Solares
68 Capítulo 68
Notas iniciais
BELLA....
Final do capítulo anterior.
Saímos do quarto e ele fechou a porta, caminhamos pelo corredor conversando de forma animada e descemos a escada. Vi os pais de Xavier conversando com um casal muito elegante que não estavam na festa antes de eu ir levar a minha filha para o quarto. Um rapaz aparentando seus vinte e pouco ano estava ao seu lado. Ao lado da mulher estava uma moça muito bonita e dava para ver que era mais uma família que acabava de chegar. Reparei mais essa moça conforme eu caminhava bem mais devagar agora. De forma simpática eles conversavam e olhei para Xavier.
—Quem são eles?
—São amigos. Papai tem parceria com eles e inclusive com o seu ex-sogro.
—Quem é a moça de olhos verdes?
—Ela se chama Michele, um doce de pessoa. Disse ele me olhando.
—Michele?
—Sim, eu posso apresentá-la se quiser, vai gostar dela.
—Não, não, eu vou dar uma volta. Falei sentindo o meu coração bater mais forte pela surpresa. Não, eu não iria gostar dela, pensei.
—Tudo bem. Disse ele me olhando.
—Obrigado pelo favor.
—Se quiser ir olhá-la de vez enquanto lá em cima não há problema.
—Ok obrigado.
Saí de perto dele olhando para a tal mulher, fiquei bem mais distante estando ao fundo e vi o meu ex-marido indo até a família que acabava de chegar. O vi cumprimentando o casal mais velho com simpatia e apertou a mão do rapaz estando sorridente, já a moça ele a beijou na bochecha estando sorrindo para ela. Li o que ela falou para ele e foi um alegre “olá querido”.
Mantive-me serena, mas eu não podia negar que o ciúme me corroía por dentro feito um veneno. Eles conversavam de forma alegre e eu percebia através do olhar dela que ela realmente sentia algo por ele, isso me fez dar três passos a frente e....
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—Oi filha. Falou dona Ana me segurando pela cintura, isso me causou susto e não a notei chegar.
—Oi. Falei a olhando. –É aquela moça não é?
—Sim. O que pretende?
—Eu iria até lá me apresentar, não faria mal. Não faria mal nenhum. Falei os olhando estando bem raivosa. O ciúme me corroía e suspirei.
—Deixe que as coisas fluam e não arranje tumulto estando movida que pelo o que eu vejo é ciúme. Estamos na casa dos outros e Carlisle não iria gostar disso filha. Um vexame havendo sócios ao redor e não cairia bem para a nossa família.
—Tudo bem. Falei a olhando finalmente. –Vou lá pra fora tomar um ar, estou sufocada aqui dentro. Falei sentindo um nó em minha garganta.
—Ok. Cadê a Marie?
—Está no quarto dormindo.
—Ta bom.
Deixei dona Ana ali e me retirei, eu não estava cem por cento.
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1h e 20min depois sendo os piores da minha vida.
Nesse momento eu me encontrava sentada à mesa. Lembrei dos meus amigos e peguei o meu celular na bolsa. Mandei uma mensagem para eles desejando um feliz ano novo sob o olhar especulativo de Edward e pra mim era como se ele não estivesse ali. Jake me retornou com uma mensagem carinhosa me desejando tudo de melhor no próximo ano que se iniciava e Ângela me ligou na hora logo após a mensagem ter sido enviada.
—Com licença. Falei me levantando da mesa.
—Toda. Falou Dona Ana com Edward olhando em volta ignorando a minha presença, já os outros estavam por aí.
Fui atendê-la estando longe da mesa e ganhei alguns olhares, abri o flip do celular e a atendi estando a ficante de Edward olhando para o mesmo de longe. Ela o desejava e o queria para si. Com desgosto me lembrei que ela havia transado com ele, pois fazer amor era o que eu e ele fazia. Somente nós, ela era uma intrusa e queria roubá-lo de mim. Ela experimentou o que.......me pertencia, eu pensei com tristeza.
—Alô.
—Boa noite bella! disse Ângela bem alegre.
—Boa noite Ângela!
—Melhor agora escutando a sua voz amiga. Você está bem?
—Sim eu estou. Está em Solares por acaso?
—Sim! Está eu, o meu namorado e a família dele. A casa da minha mãe está cheia.
—Que bom! Da um abraço em seu namorado por mim e diga que eu mando lembranças. Quero te desejar um feliz ano novo amiga, eu sei que a meia noite você vai estar ocupada, então lhe desejo desde já.
—Para você também e sabe que eu te amo demais bella, eu adoraria que você estivesse aqui conosco comemorando. Eu desejo que você seja feliz, é isso que eu quero e almejo para você. Nunca será o contrário e você sabe disso.
—Obrigado. Falei olhando em volta e Edward nem me olhava. –É recíproco amiga, te desejo o dobro.
—E a Marie?
—Ela está bem e dormindo.
—Está em uma festa? Eu escuto o barulho daqui.
—Sim, eu estou em uma festa.
—Está com o pai da sua filha?
—Como marido e mulher não mais.
—Vocês não transam mais?
—Não, tem meses já.
—Eu estava preocupada com você, nunca mais a vi desde que foi embora.
—Não fique eu juro que está tudo bem de verdade.
—Está se cuidando e você está bem de verdade amiga? Perguntou ela e eu olhava estando bem distraída para o Edward, eu queria saber onde o olhar dele dava atenção e....
—Sim, eu estou. Na verdade eu ando muito nauseada, vomitando o que como, tonta e....... Eu interrompi a minha fala, eu havia falado demais e nem notei por estar distraída demais observando o Edward.
—Nauseada, vomitando e tonta? Perguntou Ângela estranhando. –O que está havendo bella? As mulheres ficam assim quando estão........grávidas. Não me diga que você......?????
—Não estou grávida coisa nenhuma. Falei sem muita convicção.
—Me diz a verdade bella, não me engana. Eu conheço esse tom de voz.
—Hoje não é um dia próprio para conversarmos e....
—Já saquei tudo é claro,....... está grávida novamente e sozinha pelo visto. Quando você foi para New York estava nítido que sofria de verdade por amor a esse homem. Edward não saía da sua cabeça e estava bem claro, te conheço.
—Não quero que me critique hoje, é um dia especial.
—Não, eu não irei por fazer meses que está assim por ele, é incurável. Hoje é dia de festa e quero que seja sincera com a sua amiga.
—Sobre? Fiz-me de boba.
—Sei que você acabou engravidando novamente, eu te conheço bella.
—É, eu não sabia como eu iria te contar isso.
—Estão separados ainda?
—Sim. Ele sabe que eu o amo Ângela, mas mesmo assim não estamos juntos por opção minha...........Agora acho que dele também. Falei com um tremendo nó na garganta.
—Eu queria te ver, estou com saudades de você. Ficarei até domingo aqui em Solares, podemos marcar na praia ou eu irei até Ourinhos.
—Sinto saudades do mar de Solares, irei aí amanhã te ver.
—Que horas?
—Às 11h está bom e te ligo quando eu estiver chegando.
— Combinado. Vou falar com o jake.
—Tudo bem, eu mandei uma mensagem para ele.
—Tudo bem amiga, feliz ano novo e até amanhã. Falou ela empolgada. -Vamos tomar banho de mar?
—Não posso ficar muito no sol.
—Levarei uma tenda para ficarmos, talvez role bebida e churrasco. Posso chamar a galera se não se importa? É tempo bella, já sofreu demais na escuridão amiga.
—Por mim tudo bem, eu não quero me esconder mais mesmo e viver infeliz.
—Você vai se sentir mais completa, nos amamos horas bola. Tive notícias do Fred e ele está bem e namorando também.
—Fico feliz.
—Ano novo e vida nova bella, você está se isolando por causa dessa família.
—Que nada e não é verdade. Eu moro sozinha com a minha filha na minha mansão há meses e foi Edward quem me deu. Amanhã nos falamos mais, está muito barulho aqui e será melhor.
—Tudo bem amiga, beijos.
—Beijos. Falei sorrindo e encerrei a ligação.
Mandei uma mensagem para o Max e para o William, ambos me responderam de forma alegre e agradeceram. Eu me sentia bem melhor e sorri. Olhei para o lado e não vi o meu ex-marido, procurei pela mulher e não a vi ali também. Fiquei pensando se valeria realmente à pena ir procurá-los e revistei a área da piscina com o olhar, não vi ninguém. Caminhei pela festa de forma tranquila sem dar na pinta e fui em direção da porta que estava fechada, a mesma daria para o quintal da frente e a moça a abriu para mim.
—Obrigado.
—De nada. Disse ela sorrindo.
Andei pelo imenso quintal estando desassossegada e mais ao canto eu os vejo conversando tranquilamente. Estavam eles muito próximos um do outro de forma alegre e bem íntimos, isso foi um baque para mim e refletiu em meu coração com uma batida mais intensa. Não havia insinuações da parte dele e ela sorria bastante como se enxergasse o sol bem ali diante dela. Eu não pensei duas vezes em me aproximar deles dando mais dois passos e mostrá-la que eu.... que eu.... que eu era a ex mulher dele enciumada e Edward me olhou estando bem surpreso e apreensivo por me conhecer bem. O olhei sentida demais por breves segundos após parar de andar lembrando os nossos momentos juntos, lembrei da Marie, da minha barriga crescente e abafei um soluço dolorido. A mulher não me notou pelo celular dela ter tocado e estando de costas para mim, a sua silhueta era impecável. Decidi com muita dificuldade voltar ao pensar nos meus atos futuros e saí do campo de visão deles imediatamente. Eu entrei novamente, o meu estomago revirava por causa do stress imediato e me lembrando onde ficava o banheiro eu fui até lá às pressas. Abri a porta do mesmo e coloquei pra fora o que queria sair, eu acabei esvaziando o meu estômago e umas moças ficaram bem preocupadas ao entrarem no banheiro. Fiquei ali em pé ao lado do vaso sanitário após ter dado descarga e sequei a lágrima que rolou, por sorte a maquiagem era a prova d´água. Minha vontade era de gritar, espernear pela profunda dor que eu sentia naquele momento. Nunca amei alguém dessa forma e tão intensamente. Eu queria mata-los e mais uma cascata de lágrimas escorreu pelo o meu rosto.
—Sente-se muito mal querida para está chorando? Perguntou Esme entrando no banheiro estando bem preocupada.
—Só um pouco, eu teimei e comi uma barquete de camarão. Menti e sequei a nova lágrima que rolou.
—Ai filha. Disse ela toda cuidadosa e fomos juntas até a pia.
—Não se preocupe, eu estou grávida. Vou comer algo mais leve agora e se eu conseguir né.
—Ok. Há saladas, coisas grelhadas, tem muito que escolher.
—Tem cada coisa gostosa. Falei tentando sorrir. -Acho melhor voltarmos.
—Tudo bem.
Depois desse episódio eu fui para a nossa mesa e me sentei, preferi ficar na minha.
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Momentos depois.
Decidi ir olhar a minha filha e me levantei sob o olhar de Esme.
—Vou olhar a minha filha.
—Ok.
Saí da sala quando Edward voltava do jardim muito tempo depois e subi, abri a sétima porta e Marie estava do jeito que eu a havia colocado. Ela estava suando um pouco e baixei a coberta pouca coisa. Afastei-me dela e saí do quarto fechando a porta, encostei-me na mesma e fechei meus olhos por longos segundos.
Caminhei pelo corredor e desci a escada, eu juro que não queria olhar para a cara do Edward nesse momento. Ao chegar no primeiro andar eu fui para o quintal, fiquei conversando com os filhos dos donos da casa e Alice se aproximou estando com um rapaz.
—Bella, esse aqui é um amigo meu. Disse ela estando bem sorridente.
—Prazer. Falei olhando para o rapaz branquinho de cabelo castanho claro e apertei a mão dele.
—Prazer e me chamo Dimitri.
—O prazer é todo meu. Falei olhando para o rapaz de aparência muito bonita.
Os filhos dos anfitriões da casa o cumprimentaram também e conversamos um pouco, mas....
—Vamos dar uma voltinha. Falou Alice sorrindo e segurando na mão do rapaz que ela disse ser apenas um amigo.
—Ok.
Eles se afastaram e pensei, Alice estava saindo com aquele cara. Sorri estando bem contente por ela e voltei a minha atenção para os meus colegas ali. Eu não poderia considerá-lo como amigos ainda, mas eu sabia que eles eram bem gentis. Umas moças se aproximaram e eu as conhecia, eu as cumprimentei e elas conversaram com os demais. Acabei ficando ali com eles.
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Um tempinho depois.
Agora estava se aproximando meia noite e eles distribuíram muito champanhe para o pessoal, sendo que em minha taça havia suco. A contagem regressiva começou estando às pessoas bem sorridentes e quando chegou no número 1.....
—Feliz ano novo! Falaram todos e muitos fogos estouraram no ar, era cada um mais lindo que o outro e sorri fazendo muito esforço. Eu era dura na queda quando eu queria.
Fomos nos cumprimentando com beijos e abraços e dei um abraço apertado em Esme que por pouco não me trouxeram as lágrimas, mas eu soube me conter. Cumprimentei o Carlisle, a Alice, o ficante dela, os donos da casa após ignorar o pai da minha filha com o olhar e falei com todos os outros. Dispensei os pais da Alice, a tal da Michele também por não ser falsa e um farto jantar seria servido logo.
Lembrei da minha filha e me deu vontade de ir vê-la, pedi licença e me retirei do grupinho que conversavam. Inclusive Edward estava ali e eu o ignorava com toda a força do meu coração. Entrei na casa e subi, ao abri a porta do quarto eu vi a minha bebê ali chorando e já estava vermelhinha.
—Calma filha, a mamãe está aqui. Falei a pegando no colo. –Foi os fogos que lhe acordou não foi? Perguntei cheia de carrinho e a danadinha soluçava muito. Fiquei ninando ela por uns minutos e ela acabou dormindo novamente, eu a coloquei na cama e ela chorou. –Tudo bem, vem com a mamãe.
Ajeitei a cama como estava e dobrei o lençol o deixando dobradinho sobre a cama. A envolvi com a manta dela e dei um beijo carinhoso em sua cabeça estando ela bem sonolenta. Saí do quarto fechando a porta e desci, fui para a mesa e me sentei ao lado de Edward à contra gosto por ali ser o meu lugar.
—Ela estava chorando? Perguntou ele olhando para a neném adormecida em meus braços.
Preferi ignorá-lo e fiquei na minha, eu não iria me dirigir à palavra a ele e fui servida. A comida estava com uma cara boa e comi sem sentir o meu estômago revirando. Havia uma quantidade generosa em meu prato e comi devagar.
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Finalmente terminamos de comer e as sobremesas a base de framboesa e pêssego foi servida.
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Madrugada de Sexta feira, 01 de Janeiro.
1h em ponto.
Estava tudo muito saboroso e o pessoal foi queimar a caloria dançando. Estava bem animado e Esme dançava junto com o marido, os dois estavam bem animados e trocaram selinhos. Fiquei segurando a minha bebê estando longe e a tia de Edward quis pegá-la.
—Tudo bem. Falei a olhando e ela pegou a menina estando cheia de carinho.
Ela se afastou de mim levando a neném e uma das moças se aproximou de mim.
—Vamos dançar?
—Acho melhor não. Falei negando e sorri levemente.
—Ahhh vamos dançar. Pediu ela me puxando e eu cedi.
Caminhamos até o espaço improvisado e dancei junto com os demais, todos estavam tão animados, mas não durou muito e o Dj falou no microfone após diminuir a música.
—Que esse ano venha com muito amor e felicidade pessoal, uma música romântica agora para acalentar os corações. Não ignorem o amor, muita paz e tudo de bom galera. Falou o cara animado e começou a música. A música começou a tocar e os casais começaram a dançar sorrindo. Amigos e amigas dançavam e eu olhei para a minha colega.
—Vou me sentar.
—Tudo bem.
Sorri para ela e a mesma puxou um dos filhos dos anfitriões da casa para dançar sorrindo e ele a abraçou estando empolgado para dançar.
Caminhei pelas pessoas e passei por Esme e Carlisle, entrei na casa e fui para o banheiro. Fiquei a li encostada na parede do banheiro e fechei os meus olhos. Toquei a minha barriga sentindo o montinho ali. Lembrei de todas as minhas aventuras em Solares e sorri ao lembrar por me fazer bem. Lembrei do dia do meu casamento e o quanto tudo estava perfeito, mas os flashes da nossa separação me feriram como agulhas sendo espetadas em meu coração. Eu não queria o dinheiro dele, nunca foi assim e abri os meus olhos fazendo uma lágrima escorrer.
—Outro bebê. Falei para mim mesma olhando-me no espelho e acariciei a minha barriga de forma terna. –Eu não tenho coragem de tirá-lo, não mesmo. Você é o fruto do meu amor pelo o seu estúpido pai. Falei de olhos fechados vindo em minha mente os flashes em que fizemos amor. — Aaaiii que decepção! Falei entre os dentes e soquei a pia.
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2min depois.
—Não, não!
Eu não podia bancar a covarde me escondendo ali dentro e saí do banheiro, fui caminhando devagar pelo extenso corredor e Edward me esperava estando ali mais adiante. Dei meia volta andando a passos largos, mas ele veio rápido até a mim e me segurou fazendo-me parar na marra.
—Vai continuar me ignorando?
—Depois do que eu vi....sempre! Viva a sua vida Edward! Dê atenção aos seus e não se prive por causa de mim que sou uma grávida sem graça aos seus olhos! Acho que não temos mais nada para falar um com o outro a não ser a respeito dos nossos filhos. Só por causa deles.
—Por que está falando isso pra mim?
—Você é um cínico! Um sonso e um tolo estúpido! Mas não vou me estressar a toa por não valer à pena! Falei saindo de perto dele. –Não deixe a sua Michele o esperando e nem precisam se esconder mais para se falarem, não usamos mais uma estúpida aliança em nossos dedos há meses! Me deixa em paz! Falei movendo meu braço direito e dei as costas para ele.
Caminhei pelo corredor e cheguei na sala, fui me sentar estando a maioria das pessoas no quintal se divertindo e sequei a lágrima que rolou sem os demais perceber. A mãe de Alice estava sentada com a minha filha adormecida em seus braços e bebia champanhe, mas ela permaneceu na dela e não falou nada ao ter percebido o meu lamento mudo. Não me dirigi à palavra a ela e fiquei na minha a maior parte do tempo, pois se ela falasse algo sobrariam farpas para ela também.
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Não querendo ficar ali mais, eu peguei a minha bolsa de mão e me levantei.
—Por favor, eu quero a minha filha.
—Tudo bem. Disse ela me entregando a neném.
Caminhei até o jardim e acenei um tchau para os pais de Edward, vindo até a mim os dois na mesma hora....
—Esme e Carlisle, eu já estou indo embora com o Sebastian. Ok?
—Por que filha? Não está gostando da festa?
—Já passa das 3h da manhã e eu estou me sentindo cansada. Falei controlando a minha voz. –Faço questão que fiquem aproveitando,.........já eu irei embora. Eu adorei tudo a propósito.
—Podemos ir todos juntos.
—Não, não precisa. Fiquem e aproveite o restante da festa, eles são os seus amigos.
—Não, nós iremos juntos. Disse Esme decidida e pegou a neném do meu colo de forma carinhosa. –Eu já estou me sentindo cansada também e minha netinha precisa do berço dela também.
—Não precisam deixar os seus amigos por causa de mim, eu sei me cuidar.
—Vamos amor? Perguntou ela ao Carlisle.
—Vamos sim, está tarde e eu também estou cansado. A idade está chegando. Disse ele e se fosse em outra ocasião eu iria sorrir.
—Ok.
A contra gosto por eles estarem indo embora nós cumprimentamos as pessoas e me despedi de forma calorosa delas. Excluí umas, claro, mas nem liguei e Edward se despediu dos demais. Nisso eu o olhei nada bem.
—Pode ficar aí, não precisa vir atrás de nós. Falei me afastando dele de forma que só ele escutasse.
—Fale o que quiser, estou indo!
Estando a ex ou a atual ficante de Edward ao fundo nos olhando de forma discreta, eu deixei uma moça acariciar a minha barriga e sorri balançando a minha cabeça que sim, na certa ela soube da novidade por um dos Cullens e ganhei os parabéns. Eu enfatizei o pavão acariciando a minha barriga e Edward pegou a neném do colo da mãe. Sem eu trocar uma palavra se quer com ele, fomos até o portão tendo a companhia de Peter e Charlotte. Nos despedimos deles e deixamos eles saberem o quanto tudo tinha sido maravilhoso. Sorrimos e me afastei de Edward, com isso ganhei o olhar dele.
—Que bom que apreciaram. Falou Charlotte estando lindamente em um vestido longo e dourado.
Sorrimos e fomos para o carro. Eu não queria ir com o meu ex marido, mas eu o ignoraria e entrei no carro dele me sentando atrás estando com os meus braços cruzados. Esme pegou a neta com o filho e se sentou ao meu lado me reparando emburrada, já a dona Ana entrou pelo outro lado e iríamos nós três ali atrás. Carlisle foi com o filho na frente e sentou-se no banco do motorista, era ele quem iria dirigindo por Edward ter bebido um pouco além estando junto com os demais. O carro foi ligado e saímos dali.
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Um tempo depois.
Chegamos na mansão e saímos do carro, inclusive as duas pirua Blazer estando os seguranças acabavam de estacionar. Fui até Sebastian ao fundo e o olhei estando a minha mão apoiada no capô quente do carro.
—Estará indo para casa que horas? Perguntei o olhando nos olhos.
—Daqui a pouco. Por quê?
—Eu irei para Solares, mas pedirei ao outro segurança para me levar.
—Eu posso ficar e te levar senhorita.
—Não e, vá descansar. Você merece, já faz muito por mim.
—Tudo bem.
—São 05:18min agora, vá para casa e relaxe os músculos. Falei sorrindo levemente e ele sorriu negando, Sebastian havia se tornado um amigo para mim. Ele e a Mary foram bondosos desde o início.
—Ok. Disse ele sorrindo de forma sincera, não havia maldade em nossa conversa. –Farei isso que me pede.
—Merece. Até eu estou cansada, mas....
—Algum problema? Perguntou Edward ao se aproximar e eu me afastei.
—Nenhum patrão.
—Sebastian, eu vou pegar a minha bolsa que deixei aqui.
—Tudo bem, eu pego.
—Ok.
Ele pegou as minhas coisas e me deu, despedi-me dele com um aperto de mãos e saí da garagem. Todos já haviam entrado por causa da friagem no quintal e caminhei apressada, entrei na cozinha e logo a seguir Edward também entrou. A porta foi fechada com um baque estando eu o ignorando e eu abri a geladeira, tirei uma garrafa de água e peguei um copo. Bebi dois copos e meio de água, eu sabia que fazia bem e eu estava cheia de sede. Edward já havia subido quando eu guardei a garrafa e respirei fundo, logo amanheceria e eu teria que sair. Apaguei a luz da cozinha e subi, fui até o quarto da minha filha e Esme trocava a roupinha dela estando à mesma resmungando por causa do sono.
—Obrigado.
—De nada. Disse ela me olhando.
—Vou preparar a mamadeira dela.
—Tudo bem.
—Eu não queria estragar a noite de vocês.
—Claro que não, já estava na hora de virmos.
—Tem certeza?
—Absoluta.
—Vou visitar os meus amigos daqui a pouco, passarei o dia inteiro fora.
—Vai até Solares?
—Sim, com certeza.
—Pede o segurança para acompanhá-la.
—Farei isso. Importa-se de ficar com a minha filha?
—Sabe que não.
—Tudo bem e obrigado. Não tenho mais o meu apartamento e são muitas horas na estrada. Para alimentá-la no meio da rua é muito ruim e estou indo para a praia.
—Claro que sim. Volta hoje ainda?
—Sim.
—Ok. Não fica muito tempo sob o sol.
—Pode deixar. Após falar eu a abracei por trás. –Obrigado.
—De nada filha.
Saí do quarto da Marie e desci com as minhas bolsas, fui para o porão e as deixei lá. Tornei a subir e fui para a cozinha preparar a mamadeira da minha filha. Deixei cozinhar bem e apaguei o fogo quando o mesmo ficou pronto, coloquei para amornar e estando na temperatura adequada eu a coloquei na merendeira térmica. Troquei a água da chuquinha dela e a enchi com água mineral, estando tudo ok eu subi levando tudo. Entrei no quarto da Marie e Esme já havia ido para o quarto dela, vi que a outra parte da babá eletrônica não estava ali e ela deve tê-la levado. Deixei tudo ali no sofá e fui até a minha filha, a acariciei de forma terna e eu a amava tanto.
Saí do quarto dela e entrei no do Edward, ele já estava deitado sob os dois edredons e estava acordado ainda. Fui para o closet estando sob o olhar especulativo dele e peguei o meu biquíni vermelho de bolinhas brancas. Peguei a minha bolsa de palha e coloquei tudo que eu iria precisar, só sei que a mesma ficou pesada. Meu protetor estava ali, meu óculo escuro, dinheiro e escova de cabelo. Tinha tanta coisa ali dentro, até uma roupa bonita de sair eu peguei e coloquei na outra bolsa. Havia um calçado também por hoje ser sexta e eles inventarem algo para depois da praia. Minhas duas bolsas estavam arrumadas e peguei a minha saída de praia branca. Saí do closet levando as minhas coisas e ele me olhou passando.
—Aonde você vai há essa hora Isabella?
Eu o olhei e o meu olhar por si só disse tudo. Saí do quarto fechando a porta e desci para o porão, ali eu acendi a luz e fechei a porta. Coloquei as bolsas sobre a cama e me despi com calma, fui para o banheiro após pegar a toalha na minha outra bolsa que eu trouxe de casa e entrei no banheiro. Por sorte eles haviam ligado o chuveiro ali em baixo e tomei banho na água quente, eu estava precisando relaxar e deixei a água quente me banhar sem molhar a minha cabeça. Esfreguei bem o meu rosto para remover a maquiagem e me enxaguei, depois sai para me secar sentindo-me um pouco melhor. Hidratei o meu corpo e vesti o meu biquíni, penteei o meu cabelo desmanchando os cachos e ele ficou esticado levemente ondulado. Passei um lápis de olho e passei o gloss em meus lábios, por último eu vesti a saída de praia e calcei a minha rasteirinha. Eu estava bem e arrumei a bagunça, saí do porão levando as bolsas e subi.
Estando na cozinha eu preparei um pouco da vitamina verde para mim e a bebi junto da minha vitamina diária, só sei que eu me senti bem nutrida e lavei o copo do liquidificador. Peguei as bolsas e saí, Lima estava ali e eu o chamei. Pedi a ele que me levasse até Solares e o mesmo guardou as minhas bolsas, a seguir foi trocar-se no banheiro que havia ali na garagem para eles. Entrei no carro e relaxei no banco, não demorou saímos da mansão e eu respirei mais aliviada. Em poucos minutos chegamos na pista principal e o balanço do carro foi me dando sono, acabei dormindo estando deitada no banco.
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HORAS DEPOIS.
—Senhorita Isabella. Chamou-me alguém.
—Hum?
—Nós chegamos em Solares. Onde eu devo levá-la?
—Para a praia, te direi onde é.
—Ok.
Sentei-me no banco e fui guiando ele. Liguei para a Ângela e disse a ela que eu estava chegando, advertindo-me ela eu estava atrasada dez minutos e sorrimos. Dizendo ela estava na direção do trailer do Duque e nos despedimos.
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Cheguei lá minutos depois e desci do carro tendo a companhia do segurança, o mesmo estava com roupa casual. Atravessamos a rua e acenei para o Duque, lhe desejei um feliz ano novo ao ir apertar a mão dele e fiz o mesmo com o seu ajudante que sorriu. Pedi ao segurança que ficasse sentado a sombra no trailer e não lá no meio de nós, isso poderia deixá-los pouco à vontade.
Estando no trailer era possível ver toda a tenda, a galera estava ali e sorri estando sem jeito ao olhá-los. Tomei coragem e me aproximei com passos cautelosos, eu estava feliz em estar em Solares. Meu coração estava acelerado e sorri ao ir caminhando devagar, flashes do meu passado me vinham a mente. Estavam ali o Fred para a minha surpresa e Caius que era um bobão. Eu o adorava. Roger junto de Joana irmã de jake e, isso daria em casamento um dia quem sabe e sorri. Thiago estava ali com a Ângela, jake junto de sua noiva e sorri abertamente quando cheguei. A cara dos que não sabiam de mim foi demais e Ângela não deve ter contado da minha vinda. Fred perdeu o riso na hora, Caius deixou de levar a cerveja à boca para me olhar, Roger coçou até as vistas com a mão e sorri por causa disso balançando a minha cabeça que não. Joana deu um grito sorrindo e Ângela veio me abraçar, vendo o gesto dela os demais que não sabia de mim me deram um abraço coletivo que era de todos juntos. Eu sorri abertamente.
—Ai meu Deus, quanto abraço. Falei sorrindo e gargalhei.
—Você desapareceu. Falou a irmã de jake estando às lágrimas.
—Pensei que você havia morrido. Falou Fred estando bem emocionado. –Que surpresa boa! Não, é ótima!
—Mina! Você está de volta. Disse Caius secando as lágrimas.
—Só não amasse ela, ela está grávida pessoal. Falou Ângela.
—Grávida? Perguntaram eles todos de uma vez e eu sorri levantando a minha saída de praia após eles se afastar para me olhar estando abobalhados.
—Que bom! Falou a noiva de jake me dando um abraço e se afastou sorrindo para mim.
—É eu estou e vou ser mãe pela segunda vez.
—Isso que é notícia. Falou Caius sorrindo e me abraçou sorrindo. –Eu te amo maluquinha! Dois bambinos já, eu estou ficando velho.
—Eu também seu doidinho. Falei sorrindo e ele me pegou no colo provocando-me risadas.
—Calma, calma, olha o bebê. Falou Joana e eu sorri.
—O cara é doido! Falou Roger sorrindo. –Cuidado cara!
—Não está me machucando.
—Estou impressionado. Falou Fred quando Caius me colocou no chão e nos abraçamos.
—E você querido?
—Eu estou bem, trabalhando e levando a minha vida. Minha mina está na casa da mãe dela.
—Parabéns pelo namoro. Falei o abraçando ainda mais, eu me sentia em casa.
—Lamentamos pela a sua perda amiga e nos conte tudo! Pediu Joana.
—Outra hora ela conta, hoje nós iremos nos divertir. Falou Ângela.
—Isso mesmo. Disse jake olhando para a irmã.
—O que importa é que ela está aqui conosco então. Disse ela olhando para o jake e o mesmo me olhou estando pensativo, sei que ele ficou surpreso com a minha segunda gravidez. Eu o olhei e suspendi os meus ombros, nada eu poderia fazer.
—Sim.
Peguei uma latinha de suco no isopor e havia bastante bebida ali. Os meninos iriam mesmo fazer um churrasco e conversei com eles omitindo muitas coisas. Falei que com a morte dos meus pais eu fiquei traumatizada e fui para a casa de uma amiga minha fora da cidade. Falei que eu havia me casado e descasei. Mostrei a foto da Marie através do celular ela na maternidade estando recém nascida e de agora que ela estava maiorzinha. Eles deliraram ao vê-la e falaram que ela era mesmo linda, sorrindo eu os agradeci. Eles ficaram muito contentes com a minha presença e nos abraçamos novamente. A galera brindou e desejamos um feliz ano novo para cada um estando todos bem contentes. Eu só sei que eu conversei muito com eles e a praia estava cheia, tirei a minha saída de praia e me sentei na cadeira. Sentei-me na direção contrária da fumaça do churrasco e o mesmo foi preparado. Havia picanha, linguiça de frango, espetinhos de coração, asa de frango e queijo coalho. Joana estava encantada com a minha barriga e a acariciou por diversas vezes sorrindo sem acreditar.
—Você está feliz amiga? Perguntou-me ela.
—Feliz, feliz de tudo não, vou ser sincera.
—Você está mais magrinha que antes, mas o seu corpo mudou bem mais. Seu quadril por exemplo.
—Está mesmo. Falou Ângela se sentando ao meu lado. –Está se alimentando bem?
—Sim, eu estou, mas a gravidez me fez emagrecer e muito. Nada estava parando em meu estômago meses atrás e por esses dias também, por isso. Eu precisei ficar internada por poucos dias para me recuperar e ainda estou me recuperando de uma anemia.
—Então se cuida amiga! Disse Joana me abraçando e eu a abracei. –Esse é o meu melhor presente de ano novo com toda certeza.
—O meu também e vocês são como a minha família.
—Claro que sim, sempre.
Sorrimos uns para o outro e o churrasco foi servido um tempo depois. Eu comi com gosto e peguei um pratinho. Falei com a Ângela que eu não estava só e ela lamentou olhando em volta o procurando, na verdade ela procurava o Edward, mas não ficou tacando pedras por ser apenas o segurança e disse.
—Tudo bem amiga....
Saí de perto deles e caminhei até o trailer, entreguei o prato para o segurança e pedi ao Duque para caprichar em duas porções de petiscos e a bebida que ele quisesse. Lima agradeceu e eu me afastei, eu sabia que os Cullens os tratavam mais que bem.
Cheguei à tenda e me sentei, curiosa Joana veio até a mim e Caius junto de Roger também.
—Amiga aquele cara fortão é o pai dos seus filhos?
—Claro que não. Falei sorrindo.
—Quem é ele?
—Ele é o motorista do meu ex-marido.
—Ah! Entendi. Disse ela olhando para o Lima e os demais fizeram o mesmo.
—Vamos tomar banho de mar ou não? Perguntou Ângela sorrindo atraindo a atenção deles.
—Claro que sim! Falamos sorrindo.
Os meninos ficaram na areia bebendo e nós mulheres fomos para a água, à mesma estava gelada hoje. Fomos entrando aos pouquinhos e mergulhamos, ficamos nos divertindo quando nós nos acostumamos com a temperatura da água.
Um tempinho depois eu me enjoei e me sentei à beira mar junto de Ângela, já a irmã de jake e a cunhada foram ficar com o pessoal.
—Então está grávida novamente?
—Pois é, foi um descuido do Edward.
—Descuido ou de propósito?
—Está mais para a segunda opção, mas nós estamos bem e isso é o que importa. Menti.
—Estou te achando mais magra, mas não perdeu a beleza. Claro que não.
—Pois é amiga, eu estava bem depressiva, mas me curei.
—Fico preocupada contigo, mas se está dizendo que tudo está bem eu me conformo mais.
—É verdade, eu estou bem sim.
—Você está apaixonada por aquele cara bella. Como estão separados se você está esperando um bebê novamente?
—Na época que a Marie estava doente eu finalmente confessei o meu amor estando com o Edward. Fizemos amor por tantas vezes estando prevenidos e umas não, você sabe...............Transávamos e ele cuspia fora.
—Ai bella! Disse Ângela sorrindo. –Que nojo!
—Que nojo nada, você gosta de fazer amor com o homem da sua vida, o mesmo foi eu. Não pedi para amá-lo, aconteceu sem eu querer. Tudo que aconteceu comigo não foi o suficiente para conseguir afastá-lo do meu coração Ângela, impossível. Nada....
—Ta, mas e aí.
—E aí que eu desconfio que da última vez Edward acabou gozando um pouco dentro de mim ou não sei. Brincamos muito também e deu no que deu.
—Não percebeu a umidade em você depois? Como deu esse mole bella? Você é uma mulher, sabe dos riscos desse tipo de brincadeirinhas e como evitar.
—Não mesmo, do contrário eu teria tomado a pílula. Eu não queria engravidar novamente, mas eu estava tão envolvida na hora que não pensava em mais nada ao abrir as minhas pernas. Desculpe-me falar assim, mas é uma realidade.
—Agora já era.
—Estou de três meses.
—Você pensou em abortar?
—Não. Falei a olhando. –Jamais eu faria isso.
—Eu sei, nem eu faria. Se eu fosse estuprada sim, com certeza, mas do cara que eu amo não. É complicado.
—Se é.
—Vamos ficar com a galera que é bem melhor.
—Vamos sim. Falei me levantando.
Voltamos para a tenda e curtimos, jake colocou na rádio através de seu celular. Tocava hip hop e Ângela puxou o namorado para o meio da tenda toda se requebrando. Eles começaram a dançar estando empolgados e ela gargalhou pela bebida ter lhe deixado assim tão alegre. Isso me trouxe velhas lembranças, como a do meu aniversário, por exemplo. O restante da galera foi ao delírio e dançavam empolgados com suas bebidas traindo olhares alheios e eu que não era boba me levantei. Eu me sentia renovada no meio deles e sorri quando dancei próxima de Fred. Jake e Caius eram os mais palhaços e dançavam como dois doidos zoando, do nada Fred ficou abraçado comigo e dançamos assim juntinhos. Se Edward visse ele seria capaz de......., mas ele estava em outra. Eu e Fred éramos amigos de verdade e eu também sofri demais com a distância. Nos movíamos desinibidos e o pessoal da praia nos olhavam, mas não ligamos. O segurança da mansão nos olhava e ficou na dele sem se aproximar. Eu estava tão contente e por duas vezes me sentir tonta ao dançar, mas Fred estava ali comigo e continuamos. A irmã de jake veio dançar comigo e me senti a mulher mais rica por ter eles ali comigo novamente.
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Às 17:36min.
—Aí galera, vamos zoar? Perguntou Caius. –Dançar, curtir algo leve e de primeira?
—O que acha bella?
—Eu vim preparada, mas o meu segurança terá que ir embora.
—Fica em meu apartamento. Falou Fred. –Minha namorada vai pra lá e vamos todos juntos.
—Não quero atrapalhar.
—A bella pode ir lá para casa e eu te empresto algo.
—Eu trouxe roupa para sair, eu conheço vocês.
—Bem, menos mal. Disse Joana.
—Hoje eu vou para a casa do Fred, outro dia eu irei à sua Joana.
—Tudo bem. Disse ela sorrindo.
As coisas foram guardadas e eu fui até o trailer de Duque, paguei o que eu havia comprado para o segurança. Falei para ele que ele já podia ir e que eu ficaria hoje com os meus amigos, dizendo um tudo bem ele se foi. Eu estava com as minhas bolsas mesmo e logo a galera veio para o calçadão, entrei no carro de Fred e marcamos de nos encontrar em uma boate badalada de Solares às 21h. Sorrindo cada um entrou em seu carro após guardar as coisas.
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Logo chegamos no apartamento de Fred e subimos, a porta foi aberta e nada mudou ali. O apartamento estava impecável e Fred fechou a porta.
—Bem, você conhece aqui e pode ficar no quarto de hospedes. Há toalha limpa se você quiser e comida que eu irei preparar.
—Tudo bem e eu te ajudo.
—Tome um banho para tirar o sal e relaxe.
—Ok. Eu trouxe tudo e não vou precisar de uma toalha.
—Você que sabe.
—Vou tomar banho então.
Sorrimos um para o outro e eu fui para o quarto, deixei as bolsas no canto e tirei a minha toalha. Peguei o xampu, o meu condicionador e o sabonete líquido, sem pensar muito eu fui para o banheiro. Despi-me no Box e me lavei da cabeça aos pés, eu estava me sentindo bem demais pelos os meus amigos e me enxaguei. Deixei o condicionador agir e me asseei, eu havia trago tudo comigo e logo terminei. Saí para me secar e hidratei o meu corpo, eu estava queimada de praia e passei desodorante. Na hora de sair seria apenas me maquiar, vestir e me adornar. Guardei tudo e vesti um roupão limpo dele, saí do banheiro e fui para o quarto. Deitei-me na cama sentindo-me cansada e o meu celular tocou para a minha surpresa.
—Alô.
—Sou eu.
—Isso eu sei. O que é que você quer? Perguntei de forma dura a Edward e Fred entrou no quarto.
—Ta quase pronta à comida. Falou Fred. –A cama está confortável? Eu afirmei que sim com a cabeça sorrindo.
—Essa cama é bem macia e estou adorando tudo que aconteceu hoje. O banho, e a água me relaxaram ainda mais.
—Que bom linda. Falou ele sorrindo e logo ele saiu do quarto.
—Onde você está? Perguntou Edward mais firme, pois eu havia deixado a parte do phone disponível para ele escutar.
—No apartamento de alguém, mas isso não vem ao caso. O que deseja comigo?
—Estaremos indo para a fazenda amanhã e minha mãe pediu para falar com você.
—Que horas?
—Sairemos às 10h.
—Vou acordar a tempo.
Encerrei a ligação sem pensar na cara dele e fiquei relaxando entre aspas, no máximo três horas da manhã eu teria que estar voltando. Fiquei deitada na cama pensando em Edward e Fred momentos depois trouxe uma comida fresquinha, comemos os dois ali conversando e ingeri a minha vitamina com o suco. Eu estava realmente matando a saudade dos meus amigos.
Se aproximando à hora de sair eu fui me vestir, a roupa ficou muito bem em mim e minha barriga não tinha como esconder. Meus seios estavam bem inchados deixando o decote do vestido branco avantajado e não me importei. Fiz uma maquiagem leve, porém muito bonita valorizando os meus olhos e o batom era na cor vinho. A sandália branca era muito bonita e Alice tinha um gosto extremamente refinado.
Chegou à hora de sair e eu fiquei impecável após me maquiar e me vestir. O vestido tinha a saia plissada e ia até o meio de minha coxa.
—Está muito bonita. Falou Fred me avaliando.
—Estou bem de verdade?
—Sim.
—Obrigado.
—Vou ter que ir embora por volta das 3h da manhã.
—Não iria dormir aqui?
—Deixa para a próxima, eu tenho uma filha de seis meses que precisa de mim.
—Isso é e eu estarei sempre aqui para o que você precisar. Sabe onde eu moro e quero conhecer a sua filha, acabou que a minha mina não veio.
—Eu tive por diversas vezes vontade de vir vê-los e trarei a Marie aqui para vocês a conhecerem.
—Eu acredito. Vamos ou iremos nos atrasar.
—Tudo bem.
Saímos do apartamento dele e descemos, fomos para o carro e as minhas coisas foram guardadas. Saímos dali e eu fui olhando tudo a minha volta, a noite estava bonita e paramos minutos depois na portaria do apartamento da namorada de Fred. Nós a esperamos descer e a mesma era uma morena muito bonita, ela se chamava Débora. Nos cumprimentamos sendo eu apresentada a ela e ela perguntou de quantos meses eu estava. A moça era bem simpática e sentei-me no banco de trás. Saímos daquela área e fomos para a boate, à mesma não era muito distante e encontramos com os nossos amigos ali. Foi uma festa só e pagamos as nossas entradas, eu não estava parecendo àquela mulher fraca de dias atrás.
Estando no interior da boate, os meninos preferiram não beber, tomamos drinks sem álcool e nos divertimos pra valer ao som da música. Obvio que eu não fiquei pulando e me comportei, eu sabia o quanto eu ficava sensível estando grávida. Pior ainda me recuperando de uma fraqueza.
As meninas estavam adorando e dançaram até se acabar, senti a necessidade de ir ao banheiro e fui me aliviar estando a Ângela me acompanhando. Passamos pelas pessoas e chegamos no banheiro, fui para uma cabine e me aliviei com vontade.
Após me assear eu ajeitei a minha roupa e saí, lavei as minhas mãos e retoquei o meu batom. Ângela também tinha se aliviado e ela lavou as mãos, a seguir nós saímos do banheiro. Caminhamos até a galera e nos divertimos pra valer, dancei junto de Joana e sorrimos pra caramba. Eu estava matando a saudade.
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Às 00:15min Edward havia me ligado e ignorei as suas ligações que foram sete na verdade.
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Madrugada de sábado, 02 de Janeiro.
Às 02:50min.
Estando eu junto de meus amigos na porta da boate agora.
—Bem meus amigos, eu adorei revê-los. Falei sorrindo. –Adorei a praia, adorei o churrasco e adorei principalmente a companhia de todos vocês.
—Ahhh nós também. Falaram eles me abraçando.
Fui cumprimentando um por um cheia de carinho e fui junto de Fred até o carro dele, peguei as minhas bolsas e fomos até o táxi que estava ali. De forma simpática o senhor guardou as minhas bolsas e eu me despedi do pessoal.
—Ângela, boa viagem de volta amiga. Beijos Thiago e adorei te ver. Fred, eu estava mesmo com saudades e boa sorte com a sua garota.
—Obrigado. Disse ele sorrindo.
— Jake.....O que falar de você amigo? Quando sair o casório eu faço questão de ir, me convidem. Caius, você é demais e senti muita saudade. Roger e Joana, isso vai dar em casamento e estarei na primeira fila torcendo, amo todos vocês.
—Deus te ouça. Falou Joana e todos sorriram. –Queremos conhecer a sua filha.
—E vão. Vocês aceitariam ir ao batizado dela?
—Poxa, eu iria adorar! Falou Joana empolgada.
—Eu irei com certeza. Falou Fred.
—Eu não sei bella. Disse jake sério.
—Claro que vai! Falou a irmã de Jake.
—É o batizado da minha filha e eu adoraria vê-los lá. Por mim e por ela jake, por favor...
—Por vocês duas.
—Vou avisar com antecedência e quem não tem o número do meu celular pega com o Jacob.
—Ok.
Sorri para ele o agradecendo com o meu olhar e entrei no táxi, acenei e fechei a porta. Falei o meu destino e encostei-me no banco do carro, eu não iria dormir por não ser apropriado.
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Às 07:25min.
Finalmente chegamos e paramos em frente o portão da mansão estando os seguranças ali nos olhando. Paguei o taxista uma nota e peguei as minhas bolsas, o mesmo me agradeceu e entrou no carro. Estando o veículo em movimento eu caminhei até o portão sentindo-me um pouco tonta, mas disfarcei.
—Bom dia. Eu saudei os seguranças.
—Bom dia senhorita. Responderam eles.
Após saudá-los eu entrei. Eu estava me sentindo cansada e caminhei devagar pelo jardim, entrei na cozinha e as meninas arrumavam tudo para levarem para a fazenda. Edward já estava ali dando mamadeira para a Marie que se encontrava toda descabelada e sorri para ela estando visivelmente sonolenta. Ela mamaria e voltaria a dormir.
—Bom dia meninas.
—Bom dia senhora. Falou Victória.
—Bom dia bella. Está uma gatona amiga! Uau!!
—É. Falei dando uma voltinha. –Eu fui sair e estou vindo direto de um lugar maravilhoso, isso após a praia é claro.
—Então se divertiu muito?
—Mais que isso eu diria, preciso ir arrumar as minhas coisas. Estou cansada demais por não ter dormido ainda, impossível não estar. Falei sorridente. –A noite inteira Mary e faz tanto tempo.
—Está corada, precisava mesmo de uma cor. Está iluminada eu diria.
—Pois é, com marquinha de biquíni e tudo, os homens adoram. A gravidez não me impede de nada pude perceber.
—Está melhor assim corada. Sabe que está bem patroinha.
—Não sou e nem serei mais a sua patroinha amiga nesta família. Somos amigas somente agora.
—Ok. Sim nós somos.
Deixei as minhas bolsas no chão e fui dar um beijo na minha filha, ela parou de mamar e sorriu para mim fazendo som de bebê. Brinquei com ela sob o olhar crítico de Edward que nem piscava e não me importei.
—Bem, to indo.
—Esteja arrumada às 10h. Disse Edward tendo dificuldade para ser gentil e o ignorei.
—Mary amiga, eu estou louca para beber um café com leite. Vou tomar um banho para relaxar o meu corpo moído e venho pegar.
—Toma banho e eu levo para você.
—Obrigado.
Saí da cozinha e fui para o porão deixar as minhas bolsas lá, mas subiria comigo a minha carteira, o meu celular, os meus documentos e as roupas que eram para lavar.
Subi novamente e fui para a área de serviço, deixei a minha roupa de praia lá e fui para o quarto de Edward. Peguei uma mala grande e coloquei tudo que eu acho que precisaria ali dentro, estando a minha mala arrumada, eu tirei o meu calçado. Escutei barulhos no quarto e devia ser Edward, vindo até o closet sendo ele mesmo....
—A mala da Marie tem que ser feita. Disse ele e percebi que ele estava querendo arrumar tumulto.
—Por que você não a fez? Eu estava fora e...
—Fazendo só Deus sabe o que e não me interessa nem um pouco! Já ajudei a minha mãe a tomar conta dela ontem, essa madrugada enquanto a mãe dela.....
—Sim, só Deus sabe! Sou solteira e não devo nada a você! Da mesma forma é você!
—Não quero saber, a mala da menina tem que ser feita! Se você encontrou energias para ficar fora desde ontem de manhã, pode encontrar energia para fazer a mala da sua filha agora!
—Farei com maior prazer se esse for um problema para você Edward. Estou muito preocupada com você! Falei revirando os meus olhos.
—Não está fazendo um favor para mim e sim para a nossa filha!
—Já falou tudo? Falei rolando os meus olhos novamente e isso deve tê-lo deixado ainda mais p#*#.
Puxei a mala o deixando pra lá e saí do closet, a seguir eu saí do quarto e deixei a minha mala no canto. Fui para o quarto da Marie e ela estava dormindo no berço, entrei no closet dela e peguei uma mala grande. Peguei várias roupinhas para ela. Peguei a saboneteira, a banheira, a pomada, duas toalhas e vários pacotes de fralda. Desmontei o carrinho o deixando no lado de fora do quarto e tudo que ela iria precisar. Só faltava pegar as coisas da mamadeira dela e peguei outra mala pequena. Estando a outra arrumada eu desci e fui para a cozinha, chegando lá...
—Acabei não tomando banho ainda. Falei olhando para a Mary.
—Logo os outros irão acordar e tomar café.
—É eu sei. Vou beliscar por me sentir faminta e vou pegar as latas para fazer o mingau da Marie.
Após eu falar eu peguei as mamadeiras da minha filha e tudo que era para o preparo do alimento dela. Estando tudo ali eu bebi o café com leite que a Mary me fez e comi um pão no capricho. Senti-me satisfeita e fui para o porão estando tudo arrumado, eu havia deixado a mala contendo o alimento dela ali em baixo e depois seria apenas pegar. Desci a escada estando confortável por estar descalça e entrei no porão, encostei a porta e me despi ali mesmo. Fui para o banheiro e liguei o chuveiro estando pensativa. Tomei um banho relaxante da cabeça aos pés e saí do banheiro estando enrolada na toalha, logo após saí do porão e subi. Abri a porta do quarto e Edward estava no banho, estávamos separados e não seria legal esse tipo de intimidade ainda, então eu coloquei a mão em meus olhos e não olhei na direção do vidro. Passei direto para o closet e fechei a porta, fiz bastante hora ali para evitar constrangimentos e me vesti. Eu havia colocado um vestidinho rosa muito do bonito e deixei o meu cabelo solto, calcei uma sandália baixa e fiquei muito bem.
Saí do quarto evitando olhar para Edward que estava de roupão e desci, fui para o porão e terminei de me arrumar estando as minhas coisas ali. Eu me senti chique e subi, agora após o banho eu estava sentindo o sono vir. Chegando na sala eu vi que os pais de Edward já estavam ali junto de dona Ana, os saudei com um bom dia e me sentei.
—Então foi passear? Perguntou a avó de Edward.
—Sim, eu revi todos os meus outros amigos finalmente. Fazia um ano e alguns meses que eu não os via, eu precisava disso.
—Deu para matar a saudade filha?
—Sim Esme, se deu e acabei ficando fora porque fomos sair um pouco. Eu os adoro também, eles me trazem de volta a felicidade que é de ter amigos e o ar da juventude que eu perdi. Estando com eles eu revivo aquela inocência que eu tinha, foi bom ver os meus amigos e eles saberem que eu estou viva. Fiquei tanto tempo fora né.... Falei disfarçando.
—Isso é bom.
Sorri para ela e Edward desceu estando impecavelmente arrumado. Ele se sentou do outro lado evitando-me e o café foi servido, aproveitei e fui pegar a minha vitamina diária no porão. Voltei para a sala e a ingeri com um pouco de suco, depois eu comi mais um pouco e Mary me fez beber a vitamina verde quase me matando empanzinada.
Momentos depois eu subi e dei banho na minha filha estando sob o olhar de Edward. A seguir a arrumei, passei colônia infantil e ficou linda. Edward a pegou no colo de forma a me provocar e ele saiu do quarto a levando e dois seguranças vieram levar as malas. Eles tiveram que dar mais de uma viagem. Fomos para o carro e nenhuma das empregadas iria, dizendo Esme ela queria cozinhar. As meninas teriam uma folga e Edward sentou-se ao meu lado com a nossa filha, iríamos todos na pirua Blazer e foram duas no total. Esme e Carlisle iriam na outra e dona Ana viria conosco. Fiquei pensativa durante o trajeto e brinquei com a minha filha um tempinho depois, eu me sentia infeliz estando ao lado dele naquele momento. Vê-lo com aquela mulher no jardim mesmo que não fossem se beijando me deixou mal, eles estavam tão próximos e íntimos ao conversarem. Pior ainda eles já haviam transado e isso me magoou demais. Ainda mais por ela ser uma mulher muito bonita, muito chique e não estando magrinha e redonda feito eu. Coloquei a mão em minha barriga e não demorou chegamos no local de embarque, eu não sabia o que esperar dessa viagem e só aceitei a ir por causa dos demais e não dele. Saímos do carro e nossas malas foram retiradas, as mesmas foram postas no avião e embarquei após entregar a minha identidade. Sentei-me na poltrona e Carlisle pegou a neta. Estando o avião em movimento agora, eles deram um pouco de mamadeira que foi aceita de bom grado por ela. Quando o avião decolou e que já estávamos no alto, a mamadeira foi tirada por ela não ter mamado há muito tempo e ela ficou quietinha. Eu não queria dormir de jeito nenhum pelo medo e mesmo sentindo o sono me assolando, eu queria cuidar da minha filha pra depois não pensarem que eu estava abusando. Já bastava esse dilema com o Edward e na volta, eu iria para a minha casa. Estava decidido, eu não iria ficar mais na casa dele.
Minutos depois eu a peguei e fiquei com ela, acabei cochilando e ela também pela quietude.
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Finalmente nós chegamos e estando em solo firme novamente dando eu graças a Deus, as nossas malas foram retiradas. Estando os seguranças de Ourinhos ali conosco e os da fazenda que eu me lembrava muito bem, nós entramos no carro dos seguranças de lá. Tudo foi guardado nos três carros e saímos.
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Um tempinho depois.
Chegamos na fazenda e a mesma estava bem conservada, mudada e mais bonita ainda. Marie estava acordada em meu colo e saímos do carro, nossas coisas foram retiradas e a casa foi aberta. A decoração era a mesma e os seguranças subiram as malas. Marie ficaria no quarto comigo, o pai dela no outro e os demais ocupariam os outros quartos de hospedes. Edward pegou a filha no colo e Esme foi para a cozinha, tudo que trouxemos foi guardado e fui até lá, a dispensa foi abastecida pelo visto e ajudei a Esme a preparar o almoço tendo a ajuda de dona Ana também. Eu estava um prego e faltando pouco para o término do preparo da comida eu subi, vi a minha mala junto da mala da minha filha no terceiro quarto a minha direita e entrei trazendo junto à banheira dela. Guardei as nossas malas e ajeitei as roupas no closet, estando moída eu me deitei na cama. Eu estava um caco e acabei dormindo sem sentir pelo tamanho cansaço. Acho que eu desmaiei de tão cansada pra ser sincera.
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8min depois.
—Isabella, acorda. Chamou-me alguém cheio de autoridade, eu estava tão cansada que eu não decifrei quem era. Parecia que eu estava muito bêbada de sono.
—Hum? O que foi? Perguntei de olhos fechados ainda.
—A Marie está suja, vá trocar a fralda dela. Falou Edward.
—Vá você! Falei estando chateada me virando para o outro lado. –Estou morta de cansada. Não me manda coisa nenhuma!
—Vim aqui trazê-la para você limpá-la. Falou ele demonstrando impaciência e Marie abriu o berreiro.
—Você está acostumado a limpar a sua filha Edward.
—Só está cansada porque foi sair e...
—Então vai ficar jogando isso na minha cara à toa agora? Perguntei de olhos fechados ainda de propósito e por estar bem sonolenta.
1 minuto depois estando eu deitada ainda e o ignorando de olhos fechados.
—Ela está aqui. Falou Edward impaciente deitando a neném do meu lado e a mesma chorava pra valer.
—Por você filha. Falei a olhando.
Ele se sentou no sofá mais ao fundo e ficou me olhando, nisso eu sorri de propósito ajeitando o meu vestido que mostrava bem a marquinha de biquíni. Sem ter o que fazer, eu me levantei e a peguei no colo. Fui até o closet estando tonta de sono e peguei as coisas dela, voltei para o quarto e a troquei sob o olhar dele. Estando limpinha e sem a fralda ainda, ela ficou quietinha. Resolvi lavar o bumbum dela e fui encher a banheira no banheiro com a água do chuveiro. Estando à mesma cheia de água morna eu decidi banhá-la novamente e ela ficou fazendo graça na água. Ao tirá-la da água ela armou um escândalo e a sequei, passei pomada e coloquei a fralda. Vesti um conjuntinho nela e guardei a roupa de sair, estando limpinha Edward a pegou no colo e eu a tomei dele.
—Qual o seu problema Isabella?
—Você! Agora saia do quarto e me deixa em paz! Falei baixo e entre os dentes. –Dê o fora!
—Você está toda errada!
—Eu? Por que só eu Edward?
—Estava fazendo não sei o que e com quem quando eu te liguei! Eu escutei muito bem um sujeito falando com você! Te liguei mais tarde e nada de você me atender Isabella! Disse ele alto e fiquei o olhando. –Tenho cara de palhaço? Me diz se eu tenho cara de palhaço Isabella?
—Se eu estivesse transando com alguém isso não era da sua maldita conta! Você fez o mesmo Edward, fez o mesmo! Ou já esqueceu? Está vendo alguma aliança aqui no meu dedo? Perguntei mostrando a ele a minha mão esquerda. –A resposta é não! Não e não! Estamos livres e sozinhos!
—Isso é o que você diz! Na verdade não devia ser mesmo!
—Não pode me cobrar nada! Você não tem o direito de me cobrar porcaria de nada depois do que eu vi no ano novo na casa dos seus amigos! Eu te peço para sair disso para nos dar uma oportunidade e o seu troco é chamar aquela mulherzinha para ir até o fundo do jardim com você! Não quero saber mais de nada! Só vim por causa dos seus pais e da sua avó. Tenho em mente que acabou tudo entre nós definitivamente depois de vê-los juntos no jardim e nas minhas costas...
—Você mesma faz uma confusão entre nós dois!
—Não há nós dois! Você não deve se meter na minha vida Edward, não deve! Ah! Não se preocupe. Isso não é um troco, significa que o passado ficou para trás!
—Estávamos conversando apenas! Não viu nada demais Isabella!
—Cala a boca, Cala a boca! Eu me alterei estando bem enraivecida. –Se fosse isso mesmo não haveria a necessidade de ir para o jardim se esconder com ela dos demais! Mas são íntimos e já treparam não sei quantas vezes. Falei sorrindo com indignação e tornei a ficar séria. –Então essa conversinha mixuruca não é nada para mim! Volte para ela, vá se afogar nela o quanto quiser e me esquece! O nosso convívio é apenas pelas crianças e nada mais! Sinto repulsa, enjoo e asco só de olhá-los juntos!
—Pode dizer o que você quiser!
—Posso mesmo! Eu não fiz isso com você após eu confessar que o amava! Eu Não o desrespeitei mesmo nós estando divorciados quando eu abri o meu coração para você! Falei apontando para ele. –Mas eu sei que estamos separados e cada um vivendo por si, pois saiba que eu tenho essa realidade piscando para mim nesse momento! Nunca daria certo. Falei a última frase de olhos fechados, pois a minha vontade era de socá-lo.
—Por que você quis assim! Ta lembrada?
—Eu fui uma estúpida boba em ter tido a ilusão que esse maldito pesadelo iria acabar e que tudo ficaria bem porque você também queria! Mas não! A sua saída foi ir correndo atrás daquelazinha que eu não tenho dúvidas ser igual a você! Até que formam um casalzinho sem tempero, sem sal e sem gosto. Estimo a felicidade para o casal e case-se com ela!
—Quem foi que me chamou de bobo enquanto eu a admirava lá em meu quarto hein? Você fez pouco de mim!
—Não desconversa! Quem foi que me rejeitou também hein depois? Nem deveríamos ter dormido na mesma cama porque não faz sentido! Ajo feito uma tola às vezes, mas esqueci que eu deixei de crescer para você! Ainda bem que aprendemos aqui onde é o nosso lugar!
—Você é uma má agradecida!
—Pense como você quiser! Agora saia, já falei tudo que eu tinha pra falar com você!
—Me dê a minha filha!
—Infelizmente ela é sua. Falei não o olhando.
Edward pegou a menina e saiu do quarto, eu estava trêmula agora pelo nervoso que eu passei e sentei-me na cama. Chorei ali sentindo um aperto em meu peito por ter dito que a nossa filha era infelizmente dele e chorei ali na minha. Fechei os meus olhos me lembrando da cena dele junto com a Michele no jardim e o ciúme me ruía feito ácido por dentro. Eu não iria me abater e me levantei da cama, fui até o banheiro e retoquei a minha maquiagem, ajeitei a minha roupa e desci como se nada tivesse acontecido. A mesa já estava arrumada e Carlisle bebia vinho tinto junto de dona Ana.
—Eu acabei cochilando, estou cansada.
—Acredito. Falou dona Ana. –Tudo bem?
—Não poderia estar melhor. Falei sorrindo.
—Vamos almoçar. Falou Esme trazendo as coisas.
—Vou ajudá-la. Ofereci-me.
Fomos até a cozinha e eu peguei a jarra de suco, havia um balde de gelo sobre a mesa contendo uma garrafa de champanhe.
Eu peguei o que deu e fui para a sala, deixei tudo organizadinho sobre a mesa e Edward apareceu estando com a nossa filha. Eu não dei bola e voltei para a cozinha, pegamos tudo e fomos para a sala almoçar levando o pratinho contendo a papinha da minha filha. Edward quis alimentá-la enquanto comia ao mesmo tempo e não liguei, ele era o pai dela. Eu sentia tanto e achei melhor parar de pensar, eu estava muito mal com a nossa discursão e o olhei sem deixar ninguém ver. O cordeiro que a dona Ana havia preparado estava ótimo e o champanhe foi aberto.
—Vou querer um pouquinho só. Falei oferecendo o meu copo, pois não havia uma taça para mim.
—Tudo bem. Falou Carlisle. –Um brinde a minha família. Disse ele sorrindo.
—Um brinde aos nossos netos. Falou Esme.
—Um brinde ao amor. Falou Dona Ana e brindamos sorrindo.
—Um brinde a tudo isso. Falei sorridente.
—Claro que sim. Falou Edward. -Amar e ser amado, isso deve ser recíproco.
Eu bebi dois golinhos apenas sob o olhar reprovador de Edward e me deliciei o ignorando. Pelo olhar dele eu senti o copo ser tirado da minha mão.
—Está uma delícia essa comida. Falei sorrindo.
—Eu também achei. Falou Esme. –Está bem temperado aninha.
—Que bom que vocês gostaram do cordeiro. Disse ela sorrindo.
—Adoro champanhe e essa comida está demais. Afirmei. –Champanhe já foi a minha perdição. Falei me lembrando do passado quando Edward me dopou em seu apartamento.
—Champanhe é mesmo bom filha.
—É sim Esme.
O almoço estava saboroso e conversamos bastante, mas eu e Edward não nos falamos e isso foi perceptível. Eles não se meteram e ao terminarmos a sobremesa a base de chocolate, eu olhei para a minha filha e ela havia comido bem. Eu fui até ela estando no colo de Edward e limpei a sua boquinha sob o olhar dele, pois o decote do meu vestido valorizava os meus seios volumosos.
—Fazem um casal tão bonito. Disse dona Ana nos olhando. –Agora vem mais um para a coleção de preciosidades. Quem sabe outro bebê após esse seja encomendado não é mesmo?
—Está mais que ótimo os dois. Falei a olhando. –Não é fácil colocar tantos no mundo se estamos divorciados, não é adequado. Os filhos ficam sempre com a mãe enquanto o pai sai solteiro e vai farrear. Já a mãe fica presa em casa com a sua cria porque tem responsabilidades.
—Nada falta para a Marie e eu sou muito responsável se tratando dela. Serei o mesmo com a próxima criança. Disse Edward revidando. –Nada faltará o que é apoio e carinho de pai.
—Eu não tenho dúvidas filho, só não quero que briguem a toa se ainda houver sentimentos entre os dois. Agora estamos todos aqui nessa fazenda linda e vamos aproveitar de uma forma positiva. Falou dona Ana. –A nossa vida é tão corrida e curta.
—Claro que sim. Falei a olhando.
—Eu concordo. Falou Esme.
—Eu também. Afirmou Carlisle. –Vou andar no meu cavalo depois, senti falta dele.
—Faz tempo que eu não vejo o meu. Falou Edward.
O cavalo de Edward era a coisa mais linda e o negro de seu pêlo reluzia de tão brilhante. Ajudei a Esme a retirar tudo da mesa e depois ela não me deixou ajudá-la mais, disse que era para eu ir descansar. Lembrei da minha vitamina diária e fui pegá-la, estando na cozinha eu a ingeri com água.
Saí para o quintal e fui até o seleiro, cumprimentei os trabalhadores e eles me deram os parabéns pelo novo bebê. Vi o cavalo de Edward e sorri, eu sabia que ele era arisco, mas muito lindo. Olhei os demais animais ali e dessa vez havia muita galinha, pintinhos, um viveiro cheio de passarinhos e tornei a sair. Caminhei de volta para a imensa casa e entrei na sala, Edward tocava piano enquanto Carlisle segurava a neta. A canção era bem agradável e sentei-me no sofá, fiquei a apreciando e eu sabia que ele tocava muito bem.
.
Nisso o dia passou voando, Edward e o pai andaram em seus cavalos e nós mulheres aproveitamos a piscina enquanto a Marie estava quietinha no carrinho brincando com seu chocalho. Eu estava adorando o lazer e olhava vez ou outra para o Edward estando próximo do celeiro montado em seu cavalo. Eu reparava o quanto ele era bonito e era carinhoso também quando queria. Eu podia me lembrar do seu carinho e minamos tudo com as nossas brigas. Era amor demais da minha parte e mergulhei, voltei a emergir e fiquei no mesmo lugar. Debrucei-me no parapeito da piscina com o meu olhar nele não me importando a minha volta, só sei que o meu olhar correu na direção quando ele passou batido com o cavalo e vi a mãe dele me olhando de forma discreta e continuou a conversar com a avó de Edward. Confesso que fiquei sem jeito naquele momento, pois eu devia estar com a cara daquelas meninas apaixonada.
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Por volta das 18h nós nos cansamos e saímos da água sentindo frio. Até Edward e o pai já haviam entrado e achei melhor entrar por causa da minha filha. Fui para o quarto com ela e tirei a sua fralda, me despi e a levei para o Box junto comigo. Dei banho nela estando em meu colo e saí nua para o quarto para arrumá-la, estando vestida e bem agasalhadinha eu a coloquei no carrinho. Eu o empurrei até o banheiro e terminei de me banhar, lavei-me por inteira e saí para me secar. Vesti uma camisola verde esmeralda muito da chique e coloquei o robe, empurrei o carrinho da neném até a escada e Carlisle estando ali pronto para descer me ajudou. Fui para a cozinha a deixando com o avô e preparei a mamadeira dela, a mesma ficou pronta e eu a esfriei. Fiz um lanche rápido ali mesmo na cozinha e ingeri a minha vitamina, sem ter o que fazer, eu fui para a sala.
—Vou subir e ficarei por lá, tenha uma boa noite Carlisle.
—Boa noite querida.
Peguei a Marie e Carlisle beijou a neta, subi com ela e fui para o quarto. Sentei-me na cama e dei a mamadeira a ela, Marie mamou tudinho e depois dormiu. Eu a coloquei na cama e como a temperatura ali havia caído mais por causa da noite, tive que cobri-la bem e fui escovar meus dentes.
Estando de volta no quarto eu me deitei, ajeitei a coberta e bateram na porta.
—Quem é?
—Somos nós filha.
—Entrem.
—Viemos lhe desejar uma boa noite.
—Obrigado e boa noite para vocês também. Falei olhando para Esme e depois para dona Ana.
Elas saíram sorrindo e fecharam a porta, fiquei ali pensativa e aos poucos o meu sono foi me levando.
.
15min depois.
Estando eu bem sonolenta agora e mais pra lá que pra cá, a porta foi aberta e eu vi ser Edward. Ele fechou a mesma e se aproximou.
—O que faz aqui? Perguntei um pouco hostil, eu estava bem chateada ainda. –É melhor se retirar.
—Eu vim ver a minha filha.
—Agora que você já a viu caia fora! Pois eu preciso dormir e sem você perto de mim!
—Não irei sair! Não sou cachorro a propósito!
—Não vou perder o meu tempo com você! Falei cheia de raiva, vê-lo com outra foi como se ele tivesse me dado um tiro sem dó ou piedade. –Ah! Esqueci que estou na sua casa, mas a vontade continua sendo minha!
Edward a sua forma enxerida se deitou do outro lado da nossa filha e a beijou, ele amava de verdade a Marie e fiquei na minha. Eu estava com sono demais para iniciar uma briga e deixei pra lá, apaguei a luz do abajur ao lado e ficou só o outro aceso. Eu estava tão lenta que o vi se cobrir e fiquei calada, aos poucos o sono foi me levando.
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Madrugada de domingo, 03 de janeiro.
Às 04:56min.
Acordei do nada com muita vontade de fazer xixi e acendi o abajur, reparei que eu me esqueci de tirar o robe pelo tamanho cansaço. Marie dormia e Edward também estando próximo a ela. Eu os reparei durante segundos. Levantei da cama e calcei o meu chinelo, fui para o banheiro e me aliviei com vontade. Assei-me depois e lavei as minhas mãos, ajeitei o meu cabelo e sai do quarto. A luz do corredor estava acesa e desci a escada devagar, caminhei pela sala e a mesma estava sendo iluminada pouca coisa. Acendi a luz do corredor por saber onde estar o interruptor e fui para a cozinha. Após acender a luz de lá eu peguei as coisas para preparar a mamadeira da Marie e peguei uma leiteira. A enchi de água, leite em pó e adicionei a mistura do mingau que continha baunilha. Deixei cozinhar bem e o cheirinho era bom, eu mexia sem parar para não embolotar e minutos depois ficou pronto. Estando a mamadeira limpa eu a enchi com o mingau. Tampei estando o bico junto e a coloquei na merendeira térmica. Lavei a leiteira e tudo que eu usei, tomei um susto quando Edward entrou na cozinha estando todo descabelado e roupa de dormir amassada.
—Você me assustou! Falei pondo a mão em meu coração. –Detesto isso! Falei um pouco hostil.
—É eu acordei do nada e desci.
—Mentiroso! Veio ver se eu estava mexendo nas coisas de vocês como fez da outra vez que eu estive aqui? A resposta é não!
—Para com isso Isabella, ta cedo para discursões sem sentido!
—Pois saiba que eu estou preparando a mamadeira da Marie pra depois não ter que ouvir de você que eu estou descuidando da menina para ir sair! Cuidei dela durantes meses e dias estando completamente sozinha, não pode falar nada e não tem o direito de dar um pio contra mim! Falei chateada.
—Você é quem está falando isso, eu não disse nada!
—Eu percebi as suas implicâncias comigo só porque eu fui ver os meus amigos e não me arrependo! Eu faria outra e outras vezes! Diferente de você que estava no jardim e deve ter beijado aquela mulherzinha oferecida metida a besta! Não gostei dela e nem quero ela para ser a madrasta dos meus filhos! Péssima escolha! To vendo que você não teve gosto! Escolha ela e....... você dará adeus as crianças! Esqueça que tem filhos, pois nem o seu dinheiro eu irei aceitar!
—Bobagem e isso nunca Isabella! Amo os meus filhos. Está com ciúmes? Perguntou ele vindo até a mim e me afastei de imediato.
—Não quero aproximações, não depois disso que aconteceu Edward. É melhor você fazer o que veio fazer na cozinha e me deixe em paz. Falei o olhando. –Não tenho mais nada para dizer a você. Não quero causar mais desconforto em seus pais e na sua avó com as nossas brigas.
Eu estava me sentindo vazia e abri a geladeira, havia tudo ali para fazer um sanduíche e eu o fiz estando calada. Peguei uma caixinha de suco e me sentei à mesa que havia ali, Edward parecendo ter ficado com água na boca fez um para ele também. Não se dando por satisfeito ele veio se sentar à mesa e me olhou.
—Eu não a beijei Isabella, nós só conversávamos. Ela me chamou e eu não quis ser grosseiro.
—Não sei o que mais pensar Edward, não depois de tudo que já passamos juntos. Faz o que achar melhor e.....
—É verdade. Eu quis evitar especulações estando você ali. Nós estamos divorciados e sabe como as pessoas são.
—Não precisava ter ido se esconder com ela no jardim! O que se faz escondido gera mais fumaça que o próprio fogo, mas...........Na verdade você é um homem livre e eu também e................. Nós passamos meses afastados um do outro e não há o que te cobrar. Não posso mandar no querer das pessoas, mas para ser sincera comigo mesma me magoou de qualquer forma e não há como negar. Está óbvio demais e não estou nem aí para o que vai pensar a meu respeito!
—Me ama ainda, eu vejo isso em seu olhar. Por isso está furiosa dessa forma comigo.
—Quanta bobagem! Pra que serviu você me amar, eu te amei e eu te amar ainda hein? Pra que serviu eu confessar que o amava? No final das contas isso não foi o suficiente para você deixar tudo e ficar comigo. A Michele é a sua válvula de escape, ela vai o aceitar com tudo isso porque também faz parte dos....... eu prefiro esquecer isso. Eu não fui e nem sou a sua prioridade, essa é a verdade e o que ficou claro. Os seus atos por si só falam, aliás, gritam.... Não, eu não sou ninguém. Apenas um ponto na sua vida e que causou danos na sua família.
—Você me deu um passa fora quando eu a procurei lá na sua casa! Ta lembrada das suas palavras grosseiras? Caia fora seu canalha, me esquece seu bandido, você não é nada para mim com essas imundices! E por aí vai para pior.
—Sim.
—Eu mesmo assim a procurei quando você foi lá para casa por questões de saúde e você me chamou de bobo! O que quer que eu faça hein? Que eu fique correndo atrás o tempo todo e você me rejeitando e me pisando? Acha que eu irei viver desta forma até quando Isabella? Até quando acha que devo ser pisoteado após confessar o meu amor e amá-la de verdade através de atos?
—Eu queria que você deixasse tudo isso, só isso Edward, mas agora é tarde e eu precisava afastá-lo de mim. Eu não vou ficar no seu caminho mesmo que isso me doa de certa forma, você sabe a quem recorrer. Agora você a tem e ela te quer, pude perceber isso. Perdoe-me por antes querer ser correta para você, os nossos filhos e levar uma vida digna ao seu lado. Tudo isso foi para o ralo não é mesmo? Não é viver indignamente que você escolheu para a sua vida? Vai ensinar isso para os nossos filhos também... a serem desonestos com as pessoas e fraudar coisas? Essa será a educação torta que você dará para os nossos filhos quando maiores? Foi isso que escolheu não é?
Comecei a comer o meu sanduíche e bebi o meu suco, Edward fez o mesmo na dele e ficamos mudos depois disso.
.
5min depois.
Ele me olhou e eu fugi do olhar dele balançando a minha cabeça que não.
—Eu a amo e, você sabe disso bella. Falou ele e eu o olhei na mesma hora, foi como levar um choque de adrenalina em meu coração tão apaixonado e machucado ao mesmo tempo.
—Como me ama? Pra que me amar se não me priorizou quando eu bem dizer o implorei? Mesmo sabendo dos acordos e tudo, foi difícil, está sendo difícil e não sei mais o que pensar. Não sei simplesmente o que fazer sem....
—Sabe que sim e é dessa forma. Outro que não a amasse de verdade como eu a amo, não teria a paciência que eu tenho com todas as suas grosserias para comigo. O seu nervosismo, para tudo eu tenho que ter paciência e aceito por pensar merecer depois de tudo que eu te fiz passar. Isso martela em mim e eu jamais vou ensinar essa vida aos nossos filhos bella, isso nunca e eu prometo a você.
—Eu sei que eu exagerei nas grosserias algumas vezes com você e me desculpe, ou melhor, me perdoe por isso. Estou insegura com tantos problemas.
—Eu te desculpo e eu te perdoo porque eu te amo de verdade. Eu escolhi você com bagagem e tudo, mas você não me escolheu.
—Não é justo medirmos o grau dos sentimentos de cada um, são situações diferentes e não as compare.
—Quem era o cara que estava com você quando eu te liguei?
—Pra que quer saber?
—Por favor, bella, eu só gostaria de saber. Disse ele me olhando nos olhos e eu o olhei também nos olhos sentindo o meu coração voando em meu peito.
—Por que quer saber? Irá tirar satisfações não é mesmo? Sei que sim, é o seu estilo.
—Por favor..... Eu não farei isso. Só preciso saber.
.
3minutos depois de silêncio.
Eu sabia as intenções dele, ele não deixaria barato se eu estivesse realmente com alguém. Mas mesmo assim eu seria sincera por não ter nada a esconder.
.
—O meu amigo Fred. Falei finalmente.
—O QUE ESTAVAM FAZENDO?
–E ele tem uma namorada que é muito bacana a propósito. Falei o olhando séria. –Você sabe quem é e entre nós só existe “amizade”.
—Então....
—Eu estava curtindo com os meus amigos, só isso. Eu sei que o Lima já deve ter te contado tudo, passado todo o relatório do meu dia inteiro e não dormi com ninguém se é isso que você quer saber. Não sei o que é sexo desde a última vez que nós ficamos juntos. Nunca abri as minhas pernas para qualquer um. Eu sei que insinuei coisas que não aconteceram ao chegar de manhã, mas nada aconteceu e nem bebi se quer saber. Apenas dancei.
—Não foi sexo e sim amor, tanto que aqui está você grávida de um fruto do nosso amor bella.
—Acho melhor eu ir dormir. Falei me levantando, mas ele me impediu e me sentei o olhando. -Quero saber de uma coisa Edward.
—É só me perguntar.
—Depois que ficamos distante você ficou com aquela mulher novamente? Nesse intervalo que estamos distantes um do outro?
—Eu só fiquei com ela daquela vez que você soube bella, depois disso não. Apenas profissionalmente depois disso.
—Tem certeza?
—Absoluta. Se tivesse acontecido eu falaria por mais que isso viesse a lhe magoar, mas eu estaria sendo verdadeiro da forma que está me pedindo para ser com o seu olhar.
—Vocês transaram muito? Não que isso seja da minha conta, mas eu quero saber assim mesmo.
—Por que quer saber disso? É passado bella.
—Não posso condená-lo Edward, você é homem e estamos solteiros por todo esse tempo.
—Sim, nós estivemos juntos da vez que a Marie adoeceu e não vou negar. Mas foi só naquele tempo em que eu fiquei com ela, eu estava tentando te esquecer. A Michele é uma mulher incrível mesmo você a ofendendo de todas as formas.
—Vá ficar com ela então!
—Não é assim. Nós nos protegemos e a única sem camisinha foi com você.
—Você gostou?
—Eu estaria mentindo se eu dissesse que não, mas eu prefiro com você porque eu te amo. É você que eu quero de verdade e não ela.
—Você a beijou no jardim?
—Não, eu juro pela a nossa filha que nós só conversamos Isabella.
—Era só isso que eu queria saber. Falei pondo a mão em meus olhos por uns segundos e depois eu a tirei. –Eu me odeio por am.....
—Por que nós não ficamos juntos para sempre? Podemos nos casar outra vez e dessa vez vamos fazer dar certo e até ficarmos velhos.....Isabella swan.
—Para sempre?
—Sim, para sempre. Vamos ter outro bebê em breve para criar e quero que seja junto, tem a Marie também que precisa de nós. Eu sempre sonhei em criar os meus filhos junto com a mulher que eu amo e não separados como estamos há tanto tempo. Tudo tem o seu tempo eu sei, mas já perdemos tempo demais.
—Não deveria ter ido para o jardim com aquela mulher. Falei não conseguindo segurar a lágrima que rolou. –Pois eu fiquei muito enciumada e me incomodou vê-los sorrindo tanto enquanto eu estava aos pedaços. Eu sei que eu estou feia por ter emagrecido mais um pouco, eu sei que estou redonda e a tendência é aumentar roubando-me a silhueta. Não estou perfeita como aquela mulher, mas os meus sentimentos são os mesmos. Falei me levantando e fui até a pia dando as costas para ele. –Não ligarei se a preferir, só dê atenção para os seus filhos como eles merecem.
—Quanta besteira e babozeira. Disse ele ao me abraçar por trás e beijou a minha nuca. –Eu a quero mesmo assim.
—Assim como? Está confirmando que eu estou feia?
—Pare de bobeira. Disse ele acariciando a minha barriga e me fez olhá-lo. –Eu posso te mostrar como eu não me importo. Falou ele me olhando e me beijou.
Eu estava tão apaixonada que me deixei levar, era aquilo que eu queria também e o beijei matando a saudade. Fazia tanto tempo que nós não nos beijávamos daquela forma tão apaixonados, entregues e não tínhamos vontade de parar. Afastei-me lentamente dele e o olhei deixando uma lágrima rolar.
—Eu todo esse tempo pensei que o dinheiro valia mais que eu.
—Nada vai se comparar a você. Ter você ao meu lado é precioso demais. Disse ele secando a lágrima que escorreu em meu rosto.
—Eu o amo tanto Edward. Falei acariciando o rosto dele. –Tanto, mesmo os meus atos tendo sido grotescos. Fico furiosa quando estou com ciúmes de você.
—Eu te amo mais. Disse ele e beijou a minha testa. -Amo a família que construímos e vem mais um. Eu também me senti super enciumado ontem, mas prometo aprender a me controlar para o nosso bem.
—Sério?
—Sabe que sim e sei que você no fundo gosta de me ver assim. Você me provoca como nenhuma outra conseguiu.
—Sei. Falei o olhando e sorri levemente. – Vou aprender a me controlar também, mas não será rápido. Você fez o bebê de propósito não foi? Responde olhando nos meus olhos. Pedi o olhando, mas sem hostilidade.
—Eu não sei como isso aconteceu. Falou ele não me olhando, ele não conseguia me olhar e o fiz fazê-lo.
—Sabe que tem muita culpa no cartório não sabe? Sinto que facilitou para acontecer e eu não percebi, mas te alertei algumas vezes eu me lembro.
—Me desculpe por ter vacilado e se isso vai fazer você se afastar ainda mais de mim, não há como negar. Eu me empolguei sim, mas não é uma maldade se aconteceu.
—Está obvio demais Edward, você sabia que eu não estava me cuidando. Falei o olhando nos olhos sem piscar. –Você me surpreende com as suas artes manhas e não é a primeira vez, mas onde come um come mais um. É tarde demais para se arrepender e eu quero esse filho, eu já o amo também.
—Teria coragem de tirá-lo nas minhas costas?
—Não fiz isso com a Marie lembra?
—Sim.
—Não posso me descuidar e vir outros mais. Ontem foi a placenta descolada, hoje essa anemia com enjoos, tenho medo sabe de não ver os meus filhos crescendo por causa de uma gravidez mal sucedida. E fora à dor do parto que é horrível.
—Eu estou aqui para cuidar de vocês três e é só você me dizer. Você quer que eu pague para você operar dessa vez?
—Operar significa sem mais bebês não é mesmo?
—Sim. Vou amar ter os dois se assim for a sua vontade também.
—Eu não quero mais filhos, mas ao mesmo tempo eu não tenho certeza. São sensações diferentes, criança diferente e qualquer coisa a prioridade é eles.
—Isso significa que você quer outro bebê agora além desse?
—Eu não falei isso.
—É o que dá a entender.
—Você disse que quer três, pode muito bem ir fazê-lo naquelazinha e......
—Ei, ei, ei, vamos parar com isso, esquece o que é passado. Disse ele me olhando sem ser grosseiro. –Vamos subir?
—Ok. Tenho medo da Marie rolar da cama.
—Eu a protegi antes de descer, ela está no meio da cama.
—Tudo bem.
Edward pegou a merendeira da Marie e me deu a mão, parecia que havia milhares de borboletas ali no nosso contato e subimos. Eu senti tanto a falta dele e nos ignorarmos só nos machucaria e quem estava a nossa volta também. Eu tinha tantas regalias por causa deles e vendo agora os meus amigos encaminhados na vida isso me deixava feliz.
Edward apagou a luz da cozinha e caminhamos pelo corredor, a luz dele foi mantida acesa e subimos. Ele me deixou entrar primeiro e depois entrou, escutei o suave baque da porta e eu o olhei. A merendeira foi posta sobre o sofá e ele veio até a mim, ele me beijou e eu envolvi o pescoço dele sentindo borbulhas em meu coração. Ele momentos depois beijou o meu pescoço e suspirei depois de tanto tempo sem fazê-lo. O laço do meu roupão foi desfeito e ele olhou a minha camisola.
—Esse tipo de roupa merece ser apreciada junto com a dona. Disse ele varrendo a minha camisola com o olhar.
—Você gostou mesmo eu não estando como antes?
—Não está nada mal. Disse ele e me beijou.
Sorri entre o nosso beijo e me afastei dele, deitei-me na cama de barriga pra cima e arriei a alças da minha camisola. Isso eu nunca interrompendo o nosso olhar, eu o desejava tanto depois de meses e os meus seios ficaram de fora. Edward veio até a mim e.....
—Eu juro que é o que eu mais desejo também, mas agora não. Disse ele suspendendo as alças da minha camisola novamente.
—Por que não? Não me deseja mais ou o quê?
—Não é nada disso. Disse ele e me beijou de forma a me deixar derretendo de amor e muito excitada.
Edward se afastou e ajeitou a coberta sobre mim me olhando, depois foi beijar a filha e a seguir ele se preparou para sair do quarto e....
—Aonde você vai?
—Você não me convidou, eu invadi.
—Pode ficar aqui conosco.
—Tem certeza?
—É eu tenho.
—E depois?
—Vou convidá-lo a se deitar ao meu lado novamente.
—Ok. Disse ele tirando a mão da maçaneta da porta.
Edward se deitou do outro lado da minha filha e se cobriu, a luz foi apagada e eu não queria mais pensar no que era certo ou errado. Eu já havia sofrido tanto e dormimos com ele segurando a minha mão.
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Às 08:39min.
CONTINUA..........
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