que eu me assustei muito, deduzi ser o dela por senti-lo após alguns dos sonhos. Eu acordava traumatizada e sentia esse perfume forte me envolver, foi assustador e sumia do nada. Ao arrumar no dia seguinte a casa e que fui arrumar o quarto que foi dela, eu me lembrei do tal cheiro que me assolava às vezes. Eu precisava confirmar ser o dela mesmo, estava obvio demais para mim.

—E?

—E que eu peguei os vidros e cheirei um por um, nisso eu descobri que um deles era o mesmo cheiro que invadia o porão.

—É sério filha?

—Sim. Foram várias as vezes que eu o senti, até aqui em cima também me deixando bem assustada. Eu de primeira eu fiquei apavorada, mas agora não. Sei que a intenção não é me fazer mal.

—Ainda sente o cheiro dela? Perguntou ela secando as lágrimas que não paravam de rolar.

—Há pouco tempo eu senti lá em casa quando passei mal, foi no dia que eu me descobri grávida novamente.

—Então isso significa que ela vem lhe ver.

—Pode parecer loucura, mas eu acho que sim. Na verdade eu tenho certeza, Brenda era uma moça linda Esme.

—Era sim. Disse ela me olhando e sorriu. –De alguma forma ela te viu como alguém especial Isabella, isso não ocorreu conosco da família a qual ela pertenceu.

—Não sei por que ela me escolheu, mas aprendi nisso tudo que ela ficou ao meu lado e não contra desde o início de toda essa confusão. Ficou claro o quanto ela amava vocês e o final do meu último sonho, mostra que ela não seguiu a luz porque pensava que vocês precisavam dela. Os choros dos seus parentes a impediu de ir. Tenho em mente que por alto e não estando tão inteirada do assunto, os espíritos precisam seguir. Precisamos encorajá-los a ter o descanso eterno e deixá-los saber que o amor incondicional é eterno. É o único que levamos em nossos corações desse mundo, o resto fica.

—Era muita dor Isabella, mas agora o meu filho se acertou assim espero entre vocês. Eu estou enxergando e onde quer que ela esteja, eu quero e desejo que Deus a ilumine. Ela era uma moça boa, simples e nunca se comportou como uma egoísta por termos dinheiro. Você é uma jovem especial para todos nós e me faz lembrar ela em seu jeito de ser. Disse ela segurando a minha mão livre. –Por isso meu filho se encantou por você. Sabe que nunca o olhou pelo o que temos, apenas aflorou o amor. Isso é raro hoje em dia.

—Vocês também, além de tudo eu ganhei outra mãe em meio à confusão. A considero assim e me conforta pensar dessa forma. Fiquei tão perdida na época e Deus sabe o que faz. Sinto-me mais leve ao contar isso e saber que de alguma forma isso lhe fez bem. Isso pulando todo o sofrimento, pois passei por algo semelhante, mas não tão a altura percebendo melhor agora lhe contando.

—Minha filha merece ter o descanso que merece ao lado de Deus, mas não sei o que fazer para ajudá-la.

—Ela estará para sempre em nossos corações, assim como os meus pais também. Acho que vocês todos estando felizes, orando por ela e se respeitando, isso será a libertação. Sei que eram unidos e após a morte dela muito aconteceu nessa família. Tenho certeza que não era esse o desejo dela, de vê-los separados e infelizes.

—Irei orar para ela estar sempre iluminada pelos anjos, agora estamos voltando a viver de verdade outra vez. As flores era uma das preferências dela, por isso você sentia, nunca lhe contei isso e esse era o perfume preferido dela. A segunda paixão era o piano e compor. Por isso aquele jardim da fazenda é tão florido, plantamos juntas. Adorávamos assistir o por do sol da varanda do meu quarto e cega foi impossível.

—Pra você ver como a morte não é o ponto final, apenas um caminho do outro lado no invisível.

—Que Deus ilumine a minha filhinha querida, me conforta saber que de alguma forma ela estar bem.

—Pode ter certeza que sim. Falei sorrindo em meio às lágrimas e tuquinha latiu do alto da escada.

Nos abraçamos com cuidado e ficamos assim tendo a Marie no meio de nós.

—Me conforta tanto saber que ela está bem, sem sofrer daquela forma e machucada.

—É.

—Você me tirou um grande peso em meu coração filha, o qual me faz chorar horas e outras até escondido do meu filho e marido. Eu achava que onde quer que ela esteja estaria sofrendo.

—Fico mais tranquila. Tenho certeza que agora que você enxerga, onde quer que ela esteja, ela se sente feliz por você.

—Eu também acho. Disse ela soluçando e voltou às lágrimas novamente. –Chama-me se isso voltar a acontecer.

—O amor maternal é inesquecível e imensurável, sinto o quanto é imenso se tratando dos meus filhos. Pode deixar, mas acontece e é tão rápido.

—Agora você Entende o que é amor de mãe.

—Sim.

Esme pegou a Marie no colo e fomos para o sofá, Mary entrou na sala e retirou a mesa. Esme havia chorado bastante, mas de alguma forma ela se conteve até voltar a sorrir um tempo depois.

Passamos a manhã na sala conversando e vez ou outra eu a pegava olhando o nada, sei que eu mexi com ela de forma profunda. Estava sendo iluminada a manhã, eu me sentia em paz e fui pegar a tuquinha. A danadinha ficou tão contente e correu muito pela sala, até a neném ganho a atenção dela e Marie sorria de forma pura.

.

10min depois.

Esme despertou mais uma vez de suas divagações e me olhou por alguns minutos, isso me intrigou. Ela depois ficou olhando além do vidro límpido feito um cristal que nos permitia ver a natureza e tornou a me olhar.

—Sabe que os seus pais eram ladrões. Disse ela afirmando e não em tom de pergunta.

—Sim e infelizmente. Falei a olhando. -O que tem?

—Sabe o que eles costumavam roubar?

—Acredito o que fosse de valor eles ensacavam, mas nunca vi os objetos após os roubos por serem discretos. Fui muito ingênua Esme e me odeio por isso. Hoje eu me recuperei e sou outra mulher, o passado não existe mais.

—Faz bem filha. Eu gostaria de entender o que significa “Negócios sujos” se tratando do meu marido. Sei que o meu filho porta uma arma e o meu marido também, mas sei que é para se protegerem. Ambos ficaram igualmente mal e traumatizados.

—Não leve em consideração. Pessoas más sentem prazer ao mentirem e atormentar.

—Tem razão, mas nada é à toa filha.

—As pessoas dizem o que querem. Falei tentando controlar o meu nervosismo com o rumo que a conversa poderia tomar.

—Sim, mas aqueles homens estavam com muita raiva de nós filha e sinto que tinham razões para estar. Esse tipo de gente não perde o tempo à toa e não me lembro deles terem pedido dinheiro em troca de nós. A vontade deles era ferir o meu filho e o meu marido.

—Já conversou a respeito com alguém?

—Não por ser algo que eu sei que não irá me agradar saber, isso se existir realmente de fato. Fiquei cega ano retrasado somente filha, não por toda a vida.

—Não se torture à toa.

—Temos muito dinheiro.

—Eu sei, mas não me interessa.

—Sei disso. Uma época eu cogitei em trabalhar, mas o meu marido não era a favor e não liguei por estar e sempre fui apaixonada por ele.

—Eu sei que é amor antigo.

—Sim, ele é o meu homem. Ele não queria, mas eu sei que sou boa nos negócios.

—E?

—E que isso pode ser o motivo dele não me querer trabalhando lá e sim ficar em casa cuidando de tudo. Eu era mais nova e sempre fui esperta.

—Não coloque coisas na cabeça sem necessidade Esme.

—Me diz o porquê relutou tanto em relação ao meu filho então? Você é uma moça honesta e já escutei por várias vezes as brigas de vocês.

—Pelos os meus pais, por isso demorei tanto. Menti em parte.

—De qualquer forma, é algo que não me agradaria saber.

—Está desconfiando de algo?

—Sou uma mulher mimada pelo o meu marido, fina, afortunada, mas nunca fui boba ou ingênua. Há quem pense que sim, mas sou de observar.

—Isso eu já percebi. Não revire o passado Esme, apenas siga em frente.

—Sim. Mas como se há a possibilidade de haver mentiras?

—Não que eu ache que sim, mas......é impossível haver algo a essa altura........ Mas se fosse verdade?

—Eu não sei o que eu faria.

—Largaria o seu marido depois de tanto tempo juntos? Uma vida inteira?

—É algo que ainda não há respostas já que perdi a minha filha.

—Não pense nisso Esme, não há necessidade por não existir motivos.

—Penso o mesmo, eu preferiria viver sendo enganada a saber esse tipo de verdade. Não quero viver uma nova dor filha, eu não quero. Carlisle é o amor da minha vida, fizemos planos, construímos muitas coisas juntos e tivemos filhos lindos.

—Não pense nessas coisas, é o melhor. Alimente esse amor que é o melhor, não algo que não vale a pena pensar.

—O melhor é a verdade, algo me diz que tem mais sabe. Doer-me-ia tanto saber que o meu filho pudesse está envolvido e acabou mal. Meu filho cansou de ofender os seus pais como marginais e sei o que um faz.

—Aonde quer chegar?

—Vejo medo em seus olhos filha. Há muito mais não é? Você não é boba, longe disso porque amadureceu mais.

—Estou assustada com as suas deduções, mas não me preocupo por não ligar e não ter razões.

—Não ligaria se o meu filho fizesse coisas erradas?

—Ligar eu ligaria, mas não o deixaria por causa disso já que o amo tanto. Eu iria torcer para ele se livrar disso, apenas isso para sermos ainda mais felizes.

—Sei. Disse ela me olhando. –Às vezes é um caminho sem volta dependendo do que se trata.... Nunca pensou nisso?

—É, mas os acordos se desfazem após o cumprimento do mesmo. Falei pensativa.

—Como assim acordos?

—É isso que vejo em alguns filmes, não sei como essas coisas funcionam.

—Tem razão. Disse ela me olhando bem e sorri de leve. –Amo o meu marido.

—Eu sei.

—Seria capaz de amar o meu filho sob todas as coisas e nunca traí-lo de diversas formas?

—Eu já estou incondicionalmente apaixonada. Falei a olhando nos olhos.

.

.

Na hora do almoço nós comemos no jardim, a sombrinha era agradável e Marie foi alimentada por mim. Dei a raspinha de maçã para ela de sobremesa e ela comeu tudo, por sorte ela era boa de boca.

Após o almoço nos deitamos sobre o lençol e ficamos ali aproveitando o ar puro e o clima de paz. A brisa, o ar puro me fez fechar os olhos e lembrei de Edward. Lembrei também da conversa que eu tive com a mãe dele e não iria tocar mais no assunto, poderia não terminar bem. Pelo menos o amor que ela sente pelo marido é imenso, acho que sem fim por ele ter sido o seu tudo.

.

.

Às 18:25min.

Eu secava a Marie, pois eu havia acabado de banhá-la. Passei pomada em suas dobrinhas, coloquei a fralda e vesti um pijama fresquinho nela. Fui para o quarto deitá-la no berço e ela chorou bastante, mas nada eu pude fazer e precisei ir arrumar o banheiro. Do nada minutos depois ela parou de chorar e ficou quietinha, terminei de arrumar o banheirinho dela e saí. Ela dormia e a peguei no colo, sentei-me no sofá com ela e peguei a mamadeira ao lado. Coloquei o bico em sua boquinha e a instiguei a mamar, aos poucos ela foi mamando com os olhinhos fechados e tive paciência porque foi bem devagar.

Após ela mamar eu fiquei um bom tempo com ela ali no sofá, mas depois eu a deitei no berço. Saí do quarto trazendo a babá e desci para lavar a mamadeira, chegando na cozinha eu a lavei. Bebi um pouco de água, Edward chegou com o pai dele e os cumprimentei.

—Boa noite.

—Boa noite querida. Disse Carlisle sorrindo e me deu um beijo na testa, logo após ele cumprimentou a meninas e subiu.

—Boa noite. Disse Edward me olhando e me deu um selinho. –Senti a sua falta.

—Eu também.

Edward cumprimentou as meninas como fez o pai e subiu. A janta estava quase pronta e subi também, entrei no quarto dele e Edward não estava ali. Deduzi que ele estava babando na filha primeiro e enchi a banheira. Coloquei espuma de banho de camomila por haver ali e a espuma foi se formando aos poucos. Minutos depois Edward entrou no quarto e deixou a chave e o celular sobre o criado mudo, já a arma ele a guardou na gaveta.

—Preparei um banho relaxante para você.

—Hum, eu vou aproveitar bem.

—Aproveite sim.

Edward se despiu e entrou no Box, eu o olhava e disfarcei quando ele me olhou. Quando ele estava presente, era automático olhá-lo por me atrair de uma certa forma.

Estando de banho tomado agora, ele entrou nu na banheira e fechou os olhos como um sinal que aquilo estava o agradando. Peguei o roupão deixando ali perto dele, seria mais fácil depois. Fiz uma massagem em suas costas deslizando as minhas mãos e desfiz todas as tensões. Depois fiz massagem em seu peito e ele adorando o que eu estava fazendo fechou os olhos. Achei melhor parar um tempinho depois por já o estar desejando, nisso me retirei do banheiro.

Ajeitei a cama para dormirmos e depois eu fechei a janela, estava entrando um ventinho frio e fui para o closet. Olhei todas as roupas de dormir ali que foram trazidas estando eu no hospital e escolhi uma camisola bonita, a deixei separada e só tomaria banho após o jantar. Retirei-me do quarto e desci, fui para a cozinha e ajudei a Mary indo arrumar a mesa. Coloquei todos os talheres nas posições após colocar os pratos e por último eu fui pegar os copos, ao retornar eu os arrumei.

Não tendo mais o que fazer, eu fiquei em frente o vidro e olhei para a paisagem. Toquei a minha barriga e tuquinha latiu para mim, sorri para ela que estava com a bolinha rosa próxima de si e a taquei longe, na mesma hora ela foi buscá-la e me trouxe a bolinha de volta.

—Então você está a fim de brincar? Perguntei sorrindo e sua resposta foi latir.

Fiquei brincando com a cachorrinha até Esme junto de seu marido descer, sorri para eles e parei de brincar com a cachorrinha. A mesma pegou a bolinha novamente e ficou brincando sozinha, já eu fui até o banheiro social e lavei bem as minhas mãos. Fiz o mesmo com o meu rosto e o sequei bem, decidi me aliviar e o fiz me sentindo bem depois.

Voltei para a sala e ficamos aguardando o Edward descer, dez minutos depois ele desceu estando de bermuda e blusa casual. Nos sentamos a mesa e Mary junto de Victória nos serviu. A comida era muito boa como sempre e por estar faminta deixei Mary colocar bastante para mim. Comecei a comer e me senti bem, aquele ensopadinho estava um espetáculo e quanto mais eu comia, mais eu queria comer. Coloquei mais um pouco de arroz e continuei comendo, os outros comiam normalmente e eu sentia que o meu estômago aceitou bem a comida. Quando acabamos, eu havia comido por duas pessoas e meia. Bebi o suco e comi um pouco do doce, Edward me olhou e sorriu.

—Tava bom?

—Ótimo. Falei segurando a mão dele e entrelaçamos os nossos dedos. –Senti que o meu estômago não tinha fundo, a fome já estava me matando. Ta muito cansado amor?

—O banho que você preparou de camomila me relaxou bem, obrigado.

—De nada.

Nos levantamos da mesa e fomos assistir televisão, Esme falou para as meninas irem descansar e ela mesmo foi até o bar pegar um pouco de licor para beber. Ao voltar ela o bebeu e Edward me abraçou, me fazendo olhá-lo ele sorriu e me deu um selinho demorado.

—Como foi o seu dia?

—Muito bom, fiquei o tempo todo com a sua mãe.

—Hum. Fez ele olhando para mãe e me olhou.

—E você?

—Trabalhei bastante. Responsabilidades em enviar o material de uma empresa para o outro lado do mundo. Estamos acostumados e o de sempre.

—Sei. Falei o sentindo acariciar a minha barriga e apreciei as carícias dele.

—Logo vai estar maior.

—Sim.

—Pode opinar para arrumarmos o quarto dele ou dela dessa vez.

—Eu irei, podemos nós dois o escolher.

—Você quer?

—Sim. Falei afirmando e sorri.

—Faremos então, Alice tem muitas fotos e podemos escolher. Lá na outra casa tem quarto de sobra.

—Ficaremos aqui por um tempo, depois voltamos pra lá.

—Acha melhor assim?

—Eu conversei com a sua mãe, aqui eu a tenho e as meninas. Você tem que ir trabalhar, por enquanto podemos ficar aqui.

—Tudo bem. Disse ele sorrindo. –Uma coisa de cada vez, vai ser adequado.

—Sim.

—Perfeito.

Sorrimos um para o outro e selamos os nossos lábios, os movemos um pouco e me afastei ao lembrar que não estávamos sozinhos.

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Às 22:56min.

—Boa noite, nós vamos subir agora. Falou Esme se levantando do sofá segurando na mão do marido que também se levantou.

—Tudo bem e boa noite mãe e pai.

—Para vocês também. Disse Carlisle.

—Obrigado. Falei os olhando e sorri.

Eles se foram e eu continuei olhando o seriado que passava.

—Está com sono já?

—Sim, já está tarde. Vamos subir?

—Depois eu vou Edward.

—Tudo bem, não demore.

—Ok. Falei sorrindo.

Edward me beijou por uns segundos o suficiente para me aquecer ainda mais e se afastou para se levantar em seguida. Ele apertou o botão e as proteções desceram, a seguir ele subiu. Deitei-me ali no sofá e fiquei assistindo o seriado, mas na verdade eu procurei me demorar por causa dele. Eu sentia falta de fazer amor com ele e o esperaria dormir para eu subir. Parecia loucura, mas não havia mal algum desejar tanto o homem que eu amo.

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Às 23:47min.

Eu já havia me demorado bastante e desliguei a televisão com o controle. Espreguicei-me e me levantei, caminhei até o interruptor e apaguei a luz da sala. Fui até a cozinha e acendi a luz, peguei um pouco de água para eu beber na geladeira e bebi dois copos bem cheios. Peguei uma maçã e a comi devagar, sentei a mesa e fiquei pensando na minha conversa com a Esme novamente. Olhei tudo ali a minha volta pensando milhares de coisas, mas nada ruim. Pensei em Brenda e a imaginei vivendo ali em vida, acho que se nada disso tivesse acontecido eu nunca teria conhecido o homem da minha vida. Eu lamentava tanto que tenha sido assim, mas tratei logo de me apressar a comer a maçã e joguei o talo no lixo. Apaguei a luz e saí da cozinha, fui caminhando pelo corredor e subi a escada devagar vendo a tuquinha ali em pé abanando o rabinho para mim.

—Vá dormir bolinha de pêlo, está na hora.

Ela parecendo entender foi se deitar na caminha dela no banheirinho e sorri, abri a porta do quarto de Edward e a televisão estava ligada. Ele estava deitado de barriga para cima e um livro estava aberto sobre o seu corpo, fui até lá e o tirei. Ajeitei os dois edredons sobre ele e desliguei a televisão, depois caminhei até o banheiro e acendi a luz. Comecei a me despir devagar e entrei no Box, lavei-me por completa e me asseei com o presto barba. Senti-me mais limpa e me ensaboei novamente, tornei a me enxaguar e desliguei o chuveiro. Saí para me secar e sequei bem o meu cabelo, hidratei a minha barriga e envolvi a toalha em minha cabeça. Vesti o roupão e fui para o closet, peguei uma camisola vermelha para eu vestir e soltei o meu cabelo. Passei um pouco só da minha colônia e sequei bem mais o meu cabelo. Fiquei ali o secando e nisso os minutos foram se passando.

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Madrugada de sexta feira, 08 de Janeiro.

Às 01:13min.

Estando o meu cabelo quase seco, eu saí do closet e fui pendurar a toalha e o roupão no banheiro. Apaguei a luz e fui me deitar, reparei que a luz do abajur ao lado de Edward havia sido apagada e na certa por ele, não ligando eu me sentei na cama dando as costas para ele que dormia. Passei a mão em meu cabelo e me deitei, ajeitei a coberta e me deitei de lado. Senti a cama se movimentar e fechei os meus olhos, Edward me abraçou e cheirou o meu pescoço.

—Você demorou. Disse ele com a voz afetada pelo sono.

—Devia estar dormindo meu bem, está tarde.

—Eu sei, mas prefiro dormir a tendo ao meu lado. Vem cá, vem. Pediu ele com jeitinho me fazendo virar e me beijou cheio de carinho, mas eu sentia que não passaria do beijo. Ele se afastou pouca coisa para me olhar. –Adoro o seu cheiro. Disse ele me cheirando deslizando a mão em minha cintura.

—Eu adoro o seu também. Falei me aproximando dele e senti o seu cheirinho bom através do pescoço, nisso eu sentia milhares de sensações boas em meu corpo.

—É bom saber disso. Disse ele se deitando no travesseiro.

Eu beijei o pescoço dele e corri os meus beijos pela pele macia, mas Edward segurou-me e veio me beijar novamente ficando quase sobre mim. Suspirei baixinho com a nossa aproximação e eu podia sentir o quanto os meus seios estavam com o bico durinho ao colar o meu corpo no dele. O acariciei de diversas formas e Edward selou os nossos lábios por duas vezes antes de se afastar para me olhar.

—Boa noite amor.

—Boa noite. Falei pondo a mão em meu coração e fechei os meus olhos estando com os meus lábios entre abertos.

Fechei os meus olhos, eu podia sentir as contrações do meu sexo louco para tê-lo e pensei que algo devia estar muito errado em meu corpo dessa vez. O meu desejo havia se multiplicado e Edward acariciou a minha barriga fazendo-me abrir os meus olhos e coloquei a minha mão sobre a dele. Ele se aproximou e me abraçou, mas se levantou pouca coisa e apagou a luz do abajur ao meu lado. Ele tornou a ficar na mesma posição me abraçando e eu fechei os meus olhos.

.

30min depois.

Controlei a minha emoção e deixei a minha mente vazia, aos poucos eu fui ficando sonolenta e acabei dormindo um tempo depois.

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Às 07:10min.

Fui despertando aos poucos estando Edward me abraçando e pregado no sono. Acariciei o rosto dele e saí do meio dos seus braços, levantei da cama e fui direto para o banheiro me aliviar. Logo após eu me asseei e lavei as minhas mãos, penteei o meu cabelo e o deixei solto. Hidratei a minha pele e fui para o closet, escolhi uma saia com três carreirinhas de babadinhos na ponta, vesti uma blusa e voltei no banheiro para passar desodorante. Dei um jeito no meu rosto de leve e saí do quarto após calçar o meu chinelo. Desci a escada devagar percebendo o silêncio em volta e entrei na cozinha.

—Bom dia Mary.

—Bom dia amiga. Dormiu bem?

—Sim. Falei pensativa e sorri depois. –Preciso preparar a mamadeira da Marie.

—Ok.

—Bom dia senhora. Falou Victória entrando na cozinha vindo do corredor.

—Bom dia. Eu respondi e ela saiu indo para o quintal com o balde.

Peguei as coisas e preparei o mingau da Marie, fiquei mexendo a panela estando longe e Mary ao ver que já estava pra lá de cozido......

—Amiga, já está bom.

—Oi, é, já está sim. Falei voltando para a realidade e apaguei o fogo.

—Estava longe.

—É um pouco.

—O que se passa em seu coração?

—Estou muito sem graça não é?

—A que se refere amiga?

—Estou feia e sem graça não é mesmo? Meu corpo não está atrativo.

—De onde tirou isso?

—Diga-me a verdade.

—Para ser honesta o seu rosto não deixou de ser gracioso, o seu corpo emagreceu bem mais, mas as curvas ainda estão aí. Você se abateu, mas olha por tudo o que passou né. Agora respondendo com toda sinceridade, você continua uma mulher bonita e não se preocupe amiga.

—Você é mulher, a visão é diferente sexualmente e se tratando de atração.

—Aonde quer chegar?

—Não é nada. Falei ao sentir alguém se aproximando.

—Bom dia. Carlisle nos saudou.

—Bom dia. Falei o olhando colocar a pasta sobre a mesa da cozinha.

—Bom dia patrão.

—Bom dia Mary.

—Não vai com o Edward hoje? Perguntei estando curiosa.

—Eu irei na frente, preciso estar bem cedo lá na empresa.

—Ok.

Carlisle foi até a cafeteira e se serviu, ele mesmo adoçou o café e o bebeu. Indo lavar a xícara rapidamente, ele se foi. Peguei a mamadeira da Marie e eu a enchi com o mingau, esfriei bem o mesmo e lavei a panela depois. Mary me fez olhá-la e eu a olhei.

—Está com algum problema?

—Não mesmo amiga, eu só queria saber como eu estou de verdade.

—Está achando que o patrãozinho sente a diferença do antes para o agora?

—Por que acha isso?

—Você é transparente demais e somos amigas.

—Claro que sim, sempre.

—A meu ver, não está tão mau, mas não posso mentir e não dizer que você ficou bem abatida. Está bem melhor agora que foi a praia e está corada.

—Tem razão. Falei a olhando.

—Vou continuar com as vitaminas e logo vai engordar mais um pouco.

—Ok. Falei sorrindo e fui até ela abraçá-la. –Eu te amo amiga. O que seria de mim sem você.

—Eu também.

Afastei-me e saí da cozinha, subi a escada segurando o corrimão e cheguei no andar de cima. Abri a porta do quarto e vi Edward se arrumando, ele penteava o cabelo e entrei.

—Bom dia.

—Bom dia amor.

—Seu pai já foi para a empresa.

—Tudo bem. Disse ele ajeitando a blusa que eu havia dado a ele em New York.

—Ficou muito bem em você.

—Gostou?

—Sim, muito. Vou olhar a Marie.

—Ok. Não ganho o meu beijo de bom dia?

—Claro que sim. Falei me aproximando e selei os nossos lábios bem de leve, foi como uma leve carícia. –Bom dia Edward.

—Hum, bom dia. Disse ele envolvendo a minha cintura sorrindo e me beijou novamente.

Beijá-lo era viciante, quanto mais eu movia os meus lábios junto do dele eu queria tudo que ele pudesse me dar. Senti suas mãos deslizarem na lateral do meu corpo me deixando com rastros de fogo por ali.

—Vou olhar a neném. Falei me afastando dele rapidamente sorrindo para ele não perceber.

—Ok. Vou terminar de me arrumar.

—Vai sair hoje?

—Nada em mente amor.

—Ok. Aquela mulher ainda te liga? Tem falado com ela esses dias?

—Não. Disse ele me olhando sem desviar. –Não precisa sentir ciúme bella.......Até porque temos negócios com o pai dela, ela trabalha na empresa da família dela, mas saberemos separar o que é profissional do pessoal.

—Não sei, tem que dizer isso para o meu coração. Há mulheres que não desistem e topam até homens casados e comprometidos! Há tantas razões para eu me sentir enciumada nessa vida, principalmente quando mudamos tanto.

—Seja clara.

—Apenas pensei alto, não se preocupe. Às vezes é bom se ter uma arma em casa porque nunca sabemos quando poderemos vir a usá-la.

—Não seja absurda bella.

—Então a coloque no lugar dela sempre que as coisas saírem do trilho! Você também se lembre de mim! Apertar um gatilho não é tão difícil. Edward começou a rir pra valer e eu fiquei séria o olhando. – Não me leva a sério, mas nunca falei tão sério na minha vida. Após eu falar ele parou de sorrir. –Irei até a nossa filha.

Saí do quarto levando a mamadeira e fui para o da minha filha, ela dormia ainda. Coloquei a mamadeira dentro da merendeira térmica e a fechei, deixei-a no sofá e fui até o closet dela. Peguei uma roupinha e separei, deixei tudo organizadinho e saí do quarto lembrando-me da babá eletrônica e fui buscá-la no quarto de Edward. Abri a porta e ele ainda estava no quarto, mas já se preparava para descer. Peguei a babá e ele me abraçou por trás quando eu fiz menção de sair.

—Amo você. Falou ele após me fazer olhá-lo.

—E....

—Lembre-se sempre disso antes de se sentir enciumada sem necessidade.

—Tenho os meus motivos e não é tão difícil manejar uma arma, nunca duvide de uma mulher Edward.

—Me diga quais. Não gostaria que fizesse algo que viesse a se arrepender depois.

—Não me arrependeria. Falei certa do que eu estava falando. –Não é nada demais meu amor. Falei acariciando o rosto dele. –Estou feliz que estamos juntos e não quero perdê-lo nunca só porque eu estou m.... Interrompi. –Não importa.

—Eu também, mais ainda a propósito. Você é tudo para mim, você é a minha vida.

—Eu fico feliz em saber.

—Tenho que tomar café e sair, eu estou atrasado já.

—Ok, eu te faço companhia.

Descemos e nos sentamos à mesa, Victória logo começou a nos servir e comemos em paz. Eu estava faminta e comi dois pães, ingeri a minha vitamina diária e a outra a base de banana que a Mary preparou.

Minutos depois.

—Acho que estou satisfeita. Falei após beber a vitamina toda.

—Está?

—Sim.

—Tenho que ir agora, se eu for sair mais tarde eu te ligo. Disse ele me olhando de uma forma diferente e eu logo me emburrei o levando a risadas.

—Ok.

Levantei-me da mesa e fui olhar a paisagem estando pensativa perto do vidro, nisso Edward me abraçou e eu não me movi. Senti seus beijos em meu pescoço e me afastei, eu estava com ciúmes demais e hoje era sexta feira. Sexta feira era um dia bem sugestivo na minha opinião.

—Que foi amor? Perguntou ele risonho.

—O que há de tão engraçado? O que há?

—Nada amor, eu ligo para você, tenho que ir agora.

—Ok. Falei estando com a mão em minha pequena barriga e a acariciei.

Edward também a acariciou e beijou a minha bochecha, a seguir ele beijou o meu pescoço e veio me beijar. Como a Victória estava retirando a mesa do café, eu o puxei até o escritório e fechei a porta, a seguir eu me sentei sobre a mesa e o trouxe até a mim ficando ele entre as minhas pernas.

—Aqui é melhor, estávamos com plateia. Falei entre os nossos beijos e Edward sorriu.

—Tenho que ir trabalhar.

—Não agora.

Eu o beijava parecendo uma louca sedenta, ele estava me evitando ultimamente e Edward beijou o meu pescoço fazendo-me delirar estando de olhos fechados. Corri a minha mão pela barriga dele sobre a blusa e beijei seu pescoço, mas me afastei e suspendi a minha saia o olhando. Era uma sugestão, uma insinuação ao mesmo tempo a algo mais esse meu ato. A seguir eu abri o fecho da calça comprida dele e desci o zíper sem desviar os nossos olhares, isso eu fiz rapidamente e o acariciei. Voltei a beijá-lo e o melhor de tudo era que ele me beijava com a mesma empolgação deixando-me louca por mais.

—Amor vamos deixar para outra hora. Disse ele olhando a hora no relógio e parei de acariciá-lo, ele fechou o botão, depois suspendeu o zíper tendo um pouco de dificuldade.

—Não Edward.....

—Não...agora. Disse ele se recompondo estando eu com o meu coração voando em meu peito.

—Por que não agora? Ontem, ante ontem e depois também! Falei estressada o olhando e ele sorriu da forma que o deixava ainda mais lindo, eu o queria tanto e soltei um muxoxo olhando para o lado. -Tudo bem Edward, é melhor você ir trabalhar. Está em cima da hora. Eu falei me ajeitando e desci da mesa.

—Não fica chateada, preciso ir por ter uma reunião.

—Fiquei tanto tempo sem, mais um pouco ou dias, até meses agora não vai me matar.

.

4minutos depois.

Estando eu perto da porta por ele precisar se recompor, eu olhei para trás quando o senti se aproximar e Edward me deu um selinho demorando. Depois ele segurou a minha mão e saímos do escritório, fui até a porta da cozinha com ele e parei estando na mesma.

—Qualquer coisa me liga.

—Ok. Falei o olhando.

Ele me beijou novamente e me afastei brevemente, meu corpo ainda estava se recuperando do recente desejo e ele se foi. O vi se afastando e lembrei-me da minha filha, saí da cozinha, passei pelo corredor e subi a escada rápido. Caminhei até o quarto dela e a danadinha estava acordada, porém quietinha.

—A bebê da mamãe acordouuuu!!! Falei sorrindo para ela e ela sorriu. –Cadê a bebê linda da mamãe?

Eu a peguei no colo notando o excesso de xixi e decidi banhá-la para ela ficar fresquinha. Fui até o banheiro com ela e preparei tudo para banhá-la, a danadinha estava quietinha em meu colo e eu a despi. A coloquei na água e comecei a lavá-la, Marie estava adorando o banho e fiz hora um pouco com ela na banheira.

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3min depois.

—Ta bom filha. Falei a retirando da banheira e ela chorou estando segurando o patinho amarelo de plástico. –Calma meu amor, está na hora de sair.

Eu a sequei bem ouvindo o seu choro dengoso e passei a pomada, coloquei a fralda nela e por último eu a levei até o closet estando secando as lágrimas dela. Peguei uma camiseta, um shortinho e vesti nela deixando-a confortável.

Voltei para o quarto e peguei a mamadeira, a temperatura estava adequada e a alimentei. Marie mamou devagar e fiquei sentada com ela no sofá, descansei depois um pouquinho estando eu sacudindo o chocalho para distraí-la e os minutos se passaram.

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Às 13h.

Eu estava distraída com a Marie no quarto de Edward quando alguém bateu na porta.

—Filha.

—Oi Esme, pode entra.

A porta foi aberta e ela me olhou sorrindo.

—Boa tarde. Saudou-me ela.

—Boa tarde. Acordou agora?

—Tem muito tempo, preferi ficar em meu quarto.

—Nunca mais ficamos juntas lá na varanda do seu quarto. Lembra?

—Sim. Disse ela sorrindo. –Podemos fazer isso qualquer dia e tomarmos café lá.

—A vista é deslumbrante, aqui no quarto de Edward também é.

—É sim. Vamos almoçar?

—Estou com fome, vamos sim.

—Mary fez uma carne assada dos Deuses, ta perfumando a cozinha.

—Hummm, já me deixou com água na boca.

—Então vamos.

Desliguei a televisão e Esme pegou a neta, saímos do quarto e descemos. Tuquinha estava deitadinha no canto do sofá e ao nos ver levantou abanando o rabinho.

—Oi para você também bolinha de pêlo. Eu brinquei com ela.

Nos sentamos a mesa e Victória nos serviu, a papinha da neném estava ali também e Esme foi dando a ela. A comida estava mesmo deliciosa como sempre e comi com gosto, Esme também comia bem. Estava tudo bom e Esme me olhou, mas continuou alimentando a neta.

—Humm, cheguei na hora certa! Falou Alice entrando na sala e sorrimos pela surpresa.

—Coma conosco então. Falou Esme sorrindo.

—Olá Alice! Falei contente.

—Olá para vocês, oi Mary.

—Olá senhorita Alice. Falou a minha amiga sorrindo e eu sorri.

— A minha afilhadinha está papandooo. Brincou ela com a Marie e a mesma sorriu fazendo sons de bebê. –Vou lavar as minhas mãos e venho já. Toda a comida está com uma cara boa, eu vou atacar, estou cheia de fome.

Alice saiu da sala sorrindo e nisso roubou a atenção da neném, mas Esme voltou a colocar a colher cheia de papinha em sua boca e ela aceitou.

Quando Alice voltou, ela se sentou ao meu lado e Mary a serviu. Ela começou a comer, nisso conversamos bastante e sorrimos da mesma forma, Esme falou do tal Dimitri e sorrimos.

—Ahh titia, ele é mesmo um amor. Disse ela risonha.

—Eu vi, reparei o quanto estava empolgada com o rapaz. Falei sorrindo.

—Estamos nos conhecendo, mas o melhor de tudo é que já tirei o atraso. Disse ela gargalhando e eu sorri ainda mais. –Todas nós sabemos o que é isso né.

—É claro que sim. Falou Esme. –Do contrário o meu filho não estaria aqui.

—Nem a Isabella estaria com a Marie e grávida novamente. Disse Alice contente.

—É verdade. Afirmei. –Então está feliz com esse rapaz?

—Sim

—E o Jasper nunca mais o viu?

—Sim. Mas o Jasper tem a vida dele e eu a minha, não viverei do passado.

—Ele está solteiro?

—Não sei, pouco tenho ficado em casa e pra ser sincera eu não o vejo muito. Não gosto mais dele e sim do meu atual, já viajamos até em lua de mel juntos.

—Que bom filha, que bom. Falou Esme. –Quero que seja feliz.

—Serei sim titia, estou no caminho certo.

—Então decidiu nos visitar?

—Sim bella, eu estava com saudades de vocês. Como foi o passeio na fazenda?

—Muito bom. Eu Falei afirmando e sorri.

—Ótimo! Disse ela. –Vejo que estamos progredindo.

—Sim.

—Nada nesse mundo me fará mais feliz que é ver o meu filho amando e sendo amado. Você também Alice, quero que seja amada e feliz. Digo o mesmo a você querida em relação ao meu filho.

—Claro que sim. Falei afirmando.

—Obrigado titia.

—De nada.

Sorrimos uma para a outra e continuamos a comer, inclusive a Marie acabou primeiro. Na hora da sobremesa eu aceitei um pouco do mousse e ingeri a minha vitamina, por milagre a Alice repetiu o doce.

.

Minutos depois nós nos levantamos da cadeira e nos sentamos no sofá, Alice pegou a Marie no colo e deu a chuquinha contendo suco para ela. Conversamos muito, inclusive a respeito do batizado da minha filha. Eu iria a igreja com ela na semana que vem, já estava certo e organizaríamos uma recepção simples e íntima.

—Agora que estão juntos outra vez....

—O que tem Alice? Perguntei a olhando.

—Podem se casar novamente. Ou você não tem certeza ainda?......... Prefere viver amigados como estão?

—Tenho certeza sim Alice.

—Então ta né. Disse ela sorrindo. –Não estou apressando nada, mas que o bebê chegue estando vocês unidos pelo matrimônio como manda a lei. É justo perante Deus.

—Nisso eu concordo com a minha sobrinha. Eles irão viver aqui a princípio, eu já disse a Isabella que eu não me meto na vida do meu filho. Disse Esme sorrindo. –Até por ela estar sensível e aqui eu posso ajudá-la com a minha neta.

—Não precisa ser uma festança e sim algo simples, vocês já gastaram tanto no primeiro. Falei as olhando. –Sei que você é uma sogra incrível Esme, digo o mesmo do Carlisle.

—Faremos algo simples então. Disse ela sorrindo.

—Não tem data ainda.

—Tudo bem, eu aguardo. Disse Alice me olhando.

—Combinei com o Edward que quando soubermos o sexo do neném, iremos ver com você a respeito do quarto do bebê. Na verdade eu posso até colocar mais um berço no quarto da Marie e está de bom tamanho. Não tomamos cuidado e aqui estou eu novamente grávida. Eu não queria que fosse logo, eu queria caso acontecesse outra vez estando a Marie maior.

—Pretendem fazer aqui ou lá na outra casa?

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—Podem fazer aqui e lá, eles sempre vêm aqui pra casa. Disse Esme. -Eu quero dar o quarto de presente.

—Eu tenho dinheiro. Falei as olhando. –Edward deposita a pensão da Marie e não é pouco, tenho o dinheiro do aluguel lá de Diamantina também.

—Não se preocupe filha.

—Tudo bem. Vamos primeiramente cuidar do batizado da Marie e depois tratamos do casamento e do quarto do bebê.

—Isso mesmo. Disse Alice contente. –Vai ser o máximo! Já tenho tudo planejado para o batizado da Marie. Quer que seja aqui ou na sua casa?

—Pode ser lá em casa. Falei pensando nos meus amigos e sei que o jake teria dificuldades de tratamento estando Edward presente.

—Isso! Lá é lindo e tem espaço o suficiente no quintal, mas fica à uma hora daqui bella e a Igreja é aqui pertinho.

—Então pode ser aqui mesmo. Falei pensativa, mas concordando.

—Aqui o Jardim é maior.

—Tudo bem Alice.

Sorrimos e Esme ligou a televisão, ficamos a assistindo entre conversa e risos. Marie um tempo depois dormiu no colo da madrinha e a mesma a colocou no carrinho.

.

.

Às 16h.

Era a hora do lanche e Esme quis tomá-lo conosco na varanda de seu quarto. Marie já estava acordada e nos sentamos à sombra do guarda sol da mesa. O sol estava fraco, hoje não fez aquele dia ensolarado, mas o leve mormaço nos aquecia. Havia biscoito de nata que era o preferido de Esme, de coco, brioches e café com leite para todas nós. Já a Marie mamava uma vitamina ralinha de mamão e estava adorando. O papo estava descontraído e a vista ali era deslumbrante, só sei que eu comi bem os biscoitinhos e dei um de nata para a Marie.

Acabando o café nós continuamos ali sentada, Marie estava agora com a avó e a mesma brincava com ela. Depois de um tempinho Alice a pegou no colo e ficou brincando com ela.

.

Às 17:33min.

—Bella, eu acho que a minha afilhada fez o número dois.

—Incrível como ela não chorou, acho que é por sua causa.

—Pode ser, eu sei que ela me adora. Disse ela olhando para a Marie e a mesma a olhava atenta.

—Vou trocá-la.

—Tudo bem.

—Filha, nós iremos descer, já está esfriando e a noite já está vindo.

—Ok.

Saímos da varanda após recolher a louça do café e Esme fechou a porta que dava para a varanda. Saímos do quarto e eu entrei no da Marie, preparei logo o banho dela e a despi. Eu a limpei bem e a banhei, lavei sua cabecinha e a enxaguei deixando minha filha cheirosinha. Pra tirá-la da água foi uma luta, ela chorou bastante e eu a levei para o closet para arrumá-la ouvindo o seu choro dengoso. Vesti roupa de frio nela, pois morar a beirar mar sempre esfriava bem à noite. Penteei seu ralo cabelinho e ela ficou fofa. A coloquei no berço, ela chorou mais uma vez e eu precisava arrumar o banheiro dela e o fiz rápido.

.

.

—Pronto, a mamãe está de volta. Falei a pegando no colo.

Saímos do quarto e desci, coloquei a neném no carrinho e ela se preparava para chorar, mas eu a distraí com a boneca e o chocalho. Alice falava ao celular e Esme estava lendo uma revista, o telefone no corredor tocou e logo a Victoria o trouxe.

—É para a senhora. Disse ela me olhando. –É o Sr. Edward.

—Ok.

—Com licença. Disse ela se retirando.

—Oi amor.

—Oi. Tudo bem com você e a nossa filha?

—Sim está tudo certo conosco.

—E o bebê na barriga?

—Quietinho ainda. Após eu falar sorrimos. —É o papai filha. Falei olhando para a Marie e ela sorriu. –Acabei de dar banho nela Edward.

—Que bom! Eu liguei porque eu quero lhe fazer um convite. Topa?

—O que é? Perguntei curiosa.

—Vamos sair para jantar hoje? Perguntou ele e eu sorri.

—Vamos sim, que horas?

—Esteja arrumada às 20h, Sebastian irá levá-la até o local. Eu já estarei a aguardando.

—Onde?

—Você vai ver.

—Nossa! Quanto suspense amor. Não posso saber onde?

—Na hora certa irá e venha bem bonita para mim.

—Isso não é nenhum esforço.

—Vou aguardá-la.

—Ok.

—Beijos e te amo.

—Beijos e eu te amo também.

Encerrei a ligação e Alice me olhou sorrindo.

—Aiii quanto amor! lambuzou-me de mel bella.

—Pois é, iremos sair.

—Posso ficar com a minha neta.

—Tenho que estar arrumada às 20h. Marie já vai estar alimentada e dormindo, só amanhã cedo ela irá mamar novamente.

—Ta vendo, não será um problema.

—Ok. Vou preparar a mamadeira dela agora e deixarei na merendeira.

Alice puxou o carrinho e eu fui até a cozinha, preparei o mingau dela e o coloquei na mamadeira. Lavei tudo que eu sujei e esfriei o mingau, estando na temperatura adequada eu a guardei na merendeira. Enchi a chuquinha dela de água filtrada e fui deixar tudo no bolso do carrinho dela, mas a água eu dei a ela.

—Bella, vá se arrumar, eu fico com a Marie e arrase.

—A mamadeira dela está na temperatura adequada, é só dá-la.

—Pode deixar filha.

—Bem titia, eu estou indo agora. Vou sair com o Dimitri mais tarde e preciso estar bem. Falou Alice sorrindo.

—Adorei a visita filha. Disse Esme sorrindo e Alice foi até ela cumprimentá-la.

—Adorei vir vê-las.

—Eu também gostei muito. Falei sorrindo e ganhei um abraço dela.

—Divirta-se então. Disse ela piscando um olho.

—Eu quero.

Alice beijou a Marie na bochecha sorrindo e se foi, nisso eu subi para o quarto e entrei no closet. Olhei para todas aquelas roupas bonita e escolhi uma, peguei o sapato e escolhi a bolsa. Peguei as joias contendo diamantes e que combinariam com o meu look. Sorri pela perfeita combinação. Fui para o banheiro e tomei um banho demorado, com direito a me assear de todas as formas e lavei bem o meu cabelo. Enxaguei-me bem e saí para me secar, logo após eu hidratei todo o meu corpo e coloquei desodorante sem cheiro. Vesti a lingerie preta e coloquei meia calça da mesma cor, fui para o banheiro e sequei o meu cabelo bem. Dei um trato nele com o secador e a prancha, só sei que o resultado foi satisfatório e me maquiei.

.

.

Minutos depois, eu me arrumei vestindo o lindo vestido preto de renda coladinho no corpo e calcei o sapato de salto da mesma cor. A corrente dourada encaixava no elo também dourado deixando o calçado chique demais. Eu estava muito bem, linda para ser sincera e passei um pouco de perfume, por último eu peguei a minha bolsa de alça fininha e a mesma sendo pequenina cabendo somente o meu batom e celular. Sorri ao retocar um pouco mais o batom vermelho pétala e dei um jeito no banheiro.

Saí do quarto vendo a luz do quarto da Marie acesa e fui até lá, Esme a colocava para dormir estando à mamadeira vazia ao seu lado no sofá.

—Oi. Falei me aproximando.

—Filha, você está linda! Disse ela me olhando de cima a baixo e Marie abriu os olhinhos.

—Estou?

—Sim, arrasando. Sei que o meu filho ficará louco quando colocar os olhos em você.

—Tomara. Tenho que ir agora.

—Divirtam-se.

—Pode deixar.

Brinquei com a minha filha e saí do quarto, desci a escada vendo Carlisle chegando e o cumprimentei. Sorrindo ele subiu e eu segui. Entrei na cozinha vendo Mary ali preparando o jantar e sorriu ao me ver passar, a saudei e sai de porta a fora.

Estando próxima da garagem, Sebastian já me aguardava.

—Boa noite Sebastian.

—Boa noite senhora. Falou ele, antes era senhorita, mas faço parte da família novamente pensei. Logo me casaria novamente, então não liguei.

—Estou pronta para ir não sei aonde.

—Pode deixar. Disse ele sorrindo e caminhamos até um carro nunca visto antes ali por mim, o mesmo era novo em folha. Acho que a família estava de carro novo pelo visto. A porta foi aberta para eu entrar e me acomodei sentindo o cheiro de novo. Havia um buquê de rosas vermelha ali ao lado e eu sorri ao pegá-las, as mesmas eram grandes e bonitas. Todas estavam bem abertinhas e sorri ao segurá-las, havia um cartãozinho ali que dizia.

“Para a mulher mais lindo do mundo, para mim. Te amo demais”.

Sebastian sorriu e fechou a porta depois. A curiosidade já me assolava, Sebastian entrou no carro e saímos da mansão comigo reparando bem o automóvel. Fiquei na minha pensando em Edward e sorri ao saber que era ele quem havia aprontado aquilo tudo.

O meu celular tocou às 20:16min e eu o atendi, era Edward.

—Oi amor. Falei olhando para as rosas.

—Então o que achou?

—Amei o buquê! Adorei de verdade, eu, eu estou surpresa e adorei o cartão. Obrigado!

—Que bom! Estou ansioso a aguardando.

—Estou da mesma forma.

—Sei o quanto curiosa você é. Disse ele sorrindo e eu também sorri.

—Por isso combinamos tanto nessa parte não é?

—É. Afirmou ele sorrindo. –O que achou desse carro?

—É lindo e cheira a novo, ele é novo a propósito, pois eu nunca o vi na garagem lá na mansão. Posso dizer que o carro é muito bonito.

—Até daqui a pouco então e aprecie os seus presentes já que gostou tanto. Eu adorei o presente que você me deu, mas vou saber esperar até os nove meses para segurá-lo. Disse ele e eu sorri.

—Você é doido Edward. Falei não acreditando.

—Sim por você.

—Esse carro..... você está brincando!

—Não mesmo, ele é seu. Até daqui a pouco amor, te aguardo ansioso. Disse ele e a linha deu sinal de ocupado me levando a colocar a mão na boca sem acreditar.

Fiquei sorrindo sozinha, nem saber dirigir eu sabia e senti em meu coração que apesar de tudo ele era mesmo louco por mim. Isso me trouxe as lágrimas e Sebastian me entregou um lencinho de papel, por sorte a maquiagem era a prova d’água.

—Esse carro é meu. Falei simplesmente.

—É sim. Disse Sebastian sorrindo. –Chegou hoje e é a prova de balas.

—É tão confortável e chique. Deve ter custado uma nota por ser blindado.

—É sim e é seu. Até aprender a dirigir, quem pilotará será eu ou o seu.....

—Digamos que eu e o Edward estamos namorando.

—Tudo bem. Disse ele e sorrimos.

Sorri olhando em volta e acabei me distraindo no transito, milhares de coisas se passavam em minha cabeça. Eu não sabia para onde estávamos indo

.

1h depois.

Cheguei em um restaurante chique e desci com a ajuda de Sebastian, já na portaria eu ganhei alguns olhares e me senti bem com esse gesto alheio masculino e alguns femininos.

—Estarei aqui fora.

—Tudo bem. Falei o olhando e sorri.

Virei-me e caminhei de forma elegante até a portaria, a porta de vidro escuro foi aberta e entrei cumprimentando a moça elegantemente vestida. Ao entrar no local eu vi Edward ali em pé e sorriu ao me olhar. Seu olhar foi de cima a baixo e me aproximei dele andando de forma graciosa, eu me sentia segura estando me sentindo bonita. Edward estava impecavelmente arrumado no traje esporte fino e seu cabelo estava com o efeito molhado pelo gel, lindo eu afirmaria toda vida. Uma música suave tocava dando um toque especial no lugar e sorri.

—Boa noite. Falei o olhando nos olhos e meu olhar dizia tanta coisa.

—Boa noite meu amor. Disse ele dando o braço e eu o envolvi com o meu, seu sorriso estava presente também e o meu mais ainda. —A nossa mesa, por favor. Pediu Edward a recepcionista do local.

O garçom nos acompanhou e mostrou a nossa mesa, a cadeira foi afastada por ele para eu me sentar e o menu estava sobre a mesa.

—Fiquem a vontade e após escolherem o cardápio, eu estou à disposição. Falou o rapaz e eu sorri de forma educada para ele.

—Tudo bem. Falou Edward o olhando.

O rapaz se afastou e eu olhei para Edward.

—Eu, eu, eu definitivamente não sei o que falar. Comecei sem jeito e sorri.

—Apenas diga se gostou.

—Eu adorei simplesmente seu doido.

—Não vai me fazer devolvê-lo?

—É roubado? Perguntei baixinho e sorri.

—Não mesmo, comprei com o meu dinheiro. Disse ele sorrindo.

—Então eu aceito. Falei quando ele segurou na minha mão e a acariciou fazendo borbulhas brotarem ali onde o nosso corpo se tocava. –É um presente altamente valioso Edward, você é louco de verdade.

—Amo você. Disse ele e beijou a minha mão e depois a palma dela de forma sensual.

—Eu te amo mais.

—Impossível, não sabe o quanto eu a amo.

—Não sei, mas posso senti-lo o que é melhor.

—Tem razão. Falou ele e eu entrelacei os nossos dedos.

—Eu adorei de verdade tudo.

—Eu também por ter me aceitado em sua vida Isabella. Me quer para sempre em sua vida? Eu quero muito isso.

—É sim, para sempre. Não acredita não é?

—Sim. Não sabe como me deixa feliz ouvi-la falar isso para mim.

—Não é nenhum esforço.

—Que bom meu amor. Falou ele e sorrimos um para o outro. –Está linda demais, estou de queixo caído.

—Gostou?

—Muito ainda é pouco. Está linda da cabeça aos pés e esse vestido me deixa com muito ciúme, o sapato nem se fala por ter combinado perfeitamente.

—Você é bem observador.

—Gosto de ver a minha mulher sempre bonita para mim. Disse ele e sorriu da forma que eu adorava.

—Você também está muito bonito cavalheiro. Lindo ainda é pouco.

—Estou?

—Sabe que sim. Falei e sorrimos com vontade.

—Bom saber que eu a agrado.

—Muito. Agrada-me de várias formas e eu adoro.

—Me explica.

—Gosta de mimar e todas as mulheres adoram ser mimadas, já em outra linguagem, o local é impróprio para eu expressar o tamanho da minha satisfação.

—Ah posso entender. Disse ele afirmando com a cabeça risonho. –Que bom, gosto de agradá-la de diversas........formas.

—É sim e como me agrada.

—Vamos escolher o nosso jantar?

—Vamos sim.

Sorri para ele e olhamos o cardápio, escolhemos Perdizes en croute e um acompanhamento à altura. Edward pediu um vinho tinto e eu escolhi um drinque de abacaxi sem álcool para acompanhar. O garçom se retirou e Edward me olhou, coloquei a mão em minha barriga e sorri.

—Esquecemos de algo.

—De quê?

—Não nos beijamos ainda.

—Essa é a melhor parte. Disse ele sorrindo.

—Isso e mais um pouco sendo com você. Após eu falar ele gargalhou.

—Você está demais Isabella.

—Não gosta?

—Claro que sim. Disse ele acariciando a minha mão.

—É normal sentirmos desejo por quem amamos. Falei o olhando nos olhos e a dama da mesa ao lado se remexeu na cadeira e olhou para Edward. Acho que ela escutou o que eu havia falado e segurou na mão do esposo, o mesmo deu um selinho nela e olhei para Edward novamente.

—Estamos quites então. Disse ele risonho.

—Tomara mesmo.

—Por que tomara?

—Lembre-se das noites passadas.....Você...

—Ah. Disse ele e sorriu. -Não se desespere meu amor, sou seu. Todo seu.

—Queria, mas vou comentar sobre essas sensações com a doutora.

—Vai falar a respeito de. sex...

—É melhor deixar esse assunto para lá, podemos perturbar as pessoas em volta. Falei sorrindo.

—Tudo bem. Disse ele sorrindo mais ainda e passou a mão na boca, nisso eu acompanhei o gesto dele. Ele era bom demais com ela em mim, pensei.

Minutos depois a nossa comida chegou e comemos apreciando o sabor.

—Está do seu agrado?

—Sim, está delicioso. Falei o olhando. –Vou provar o drink.

—Um brinde a nós primeiro. Disse ele levantando a taça de vinho.

—Tim, Tim meu bem. Falei encostando a minha taça na dele. Após falar eu o bebi e desceu docinho pela a minha garganta. –É divino.

—Isso é bom.

—Sim.

Continuamos a comer e tudo estava saboroso, havia bastante comida e sempre que podíamos nos acariciávamos e eu já estava louca para beijá-lo. Seus lábios por várias vezes me roubavam a atenção e eu bebia o meu drink apreciando o contato dos meus lábios no copo.

Na hora da sobremesa o pedido foi torta de Pêra, a combinação do bolo com Pêra em calda, chantilly e chocolate ralado me deu água na boca. A mesma era deliciosa e comi cheia de desejo no duplo sentido da palavra o olhando. A química entre eu e Edward era grande, mas os meus hormônios estavam grotescamente alterados e o olhei após comer o último pedaço.

—Preciso ir ao banheiro.

—Sente-se bem?

—Estou com calor.

—O ar está ligado bella.

—Eu sei. Falei sorrindo. –Preciso me aliviar.

—Quer algo mais?

—Pode ser o drink que eu bebi.

—Ok.

Levantei da cadeira ganhando o olhar dele e caminhei até o garçom que nos servia.

—Por gentileza onde fica o toalete?

—É no fundo a sua direita.

—Obrigado. Falei sorrindo.

—De nada senhora. Disse ele sorrindo de forma educada.

Caminhei devagar até lá e abri a porta, olhei-me no espelho e eu estava mesmo bem. Acariciei a minha barriguinha e em minha mente me veio o carro que Edward havia me dado. Aquele veículo era uma nota eu pensei. Aquele buquê maravilhoso de rosas me deixou muito a pensar, mas não no mal sentindo. Eu nunca imaginei que eu poderia ter tudo que eu tinha hoje, ta certo que o jake foi bem generoso comigo, mas Edward de certa forma era diferente. Acho que o amor que eu sentia por ele era o que fazia a diferença e parei de pensar, entrei na cabine e me aliviei com vontade.

.

Lavei as minhas mãos e sorri, mas os meus dentes estavam limpos e saí do banheiro. Olhei a minha volta notando o movimento do local e joguei o meu cabelo, deu para sentir o cheirinho bom no movimento e encontrei o olhar de Edward ao me aproximar. Ele havia colocado a cadeira dele ao lado da minha agora, eu reparei, e continuei andando. Havia muitas pessoas no local e me aproximei mais, sentei-me ao lado dele e sentir o cheirinho bom dele me deixou nas nuvens. Senti o cheirinho dele através de seu pescoço estando o cheirando de propósito e o olhei.

—Adoro o seu cheiro. Falei no ouvido dele e dei um beijo em seu pescoço de forma delicada.

Sorrindo ele segurou o meu rosto e selou os nossos lábios fazendo o meu coração bater forte em meu peito. Foi breve deixando-me com gosto de quero mais e o puxei até a mim. Selei os nossos lábios novamente e aprofundei o nosso beijo de forma deliciosa, Edward se afastou levemente e selou por duas vezes os nossos lábios.

—O seu drink está aqui.

—Ok.

Bebi um pouco e dei a ele também, ele gostou do drink e nos beijamos um pouco mais, mas me afastei e limpei a boca dele.

—O que foi? Perguntou ele bem baixinho em meu ouvido fazendo-me ferver e o olhei.

—Estamos em público, não quero dar bandeira do que estou sentindo no momento.

—Só pensa nisso agora?

—Não é só sexo que me interessa em você Edward. É isso que estava pensando?

—Também.

—Então desencana, eu quero o conjunto inteiro. Agora quem está sendo absurdo é você meu amor. Falei sorrindo.

—Nunca a vi como está ultimamente, me atacando literalmente. Disse ele risonho.

—Querendo fazer amor com o homem que eu amo? Perguntei baixinho no ouvido dele e a carícia de meus lábios em seu ouvido o fez sorri novamente. –Não tenho culpa, mas perdoe-me se isso está o chateando. Após eu falar ele sorriu mais ainda e eu sorri sem entender. –Vou me comportar.

—De verdade amor, isso não me incomoda e nem um pouco. Você é tão rebelde às vezes e estar tão receptiva me deixa assim surpreso.

—Ah. Falei sorrindo. –Juro que vou me comportar se eu conseguir.

—Não, eu não quero que se comporte. Disse ele me olhando nos olhos e selou os nossos lábios. –Não essa noite. Disse ele após se afastar pouca coisa e voltou a me beijar, caía açúcar no canto da minha boca com tanta doçura. Nossas línguas se acariciavam suavemente.

Nos beijamos por uns minutos e me afastei sorrindo, bebi um pouco mais da minha bebida e peguei a taça de vinho dele a levando até a sua boca. Ele bebeu um pouco e eu a afastei, a seguir selamos os nossos lábios mais uma vez, mas aprofundamos o beijo novamente. Nossas línguas se tocaram de forma vagarosa novamente e suspirei de leve o fazendo sorri.

.

.

.

Um tempo depois.

Havíamos conversado bastante, estava sendo agradável.

—Podemos ir agora? Perguntou ele acariciando o meu rosto suavemente deixando rastros de fogo por onde a mão dele passava.

—Sim. Falei afirmando o olhando intensamente.

Edward chamou o garçom e pediu a conta, logo ele a pagou com o seu cartão e o rapaz nos agradeceu após Edward ter dado uma gorjeta em espécie pelo bom atendimento dele. Ele se levantou da cadeira e me ajudou ao puxar a minha, demos a mão e nos afastamos da mesa ganhando alguns olhares. Sei que o meu brinco de diamantes deixaria qualquer mulher desejosa por ele e senti que algumas me reparavam ao passar com aquele lindo gato ao meu lado. Edward me abraçou de lado e a porta do estabelecimento foi aberta, saímos e o segurança de Edward se aproximou.

Fomos para o estacionamento e Sebastian buzinou de leve, fomos até o meu carro e....

—Está aqui a chave do meu carro. Disse Edward a entregando para ele. –Irei com o carro da minha mulher e você está liberado para voltar para mansão.

—Tudo bem patrão. Disse Sebastian e eu o olhei.

—Tchau Sebastian.

—Tchau senhora.

—Fausto, até você pode voltar junto com o Sebastian daqui.

—Tem certeza patrão?

—Absoluta.

—Ok.

—Boa noite. Falou Edward os olhando.

—Boa noite. Falaram eles.

Sebastian saiu do meu carro e foi para o de Edward, Eles se foram e Edward ficou atrás de mim. O senti beijar a minha nuca e fechei os meus olhos, sua mão rodeou a minha cintura e virei a minha cabeça para beijá-lo. Edward me deu aquele beijo deixando-me excitada e foi o parando aos poucos e sussurrou em meu ouvido.

—Confia em mim?

—Sim. Falei sentindo a quentura do abraço dele e o sussurrar ao pé do meu ouvido me deixava tão louca por ele. –Sim eu confio.

—Então fecha os olhos.

—Ok. Falei sentindo o meu coração disparar e Edward vendou os meus olhos com um tecido, a seguir ele o amarrou bem.

—Relaxe. Disse ele me virando.

—Ta.

—Vou abrir a porta do carro agora e irei ajudá-la a se sentar.

—Ta bom. Falei com os meus batimentos já a mil.

Edward me ajudou a me sentar, logo após senti sua carícia em minha coxa direita e a porta foi fechada, tão logo ele se acomodou no banco do motorista e o carro foi ligado. Onde quer que fossemos, ele estava fazendo suspense e o cinto de segurança foi posto por ele em mim. Senti seus lábios se chocarem de leve nos meus e o beijei estando cheia de vontade, ao ir acariciá-lo as minhas mãos foram presas e era uma algema pelo click.

—Apenas relaxe. Disse ele baixinho em meu ouvido e eu sorri.

—Sou a sua prisioneira essa noite?

—Aceita ser?

—Claro. Falei sentindo o bico dos meus seios endurecerem de forma gritante me levando a uma sensibilidade tamanha. Senti esse efeito lá em baixo e movi levemente minhas pernas.

—É minha. Disse ele beijando o meu pescoço e acariciou o meio de minhas coxas fazendo-me gemer por ter chegado tão perto de onde já estava em ebulição.

—É eu sou sim. Falei movendo as minhas pernas.

—Ótimo.

CONTINUA..............