Solares
66 Capítulo 66
Notas iniciais
BELLA......
Final do capítulo anterior.
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Um tempo depois.
Chegamos na mansão e havia alguns carros do lado de fora, parecia que havia uma festa pela quantidade ali de veículos e o portão foi aberto. Havia pessoas transitando pelo lindo jardim estando muito bem arrumadas e uma tenda enorme estava armada de forma elegante no imenso jardim. Uma mesa enorme estava muito bem arrumada e havia muitos lugares, parecia que eram os amigos íntimos deles e me perguntei o quanto deles eram pessoas dignas. No momento eu não pensaria nisso e o Sebastian parou o carro na garagem, desci do veículo com a ajuda dele e ajeitei a minha bolsa.
Eu me sentia um pouco sem jeito pela a minha barriga está bem redondinha e me arrependi de ter posto aquele vestido colado, mas eu não podia fazer nada agora por já ser tarde demais. Saí da garagem ganhando alguns olhares, nisso as pessoas vieram me saldar e eu retribuí de forma educada.
—Parabéns! Diziam elas surpresas ao olharem a minha barriga e eu sorria estando bem envergonhada. Eles souberam ao me olhar, não era difícil de perceber.
Perdi a conta de quantas felicitações pelo natal eu recebi e dei, olhei em volta tentando achar os Cullens. Os garçons provavelmente contratados serviam, eram os mesmos que eu conhecia pelos eventos anteriores aqui na mansão. Vi Alice saindo pela porta da cozinha estando bem sorridente e segurava uma taça de vinho. Ao me ver ali ela parou de sorrir para ver se estava vendo coisas e veio na minha direção estando surpresa e sorriu sem jeito.
—Eu estou surpresa. Disse ela vindo até a mim e me abraçou.
—Eu também estou.
—Feliz natal bella.
—Feliz natal Alice e quis vir até aqui agradecê-la por ter arrumado a minha casa daquele jeito.
—Você gostou? Perguntou ela empolgada.
—Sim. Falei sorrindo. –Obrigado mesmo.
—Que bom! Nossa! Nós estamos tão contentes que a titia voltou.
—Que bom, pensei ser por outra coisa e....
—O que poderia ser? Perguntou ela sorrindo sem ter olhado ainda para baixo. –Soube da sua depressão e eu lamento o que causamos em você, tanto que perdeu peso e precisou ser internada. Disse ela me olhando de cima em baixo pela primeira vez e juntou a sobrancelha ao parar em minha barriga. –Bella, o quê que.....
—O que você acha que é? Perguntei quando ela passou a taça para a mão esquerda e com a direita ela acariciou a minha barriga estando passada. Ela a apalpou e me olhou.
—Está grávida? Perguntou ela me olhando quando o Carlisle vinha na nossa direção conversando com um amigo e ao me ver ali, ele sorriu.
—É. Falei afirmando e ela parou de sorrir.
—É do outro, o de New York? Perguntou ela triste e olhou para o tio que parou ao seu lado e o homem que vinha com ele também parou.
—Não, eu juro pela minha filha que não.
—É............Então é do meu primo não é?
—É sim.
—Ótimo. Disse ela sorrindo e balançou a cabeça que não sorrindo ainda mais e bebeu um gole de vinho.
—Oi Carlisle, feliz natal e obrigado pelo presente.
—Que bom que gostou, minha mulher disse que você iria gostar.
—É sim, eu adorei.
—Feliz natal broto. Falou o homem ao lado de Carlisle e eu o conhecia.
—Feliz natal para o senhor também. Falei apertando a mão dele e o mesmo me cumprimentou com dois beijos. –Carlisle, eu só vim aqui os agradecer pelos presentes e quis vir pessoalmente para não ser indelicada.
—Sabe que está em casa, aproveite e passe o dia aqui conosco.
—Eu não sei, mas de qualquer forma obrigado por tudo de qualquer forma.
—Imagina. Disse ele sorrindo. –Minha neta está linda.
—É ela está sim.
—Poxa, eu fiquei bem chateado com a separação. Disse o homem chamado Stefan. –Formam um casal muito bonito e a menininha é um encanto.
—Obrigado. Falei o olhando, vi os pais da Alice sorrindo ao se sentarem no banco com outro casal e fingi não vê-los. –Eu vou andar por aí, com licença.
Afastei-me deles os olhando e vi Alice contando a novidade sem se conter, nisso Carlisle ficou me olhando e eu parei de olhá-los sentindo-me envergonhada. Ganhei o olhar da mãe de Alice que me avaliou bem e passei direto.
Vi a Mary na cozinha ao lado de Victória e ambas sorriram, mas eu sabia que um sorriso apenas era verdadeiro.
—Amiga! Disse ela me olhando bem e seu olhar parou em minha barriga.
—Oi amiga! Falei indo abraçá-la. –Quanto tempo!
—Pois é e feliz natal.
—Feliz natal Mary.
—Já está melhorzinha?
—Sim, foi apenas uma anemia.
—Já está se cuidando? Perguntou ela olhando para a minha barriga e me olhou.
—Sim. Depois conversamos mais.
—Ok. Disse ela.
—Feliz natal senhora.
—Feliz natal Victória.
Saí da cozinha e fui caminhando pelo longo corredor. Vi Esme descendo a escada estando lindamente vestida com um vestido não muito curto e nem muito comprido vermelho. O salto da cor da roupa combinava e ela estava tão iluminada, reparei que sozinha ela descia sem ter alguém lhe auxiliando
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Aproximei-me mais em câmera lenta a olhando sem entender nada e Edward foi à direção dela estando aqui em baixo segurando a Marie. A minha filha estava lindamente vestida toda de banquinho e parei de andar estando abobalhada no que os meus olhos estavam vendo. Sorrindo para ele, ela pegou a Marie que sorria para a avó e moveu as perninhas em contentamento. Ela deu um gritinho típico de bebês e eles sorriram.
—Está muito linda mãe. Disse Edward sorrindo para ela.
—Estou mesmo filho?
—Sim. Disse ele a beijando na testa e senti os meus olhos marejando na mesma hora.
— Cadê a bebê da vovó? Perguntou Esme sorridente e pareciam que eles estavam em sua bolha particular, não haviam me notado ainda. –A minha neta é tão linda filho, parece que nasci novamente ao vê-los. Disse ela acariciando o rosto do filho com tanto carinho. –Estou tão feliz que mal acredito até agora. A minha neta não nega ser mesmo sua.
—É ela é sim. Disse Edward admirando a neném e olhou para a mãe novamente estando sorridente.
Ela desceu o último degrau com Edward a acompanhando e ao se virarem finalmente, eles me notaram ali parada os olhando.
—Bella. Disse Edward me olhando sem acreditar estar me vendo realmente ali e até a neném me olhou ao me notar. Seu sorriso infantil me incendiou de alegria.
—Então ela é a Isabella não é filho?
—Sim mãe. Disse Edward sem deixar de me olhar e parou com o olhar em minha barriga.
—Finalmente eu posso conhecê-la de verdade filha. Disse ela se aproximando e eu continuei parada estando em choque. Eu nem me movi com essa novidade fantástica.
—Estou surpreso que você esteja aqui na nossa casa.
—É. Falei meio abobalhada olhando para a Esme e o olhei. –Fico feliz que já esteja vendo, isso me deixa tão feliz. Falei sentindo muita tontura e fechei os meus olhos sentindo as lágrimas ali retidas rolarem e as sequei. Senti tudo a minha volta dar uma girada de trezentos e sessenta graus e abri os meus olhos.
—Eu estive fora todo esse tempo por causa dos exames, de tanta burocracia e não foi fácil conseguir uma córnea filha. Precisei fazer tantos exames e aguardei todos esses meses a minha vez, mas aproveitei enquanto isso também com o meu marido.
—Que bom. Falei sorrindo levemente, mas parei de sorrir ao sentir a inconsciência nauseante ir me tomando pela tamanha emoção que eu estava tendo e mais um pouco. Tudo se apagou repentinamente.
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14min depois.
Fui despertando aos poucos me sentindo bem nauseada e coloquei a mão em minha boca. A primeira pessoa que eu vi foi o Edward, ao olhar para o lado eu vi a mãe dele e a dona Ana.
—Você desmaiou e vejo que o motivo está aí dentro. Disse Esme me olhando e olhou para a minha barriga.
—Estou grávida. Falei pondo a mão em minha barriga, eu estava me sentindo tão mal ainda e Edward prestava atenção em mim.
—Eu fico tão feliz. Disse dona Ana. –Mais um netinho!
—Meu filho disse que ele é o pai. Falou Esme me olhando e eu precisava me acostumar com isso.
—Sei que você foi viajar estando chateada comigo, mas eu tive os meus motivos para todos os meus atos de antes. Edward é o pai sim. Após eu me casar não tive contatos íntimos com outro homem que me fizesse duvidar da paternidade no momento. Não sou assim.
—Você traiu o meu filho e seja lá o que aconteceu, é melhor resolvermos de forma verbal e civilizada. Em nossa família nós nos casamos visando o para sempre e eu queria que fosse assim com o meu filho também. Sei de tudo que vivemos e passamos Isabella, não tenho vendas. Seria melhor o diálogo e não traí-lo. Fica despreocupada que a dona Ana é como uma mãe para mim e nada que falarmos aqui sairá daquela porta para fora.
—Eu não tive relações com outros homens se é o que está pensando! Edward sabe que ele é o pai sim, pois eu desconfio que ele facilitou e muito para essa gravidez acontecer. Fomos dois irresponsáveis e ele sabe o porquê eu estou falando isso.
—Saímos de Miami os deixando bem dizer separado. É uma surpresa essa gravidez para mim.
—Eu fiquei com outro homem sim estando nós casados, mas só foram beijos para ser sincera porque eu me descobri amando o seu filho naquela época e não queria admitir. Isso era demais para eu poder aceitar e por isso eu tentei esquecê-lo dessa forma. Já estávamos brigados.
—Então durante a nossa longa viagem vocês.......?
—Sim. Nós ficamos por várias vezes e nos entregamos por nos amarmos de verdade na época. E Edward.....
—Já posso imaginar. Disse ela dando a neném para a dona Ana que prestava atenção em nós. –E agora estão esperando outro filho pelo visto? Terei outro neto ou neta?
—É. Eu lamento mais ainda por não premeditar e não irei pedir nada em troca, eu tenho o dinheiro do aluguel da minha casa lá em Diamantina. Já estamos separados e cada um vivendo a sua vida da forma que tem que ser. Não quero nada dele, ou de vocês e já está tudo resolvido entre nós. Permanecerá desta forma.
—Agora as responsabilidades irão ser dobradas e os dois têm que se dar bem por causa das crianças. Agora são dois filhos e não só a Marie.
—Sim, mas o meu propósito aqui foi vir os agradecer pelos presentes que vocês me deram. Já a Alice fez um ótimo trabalho em minha sala. Eu não vim arrumar confusão aqui hoje sendo um dia especial para você e em que as famílias estão reunidas. Eu me senti grata com a atenção, só isso. Falei me segurando, eu me sentia bem sozinha.
—Não sabíamos o real motivo da sua estadia no hospital, Edward não nos contou e mentiu pelo visto. Ele disse que você queria ficar sozinha por todo esse tempo e lamentamos todo esse mal-estar.
—Estou passando por muitos enjoos e tonturas por não parar nada em meu estômago, por isso eu emagreci tanto. No hospital eu tomei muita vitamina e coisas para fortificar o bebê e a mim. Agora se tratando das visitas, eu preferi ficar sozinha sim, pois é dessa forma que eu me sinto de verdade todo esse tempo.
—Imagino.
—Bem, então eu estou indo embora, preciso repousar e descansar. Foi um prazer revê-los.
—Fique aqui conosco.
—Eu a agradeço Esme e tenha um feliz natal. Fico feliz com o sucesso da operação e não entendo muito a respeito disso, mas o que importa é que lhe devolveram a visão. Sinto-me um pouco mais leve em vê-la assim e é mais que merecido, era duro vê-la tão infeliz. Eu me sentia dessa forma também e por você, sabe disso. Eu sei que nenhuma mãe quer que a nora traia o seu filho, mas não irei pedir perdão por ter tido vários motivos. Depois de tudo que passei, era intolerável aceitar o amor desabrochando em mim daquela forma. Desculpe ser sincera, mas essa sou eu e não posso voltar atrás. Passei por muita coisa e não me ligo nelas nesse momento mais, estou vivendo a minha vida. Agora o que importa são os meus filhos e cuidar bem deles.
—Não sou eu quem deve lhe perdoar ou opinar, só fico triste pela situação atual de vocês. Por que se separam novamente depois de fazerem outro bebê? Sabemos muito bem como eles são feito. Por quê?
—Tudo vai melhorar Esme e nos separamos por eu não amá-lo mais. Menti, pois eu não podia confessar a verdade.
—É uma pena. Disse ela um pouco desapontada, mas eu sei que ela ficaria ainda mais se descobrisse toda a verdade.
—O que importa é que nos respeitamos.
—É. Disse ela olhando com pesar para a Marie e tornou a me olhar. – Fizeram uma menina linda, amei a minha neta.
—Eu também a amo. Falei sorrindo e tuquinha entrou no quarto de Edward latindo. –Oi bolinha de pêlo. Falei sorrindo e ela latiu ainda mais.
—Não se preocupe, o bebê terá o nosso apoio.
—Eu não quero dinheiro Esme, não precisam se preocupar com isso daqui pra frente.
—Terá o nosso apoio sentimental sim, e o meu filho irá ser responsável e agirá como pai. Filhos trazem despesas.
—Ele faz o que quiser, o bebê é nosso e ele sabe disso.
—Isso mesmo.
Ajeitei-me na cama percebendo a falta da sandália em meus pés e acariciei a minha barriga, sorrindo a dona Ana se aproximou e me beijou, tivemos cuidado por causa da Marie e eu a olhei.
—Feliz natal e obrigado pelo presente.
—Gostou?
—Sim. Afirmei sorrindo.
—Guarde-o bem, ele irá servir logo, logo.
—Então ta.
—Fique aqui conosco, vá embora mais tarde.
—Estou bem debilitada, sinto-me mal constantemente e não é tudo que eu consigo ingerir para poder ficar para o almoço. Eu adorei de verdade vê-la dona Ana.
—Eu mais ainda querida, sei o quanto você é nobre e pura, poucas pessoas são assim. Age com o coração e não tem culpa de nada, vejo isso em seus olhos. Essa gravidez é uma benção de Deus e não diga o contrário, esse bebê um dia vai lhe trazer muitas alegrias. Os problemas existem para todos e eu disse ao meu neto que ele iria perdê-la e vocês se divorciaram realmente. Dizem que onde há amor, há fogo e eu acredito nisso no momento. A centelha ainda não se apagou.
—Lembro disso..........Eu tive problemas na primeira gravidez e sei que essa não será fácil também, pode ser que eu opere logo de uma vez nessa segunda gestação.
—Não quer mais filhos?
—Não mesmo, os dois já estão de bom tamanho para mim. Sou sozinha, não posso com mais.
—Está com fome? Perguntou Esme me olhando?
—É eu estou sim, mas nada pesado desce.
—O que eles estavam te dando lá no hospital?
—Sopa a base de legumes sem muito tempero e uma vitamina fortificante a base de couve e agrião. O sabor de maçã era apurado e tinha outras frutas, mas a maçã se sobressaia.
—Vou descer e preparar algo para você. Ofereceu a avó de consideração de Edward e o mesmo pegou a neném.
—Vou descer para recepcionar as pessoas. Disse Esme sorrindo.
—Eu não queria incomodá-los, mas eu precisava vir agradecer por tudo.
—Está em casa e que bom que gostou do que lhe demos.
—Obrigado Esme e eu adorei tudo.
Elas se retiraram do quarto e Edward se sentou na cama com a Marie.
—Eu não imaginava que você pudesse vir hoje aqui. Não imaginei que você iria querer aparecer por aqui novamente, essa é a realidade.
—Sei ser grata com as pessoas Edward, não sou uma selvagem. Não pretendo ficar aqui por muito tempo.
—Bem, isso não é nada mal.
—Eu gostei do conjunto de joias, obrigado.
—Gostou mesmo?
—Sim.
—Isabella, sabe que não pode ficar sozinha estando assim como você está.
—Darei o meu jeito, eu sou forte.
—Não seja irracional, sabe que não dá para você ficar sozinha e cuidar da Marie. Conversei com o médico e ele me deixou a par de tudo, sei que está muito fraca. Sei que o nosso bebê está precisando de nutrientes essenciais para o desenvolvimento e você precisa se cuidar de forma responsável. Caso precise fazer uma cesárea de emergência, não poderá operar estando anêmica da forma que está e sangraria até a morte.
—Vou me cuidar Edward e não se preocupe com isso, agora me dê a Marie.
—Ta.
Peguei a neném e brinquei com ela, Edward me olhava estando calado e assim ficou.
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3min depois.
—Pode ir para a festa numa boa, dê atenção para os seus amigos.
—Vou descer, mas depois eu volto.
—Você é quem sabe.
Edward saiu do quarto e eu fiquei brincando com a minha filha, eu a olhava e ela estava tão linda. Seus cabelinhos escuros estavam maiorzinho, seus olhos verdes bem expressivos me olhavam. Marie estava mesmo linda e sequei a sua baba por causa dos dentinhos que estavam querendo vir. Ela já comia papinha e estava bem pesadinha, só sei que ela me adorava e gostava de ficar em meu colo.
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10min depois.
Alice entrou no quarto segurando o prato infantil da Marie cheio de comida. Mas na verdade era uma papinha de macarrão bem partidinho, caldinho de feijão e frango desfiado.
—Ta na hora de papá Marie. Disse Alice se sentando e colocou uma fralda como um babador na neném.
—Ela deve estar faminta mesmo, já passa das 13:50min.
—Pois é, mas ela estava adormecida antes de você chegar, Edward a arrumou estando praticamente dormindo.
—humm.
Marie começou a comer de bom grado e queria de toda forma colocar a mão no prato de comida, Alice muito da esperta a enganou pondo uma bonequinha em sua mão. Minha filha estava comendo numa boa e Alice me olhou.
—Eu sabia que logo teríamos outro bebê, eu te avisei lá no apartamento do meu primo se você não se cuidasse.
—Eu sei disso Alice, mas o seu primo fez de propósito. Isso não me sai da cabeça, mas ele nega.
—Como de propósito se dá para notar bella quando algo está fora do normal em nós.
—Ele foi rápido no primeiro jato, não foi de outra forma. Brincamos tanto na hora da empolgação, pode ser isso.
—Eu sei como se faz um bebê e poupe os meus ouvidos porque o Edward é como um irmão para mim e soa estranho.
—Tudo bem.
Alice continuou alimentando a afilhada e Marie comeu tudinho, de forma carinhosa Alice passou a colher em volta da boca dela para limpá-la e terminou de asseá-la com a fralda.
—Agora são dois bebês bella.
—Sim. Falei a olhando. –Estou vendo que eu vou ter que adiar alguns planos.
—Quais são esses?
—Eu pretendia ir embora para sempre e sumir do continente americano. Menti de propósito. –Não iriam ter que me aturar, seria definitivo e para sempre após eu vender tudo que me pertence aqui na Flórida.
—Iria desaparecer? Perguntou Alice com pesar e fez cara de brava, ela não sabia disfarçar e internamente me deu vontade de sorri, mas....
—Não teria coragem. Disse Edward na porta e o olhei. –Não seria o correto sendo que eu sou o pai dos seus filhos. Disse ele sério.
—Eu estou brincando Alice, eu não irei a lugar nenhum. É sério e eu não tenho condições de sumir com duas crianças, é brincadeira.
—Ah ok né! Disse ela sorrindo.
—Eu estou brincando com você boba.
—Você é imprevisível, sabe disso.
—Mas não irresponsável com os meus filhos, pois eu já conto com esse em minha barriga.
—Isso é bom.
—Mudando de assunto, você fez um bom trabalho em minha sala.
—Achei que levaria um pouco mais de descontração e lamentei que quisesse ficar sozinha, natal é família e nós somos a sua agora.
—Sabe o que eu penso.
—Mesmo assim nos consideramos sendo a sua família e, há a menina e agora tem outra criança a caminho. Estamos próximos por causa dela e ficaremos ainda mais com o outro ou outra que está vindo. Sabe que está debilitada e doente.
—Vou me recuperar dessa fraqueza e dessa anemia. Estou enjoando o dobro nessa gravidez, por isso emagreci tanto.
—Está de quanto tempo?
—Pela as minhas contas, hoje eu já estou com três meses.
—Quer que seja menino ou menina?
—Eu não sei.
—E você primo?
—O que Deus mandar eu quero.
—É. Falei afirmando o olhando.
—Eu queria que vocês estivessem juntos, está vindo outro bebê. Os filhos estando pequenos não sabem de nada, mas quando eles crescem, irão sentir falta da união do casal. Disse Alice nos olhando.
—Eu estou conformada Alice, não concordo com essa vida e nunca irei concordar. Não quero saber de outro homem na minha vida, irei viver para os meus filhos somente.
—Fala isso agora, mais tarde irá sentir falta de amar e ser amada.
—Quem sabe então mais tarde eu arrume alguém que irá me amar e ser tudo para os meus filhos.
—Eu terei que aprovar primeiro, não vai ser um qualquer até porque temos uma filha! Disse Edward me olhando e havia raiva no olhar dele e deixei pra lá.
—Vou levar a Marie, as pessoas querem pegá-la.
—Tudo bem, eu já estou indo também.
—Logo teremos que providenciar as roupinhas para o bebê ou a bebê.
—Isso é, mas logo saberemos o sexo e vou providenciar tudo.
—É o meu presente, não precisam comprar nada. O que acham de podermos batizar a Marie logo de uma vez? Pode ser em janeiro, será bem legal. Falou ela empolgada.
—Organiza tudo e diga o que precisará comprar, eu lhe darei o dinheiro. Já o batizado eu vou marcá-lo na igreja. Conhece alguma aqui perto?
—Sim e é uma igreja simples e linda por dentro, lá é o cenário perfeito e vá com Edward para vocês agendarem o dia. Falta o padrinho bella. Quem?
—Pode ser o Carlisle o que acha?
—O meu tio vai amar ser o padrinho. Disse ela sorrindo.
—Então está combinado. Falei os olhando
—É o meu pai irá adorar.
—Que bom!
—Bem, eu vou descer e levar a neném.
—Ok.
Alice saiu do quarto levando a neném e Edward se sentou ao meu lado, isso me causou desconforto, mas me comportei e o olhei.
—Melhorou um pouco mais?
—Sim da tontura, mas eu estou cheia de fome. Falei sentindo o meu estômago roncar e Edward olhou para a minha barriga.
—Sinto-me um pouco preocupado.
—Por quê?
—Você é rebelde bella e precisa realmente se cuidar, mas mora lá sozinha e a Marie é pequena ainda.
—Sei me virar, não se preocupe.
—Me perdoa por ter falado alto com você lá no hospital.
—Sim eu te perdoo por aquilo.
—Obrigado. Disse ele. –Não escolhi o dinheiro a você Isabella, eu nunca faria isso.
—Já conversamos a esse respeito Edward, já está claro.
—Não tem nada claro entre nós a esse respeito.
—Não quero falar sobre isso.
—Não quero aborrecê-la, mas só me afastei por existir acordos e eu não posso quebrá-los. Eu amo você bella e não reconhece isso? Ainda não ficou claro estando eu sempre querendo agradá-la mesmo que você me metendo o pé?
—Não quero falar a respeito disso mais. Falei com um nó em minha garganta.
—Diz me olhando que não me ama mais. Pediu ele me fazendo olhá-lo.
—Pare com isso Edward! Eu havia dito que seria eu ou essa vida que vocês levam, mas está claro a sua escolha!
—Não posso prometer nada, apenas o meu amor por você que é imenso........ Agora há outro bebê. Disse ele acariciando a minha barriga pegando-me de surpresa e tentei afastá-lo.
—Pare com isso. Falei sentindo o seu carinho.
—Pare de bobeira, o neném é meu também. Disse ele me olhando nos olhos estando próximo de mim e olhou para a minha barriga. –Não tive tanto contato na gravidez da nossa filha, mas eu gostaria de ter com esse.
Edward acariciou de forma vagarosa e eu olhei para o outro lado, mas fazendo-me olhá-lo novamente.
—Pare. Pedi tirando a mão dele.
—Eu amo você, sabe disso.
—Pare de se humilhar Edward, sabe das nossas condições.
—Sei que está assim por causa do nosso afastamento, me ama tanto quanto eu a amo. Quero cuidar de você e dos nossos filhos para sempre.
—Para sempre? Perguntei o olhando.
—É. Falou ele voltando a acariciar a minha barriga. –Sinto a sua falta em casa...... no trabalho e, quando estou sozinho em qualquer lugar, quando estou dirigindo e em minha cama a amando como a minha mulher. Por isso não diga que o dinheiro é mais importante que você meu amor. Disse ele tão próximo e me deu um selinho tão cheio de carinho que se eu fosse sorvete derreteria no mesmo momento.
—Não, não é assim. Falei me afastando, mas ele não deixou.
Edward voltou a me beijar e por amá-lo tanto eu retribuí. O beijo era cuidadoso e o aprofundamos movendo as nossas línguas uma na outra de forma lenta e intercalada. Ele acariciou o meu rosto e voltou a me beijar, o beijo estava tão bom e...
—Eu trouxe a sua comida. Falou Esme nos pegando aos beijos e nos afastamos rapidamente.
—Ai que bom! Falei sem jeito e ela se aproximou nos avaliando.
—Meu filho a está incomodando?
—Estávamos conversando, só isso, eu estava dizendo ao Edward que nada mudou entre nós.
—Eu vou descer. Disse ele sério me olhando.
—Ok. Falei o olhando com pesar ao se afastar e saiu do quarto.
Esme não tocou no assunto do acontecido e colocou a bandeja com o prato de sopa sobre as minhas pernas.
—Está morninha e não pelando, está bem rica em vitamina.
—Eu preciso ingerir a minha vitamina diária.
—A sua bolsa está no closet do meu filho.
—Primeiro eu vou tomar a sopa, se eu não puser pra fora eu irei ingerir a vitamina.
—Tudo bem.
—Foi você mesma quem a fez?
—Sim. Lembro-me da minha primeira gravidez e enjoei muito, sei como cozinhar para essa situação.
—Obrigado. Falei a olhando. –Estou muito feliz por você Esme, parece que eu estou sonhando.
—Não precisa se sentir aliviada, você não me fez nada.
—Eu sei que os meus pais, eles......
—Esse assunto ficou no passado.
—É o que eu penso também.
—Está claro como a água que o meu filho a ama, pois eu sei o quanto ele é orgulhoso quando quer ser.
—É ele não é fácil.
—Não ama o meu filho o suficiente para aceitá-lo em sua vida? Ainda não consegue se imaginar ao lado de quem lhe fez tanto mal não é?
—Eu decidi que sozinha é como eu quero ficar daqui por diante.
—Não diga isso sendo tão jovem, mãe de dois filhos e amando alguém que não consegue aceitar ao seu lado. Estou feliz de verdade que vou ganhar outro neto e o Carlisle soube através de Alice. Ele está feliz e preocupado, você é uma moça sozinha e se divorciou do meu filho. Sabemos que não é fácil cuidar de dois bebês estando sozinha, pois a Marie é pequena ainda.
—Foi o melhor para nós dois.
—Não percebi isso presenciando o beijo de vocês, por isso eu vejo que providenciaram outro bebê logo. Vendo o meu filho a beijando com tanta intensidade, isso me fez lembrar como era antes e ele me contou tudo na madrugada de hoje após a janta estando a Marie dormindo. Ele se abriu comigo e disse que o principal motivo é que você não o aceita por causa dos seus pais, só isso. A única que sabia da nossa recente volta para Miami era a Alice, por isso ela organizou tudo com cuidado estando Edward fora disso, era uma surpresa para ele e toda a nossa família. Eu estava com tantas saudades.
—E que surpresa. Falei após engolir a sopa.
—Sei que o meu filho está morando no apartamento e soube cuidar dos negócios da família estando sozinho aqui. Sei que vocês não se vêem faz tempo, ficou o evitando pelo visto.
—Isso mesmo.
—Por que veio hoje?
—Por me sentir grata pelos presentes e o que Alice fez em minha sala, apesar de tudo não se esqueceram de mim e sei ser educada com quem me trata bem.
—Não se sente só? Sei que os seus amigos estão vivendo a vida deles.
—Edward te contou isso?
—Sim, tudinho. Ele fez mal?
—Não, não tem problema. Jake que é o meu ex-namorado irá se casar, já a Ângela daqui um tempo irá se formar e trabalhará na área que ela gosta. Sei que não vai demorar e ela vai se casar com o Thiago também.
—Não tenho dúvidas e você vai ser mãe solteira e quando o tempo passar e que os meus netos já forem donos de si, ficará sozinha.
—Isso não é ruim.
—A solidão não é boa para ninguém, apenas pense nisso.
—Eu sei.
—Não se sente assim?
—É eu me sinto sozinha, doente e sinto saudades dos meus pais. Desculpe falar deles na sua presença e na sua casa, mas é verdade.
—Não me incomodo e desabafe da forma que se sentir melhor. Eu e o meu marido crescemos muito estando fora, foi preciso por eu já estar sufocada com o comportamento do meu filho e por precisar respirar. Foi difícil demais passar por tudo aquilo, foi como acordar de um pesadelo. Eu estava esperançosa quando eu viajei e o meu filho não sabia o porquê, mas eu já por ter implorado o meu marido que me ajudasse a ser útil novamente de alguma forma. Existia um fio de esperança porque o trauma foi na córnea, já internamente estava tudo ok. Lembra do colírio que eu estava colocando em minhas vistas assim que você veio pra cá?
—Lembro sim.
—Aquilo era um remédio para curar possíveis lesões ou inflamação interna, mas os maus tratos fizeram a membrana externa se transformas num manto negro e eu não podia enxergar. Essa foi a minha salvação, do contrário eu nunca mais iria conseguir enxergar o por do sol que é tão lindo de se ver na varanda do meu quarto.
—Estou adorando essa novidade. Falei sorrindo. –E o Edward como ele recebeu essa novidade?
—Carlisle ligou a noite para ele e pediu que viesse na mansão pegar um papel, era mentira, mas o pai o convenceu que queria que ele passasse o número do documento por telefone e...
—E aí? Perguntei curiosa.
—A casa estava toda no escuro, pois a Victória vinha uma vez na semana para limpar a casa e os vidros tendo a companhia dos seguranças. Não ficava ninguém aqui além dos seguranças e a Mary estava com o meu filho lá no apartamento.
—Isso eu sei.
—Então quando a porta da cozinha se abriu, eu estava na sala e vi a luz do corredor se acender. Escutei os passos dele e Edward pegou uma bebida no bar, vi que isso já não era muito bom por ele estar bebendo sozinho e caminhei até o bar dando-lhe um susto. Peguei o copo da mão dele e o levei até a boca dele, dando um gole perplexo pela a minha perfeição de atos e estar o vendo tão lindo me trouxeram as lágrimas. Peguei a carteira dele e eu sabia das fotos ali, então tirei a dele e falei. “Faz tempo que eu não via a coisa mais linda da mamãe” e o abracei. Choramos ali abraçados e o meu filho me encheu de beijos já estando soluçando, ele ficou tão surpreso e disse que um dos dois sonhos dele havia se realizado finalmente. Ele ficou tão chorão e beijou os meus olhos por tantas vezes, nisso eu perguntei qual era o outro sonho dele e ele me disse. “Que era a mulher que ele ama aceitá-lo na vida dela para sempre” eu fiquei em dúvida na hora pelos fatos ocorridos antes de eu viajar, mas hoje de madrugada ele me contou tudo e confirmei ser você. Posso compreendê-la bella, mas não se permita ser infeliz se for isso que você também quer. Eu passei por muita coisa com o meu marido e superamos juntos tudo isso, na verdade ainda estamos, mas queremos que o amor fale sempre mais alto no meio de nós. Foi maravilhoso amá-lo após a cirurgia podendo o ver, lhe tocar o rosto e comemorarmos estando em um hotel maravilhoso. Sei que o meu marido gastou muito comigo para me trazer de volta a luz em meus olhos, mas valeu à pena porque ele me ama de verdade e o seu ato fez as nossas desavenças passada se tornarem um nada. Foi maravilhoso poder enxergar novamente e o primeiro que eu vi estando meio embaçado ainda foi o meu marido, mas tudo foi melhorando gradativamente e tive que tomar alguns cuidados depois.
—O que importa é que está enxergando e ainda mais linda por estar irradiando essa felicidade. É notável.
—Estou mais ainda porque irei ser avó novamente, até isso Edward me escondeu. Disse ela sorrindo. –Foi nobre ter vindo aqui nos agradecer e adorei conhecê-la finalmente.
—É eu quis vir.
—Não sente saudades dele? Perguntou ela quando eu levei uma colherada da sopa até a minha boca e levantei os meus ombros somente. –Isso não é uma resposta.
—É... Falei afirmando e entregando os pontos, afinal eu o amava tanto.
—Fica aqui comigo, posso tratá-la e fazer com que fique boa dessa anemia, Edward me contou lá em baixo tudo detalhado. O doutor o informou.
—Eu já imaginava que ele contaria.
—Fica aqui comigo, ele não irá ficar aqui por estar morando lá no apartamento.
—Eu lhe agradeço, mas não precisa. Eu tenho a minha casa lá e prometo me cuidar bem.
—Você precisa repousar que eu estou sabendo, o doutor recomendou isso ao meu filho por você estar constantemente tonta. Houve uma grave queda e isso é preocupante bella. Aquela escada lá da sua casa é perigosa e permanecendo aqui, você terá o nosso auxílio. Não poderá cuidar da Marie estando assim e você sabe disso.
—É eu sei.
—Então se alimente e pouco tem de tempero, o frango por ser mais leve é o mais recomendado.
—Está deliciosa.
—Eu fiz na pressão e cozinhou rápido em fogo alto.
—Obrigado por sempre cuidar de mim.
—De nada. Disse ela sorrindo e Carlisle entrou no quarto.
—Então eu vou ganhar outro neto e ganhei uma afilhada?
—É sim.
—Isso é ótimo!
—É sim. Falei quando ele pôs a mão em minha barriga.
—Que venha com saúde e cresça recebendo muito o amor dos pais.
—Eu amo os meus filhos Carlisle.
—Eu sei, minha neta está bem cuidada e gordinha. Edward se comportou bem com você?
—Sim e esse bebê foi feito com amor na época mesmo eu não percebendo as intenções do seu filho em me engravidar novamente.
—Você disse amor?
—Sim e há tanto para lhe contar.
—Ama o meu filho? Perguntou ele frisando as sobrancelhas.
—Estamos esbarrados, mas aprendi a amá-lo e sei que ele me ama.
—Isso é incrível e inacreditável ao me recordar do comportamento de vocês, não há nora melhor que você aqui conosco.
—Eu não estou com ele agora.
—Faço votos que se entendam, mas saiba que nada é perfeito.........Nada é perfeito, mas apesar de tudo o que prevalece é o amor. Eu amo a minha esposa, ela me ama e os problemas se tornam pequenos para nós dois. Eu não vivo sem ela. Disse ele sorrindo.
—Nem eu meu amor vivo sem você. Disse Esme sorrindo e deram um selinho bem na minha frente. –Podemos enfrentar quaisquer problemas juntos, mas por mim evite-os e por você eu irei evitá-los.
—Tem razão. Disse Carlisle a olhando e me olhou, a seguir ele olhou na direção da janela estando longe em pensamentos.
—Eu concordo em evitá-los para o nosso bem. Falei os olhando. –Isso é para não nos sentirmos culpado depois, agora a família cresceu novamente e devemos manter o cuidado entre nós.
—É. Falou Esme segurando na mão do marido e sorriu para ele, o mesmo retribuiu. –Agora coma para se alimentar e alimente o neném.
—Por que não tentem outro bebê? Perguntei os olhando. –Esme é saudável, tire os óvulos e façam uma inseminação. Vocês têm condições de fazerem isso.
—Isso não é uma má ideia. Disse Esme pensativa e sorriu. –Estou velha filha e já na casa dos cinquenta por três anos.
—Teria coragem amor? Perguntou ele a ela.
—Seria uma alegria. Falei sorrindo.
—Estou na fase para ser avó, já cuidei de dois, posso cuidar dos seus se me permitir.
—Claro que sim. Falei a olhando e sorri.
Continuei comendo e eles me olhavam comer, nisso....
—Você é mesmo uma moça bonita, mas a achei magra demais filha.
—Perdi dez quilos, não gosto de me lembrar. Falei entristecida.
—Então não se lembre.
—Até exames fizeram em mim, mas eu sou uma mulher saudável e livre de doenças. Sexo desprotegido foi com o seu filho, somente ele. Tanto que acabei como estou novamente.
—Isso é bom. Disse Esme.
—Vou recuperar o meu peso nessa gravidez. Na da Marie eu engordei, mas não foi tanto.
—Vai recuperar sim. Disseram eles sorrindo e pude perceber que eles se amavam de verdade e me aceitavam no meio deles.
Um tempo depois eu terminei a minha sopa e ingeri a vitamina antes de dar a última colherada. Meu estômago estava aceitando numa boa e me senti bem.
—Precisamos descer, vamos almoçar. Quer se sentar à mesa conosco?
—Preciso repousar, sinto-me um pouco cansada. Cheguei do hospital hoje, não descansei. Por volta das 19h eu irei para casa.
—Então descanse e não se preocupe com nada. Quer uma fruta?
—Falando em fruta, me deu água na boca daquela salada de frutas, mas sem leite condensado para não enjoar.
—Sempre tem, estando Edward e eu aqui, a Mary sempre faz. Quer?
—Só um pouquinho.
—Tudo bem. Vamos descer, mas vez ou outra eu virei para vê-la.
—Ta bom.
—Dê-me a bandeja.
Carlisle pegou a bandeja e Esme me abraçou.
—Eu te amo como a minha segunda mãe Esme e senti a sua falta de verdade todo esse tempo. Falei chorosa. –A vida é mesmo engraçada e nos traz tanta surpresa.
—Eu também senti filha.
—Sei o valor de uma família por ter perdido para sempre a minha, mas sinto-me preenchida com o carinho de vocês. Nada é perfeito, mas eu gostaria nesse momento que fosse.
Nos abraçamos e depois eles se foram, deitei-me na cama me sentindo melhor e fechei os meus olhos. Edward entrou no quarto estando a neném adormecida e ligou a ventilação do ar, estava fresquinho o quarto e ele me olhou.
—Ela dormiu no colo de uma de minhas primas, acho que a Marie ganhou uma babá.
—Ok.
—Está sentindo alguma dor?
—Não e eu estou bem.
—Soube que já almoçou.
—É eu acabei de comer.
—Tudo bem. Disse ele livrando a neném do vestidinho branco e a deixou bem mais à vontade, nisso a neném resmungou. –Calma filha. Falou ele a sacudindo devagarzinho.
—Está com cara de cansado. Falei o olhando.
—Não dormi direito esses dias, mas estou bem. Por que tentou fugir do hospital?
—Eu não estava suportando ficar lá e me deram um calmante, quando acordei eu estava amarrada.
—Eu fui informado e os informei das suas atitudes também, isso bem antes, mas não era para o seu mal.
—Sei disso Edward e me comportei depois.
—Vou descer para almoçar.
—Ta.
Edward deu um beijo na testa da neném e saiu do quarto, deitei-me na cama e aos poucos eu fui sentindo o sono ir me levando. Eu estava muito sonolenta e o deixei me levar.
.
Às 20h.
Despertei aos poucos e me espreguicei, abri os meus olhos e vi ser noite já. Olhei para o lado e a neném não estava ali comigo, o relógio dizia ser 20:01min. Levantei da cama devagar e fui para o banheiro, me aliviei com vontade e me asseei. Eu lavei bem as minhas mãos depois e fui para o closet de Edward, peguei a minha bolsa e tirei o meu batom. Retoquei um pouco os meus lábios e o guardei, a seguir eu pendurei a minha bolsa novamente. Fui para quarto e calcei a minha sandália, saí do mesmo depois encontrando a tuquinha no canto do corredor dormindo. Desci a escada devagar e ganhei alguns olhares, algumas pessoas ainda estavam ali conversando e vi a Marie no colo de Uly, ela era uma das primas de Edward e a mesma veio até a mim.
—Olá Isabella.
—Oi Uly. Tudo bem?
—Tudo sim. Disse ela sorrindo, Uly tinha dezesseis anos. -A Marie está bem pesadinha e fofinha.
—Ela está sim. Falei sorrindo e brinquei com a minha filha.
—A notícia anda, soube que estão grávidos novamente.
—Pois é.
—Estou contente de verdade, a Marie logo terá um irmão ou uma irmã.
Sorrimos uma para a outra e dei um beijinho na minha filha, fazendo sons de bebê alto a neném sorriu.
—Com licença, eu preciso beber um pouco de água.
—Tudo bem, eu fico com a minha prima.
—Ta bom.
Caminhei pelo corredor e entrei na cozinha, estava ali apenas a Mary e sorri para ela.
—Boa noite.
—Boa noite dorminhoca.
—Estou cheia de sede.
—Eu havia preparado a sua salada de frutas, mas você dormiu.
—Pois é eu ando molenga mesmo.
—Então teremos outro bebê?
—Pois é, estou me adaptando ainda.
Sorri levemente e peguei um copo, abri a geladeira e me servi.
—Aos poucos as pessoas estão indo embora.
—Estou percebendo, há poucos convidados aqui.
—A maioria é da família.
—Percebi.
—Está com fome?
—Um pouco.
—Tem sopa, tem a salada de fruta e posso fazer uma vitamina com as verduras que o Sebastian me falou.
—Vou aceitar a vitamina, sinto-me bem com ela.
—Tudo bem.
—Cadê o pessoal que estava servindo?
—O expediente deles já acabou e já se foram, Alice os contratou e há tanta coisa que sobrou.
—O que tem de gostoso?
—Salgados, um restinho de torta doce e quase nada de uma salgada. Há docinhos ali naquela caixa.
—Nossa a minha boca aguou, vou lá olhar.
—Tudo bem.
Caminhei até a caixa e peguei um doce caramelado, eu o comi cheia de desejo e belisquei outro do mesmo.
—Bom demais Mary.
—Estão sim. Disse ela sorrindo.
—Os pais de Alice já foram embora?
—Ainda não, eles estão no jardim com os patrões.
—Sei.
Voltei na caixa e peguei outros doces para eu comer, sentindo-me satisfeita eu saí da cozinha e fui até o quintal. Esme conversava com a cunhada e me aproximei dela, Bernadete me olhou e eu a ignorei ao abraçar a Esme de forma carinhosa. Ela me retribuiu com afeto também e sorri.
—Acordou agora filha?
—Ainda pouco e já belisquei até os docinhos, está uma delícia. Falei a olhando e Edward conversava com os primos mais ao canto. Um deles era irmão mais velho de Uly.
—Está tudo gostoso mesmo, por isso eu gosto desse bufê. Está na hora da janta não é mesmo?
—Sim, a Mary irá preparar uma vitamina para mim.
—Ela saberá o que pôr.
—Sim, ela sabe. Depois de bebê-la eu irei embora.
—Por favor, fica aqui conosco filha.
—Eu não posso Esme.
—Não pode não, você não quer.
—É o melhor para nós...........dois.
—Ela não quer o meu sobrinho Esme. Intrometeu-se a mãe de Alice. –Ela o chutou, mas acabou grávida novamente.
—Ela sim sabe se é isso ou não. Falou Esme.
—Meu sobrinho não precisa implorar, ele é um gato e já que ela não o quer, outra o terá. Isso é fato. Feliz natal a propósito, nós não tivemos tempo de nos cumprimentar.
—Vou dar uma volta, é o melhor e ar puro.
—Ok filha, mas fica aqui conosco hoje.
—Não sei se é uma boa ideia.
Afastei-me delas não dando bola para a tia de Edward e atravessei o jardim, conversei um pouco com os primos de Edward de forma descontraída e vi Sebastian mais ao fundo.
—Com licença Sam. Pedi ao rapaz de aparência atraente e me afastei.
Caminhei devagar pelo quintal sentindo o doce que eu comi revirar em meu estômago e ignorei essa sensação horrível. Cada vez mais eu me aproximava de Sebastian e parei ao lado dele.
—Está na hora, vou só tomar a minha vitamina e pegarei as minhas coisas para irmos embora.
—Ok senhorita.
—Já comeu?
—Sim, a Mary trouxe para nós.
—Que bom, as coisas parecem deliciosas, inclusive belisquei um docinho. Eu dormi bastante e praticamente a tarde toda, nem sei se conseguirei dormir quando chegar em casa.
—Pensei de a senhorita ficar aqui hoje com a família.
—Eles querem, mas eu não. Não posso me distrair.
—Se me permite opinar, o melhor seria a senhorita ficar aqui.
—Tenho os meus motivos para querer ir embora Sebastian. Seria um erro ficar, mas não por causa da Esme. Tomarei os meus cuidados, não sou a única mulher grávida e sozinha nesse mundo Sebastian. Não sou. Falei negando.
—Tem razão, mas está necessitando de cuidados.
—E eu terei.
—Sabe que se for embora, o patrãozinho não vai deixar levar a menina.
—Eu imagino e na verdade eu já imaginava, eu sei que a Esme vai tomar conta da neta e quero deixá-la curtir isso. Quero evitar que ela presencie coisas desagradáveis, agora ela enxerga.
—Agora com a patroa enxergando, tudo será mais fácil.
—É sim, fiquei muito contente.
—Eu também. Disse ele olhando além de mim.
—Algum problema? Perguntou Edward parando ao meu lado e me olhava nos olhos.
—Que eu saiba nenhum, estou dizendo ao Sebastian que eu irei só beber a minha vitamina e iremos embora.
—Estou percebendo o quão próximos estão. Disse ele olhando para o segurança e depois olhou para mim.
—É verdade, o Sebastian me ajuda e muito... Agora eu estou entrando, logo eu virei Sebastian.
—Tudo bem senhorita.
Afastei-me deles e caminhei pelo jardim, ao passar ao lado do pai de Alice ele me parou.
—Então está esperando mais um herdeiro Cullen?
—É o que parece. Falei o olhando e lembrei que ele foi que deu o sinal verde para matarem os meus pais.
—É, o meu sobrinho a escolheu mesmo para ser a mãe dos filhos dele. Não sei se fico triste e desapontado, ou feliz por ele.
—E o que isso tem demais?
—Na verdade nada, apenas quero a felicidade do meu sobrinho. Estando com outra ou não.
—Pois saiba que quem pediu o divórcio fui eu! Não quero nada de vocês para você vir com esse deboche de herdeiro. Parece que quem está incomodado com mais um herdeiro é você! Se lembre que eles sim são valiosos e não quem fica na sombra deles! Sei que você tem grana também, mas isso não me enche os olhos! Nada a minha volta me enche os olhos!
—Então se estão separados porque deixou vir outro bebê?
—Pelo método básico! Quer que eu descreva como aconteceu?
—Não, não precisa. Disse ele simplesmente. –Feliz natal para você também e não se aborreça, pode não fazer bem.
Saí de perto dele cuspindo fogo e Edward entrou logo atrás, ele segurou na minha mão e me fez acompanhá-lo até o escritório.
—O que o meu tio estava lhe falando?
—Ele está preocupado que nascerá mais um herdeiro Cullen e disse que não sabe se fica triste ou desapontado por você ter me escolhido para ser a mãe dos seus filhos.
—Não ligue para ele.
—Eu exijo respeito! Coisa que ele não tem e não pode falar dos meus pais!
—O que o Sebastian representa para você?
—Ele é o meu segurança. O que tem?
—Não há nada. Disse ele saindo do escritório.
Fui para a cozinha segundos depois e vi Edward saindo para o quintal, sentei-me à mesa e Mary havia acabado de preparar a minha vitamina. Estando a Mary colocando a vitamina em meu copo, eu vi Edward entrando com a cara de poucos amigos e o tio se desculpando. Eu sabia do que se tratava e o pai do Edward veio atrás, na mesma hora eu me levantei e fui atrás segurando o copo, ao mesmo tempo eu ouvia.
—Ninguém deve se meter no meu relacionamento! Estou farto de saber que você desaprova a Isabella, mas quem está com ela sou eu tio!
—Não está com ela, vocês se separam. Falou o pai de Alice e pelo falatório estar alto, Esme e a cunhada chegaram ao corredor.
—Com ela ou não, eu exijo respeito! Já deu essas piadinhas e maltratá-la dentro da minha casa não será permitido!
—Filho, não brigue com o seu tio. Falou a mãe de Alice.
—Brigo sim se vocês continuarem importunando a mãe da minha filha! Ninguém é obrigado a ficar em um lugar se estão se sentindo incomodados!
Disse Edward saindo de perto de todos e subiu a escada os deixando para trás, já eu fiquei afastada os olhando e achei bem feito para os pais de Alice.
—Não me agrada essa situação chata. Disse Alice olhando para os pais e ajeitou a minha filha em seu colo.
—Não nos agrada também! O meu sobrinho poderia ter escol....
—É melhor não continuar! Pediu Esme chateada.
—Tudo bem. Disse Bernadete a olhando.
—Bem, voltemos ao normal e comam e bebam como estávamos fazendo antes.
Os poucos parentes que estavam presentes se dispersaram para a sala e eu passei pelos pais de Edward e de Alice, mas eu precisei parar.
—Lavem a boca para falarem de mim ou dos meus pais, não sei quem é pior se os misturar junto deles! Falei com desgosto. –Vocês dois não são ninguém e nada para me denegrir na frente dos outros, posso fazer o mesmo se quiserem e agora mesmo! O que preferem, hein? Perguntei os olhando. –Pelo que me vem à mente eu nunca dependi do dinheiro dos dois!
—Isabella querida, por favor. Pediu Carlisle me olhando e eu o olhei.
—Só por vocês que sempre me trataram bem irei respeitar, porque até o seu filho me conhece e quando eu tenho razão eu não me calo! Não admito que joguem piadinhas ou se metam entre eu e o Edward! Se ele quisesse outra, ele teve e tem a oportunidade de arrumar! Pelo o que me consta, eu não coloquei coleira nele e nem o prendi, então parem de encher o meu saco e se manquem! Viva a vida de vocês e não a minha!
—Isabella filha.
—Tudo bem Carlisle, tudo bem. Falei com ele segurando a minha mão e Esme olhava para os cunhados estando desapontada.
—Não quero esse tipo de coisa com a mãe dos meus netos! Do contrário podem esquecer que eu existo! Não gosto de ser injusta, não farão isso aqui na minha casa! Que essa seja a última vez! Disse Esme segura de suas palavras.
Confortei Carlisle e subi a escada devagar, entrei no quarto de Edward e ele se encontrava em pé olhando para o mar da janela. Aproximei-me pouca coisa e ele não me olhou.
—Teria coragem de estragar tudo e separar os meus pais para sempre contando toda a verdade? Perguntou ele permanecendo da forma que estava sem me olhar e me senti mal por isso.
—Sabe que não.
—Então tome mais cuidado! Não se deve falar os segredos dos outros! Sabe que a minha mãe não é boba! Disse ele raivoso e alto.
—Os seus tios são dois narizes empinados e metidos a besta! Revidei.
—Esse assunto ridículo já se encerrou! Basta! Disse Edward estressado e eu engoli o meu choro.
—Não pretendo falar.
—Eu não lhe perdoaria nunca pelo segredo não ser seu! Nunca! Mesmo não prestando eu não falei para o seu amigo quem os seus pais eram de verdade! Eu não falei nada a seu respeito quando eu os peguei na boate juntos aos beijos estando nós faltando dias para nos casarmos! Lembra que você me pediu para não contar porque ele não sabia? Ta lembrando disso Isabela? SE LEMBRA? Perguntou ele alto ainda estressado.
—Eu sei disso.
—Que seja! Disse ele me olhando finalmente. –É só problemas! Disse ele socando a parede me assustando e fiquei o olhando.
—Vou terminar de tomar a vitamina e irei embora. Falei agitada e isso não era um bom sinal.
Por conta disso eu fui para o banheiro rápido, só deu tempo de mirar o vazo e coloquei tudo para fora estando agachada na privada. Eu inclusive expulsei também os doces que eu havia comido, pois o meu estômago dava voltas e Edward veio me olhar. Eu não conseguia parar de vomitar e isso me deixou completamente sem forças, tanto que com cuidado eu me ajoelhei no chão e segurei a minha barriga.
Coloquei o restante que sobrou para fora e senti um gosto amargo em minha boca, sentindo-me um pouco melhor eu me levantei e fui lavar a minha boca estando sob o olhar de Edward. Lavei a minha nuca e respirei fundo, a seguir eu o olhei.
—É melhor eu ir embora agora.
—Pois é o Sebastian está te esperando. Não o deixe esperar por estarem tão próximos!.
—Edward nem eu assim você consegue se segura?
—Me segurar por quê? Apenas não o deixe esperando e esqueça o que ocorreu aqui em casa! Só veio aqui porque se sentiu obrigada a agradecer.
—Me senti obrigada sim, mas saiba que eu gosto muito da sua mãe também.
—Tem o direito de gostar de quem você quiser! Não vou ser essa sombra que a inferniza por mais tempo. Agora que o meu pai voltou, quem vai viajar sem data de volta será eu!
Comecei a chorar por me encontrar uma bobona mesmo e me sentei na cama por sentir a tontura me atingindo. Não deixei Edward perceber pelo stress ter me atingido em doses elevadas agora.
—Minha filha vai......
—Eu sei que a Marie ficará aqui Edward. Falei de olhos fechados e os abri. –Venho buscar ela outro dia.
—Não! Enquanto você estiver assim não irá levá-la! Precisa se cuidar, mas não darei mais conselho, você me ignora de todas as formas e faça o que bem tem vontade da sua vida!
—Não precisa me tratar assim Edward.
—Quer que eu te trate como? Você sabe como vem me tratando e eu sempre pronto a ajudá-la Isabella! Sempre de boa vontade, mas você me taca pedras e não reconhece!
—Estamos fazendo o que os seus tios querem, que é nos ver brigando.
—Venha buscar a menina quando melhorar e tenha uma boa noite. Disse ele saindo do quarto.
Respirei fundo e fiquei ali pensando, deduzi que oitenta por cento eram ciúmes que ele sentia e por isso me tratou assim. Edward morreria ciumento e sequei as lágrimas que rolaram, eu estava sensível demais e o entendia por um lado.
Levantei da cama devagar sentindo muito mau star e fui até o closet pegar a minha bolsa, ao voltar eu andei devagar e saí do quarto. Desceria a escada devagar e desci o primeiro degrau sentindo tudo rodando. O meu estômago dando voltas estando vazio e apertei o corrimão. Senti passos atrás de mim e tentei continuar. Continuei descendo e ao não enxergar nada pela tontura, o meu pé escorregou entre um degrau e outro e senti alguém me segurar.
—É melhor ter cuidado. Falou a avó de Edward de forma carinhosa.
—Estou zonza, não posso continuar. Falei me sentando.
—Sente-se mau filha?
—Sim, mas estou indo embora e descansarei em minha casa.
—Não é o indicado, fica aqui.
—Acho que se a senhora não estivesse descendo, eu cairia e perderia o meu filho.
—Isso é. Por sorte eu vim no quarto.
Levantei da escada devagar e continuei descendo com a ajuda da avó de Edward, fomos para a sala comigo começando a sentir dor no pé da minha barriga e os olhei. Estavam ali os pais de Alice, dois casais mais velhos de primos, sendo um deles os pais de Uly e alguns primos novos de Edward.
—Bem, boa noite a todos, eu estou indo embora.
—Sente-se mau filha? Perguntou Esme ao me olhar.
—Enjoos de grávida, nada para se preocupar. Falei respirando fundo ao sentir uma pontada em minha barriga. –Bem estou indo embora.
Olhei para a dona Ana e sorri ao abraçá-la, cumprimentei um por um, menos os pais de Alice e saí da sala. Fui andando devagar e parei no corredor para acariciar a minha barriga, eu sentia que eu não estava nada bem e continuei andando. Cheguei na cozinha e Mary me olhou.
—Eu guardei um pouco dos doces em uma vasilha para você levar, há salgadinhos também.
—Quem me dera se eu conseguir comer.
—Tente, eu coloquei os mais suaves, nada de camarão.
—Obrigado. Falei sentindo a dor fininha me atingir. –Ande logo, por favor, amiga, eu preciso ir embora.
—Que aflição é essa?
—Não é nada demais.
Mary ajeitou as coisas para eu levar, inclusive a sopa ela colocou em cambuquinhas que daria uma refeição certinha para mim.
Estando tudo arrumado, ela veio na minha direção e eu me levantei devagar, peguei a bolsa da mão dela e a olhei.
—Cadê o Edward?
—Está no jardim.
—E a minha filha?
—Com a Alice.
—Pegue a minha filha para eu me despedir dela, por favor.
—Um minuto.
—Ta.
.
5min depois.
—Aqui está a neném. Disse a Mary me olhando.
—Oi bebê da mamãe. Falei sorrindo e Marie estava cheia de sono.
—Alice acabou de banhá-la e ela vai mamar.
—Percebi. To indo embora e cuida bem dela, por favor.
—Pode deixar. Disse Mary me observando dar um beijinho em minha filha.
—Tchau.
—Tchau.
Fui andando devagar e saí para o quintal, à prima de Edward que havia entrado na piscina veio me cumprimentar e o mesmo fez os outros primos de Edward. Sebastian ao me ver, ele se aproximou e pegou as minhas bolsas. Fomos para a garagem, mas antes de entrar eu vi Edward sentado no jardim. Fechei os meus olhos e entrei, a porta do carro foi aberta e ao me sentar foi como levar um grande choque em minha barriga e gemi de dor.
—O que foi senhorita?
—Vamos embora logo, por favor. Falei angustiada.
—Ok.
A porta do carro foi fechada e eu me deitei no banco, eu estava tão nauseada e fechei os meus olhos sentindo tudo rodar. A dor fina me enchia o saco e coloquei a mão em minha barriga, quando Sebastian entrou no carro ele me olhou.
—Sente-se mal senhorita e está mentindo.
—Eu preciso ir ao médico nesse momento, acho que estou perdendo o meu bebê.
—Nossa! Eu preciso falar com o patrão.
—Não! Não há tempo.
—Ok. Disse ele agitado.
Sebastian saiu rápido da garagem e ele fez o percurso da trilha em poucos minutos, eu estava tão nauseada que acabei desmaiando.
.
Um tempo depois.
Despertei aos poucos e eu estava sendo empurrada na maca, vi Sebastian de um lado e vi o meu médico ali, fomos para uma sala e o doutor me examinou. A primeira coisa que eu ouvi foi o som do coração do neném que batia constantemente, nisso o doutor me olhou.
—O seu amigo disse que você pensou de estar perdendo o bebê, mas aqui está ele.
—É. Falei mais tranquila e fechei os meus olhos sentindo a lágrima rolar.
Fui examinada e não havia presença de sangue, tudo estava normal e o doutor me fez muitas perguntas. Minha pressão foi verificada e a mesma estava baixa. Expliquei ao doutor que eu havia me aborrecido e falei da dor em minha barriga, mas descartamos a possibilidade de perdê-lo e o doutor disse que eu sofri pela pressão baixa e pelo stress. Ele recomendou que eu descansasse essa noite no hospital repousando e tomei um banho com a ajuda da enfermeira, coloquei a roupa do hospital e deitei-me na cama. Tomei uma vitamina via oral e me deram algo para eu comer, eu disse que o meu estomago estava vazio e eles me deram algo fortificante de acordo com o meu quadro. Comecei a me sentir sonolenta depois disso e dormi vendo Sebastian ali comigo.
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Madrugada de domingo, 27 de Dezembro.
Às 01:11min.
Acordei do nada e me espreguicei, o que eles me deram me fez sentir melhor constatei e achei ótimo. Olhei na direção do sofá e Edward dormia ali para a minha surpresa, Sebastian deve ter ligado para ele e me levantei devagar. Fui para o banheiro me aliviar e relaxei ao fazer xixi com vontade, foi um alívio. Asseei-me devagar e fui lavar as minhas mãos, aproveitei para lavar a minha boca e fiz o mesmo com o meu rosto. Sentindo-me com sede, eu fui até a mesinha e peguei a garrafinha de água, eu a abri e me deliciei bebendo tudinho. Acho que Edward acordou com os meus movimentos e me olhou.
—Eu acabei dormindo.
—Continue numa boa. Sugeri.
—Sebastian disse que você passou muito mal e você mais uma vez mentiu para mim em relação a algo tão sério. Você me quebra com essas atitudes Isabella, já basta no nascimento da nossa filha.
—Foi sim.
—Ele quando me informou que você achava que estava perdendo o nosso filho eu enlouqueci e vim correndo sem querer saber se brigamos ou não.
—Edward.
—Apenas deite-se e relaxe, o médico disse que isso foi por causa da sua pressão baixa e do stress.
—É sim.
Deitei-me devagar e Edward sem ser convidado se deitou ao meu lado, ele me fez olhá-lo e beijou a minha testa.
—Apenas descanse.
—Ok.
—Não pode perder o nosso filho por minha culpa, acho que eu não me perdoaria mais uma vez.
—Seus tios me estressaram demais, não posso ser maltrata por pessoas que se acham no direito de me diminuir. Eles fazem isso por saber de onde eu vim e, por ser filha daqueles que lhes destruíram e por eu ser uma mulher pobre sem ter o que te oferecer no momento. Eu não posso competir com vocês, você sabe disso e eu também sei. Eu não engravidei porque eu quis ou só porque você é um homem rico Edward. Não é isso e não quero o que é seu. Eu deixei tudo pra lá ao nos divorciar e eles sabem disso. Fazem isso por saberem da Michele e por ela ser uma mulher afortunada, ela é a ideal para você na concepção torta deles. Eu não sou ninguém para eles e para você. Que culpa eu tenho de ser uma mulher simples? Estou bem em ser assim, meus amigos de verdade não se importam, apenas os seus tios. Não sei quem mais.... Falei com pesar.
—Não entre na pilha deles e eu os ameacei antes de sair de lá.
—O que você fez? Perguntei preocupada.
—Eu disse pra quem quisesse escutar que se você perdesse o nosso bebê, que eu não iria os considerar como os meus tios mais.
—Fez isso?
—Sabe que eu faço até pior.
—Não deve brigar com a sua família por mim, mas eles mereceram. Eles dormiram lá?
—Não dormiram apenas a Alice e os outros primos. Eles não são de Ourinhos ou de Miami, estão passando uns dias lá e irão embora na segunda feira. Eles moram em Orlando e estão aqui desde o dia 24.
—Entendi. Devia estar na sua casa descansando Edward e com os seus primos.
—Está me mandando embora?
—Não é isso, claro que não.
—Então durma.
—Ta bom. Falei me ajeitando estando ele ali me abraçando e fechei os meus olhos, mas os tornei a abri quando Edward acariciou a minha barriga sob a coberta. –Edward, sabe das nossas condições.
—Estou transmitindo carinho para o meu filho ou filha sei lá.
—Está se aproveitando, sabe disso.
—Não mesmo. Disse ele me olhando e selou os nossos lábios.
—É melhor parar. Pedi baixinho.
—Não.......É isso que você também quer. Disse ele me olhando e voltou a me beijar.
—Está se aproveitando de uma mulher debilitada. Falei me afastando pouca coisa.
—Não seja dramática, eu não faria isso.
—Ta bom. Sabe que exigi que vocês saíssem dessa e......
Edward não me deixou terminar e me beijou com doçura, eu estava me sentindo mole como um sorvete derretendo e o abracei.
—Eu estou sentindo a sua falta. Não sente a minha?
—Sinto a sua falta Edward, mas enquanto você continuar nessa eu não ficarei com você.
—Não diga isso.
—É a realidade, eu não devia nem estar o beijando.
—Isso é normal quando duas pessoas se amam, eu te amo.
Edward tornou a me beijar e eu acariciei o pescoço dele, fui beijada de forma carinhosa em meu pescoço e fechei os meus olhos. Eu mesmo estando ali em um hospital comecei a sentir desejo e suspirava, corri os meus dedos no peito dele e desci com a minha mão.
—Bella, é melhor eu ir deitar no sofá.
—O que foi que eu fiz?
—Não se faça de santa. Falou ele quando eu o toquei intimamente e ele me beijou.
Eu o acariciei ouvindo a sua contentação baixinha em meu ouvido e horas em minha boca ao me beijar com intensidade, mas....
—Posso esperar. Disse ele se afastando de mim e foi se deitar no sofá estando com o botão da bermuda aberta e seu sexo excitado sob a boxer.
Deitei-me de forma correta o olhando e Edward fechou os olhos, foi bom para nós dois esse envolvimento e eu podia sentir o quando eu o desejava naquele momento. Aos poucos eu fui sentindo o sono me levar outra vez e acabei dormindo.
.
Às 7h da manhã.
—Senhorita Isabella?
—Oi doutora.
—Bom dia. Disse a minha ginecologista sorrindo.
—Bom dia. Falei me sentando e Edward já estava acordado, nisso ele sorriu ao me olhar.
—Soube que estava aqui e vim vê-la. Sente-se melhor?
—Nem se compara, estou bem sim doutora.
—Vou verificar a sua pressão.
—Ta bom.
Demorou um pouquinho, mas ela verificou e viu que a minha pressão havia se normalizado.
—Sempre que a sua pressão baixar você vai se sentir tonta e piora por estar grávida, prove algo com sal que ajuda. A gravidez deixa as mulheres com muitas alterações hormonais e isso por um lado é normal. Muitas se aborrecem com mais facilidade, outras chora demais e por aí vem os desejos também. Recomendo que o parceiro tenha um pouco mais de paciência com a mamãe nesse momento. No seu quadro evite se aborrecer, andar com saltos muito altos por você já ter um histórico de descolamento de placenta. Evite beber muito café e gordura, coisas que eu já a instruí antes. Peço que evite aborrecimentos no máximo, você é uma mulher que fica sensível além da conta no período da gravidez e nem todas as mulheres são assim. Isso não é bom e requer muito cuidado.
—Já passei por muita coisa, só não perdi a minha filha Marie por um milagre de Deus.
—Posso imaginar, mas torço por você conseguir se alimentar bem. Tome vitaminas com beterraba, coma bastante agrião e inclua salsinha na sua comida também. Até o fim da sua gravidez vou tratá-la dessa anemia para tudo correr bem.
—Ok. De qualquer forma e qualquer coisa que venha a me acontecer ao longo desse tempo eu opto por salvarem o bebê em primeiro lugar.
—Isso é algo delicado de se tratar, temos muito caminho pela frente e logo vai melhorar.
—Eu sei, mas fique sabendo doutora, sei que é a senhora quem irá fazer o meu parto e caso algo saia errado, eu quero e exijo que salvem o neném. É ele em primeiro lugar, essa é a minha decisão.
—Essa é a sua vontade?
—Sim, uma vontade absoluta.
—Ok. Vou te dar alta por ter autoridade para isso e tendo o apoio do meu amigo e doutor. Faça as refeições ricas em vitaminas e tome a vitamina diária sem faltar um dia, tudo se resolverá.
—Ok.
A doutora assinou a minha alta e o café da manhã foi servido por uma enfermeira que entrou no quarto. Eu a agradeci e me despedi da doutora que além de boa era atenciosa. Edward a cumprimentou e ficamos a sós.
Ele se sentou ao meu lado e comeu calado, mas não se aguentando ele me olhou.
—Não pensa em mim nem um pouco se tiver que me abandonar não é?
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Diz para o caso de algo acontecer?
—É eu digo a esse respeito.
—É a lei da vida, as mães morrem para salvar os seus filhos. Você sabe disso.
—Eu faria o mesmo por vocês, mas não me imagino a perdendo para sempre e prefiro ir primeiro.
—Será assim se continuar com isso, ande e resolva logo, já sofri demais ao pensar que você preferiu o seu dinheiro. Estou doente por causa disso também, foi uma decepção para eu saber de todas essas tramoias.
—Não está doente, está grávida e precisando se tratar. Não repita isso.
—Ok.
Começamos a comer e me saciei após tomar uma vitamina de banana com aveia. A mesma desceu bem e peguei na bolsa a minha vitamina diária, após ingeri-la eu fui me trocar.
Ajeitei o meu cabelo e calcei a minha sandália, lavei o meu rosto e saímos do quarto após chegar o rapaz com a cadeira de rodas. Minutos depois passamos na recepção e saímos do local. Fomos andando na direção do carro do Edward e ele me olhou.
—Vamos lá pra casa e isso é indiscutível Isabella.
—Edward, eu acho melhor ir para a minha casa.
—Não é conveniente, não tem ninguém lá para te auxiliar e não teime. Precisará mexer com fogo, faca, descer aquela escada e não Isabella! Não vou permitir isso!
—Então quando você vai sair disso? Perguntei o olhando.
—Eu não estou preso a isso, só temos acordos feitos.
—Quer que eu fique na sua casa desse jeito? É isso?
—Eu só quero cuidar de você. A Mary estará lá e a minha mãe também quando eu estiver trabalhando.
—Então saiba que enquanto esse maldito acordo não se desfazer ou terminar, não tem conversa! Eu quero ir para a minha casa!
—Não irá e ponto final! Disse ele decidido e segurando o meu braço
Edward me fez entrar no carro e eu chorei, chorei feito criança enquanto ele dirigia e não liguei. Ele também não ligou e ajeitei a minha bolsa, nisso ele me olhou quando paramos no sinal vermelho.
—Você se comporta como aquelas crianças mimadas e que fazem pirraça sem sentido!
—Olha quem está falando!
—É para o seu bem, sabe disso. Sua teimosia me enlouquece e espero que a nossa filha não herde isso de você!
Não o respondi e preferi ficar na minha, eu ficaria em silêncio e era o melhor até eu melhorar. Permaneci calada e preferi olhar para o lado de fora, ou brigaríamos ainda mais.
.
Um tempo depois.
Chegamos na mansão e todos dormiam ainda, menos a Mary e a Victória que estavam na cozinha preparando aquele banquete que os Cullens estavam acostumados a ter.
—Bom dia. Eu as saudei.
—Bom dia. Disseram elas juntas.
—Já está melhor? Perguntou Mary estando visivelmente preocupada.
—Sim eu estou e foi bom ter ficado no hospital essa noite.
—A patroa não dormiu bem estando você lá e tive que fazer um chá para ela. Só o patrãozinho foi quem pode acompanhá-la, isso dizendo ela.
—Esme é muito atenciosa.
—Suas coisas estão no quarto, Alice e Sebastian foram buscá-las. Informou-me Mary.
—Não é tudo, mas o suficiente para você ficar aqui. Disse Edward me olhando. –Eu precisei ligar ontem para acalmar o pessoal aí a minha mãe ficou angustiada, sabe como ela é maternal em relação a você.
—Eu sei. Eles foram que horas buscar as minhas coisas?
—Ontem mesmo e é a minha mãe quem prefere que você fique aqui também. Ela quis assim e eu também.
—Ok. Vou subir e dormir.
—Quer algo?
—Pode ser um suco de melão, estou salivando por algo tão simples Mary.
—Vou fazer. Disse ela sorrindo.
Fomos para o quarto e vi as minhas coisas no closet de Edward, peguei um vestido de andar em casa e uma calcinha. Fui para o banheiro e me despi, ignorei a presença de Edward e ele foi para o closet me deixando mais à vontade. Tomei o meu banho tranquilamente e saí para me secar, escovei meus dentes e penteei o meu cabelo.
Mary bateu na porta e Edward foi abri-la, era o meu suco ali e sorri. Ela se retirou e eu saí do banheiro, o ar estava ligado e me sentei na cama quando Edward foi tomar banho. Peguei o meu copo de suco e o tomei me sentindo bem, estava saboroso e me deliciei com aquele desejo de grávida. Terminei de bebê-lo e me deitei, cobri-me e fechei os meus olhos. O sono não demorou a querer me pegar e comecei a cochilar, mas tão logo eu não vi mais nada.
.
Às 13h da tarde.
Acordei e vi Edward dormindo bem ao meu lado, ele parecia cansado e me sentei na cama. Eu me sentia bem melhor, nada de náuseas e nem aquela canseira, mas preguiçosa eu tornei a me deitar e Edward abriu os olhos. Ficamos nos olhando por um tempo e eu me ajeitei na cama deitando de barriga para cima sob o edredom, Edward a sua forma enxerida acariciou a minha barriga e a beijou.
—Edward, eu quero que se comporte.
—É o meu filho que está aí dentro também.
—Pare de mentir e usá-lo!
—Não estou mentindo, eu sou um homem carinhoso também.
—Ok. Falei me acalmando e o deixei acariciá-la sob o edredom, o quarto estava frio.
Fechei os meus olhos sentindo o carinho dele ali e os abri quando eu senti os meus lábios serem tocado pelos os dele, mas por querer aquele contato eu permiti e nos beijamos.
2min depois.
O senti excitado por ter acordado assim provavelmente, seu sexo estava sendo pressionado em minha coxa e meus batimentos cardíacos dispararam com essa constatação. Eu o desejava tanto, queria senti-lo, mas me recordei dos problemas e me afastei imediatamente.
—O que foi?
—Não é nada, eu vou levantar.
—Tudo bem.
Sentei-me na cama ofegante e me levantei, fui para o banheiro e fiz a minha higiene. Estando o meu cabelo penteado agora, eu saí do quarto após passar gloss em meus lábios. Edward veio atrás de mim e me fez descer com ele segurando o meu braço, estando lá em baixo.
—Edward eu estou bem. Chamei a atenção dele.
—Mesmo assim, agora eu irei subir e ficar apresentável. Disse ele me olhando.
—Ok.
Ele subiu a escada e fui até a sala, não havia ninguém ali e fui para a cozinha. Saudei as meninas e soube que o pessoal estava para a piscina se refrescando. Mary fez uma vitamina verde para mim e eu a ingeri. Estava geladinha e desceu redondo. Pra minha surpresa ela me deu a minha vitamina diária e eu a ingeri também. No almoço eu não iria tomá-la, já estava tarde e agora só na hora da janta.
Fui até o jardim e todos me cumprimentaram, de forma carinhosa Carlisle veio até a mim e me abraçou.
—Sente-se melhor querida?
—Bem melhor.
—Não fique no sol, isso baixará a sua pressão. Falou Esme segurando a minha filha estando na sombra da arvore.
—Tudo bem. Falei indo até ela e me sentei no lençol que estava forrado, Marie brincava ali.
Olhei para a piscina e Alice sorriu para mim, acenei para ela e os primos de Edward se divertiam. Os dois casais mais velhos conversavam tomando suco de laranja a sombra do guarda sol e sorriam bastante, inclusive dona Ana que estava de maiô azul escuro com flores rosa. O domingo estava muito agradável e Marie estava apenas de fralda e sem blusa, ela se divertia com os brinquedos e babava muito. Com paciência a avó a limpava e ela não gostava, reclamava um pouco e aceitou de bom grado a chuquinha de água que a avó lhe ofereceu nesse momento. Eu senti tanta falta desse aconchego em família e sentia o ventinho fresco se chocar em mim, brinquei com a minha filha e ela sorria lindamente. Olhei em volta vendo os seguranças com roupas casuais por causa do sol e conversavam entre si.
Minutos depois eu recusei as besteirinhas que a Victória estava servindo para o pessoal e uma rodada de drink foi servida, a maioria bebeu e eu preferi o suquinho geladinho de pêssegos frescos que a Mary preparou.
Edward saiu pela porta da cozinha e vestia uma sunga preta, ele segurava uma toalha e saudou o pessoal com uma boa tarde.
Todos responderam e ele veio até a filha, ele a pegou no colo e deu vários beijinhos nela, Marie pareceu gostar e dava gritinhos em sua forma de se comunicar. Esme sorria ao olhá-los e eu os observava, ajeitei-me no lençol e fiquei na minha. Sorrindo ainda Esme me fez deitar a cabeça e sua perna e fez carinho em mim, ela era tão carinhosa e sorri para ela tendo cuidado para não aparecer a minha calcinha, por sorte o vestido não era curto.
—O senhor vai querer algo para beber? Perguntou Mary a ele.
—Uma dose de whisky com duas pedrinhas de gelo, por favor.
—Ok.
Ela se retirou e ele colocou a neném em meu colo, com isso eu me sentei. Ajeitei o meu vestido sob o olhar dele e ele olhou para os primos, os dois rapazinhos não eram feios e eu os olhei também.
—Está de vestido, seria melhor se colocasse um short.
—Não está curto filho. Falou Esme o olhando.
—Deixa Esme, Edward põe defeito onde não tem.
—Há homens e os seguranças estão em volta, se quer deitar eu subo e pego algo apropriado para você vestir. Disse ele me olhando e eu sorri.
—Vá se divertir na piscina Edward e desencana com esse assunto sem sentido.
—É melhor mesmo. Disse ele e deu um beijinho na Marie.
Ele se afastou levando a toalha e eu o olhava segurando a minha filha, o corpo dele estava cada vez mais bonito eu o reparava e a Marie começou a chorar.
—Ta sentindo a falta do papai? Perguntei a ela e a danadinha continuou chorando o olhando.
Eu e Esme sorrimos e Marie prestou atenção em nós, isso a fez parar de chorar e dei uma boneca a ela. Edward a estava mimando demais e fiquei brincando com ela. Conversei um pouco com a Esme e ela me contou como foi à viagem dela de forma mais detalhada, o medo dela era da cirurgia dar errado e dizendo ela agradeceu demais a Deus quando pode enxergar novamente.
.
1h depois.
Marie se encontrava adormecida no colo da avó e os outros se divertiam na piscina, eu estava com muita sede e me levantei. Fui para a cozinha ganhando alguns olhares e me servi após abrir a geladeira, aproveitei para comer uma pêra e me senti bem após a terceira mordida.
.
4min depois.
Lavei o meu copo e o coloquei na pia, fui até o quarto e me deitei um pouco na cama após ligar o ar. Eu estava sonolenta por incrível que pareça e me deitei de barriga pra cima, fechei os meus olhos e fui relaxando aos pouquinhos estando acariciando a minha barriga. Estando quase adormecida a porta se abriu, continuei de olhos fechados e a cama afundou ao meu lado.
—Está passando mal? Perguntou-me Edward e abri os meus olhos ao sentir a mão dele correndo pelo o meu rosto.
—Não pelo contrário, eu estou sonolenta e um pouco cansada na verdade.
—Então descanse. Vamos comer daqui a pouco.
—Me chama então quando for o momento.
—Ta com fome já?
—Pouca coisa, mas o sono está me matando. Não sou uma grávida normal dessa vez.
—Depois eu te chamo e não fale essas coisas.
—Ta. Falei o olhando e Edward veio selar os nossos lábios, mas eu não deixei. –Preciso descansar. Pedi de forma calma.
—Tudo bem.
Edward saiu do quarto e eu me deitei de lado, fechei os meus olhos e relaxei.
.
15min depois.
—Amor, acorde.
—Hum? Fiz sem abrir os meus olhos, eu me sentia cansada demais.
—Ta na hora de comer.
—Tudo bem. Falei abrindo os meus olhos e o olhei. –Vou ao banheiro primeiro.
—Tudo bem.
Levantei da cama sob o olhar dele e fui ao banheiro, me aliviei com vontade e me asseei. Ajeitei a minha roupa e fui lavar as minhas mãos, depois ajeitei o meu cabelo e estava de bom tamanho.
Saí do quarto junto de Edward e descemos com ele me segurando, óbvio que eu protestei, mas ele não quis saber. Fomos para a sala e me sentei à mesa, os primos de Edward já estavam ali e Marie estava quietinha sentada no carrinho. A comida foi servida estando o Edward sentado ao meu lado e o meu prato era especial. Havia muitos legumes, arroz e frango grelhado. Já o almoço dos outros era a base escalopes de vitela e tudo estava com uma cara boa. Havia variedade de pratos e a minha boca aguou ao olhar aquilo tudo ali bem na minha frente. Carlisle pegou a taça de vinho e a levantou sorrindo.
—Um brinde a mulher mais linda do mundo para mim. Disse ele sorrindo.
—Tim, Tim amor. Disse Esme sorrindo.
—Tim, Tim. Nós falamos sorrindo e brindamos, sendo que em meu copo havia suco.
—É com alegria que eu brindo estando à família reunida, é assim que tem que ser.
—Claro. Disse Edward levantando a taça dele.
—É bom ter todos aqui. Completou Carlisle. –É ótimo a minha esposa estar vendo a luz do dia outra vez. É ótimo saber que vou ser avô novamente e é com muita alegria que tenho a companhia da minha nora aqui novamente.
—Obrigado Carlisle. Falei sorrindo. –É de verdade o que vou falar, mas é bom estar aqui reunida com todos. Família eu quis dizer.
—Isso é o que importa. Disse Carlisle e brindamos sorrindo.
Começamos a comer e os legumes estavam bem cozidinhos, amassei a batata a misturando no arroz e comi. Eu precisava de carboidrato para engordar um pouco mais mesmo e comi numa boa, o meu estômago estava aceitando bem e parti a abobrinha.
—Não tomou a vitamina, vou pegá-la.
—Não precisa. Falei o olhando. – Eu já tomei lá no hospital mais cedo e quando acordei, então só na hora da janta.
—Então ta. Disse Edward me olhando intensamente.
Continuamos a comer e terminei a minha comida me sentindo bem, por estar calor a sobremesa era uma torta de sorvete e não resisti, eu acabei comendo e não coloquei nada para fora. Ficamos conversando e depois eu peguei a minha filha no colo, ela ficou quietinha, mas tão logo a prima de Edward veio pegá-la de mim.
Voltamos para o jardim e ficamos lá a sombra, Marie precisou ser trocada e Victória a levou de bom grado. A tarde estava sendo animada e me deu vontade de tomar banho de piscina, mas...
—Bella, não é conveniente. Falou Edward.
—O sol já está quase se pondo.
—Você precisa repousar.
—Se eu fizer programa de doente eu nunca vou melhorar e eu me sinto ótima neste momento.
—Vou com você então.
—Vai querer por o biquíni em mim também?
—Se precisar. Disse ele debochado e balancei a cabeça que não.
—Eu já volto, pedirei a Mary que me acompanhe.
Saí do jardim e passei pela cozinha, não vi Mary ali e subi. Entrei no quarto e fui para o closet, peguei o meu biquíni e me troquei. Eu estava ok e peguei uma toalha, saí do quarto e desci a escada devagar. Tuquinha ficou latindo estando no primeiro andar e me acompanhou, saí no quintal e Edward ficou me olhando. O biquíni da vez era vermelho de lacinho e Esme me acompanhou, fomos para a água e aproveitamos.
.
10min depois.
Edward e o pai vieram para a água e Carlisle abraçou a esposa, os outros casais se animaram e os primos de Edward inclusive a Alice estavam deitados à sombra juntos de minha filha. Conversamos ali de forma animada e Edward me abraçou sendo um tremendo enxerido, mas eu me comportei e o deixei me abraçar por trás. Os outros casais agiram de forma natural mediante nós e o assunto não acabou, até sobre o sexo do bebê nós conversamos.
—Se for menina, que nome você daria?
—Se for uma menina? Perguntei pensativa e vi a tuquinha correndo pra lá e pra cá no quintal estando segurando um biscoito com a boca. –Se for uma menina. Repeti e olhei para o Edward.
—Você escolhe. Disse ele acariciando a minha barriga.
—Se for uma menina eu ...... Escutei a tuquinha latindo e sorri ao lembrar de alguém. –Eu a chamaria de Brenda. Falei sorrindo.
–É um nome lindo. Disse Edward.
—Sem dúvida. Disse Carlisle abraçando a esposa e ela sorriu.
—Era o nome da minha filha.
—Sim, ela seria a tia deles e eu quero poder homenageá-la algum dia.
—Teria que engravidar novamente. Disse dona Ana entrando na água e eu sorri.
Eles não a levaram a sério e continuaram conversando, mas Edward me fez olhá-lo estando os outros alheios e conversando.
—E se for um menino?
—Se for um menino, eu não tenho ideia. Mesmo eu amando os meus pais acima de tudo, não seria bem vindo por vocês colocar Charlie.
—É, eu não me sentiria contente, mas eu não vou ser indelicado com você dizendo coisas que os ofende.
—Obrigado. Falei o olhando. –Acho que O seu nome então.
—O meu nome?
—Sim. Edward Antony Cullen Jr.
—É lindo e seria incrível o meu filho ter o meu nome.
—É.
—Está cedo ainda para nos focar nisso, mas é uma boa.
—É sim. Eu quero que nos comportemos como amigos Edward.
—Eu não quero ser o seu amigo, já passamos dessa fase.
—Então saia disso, pois saiba que eu não irei pedir para sempre, um dia eu vou me cansar.
—Eu sei.
Voltamos a apreciar a piscina e nos entrosamos com o pessoal, mas não me demorei ali e saí da água. A noite já estava vindo, o restante saiu da água e fomos para os quartos tomar banho para nos livrar do cloro.
Estando eu e Edward no quarto agora, eu fui para o closet e ele para o banheiro. Peguei um conjunto de short e blusa de alcinha na cor azul e saí do closet, Edward tomava o banho dele e eu fui para a janela para evitar olhá-lo.
.
15min depois.
Edward saiu do banheiro estando de bermuda e camiseta, nisso eu entrei no banheiro e me despi no Box. Liguei o chuveiro e comecei a me lavar, a água estava numa temperatura agradável e me lavei da cabeça aos pés.
.
Estando vestida e com o meu cabelo penteado, eu saí do banheiro. Saí do quarto deixando Edward deitado na cama e fui até o quarto da minha filha, Mary estava ninando ela e eu a peguei.
—Amiga, não se preocupe, eu irei colocá-la para dormir.
—Ela já está de banho tomado e já jantou.
—Tudo bem.
Fiquei com a Marie em meu colo e me sentei no sofá, ela dormiu rápido e a coloquei no berço. Peguei a babá eletrônica e saí do quarto, vi Edward em pé na porta do quarto dele e ele disfarçou.
—Marie acabou de dormir.
—Está na hora dela dormir mesmo.
—Ok.
Descemos e ficamos na sala, a janta foi servida e comemos. Dessa vez eu experimentei comer algo mais encorpado no tempero e comi a batata recheada me deliciando. Preferi beber água a suco e rejeitei a sobremesa, eu estava contente e me lembrei da vitamina diária. Edward a pegou para mim e eu a ingeri, depois disso eu fiquei olhando a vista do lado de fora. Eu estava perdida em pensamentos.
Conforme as horas iam se passando, os primos de Edward iam subindo para dormir porque iriam embora amanhã. Dona Ana foi à penúltima deles a subir e ficaram os pais de Edward, eu e o próprio.
—Bem meus amores, nós iremos subir e tenham uma boa noite.
—Boa noite para você também Esme. Boa noite Carlisle.
—Boa noite filha. Vamos amor?
—Vamos sim. Falou ela se levantando e se abraçaram, a seguir eles deram um selinho e subiram.
Edward foi até a parede de vidro e apertou o botão ao lado, não demorou as proteções desceram e ele me olhou.
—Vamos subir agora?
—Vai você, eu vou depois.
—Bella...
—Pode ir, estou bem.
—Ok. Boa noite.
—Boa noite Edward.
Ele se foi e eu continuei assistindo televisão, troquei de canal momentos depois e deixei em algo mais interessante.
.
Uma hora depois eu me enjoei de assistir e a desliguei, apaguei a luz e fui para a cozinha beber água. Acabei bebendo um copo e meio e me saciei, peguei um cachinho de uva rosada e me deliciei. Acabei bebendo mais um copo de água e me senti empanzinada, lavei o copo depois e o coloquei para secar. Apaguei a luz da cozinha e subi a escada devagar, tuquinha latiu um pouco e eu a olhei.
—Quietinha tuquinha! A recriminei de forma carinhosa e ela se deitou me olhando.
Abri a porta do quarto e um abajur somente estava aceso, Edward estava dormindo e fechei a porta após entrar. Fui para o closet e peguei uma camisola, pela noite estar abafada eu tomei mais uma vez um banho relaxante após me aliviar e saí para me secar. Vesti a camisola, a calcinha, penteei o meu cabelo e escovei meus dentes. Sentindo-me fresquinha, e ao sair do banheiro notando a friagem do quarto, eu apaguei a luz e fui me deitar sob os dois edredons. O meu corpo agradeceu e me ajeitei no travesseiro, deitei-me de lado e senti Edward se aproximar de mim.
—Você demorou. Disse ele estando pertinho do meu ouvido mandando arrepios para as áreas sensíveis do meu corpo.
—Um pouco, não vejo problema. Falei de olhos fechados.
—Claro que não. Disse ele e beijou o meu pescoço de forma carinhosa. Fiquei toda arrepiada na mesma hora.
—Boa noite. Falei me ajeitando e ele se afastou.
Fechei os meus olhos e não demorou muito acabei dormindo.
.
....................................................................
Segunda feira, 28 de Dezembro.
Às 08:33min.
Acordei com o choro da neném através da babá eletrônica e olhei para o lado, Edward não estava deitado e se arrumava no banheiro para ir trabalhar. Eu me levantei e fui para o banheiro, eu precisava me aliviar por ter bebido muita água antes de dormir. Arriei a minha calcinha e me sentei no vaso, nisso eu olhei para o Edward que não ficou me reparando.
—Bom dia. Disse ele ajeitando a blusa impecavelmente branca.
—Bom dia Edward.
Asseei-me e lavei as minhas mãos, não me demorei e fui até a minha filha no quarto. Estando no quarto dela eu a peguei no colo, Marie parou de chorar e Edward entrou no quarto minutos depois segurando a mamadeira dela.
Sem mais e nem menos eu a alimentei e ela mamou tudo, tive que trocá-la depois e ela ficou limpinha. Penteei o cabelo dela e Edward a pegou de mim.
—Vou descer com ela.
—Ta bom, eu preciso me trocar.
—Te espero lá em baixo.
Edward desceu com a neném e eu fui para o quarto. Troquei de roupa, escovei meus dentes e ajeitei o meu cabelo. Saí do quarto após arrumá-lo e desci a escada devagar, todos já estavam na sala sentados à mesa e o café da manhã foi servido. A minha vitamina verde foi entregue pela Mary e a tomei, estava muito boa e ingeri a minha vitamina diária. Marie fez pirraça querendo o pão que o pai comia e eu dei um pedacinho a ela, o mesmo foi muito bem aceito e ela babou mais que comeu. Aquela vitamina verde me deixava empanzinada e comi um pedacinho de pão doce, não querendo mais nada eu os aguardei a comer. Edward comeu bastante e se sentiu saciado após comer a banda de mamão com mel. Aos poucos os outros foram terminando de comer e nos levantamos da cadeira. Fiquei com a Marie e eles foram pegar as malas no quarto, após descerem, nos despedimos. Dona Ana ficaria conosco até o ano novo decidiu ela e fomos todos até a garagem, nos despedimos mais uma vez e eles se acomodaram no carro de Edward, no da Alice e em uma pirua Blazer dos seguranças. Carlisle deu um selinho na esposa, fez carinho na Marie e acenou para mim, já o Edward se aproximou e deu um beijo na Marie.
—Tchau. Falou ele me olhando.
—Bom trabalho. Espero que não mexa com coisas su.....Falei baixinho, mas ele me interrompeu.
—To indo. Disse ele me reprovando. –Apenas se cuide.
Ele se afastou e eu fiquei os olhando, acenei para o pessoal que estava dentro do carro e eles acenaram de volta. Alice veio até a mim e...
—Vou até a igrejinha ver com o padre a respeito do batizado e te falo.
—Tudo bem e veja as datas disponíveis.
—Farei isso.
—Ok. Falei sorrindo e nos abraçamos ao nos despedirmos, depois ela foi para o carro.
Os carros foram ligados e eles se foram, o portão foi fechado e Esme nos olhou.
—Vem com a vovó bebê. Disse Esme se aproximando e abriu os braços, sorrindo Marie foi com ela sem reclamar.
—Ta no colo da vovó filha? Perguntei sorrindo e ela sorriu.
—Eu sou a bisa dela hein! Disse dona Ana e sorrimos.
—Vamos entrar e se quiser descansar mais filha, eu fico com a minha neta.
—Eu estou bem, posso ficar com vocês.
—É melhor não abusar e fique repousando.
—Ta eu vou subir, mas se a minha filha fizer muita arte pode levar ela.
—Ahhh!! Agora eu irei curtir bastante a minha neta.
—Tudo bem.
Entramos e elas foram para a sala, já eu subi e me deitei. Fiquei ali pensando na minha vida e aos poucos eu fui sentindo o sono me levando.
.
Às 12:37min.
Despertei do nada e me espreguicei preguiçosa, o telefone ali no quarto de Edward tocava e eu o atendi.
—Alô.
—Eu já liguei por duas vezes e nada. Disse Edward.
—Eu acabei de acordar agora com o telefone tocando.
—Está tudo bem aí?
—Sim.
—E a minha filha?
—Está com a avó provavelmente.
—Ok.
—Você vai vir para almoçar?
—Não, eu vou para o meu apartamento e vou preparar algo lá, é mais perto.
—Isso é.
—Talvez eu fique em meu apartamento e chame a Victória para cuidar das minhas coisas, ficará lá igual à Mary quando ela ficou lá comigo.
—Chame-a se você quiser Edward, quem irá pagar será você e não eu! Falei um pouco raivosa, mas me controlei.
—Pra que falar dessa forma? Nós estamos conversando numa boa bella.
—Estou cansada e preciso desligar, tchau.
—Até mais tarde.
—Até Edward. Falei de olhos fechados e os abri.
Coloquei o telefone sem fio na base e me sentei na cama, eu precisava ir ao banheiro e fui. Estando com as mãos lavadas agora, eu ajeitei o meu cabelo e o prendi em um rabo de cavalo. Saí do quarto e desci a escada devagar, fui para a sala e Esme estava ali com a dona Ana assistindo televisão. Marie estava no colo da avó de consideração de Edward e eu me sentei ao lado dela.
—Descansou bem?
—É, eu descansei sim.
—Está animada em ter outro bebê?
—Estou me adaptando, na verdade eu não queria outro bebê tão cedo.
—Ai filha não o rejeite dessa forma.
—Não estou rejeitando, mas sou realista. Olha a minha situação.
—Está aqui conosco, me faz companhia, então não reclame do meu netinho filha. Falou Esme. –Estou curiosa para saber o que é. Se é neta ou neto. Tem um palpite?
—Não mesmo. Menti e dona Ana sorriu.
Passamos um bom tempo ali conversando e almoçamos, dessa vez o meu estômago não pregou peças pela Mary ter feito macarrão, salada de batata e frango assado para eu comer.
—Amiga quanto carboidrato e já basta essa vitamina que eu tomo todos os dias.
—É para você engordar rápido.
—Não quero engordar muito, caso eu engorde o bebê eu terei que abrir a minha barriga.
—Que isso amiga. Falou ela e as outras sorriram.
—É verdade, eu sofri para trazer a Marie ao mundo.
—O meu filho falou.
—Pois ele viu o meu drama Esme e eles tiveram que me cortar para a minha filha sair, só Deus sabe quanta força eu fiz para nada. A sensação era que eu estava entalada, mas graças a Deus após o corte eu tive a minha filha rapidamente.
—Imagino. Falou Esme sorrindo. –Mesmo assim eu sou a favor do parto normal, a mulher se recupera mais rápido.
—Isso é, mas dói demais.
Sorrimos e Victória terminava de dar a papinha de legumes com macarrão e caldo de feijão para a neném. Marie comia bem e Victória me entregou a minha filha, ela ao me ver comer quis também.
—Ainda não se saciou filha? Perguntei a olhando.
Como a minha comida estava com pouquíssimo tempero, eu amassei a batata e dei a ela, Marie mais que depressa comeu. Ela estava com fome, mas evitei dar para não delatar o estômago dela. Mesmo assim ela não desistiu e chorou muito, com pena fiquei dando a ela até ela se enjoar. Na hora da sobremesa eu aceitei por ser a famosa salada de frutas, mas dispensei o leite condensado e me deliciei.
Acabando de comer Esme e a dona Ana quiseram ir descansar no quarto e eu fiquei com a minha filha. Marie começou a ficar enjoadinha e vi que eu teria que trocá-la, então eu subi com ela e fui para o seu quarto. A deitei no berço e a mesma ficou chorando, fui para o banheiro dela e preparei tudo.
Após trocá-la ela dormiu em meus braços, fui com ela para o quarto do pai e a deitei na cama estando de camiseta e fralda somente. Deitei-me ao lado dela e fiquei assistindo televisão.
.
20h da noite.
Eu acabava de dar banho na minha filha tendo a companhia de Mary ali e tirei a Marie da água, Mary a secou para mim e eu a vesti. Marie ficou cheirosinha e Mary desceu, dei a mamadeira a ela e após terminá-la ela dormiu. Coloquei a neném no berço estando o ar gelando muito pouco e trouxe a babá eletrônica comigo, fui para o quarto e tomei o meu banho com calma. Lavei a minha cabeça e me assei, tornei a me ensaboar novamente e me enxaguei. Saí para me secar e vesti uma saia vermelha, escolhi uma blusa de amarrar na cintura branca e deixei o meu cabelo solto. Passei um gloss vermelho em meus lábios e me olhei no espelho, eu estava bem e calcei uma sandália baixa na cor vermelha. A mesma era bonita, eu estava me sentindo bela.
Saí do quarto após apagar a luz e me preparei para descer a escada, vi Edward sentado no bar sendo muito bem servido de bebida por Victória e continuei descendo como se aquilo não me atingisse. Estando no andar de baixo agora, ele me olhou.
—Boa noite. Disse ele me avaliando.
—Boa noite Edward. Falei mudando a babá eletrônica de mão o olhando sem piscar.
—Marie já está dormindo?
—Sim. Vou beber água, com licença. Falei passando por eles.
Saí de perto dele e fui para a cozinha, abri a geladeira e tirei a garrafa de água. Bebi dois copos de água e guardei a garrafa, lavei o copo e fui para o quintal sentar-me no jardim. O ventinho estava frio pela casa ser perto do mar e olhei para o céu, o mesmo estava estrelado.
Não demorou a Mary veio me chamar para jantar e eu entrei, cumprimentei todos a mesa e fui servida. Comi calada a principio, mas depois eu conversei bastante com a dona Ana. Edward bebeu bastante e eu o olhei, ele percebeu que eu o reprovava com o olhar, mas ele não ligou e pediu mais uma dose de Whisky. Ele bebeu com vontade quando foi servido e pediu mais uma, sendo que com água de coco e duas pedras de gelo agora. Victoria se afastou e eu terminei de comer, eu preferi não comer muito por ter que tomar a vitamina de mamão com beterraba antes de dormir. Esme começou a rir com o que a dona Ana estava contando e até eu sorrir, mas no fundo o meu humor não era o mesmo naquele momento. Carlisle bebia suco, só o filho já havia bebido muitas doses de whisky e eu reprovava quando ele bebia assim, mesmo que fosse para descontrair e ele abusava. Não sei se eu estava bancando a chata no momento por ele estar tendo a atenção exagerada da empregada oferecida, ou não sei, só sei que eu estava chateada.
Recusei a sobremesa e eles se deliciaram, sentindo-me cansada e uma boba.
—Pessoal, eu irei subir para dormir.
—Já filha?
—Sim dona Ana, eu já estou com sono.
—Então boa noite.
—Boa noite para todos. Falei indo até Esme e a beijei na bochecha, fiz o mesmo com a dona Ana e acenei para os homens.
—Durma bem querida. Falou Carlisle.
—É, durma bem. Falou Edward olhando para o copo.
—Farei a mamadeira da Marie e a deixarei na merendeira térmica lá no quarto. Irei preparar a sua vitamina também.
—Obrigado Mary, eu te aguardo.
—Ok.
Saí da sala e subi a escada, entrei no quarto e fechei a porta. Coloquei a babá eletrônica sobre o criado mudo e fui para o banheiro escovar meus dentes, lavei o meu rosto depois e me aliviei. Sequei-me bem e saí do banheiro após lavar as minhas mãos, fui para o closet e chorei estando ali enquanto eu trocava de roupa. Eu não podia me deixar abater, ainda mais Edward estando envolvido nessas coisas ainda e terminei de por a camisola branca. A mesma era tão bonita eu a admirava e deixei o meu cabelo solto, apaguei a luz do closet e fui para o quarto. Edward entrou no mesmo enquanto eu andava e ele parou para olhar ao me ver passar, eu sabia que a camisola era linda e o meu cabelo comprido dava o ar da graça. Mesmo eu tendo emagrecido eu não deixei de ser mulher. Uma mulher bonita.
CONTINUA........
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