Solares

67 Capítulo 67


Notas iniciais
os links estão funcionando no texto.. isso é só para o caso de parar de abrir futuramente, mas vejam só link no decorrer da fic para não perder a graça. (Michele) http://www2.pictures.zimbio.com/bg/Lucy+Hale+Scream+4+World+Premiere+cx8ja1xx5Ldl.jpg

BELLA.......

Final do capítulo anterior.

20h da noite.

Eu acabava de dar banho na minha filha tendo a companhia de Mary ali e tirei a Marie da água, Mary a secou para mim e eu a vesti. Marie ficou cheirosinha e Mary desceu, dei a mamadeira a ela e após terminá-la ela dormiu. Coloquei a neném no berço estando o ar gelando muito pouco e trouxe a babá eletrônica comigo, fui para o quarto e tomei o meu banho com calma. Lavei a minha cabeça e me assei, tornei a me ensaboar novamente e me enxaguei. Saí para me secar e vesti uma saia vermelha, escolhi uma blusa de amarrar na cintura branca e deixei o meu cabelo solto. Passei um gloss vermelho em meus lábios e me olhei no espelho, eu estava bem e calcei uma sandália baixa na cor vermelha. A mesma era bonita, eu estava me sentindo bela.

Saí do quarto após apagar a luz e me preparei para descer a escada, vi Edward sentado no bar sendo muito bem servido de bebida por Victória e continuei descendo como se aquilo não me atingisse. Estando no andar de baixo agora, ele me olhou.

—Boa noite. Disse ele me avaliando.

—Boa noite Edward. Falei mudando a babá eletrônica de mão o olhando sem piscar.

—Marie já está dormindo?

—Sim. Vou beber água, com licença. Falei passando por eles.

Saí de perto dele e fui para a cozinha, abri a geladeira e tirei a garrafa de água. Bebi dois copos de água e guardei a garrafa, lavei o copo e fui para o quintal sentar-me no jardim. O ventinho estava frio pela casa ser perto do mar e olhei para o céu, o mesmo estava estrelado.

Não demorou a Mary veio me chamar para jantar e eu entrei, cumprimentei todos a mesa e fui servida. Comi calada a principio, mas depois eu conversei bastante com a dona Ana. Edward bebeu bastante e eu o olhei, ele percebeu que eu o reprovava com o olhar, mas ele não ligou e pediu mais uma dose de Whisky. Ele bebeu com vontade quando foi servido e pediu mais uma, sendo que com água de coco e duas pedras de gelo agora. Victoria se afastou e eu terminei de comer, eu preferi não comer muito por ter que tomar a vitamina de mamão com beterraba antes de dormir. Esme começou a rir com o que a dona Ana estava contando e até eu sorrir, mas no fundo o meu humor não era o mesmo naquele momento. Carlisle bebia suco, só o filho já havia bebido muitas doses de whisky e eu reprovava quando ele bebia assim, mesmo que fosse para descontrair e ele abusava. Não sei se eu estava bancando a chata no momento por ele estar tendo a atenção exagerada da empregada oferecida, ou não sei, só sei que eu estava chateada.

Recusei a sobremesa e eles se deliciaram, sentindo-me cansada e uma boba.

—Pessoal, eu irei subir para dormir.

—Já filha?

—Sim dona Ana, eu já estou com sono.

—Então boa noite.

—Boa noite para todos. Falei indo até Esme e a beijei na bochecha, fiz o mesmo com a dona Ana e acenei para os homens.

—Durma bem querida. Falou Carlisle.

—É, durma bem. Falou Edward olhando para o copo.

—Farei a mamadeira da Marie e a deixarei na merendeira térmica lá no quarto. Irei preparar a sua vitamina também.

—Obrigado Mary, eu te aguardo.

—Ok.

Saí da sala e subi a escada, entrei no quarto e fechei a porta. Coloquei a babá eletrônica sobre o criado mudo e fui para o banheiro escovar meus dentes, lavei o meu rosto depois e me aliviei. Sequei-me bem e saí do banheiro após lavar as minhas mãos, fui para o closet e chorei estando ali enquanto eu trocava de roupa. Eu não podia me deixar abater, ainda mais Edward estando envolvido nessas coisas ainda e terminei de por a camisola branca. A mesma era tão bonita eu a admirava e deixei o meu cabelo solto, apaguei a luz do closet e fui para o quarto. Edward entrou no mesmo enquanto eu andava e ele parou para olhar ao me ver passar, eu sabia que a camisola era linda e o meu cabelo comprido dava o ar da graça. Mesmo eu tendo emagrecido eu não deixei de ser mulher. Uma mulher bonita.

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—Vai ficar feito um bobo me olhando? Perguntei o reprovando, eu estava zangada com ele.

—Antes olhá-la do que para outra mulher. Quer que eu olhe para outras?

—Não ando 24h com você e nós ficamos muito tempo distantes, pois eu sei que há muita distração a disposição para um homem rico feito você! Toda hora a minha mente grita que estamos divorciados. Bingo!

—O que está insinuando agora hein?

—Tome o seu banho e vá dormir Edward, você bebeu demais!

—Eu não entendo você, ficamos bem e do nada você me mete o pé Isabella!

—Sabe o motivo! Agora tenha uma boa noite se conseguir.

—É melhor mesmo.

Deitei-me na cama e me cobri, Edward foi para o banheiro e tomou o banho dele tranquilamente.

.

Ele saiu da cintura para baixo enrolado na toalha e foi para o closet, nisso bateram na porta.

—Amiga sou eu.

—Pode entrar Mary.

A porta foi aberta e eu me sentei na cama, era a minha vitamina e eu a bebi apreciando o sabor. Mary ficou na dela e eu terminei, a seguir ela me desejou uma boa noite e se retirou do quarto. Edward saiu do closet estando apenas de boxer e pensei que estando nós separados, não havia necessidade de dormimos juntos. Eu apenas pensei e fiquei na minha, ele foi até a porta e a trancou. Fechei os meus olhos e me virei de lado, apaguei a luz do abajur e tornei fechar os meus olhos.

Senti a cama afundar ao meu lado e Edward apagou a luz do abajur, senti o cheirinho bom dele perto de mim e me afastei.

—Você não precisa agir dessa forma, eu não irei agarrá-la a força.

—Faz bem pensar assim.

—Estava insinuando antes que eu fiquei com outras mulheres?

—Não vive sem uma boa trepada que eu sei e é a sua cara! Pode pagar para tê-las, pode ter quem você quiser com o seu dinheiro e há muitas oferecidas dispostas a lhe dar de graça! É só você chamá-las!

—Acha que eu sou um homem fácil? Acha que só porque eu tenho uma pica no meio das pernas que eu irei enfiá-la em qualquer buraco? Você me ofende Isabella e já estou ficando de saco cheio! Pediram-me para ter paciência!.......Mas como se você só me taca pedras e me enfia a faca?

—Taco porque você faz por onde me aborrecer!

—É melhor dormimos, não estou a fim de arrumar confusão!

Fiquei na minha e fechei os meus olhos, eu estava começando a sentir o sono vindo e eu o deixaria me levar. Senti a cama balançar de leve e Edward se levantou da mesma, a seguir ele foi para o closet.

Ao sair de lá ele estava com o short do pijama e saiu do quarto fechando a porta, sem demora eu me levantei da cama e abri a porta devagar. Eu o vi entrar em um dos quartos de hospedes e fechou à porta, eu também fiz o mesmo e fui me deitar. Fiquei pensando na nossa discursão desagradável e momentos depois eu dormi.

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Madrugada de terça feira, 29 de Dezembro.

Às 05:10min.

Acordei com a Marie chorando e me levantei após mexer na babá eletrônica, caminhei até a porta e a abri. Fui caminhando devagar até o quarto dela e abri a porta, estando à merendeira dela ali eu a peguei. A mamadeira estava numa temperatura boa e eu peguei a Marie, sem demora eu me sentei com ela no sofá e dei a mamadeira a ela. Marie estava dengosa e mamava com os olhinhos abrindo e fechando, acho que o sono a dominou tanto que ela largou meia mamadeira. Fiquei com ela ali um pouco, a seguir retirei-me do quarto e fui para o de Edward levando-a comigo.

Acendi a luz do abajur e deitei a minha filha na cama, fiz o mesmo, a seguir eu a cobri e fechei os meus olhos. Eu estava cansada e ajeitei a minha filha, ela estava crescida e muito fofa. Eu não apareceria tão cedo para os meus amigos, eu sei que eles iriam me reprovar, mas eu estava com muitas saudades deles. O jake era o meu amigo para todas as horas e eu estava feliz por ele, o mesmo merecia e muito ser feliz. Sei que se a minha vida seguisse sem todos esses acontecimentos, eu estaria com ele até hoje. Pode ser que não por causa dos meus pais e agradeço a Deus por estar viva. Olhei para a minha filha e ela dormia profundamente.

Eu estava triste por estar grávida tão precocemente, a Marie mal havia crescido ainda e aqui já estava eu com o bucho cheio outra vez. Eu dei um mole tão grande, mas eu sabia que Edward comemorava, era isso que ele tanto queria. Aos poucos o sono foi me dominando e eu dormi abraçando a minha filha.

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Às 08:10min.

Acordei com barulhos no quarto e abri os meus olhos, Edward acabava de sair do banheiro estando todo arrumado e eu o olhei. Ele foi para o closet e saiu de lá segurando o seu celular, ele passou a mão no cabelo que estava impecavelmente desalinhado conforme o corte e me olhou.

—Bom dia. Disse ele.

—Bom dia. Falei me sentando e a Marie ainda dormia. –Não precisava ter deixado o quarto daquela forma.

—Se eu ficasse, iríamos brigar novamente.

—Não é assim.

—Sabe que é. Na verdade eu estou começando a achar que somos incompatíveis de verdade.

—Fala isso da boca pra fora. Você sabe o que eu te pedi, pra deixar essa vida!

—No momento eu não posso e já te falei! Vou ficar em meu apartamento, ficará mais à vontade aqui. Não quero causar repulsa em ninguém.

—Sabe que não é isso Edward, não exagere.

—Estou indo, até outro dia.

—Pretende ficar por lá então?

—Vai ser melhor para evitarmos aborrecimentos, sei que a minha mãe vai me culpar por tudo que acontecer com você e quero evitar.

—Aqui é a sua casa, quem tem que sair é eu.

—Pare, pare de história.

—Ta vendo como você é? Vai procurar alguma prostituta que esteja disponível é isso Edward?

—Olha, to indo. Disse ele e foi beijar a testa da Marie.

—Isso, pode ir, mas sei que foge por que não consegue ficar sem mim!

—É uma convencida!

—Olha quem está falando!

—Você me tira do sério Isabella, se fosse criança eu lhe daria umas boas palmadas!

Afastei-me dele e fui olhar da janela, fiquei ali chorando feito criança e eu sentia o meu humor extremamente alterado. Sequei os meus olhos e chorei, chorei e chorei. Senti que ele se aproximou e me abraçou por trás.

—O que foi? Perguntei soluçando feito aquelas crianças choronas, mas eu estava sentida.

—Eu te conheço.

—Não, não me conhece.

—O que foi que eu fiz que você se sentiu chateada?

—Não gosto quando bebe daquela maneira e detesto quando se faz de bobo! Na verdade isso não interessa.

—O que eu fiz? Eu não estou lhe entendendo.

—Nada! Não quero saber!

—Diga. Pediu ele após me fazer olhá-lo e fugi do olhar dele, na mesma hora ele me fez olhá-lo novamente. –Estou esperando.

—Estava dando bola para a empregada!

—O quê? Perguntou ele incrédulo.

—É isso mesmo que você ouviu!

—Não diga besteiras.

—É sim! Agora eu estou sem graça, magra, arredondando por causa da gravidez e tudo por sua culpa!

—Pode até ser, mas é você quem me rejeita Isabella.

Saí de perto dele e fui me sentar na cama, cruzei os meus braços e fiquei assim. Edward veio até a cama e se sentou ao meu lado.

—Vá trabalhar, vai se atrasar.

—Pare de bobeira, eu nunca dei trela para a Victória.

—Não quero falar mais disso.

—Acho que temos sim! Após ele falar me deu um selinho.

Levantei da cama após esse breve contato.

—É melhor você ir.

—Vou descer para tomar café com o meu pai, ele já deve estar me esperando. Vamos?

—Estou sem fome. Menti.

—Você que sabe. Disse ele se levantando e veio até a mim.

De forma carinhosa ele passou a mão em minha barriga e fechei os meus olhos, mas achei melhor ir escovar os meus dentes e Edward saiu do quarto. Lavei bem o meu rosto após escovar meus dentes e penteei o meu cabelo, a seguir troquei de roupa no closet e peguei a minha filha no colo. Ela ameaçou acordar, mas tornou a dormir e eu fui colocá-la em seu berço. Liguei a babá eletrônica e saí do quarto dela, a seguir eu peguei a outra parte da babá no quarto de Edward e desci indo para a sala. Estavam ali Edward e o pai somente sendo servidos pela Victória.

—Bom dia gente.

—Bom dia querida. Disse Carlisle sorrindo, apesar de tudo ele era muito educado comigo.

—Bom dia senhora. Falou Victória. –Vai querer café com leite ou suco?

—Prefiro suco. Falei olhando para Edward.

Ela me serviu e eu o bebi, mas lembrei da minha vitamina e fui pegá-la. Ao retornar a sala eu belisquei meia banda de pão com geléia e me deliciei. Eu estava com muita fome hoje e comi mais frutas, duas fatias de bolo a coisas gordurosas. Eu me senti saciada depois e Edward estava olhando para mim, eu sei que havia exagerado essa manhã.

—Não vai se sentir mal depois? Perguntou ele.

—Não, eu estou bem. Eu estava com muita fome e precisei comer de acordo.

—Tudo bem e que bom.

—Coma o quanto quiser filha. Falou Carlisle.

—Pode deixar. Falei o olhando e sorri.

Eu não poderia ser desagradável com Carlisle, eles me faziam sentir como sendo uma filha deles de verdade e não nora. Edward terminou de beber o café com leite e não quis mais nada, nem Carlisle quis e eles se levantaram. Eu fiz o mesmo e eles se prepararam para ir.

—Tchau.

—Tchau Carlisle.

—To indo. Disse Edward vindo até a mim.

—Ok. Falei o olhando nos olhos e sem ser autorizado ele beijou os meus lábios.

Fechei os meus olhos apreciando aquele contato, mas tornei a abri-los e ele se afastou pouca coisa.

—Se comporte. Disse ele colocando a mão em minha barriga.

—Sabe que sim.

Ele se afastou e Carlisle o acompanhou, já a empregada que nos servia terminou de recolher as coisas do café da manhã. Fui para o quarto da Marie e a peguei, a levei para o quarto e a deitei na cama. Sai do recinto e fui para a cozinha preparar o mingau dela.

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Estando o mesmo pronto eu subir, deixei a mamadeira no criado mudo e me deitei ao lado dela. Os minutos foram se passando e a neném começou a se mexer, percebi que ela logo acordaria e fui rapidinho no quarto dela pegar as coisas para trocar a sua fralda. Marie estava ensopada.

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Às 18:38min.

Eu acabava de vestir a minha filha, pois eu havia dado banho nela porque os chatos dos pais da Alice viriam jantar aqui. Marie estava linda com um vestidinho rosa de bolinha branca e uma sandália de cor rosa. Penteei o ralo cabelo dela fazendo uma Maria Chiquinha e ela ficou fofa. Passei um pouco de colônia infantil nela e a coloquei no carrinho, isso lhe trouxe as lágrimas e sorri para ela.

—A bebê da mamãe está muito mal acostumada. Falei a olhando e ela chorou ainda mais me olhando. –Calma filha. Eu a acalmei, mas isso só piorou e ela ficou chorando. –Seu pai, seus padrinhos e sua avó estão te acostumando mal hein filha. Após eu falar uma cascata de lágrimas caiu pelo rostinho dela e eu a sequei com carinho. –Calma bebê linda da mamãe. Após eu dizer aí que ela chorou mais ainda e perdeu o choro logo a seguir, mas quando o mesmo veio, ela começou a soluçar.

Dona Ana entrou no quarto da Marie e a viu chorando.

—A minha princesinha está braba.

—Um pouco bisa, eu só quero colo, mas a mamãe não quer me pegar. Falei com voz infantil e a Marie chorava ainda.

—Então o meu anjinho só quer colo hein? Perguntou ela sorrindo para a neném.

—Só colo. Falei sorrindo e ela me olhou. –Marie está mal acostumada.

—E você e o meu neto? Perguntou ela pegando a neném e a mesma parou de chorar na hora.

—Estamos separados como vocês sabem e vê.

—Separados? Mas estão dormindo juntos, se beijam não que isso seja da minha e da nossa conta. Vejo os olhares de um e de outro, vejo que há tanto para dar e está contido. Na verdade estão se contendo e você mais ainda. Sei que o meu neto é mais explicito quando gosta de alguém, ele a olha sem esconder os seus sentimentos, mas você se contém e o afasta. Parece que você tem dúvidas filha.

—Na verdade, nós ficamos muito tempo separados e não foram dias e sim meses. A senhora sabe como são os homens e....... Nós não fizemos mais amor desde Setembro.

—Isso não significa nada.

—Como não? Edward é um homem bonito e sei que chove mulher na horta dele, sei que é dessa forma porque eu mesma já vi.

—Isso a incomoda ainda?

—Como não?

—Então dê uma oportunidade para ele filha. Se você se incomoda tanto com as outras mulheres em relação a ele, deixe-o se aproximar de você, do contrário por ele estar solteiro, ele vai assumir os filhos e vai deixar você. A única coisa que os une são os bebês, uma boa pensão e mais nada.

—A senhora viu isso em suas cartas? Perguntei estando bem pensativa e ficando incomodada.

—Está claro para mim que isso pode acontecer. Você da a entender que não o quer e às vezes o melhor é deixar quem amamos em paz para termos paz também. Você quer isso?

—Eu dei uma intimação a ele e ele sabe o porquê é.

—Seja lá o que for nós somos uma família unida, isso leva em conta. Viver feliz é a maior riqueza e os problemas se tornam menores. Juntos eles vão sumindo aos poucos quando ambos querem.

—Não o quero da forma que penso, não mesmo.

—Você é quem sabe. Vi nas cartas há muito tempo à separação de vocês, o envolvimento dele com outra mulher e...

—De fato foi. Nós nos separamos e meses depois ele se envolveu com uma mulher chamada Michele. Que eu saiba foi uns dias, pode ser que ele tenha ficado com alguém e não sei....

—Ta vendo. Vi a chegada de um menino lindo na vida de vocês mesmo estando separados e vibrei com a possibilidade de reatarem, mas não gostei do que eu vi a seguir e piscava como um farol bem alto.

—O que foi que as suas cartas lhe disseram?

—Isso que eu te falei e...............

—Pode me falar, eu não irei passar mal, eu preciso saber. Só preciso saber de.....tudo.

—Tem certeza?

—Absoluta. Eu nunca acreditei muito nessas coisas, mas eu respeito e passei até a acreditar. Coisas estranhas acontecem e sei que às vezes não ficamos totalmente sozinhos quando na verdade estamos. Por favor, eu preciso saber.

—Há uma grande possibilidade de ele voltar a ter algo mais sólido com essa moça que ele esteve brevemente junto por serem próximos de alguma forma. Ela gosta mesmo dele filha e não deve ser pouco. Quem não se apaixonaria pelo o meu neto? Não vi nada de ruim por ela ser do bem acima de tudo, mas sabe como são os homens, não encontram em casa eles vão procurar na rua. Isso serve para as mulheres também hein. A hora que ele estalar o dedo e indo procurá-la com outros olhos sem ser profissional, ela vai aceitá-lo na mesma hora. Mesmo você não gostando do que eu vou lhe dizer, na época que eles estiveram juntos, eles consumaram o ato de forma carnal dizendo Alice. Sabe como as mulheres são quando querem ganhar a atenção e o meu neto não é nada feio, aí já viu. O fogo e a centelha, mas nada para criticá-lo, vocês estão divorciados e todos têm o direito de uma segunda chance.

—A senhora diz sexo?

—Não foram muitas vezes, mas pela a minha sensibilidade e o que a Alice me falou, sim eles dormiram juntos. Acredito que isso a fez gostar ainda mais dele e pelo o que eu soube por ar ela é agradável, muito bonita e simpática. O trata muito bem na verdade e se não fosse você ter surgido na vida dele, ele já estava com ela há muito tempo. As outras que ele se envolveu como a Tânia e que até conheceu no passado, era passageiro. Essa faz parte do presente, alguém que sem você na vida dele vale a pena investir. Meu neto é família, você sabe e notou isso. Ela o quer na vida dela, mas como toda mulher não é boba, ela sabe que você está entre eles.

—Isso é horrível de se escutar, mas eu não posso fazer nada por já estarmos separados. Falei prendendo o meu choro com muita dificuldade.

—Ainda têm mais, os tios dele fazem gosto, conhecem a moça e os pais dela. Eu sei quem é. Branca dos olhos verdes, cabelos escuros e compridos até a cintura, ela é uma criatura realmente bonita. Você também é linda filha, não se encabule por não haver necessidade, mas sou sua fã e quero você com o meu neto. Você é uma moça pura, sem interesse e o amor de vocês brotou das cinzas praticamente. É algo único, puro e se amam.

—A....a, a Alice a conhece. Falei secando a lágrima que rolou, não consegui me conter. Meu coração sangrava e a olhei.

—Então, viu. Não coloque isso na cabeça, mas pelas situações e circunstâncias, ele pode vir a largá-la e deixar de amá-la de verdade. Vejo que é algo sem volta e correm o risco de se tornarem tolerantes por causa dos filhos somente. Amor reprimido. Ambos ficarão sentidos com o outro, o amor reprimido causa isso. Os dois têm gênio forte e essa garotinha linda tem muito de vocês, já o menininho será mais calminho, o contrário de vocês.

—Então ele transou com essa mulher?

—Poucas vezes, nada para se preocupar e o meu neto é discreto.

—Como não me preocupar? Eu o amo tanto, tanto, mas isso me choca porque eu não queria ouvir mesmo sendo verdade. Quando a Marie ficou doente e que eu voltei de New York, ele começou a sair com essa mulher. Assim eu acho, que foi depois.

—Eles são duas pessoas maduras e muitas vezes para esquecermos uma pessoa cometemos certas loucuras. Nos entregamos para esquecer.

—Eu vivi isso na pele, saí com outro homem para esquecê-lo e não posso julgá-lo por ele estar solteiro.

—O meu neto está parecendo confuso, isso eu vejo nos olhos dele mesmo ninguém percebendo. Peço que não vá falar nada para ele do que eu te contei, vai por tudo a perder.

—Pode deixar.

—Então tentem ser bom para o outro nesse momento. Agora eu vou descer com esse anjinho para lhe dar uma folga.

—Tudo bem.

—Ainda há tempo e o que quer que seja que a incomode, o amor nos ensina a trilhar o caminho da perfeição. Não fique remoendo isso, mas eu sinto que você irá. Não faz bem.

—Tomara mesmo, tomara mesmo. Falei colocando a mão em meu peito, o mesmo estava comprimido e a olhei.

—Desculpe-me em magoá-la, mas às vezes é necessário para abrirmos os nossos olhos. Eu vi tantas lágrimas já escorridas em sua vida, não foi um jogo fácil de ler. Quanta tristeza há dentro de você por mais que tente disfarçar filha.

—A maior delas é a falta que os meus pais me fazem, eu não os conheci de verdade e nunca mais irei os conhecer.

—Eu a compreendo.

Dona Ana saiu do quarto com a neném e eu o arrumei estando em lágrimas. Estando tudo organizado eu fui para o quarto de Edward, deitei-me na cama dele e chorei bastante. Era duro pensar nele com outra mulher intimamente e se ele mentiu negando em estar com outra pessoa, era mentira. Edward era homem e lamentei por causa disso até não aguentar mais. Minha real vontade era de matá-la na surra por tentar roubá-lo de mim e me entreguei ainda mais ao choro. Eu estava desconsolada literalmente, ele era meu e não dela.

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Às 19:22min.

Levantei da cama e fui para o closet escolher o que vestir, eu sabia que os tios de Edward estariam aqui para a janta e peguei algo bonito. Fui para o banheiro e tomei banho estando bem para baixo, lavei bem o meu cabelo e me enxaguei. Saí para me secar e peguei o meu secador, Alice havia o trazido para mim. Após eu passar um creme próprio para escovas eu o sequei bem, mas não tão perfeito como nos salões. Fiz uma maquiagem leve de forma que os meus olhos tivessem vida e passei o gloss vermelho. Peguei o meu lingerie que na verdade era um espetáculo e o vesti, a seguir eu coloquei o vestido que era na mesma cor que ele na cor preta. O vestido era muito bonito de alcinha e calcei uma sandália de acordo, sempre que eles vinham jantar a Esme se vestia muito bem e pela classe social deles, eu sabia ser assim. A mãe e a irmã de jake sempre estavam bem arrumadas, porém simples demais ao se comportarem. Por último eu passei um pouco de colônia tendo medo de enjoar e fiquei bem.

Arrume a bagunça que eu fiz e saí do quarto, eu me faria de boba e que não sabia de nada. Desci a escada devagar segurando no corrimão e fui para a sala.

—Boa noite. Eu os cumprimentei e estavam todos ali.

—Boa noite filha. Falou Esme sorrindo.

—Boa noite. Falou Carlisle estando com uma taça de vinho na mão.

—Boa noite. Falaram os pais de Alice e a Bernadete estava com a Marie no colo.

—Boa noite. Disse Edward que acompanhava o pai no vinho.

—Boa noite. Você está muito bonita e elegante filha. Falou a avó de Edward e eu sorri.

Caminhei até o sofá e me sentei ao lado dele, Edward continuou bebendo o vinho dele e os pais de Alice estavam invisíveis para mim. A conversa fluiu e sorri com as coisas que a avó de Edward falava, ela era uma figura e Carlisle sorria bastante também.

Marie estava quietinha no colo de Bernadete e a mulher brincava muito com ela, a mesma sorria e ganhava carinhos que vi ser sincero.

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Os homens agora degustavam um vinho Branco fino e eu me levantei do sofá, pedi licença e fui até a cozinha. Peguei a minha vitamina estando muito calada e Mary me observou.

—Está tudo bem?

—Sim, claro.

—Vou servir a janta agora e fiz uma salada de legumes bem light especialmente para você.

—Obrigado Mary. Falei pensativa e saí da cozinha tendo com certeza o olhar dela.

Fui caminhando devagar pelo corredor e olhei para o porão, tive curiosidade para saber como ele estava e desci. Abri a porta e o mesmo estava do mesmo jeito, bem cuidado e arrumadinho. Caminhei até a cama e a toquei, fechei os meus olhos e me lembrei das vezes em que ficamos ali. Edward foi selvagem comigo muitas vezes e me deixou dolorida, mas deve ter sido nesse caminho que sem querer eu acabei gostando dele. Lembrei das surras de sexo que ele me deu e isso mexia comigo. Era ruim imaginá-lo com outra e fazer o mesmo com ela, mas eu não o culpava. Fiz uma força imensa para não chorar e abalar o meu humor, pois estava sendo difícil demais. Passei a mão em minha barriga imaginando se ele na hora havia tomado cuidado com ela, há mulheres que jogam baixo demais e conseguem o que quer, mas esse não foi o meu caso. Muito pelo o contrário.

Saí do porão e subi, fui para a sala e todos me aguardavam estando à mesa. Esme alimentava a minha filha com a mamadeira e fui até ela.

—Pode deixar eu posso fazer.

—Sente-se filha e eu adoro cuidar da minha neta.

—Tudo bem.

Sentei-me ao lado de Edward e fomos servidos, a comida era bem light e o peixe não tinha odor. Comi numa boa as postas e estava bom demais. Toda a comida estava e me deliciei.

Na hora da sobremesa eu a aceitei, comi um pouco só do pudim e nada mais desceria. Edward permaneceu na dele e eu também, já os pais de Alice não fizeram nenhuma insinuação ao meu respeito e souberam se comportar.

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Chegou à hora deles irem embora e se despediram, fiquei sentada no sofá segurando a minha filha que já dormia e Edward olhava para a paisagem do lado de fora estando de pé. Os pais dele haviam ido até a garagem com o casal de visita e eu o olhei.

—Vou subir e colocar a Marie no berço.

—Ok. Disse ele me olhando e veio até eu beijar a testa da filha. – Depois eu subo para dormir.

—Tudo bem.

Saí da sala e subi a escada devagar, levei a Marie para o quarto dela e a deitei. Peguei a babá e saí do quarto deixando apenas um abajur aceso, tornei a descer e vi os pais de Edward vindo em direção a mim.

—Boa noite filha nós iremos dormir.

—Boa noite para vocês.

—Ok. Falaram eles.

Fui para a cozinha e bebi um copo de água, fiquei em pé pensando e fui para o quarto após lavar o copo. Escovei os meus dentes, lavei bem o meu rosto e para me acalmar um pouco mais eu coloquei a banheira para encher estando com sais de banho sem ser muito ativo no perfume.

Esperei a banheira encher e tirei a minha roupa, fiquei de calcinha e prendi o meu cabelo fazendo um coque grosso. Terminei de me despir e entrei na água, fiquei ali um bom tempo e fechei os meus olhos. Estava bom demais relaxar desse jeito.

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Às 00:00.

Saí da água, entrei no Box e me enxaguei bem sentindo o cheirinho bom que ficou em mim. Saí para me secar e vesti uma camisola, já estava bem tarde eu olhei no relógio. Minutos depois eu esvazie a banheira e apaguei a luz do banheiro, caminhei até a cama e eu a ajeitei para eu dormir. Olhei mais uma vez à hora e marcava 00:15min.

Saí do quarto e desci, eu não o vi por ali e as luzes estavam apagadas. Subi novamente e abri a porta do quarto da minha filha, ela dormia e nada dele. Eu sabia qual era o quarto de Esme e o qual a avó de Edward estava, restava os outros e olhei um por um. O último quarto a ser olhado o encontrei. Edward estava deitado e vestia somente um roupão. A televisão estava ligada e ele nem me notou estando ele de banho tomado. Saí de fininho e fui me deitar, fiquei pensativa e fechei os meus olhos.

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Madrugada de Quarta feira, 30 de Dezembro.

01:12min.

Eu não estava conseguindo dormir, as palavras de dona Ana martelava em minha mente e me sentei na cama. Coloquei a mão em minha cabeça e levantei da cama estando pensativa e tomando coragem. Saí do quarto de fininho e fui até o quarto onde ele dormia, abri a porta bem devagar e o ar trabalhava de forma severa, Edward era louco. Um abajur ao fundo iluminava muito pouca coisa o quarto, a televisão já estava desligada e reparei que havia dois edredons o cobrindo. Após eu entrar fechei a porta devagar, fui até a cama e me deitei ao lado dele. Fiquei o olhando e acariciei bem lentamente o rosto dele, mas ele ao se mexer eu a tirei imediatamente. Eu o amava tanto e o negava também só porque eles eram envolvidos com coisas ruins, mas se eu me afastasse ainda mais e continuasse com as brigas eu sabia que seria o nosso fim. Eu o amava tanto que chegava a doer em mim certos pensamentos.

—Poderia o amor vencer e derrubar essa barreira de concreto? Eu me perguntei. –Eu tenho tanto medo. Falei baixinho. –Como eu irei colocar uma venda em meus olhos e me conformar? Acho que não tenho resposta quanto a me conformar se isso vai contra o meu caráter. Eu o amo tanto, tanto.

Aproximei-me mais e o beijei de leve, tornei a beijá-lo e Edward despertou abrindo os olhos. Eu não queria escutar nada que ele me dissesse e ele aprofundou o beijo estando bem surpreso. Eu envolvi um de meus braços em volta de seu pescoço e nos beijamos de língua, mas fazendo-me deitar de barriga pra cima, ele observou a camisola que era mesmo bonita e se afastou levemente.

—Gosta do que vê?

—Eu trabalhei muito, eu preciso dormir.

—Eu não vim aqui mendigar o seu amor Edward, eu vim porque eu quis.

—Eu sei, mas é melhor descansarmos.

—Ta bom. Falei fechando os meus olhos e tornei os abrir. –É melhor eu ir ver a neném. Menti.

—Ta bom. Disse ele se ajeitando na cama.

Saí do quarto não me permitindo chorar, fui até o de Edward e me deitei na cama. Estando ali agora não teve como eu não desabar. Acabei me sentindo mal até pelas náuseas e um tempo depois eu dormi.

.

Às 07:26min.

Acordei com o choro da Marie e fui até o quarto pegá-la. Desci com ela e fui para a cozinha.

—Bom dia bella.

—Bom dia Mary. Vou preparar o mingau dela.

—Eu te ajudo.

Mary misturou as coisas e eu esperei cozinhar, quando o mesmo ficou bom eu o esfriei. Sentei-me ali na cozinha estando de robe sobre a camisola e alimentei a neném que estava bem enjoadinha. Ela mamava com vontade por estar com fome e mamou tudinho, mas parecendo não se contentar ela acabou chorando e coloquei na mamadeira o que sobrou. Esfriei aquela meia mamadeira ouvindo o enjoo da Marie e dei a ela. Quando a mesma acabou ela se saciou, coloquei a mamadeira de molho com água e fiquei ali na cozinha conversando com a Mary. Victória apareceu e começou a ajudar com o café da manhã, ela era bem rápida e fatiou o pudim de pão. Fez panquecas doces da forma que eu sabia que a dona Ana gostava e foi arrumar a mesa.

Sem eu esperar Edward apareceu todo arrumado na cozinha e veio até a mim.

—Bom dia.

—Bom dia Edward.

—Vem com o papai bebê. Disse ele pegando a neném.

Sorrindo para ele, Edward deu um beijinho nela. Fazendo brincadeiras ela sorria para ele e o mesmo a levou para a sala, nisso eu me levantei.

—Vou subir para trocar de roupa.

—Ok amiga.

—Você acha que eu estou feia Mary?

—Vou te responder, mas isso não é porque você é a minha amiga e sim é a verdade.

—Ok. O que você acha?

—Não mudou só porque emagreceu um pouco mais, você continua bonita de qualquer forma e o peso que perdeu será recuperado rápido.

—Eu acredito, aos poucos o meu apetite está voltando.

—Isso é bom, sinal que tudo está voltando ao normal.

—Eu tenho certeza que a solidão foi quem me causou essa depressão Mary e acredito que piorou ainda mais por causa dos enjoos.

—Tenho certeza. Falou ela me olhando.

—Vou lá me trocar.

Saí da cozinha e caminhei pelo corredor devagar, eu estava tão pensativa e subi. Entrei no quarto e fechei a porta, fui para o closet e escolhi algo fresco para vestir. Peguei um short de malha e uma blusinha florida, estava de bom tamanho e dei um jeito em meu cabelo que continuava bem liso por causa de ontem. Eu o deixei preso em um rabo de cavalo longo e coloquei um brinco lindo de ouro, eu estava bem e desci. Entrei na sala e....

—Bom dia Carlisle.

—Bom dia querida. Dormiu bem?

—Sim. Menti.

—Isso é bom.

Sentei-me à mesa estando a Marie no carinho quietinha e peguei uma fatia do pudim de pão. O mesmo estava tão gostoso e comi mais uma fatia. Preferi beber o suco a café com leite, o mesmo estava muito bom. Comi um pão com manteiga e me senti saciada quando comi uma banda de mamão com um pouco de açúcar. Eu preferi e evitei o mel. Nada cabia mais em mim e os aguardei a terminar de comer.

.

10min depois.

—Bem, ta na hora filho de irmos.

—Ta sim. Disse Edward se levantando e beijou a filha. –Tchau Isabella.

—Tchau Edward......... Bom trabalho para vocês.

—Ok.

Eles se foram e eu empurrei o carrinho da Marie até a porta da cozinha, saímos para o quintal e continuei o empurrado até chegar no banco do jardim. Sentei-me nele e deixei a Marie tomar banho de sol, acenei para o Sebastian e ele veio até a mim.

—Bom dia senhorita.

—Bom dia. Falei estando um pouco triste e olhando na direção da garagem.

—Algum problema?

—Não, nenhum. Já tomaram café?

—Sim.

—Que bom. Falei no momento que Edward saiu da garagem vendo-me ali e se foi.

Depois o Carlisle também saiu. A seguir os seguranças também saíram e o portão se fechou. Sebastian foi fazer a ronda e eu fiquei ali com a minha filha, mas dando-me uma loucura, eu iria até a minha casa um pouco. Chamei o Sebastian e avisei que sairíamos em breve, concordando ele foi para a garagem. Entrei rapidinho deixando o carrinho da minha filha na cozinha e subi, peguei a minha bolsa e voltei para a cozinha. Peguei as coisas para preparar a mamadeira da Marie e olhei para a Mary.

—Amiga, eu vou para a minha casa e volto de noite. Diga a Esme que está tudo bem.

—Pode deixar e cuidado hein bella.

—Tchau e pode deixar.

—Tchau amiga.

Sai da cozinha levando a Marie no colo e as bolsas, fui para a garagem e Sebastian já me aguardava lá. Entrei no carro com a ajuda dele e me acomodei melhor com a minha filha, não demorou nada nós saímos. Pedi ao Sebastian no meio do caminho que me levasse ao salão e chegando lá o mesmo já estava lotado, não havia vagas, mas por elas saberem que eu fazia parte da família Cullen, elas me encaixaram. Eu faria somente as minhas unhas e as fiz tomando cuidado por causa da Marie. Sai do salão somente quando as mesmas já estavam secas e Sebastian segurou a Marie para eu me acomodar no carro, por sorte a minha filha dormiu e fomos tranquilos.

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Chegamos e eu desci do carro, Sebastian abriu a porta para mim e eu entrei. Coloquei a Marie no quarto dela e deixei a porta aberta após sair, desci novamente e fui para a cozinha fazer algo para eu comer. Era leve e fiz a vitamina verde para mim, coloquei pedrinhas de gelo e eu a bebi saboreando, pois não era tão ruim assim. Estando toda a comida pronta, eu fui para o meu quarto e tomei um banho rápido. Estando apenas de roupão eu fui olhar a minha filha e ela estava acordada quietinha. Estava calor demais hoje e decidi dar um banho nela, logo após eu a vesti e descemos. Fui para a cozinha e coloquei caldinho de feijão no prato, fiz uma espécie de purê com alguns legumes e misturei tudo. Fomos para a sala e me sentei no sofá com ela, após esfriar bem eu comecei alimentá-la tendo paciência. Marie foi comendo devagar e comeu tudo, esperei um pouquinho e dei água a ela em sua chuquinha. Ela parecia estar saciada e foi à vez de eu comer, ela queria por a mão em meu prato e foi uma luta para impedi-la, ela estava muito dengosa.

Terminei de comer dando graças a Deus e lavei o meu prato estando com ela, não pensei duas vezes e subi para dormir. Até a minha filha cochilou e eu apaguei.

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Às 19:55min.

Eu havia acabado de limpar a cozinha da minha casa e Marie estava no carrinho, lavei as panelas que eu sujei e ficou tudo impecável. Edward não havia me ligado durante o dia todo e coloquei o pano de chão no tanque, eu o lavei bem e o coloquei para secar. Lavei bem as minhas mãos depois e passei álcool, sequei a mesma com o papel toalha e apaguei a luz da cozinha. Empurrei o carrinho da neném até a sala a deixando ali, fui para o meu closet e peguei algumas peças de roupa, inclusive as de dormir e sair. Eu passaria o ano novo lá na casa deles e eu queria estar bem.

Estando tudo em ordem e fechado, eu peguei a Marie no colo e saí, pedi o Sebastian para pegar as minhas bolsas e numa boa ele as pegou.

Saímos da mansão e Marie dormiu com o balanço do carro, a ajeitei melhor em meu colo e aguardei.

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Às 21:48min.

Acabávamos de passar pelos portões da mansão e entramos, o mesmo fechou segundos depois e o Sebastian parou o carro. Saímos do mesmo e minhas bolsas foram tiradas por ele, o alarme do carro foi acionado e Saímos da garagem.

Chegamos na porta da cozinha e cumprimentamos as meninas.

—Boa noite pessoal.

—Boa noite senhora.

—Boa noite bella.

—Todos já jantaram?

—Estão a mesa, acabei de servir.

—Então eu irei me juntar a eles, vou só colocar a minha filha no berço.

—Ok.

Saí da cozinha e Sebastian foi deixar as bolsas na porta do quarto, já eu parei na porta da sala.

—Boa noite para todos.

—Boa noite. Respondeu Edward, dona Ana e os pais dele.

—Vou colocar a Marie no berço e já desço.

—Ta legal filha. Disse Esme.

Subi e coloquei a minha filha no berço, liguei o ar no fraquinho e saí levando a babá eletrônica. Guardei as minhas bolsas e desci, lavei as minhas mãos e fui me juntar a eles na sala.

Fui servida e comi devagar, a comida estava muito boa e adorei o purê. Cheguei a repetir e aceitei de bom grado a sobremesa, fiquei tão satisfeita que recusei beber o suco.

Minutos depois nós fomos nos sentar no sofá e eles beberam um cálice de licor, dançaram ao som de uma música suave e eu os assistia. Edward tinha como par a dona Ana e eles sorriam. Já eu não queria dançar e me sentia cansada.

Acho que eles se cansaram e se sentaram, continuamos a conversar por um bom tempo.

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Às 23:43min.

Edward foi o primeiro a subir para dormir, 20minutos depois foi à dona Ana e eu resolvi subir com ela. Despedi-me dos pais de Edward e subimos, despedi-me também de dona Ana e nos abraçamos.

Entrei no quarto e Edward já estava de banho tomado, um abajur estava ligado e ele lia um livro estando deitado na cama. Sem pensar eu fui para o banheiro e tomei um banho relaxante sem ser interferida pelo olhar dele, isso era raro. Saí para me secar minutos depois e escovei meus dentes estando bem pensativa, ele sempre me olhava. Estando enrolada na toalha eu fui para o closet, peguei uma camisola verde escuro muito da bonita na bolsa e a vesti. Coloquei um pouco de nada de colônia e saí do closet sem ganhar o olhar dele novamente, caminhei até a porta e a tranquei. Fui me deitar tendo ele ali ainda lendo e me ajeitei, a seguir eu o olhei.

—Boa noite.

—Boa noite. Disse ele me olhando e tornou a olhar para o livro.

Fechei os meus olhos e não demorou muito a cama ao meu lado se moveu, Edward havia guardado o livro ali na gaveta do criado mudo e apagou a luz deixando tudo no escuro. Ele não se moveu muito e permaneceu quieto, eu também fiquei na minha, pois preferi assim.

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Os minutos foram se passando.

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Madrugada de quinta feira, 31 de Dezembro.

01:03min.

Eu não consegui dormir e me aproximei bem dele, eu estava tão próxima que pude sentir o cheiro bom de sua pele. Eu estava tão carente, amedrontada de perdê-lo para a outra e me aproximei mais. A luz foi acesa para a minha surpresa e ele me olhou, sua imensidão verde me invadiu. Reparei seus lindos lábios convidativos e como eu queria beijá-lo. Eu tornei a olhá-lo lentamente

—Algum problema?

—Por que você está me tratando assim tão friamente, fora as nossas discursões Edward? Eu só desejo vocês longe disso e, eu....

—Estou agindo normal. Disse ele me interrompendo, mas não por mal de forma grosseira.

—Sabe que não. Falei o olhando nos olhos e ele fazia o mesmo, sem resisti eu acariciei o rosto dele de forma tão terna que mais um pouco o meu coração derreteria de tanto amor e ele não desviava os olhos de mim.

—Eu estou a fim de dormir, faça o mesmo.

—Quero conversar, desabafar na verdade e nós.....

—Não temos nada para falar um com o outro no momento Isabella! Quer que eu vá dormir em outro quarto? Estou lhe incomodando?

—Não. Falei triste e me ajeitei na cama após me afastar.

A luz foi apagada novamente e me permiti chorar, eu precisava desabafar e foi em silêncio. Movi-me na cama ficando de barriga para cima e a acariciei pensativa, mas eu não dormiria mesmo e me levantei da cama não enxergando nada. Fui na direção da porta tateando o escuro e a abri, saí do quarto estando apenas de camisola e fui até o da minha filha. Eu a peguei no colo com cuidado e desci, fui para o porão e a deitei na cama. Liguei o ventilador e deixei a porta entre aberta para entrar iluminação, deitei-me ao lado da minha filha e fechei os meus olhos após nos cobrir. Aos poucos o sono foi me levando e acabei dormindo.

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Às 09:03min.

Acordei com a Marie resmungando ao meu lado e me sentei na cama, sem demoras eu a peguei no colo e ela chorou.

—Está com fome é? Perguntei sorrindo para ela –Mamãe vai fazer o seu papa.

Marie ficou quietinha e me levantei com ela, desliguei o ventilador e ajeitei a cama como eu pude. A camisola era muito bonita, mas não transparente e muito curta, então ela não me impediria de ir até a cozinha. Saí do quarto e subi a escada devagar, hoje eu me sentia um pouco enjoada e caminhei pelo corredor. Entrei na cozinha e Mary junto de Victória estavam ali nos últimos preparativos do café da manhã, sem contar que hoje era o último dia do ano.

—Bom dia.

—Bom dia bella.

—Bom dia senhora. Falou Victória.

—Bella, a mamadeira da Marie já estar pronta.

—Obrigado Mary, irei dá-la então.

—Ok.

Peguei a mamadeira e a esfriei estando a Marie em meu colo, ela estava quietinha e não demorou a mamadeira ficou numa temperatura boa. Quando Victória foi para a sala arrumar a mesa a Mary se aproximou de mim.

—Amiga, se o patrão te ver aqui vestida dessa forma pode não gostar.

—Ele não irá ligar Mary, acredite em mim.

—Como assim não irá ligar?

—Tenho razões, motivos e tudo, tudo para me fazer acreditar nisso.

—Hoje é fim de ano e sei que todos irão comemorá-lo na casa do Sr Peter.

—Sei quem é, mas ninguém me avisou.

—Sei que irão logo, logo.

—E você?

—Vou passar com o gato que eu conheci na boate.

—Que bom!

—Já a Victória vai para a casa dela. Estaremos liberadas após o almoço.

—É merecedora Mary.

—É sim.

Sorri para ela e me sentei na cadeira, comecei a alimentar a minha filha e ela mamava quietinha. Preferi ficar na minha e Marie demorou um pouco a mamar, quando ela terminou é que eu vi os Cullens irem descendo. Primeiro foi os pais de Edward, a seguir a dona Ana e dez minutos depois foi o Edward. Eu permaneci na cozinha e ele veio até mim.

—Oi filha. Disse ele sorrindo para a neném e me olhou. –Bom dia.

—É sim. Falei o olhando e me mantive desta forma.

—Vamos passar o ano novo na casa daquele casal que você conheceu.

—Sei quem é.

—Vai ser bom por eles serem agradáveis demais. Eles nos convidaram e iremos com certeza, não poderíamos fazer essa desfeita.

—Acho legal que vocês vão.

—Não quer ir?

—Vou para a minha casa para romper o ano lá.

—Você que sabe e, você é quem decide o que fazer da sua vida.

—É o melhor. Eu estou bem e isso é o que importa daqui para frente.

—Claro. Vou levar a minha filha, arrume-a bem.

—Isso não será um problema para mim.

—Somos adultos, por isso.

—Pode pelo menos perguntar se eu estou de acordo com isso e não falar “eu vou levar a minha filha”?

—Não vamos brigar só por isso.

—Não, não quero, hoje é um dia especial e quero ficar zen. O meu ano já foi muito tumultuado, eu preciso de paz pelo menos no último dia.

—Se depender de mim, terá. É isso que você escolheu, agora eu também escolhi.

—Claro que sim, mas tenha noção das palavras quando for falar comigo se tratando dos nossos filhos.

Levantei da cadeira e Edward pegou a neném me olhando, ele a levou para a sala e eu fui lavar a mamadeira. Sob o olhar de Mary eu a lavei e a olhei.

—Não é assim que as coisas acontecem, ele precisa aprender a perguntar se eu estou de acordo.

—Nessa parte você tem razão.

—Vou para sala.

—Iremos servir.

—Ta bom.

Saí da cozinha após secar as minhas mãos e fui para a sala, chegando lá e após me sentar...

—Bom dia a todos.

—Bom dia querida. Falou Carlisle.

—Bom dia Isabella. Dormiu bem?

—Sim Esme, eu dormi bem demais com a minha filha.

—Que bom.

—Bom dia filha. Falou dona Ana sorrindo.

—Fomos convidados a passar o último dia do ano na casa do Peter. Vamos? Chamou-me Carlisle.

—Vou para a minha casa, esse programa é de família e eu não faço mais parte dela. Eu, eu......

—Que bobagem é essa que está falando? Perguntou Esme me olhando até aborrecida.

—Eu acho melhor ir para a minha casa e.....

—Nós iremos. Eu confirmei a nossa presença lá e estarão todos os amigos para comemorar.

—Eu não sei Esme e.....

—Então que ir para a sua casa e ficar sozinha lá? Prefere desta infeliz forma?

—Por que não?

—Deixe disso filha. Vamos? Chamou dona Ana. –Vamos passar juntos como se deve ser.

—Vou pensar de verdade......eu vou pensar.

—Não tem graça ficar lá sozinha e se recuperando de uma grave anemia, está grávida e não banque a irresponsável estando sensível desta forma! Onde já se viu ficar naquela casa enorme e sozinha Isabella? Perguntou-me Esme e fiquei quieta, eu nunca que iria confrontá-la por ela ser quase uma mãe para mim. –Sinceramente está passando dos limites agindo irresponsavelmente.

—Esme tem razão filha. Disse o pai de Edward me olhando e o mesmo se manteve quieto.

—Tudo bem Carlisle, eu vou com vocês.

—Isso é ótimo. Falou dona Ana sorrindo.

Fomos servidos e eu tomei a vitamina diária junto da verde que a Mary havia preparado para mim. Lembrei finalmente que eu estava de camisola e me olhei sentindo até um pouco de vergonha, todos ali estavam vestidos com roupas casuais.

—Volto logo, com licença.

—Ta se sentindo mal filha?

—Não, eu não estou Esme.

Levantei da cadeira e subi, abri a porta do quarto de Edward e entrei. Após fechá-la eu fui até o closet e vesti um short jeans, o mesmo não dava para abotoá-lo e coloquei um blusão. Calcei um chinelo e nunca me senti tão jogada estando daquela forma, mas não havia o porquê me enfeitar. Na verdade olhando-me bem, eu não estava tão mal assim.

Saí do quarto e desci, vi minha filha no colo da avó e comia pedacinhos pequenos de pão doce que a avó dava. Sentei-me novamente a mesa só por sentar ao lado dele, eu estava sem apetite no momento e os olhei comer.

—Não quer comer mais nada?

—Não. Falei olhando para dona Ana. –Eu tomei a vitamina e só ela me sustenta.

Eles continuaram a comer e Edward agia como se eu não estivesse ali, isso mexia comigo, mas fazia meses que eu estava afastada dele. Esse era o troco e continuei calada me lembrando das palavras de dona Ana. Decidi beber um pouco de suco de laranja para não ficar ali apenas olhando e me senti satisfeita.

Minutos depois.

Todos se levantaram da cadeira ao se sentir satisfeitos e se espalharam pela casa, Edward mesmo havia subido e quando desceu ele estava arrumado. Mas de formal casual e de chinelo. Ele estava com a chave do carro na mão e ia sair pelo visto.

Marie estava com a avó ainda e fiquei em pé onde eu estava. Edward se foi e eu o olhava estando em pé no corredor, ele era irresistível ao olhar feminino. Dona Ana desceu e veio até a mim.

—Sabe que horas iremos sair?

—Por volta das 20h.

—Preciso estar bem, vou para a minha casa e me arrumarei lá por ter mais opções, vou levar a minha filha.

—Ahh filha deixe-a aqui comigo? Têm roupas dela aqui o suficiente, eu posso arrumá-la. A propósito eu sei que a Esme vai querer arrumá-la por paparicar demais a neta. Ela supre a carência da filha em vocês, Deus sabe o que faz filha.

—Eu não consigo negar nada aos pais de Edward, fiquei tanto tempo só e eles são uma base para mim. Não concordo com algumas coisas aqui em meu coração, mas não posso ignorá-los depois de tudo que me proporcionaram. Seria injusto demais.

—Sei que é grata a eles filha.

—Sim e muito. Falei pensativa. –Preciso ir me arrumar lá.

—Tudo bem. Esteja aqui antes das 20h, vai ser melhor irmos todos juntos.

—Pode deixar.

Eu a abracei e a olhei.

—Está começando a acontecer. Falei a olhando com pesar.

Saí de perto dela e subi, abri a porta do quarto de Edward e fui pegar a minha bolsa. Peguei outra maior e coloquei o meu secador dentro dela, peguei o que eu precisaria para me maquiar e me perfumar. Eu sabia que roupas mais chique estavam na outra casa e eu estava pronta para ir. Saí do quarto e desci, despedi-me de Esme que estava na cozinha segurando a minha filha.

—Estou indo para a minha casa, irei me arrumar lá.

—Tudo bem. Eu arrumarei a minha neta com gosto.

—Ok.

Sorri e dei um beijo na bochecha dela, a seguir eu me despedi dos outros e saí. Caminhei até o jardim e chamei o Sebastian, o mesmo veio até a mim.

—Pois não senhorita.

—Por favor, leve-me até a minha casa, ficarei lá até às 19h.

—Tudo bem.

Fomo para a garagem e entrei no carro, o mesmo foi ligado segundos depois e saímos.

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1h depois.

Cheguei em minha casa e saí do carro, abri a porta e entrei. Sebastian deixou as minhas bolsas na sala e me olhou.

—Vou fica por aí, qualquer coisa me chama.

—Tudo bem.

Sebastian se retirou e saiu fechando a porta, eu fui direto para a cozinha e bebi dois copos de água. Eu estava seca e pensei em Edward, era duro pensar nele e eu o desprezei a ponto de correr o risco de perdê-lo. Ele não queria se livrar disso e aqui estava eu indo para casa do cara que deu a arma para ele. Abri a geladeira e guardei a garrafa de água, peguei uma fruta e a comi pensando na rejeição dele se tratando de mim. Foi difícil me recordar de sua rejeição ao beijá-lo no quarto de hospedes e sequei a lágrima que rolou.

Voltei para a sala e peguei as minhas bolsas, subi a escada devagar e fui para o meu quarto. Entrei no closet e deixei minhas bolsas no canto, olhei o que vestir e havia muitas roupas bonitas. Eu sabia o quanto àquela família era chique e eu não queria fazer feio, só sei que não foi difícil escolher. Separei o que calçar e as joias caras que colocar. Eu ficaria muito bem. Despi-me ali mesmo e fui para o banheiro, minhas unhas já estavam feitas e faltava o meu cabelo para dar um trato. Entrei no Box e liguei o chuveiro, lavei bem a minha cabeça e a enxaguei. Passei um creme de massagem instantâneo e o deixei em meu cabelo enquanto eu lavava o meu corpo, senti-me um pouco tonta e me segurei na parede para não cair.

—Ai meu Deus, tudo que eu não quero é ficar me sentindo mal hoje. Falei pesarosa e as lágrimas rolaram sem o meu consentimento.

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3min depois.

Enxaguei o meu cabelo e corri a minha mão pelo o meu corpo, fechei os meus olhos e imaginei ser ele quem fazia aquilo. Eu sentia falta de fazer amor com ele e o meu corpo já sentia falta de ser amado há muito tempo. Eu sentia que Edward não romperia os compromissos obscuros tão cedo e chorei por amá-lo tanto. Passei a mão em minha barriginha percebendo o quão grávida eu estava e lembrei da minha última vez que eu estive com o pai do bebê. Eu o reprovei por estar tão enlouquecido e o advertir com palavras preocupadas, mas a reação dele foi prender as minhas mãos e ir cada vez mais rápido. Eu podia sentir as sensações ainda, as mesmas que me tirava o fôlego estando ele me invadindo daquela forma e senti o quanto o bico dos meus seios endureceu. Achei melhor parar de pensar nele e suspirei, fechei os meus olhos e permiti que as lágrimas rolassem por vários minutos.

Saí para me secar e me sequei bem, vesti o meu roupão sentindo os meus seios um pouco sensíveis e passei creme em meu cabelo. Hidratei bem as pontas e fui pegar o meu secador na bolsa que estava lá em meu closet.

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Estando de volta no banheiro eu sequei bem o meu cabelo com o secador e a escova. Eu estava tendo trabalho por estar um pouco nauseada agora e continuei secando o meu cabelo. Eu terminei de secá-lo o deixando bem liso. Passei silicone nele e peguei os grampos na gaveta, fui pegando mechas por mechas e as enrolei como os bobs do salão de beleza. Só sei que eu fique quarenta minutos fazendo isso em meu cabelo. Todo ele ficou enrolado e fiz a minha sobrancelha, dessa vez eu caprichei e ficou perfeita. Sentindo-me bem cansada pelo esforço, eu arrumei o banheiro e saí do recinto. Fui para a cozinha e peguei no freezer um congelado para eu descongelar e preparar.

Um tempo depois eu cozinhei alguns legumes e comi com o frango, eu havia feito tanto e me lembrei da vitamina diária. Fui para o closet e a peguei na bolsa, tornei a descer e a ingeri com o suco. Após terminar de comer eu lavei tudo e fui para a sala me sentindo saciada, não caberia mais nada dentro de mim. Removi as proteções e olhei a paisagem, ao abrir a porta o cheirinho bom de maresia me nocauteou e fiquei um pouco ali fora, o solzinho estava me fazendo bem, mas depois eu fiquei na sombra do guarda sol.

Passando-se alguns minutos eu resolvi entrar, fechei a porta e subi para o quarto. Deitei-me de lado na cama com cuidado e fiquei pensando na minha vida, acabei dormindo sem sentir.

.

Às 19:20min.

Acordei do nada no escuro e me apavorei ao olhar à hora, eu já devia ter saído. Acendi a luz do abajur e depois do quarto, fui para o banheiro e me despi às pressas. Tomei um banho rápido e saí para me secar, hidratei toda a minha pele e fui pegar a minha maquiagem.

Retornei ao banheiro e me maquiei bem, eu precisava ficar bonita e valorizei a sombra esfumaçada suave. Dei uma leve rosada em minha bochecha e era quase nada, só sei que deu um up e finalizei com o batom vermelho. A maquiagem ficou leve e muito perfeita, eu me sentia muito bonita estando daquela forma.

Fui retirando os grampos e pouco mexi em meu cabelo, eles caíram cacheados e brilhantes pelas minhas costas. Fui para o closet e vesti o meu vestido vermelho brilhoso que ia até o meio de minhas coxas. O modelo era lindo aberto nas costas e de manga cumprida. Após vestir a minha meia calça idêntica à cor da minha pele, calcei o sapato vermelho muito do bonito e por último eu me adornei com peças caríssimas de ouro e diamante. Perfumei-me de leve e fiquei pronta. Eu precisava ficar a altura das outras pessoas mesmo tendo a essência humilde e aprovei. O relógio marcava 20:05min, nisso o meu celular na bolsa tocou. Peguei e o atendi sem olhar o visor.

—Isabella onde você está e porque não chegou ainda?

—Eu já estou indo Edward.

—Está atrasada! Deveríamos estar saindo de casa nesse momento, mas não! Disse ele demonstrando chateação e impaciência comido.

—Eu acabei me atrasando ao me arrumar e.....

—Ninguém vai olhar para uma mulher grávida, deveria ter se apressado.

—Desculpe,.......eu já estou indo. Falei magoada por essas palavras dele. um tapa sem mão que ele me deu e eu o amava tanto.

—Cadê o Sebastian?

—Ele deve estar lá em baixo.

—Ainda está na sua casa?

—Sim, eu estou descendo.

—Vou ligar para ele.

—Tudo bem. Falei muito chateada e ele desligou sem se despedir de mim, com isso um soluço escapou de minha boca.

Saí do quarto após pegar a minha bolsa e uma de mão para acompanhar a roupa. Desci a escada devagar e ativei as proteções. Tudo estava em ordem e saí da casa, tranquei a porta e o Sebastian já me aguardava.

—O patrão pediu para eu levá-la direto para a festa, já estamos em cima da hora.

—Tudo bem.

—Ele está chateado com a sua demora.

—É ele me deixou saber por ser transparente demais.

—Então vamos. Falou ele de forma educada.

—Tudo bem.

Fomos para o carro e saímos do quintal da mansão, descemos a rampa e logo chegamos na estrada. Eu estava chateada com o Edward. Ta certo que eu estava mais magra, mas os homens olhariam para mim sim. Acariciei a minha barriga e não deixei que as lágrimas viessem, isso foi um custo para mim e lamentei em silêncio.

Um tempo depois.

Chegamos na mansão de Peter e Charlotte e desci do carro com a ajuda de Sebastian, o mesmo ligou para o Edward e pelo visto ele já estava no lugar. Havia muitos seguranças em volta e vi o Lima por ali junto dos demais, o mesmo acenou para mim e retribui o gesto. Fui autorizada a entrar pelo portão principal e olhei o jardim impecável, o chafariz com estátuas de leões pareciam novos, porém era o mesmo de antes. As rosas enfeitavam o local e fui caminhando, quem veio me buscar foi a Alice.

—Olá bella! Está linda!

—Obrigado Alice. Onde estão todos? Perguntei por perguntar, eu sabia que estava lotado lá dentro por haver muito carro lá fora.

—Lá dentro aproveitando.

—E a minha filha?

—Está linda de branquinho, mas a minha afilhada acabou dormindo no meio do caminho. Está tarde para ela.

—Está mesmo na hora dela dormir.

—Vamos entrar.

—Ok.

Caminhamos pelo jardim vendo seguranças ali e a porta principal foi aberta, eu me lembrava bem dali. Cumprimentei a empregada que abriu a porta para mim estando bem sorridente e a casa estava mesmo cheia. Algumas pessoas eu conhecia e as cumprimentei de forma amável ganhando muitos olhares, uns até na direção dos meus dedos pela falta da aliança e não me abalei. Peter e Charlotte ao me verem chegar vieram ao meu encontro estando bem contentes.

—Boa noite encanto! Saudou-me Charlotte. –Está muito linda meu bem!

—Obrigado! Falei sorrindo e a abracei. –Boa noite. Saudei o marido dela.

—Boa noite jovem. Falou Peter me abraçando e sorrimos um para o outro. –Está encantadora filha.

—Obrigado.

—Torço que um dia vocês voltem. Disse a mulher.

—Eu não sei.

—Eu não sei....... Disse ela me sondando. –Então há uma esperança para nós. Disse ela sorrindo e piscou um olho. –Tem um bebê aí dentro que eu sei e é segredo por causa dos demais.

—É verdade. Falei sorrindo e ela me abraçou novamente.

—Tudo de bom encanto e parabéns! E o meu lindão continua muito bonito......Que desperdício! Disse ela me olhando intensamente.

—Edward…….

—Sim, o próprio. Agora eu quero que se sinta à vontade e coma e beba o que quiser, está em casa.

—Obrigado.

Alice sorriu para eles e fomos para a mesa onde estavam os Cullens, Edward bebia um drink estando bem à vontade e me olhou chegar de forma graciosa. Esme ao me ver.

—Está muito bem e linda filha!

—Gostou?

—Sim. Disse ela sorrindo e vi os tios de Edward ali também.

—Está uma gatona. Disse dona Ana que segurava a minha filha adormecida.

—Obrigado. Boa noite Carlisle e desculpe a demora, acabei dormindo.

—Boa noite querida. O importante é que veio e estamos unidos.

—Isabella está na cor do pecado. Falou Alice sorrindo. –Começará o ano com muita paixão. Vermelho! Enfatizou ela a última palavra e sorri.

—É para me dar sorte no amor no próximo ano que se aproxima.

—Quer arrumar um bobo? Perguntou Edward estando segurando o copo de whisky agora.

—Não outra vez, eu já dispensei um e não quero repetir a dose! Eu não.....

—Hoje não é dia disso. Esme nos reprovou e os pais de Alice ficaram quietos.

—Está mesmo linda. Falou Alice me fazendo dar uma voltinha. –Foi ao salão?

—Não. Eu mesma dei o meu jeito e ficou bom. Falei apalpando o meu cabelo.

—Esse decote nas costas não pega bem para esse ambiente, mais um pouco eu vejo a sua barriga destampada e um pouco mais se bobear! Disse Edward após afastar o copo da boca.

—Ela está perfeita Edward. Falou Alice sorrindo. –Está solteira e bonitona, logo será surpreendida pela flecha do cupido.

—Obrigado. Falei a olhando.

—Como está solteira se está na casa da Esme e com o meu sobrinho sob o mesmo teto?.............Ahhh....... as crianças, agora são dois né. Falou Bernadete sem tom irônico.

—Isabella pode ficar lá o quanto quiser, ela sabe disso. As crianças precisam de duas pessoas para ser feitas, ela não a fez sozinha.

—Obrigado Esme.

Os filhos de Charlotte se aproximaram e eu os cumprimentei estando sorridente e de forma educada. Eles estavam bem elegantes e me cumprimentaram com dois beijos na bochecha e um abraço respeitoso. Edward nos olhava conversar estando agindo normalmente, tudo dava a entender que ele estava com raiva ou até mesmo chateado comigo.

Após cumprimentar as pessoas que se aproximaram de nossa mesa, eu me sentei e fique na minha, tudo estava grandioso e passavam várias empregadas servindo as coisas. Por eu ter me sentido nauseada em casa, eu comi o que me pareceu leve somente. A música estava agradável e as pessoas interagiam uma com a outra, dava para ver que ali era para os mais chegados e mesmo assim havia muita gente. Carlisle conversava com os amigos de forma alegre segurando seu copo de wisky e dona Ana me deu a neném para ir dar uma volta. Levantei com a minha filha em meus braços e fui andar deixando Edward com os amigos. A casa era enorme e no quintal a beira da piscina estava todo ornamentado. A música invadia todo o ambiente, inclusive ali onde as pessoas também conversavam. Havia uma mesa enorme de frios e frutas ali, a mesma estava farta e com tantos tipos de canapés. Havia salgadinhos, sanduichinhos, barquetes, carpaccios diversos, de tudo um pouco e sofisticado. Tudo muito bem decorado e conforme as pessoas iam se servindo as empregadas iam colocando coisas novas. Até eu me servi como eu pude e Marie ameaçou chorar, tive que niná-la. Vendo a cena um dos filhos de Peter e Charlotte veio na minha direção, era o mais gato dos filhos homens. Pude ver algumas damas o secando. Haviam famílias com dois e três filhos, todos bem alinhados e me perguntei se meus pais frequentava esses tipos de festa sem mim. Suspirei e o olhei se aproximar sorrindo.

—Há quartos de hospedes disponíveis, coloque a neném lá. Ela corre o risco de acordar?

—Não mesmo.

—Vamos eu te acompanho. Disse ele de forma simpática e sorri para ele.

—Obrigado.

Saí do quintal tendo a companhia dele e passamos pela sala onde todos estavam. Ele era bem simpático e bonito. Todos eles eram e subimos a escada, caminhamos pelo longo corredor pela mansão ser enorme e ele abriu a sétima porta a nossa esquerda. O quarto era deslumbrante e fui até a cama, deitei a minha filha no meio dela e a protegi com travesseiros em volta. Cobri a minha filha com o lençol perfumado que ele pegou no closet e Marie dormia profundamente.

—Obrigado Xavier. O agradeci sorrindo.

—De nada. Falou ele olhando para a neném e me olhou. –Aqui ela vai ficar segura e mais confortável.

—É verdade.

—Soube que você e o Cullenzinho se separaram. Isso é triste.

—Pois é.

—Está grávida novamente. Desculpe ser indiscreto e direto, mas os meus pais e os pais do seu ex-marido são muitos amigos. Nós nos consideramos uma família unida há anos.

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—É eu sei. É nós nos separamos e eu estou grávida novamente........por descuido.

—Que legal e mais um bebê na família, que o bebê venha com saúde.

—Sim. Falei sorrindo.

—Vamos descer? Podem pensar bobagem, sabe como são as pessoas.

—Tem razão, mas eu não me importaria, não estamos fazendo nada demais.

—Você está certa. Falou ele sorrindo.

Saímos do quarto e ele fechou a porta, caminhamos pelo corredor conversando de forma animada e descemos a escada. Vi os pais de Xavier conversando com um casal muito elegante que não estavam na festa antes de eu ir levar a minha filha para o quarto. Um rapaz aparentando seus vinte e pouco ano estava ao seu lado. Ao lado da mulher estava uma moça muito bonita e dava para ver que era mais uma família que acabava de chegar. Reparei mais essa moça conforme eu caminhava bem mais devagar agora. De forma simpática eles conversavam e olhei para Xavier.

—Quem são eles?

—São amigos. Papai tem parceria com eles e inclusive com o seu ex-sogro.

—Quem é a moça de olhos verdes?

—Ela se chama Michele, um doce de pessoa. Disse ele me olhando.

—Michele?

—Sim, eu posso apresentá-la se quiser, vai gostar dela.

—Não, não, eu vou dar uma volta. Falei sentindo o meu coração bater mais forte pela surpresa. Não, eu não iria gostar dela, pensei.

—Tudo bem. Disse ele me olhando.

—Obrigado pelo favor.

—Se quiser ir olhá-la de vez enquanto lá em cima não há problema.

—Ok obrigado.

Saí de perto dele olhando para a tal mulher, fiquei bem mais distante estando ao fundo e vi o meu ex-marido indo até a família que acabava de chegar. O vi cumprimentando o casal mais velho com simpatia e apertou a mão do rapaz estando sorridente, já a moça ele a beijou na bochecha estando sorrindo para ela. Li o que ela falou para ele e foi um alegre “olá querido”.

Mantive-me serena, mas eu não podia negar que o ciúme me corroia por dentro feito um veneno. Eles conversavam de forma alegre e eu percebia através do olhar dela que ela realmente sentia algo por ele, isso me fez dar três passos a frente e....

CONTINUA.......